23 de outubro de 2017

Sargento do Exército é assassinado a tiros na Grande Curitiba

De acordo com informações de populares, a vítima foi morta por um atirador encapuzado, que chegou em uma moto e abriu fogo
Foto: Reprodução/Facebook
Paula Weidlich
Campina Grande do Sul (PR) - Com marcas de tiros pelo corpo, um rapaz, de 23 anos, foi encontrado morto dentro de uma Parati branca, na noite de sábado (21), em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Segundo informações da Policia Militar, o crime aconteceu por volta das 21h30 na Rua José Simioni, Jardim Graciosa.
Identificado como Jackson David Prim Mazepa, o jovem era 3.° Sargento do Exercito Brasileiro. De acordo com informações de populares, a vítima foi morta por um atirador encapuzado, que chegou em uma moto, abriu fogo e depois fugiu.
Conforme a polícia, Jackson estava acompanhado da namorada e se jogou sobre ela para evitar que fosse atingida. O rapaz morreu no local sem chance de ser socorrido.
O casal estavam em um culto de uma igreja evangélica, que fica nas proximidades. Testemunhas disseram ter visto o motociclista encapuzado rondando a igreja antes do crime. O corpo de Jackson foi conduzido ao Instituto Médico-Legal de Curitiba (IML). A Polícia Civil comanda as investigações.
TRIBUNA/montedo.com

Nos anos 1990, Exército criticou planos políticos de Jair Bolsonaro


Em foto de arquivo, Bolsonaro joga basquete com amigos da brigada paraquedista do Exército
Em foto de arquivo, bolsonaro joga basquete com colegas militares (arquivo pessoal)
RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA
Apresentando-se hoje ao eleitor como um defensor dos ideais das Forças Armadas, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) tinha uma imagem muito diferente no alto escalão do Exército nos anos 1990.
Um prontuário secreto de 54 páginas produzido pelo CIE (Centro de Informações do Exército) todo dedicado a Bolsonaro diz que ele fazia "exploração político-ideológica" da questão salarial entre os militares, não tinha "representatividade ou delegação" para falar em nome deles, atuava de forma "eleitoreira" nos quartéis e acusava de forma "descabida" oficiais superiores e autoridades.
classemilitar, sem [...] representatividade ou delegação, [...] acusando de forma descabida autoridades constituídas.
Nov.1988 Prontuário do CIE aponta ‘intenso trabalho [de Bolsonaro] como defensor dos interesses da classemilitar, sem [...] representatividade ou delegação, [...] acusando de forma descabida autoridades constituídas
Reprodução de prontuário que aponta 'intenso trabalho' [de Bolsonaro] pelos interesses militares
O documento revela que Bolsonaro chegou a ser proibido, em abril de 1990, de ter acesso "às organizações militares da área", provável referência ao Rio de Janeiro.
Sua insistência em falar sobre reajustes salariais incomodava o comando do Exército porque desacreditava os canais oficiais das próprias Forças Armadas, pelos quais a tropa deveria encaminhar reivindicações dessa natureza.
O prontuário do CIE, o mais alto órgão da inteligência do Exército, que se soma a outras 54 páginas sobre Bolsonaro consultadas pela Folha no Arquivo Nacional de Brasília, foi produzido em julho de 1990, durante o governo Fernando Collor (1990-1992), e encaminhado ao general Jonas de Morais Correia Neto (1925-2015), então ministro-chefe do Emfa (Estado Maior das Forças Armadas).
O serviço de inteligência do Exército detectou que as investidas de Bolsonaro sobre a tropa tinham, curiosamente, a simpatia do PCB (Partido Comunista Brasileiro) e do PC do B (Partido Comunista do Brasil).
Em setembro de 1986, após Bolsonaro ter escrito um artigo na revista "Veja" para defender aumento salarial, o Cisa (Centro de Informações da Aeronáutica) afirmou em documento confidencial que os dois partidos comunistas "emitiram instruções no sentido de que seus militantes explorassem ao máximo o descontentamento salarial dos militares criado a partir da entrevista do capitão Jair Messias Bolsonaro".

