20 de novembro de 2017

Acusados de matar subtenente do Exército são condenados a mais de 20 anos de prisão

A vítima morreu a tiros em março deste ano após reagir a um assalto cometido pelos três acusados, na Feira da Compensa, em Manaus
Show c9c8f4b4 305e 499e 8e75 31a98e41d2d9O juiz titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Manaus, Luís Alberto Nascimento Albuquerque, condenou nesta quinta-feira (16) dois dos três acusados do latrocínio (roubo seguido de morte) que vitimou o subtenente do Exército Wladimir dos Santos Ladeira. O crime aconteceu por volta das 13h40 do dia 19 de março deste ano, na Feira da Compensa, localizada à rua Izaurina Braga (antiga rua São Pedro), na Zona Oeste da capital.
Dênis de Oliveira, o “Garnizé”, de 25 anos e Marcelo Martins Leal, o “Marcelinho”, de 21 anos, foram condenados pela autoria do crime. O terceiro acusado, Wander da Silva Melgueira, o "Espirro", de 43 anos, teve o processo suspenso, pois encontra-se foragido.
Dênis foi condenado a 22 anos e seis meses de reclusão, em regime fechado. Marcelo Leal, por sua vez, foi condenado a 21 anos e três meses de reclusão, em regime fechado, mas teve a pena reduzida em um ano em razão de ser menor de 21 anos na época do crime. Com isso, terá de cumprir 20 anos e três meses de reclusão.
Ambos estão recolhidos provisoriamente no sistema prisional da capital e, diante da condenação, o magistrado expediu guia de recolhimento e os mesmos deverão ser transferidos para o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), nos próximos dias.


O crime
'Garnizé' (esq.) e 'Marcelinho' foram condenados
O subtenente do Exército Vladimir Ladeira, mais conhecido Ladeira, tinha 46 anos e estava na companhia de alguns amigos em um comércio que costumava frequentar na Feira da Compensa, quando foi abordado por dois homens armados que anunciaram o assalto. O objetivo, segundo o inquérito policial, era roubar a arma do militar.
No momento da abordagem, Ladeira fez menção de sacar a pistola, quando foi atingido com vários tiros. O militar ainda foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Durante as investigações, a Polícia Civil utilizou as imagens das câmeras de segurança da Feira e de comércios vizinho para chegar aos criminosos.
Além de “Garnizé” e “Marcelinho”, a polícia também indiciou Wander da Silva Melgueira, o “Espirro”, 43 anos. Ele trabalhava na banca de venda de peixe que “Ladeira” frequentava – e onde ocorreu a abordagem dos assaltantes –, sabia que o militar costumava andar armado e teria passado esta informação a Garnizé e Marcelinho. A partir da prisão dos dois suspeitos, Wander se mudou do bairro da Compensa e desde então não foi encontrado pela Polícia.
*Com informações da assessoria de imprensa
A Crítica/montedo.com

Marinha e FAB enviam ajuda para buscas de submarino argentino desaparecido

SUBMARINO QUE TRANSPORTAVA 44 TRIPULANTES DESAPARECEU NA ÚLTIMA QUINTA
MARINHA DO BRASIL E A FORÇA AÉREA BRASILEIRA ENVIAM AJUDA PARA BUSCAS DE SUBMARINO ARGENTINO QUE DESAPARECEU DOS RADARES (FOTO: FAB)
A Marinha do Brasil e a Força Aérea Brasileira (FAB) enviaram três embarcações e duas aeronaves para o Sul da Argentina, onde um submarino que transportava 44 tripulantes desapareceu na última quinta (15).
O último contato do ARA San Juan com as autoridades argentinas foi feito na altura do Golfo de San Jorge, quando estavam em deslocamento da Base Naval de Ushuaia, no Sul do país, para a Base Naval de Mar del Plata.
Na manhã deste domingo (19), o navio brasileiro Almirante Maximiliano chegou ao ponto do último contato dos militares argentinos, mas o tempo ruim no local dificulta as buscas, devido às ondas, que chegam a 6 metros de altura. A Força Aérea Brasileira (FAB) enviou uma aeronave de busca e outra de patrulha para a região.
Em mensagem encaminhada ao presidente da Argentina, Mauricio Macri, o presidente Michel Temer refirmou compromisso de ajudar nas buscas do submarino. “Meu governo está totalmente empenhado para encontrar o submarino argentino e seus tripulantes. Envio mensagem de fé e de esperança às famílias dos marinheiros”, disse o presidente brasileiro. (AE)
DIÁRIOP do PODER/montedo.com

Nervosismo...

