13 de dezembro de 2017

RJ: Exército realiza operação na Maré

É uma operação para cumprir mandados judiciais de um inquérito policial militar instaurado na justiça militar.
Homens chegam na delegacia após operação na Maré (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)
Homens chegam na delegacia após operação na Maré (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)
Por Bom Dia Rio
O Exército realiza uma operação no Conjunto de Favelas da Maré no começo da manhã desta quarta-feira (13). A ação visa cumprir o mandado judicial de um inquérito policial militar instaurado na justiça militar.
A origem do mandado não foi divulgada, pois corre em segredo de justiça. Ao todo, 800 militares estão envolvidos na ação. Atualmente, 13 mil pessoas vivem no Conjunto de Favelas da Maré.
Até as 10h40, foram presas cinco pessoas e dez carros roubados foram recuperados pelos militares, segundo informações do repórter Guilherme Peixoto à Globonews.
Coronel Roberto Itamar, porta-voz do Comando Militar do Leste, ressalta que o caso está em sigilo. Mesmo assim, as tropas encontraram cerca de dez veículos roubados dentro da comunidade. O caso foi encaminhado à 21ªDP (Bonsucesso).
Carros de forças de segurança entram no 22º Batalhão (Maré)' (Foto: Reprodução/ TV Globo)
Carros de forças de segurança entram no 22º Batalhão (Maré)' (Foto: Reprodução/ TV Globo)
“Estamos no interior da comunidade no cumprimento de um mandado judicial expedido a partir de um inquérito policial militar que está sendo conduzido. É feita a operação de cerco, como nas outras oportunidades, mas a busca realizada dentro da comunidade é agora feita pelos militares, assim como era pelas outras forças de segurança pública", destacou Itamar. Até 7h20, ninguém foi preso.
Por volta das 5h30, uma enorme fila de veículos militares seguiu pela Linha Vermelha e entrou no 22º Batalhão (Maré). Eles entraram na comunidade por uma entrada pela unidade. Fogos foram disparados assim que os militares entraram na favela Nova Holanda.
Na Avenida Brasil também há uma grande movimentação de militares.
Suspeito foi levado para a delegacia por homens do Exército (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)
Suspeito foi levado para a delegacia por homens do Exército (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)
A última ação com a participação das Forças Armadas no Rio foi realizada no dia 6 de dezembro em várias comunidades da Zona Norte do Rio e que culminou com a prisão do traficante Rogério 157. A ação aconteceu em parceria com as polícias Civil, Militar e Federal, além de agentes da Força Nacional. A ação tinha como objetivo a prisão de criminosos, além da apreensão de armas e drogas.
G1/montedo.com