INFILTRAÇÃO COMUNISTA
"Segundo a orientação, o momento favorece a infiltração [comunista] no âmbito das Forças Armadas, neste sentido, todo militar que se manifestar deverá receber total apoio dos referidos partidos. Na eventualidade de vir a ser disciplinarmente punido, aproveitar o descontentamento da família para aliciá-la, especialmente a esposa do militar punido que torna-se alvo dos grupos feministas de esquerda que, a curto prazo, pretendem ter em seus quadros uma ala de 'esposas de militares'", diz o documento. Não fica clara a fonte da informação dos militares.
O relatório confidencial teve uma avaliação de confiabilidade considerada alta e circulou entre os principais órgãos de inteligência. Bolsonaro, segundo o prontuário, fazia uma "intensa campanha eleitoral junto ao público interno", enviando panfletos a militares.
"Panfleto sobre vencimentos de militares que vêm sendo distribuídos nos quartéis pelo nominado [Bolsonaro], procurando indispor o ministro do Exército e o presidente do Clube [Militar] com a classe militar", diz um relatório.
Com essa estratégia de campanha salarial, Bolsonaro se elegeu vereador no Rio, em 1988, e deputado federal em 1990, ambas as vezes pelo PDC (Partido Democrata Cristão), que em 1993 se fundiu ao extinto PDS (Partido Democrático Social), então liderado pelo ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf.
As movimentações políticas de Bolsonaro também despertaram a atenção do SNI (Serviço Nacional de Informações), órgão de inteligência criado pela ditadura militar.
Em uma "resenha analítica" datada de outubro de 1990, o SNI diz afirmou que Bolsonaro, caso fosse eleito deputado, "pretende apresentar um projeto contra o que chama de 'abuso do poder de regulamentar'".
Em outro documento secreto, de 1990, o SNI informou que Bolsonaro e outros oficiais da reserva organizaram um encontro no Clube Militar do Rio para pressionar as Forças Armadas a reajustar os salários.
Segundo o documento, estava "embutida uma questão política, que coloca em rota de colisão a instituição governamental".
A desconfiança dos militares continuou até pelo menos 1994, conforme outro documento confidencial. A análise cita diversos "óbices à ação das polícias militares", entre os quais "os problemas de ordem salarial que vêm influindo de forma acentuada'".

As polêmicas de Bolsonaro
OUTRO LADO
Procurado desde a última sexta-feira (20), o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) não foi localizado para falar sobre os documentos produzidos pelo Exército e SNI (Serviço Nacional de Informação) que analisaram seu comportamento nas décadas de 1980 e 90.
A Folha telefonou diversas vezes e deixou três recados na secretária eletrônica de seu telefone celular na sexta-feira, no sábado e neste domingo (22), mas não houve retorno até a conclusão desta edição.
Também foi procurado o assessor de imprensa do deputado, mas ninguém atendeu. Foi deixado recado. A reportagem enviou um e-mail às 17h05 da sexta-feira ao assessor, mas não houve resposta até a conclusão desta edição.
A Folha também telefonou às 16h57 de sexta-feira para o gabinete do parlamentar, na Câmara, mas ninguém atendeu à chamada. A reportagem buscou o filho do deputado, o também parlamentar federal Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), mas ele igualmente não foi localizado. Foi deixado recado na secretária eletrônica de seu telefone celular, mas não houve resposta.
Em outra reportagem da Folha sobre um documento sigiloso do Exército que apontava apontava problemas de insubordinação do então capitão, publicada em maio, o deputado atacou o jornal e o repórter.
Disse que a reportagem era "idiota e imbecil" e indagou "quem estava pagando" pelo trabalho. Ele não quis comentar o fato de que havia admitido indisciplina em um processo militar.
Folha de São Paulo/montedo.com