Resultado de imagem para gripenCláudio Humberto
Provocam grande nervosismo em setores militares as suspeitas de superfaturamento na compra bilionária de caças Gripen, investigado pelo Ministério Público Federal. A acusação de tráfico de influência motivou o bloqueio de R$24 milhões de Lula e do filho Luiz Cláudio.
DIÁRIO do PODER/montedo.com

Argentina detecta chamadas de emergência do submarino perdido no Atlântico

Tentativa de comunicação “não chegou a se completar com as bases”, segundo o Ministério da Defesa
O submarino argentino desaparecido, em fotografia tirada em 2014.
O submarino argentino desaparecido, em fotografia tirada em 2014. REUTERS
FEDERICO RIVAS MOLINA
Uma janela de esperança se abriu na busca pelos 44 tripulantes desaparecidos a bordo de um submarino argentino no Atlântico depois que o Ministério da Defesa detectou sete chamadas via satélite que se estima serem provenientes da embarcação. A comunicação com as bases “não chegou a se completar e trabalhamos agora para captar a localização precisão do emissor”, informou o Governo argentino. As tentativas fracassadas foram feitas entre as 11h e as 15h deste sábado e duraram entre quatro e 36 segundos. Isso “indicaria que a tripulação está tentando fazer contato”, observou a Defesa.
O Governo da Argentina atua com a ajuda de uma empresa norte-americana especializada em comunicação por satélite para analisar os dados que possibilitem definir a localização dos sinais e, eventualmente, o resgate dos tripulantes. Em mensagem no Twitter, o ministro da defesa, Oscar Aguad, não escondeu seu entusiasmo: “Estamos trabalhando arduamente para localizá-lo e transmitimos uma esperança às famílias dos 44 tripulantes: em breve elas poderão tê-los em suas casas”.
A busca pelo submarino se tornou uma causa nacional. A principal hipótese da Marinha é que a embarcação teve algum problema elétrico e por isso perdeu sua capacidade de comunicação. Foi descartada, até agora, a hipótese da ocorrência de um incêndio a bordo; acredita-se que o ARA San Juan ainda está em movimento, navegando em direção ao deu destino, como prevê o protocolo em casos assim. As chamadas via satélite corroboram essa hipótese. “Não se tem nenhum sinal grave do submarino. Ele simplesmente parou de se comunicar”, disse o porta-voz da Marinha argentina, Enrique Balbi. Quando emitiu as suas últimas coordenadas, a embarcação estava realizando operações de controle de pesca clandestina a cerca de 400 quilômetros da costa, na altura do Golfo San Jorge, entre Puerto Deseado e Comodoro Rivadavia, na Patagônia argentina.


A Marinha já perscrutou a superfície de 80% da região onde a embarcação poderia estar, até o momento sem êxito. Para isso, utilizou duas corvetas, um destroier, um avião Tracker e um B-200 de vigilância. Além disso, aceitou a ajuda oferecida pelos Estados Unidos, Reino Unido, Chile, Brasil e Uruguai. O Governo de Donald Trump enviou de El Salvador um avião marítimo P-84 Poseidon, preparado para “apoiar um amplo leque de missões em grandes volumes de água, incluindo operações de busca e resgate sob a superfície”, segundo nota divulgada pelo Comando Sul.
A situação emergencial impôs até mesmo um parêntese nas divergências diplomáticas entre a Argentina e o Reino Unido em relação à soberania das ilhas Malvinas: Londres enviou à região das buscas um Hércules que fica baseado no arquipélago. Em comunicado, a Marinha Real britânica anunciou, além, disso, o envio do quebra-gelos HMS Protector, que fica estacionado nas ilhas Georgias do Sul. “Estamos avançando o mais rapidamente possível para a região das buscas”, afirmou seu capitão, Angus Essenhigh.