Jungmann defende permanência das Forças Armadas no RJ após fim do governo Temer

MINISTRO DIZ TER CERTEZA DE QUE OPERAÇÕES INTEGRADAS VÃO CONTINUAR ATÉ O FIM DE 2018
MINISTRO DA DEFESA, RAUL JUNGMANN, DEFENDE CONTINUIDADE DA ATUAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS NO RIO APÓS FIM DO GOVERNO TEMER (FOTO: ALEXANDRE MANFRIM)
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, defendeu nesta terça (12) a continuidade da atuação das ações das Forças Armadas no Rio de Janeiro após o fim do governo Temer. Jungmann disse ter "absoluta certeza" de que as operações integradas continuarão até o fim de 2018.
"Tenho absoluta certeza de que ficaremos aqui até o dia 31 de dezembro de 2018. E posso dizer que minha expectativa é que, seja quem for, o próximo presidente mantenha isso", afirmou. "No que diz respeito ao governo Temer, nós não sairemos daqui antes de 2019. Não há nenhuma sombra de dúvida, nem a mais remota possibilidade de que isso venha a acontecer."
O ministro participou de uma mesa-redonda com autoridades e especialistas que discutiram a segurança pública no Rio de Janeiro. Um dos participantes foi o secretário estadual de Segurança Pública, Roberto Sá. O evento, na Escola Superior de Guerra, foi fechado à imprensa, mas Jungmann respondeu a perguntas de jornalistas que o aguardavam.
Para Jungmann, é importante que as ações integradas continuem enquanto durar a situação de crise na segurança pública do Rio de Janeiro. Desde julho, as Forças Armadas, a Força Nacional de Segurança Pública, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal realizam operações em conjunto com a Polícia Civil e a Polícia Militar, no combate ao crime organizado.
"O Rio de Janeiro vive um nível crítico de insegurança. E, em segundo lugar, o Rio de Janeiro representa para os brasileiros, e também no exterior, a imagem do Brasil. É importante que se resolva e se demonstre a capacidade de resolver essa questão", disse Jungmann. "Enquanto durar essa crise, temos que apoiar o Rio de Janeiro e ajudá-lo a resolver esse problema, porque, no restante, o Rio de Janeiro caminha com as próprias pernas."
O ministro informou que a mesa-redonda foi uma reflexão sobre as operações já realizadas. Segundo Jungamann, na reunião, foram também apresentadas sugestões de políticas de segurança, entre as quais a pactuação de uma matriz de responsabilidade para a segurança pública e a criação de um fundo permanente para área.
Em um balanço, os participantes da reunião defenderam a necessidade de maior integração entre os diversos setores do sistema de segurança pública. "É preciso ainda integrar mais, sobretudo na área de inteligência" disse Jungmann, que lembrou a necessidade de acertar os salários dos servidores da segurança pública.
"É muito importante para a atuação das polícias que se tenha a colocação em dia dos seus salários. Que a gente possa voltar a pagar RAS [horas extras], pagar por desempenho em cima de metas. Isso tem um efeito imediato sobre o rendimento das polícias, que é central nessa questão", afirmou i ministro da Defesa, que citou, resultados das operações integradas a prisão de criminosos como Rogério 157, a apreensão de armas e a redução do roubo de cargas.
Outros pontos levantados na reunião foram a defesa de mudanças na legislação e a necessidade de integração com países vizinhos, para aumentar o controle sobre as fronteiras. "O crime organizado, hoje, não atua só no espaço nacional. Ele é transnacional. Então, ou você tem a participação e a convergência dos outros países em seu sistema de inteligência e defesa, ou só no espaço nacional, não é possível dar conta disso", enfatizou Jungmann.
O ministro ressaltou ainda necessidade de mobilização da sociedade para cobrar mais recursos para polícias e mudanças legislativas. "É preciso que as igrejas, associações, os sindicatos, o empresariado realmente se mobilizem no sentido de cobrar de todos nós." (ABr)
DIÁRIO do PODER/montedo.com

12 de dezembro de 2017

Se voltar a defender intervenção (golpe), Mourão pode ser preso

PACIÊNCIA COM MOURÃO ACABOU NO EXÉRCITO, DIZEM ESPECIALISTAS
GENERAL MOURÃO DEVE SER APOSENTAR NO FIM DE MARÇO, E SEUS ADMIRADORES O APONTAM COMO CANDIDATO A DEPUTADO
Cláudio Humberto
A paciência se esgotou com o general Hamilton Mourão, que há meses vem pregando “intervenção militar”, na verdade um golpe, e criticando o governo ao qual tem a obrigação profissional de prestar continência. Se fizer de novo, pode até ser preso, segundo especialistas no tema. Até quem o apoia lamenta a insubordinação, desafiando o paciente general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército. Leigos não entendem como militar da ativa pode defender golpe sem receber voz de prisão.

EM CAMPANHA
Na caserna, dá-se como certa a candidatura de Mourão a deputado, em 2018. Ele deve vestir o pijama em março, aos 64 anos.

ESCADAS E CORREDORES
No fim de semana, Villas Bôas decidiu punir Mourão deixando-o sem ter o que fazer, como noticiou em primeira mão o site Diário do Poder.

PELA ESTABILIDADE
O general Villas Bôas rejeita a tese de “intervenção militar” porque tem compromisso com as instituições democráticas e a estabilidade política.

NITROGLICERINA FAKE
A suposta prisão de Mourão, ontem, criou clima de tensão em Brasília. Era boato. “Seria nitroglicerina”, resume um militar de alto escalão.
DIÁRIO DO PODER/montedo.com

Coronel da ativa apoia Mourão, defende "intervenção cívica" e é punido pela FAB

CORONEL DA FAB É PUNIDO COM DETENÇÃO POR DEFENDER ‘INTERVENÇÃO CÍVICA’

O coronel-aviador Mauro Rogério, do Estado Maior da Aeronáutica, foi punido com quatro dias de detenção pelo comandante Nivaldo Rossato.
Rogério lidera o Movimento Brasil Futuro e tem postado vídeos (veja abaixo) na internet em que fala da crise política, comenta as declarações do general Mourão e defende o que chama de “intervenção cívica”.
O Antagonista/montedo.com

Assista ao vídeo que provocou a punição:

O Blog errou.

A Nota de Esclarecimento do Centro de Comunicação do Exército, publicada pelo site DefesaNet e reproduzida ontem à noite pelo Blog, na verdade é de 21 de setembro e refere-se ao discurso de Mourão no Grande Oriente do Brasil, ocorrido dias antes. O conceituado DefesaNet errou. O Blog também. Peço desculpas aos leitores. A postagem já foi removida. Vamos em frente.