MPM já denunciou desvios de R$ 191 milhões nas Forças Armadas

CORRUPÇÃO NA CASERNA
JUSTIÇA JÁ CONDENOU 132 MILITARES E DOZE FORAM EXPULSOS
Davi Soares
Um levantamento do Superior Tribunal Militar (STM) identificou denúncias do Ministério Público Militar (MPM) de ilegalidades e desvios de pelo menos R$ 191 milhões das Forças Armadas, envolvendo crimes como corrupção, estelionato, peculato e fraude a licitações.
Os desvios milionários resultaram na condenação de 132 militares, entre praças e oficiais de alta patente. E envolvem cobranças de propina em contratos até mesmo roubo de peças de tanques militares, julgados entre 2010 e 2017.
Há ainda 299 militares aguardando julgamento. O índice de condenados representa 0,04% do efetivo de 334 mil integrantes das Forças Armadas. E pelo menos 12 militares foram expulsos desde 2010.
Os dados confrontam o discurso comum às correntes políticas que pedem intervenção militar na crise política do Brasil, porque atestam que as Forças Armadas e seus integrantes não estão imunes à corrupção que atinge diversas instituições do país. E um dos problemas citados seria a falta de abertura para controle externo sobre o orçamento o Ministério da Defesa que alcançou mais de R$ 81 milhões em 2016.
Segundo a reportagem do jornalista Leandro Prazeres, de um conjunto de 60 denúncias formalizadas pelos procuradores Ministério Público Militar, 59 foram enviadas ao Tribunal de Contas da União, em setembro. E a única que ainda não foi enviada ao TCU está sob sigilo, aguardando decisão judicial que pode transformá-la em ação penal.
Na maioria dos casos, o militar das Forças Armadas que comete crime é investigado pela própria instituição a que pertence, em um Inquérito Policial Militar (IPM).

MAUS EXEMPLOS
Um dos casos diz respeito a um major da reserva que fraudou um pregão para serviço de atendimento médico domiciliar. Segundo o MP, o objetivo foi favorecer uma empresas que, após vencer o certame, contratou o major responsável pela licitação. Além disso, o MP acusou a empresa de receber R$ 1,7 milhão pelos contratos, sem ter atendido um só paciente.
Em outro caso, um coronel de 85 anos com câncer em fase terminal divorciou-se da esposa e casou-se com a nora, para garantir o pagamento da pensão de R$ 15,7 mil por mais tempo. A manobra causou um prejuízo de R$ 533 mil, entre 2009 e 2012.
O Ministério da Defesa informou que faz auditorias para a avaliação dos gastos das Forças Armadas, que “nenhuma organização ou país está imune à corrupção” e que “na formação e educação do militar, fatos desabonadores da ética e da moral são repudiados e devidamente punidos”.
E, assim como o Ministério da Defesa, o Comando da Aeronáutica disse que busca o ressarcimento dos danos, quando detectam as ilegalidades. E que grande parte dos casos que chegam aos tribunais são detectados pelas próprias Forças Armadas.
DIÁRIO do PODER/montedo.com

'Impressionada', diz viúva de soldado filho de brasileiros sobre telefonema que recebeu de Trump