Longa espera em Mar del Plata
Argentina detecta chamadas de emergência do submarino perdido no AtlânticoAs redes sociais se transformaram em veículo para amplas correntes de orações pelos 44 marinheiros. Até mesmo o papa Francisco expressou solidariedade com seus compatriotas. Por intermédio do bispo militar, monsenhor Santiago Olivera, o Sumo pontífice expressou “sua fervente oração” e pediu que “se faça chegar a seus familiares e às autoridades militares e civis desse país a sua proximidade neste momento difícil”.
O porto de Mal del Plata, na província de Buenos Aires, destino inicial do ARA San Juan, se tornou um ponto de peregrinação de pessoas que procuram informações, rezam e se apoiam umas nas outras. É o caso de Marcela Moyano, mulher de Hernán Rodríguez, chefe de máquinas do submarino. “É angustiante, uma mistura terrível de sentimentos, embora todas as famílias saibam que os tripulantes são muito experientes. Quero meu marido de volta”, disse Moyano à jornalistas. Alfredo, pai de Franco Espinoza, também membro da tripulação, disse ter tido conhecimento dos problemas na embarcação “ouvindo o rádio”. “Nunca vivenciamos uma incerteza como esta. Eu falei com o meu filho antes da viagem e ele não comentou nada sobre problemas ou alguma coisa esquisita na embarcação”.
O ATA San Juan é um dos três submarinos que a Marinha argentina possui. Fabricado em 1985 na Alemanha, tem propulsão elétrica a diesel convencional e carrega a bordo 960 baterias. Entre 2007 e 2014, o Governo de Cristina Kirchner efetuou uma revisão no submarino a fim de ampliar a sua vida útil por mais 30 anos.
EL PAÍS/montedo.com

19 de novembro de 2017

Cri-cri nutella!


Em imagens, a fuga e o sofrimento na República Centro-Africana

Refúgio no aeroporto de Bangui

Desde o golpe de Estado, há um ano, a situação na República Centro-Africana está fora de controle. Milícias cristãs e muçulmanas promovem amargos combates. Um milhão de pessoas estão em fuga. Quase todos os muçulmanos deixaram a capital, Bangui. Entre os que permaneceram, algumas centenas encontram abrigo num velho hangar do aeroporto.
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Perder tudo

O marido de Jamal Ahmed tinha guardado dinheiro suficiente para a fuga de sua família, quando as milícias cristãs chamadas "Anti-Balaka" invadiram sua aldeia natal. As poucas economias não foram suficientes - ele pagou com a vida. Jamal Ahmed vive no acampamento que surgiu no aeroporto: "Não conheço ninguém aqui. Não tenho mais nada. Não sei como será daqui para a frente.”
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Ver os netos mais uma vez

Aos 84 anos, Fatu Abduleimann está entre os moradores de idade mais avançada do campo de refugiados do aeroporto. Nas últimas décadas, Fatu assistiu a muitas dificuldades em sua terra natal. Mas nunca foi tão ruim quanto agora, diz a idosa. Seu único consolo: a maioria dos seus filhos conseguiu fugir para o Chade. Seu maior desejo: "ver os meus netos mais uma vez."
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Quilómetro Cinco, uma cidade fantasma

Exceto o acampamento de refugiados no aeroporto, quase todos os muçulmanos deixaram a cidade. Há alguns meses, o chamado "Quilómetro Cinco" era um animado centro da comunidade muçulmana. Mais de 100.000 pessoas moravam e trabalhavam aqui, a cinco quilómetros do centro da capital, Bangui. Agora, restaram apenas algumas centenas de pessoas. As lojas estão fechadas até nova ordem.
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Esperar o momento certo

Quase todos os muçulmanos que ainda restam no "Quilómetro Cinco" querem apenas uma coisa: sair daqui. Os caminhões para a fuga estão prontos. Eles esperam que um comboio tenha como destino os países vizinhos como os Camarões ou o Chade.

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A cidade de campos de refugiados

Não apenas os muçulmanos temem por suas vidas. Por toda a cidade de Bangui pode-se encontrar acampamentos provisórios em que a maioria da população, cristãos e animistas, procura proteção - por medo de um retorno das milícias islamistas ou simplesmente porque não têm o que comer - e espera por doações de alimentos.

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Ajuda sobrecarregada

O Pastor David Bendima recebeu, na sua igreja, mais de 40 mil pessoas que fugiram dos combates no centro da cidade. Mas ele também não pode garantir-lhes segurança suficiente. "Todas as noites ouvimos tiros e granadas explodindo. As pessoas estão com muito medo", diz o pastor. Ele parece cansado.

