17 de janeiro de 2018

Mudança de planos

Cai resistência a Bolsonaro no Exército

Crédito: IGO ESTRELA/ESTADÃO CONTEÚDO/AE
O deputado Jair Bolsonaro (Crédito: IGO ESTRELA/ESTADÃO CONTEÚDO/AE)
O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) quebrou a resistência a seu nome dentro da cúpula das Forças Armadas. Essa mudança de posição, no entanto, não se transformou em um apoio ao pré-candidato, que deve se filiar ao PSL em março para disputar o Palácio do Planalto. O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, diz que a oposição a Bolsonaro deixou de existir, mas, mesmo o deputado sendo um capitão do Exército na reserva, ele não pode ser apontado como candidato da corporação.
“Institucionalmente, a posição das Forças Armadas é a mesma em relação a todos os candidatos, somos uma instituição de Estado. Bolsonaro deixou de ser militar há 30 anos. Atualmente, é um político, igual aos demais que estão se movimentando neste cenário para as eleições de 2018”, afirmou o general ao jornal O Estado de S. Paulo.
Generais, brigadeiros e almirantes da ativa consultados pela reportagem avaliaram que o fato de o deputado ter defendido a tropa durante as sessões da Comissão da Verdade, no governo da presidente cassada Dilma Rousseff, ajudou a romper as críticas. Além disso, atualmente quatro dos 15 generais que integram o Alto Comando do Exército são colegas de Bolsonaro na turma de 1977 da Academia Militar das Agulhas Negras.
Nos últimos anos, o deputado também tem mantido contato informal com oficiais-generais, da ativa e da reserva, incluindo o alto comando das três Forças e participado constantemente das formaturas de turmas de oficiais.

Prisão
A oposição ao nome do deputado nas Forças vinha do fim dos anos 1980, quando ele deixou o Exército por criticar em artigos os “salários baixos” da corporação, estando na ativa. Ainda capitão, foi preso no quartel, em setembro de 1986, por conceder entrevistas sobre os salários e depois investigado pela acusação de ter elaborado um suposto plano para explodir um duto do Rio Guandu.
Foi absolvido pelo Supremo Tribunal Militar (STM). Em seus mandatos na Câmara dos Deputados – foi eleito pela primeira vez em 1991 e está na sétima legislatura -, conseguiu mais desafetos com discursos duros contra a cúpula das Forças Armadas. “O passado já é passado. Então, não pesa neste aspecto”, disse Villas Bôas.
Questionado sobre a posição do general de Exército Antônio Hamilton Mourão, que afirmou que Bolsonaro “é um dos nossos”, Villas Bôas disse que “não encampa” essa ideia. “Individualmente, como os militares e a família vão votar, não tenho condições de avaliar qual é a tendência”, afirmou o comandante. Na ocasião, Mourão afirmou: “O deputado Bolsonaro já é um homem testado, é um político com 30 anos de estrada, conhece a política. E é um homem que não tem telhado de vidro”.
A declaração do general Mourão foi dada em palestra em Brasília no fim do ano passado, quando ele ainda estava no Comando Militar do Sul, de onde foi afastado por suas declarações políticas, proibidas pelo regulamento militar.
Para oficiais ouvidos pela reportagem, um dos pontos a favor de Bolsonaro como candidato à Presidência é o fato de ele não ser investigado em casos de corrupção. Os militares demonstram, no entanto, preocupação com o temperamento intempestivo do deputado federal e a filiação a um partido pequeno.

Formaturas
Bolsonaro compareceu no ano passado a praticamente todas as cerimônias de formaturas de escolas militares. Foi ovacionado em algumas ocasiões e é requisitado para selfies com os formandos. Desde seu primeiro mandato, o deputado já ouviu gritos de “líder, líder”, em uma formatura da Academia Militar das Agulhas Negras, e de “mito, mito”, em uma escola de formação de praças da Marinha.