Mark de Alencar, filho de brasileiros, morreu em abril enquanto lutava contra o Estado Islâmico no Afeganistão. Sua esposa recebeu ligação do presidente, que agora se vê em meio a polêmica sobre a forma como expressa condolências às famílias de soldados mortos.
Mark de Alencar, morto no Afeganistão enquanto lutava contra o Estado Islâmico, e sua mulher Natasha (Foto: Reprodução/Fantástico)
Por G1
Natasha De Alencar contou esta semana à imprensa americana como foi o telefonema que recebeu do presidente dos EUA, Donald Trump, logo após o enterro de seu marido. Natasha era casada com Mark de Alencar, filho de um cearense e de uma mineira radicados nos EUA, que foi morto em abril enquanto lutava contra o Estado Islâmico no Afeganistão.
Segundo Natasha, Trump mostrou saber muito sobre seu marido e também sobre seus filhos. "Fiquei impressionada", disse ela, sobre a ligação que durou cerca de quatro minutos, de acordo com o "Washington Post".
"Foi um momento de generosidade que nós precisávamos, porque estávamos passando por um inferno", contou ela, dizendo ainda que Trump cumprimentou seus cinco filhos - que escutavam a ligação no viva-voz - e disse que seu pai era um herói que ele respeitava.
O presidente americano está, nos últimos dias, envolto em controvérsia sobre a forma com que demonstra suas condolências a famílias de soldados mortos, depois que a mãe de um sargento morto no Níger acusou Trump de ser "desrespeitoso" com seus familiares ao oferecer condolências e dizer à viúva do sargento que ele “sabia no que estava se alistando”.
Mark de Alencar, soldado americano morto no Afeganistão, com a mulher e os cinco filhos (Foto: Reprodução/Fantástico)
Mark de Alencar, soldado americano morto no Afeganistão, com a mulher e os cinco filhos (Foto: Reprodução/Fantástico)
Em seu depoimento ao "Washington Post", no entanto, Natasha disse ter sentido uma postura empática por parte do presidente. "Naquele momento, em que meu mundo estava de cabeça para baixo, e eu e meus filhos não sabíamos para onde estavamos indo, parecia que eu estava apenas falando com um outro ser humano", narrou ela, que disse ainda que Trump disse que gostaria de recebê-la no Salão Oval, caso ela fosse para Washington.

Polêmica
A polêmica surgiu depois que Trump foi perguntado na segunda-feira por que não havia feito comentários públicos sobre os quatro militares mortos em uma emboscada em 4 de outubro no Níger.
"Escrevi cartas", respondeu. "Em algum momento ligarei para seus pais e suas famílias, porque é o que sempre fiz".
"Vendo o presidente Obama e outros mandatários, a maioria não ligou para eles, muitos não ligaram", assegurou.
Trump reiterou que, em vez de contactar por telefone os familiares, "muitos presidentes" optaram por enviar cartas. "E alguns presidentes não fizeram nada".
Trump está em meio a polêmica ligada à forma como reage à morte de soldados americanos (Foto: Kevin Lamarque/Reuters)
"Faço uma combinação de ambas coisas", disse. "Acho que o presidente Obama fazia isso algumas vezes, outras não. Não sei. Foi o que me disseram".
Ben Rhodes, conselheiro adjunto de Segurança Nacional de Obama, ressaltou no Twitter que as palavras de Trump são "uma intolerável e desrespeitosa mentira".
Leon Panetta, ex-secretário da Defesa de Obama e ex-chefe de gabinete de Bill Clinton, disse à rede CNN que Obama "escreveu cartas, também fez telefonemas e, o mais importante, visitou as famílias".

Protocolo
Nenhum protocolo da Casa Branca exige que presidentes falem ou se encontrem com as famílias de americanos mortos em ação – uma tarefa impossível em estágios sangrentos de guerra. Mas eles muitas vezes o fazem.
No total, cerca de 6.900 americanos foram mortos em guerras no exterior desde os ataques de 11 de setembro de 2001, a grande maioria durante os mandatos de Bush e Obama.
Apesar da imensamente maior carga em sua época – mais de 800 mortos por ano entre 2004 e 2007 – Bush escreveu a todas as famílias e se encontrou ou falou com centenas, se não milhares, disse seu porta-voz, Freddy Ford.
Em foto de 29 de outubro de 2009, o então presidente dos EUA, Barack Obama, faz uma saudação durante a chegada do caixão do sargento Dale R. Griffin aos Estados Unidos (Foto: AP Photo/Pablo Martinez Monsivais)
Em foto de 29 de outubro de 2009, o então presidente dos EUA, Barack Obama, faz uma saudação durante a chegada do caixão do sargento Dale R. Griffin aos Estados Unidos (Foto: AP Photo/Pablo Martinez Monsivais)
Grupos de veteranos disseram não ter queixas sobre como presidentes reconheceram os falecidos ou suas famílias.
“Não acho que exista nenhum presidente que eu conheça que não tenha telefonado para as famílias”, disse Rick Weidman, cofundador e diretor executivo dos Veteranos do Vietnã da América. “Presidente Obama e presidente Bush ligavam sempre. Eles também visitavam regularmente o Walter Reed and Bethesda Medical Center, à noite e aos sábados”.
G1/montedo.com