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Últimas reservas

Chancella Damzousse, de 16 anos, vive em uma aldeia a meia hora de distância de Bangui. Ela prepara o jantar. "Tudo o que resta são alguns grãos de feijão e um pouco de gergelim", diz a jovem. 15 pessoas terão que se satisfazer com a refeição. Desde que milícias muçulmanas destruíram o lugar há alguns meses e mataram muitos cristãos, a família de Chancella recebeu vários vizinhos.
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Vítimas, autores, sentinelas

Ao lado da casa de Chancella, há um guarda da milícia Anti-Balaka. Os amuletos em seu corpo o tornam invulnerável contra balas, explica ele. A milícia tomou o controle da região. Seu trabalho é proteger os moradores da aldeia do ataque de outros rebeldes. No entanto, a sua proteção aplica-se apenas aos cristãos - há muito tempo os muçulmanos deixaram o local ou foram mortos.
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Presença internacional

Sete mil soldados da União Africana e da França têm a responsabilidade de garantir a segurança no país dilacerado. A situação humanitária está piorando a cada dia, no entanto. Em 1 de abril, a União Europeia lançou oficialmente a sua operação militar na República Centro-Africana, com um contingente de até mil homens para reforçar as tropas francesas e africanas por um período de até seis meses.
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Autoria: Adrian Kriesch/Jan-P. Scholz
DW/montedo.com

O maior canhão da Segunda Guerra

18 de novembro de 2017

FAB desmente superfaturamento na compra dos caças Grippen

Nota da FAB ao site DIÁRIO do PODER, sobre a postagem 

Bloqueio de R$ 24 mi de Lula e seu filho seria por tráfico de influência na compra dos Grippen, diz MPF


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Prezado Cláudio Humberto,
Com relação à coluna publicada no jornal Diário do Poder, de quinta-feira (17/11/17), intitulada “Safadeza grande na compra de aviões de combate”, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica esclarece o seguinte:
Não é correta a informação de que o contrato foi assinado no valor de 5,4 bilhões de dólares americanos (USD), uma vez que, na verdade, ele foi celebrado em coroas suecas (SEK), no valor de SEK 39.882.335.471,65 (conforme Diário Oficial da União de 27 de outubro de 2014).
No câmbio atual* (16/11/17), isso corresponde a USD 4,74 bilhões. Dessa forma, se fosse aplicado o mesmo raciocínio simplista utilizado pela coluna para o cálculo do valor de cada aeronave, chegaríamos a U$D 131,7 milhões e não U$D 150 milhões, conforme afirma a nota.
Desse modo, fica evidente que o exemplo dado na nota é falso e que o argumento de superfaturamento de USD 10 milhões por aeronave vendida ao Brasil não procede, pois a comparação efetuada se apresentaria da seguinte forma:
USD 140 milhões (preço oferecido à Suíça, de acordo com informações da coluna)
USD 131,7 milhões (preço da aeronave brasileira, utilizando a mesma “metodologia” de cálculo da coluna)
USD 8,3 milhões (economia em relação à oferta teoricamente feita à Suíça)
É importante esclarecer que o valor final de cada aeronave varia de acordo com os requisitos técnicos solicitados pela Força Aérea do país comprador, o que impacta diretamente no montante final do contrato, tornando difícil uma comparação dos valores absolutos entre países compradores de uma mesma aeronave.
Não se pode esquecer que a escolha e aquisição da aeronave Gripen NG foram realizadas com base em mais de 30.000 páginas de estudos técnicos realizados pela Força Aérea Brasileira, tendo sido sempre pautados na valorização dos aspectos comerciais, técnicos, operacionais, logísticos, industriais, de compensação comercial e transferência de tecnologia.
Desta forma, fica muito difícil que pessoas alheias a esse processo possam comparar propostas comerciais dessa natureza, pois se trata de tarefa complexa e, feita da forma como o fez a coluna, pode facilmente haver uma distorção da realidade.
Assim sendo, para evitar que a credibilidade da coluna seja atingida pela divulgação de ilações e conclusões errôneas a respeito de questões extremamente técnicas e complexas, ressalto que sempre mantemos equipes de assessoria de imprensa disponíveis 24 horas por dia para apoiar a todos os jornalistas interessados.
Por fim, a Aeronáutica esclarece que, juntamente com a aeronave de transporte KC-390, a aquisição do Gripen NG é uma prioridade da Força e uma necessidade para o país, que contará com uma aeronave de última geração para atuar na Defesa Aérea Brasileira por, no mínimo, 30 anos.