Emendas
Levantamento feito pelo Estadão/Broadcast mostra que o pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro destinou 59,2% do total de suas emendas parlamentares para atividades relacionadas às Forças Armadas. Dos R$ 76 milhões indicados pelo deputado em emendas entre 2014 e 2017, R$ 45 milhões tiveram essa destinação.
O deputado reservou recursos para Marinha, Exército e Aeronáutica. A maior parte das rubricas orçamentárias foi para assistência médica e odontológica de servidores e militares, unidades de saúde, compra de equipamentos e ambulâncias, além da modernização de hospitais militares.
Quase todos os anos, ele garantiu verba para a Academia Militar das Agulhas Negras, onde se formou, e à brigada paraquedista do Exército. Procurado, o deputado não respondeu à reportagem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Isto É/montedo.com

Patrulha do Exército resgata jovem perdido na selva amazônica

Militares do Exército que compõem Grupo de Busca e Salvamento resgatam jovem perdido na Selva Amazônica
Humaitá (AM) – Em 12 de janeiro, o Grupo de Busca e Salvamento do 54° Batalhão de Infantaria de Selva (54º BIS) foi acionado com a finalidade de realizar buscas na BR 230 (Rodovia Transamazônica), nas proximidades do Km 90, pelo jovem Murilo Nascimento de Souza, de 16 anos, natural de Humaitá, que se perdeu na região, após entrar sozinho na selva para buscar castanhas.
Após as buscas realizadas junto com a população local, a tropa obteve êxito na procura, vindo a achar o cidadão por volta das 20h do dia 14 de janeiro, sem nenhum problema de saúde grave, a 10 km do local de origem. O rapaz foi conduzido para o hospital municipal de Humaitá, para avaliação médica.
Com informações e imagem de Exército Brasileiro

Exército apreende meia tonelada de 'skunk' na "Cabeça do Cahorro"

O Exército Brasileiro por intermédio do Comando Militar da Amazônia realizou na noite do dia 15 de janeiro, mais uma apreensão de entorpecentes no Alto Rio Negro, na região conhecida como “Cabeça do Cachorro”, parte noroeste do Amazonas.
A apreensão deu-se durante o vasculhamento noturno de uma trilha por tropa do 5º Batalhão de Infantaria de Selva, quando foram confiscadas quase meia tonelada de material similar a skunk.
EB/montedo.com

Maia promete acelerar envio de soldados à República Centro-Africana

Na ONU, presidente da Câmara ainda debateu situação da Venezuela com secretário-geral
Soldados brasileiros da Minustah (Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti) em Porto Príncipe. - Daniel Marenco / Agência O Globo
HENRIQUE GOMES BATISTA
ENVIADO ESPECIAL
NOVA YORK — O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou na tarde desta segunda-feira na sede da ONU, em Nova York, que o Congresso deve aprovar rapidamente o envio de tropas para a missão de paz na República Centro-Africana, nos moldes do que ocorreu na missão do Haiti. Maia se encontrou com o secretário-geral da entidade, António Guterres.
— Eu disse a ele (Guterres) que vou trabalhar junto ao presidente Michel Temer para que ele possa encaminhar logo a autorização (para a participação das Forças Armadas), para que o Congresso possa aprovar a decisão o mais rápido possível — disse ele.
O presidente da Câmara ainda disse que debateu a situação da Venezuela, lembrando que o país pode ajudar no que for possível, mas que muitas pessoas do país vizinho estão chegando em áreas carentes do Brasil, como Roraima.
— Há uma preocupação grande do governo de Roraima, estamos fazendo o possível, o ideal é que esta ajuda ocorresse no lado Venezuelano, mas o governo do país não aceita — disse Maia, que afirmou que não foi tratado nenhuma ajuda direta da ONU no Brasil neste caso, mas que isso seria bem-vindo.
O Globo/montedo.com

Histórias de quartel: "A notícia"