22 de outubro de 2017

Polícia investiga se sargento que era armeiro do tráfico desviou peças do Exército

Carlos Alberto de Almeida, de 46 anos, foi preso nesta sexta-feira, na Favela da Coreia
Sargento trabalhava na reserva de material bélico do Exército - Márcio Alves / O Globo
RAFAEL SOARES
RIO — Agentes da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) e militares do setor de inteligência do Exército fazem uma perícia nos armamentos apreendidos com o sargento do Exército Carlos Alberto de Almeida, de 46 anos, em uma oficina clandestina de armas. O militar — apontado como o maior armeiro do tráfico no Rio — foi preso nesta sexta-feira na Favela da Coreia, em Senador Camará, Zona Oeste. A polícia suspeita que o sargento, que foi lotado por 25 anos na reserva de armamento da unidade militar da Escola de Sargentos de Logística (ESSLOG), desviava peças do Exército para o tráfico. Há dois meses, com as investigações em andamento, ele foi retirado da função.
Agentes da especializada não acreditam que o sargento tenha retirado armas das reservas dos militares, por conta do controle rígido, mas não descartam que ele tenha desviado pequenas peças, como molas. Nas oficinas que mantinha em favelas, Almeida — conhecido também como Soldado, Mauricinho ou Professor — fazia uma série de modificações em armas a pedido de bandidos e lidava com uma série de peças difíceis de serem adquiridas.
Uma das mudanças mais pedidas pelos traficantes da facção Terceiro Comando Puro (TCP), para quem ele estava trabalhando no momento em que foi preso, é a retirada da coronha de fuzil, que torna o armamento mais fácil de ser escondido e transportado. Almeida também pintava as armas nas camuflagens pedidas pelos traficantes.
As investigações dão conta de que ele trabalhava como armeiro há pelo menos dez anos. Almeida usava equipamentos de ponta retificar fuzis e pistolas, fabricar peças de armas e realizar a manutenção das armas do tráfico. Na ação de ontem, foram apreendidas duas máquinas fresadoras, duas máquinas torno mecânico, uma delas computadorizada, ferramentas de usinagem para torno e fresadora, serra de fita e prensa hidráulica.
Na operação, além do sargento Carlos Alberto de Almeida, também foram presoas Alexsandro Rodrigues Figueira, Felipe Rodrigues Fugueira e Murilo Barbosa Ludigerio. As informações foram divulgadas pela Polícia Civil.
Na tarde deste sábado, agentes da Polícia Civil e do Exército voltaram a Senador Camará e fizeram nova operação para retirar as máquinas usadas na oficina clandestina. Como muitos dos esquipamentos são pesados os policiais precisaram de caminhões e empilhadeiras do Exército. A polícia informou que pedirá à justiça o direito de usar tudo os equipamentos.