Brigadeiro do Ar Antonio Ramirez LORENZO
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica
*O sítio eletrônico www4.bcb.gov.br/pec/conversao/conversao.asp, do Banco Central do Brasil, foi utilizado em 17/11/2017 para a conversão de moedas.

Cenário de violência crescente espera militares brasileiros na República Centro Africana

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Numa carta aberta enviada em agosto ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, cinco organizações internacionais de ajuda humanitária admitiram não estarem a conseguir operar no país por causa dos ataques constantes contra os seus funcionários.
A guerra entre rebeldes muçulmanos da milícia Seleka e a milícia cristã anti-Balaka dura há vários anos e nem civis, nem soldados da ONU escapam incólumes à sua violência.
Zentralafrikanische Republik Schulen
Antigo membro da milícia Seleka regressa à base em Bambari,
 no centro do país
Este ano, mais de 800 civis foram mortos e cerca de um milhão de pessoas foram obrigadas a sair das suas casas para procurar refúgio. Também em agosto, o coordenador do auxílio de emergência da ONU, Stephen O'Brien, alertou para sinais de genocídio no país.
A República Centro-Africana é um dos países mais pobres do mundo - ocupa o último lugar do Índice de Desenvolvimento das Nações Unidas. Neste país, uma em cada duas pessoas depende de ajuda para sobreviver.

País controlado pelos rebeldes
Lewis Mudge, da organização não governamental Human Rights Watch (HRW), diz que as violações dos direitos humanos por parte dos rebeldes é preocupante e pede medidas urgentes.
"Está nas mãos da missão da ONU criar condições para o diálogo de paz entre esses dois grupos rebeldes, responsabilizar os autores de crimes sérios e iniciar um processo de desarmamento", defende.
Apesar da presença de 12.500 soldados das Nações Unidas no país, os rebeldes controlam cerca de 70% do território, de acordo com as organizações de direitos humanos.
As tropas francesas e da União Africana rumaram à República Centro-Africana em 2014 para conter o terror das milícias e pouco tempo depois a ONU enviou os capacetes azuis.
Paul Melly, do instituto de análise política Chatham House, sediado no Reino Unido, alerta que o conflito ameaça subir de tom. "Existe um risco real de que a violência regresse a uma escala ainda maior do que temos visto nos últimos dois anos, porque a intervenção inicial da ONU com a ajuda dos franceses estabilizou a capital Bangui, mas deixou os rebeldes a controlar a região nordeste, rica em diamantes. Os rebeldes estão a lutar para manter o controlo territorial da região".
Zentralafrikanische Republik Kämpfe
Organizações a operar no terreno pedem reforço
das tropas da ONU no país
Por outro lado, o Governo do Presidente Faustin Touadéra, desde março de 2016 no cargo, não pôs fim à violência. "Um tribunal especial para a condenação de autores de crimes foi estabelecido, mas ainda não atua ativamente. Enquanto os rebeldes não temerem as consequências, não suspenderão as batalhas", avisa o especialista da organização sem fins lucrativos Chatham House.
Em junho, um tratado de paz entre o Governo e vários grupos rebeldes foi imediatamente interrompido por fortes combates. Perto de Bria, a nordeste da capital Bangui, as tropas inimigas enfrentaram-se e fizeram mais de 100 mortos.

Reforços necessários
A maioria das organizações a trabalhar no país defende que o único caminho para a paz passa por mais tropas da ONU, mas falta assistência logística e alguns países mostram pouco interesse em participar numa missão na região, acrescenta Melly .
"Um dos problemas é que a República Centro-Africana não é vista como um interesse estratégico por ninguém e, portanto, há vontade em contribuir", lamenta Paul Melly.