11 de dezembro de 2017

Mourão: exonerado oficialmente

O General Mourão foi exonerado oficialmente agora há pouco, em edição extra do Diário Oficial da União:

O Antagonista/montedo.com

Soldado do Exército é preso suspeito de matar e carbonizar colega em Manaus

Show soldado suspeito
Danilo Alves e Fábio Oliveira
Manaus (AM) - Um soldado do Exército identificado como Marcos Lond Carneiro, 20, foi preso nessa sexta-feira (8) suspeito de assassinar o também soldado Querce Diones Santos, 22, encontrado ontem com um golpe de faca no pescoço e com o corpo parcialmente queimado. Marcos foi preso enquanto prestava serviço no Batalhão de Polícia do Exército (BPE), onde trabalhava com a vítima, no bairro São Jorge, na Zona Centro Oeste de Manaus.
A motivação do crime ainda não foi revelada pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que investiga o caso.
O corpo de Querce foi localizado em um matagal na rua Eixo Sul, próximo ao conjunto Lula, no bairro Distrito Industrial 2, na Zona Leste de Manaus. O soldado estava vestido com o fardamento completo do Exército Brasileiro e seu corpo estava a dois metros da estrada principal.
De acordo com a perícia do Departamento de Polícia Técnico Científico (DPTC), o militar foi morto com um golpe de faca no pescoço e teve parcialmente as pernas queimadas.

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Posicionamento
Em nota, o CMA informa que ontem foi decretada pela Justiça Militar a prisão preventiva do soldado Marcos Lond Carneiro, por suspeita de envolvimento no crime.
O militar está preso no 7° BPE à disposição da Justiça Militar. Foi instaurado Inquérito Policial Militar para apurar o caso, avaliar os fatos e identificar responsabilidades. As investigações a respeito do assassinato prosseguem por parte do CMA em conjunto com os órgãos de Segurança Pública do Estado.
O Exército Brasileiro lamenta profundamente o ocorrido e afirma estar prestando apoio à família. Ainda segundo a nota, o Exército Brasileiro não compactua com qualquer comportamento que fuja dos princípios éticos e morais da sociedade, agindo sempre prontamente e com transparência para apurar os fatos.

Desaparecido desde quinta
O corpo do soldado Querce Jones foi localizado na sexta-feira (8)
Foto: Jander Robson/freelancer


Primo do soldado, o açougueiro Jailson Ferreira, 29, relatou ontem à reportagem que Diones estava desaparecido desde a tarde da última quinta-feira (7), quando não retornou mais para casa. Segundo ele, o soldado saiu de casa para tirar serviço de 24 horas de quarta para quinta-feira e teria sido liberado às 13h. “A mãe dele falou com o tenente no quartel que informou ter liberado ele às 13h”, afirmou.
Ainda segundo o primo, Dione pode ter sido vítima de um latrocínio (roubo seguido de morte) já que seu aparelho celular não foi encontrado. “Um tio dele rastreou o celular e a localização aparece no bairro Japiim, mas ninguém foi atrás”, contou. O primo relatou ainda que Diones não tinha vícios com droga, nem bebida e não era envolvido com o tráfico de drogas.
“A única motivação que pode ter acontecido é essa questão do latrocínio, já que ele era um rapaz tranquilo, não usava drogas e só bebia socialmente. O celular dele sumiu então só o que nos resta acreditar que foi latrocínio”, ressaltou.
O soldado é natural de Manacapuru e morava em Manaus junto com a mãe, a esposa e a filha de dois anos.
acrítica/montedo.com