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Sargento do Exército apontado como 'maior armeiro do tráfico de drogas' do Rio é preso

Contratado por Rogério 157
Na véspera do início da Guerra na Rocinha, Almeida e seus comparsas montaram uma oficina de armas no interior da favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio, com o objetivo de preparar as armas de Rogério 157 que se preparava para a guerra. O sargento contratado diretamente por Rogério 157 e atuaria pela primeira vez em uma comunidade dominada pela facção Amigos dos Amigos (ADA), em virtude da aliança entre o TCP e a ADA denominada TCA.
— Recentemente, ele teve uma aproximação com a facção Amigos dos Amigos, na Rocinha. Às vésperas dos confrontos recentes, chegou a instalar uma oficina no interior da comunidade a mando de Rogério 157. Porém, logo a guerra se iniciou, e ele não chegou a atuar no local. Levou bancada, ferramentas, mas não operou — detalhou o delegado Fabricio Oliveira, titular da Desarme.
Segundo Oliveira, o sargento relatou ainda que o envolvimento dele com o tráfico teve início em um momento que passava por dificuldades financeiras:
— Ele relatou que, após dificuldades financeiras, diz que teria sido vítima de uma saidinha de banco, acabou realizando trabalhos para o tráfico na Vila Aliança há alguns anos. E isso foi se estreitando — contou.
O Globo/montedo.com

Varredura do Exército em presídio encontra 775 itens ilícitos

Varredura encontra 775 itens ilícitos no presídio de Cacoal, diz Exército
Entre os objetos aprendidos estão facas artesanais, aparelhos celulares e drogas. Operação é coordenada por militares em parceria com o Governo do Estado.
17ª Brigada de Infantaria de Selva (Foto: Rogério Aderbal/G1)
17ª Brigada de Infantaria de Selva (Foto: Rogério Aderbal/G1)
Por Rogério Aderbal, G1 Cacoal e Zona da Mata
20/10/2017
Cacoal (RO - Em uma varredura realizada nesta sexta-feira (20) pela 17ª Brigada de Infantaria de Selva no mini presídio de Cacoal (RO), 775 objetos ilícitos foram encontrados nas celas da unidade prisional. Entre os produtos apreendidos estão diversos objetos cortantes, como facas artesanais, aparelhos celulares e drogas.
Participaram da ação profissionais do Exército, Marinha do Brasil, Força Aérea, Ministério Público Militar (MPM), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Corpo de Bombeiros, Polícia Civil (PC), Polícia Militar (PM) e da Secretaria de Justiça de Rondônia (Sejus).
A ação acontece por intermédio de um decreto presidencial que autorizou o emprego das Forças Armadas nos presídios brasileiros. Em Rondônia, a operação é realizada atendendo uma solicitação do Governo do Estado.
De acordo com o comandante da 17º Brigada de Infantaria de Selva, general José Eduardo de Oliveira Leal, o objetivo operação denominada Príncipe da Beira é garantir a lei e a ordem nas dependências dos estabelecimentos prisionais e detectar materiais ilícitos.
“A nossa missão, segundo o decreto, consiste em localizar materiais ilícitos nas unidades prisionais. Vale ressaltar que não temos contatos com nenhum reeducando, nem visual. Primeiro a Polícia Militar e os agentes penitenciários retiram os apenados das celas, depois a nossa equipe faz a varredura cela por cela. Quando o trabalho é concluído, os apenados retornam às celas”, explica.
Ainda de acordo com o coronel, durante a varredura são usados cães farejadores, detectores de metais e de energia.
“Com nossos equipamentos conseguimos identificar objetos que não são possíveis de serem localizados pelos agentes penitenciários e pela PM durante as revistas. Após a descoberta, todo esse material é retirado a unidade pela PM e os profissionais da Sejus. Depois, os objetos ilícitos como drogas, facas artesanais e ouros são destinados para a Polícia Civil. Já o material proibido como, excesso de TVs ou ventiladores em uma cela são encaminhados para a direção da penitenciária para que sejam tomadas as medidas cabíveis”, revela.
Após a varredura, foram localizados oito aparelhos celulares, seis chips, dois carregadores, 39 esqueiros, 181 objetos cortantes, 193 pacotes de fumo, cinco barras de ferro, cerca de meio quilo de maconha, e uma porção de cocaína.
Coletiva de imprensa em Cacoal (Foto: Rogério Aderbal/G1)
Coletiva de imprensa em Cacoal (Foto: Rogério Aderbal/G1)
Para o coronel o resultado da operação foi positiva, se comparado o número de apenados com a quantidade de produtos apreendidos.
“ São 775 itens proibidos encontrados, levando em conta que o presídio de Cacoal é de porte médio e comporta cerca de 300 apenados, consideramos que o resultado foi satisfatório, principalmente em razão a quantidade considerável de drogas e objetos cortantes que foram localizados”, relata.
O representante da Sejus, Ederson Cheregatto, a identificação dos apenados responsáveis por produtos ilícitos é muito complicada.
“As visitas humanizadas é o principal meio de entrada desses itens, pois não podemos fazer mais a revista íntima aos visitantes, com isso muitos acabam entrando com droga e outros produtos. Já os celulares, pôr o presídio ficar na região central, as pessoas arremessam por cima do muro os aparelhos que vão parar dentro das celas. Quando conseguimos identificar alguém, o caso é enviado para a Justiça, e as vezes o apenado é punido com a regressão ou aumento da pena”, justifica.
Além de Cacoal, a operação já foi realizada em presídios de Vilhena, Ariquemes e Porto Velho. “Temos um cronograma apresentado pelo governo do estado e nova ações devem ser realizados, porém, por segurança não podemos informar o local e nem a data”, expõe.
Para a ação foram deslocados 321 militares das Forças Armadas e 115 integrantes de órgãos de segurança do Governo de Rondônia.
G1/montedo.com