A notícia
Ruben Barcellos
Nenhum texto alternativo automático disponível.
Gravura: Coronel Estigarríbia
Quem disser que não se lembra do Faustino, não serviu com ele.
Era um "alemón crânti", pernas tortas, atrapalhado pra falar e nunca deixava alguém - fosse quem fosse- sem resposta.
Um dia, houve um acidente no campo de polo e o sargento Correia bateu com a cabeça na pata do cavalo, vindo a desmaiar.
Correia baixou ao hospital e nada de acordar. Como era muito amigo do Faustino, advinha quem foi escalado pra dar a notícia pra família? Ele mesmo, o próprio. Só que disseram pra ele "preparar" a família para o pior.
Chegando na casa do acidentado, bateu palmas no portão. Veio atender a mãe do sargento. E o Faustino:
- A sihora que é a mãe to finato sarchento Corêia?
A mulher caiu dura pra trás. E correu a esposa, já chorando:
- Ai, moço o que o senhor tá dizendo pra coitada da minha sogra? Meu marido tá jogando polo lá no quartel!
E ele, botando as mãos na cintura:
- A sihora é que pêssa! Ele caiu de toto cumprimento e se arrepentou no chon!
A "viúva" ainda tentou uma notícia boa:
- Mas...ele não vem pra casa hoje?
E o Faustino:
- Olha, tona...o cavalo pissou na cabeça tele e ele ficou lá, ó, turinho ta silva...
Faustino era dramático por natureza. Correia deu alta no outro dia e voltou pra casa, são e salvo.

16 de janeiro de 2018

GloboNews Especial faz um panorama da atuação das Forças Armadas nos estados

"Não tem o menor cabimento", diz Villas Bôas sobre reunião de generais para avaliar julgamento de Lula

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Cláudio Humberto

O comandante do Exército, general Eduardo Vilas Boas, deu risada quando soube do suposto almoço de oficiais generais, dia 25, para analisar o julgamento de Lula. “Não tem o menor cabimento”, disse.

DIÁRIO DO PODER/montedo.com

Quem se habilita?


Morre no Rio o General Tinoco, ministro do Exército de Color de Mello

Rio de Janeiro (RJ) - Em nota, o Comando Militar do Leste informou o falecimento nesta segunda-feira (15) do General de Exército Carlos Tinoco Ribeiro Gomes. Ele estava internado no Hospital Geral do Exército no RJ. A causa da morte não foi informada.

Carioca, o general Tinoco tinha 89 anos e formou-se aspirante de infantaria na Escola Militar do Realengo(RJ) em 1949.

Ele foi o ministro do Exército no governo de Fernando Collor de Mello, de março de 1990 até a cassação do presidente, em outubro de 1992, quando deu lugar ao general Zenildo de Lucena.

