23 de junho de 2017

Comandante do Exército diz que uso de militares em segurança é "desgastante, perigoso e inócuo”

Débora Brito*
Ao participar de audiência pública no Senado, o comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, disse hoje (22) que o uso das Forças Armadas em ações de segurança pública é "desgastante, perigoso e inócuo". Para ele, esse tipo de modelo deve ser revisto.
Segundo o comandante, o trabalho dos militares foi empregado 115 vezes nos últimos 30 anos em diferentes situações de apoio, a maioria ocorreu na última década.
“Este emprego, inclusive, causou agora recentemente alguma celeuma, de Garantia da Lei e da Ordem. Nos últimos 30 anos, nós fomos empregados 115 vezes. O único estado onde não houve emprego até hoje parece-me que foi São Paulo. Nós não gostamos desse tipo de emprego, não gostamos”, afirmou o general em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado sobre soberania nacional e projetos estratégicos do Exército.
Villas Bôas citou a atuação do Exército em varreduras nos presídios que passaram por rebeliões no início do ano. O comandante disse que em cada revista são recolhidos em média 600 itens de toda espécie, como rádios, celulares, arma branca e arma de fogo. “É impressionante como é permeável”, afirmou. Em janeiro, o governo federal autorizou a atuação das Forças Armadas nos presídios para fazer inspeção de materiais considerados proibidos e reforçar a segurança nas unidades.
A Constituição Federal permite que as Forças Armadas, por ordem presidencial, atuem em ações de segurança pública em casos de grave perturbação da ordem e quando o uso das forças convencionais de segurança estiver esgotado.
Ele citou a participação do Exército na patrulha da comunidade da Maré, no Rio de Janeiro. “Um dia me dei conta. Os nossos soldados atentos, preocupados – são vielas –, armados. E passando crianças, senhoras, eu pensei: Estamos aqui apontando arma para a população brasileira. Nós somos uma sociedade doente. E lá ficamos 14 meses. Do dia em que saímos, uma semana depois tudo havia voltado ao que era antes. Então, temos que realmente repensar esse modelo de emprego, porque é desgastante, perigoso e inócuo”, declarou.
O general, no entanto, elogiou a atuação dos militares em grandes eventos, como nos Jogos Pan-Americanos, na Jornada Mundial da Juventude, que teve a presença do Papa Francisco, na Copa das Confederações, na Copa do Mundo e nas Olimpíadas. “Acumulamos uma larga experiência de atuação em grandes eventos. Foi feliz, porque ao longo dessa trajetória fomos incorporando uma enorme expertise e também a capacidade de operar num ambiente interagências, com dezenas e dezenas de agências militares e civis, num processo que resultou numa grande integração”, disse.
Além da proteção à soberania nacional contra ameaças externas, ele defendeu outras funções para o Exército, como o trabalho de distribuição de água em estados do Nordeste e o desenvolvimento da área de defesa cibernética.

Amazônia
Na audiência, o comandante disse ainda que cálculos do Exército estimam potencial de aproximadamente US$ 23 trilhões em recursos naturais na região amazônica e defendeu um projeto consistente para a área. "O Brasil é um superdotado num corpo de adolescente. A Amazônia continua praticamente abandonada, falta um projeto e densidade de pensamento."
Para Villas Bôas, é equivocada a tese de que desenvolvimento e preservação ambiental não caminham juntos. "Morei lá por oito anos e penso justamente o oposto. O que vai salvar a região amazônica, inclusive a natureza, é o desenvolvimento. É a implantação de polos intensivos para empregar aquela grande mão de obra, impedindo que ela vá viver do desmatamento extensivo", defendeu.
O comandante do Exército avaliou como preocupante a abertura da exploração de minerais no Brasil por empresas estrangeiras.
* Com informações da Agência Senado
Agência Brasil/montedo.com

Abaixo, o depoimento do general Villas Bôas. A partir dos 8 minutos, você confere as declarações sobre a Operação na Maré.


Jato da FAB que transportava Gilmar Mendes sofre pane e volta a Brasília

Aeronave seguia para Belém (PA), onde o ministro visitaria o TRE (Tribunal Regional Eleitoral), mas retornou à base aérea por decisão dos pilotos
Uma aeronave que transportava o ministro do STF Gilmar Mendes e sua comitiva sofreu uma falha técnica no ar e precisou retornar ao aeroporto de origem, em Brasília, na noite desta quinta-feira (22).
A aeronave tinha como destino Belém (PA), onde o ministro visitaria o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Pará.
Ministro Gilmar Mendes preside sessão plenária do TSE durante julgamento da chapa Dilma-Temer, em BrasíliaSegundo a Força Aérea Brasileira (FAB), o jato modelo Learjet 35 decolou por volta das 18h45. Assim que a pane foi percebida, os pilotos realizaram procedimentos previstos em manual, mas, por se tratar de voo noturno e com passageiros, o que torna os requisitos de segurança mais rígidos, optaram por voltar à capital federal.
O avião da FAB retornou à Brasília e pousou na base aérea cerca de uma hora depois da decolagem, às 19h45. Segundo a Força Aérea, “em nenhum momento, a segurança da tripulação e dos passageiros foi comprometida”.
Veja/montedo.com