Imagem do dia

Esquadrilha da fumaça faz show em Barbacena (MG) (Imagem: EsquadrilhadaFumaça)

Democracia segue: Ministro da Defesa descarta intervenção militar no Brasil

JUNGMAN VÊ QUARTÉIS EM PAZ E SEM MOTIVOS PARA INTERVIR NA CRISE
PARA JUNGMAN, EXÉRCITO SÓ VIA CONSTITUIÇÃO (FOTO: VLADIMIR PLATONOW/ABR)
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que não existe qualquer possibilidade de intervenção militar no Brasil, por conta da crise política, conforme pregam alguns setores da sociedade e até militares da ativa. Segundo o ministro, as Forças Armadas estão em paz dentro dos quartéis.
Raul Jungmann participou neste sábado (21) da solenidade que marcou o fim das operações do Brasil na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah), depois de 13 anos de atuação.
Após o evento, ele conversou com os jornalistas e garantiu que não há espaço para qualquer participação militar no país fora do que é determinado pela Constituição. As afirmações do ministro contrariam correntes políticas que pedem a volta do regime militar, caso a sociedade civil não resolva os impasses políticos e jurídicos.
“Existe paz e tranquilidade dentro dos quartéis e nas Forças Armadas. Resumo o que as Forças Armadas entendem para o momento da seguinte maneira: dentro da Constituição, tudo, fora da Constituição, absolutamente nada”, respondeu o ministro, que questionou a validade de uma intervenção para o país.
“Para que intervenção militar? Para resolver o problema da Previdência? Para resolver o problema democrático, que está resolvido? Para resolver o problema da inflação, que está sendo resolvido? Para resolver o problema do desemprego, que está caindo? Para que intervenção militar, se o Brasil está sendo passado a limpo? Temos a Lava Jato, que está punindo aqueles que são responsáveis pela corrupção”, afirmou.
Jungmann destacou que o Brasil vive um momento bom, punindo os corruptos. De acordo com o ministro, o país sairá desta fase fortalecido. Acrescentou que a situação atual é de democracia.
“Não existe nenhum tipo de possibilidade de qualquer intervenção militar, porque vivemos uma situação democrática e é isso que vai continuar sendo, com o apoio das nossas Forças Armadas”. (ABR)
DIÁRIO do PODER/montedo.com