Três oficiais da Marinha são presos por tráfico internacional de armas no MS

Três presos em MS por tráfico internacional de armas são oficiais da Marinha
Tenentes seguiam para o RJ com cinco armas e mais de 1000 munições
Trio foi enquadrado por tráfico internacional de arma de fogo e associação criminosa e levado para PF de Dourados
Danielle Valentim
Campo Grande (MS) - Três tenentes da Marinha do Brasil, dois de 28 e um de 29 anos, foram presos em Rio Brilhante, a 158 km de Campo Grande, por associação criminosa e tráfico internacional de armas. Os oficiais, que estavam com cinco armas e mais de 1000 munições, viajavam em um ônibus com destino ao Rio de Janeiro na última sexta-feira (8).
Os militares estavam dentro do ônibus da Viação Mota, linha Ponta Porã/MS - São Paulo/SP , quando foram abordados sendo abordados pela PRF (Polícia Rodoviário Federal), por volta das 19h.
Eles se identificaram como Oficiais da MB e afirmaram que tinham como destino a cidade do Rio de Janeiro.
Em princípio, apenas um admitiu estar armado, porém, como não tinha o registro da arma, uma revista minuciosa na bagagem de mão e assento foi iniciada. Militares não possuíam malas no bagageiro do ônibus.
Em revista pessoal, no segundo oficial foi encontrada mais uma arma em sua cintura. O terceiro oficial tentou esconder outra arma, desmontada, por dentro do assento onde estava. Posteriormente, foram encontradas dois espingardas calibre 12.
Os tenentes disseram, inicialmente, que adquiriram as armas para defesa pessoal, em função de ameaças sofridas no estado carioca.
Os três portavam a Identidade Militar, a qual foi confirmada junto à Marinha, por meio do “Contra-Almirante”, Barros Coutinho, do 6º Distrito Naval de Ladário. Houve contato com a 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada de Dourados que providenciou um Oficial do Exército Brasileiro para acompanhar o flagrante.
Presos foram conduzidos para a Delegacia da Polícia Federal de Dourados. O trio foi enquadrado por tráfico internacional de arma de fogo e associação criminosa.

Relação do material apreendido:
- 02 (duas) Espingardas cal. 12, número de série raspado, marca BOITO.
- 03 (três) Pistola 9mm, número de série rapasda, marca Glock.
- 08 carregadores de Pistola cal. 9mm.
- 260 munições cal. 12
- 100 munições cal .40 Winchester.
- 900 munições cal. 9mm.
- 02 coldre para pistola.
- 01 case para arma longa.
- 01 bandoleira.
- 02 placas balísticas para colete.
- 04 acessórios para cal. 12.
MIDIAMAX/montedo.com

Ministros usam voos da FAB para dar carona a parentes e lobistas


BRASILIA, DF, BRASIL 27-01-2012, 19h00: Aviao da FAB decolando no aeroporto Internacional Jucelino Kubitschek em Brasilia. (Foto: Sergio Lima/Folhapress PODER) **ESPECIAL***
BRASILIA, DF, BRASIL 27-01-2012, 19h00: Aviao da FAB decolando no aeroporto Internacional Jucelino Kubitschek em Brasilia. (Foto: Sergio Lima/Folhapress PODER) **ESPECIAL***
CAMILA MATTOSO/FÁBIO FABRINI
DE BRASÍLIA
Ministros do governo de Michel Temer usaram voos da FAB (Força Aérea Brasileira), requisitados com o propósito de cumprir agendas de trabalho, para transportar parentes, amigos e representantes do setor privado. Há carona a mulheres e filhos, que não têm vínculo com a administração pública.
A Folha levantou as informações por meio da Lei de Acesso à Informação. O decreto 4.244/2002, que dispõe sobre os voos, permite o uso da frota "somente" para o transporte de vice-presidente, ministros de Estado, chefes dos três Poderes e das Forças Armadas, salvo nos casos em que há autorização especial do ministro da Defesa.
A norma não autoriza expressamente o embarque de pessoas sem cargo ou função pública. Também não há previsão para que congressistas peguem carona.
A reportagem obteve dados de viagens feitas por 12 ministros. Seis deles levaram filhos ou mulheres na comitiva, não raro para cumprir agendas em locais turísticos.
Um sétimo deu carona para a mulher de um colega de Esplanada. Três das autoridades levaram amigos a bordo e outros transportaram empresários ou lobistas. Sete pastas não apresentaram as relações de passageiros.
Entre 13 e 16 de outubro de 2016, a FAB cedeu um de seus jatos para que o titular do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), participasse de encontro sobre sustentabilidade no Pantanal. O evento, emendado com o dia das crianças, se deu no Refúgio Ecológico Caiman, hotel luxuoso em Miranda (MS). Na comitiva estava o filho de 11 anos do ministro.
Bruno Araújo (PSDB), que se desligou recentemente das Cidades, levou a mulher, Maria Carolina, em ao menos seis viagens oficiais. Em junho de 2016, o casal embarcou para Campina Grande (PB) no dia da abertura do "Maior São João do Mundo". Os dois, na sequência, embarcaram para o Recife, onde mantêm domicílio. Era uma sexta-feira.
Desde 2015, é proibido aos ministros usarem voos da FAB para retorno à residência. Maria Carolina fez ao menos mais cinco viagens em aeronaves oficiais, das quais três passando por Pernambuco, sempre em fins de semana ou datas coladas a sábado ou domingo. Em duas ocasiões, a filha do casal estava junto.
O peemedebista Helder Barbalho (Integração Nacional) —provável candidato ao governo do Pará— também levou a mulher, Daniela, para um São João, o tradicional Arraial dos Caetés, em Bragança, em junho. Foi uma viagem em família, com a presença do pai do ministro, o senador Jader Barbalho, e da mãe, a deputada Elcione Barbalho, ambos do PMDB.
A FAB alega que recebe das autoridades a lista dos passageiros, mas não tem responsabilidade sobre as comitivas.
Em abril, uma caravana de casais saiu de Brasília rumo a Foz do Iguaçu (PR) para a premiação do Lide (Grupo de Líderes Empresariais), grupo da família do prefeito João Doria (PSDB).
O voo foi requisitado à FAB pelos ministros Dyogo Oliveira (Planejamento) e Sarney Filho, que embarcou junto da mulher, Camila Serra. Também viajaram o tucano Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), que pediu demissão na sexta (8), e a mulher, Márcia, que também pegou carona em outras missões oficiais.
Fizeram companhia no avião, com suas mulheres, Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor especial de Temer preso após ser flagrado com uma mala de R$ 500 mil da JBS, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o relator da reforma da previdência, Arthur Maia (PPS-BA). O presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Ives Gandra, embarcou com uma assessora. O evento, em um resort próximo das cataratas, durou três dias.
Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia e Comunicações), do PSD, voou na companhia de amigos e empresários. Um deles é Marcelo Rehder, contemporâneo de faculdade do ministro e diretor da empresa Ella Link, envolvida em um projeto do futuro cabo submarino Brasil-Europa. Ele pegou carona, por exemplo, para uma agenda de Kassab no Instituto Butantã, em São Paulo, que produz vacinas.
Outro passageiro em voos do ministro é Paulo Tonet Camargo, vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo e presidente da Associação Brasileira de Rádio e Televisão. Em três ocasiões, houve agendas relacionadas ao setor de comunicações, como um jantar da RBS, afiliada da Globo no Rio Grande do Sul.