Sarney Filho usa avião da FAB e passa 5 dias em Noronha com a família

Na agenda, havia apenas uma reunião em 23 de novembro. Depois de questionada pelo Metrópoles, Pasta incluiu outros compromissos
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Destino escolhido pela deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) para passar o Ano-Novo, Fernando de Noronha recebeu a visita de outra autoridade no fim de 2017. Em 22 de novembro, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV-MA), viajou em um avião da Força Aérea Nacional (FAB) para uma reunião, no dia seguinte, quinta-feira (23), com representantes do Parque Nacional Marinho. Contudo, em companhia da mulher e do filho mais novo, ele permaneceu na ilha até o domingo, dia 26.
Na agenda de Sarney Filho, havia apenas a reunião do dia 23. Estranhamente, depois de questionado pelo Metrópoles, o ministério incluiu, em seu site, compromissos oficiais nos dias 24 e 25.
Segundo levantamento feito pela reportagem, nos registros de voos divulgados pela FAB, a viagem do ministro foi o único trecho operado para Fernando de Noronha em 2017. O percurso foi feito de Brasília à ilha no dia 22 de novembro, com decolagem às 14h15 e pouso às 17h45.
Divulgação
Na informação do deslocamento, constam cinco passageiros, incluindo Sarney Filho. A Aeronáutica não divulga a identidade dos viajantes. Em fotos publicadas nas redes sociais, o titular da Pasta, que é filho do ex-presidente da República José Sarney, aparece em pontos turísticos da ilha na companhia da mulher, Camila Rebouças, e do filho mais novo, João, de 11 anos.
A viagem a Fernando de Noronha foi justificada pelo ministro como “serviço”. Na primeira agenda oficial divulgada pela Pasta do Meio Ambiente, constava, no dia 23 de novembro, uma reunião com a equipe técnica do Parque Nacional Marinho da ilha, o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ricardo Soavinski, e o chefe do Núcleo de Gestão do órgão, Felipe Mendonça, sem horário definido. No dia 24, uma sexta-feira, o calendário registra apenas “Fernando de Noronha – PE”.
Após contato do Metrópoles, o ministério alterou a agenda oficial, adicionando o horário da reunião do dia 23 de novembro (11h) e compromissos nos dias 24 e 25. Na sexta (24), segundo o órgão, Sarney Filho participou de uma reunião sobre “saneamento básico, energia alternativa, ampliação do dessalinizador, plano de manejo e extrapolamento da capacidade suporte na ilha”, às 10h, e visitou o Projeto Tamar, às 16h. No sábado (25), o político teria visitado o Projeto Golfinho Rotador, às 10h.
De acordo com o Decreto n° 4.244/2002, que dispõe sobre os voos, é permitida a utilização de aeronaves da FAB para o transporte de autoridades, como vice-presidente; presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados; ministros de Estado; e comandantes das Forças Armadas. Nos motivos listados para o uso dos aviões, estão “segurança e emergência médica, viagens a serviço e deslocamento para o local de residência permanente”.
Por meio de nota, o Ministério do Meio Ambiente afirmou que “em nenhum momento o ministro Sarney Filho levou qualquer membro de sua família em aeronave da FAB para Fernando de Noronha”. A Pasta relatou que o político maranhense viajou apenas na companhia do presidente do ICMBio, Ricardo Soavinski. O órgão não informou, contudo, a identidade dos outros três passageiros relacionados no registro da Aeronáutica.

Família já viajou em avião da FAB
Ao longo dos últimos anos, a mulher e o filho do ministro já figuraram em listas de passageiros de voos operados pela FAB. Em 2016, o órgão cedeu uma aeronave para um encontro sobre sustentabilidade no hotel Refúgio Ecológico Caiman, no Mato Grosso do Sul. O nome de João José Serra Sarney, filho do político, constava na comitiva.
Camila Serra, esposa do político, aparece no registro de uma viagem em abril de 2017 para um evento do grupo Lide, de João Dória (PSDB), em Foz do Iguaçu (PR) e, em maio, para uma visita à Reserva Extrativista do Delta do Parnaíba — ambos, famosos destinos turísticos. As informações foram divulgadas pelos ministérios do Meio Ambiente e do Planejamento, são públicas e estão disponíveis on-line.
A FAB informou que a Aeronáutica cede os aviões para as autoridades, quando requisitados. A responsabilidade sob a lista de passageiros, segundo o órgão, é do ministério que solicitou o transporte.
As informações da FAB registram somente a ida do ministro de Brasília a Fernando de Noronha. O Ministério do Meio Ambiente informou que Sarney retornou a Brasília em um avião de carreira. Informações disponibilizadas on-line pelo Ministério do Planejamento sobre a compra direta de bilhetes aéreos pelo governo federal apontam a aquisição pelo gabinete do Ministério do Meio Ambiente de uma passagem aérea no valor de R$ 1.490,90.
O bilhete, da Gol Linhas Aéreas, foi comprado no dia 21 de novembro para decolagem no dia 26, às 15h35. O destino, contudo, não é apresentado no registro.
A Gol é uma das duas companhias que operam voos comerciais para Fernando de Noronha. Aos domingos, a empresa disponibiliza apenas uma opção para o trecho entre a ilha e a capital federal, com conexão em Recife. O horário do voo é 15h35.