TO: estudantes desmaiam durante atividade do Exército em escola pública de Palmas

Segundo funcionário, alunos tiveram que ficar 1h30 parados, no calor. Unidade assumiu parceria com Exército e essa era a primeira vez que atividade era realizada na escola.
Estudante desmaiou durante momento cívico  (Foto: Divulgação)
Estudante desmaiou durante momento cívico (Foto: Divulgação)
Por G1 Tocantins
20/10/2017 
Palmas (TO) - Pelo menos quatro estudantes desmaiaram na manhã desta sexta-feira (20), por volta das 9h, na Escola Municipal de Tempo Integral Caroline Campelo, em Palmas. Elas participavam de uma atividade realizada pelo Exército e teriam se sentido mal após ficarem uma hora e meia de pé e parados no calor. O evento contava com a presença do secretário da educação da capital, Danilo Melo e representantes do Exército, e não chegou a ser interrompido. Cerca de 20 alunos passaram mal.
Segundo um funcionário da unidade, que preferiu não se identificar, os alunos teriam ficado "em forma", sem poder se mexer, na quadra de esportes, para cumprir a solenidade. O local estaria quente. Além disso, alguns estudantes teriam ficado sob o sol. O evento não foi interrompido quando os alunos passaram mal.
Estudantes precisaram ser socorridas  (Foto: Divulgação )
Estudantes precisaram ser socorridas (Foto: Divulgação )
Em setembro, a Prefeitura de Palmas assinou um Termo de Cooperação Técnica entre a escola e Associação de Amigos do Batalhão Tocantins (AABTO).
Segundo informações divulgadas pela prefeitura, a parceria terá a participação de oficiais da reserva, em conjunto com a direção da escola, para desenvolver atividades pedagógicas como culto aos símbolos nacionais, implantação de projetos e programas culturais, esportivos e musicais.
Essa era a primeira vez que o momento cívico era realizado. A atividade está prevista para acontecer três vezes na semana. As estudantes que desmaiaram foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros e levadas para UPA Sul.
A Secretaria Municipal de Educação de Palmas (Semed), informa que as crianças da ETI Caroline Campelo, tiveram sintomas de mal-estar na manhã desta sexta-feira, 20. O Samu foi acionado imediatamente, os pais foram informados e as crianças já passam bem.
O 22º Batalhão de Infantaria informou que vai se manifestar por meio de nota, mas disse que a atividade não era do Exército e só acompanhava a atividade.
Estudantes participavam de momento cívico na quadra da escola  (Foto: Divulgação )
Estudantes participavam de momento cívico na quadra da escola (Foto: Divulgação )
Militares em escolas
Em setembro do ano passado, a prefeitura de Palmas já havia anunciado a parceria entre instituições de ensino de tempo integral e forças armadas: a Escola de Tempo Integral Caroline Campelo com o Exército, a Escola de Tempo Integral Anísio Spinola Teixeira com a Guarda Metropolitana, e a Escola de Tempo Integral Almirante Tamandaré com a Marinha.
Essa era a primeira vez que a atividade era realizada na escola (Foto: Divulgação )
Essa era a primeira vez que a atividade era realizada na escola (Foto: Divulgação )
Na época o secretário de educação disse que a ação não se tratava de uma militarização das escolas, e sim, do uso do civismo. “Trata-se de trazer para o ambiente da escola o exemplo do civismo, que as Forças Armadas do Brasil traduzem com o seu trabalho e compromisso constitucional”.
Segundo, a prefeitura, o projeto com a instituições militares teve início com o Corpo de Bombeiros, no Colégio Esportivo Militar do Corpo de Bombeiros Professora Margarida Lemos.
G1/montedo.com

21 de outubro de 2017

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