Exército divulga nota sobre convocação de general como testemunha de Lula


NOTA DE ESCLARECIMENTO
Resultado de imagem para brasão do exércitoA respeito da recente convocação do General de Divisão Expedito Alves de Lima, recebida por meio de mandado de intimação, obrigado a comparecer à audiência de oitiva para depor como testemunha em juízo, o Centro de Comunicação Social do Exército informa que:
1) O General Expedito conta com a confiança irrestrita da Instituição;
2) A promoção de oficiais ao generalato é efetivada após criteriosa seleção e indicação do Alto Comando do Exército. Tem por base o mérito do militar e considera seu desempenho profissional ao longo de toda a carreira;
3) O Gen Expedito serviu no Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR) como Diretor do Departamento de Gestão, cargo de natureza militar, selecionado pelo Comando do Exército, de Julho/2007 a Março/2010, com subordinação direta ao Secretário-Executivo e ao Ministro-Chefe do GSI/PR; e
4) Os integrantes do Exército Brasileiro têm sua vida pautada na ética, integridade e dedicação aos interesses da Pátria.

CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO EXÉRCITO
EXÉRCITO BRASILEIRO
BRAÇO FORTE – MÃO AMIGA

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Comandante do Exército recebe título de Doutor Honoris Causa e diz que o Brasil "perdeu o sentido de disciplina social"

HOMENAGEM
COMANDANTE DO EXÉRCITO RECEBE TÍTULO DE DOUTOR HONORIS CAUSA DO IDP
EM DISCURSO, VILLAS BÔAS RESSALTA QUE O BRASIL PERDEU O 'SENTIDO DE DISCIPLINA SOCIAL'
O comandante do Exército Brasileiro, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, recebeu o título de Doutor Honoris Causa do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP). O diploma foi concedido ao homenageado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, por suas contribuições à segurança pública brasileira, durante a cerimônia de abertura do 7º Seminário Internacional de Direito Administrativo e Administração Pública.
Villas Bôas é natural de Cruz Alta (RS), onde nasceu em 7 de novembro de 1951. Ingressou nas fileiras do Exército em 1° de março de 1967, na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas (SP). Ao ser escolhido Comandante do Exército Brasileiro, exercia a função de Comandante de Operações Terrestres. Foi promovido a General de Exército em 31 de julho de 2011 e agraciado com 14 condecorações nacionais, dentre as quais se destacam: a Ordem do Mérito Militar, a Ordem do Mérito Naval, a Ordem do Mérito Aeronáutico e a Medalha Militar de Ouro com Passador de Platina.

Confira o discurso do comandante do Exército na íntegra:

Na qualidade de Comandante do Exército Brasileiro, expresso meus sinceros agradecimentos, pelo recebimento do honroso Título de Doutor Honoris Causa do Instituto Brasiliense de Direito Público.
Escolheu-se um velho soldado para representar muitos. Entendo que esta homenagem é, na verdade, um merecido reconhecimento aos mais de duzentos mil homens e mulheres do Exército que, juntamente com os companheiros da Marinha e da Força Aérea, nos últimos anos, arriscaram suas vidas cumprindo missões de Garantia da Lei e da Ordem em todo o território nacional; além de ficarem em condições, por vocação e juramento, de sacrificarem a própria vida, se preciso for, em prol do nosso País.
Saúdo os organizadores deste evento pela sensibilidade na escolha do tema deste prestigiado seminário “A segurança pública e a política carcerária”, colocando luzes às sombras no que a sociedade, anestesiada, não expressa como anseio prioritário e, tampouco, é tratado pelas autoridades com a requerida urgência.
Vivemos momentos delicados em nosso país, onde nossas instituições estão sendo submetidas a uma verdadeira catarse. Vivemos uma crise de valores, de ética, mas, afortunadamente, a nossa sociedade ainda é guardada pela argamassa da Constituição que, bem ou mal, nos conduzirá a um futuro que espero promissor. Como já disse, não há atalho fora do texto constitucional.
Nossa carta magna foi pródiga em fortalecer os direitos e garantias individuais. Privilegiou a liberdade como princípio basilar e a democracia como o regime que, pela expressão popular do voto, garante a manutenção dessa liberdade.
O tema de hoje, que merece profunda reflexão, não trata sobre o valor intrínseco da liberdade. Versa, isto sim, sobre a qualidade da liberdade que queremos usufruir.
Refletir é preciso. Podemos conviver com essas ameaças ao nosso futuro? Podemos abdicar da nossa liberdade com os mais de sessenta mil assassinatos anuais injustificados, com os mais de vinte mil desaparecidos ou com a segunda posição no ranking de consumo de drogas? Queremos referendar a perda do princípio da autoridade, admitindo casos de agressões a professores, entes sagrados em outras culturas, ou de desrespeito a agentes públicos?
A verdade é que perdemos o sentido de disciplina social. Há excessos de compreensão com direitos e enorme incompreensão com deveres. Há também excesso de diagnóstico e pouca ação efetiva e prática. Sem sinergia e integração de várias instituições fica difícil estabelecer metas e prioridades.
É necessário que o país tenha objetivos de curto, médio e longo prazo para a área de segurança.
Aproveito a oportunidade para homenagear especialmente os policiais, algumas vezes desprestigiados, mas verdadeiros heróis do dia a dia, que sabem a hora de despedir-se de seus entes queridos ao sair de seus lares, mas, por profissão de fé, desafiam suas emoções por não saberem se ali retornarão.
Senhoras e senhores, eu vos afirmo que há em todas essas dúvidas uma única certeza. Que nossas escolhas vão definir o futuro que queremos. E somente nós, unidos, poderemos comprar o direito de se viver em uma sociedade livre e justa. Isso não é um sonho. É simplesmente o anseio de um povo abençoado pela própria natureza!!
BRASIL ACIMA DE TUDO!!!
Brasília/DF, 20 de junho de 2017.
DIÁRIO do PODER/montedo.com