Processo
Sarney Filho é um dos ministros de Estado que sofreu, em dezembro de 2017, um procedimento administrativo aberto pelo Conselho de Ética da Presidência da República. A medida foi adotada, segundo o órgão, após a publicação de uma matéria do jornal Folha de S. Paulo sobre a concessão de “caronas” em aeronaves da FAB por políticos.
O episódio provocou também uma manifestação do Ministério Público Federal. A Procuradoria da República no Distrito Federal enviou em dezembro uma recomendação à Presidência sobre a utilização de aviões da FAB por autoridades. O documento traz o resultado de um inquérito civil público instalado para apurar, pelo menos, 238 viagens realizadas por 21 ministros “sem justificativa adequada”.
Segundo a manifestação, o decreto que rege o uso de aviões da FAB por autoridades lista as personalidades contempladas pelo benefício, mas é silente sobre o transporte de acompanhantes. O órgão afirma que a “lacuna normativa” é utilizada para validar a prática das “caronas” em aeronaves públicas. À Presidência da República, o MP recomenda a reedição do texto, a fim de esclarecer “potenciais dúvidas na interpretação da norma”.

Polêmicas
A utilização do aparato de transporte e hospedagem da FAB em Fernando de Noronha por políticos e outras autoridades já foi alvo de diversas polêmicas. A última delas envolveu a deputada indicada pelo presidente Michel Temer (MDB) ao Ministério do Trabalho, Cristiane Brasil. A parlamentar e um grupo de amigas hospedaram-se no hotel de trânsito da Aeronáutica na ilha durante o Ano-Novo.
Em 1999, ministros do então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foram personagens de um escândalo político envolvendo voos e hospedagem da FAB em Fernando de Noronha. Entre eles, políticos que fazem ou fizeram parte do primeiro escalão do governo Temer, como Eliseu Padilha, Raul Jungmann e José Serra.

Outro lado
Por meio de nota enviada após a publicação da matéria, o Ministério do Meio Ambiente confirmou que a mulher e o filho de Sarney Filho estiveram em Fernando de Noronha no mesmo período da viagem do ministro à ilha. O órgão informou, contudo, que a viagem dos familiares do político foi realizada “sem qualquer ônus para o governo federal”.
A Pasta enviou as cópias das passagens aéreas de Camila Serra e João Sarney com os trechos entre Brasília e Fernando de Noronha nos dias 22 e 26 de novembro, período em que o ministro realizou viagem oficial à ilha.
METRÓPOLES/montedo.com

MT: polícia prende homem procurado pela morte de cabo do Exército

M.C.S.D. é suspeito de envolvimento no assassinato de Paulo Roberto Parabá de Oliveira, de 23 anos
Paulo Roberto Parabá de Oliveira (23 anos) foi morto com vários tiros em 30 de outubro (Imagem: Cáceres Notícias)
DA REDAÇÃO
Cáceres (MT) - A Polícia Militar de Cáceres (a 250 km de Cuiabá) prendeu um homem com um mandado de prisão em aberto por homicídio. A prisão aconteceu no final da manhã deste domingo (14), no Bairro Paraíso.
M.C.S.D. é suspeito de envolvimento na morte do cabo do Exército Paulo Roberto Parabá de Oliveira, de 23 anos.
O crime aconteceu no dia 30 de outubro do ano passado no Município.
O cabo foi encontrado caído na rua Bela Vista, no Bairro Jardim Imperial, com duas perfurações de arma de fogo na cabeça e uma nas costas.
Uma das perfurações atingiu a vítima nas costas e as outras duas foram na cabeça a queima roupa, segundo a Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica).
Segundo o delegado Wilson Souza Santos, M.C., tem passagem anterior por outro homicídio e quando estava preso, o cabo do exército deu carona para sua companheira. Na ocasião, a vítima levou a jovem até um motel, onde tentou manter relações sexuais com ela, fato que teria motivado o crime.