DW/montedo.com

Portugal anuncia que vai comandar missão na República Centro-Africana, que contará com tropas brasileiras

Forças portuguesas assumem liderança da missão em Janeiro, anuncia o ministro da Defesa.
Foto: Lusa
Lisboa  - O ministro da Defesa Azerelo Lopes anunciou na sexta-feira (10) que Portugal vai comandar a missão da União Europeia na República Centro-Africana a partir de Janeiro de 2018.
O anúncio foi feito durante fala de Azeredo Lopes no parlamento luso, urante uma audição conjunta das comissões parlamentes de Assuntos Europeus e da Defesa Nacional sobre a cooperação estruturada permanente na área da segurança e defesa da União Europeia.
"Em Janeiro, Portugal assumirá o comando, pela primeira vez desde há longos anos, de uma missão internacional, uma vez que ficamos responsáveis pelo comando da missão na República Centro-Africana", disse o ministro.
O comante da missão será o brigadeiro-general Hermínio Teodoro Maio. de 54 anos. Ele serviu em diversas unidades do exército, no Estado-Maior-General das Forças Armadas, no Ministério dos Negócios Estrangeiros, na Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e na União Europeia (UE)".
Portugal tem na República Centro-Africana, desde Janeiro de 2017, mais cerca de 160 militares, a maioria dos quais comandos, no âmbito da força das Nações Unidas (Missão Integrada Multidimensional de Estabilização das Nações Unidas na República Centro-Africana - MINUSCA).
Com informações do site SAPO, de Portugal

Dois homens morrem e um fica ferido em confronto com Exército no Caju, Zona Norte do Rio

Segundo o Exército, homens furaram bloqueio e entraram em confronto com os militares, na madrugada deste sábado. 
Na sexta-feira, outras duas pessoas morreram em confronto com a PM.




Por G1 Rio e RJTV 1ª edição

Dois homens morreram e um terceiro ficou ferido em um confronto com militares do Exército na madrugada deste sábado (18). De acordo com o Comando Militar do Leste, por volta das 3h30, um veículo suspeito tentou furar um bloqueio feito pelo Exército na Rua Monsenhor Manoel Gomes, em frente ao Arsenal de Guerra, e houve confronto com a guarnição.
A atuação do Exército é investigada pela Justiça Militar. O homem que sobreviveu e está internado no Hospital Souza Aguiar, foi identificado (ele não deu o nome), está sob custódia e já prestou depoimento. O coronel Itamar, porta-voz do Comando Militar do Leste, informou que os corpos serão removidos para o IML e os laudos posteriormente enviados para a Justiça Militar.
Segundo o CML, as vítimas seriam suspeitos e outros dois homens que teriam furado o bloqueiro conseguiram fugir do local. Na comunidade, o Exército apreendeu cinco fuzis, duas pistolas, seis granadas de fabricação caseira, quatro rádios transmissores, 32 carregadores de fuzil, cinco carregadores de pistola e farta munição.
Em nota, o CML informou ainda que o reforço à guarda do Arsenal de Guerra foi estabelecido na última quinta-feira (16), em função de confrontos entre facções criminosas pela disputa de espaço no bairro do Caju e da possibilidade de ações desses grupos para obtenção de armas para o enfrentamento.
Ainda de acordo com o Comando Militar do Leste, a guarda do Arsenal de Guerra, que fica no Caju, e cerca de 100 militares estão atuando no entorno da região.
Confrontos deixaram outros dois mortos na sexta-feira
Os moradores do Caju dizem estar vivendo dias de terror desde quinta-feira (16) e os tiroteios são constantes. Na sexta-feira (17), outras duas pessoas morreram após um confronto com a PM. Segundo a Polícia Militar, também houve uma operação da PM na parte. Agentes da Unidade de Polícia Pacificadora do Caju e do Grupamento de Intervenções Táticas (GIT) participaram da ação e houve confrontos. A PM não informou a identificação das vítimas.
Nas redes sociais, moradores relataram intensos tiroteios na região do Caju no fim da tarde de sexta-feira.


G1/montedo.com

Correção: submarino argentino desaparecido


Submarino militar argentino ARA San Juan é visto deixando o porto de Buenos Aires (Foto: Armada Argentina/Handout via Reuters)
Submarino militar argentino ARA San Juan é visto deixando o porto de Buenos Aires (Foto: Armada Argentina/Handout via Reuters)
Por G1
OG1 errou ao informar que o submarino argentino que fez o último contato na quarta-feira (15) havia sido encontrado na noite de sexta-feira (17). A informação, inicialmente publicada pelo jornal"Gaceta Mercantil", foi desmentida em coletiva da Marinha, na manhã deste sábado (18). As operações de busca pelo submarino prosseguem, segundo autoridades argentinas. O erro foi corrigido às 11h15 de sábado. Leia a reportagem.
G1/montedo.com

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