OUTRO LADO
Os ministros negaram irregularidade em transportar parentes, empresários e lobistas a bordo de aviões da FAB (Força Aérea Brasileira).
Eles dizem que não há vedação expressa ao transporte de passageiros sem vínculo com a administração pública e as agendas oficiais.
O Ministério do Meio Ambiente afirmou que "nenhuma hospedagem" de "qualquer membro" da família de Sarney Filho foi paga com dinheiro público. "Qualquer irregularidade que, eventualmente, seja apontada, o que não acreditamos, será imediatamente investigada", disse.
Segundo Bruno Araújo, os deslocamentos ocorreram "por compromissos da pasta", dentro da legislação vigente.
Helder Barbalho declarou que "respeita integralmente a legislação em vigor". Segundo ele, a mulher, Daniela, integrou voo requisitado pelo então titular do Turismo, Marx Beltrão, que visitaria o São João em Bragança (PA).
O ministro disse ter dividido a viagem com o colega uma vez que tinha outra agenda prevista para o Estado. "Daniela foi convidada oficialmente pela organização do Arraial dos Caetés".
O GSI informou que a esposa do ministro Sérgio Etchegoyen viajou mediante aproveitamento de vagas disponíveis em voos previamente planejados, não incorrendo em quaisquer ônus".
Dyogo Oliveira (Planejamento) explicou que viajou acompanhado por outros ministros para o evento em Foz do Iguaçu, "em virtude da necessidade de compartilhamento de voos", prevista no decreto sobre os voos. Todas as autoridades, segundo ele, foram convidadas "formalmente a participar como palestrantes do evento" em Foz.
Kassab disse seguir a legislação e afirmou que embarcam nos voos "servidores da pasta ou pessoas relacionadas a setores que são de escopo de atuação" do ministério.
O Ministério dos Transportes disse que Maurício Quintella "não oferece nem dá" carona a congressistas. Os parlamentares que compõem a comitiva do ministro "têm participação nos eventos", afirmou. Sobre ter transportado a esposa do ministro-chefe do GSI, justificou que "a pessoa citada ocupou um assento livre".
Antonio Imbassahy não respondeu.
O presidente do TST, Ives Gandra, disse disse que viajou "por haver disponibilidade de lugar na aeronave e não haver", na ocasião, "voo comercial compatível com sua agenda institucional".
A Abert informou que seu presidente, Paulo Tonet, participou com Kassab de eventos oficiais da radiodifusão, segmento que representa. "Os voos mencionados foram realizados a convite do ministro e aceitos pelos representantes em vista da finalidade setorial dos eventos e da extensa agenda de compromissos."
FOLHA/montedo.com

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