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Cabo do Exército é morto a tiros no MT
Com base nas informações, o delegado representou pela prisão preventiva do suspeito que foi deferida pela Justiça.
A ordem de prisão foi cumprida, no domingo (14), por policiais militares, sendo o suspeito localizado em via pública, no bairro Jardim Paraíso.
O suspeito foi encaminhado para a Delegacia de Cáceres.
Em nota na época do crime, o 2º Batalhão de Fronteira de Cáceres disse que iria acompanhar o andamento das investigações.
Mídia News/montedo.com

15 de janeiro de 2018

'Contaminação de tropas federais por facções criminosas preocupa', diz Comandante do Exército

Comandante do Exército vê negligência dos Estados e critica uso frequente das Forças Armadas em ações de segurança pública
exército
O general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
Entrevista com 
Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército
Tânia Monteiro, O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - A atuação frequente das Forças Armadas em operações de segurança pública nos Estados “preocupa muito” pela possibilidade de infiltração do crime organizado nas tropas, afirma o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas. Em entrevista ao Estado, o general diz que por isso quer evitar o uso frequente das Forças Armadas e cita um caso registrado no Rio. “Foi pontual. Está infinitamente distante de representar um problema sistêmico, mas temos preocupação e estamos permanentemente atentos em relação a isso.”
Para o comandante, houve “negligência” em grande parte dos Estados em relação à segurança pública. Ele avalia que o uso das tropas federais “não tem capacidade” de solucionar os problemas e se mostra incomodado com a possibilidade de “uso político” das Forças Armadas nas eleições. O comandante avalia que, no dia 24, quando está sendo anunciada uma grande mobilização para acompanhar o julgamento do ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva, em Porto Alegre, a Brigada Militar do Estado tem “plenas condições” de controlar a situação.
A seguir, a entrevista:

Em algumas comunidades, as organizações criminosas têm conseguido eleger candidatos e fazer indicações políticas para cargos públicos. Há preocupação da indicação política em polícias militares nos Estados?
A escolha de um comandante da Polícia Militar sempre tem o caráter político. O problema é que houve distorção e adquiriu caráter político-partidário. Isso acaba provocando sectarismos, divisões e perda da coesão em instituições militares. A Constituição de 1988 permitiu que houvesse direito de associações com caráter de sindicato, o que atrapalhou a hierarquia e disciplina, porque ela é mecanismo de conter a violência e mantém a coesão das instituições. Sempre que uma instituição perde sua coesão, ela traz desgraças para ela própria e para a sociedade a que serve.

Há preocupação de que indicações políticas possam levar o crime para as instituições?
As facções criminosas no Rio e em São Paulo, que se estendem para outros Estados e produzem filhotes, e essa estruturação do crime, principalmente em relação ao narcotráfico e associações internacionais, aumentam em muito a capacidade de contaminação das instituições. Realmente preocupa porque isso pode se estender, claramente, em todo o processo político, de forma que eles coloquem pessoas ligadas a eles ou a seus próprios integrantes em cargos públicos importantes.

Existe essa contaminação do crime nas tropas federais?
Há preocupação de contaminação das tropas, e por isso queremos evitar o uso frequente das Forças Armadas. Recentemente, no Rio, verificamos desvios do nosso pessoal. Foram pontuais, restritos a um ou outro indivíduo, de nível hierárquico baixo. Está infinitamente distante de representar um problema sistêmico ou institucional. Mas temos preocupação e estamos permanentemente atentos.

O senhor teme o uso político das Forças Armadas para segurança pública próximo das eleições?
Há preocupação de uso político das Forças Armadas com a proximidade das eleições porque governos, não querendo sofrer desgastes políticos com a população e em determinadas situações por comodidade, solicitam intervenção federal.
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Em julho, homens das Forças Armadas patrulharam as ruas do Rio Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO
Como o senhor classifica a situação da segurança pública do País?
Tem havido negligência em relação à segurança pública no País. Mas também é surpreendente uma certa passividade da população em relação a isso. Nenhum conflito no mundo hoje faz perder o número de vidas que temos no Brasil, onde são assassinadas 60 mil pessoas por ano. Há negligência em grande parte dos Estados. Mas a questão da segurança é muito profunda e está claro que o simples emprego das Forças Armadas não tem capacidade, por si só, de solucionar problemas de segurança pública que estamos vivendo.

Onde a situação é pior?
Nos Estados do Nordeste, os índices de criminalidade são mais altos do que no Rio de Janeiro. Só que o Rio é uma caixa de ressonância. Por isso, é difícil dizer onde é mais grave ou não. No Rio Grande do Norte, de onde sairemos neste fim de semana (a entrevista foi feita na sexta-feira), fomos empregados pela terceira vez e, neste espaço de tempo, estruturalmente nada foi feito na segurança pública do Estado. Sabemos que, ao sairmos de lá, os problemas continuarão, o que indica que proximamente poderemos ser chamados a intervir. É preciso que se modifique os aspectos na conduta dos governos locais em relação à segurança pública. Acho que é inevitável que o governo federal terá de chamar para si a responsabilidade, pelo menos parcialmente, porque o crime extrapola as fronteiras e o combate está sem integração. Há Estados que nitidamente negligenciam essas preocupações e, nesse caso, o governo federal tem de intervir, usando Forças Armadas e Força Nacional de Segurança Pública.

Como resolver esta questão da criminalidade que afetou a segurança pública?
Somos um País carente de disciplina social, que prioriza os direitos individuais em relação ao coletivo e ao interesse social. E um ambiente de pouca disciplina favorece à diluição das responsabilidades. Por isso, há uma certa resistência a que se busque o saneamento das condutas individuais e coletivas. Por outro lado, estamos vivendo uma imposição do politicamente correto, vivendo uma verdadeira ditadura do relativismo e com uma tendência a que não se estabeleçam limites nas condutas. Isso vai numa onda e volta em um refluxo que atinge as pessoas e a sociedade como um todo. Isso está na raiz dos problemas, insisto, do politicamente correto, privilegia e atua reforçando o seu caráter ideológico e não apresentando a solução dos problemas. Quando nós vemos agressões a mulheres, abusos, quando vemos desrespeito, na raiz disso está a falta de limite e de disciplina que existe na sociedade. Precisamos de muito mais educação e responsabilidade por parte de todos e cada um precisa cumprir efetivamente seu papel e assumir suas responsabilidades até em relação à segurança.

É necessário o uso das Forças Armadas em Porto Alegre no dia 24 de janeiro durante o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva?
Este é um problema essencialmente de segurança pública. Não precisa de decretação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para isso. Assim como no Paraná foi muito efetiva a atuação do governo estadual na estrutura de segurança pública, o Rio Grande do Sul tem plenas condições de fazer face a essa questão. A Brigada Militar gaúcha é uma corporação capacitada. A estrutura de segurança pública tem condições de resolver o problema e o pedido do prefeito de tropas federais é inconstitucional.

Há uma banalização do uso das Forças Armadas?
Há uma tendência à banalização do uso da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e isso acarreta desvio de emprego das Forças Armadas.

Qual sua avaliação das eleições este ano?
As eleições, de certa forma, representarão um plebiscito em relação à Lava Jato.
ESTADÃO/montedo.com

'Não conseguiríamos manter nosso exército durante 6 meses sem apoio dos EUA', diz presidente afegão

Treinamento dos futuros soldados da Força Aérea do Afeganistão
© AP Photo/ Musadqe Sadeq
Sem o apoio financeiro dos EUA, o exército afegão não conseguirá manter-se mais do que seis meses, declarou o presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, em entrevista com o canal de televisão CBS.
"Não conseguiríamos manter nosso exército por seis meses sem apoio e capacidades dos EUA", destacou.
"Sim. Porque não temos dinheiro", respondeu o presidente explicando a razão.
Ao mesmo tempo, o presidente afegão sublinhou que o país "não precisa de outros [países] para conduzir suas batalhas".
De acordo com Ashraf Ghani, combatentes de 21 organizações terroristas operam no território do país.
Segundo indica o canal, em 2017 houve um período quando apenas em quatro meses mais de 4.000 policiais e militares afegãos ficaram feridos e 2.500 morreram.
Ao comentar essa situação, o presidente avisou que isso continuará até que "a segurança do Afeganistão seja garantida".
"Tão longo, quanto necessário [lutar]. Durante gerações, se for preciso", concluiu.
SPUTNIK/montedo.com

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