Cabo do exército é morto após trocar tiros com bandidos em MG

Cabo do exército é morto após trocar tiros com bandidos no Bairro Vigilato Pereira em Uberlândia Foi o homicídio de número 61 na cidade de Uberlândia em 2017.
Um cabo do exército morreu na tarde desta quinta-feira (22), após trocar tiros com ladrões durante uma tentativa de roubo, no Bairro Vigilato Pereira. Foi o homicídio de número 61 na cidade de Uberlândia em 2017.
Auster Rezende, de 81 anos, chegava a sua casa, localizada na Rua Tahiti, quando foi abordado por dois ladrões. O enteado de Auster, Antônio Carvalho Vieira Neto, de 29 anos, pegou uma arma de fogo do padrasto e trocou tiros como os bandidos.
As duas vítimas acabaram sendo baleadas, e foram encaminhadas até o Hospital das Clínicas da UFU. Segundo informações repassadas pela assessoria de imprensa do local, Antônio (foto a esquerda) não resistiu aos ferimentos e faleceu. Já Auster está passando por cirurgia, mas está em estado grave.
Os dois ladrões, que são irmãos, acabaram fugindo. Diego Bruno de Souza também acabou sendo baleado durante a troca de tiros, e deu entrada no UAI São Jorge. Ele foi identificado e encaminhado para o Hospital de Clínicas da UFU, sob escolta policial, e está em estado estável.
Segundo o Tenente Coronel Airton Donizete, Diego já possui passagens pela polícia por roubo e tráfico de drogas. Já o seu irmão continua foragido, e a PM continua em diligências para tentar prendê-lo. Fonte: V9 Vitoriosa
Patrocínio On Line/montedo.com

22 de junho de 2017

Mestrado e doutorado em Estudos Estratégicos Internacionais selecionam oficiais e sargentos da ativa

O prazo encerra dia 24. Ainda há tempo.
Porto Alegre (RS)  - O Programa de Pós-Graduação em Estudos Estratégicos Internacionais divulgou os editais de seleção para vagas de mestrado e doutorado destinados a militares, em parceria com o Comando Militar do Sul. A turma especial 2017 terá até quatro vagas para cada um dos níveis na Linha de Segurança e Defesa Internacional, com ingresso no segundo semestre deste ano.
As inscrições, a partir das instruções constantes nos editais, ocorrem de 19 a 24 deste mês.
Os cursos têm como objetivo estimular, através de pesquisas de alta qualidade e impacto, a produção de conhecimento de vanguarda no âmbito dos Estudos Estratégicos Internacionais e das Ciências Militares; desenvolver o estudo e a pesquisa em Estudos Estratégicos Internacionais que possam contribuir para a formulação das políticas de Estado nos diversos aspectos que envolvem as questões de Segurança e Defesa Nacional; e desenvolver habilidades associadas à transmissão de conhecimentos, em especial a publicação de artigos científicos e a prática de atividades docentes.
Para participar da seleção, o candidato deve ser oficial, subtenente ou sargento, da ativa, ou Prestador de Serviço por Tempo Certo (PTTC), pertencente às Organizações Militares do Comando Militar do Sul, em ambos os casos, preferencialmente, da Linha de Ensino Militar Bélico, além de ter as formações exigidas pelo edital. Serão considerados, como critérios de seleção, o resultado em Prova de interpretação de textos em inglês a partir da bibliografia indicada, Análise do Projeto de Pesquisa, Análise do Currículo Vitae e Entrevista com a Comissão de Seleção.
Outras informações e os editais completos estão disponíveis na página do PPGEEI.
UFRGS/montedo.com

MPM investiga denúncias de abusos do comando de batalhão do Exército em Manaus

Ministério Público Militar investiga denúncias de abusos do chefes do batalhão
Nesta quinta-feira (21), o procurador do MP Militar José Luiz Pereira Gomes começou a ouvir quatro testemunhas do caso e hoje deverá ouvir outras quatro
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Denúncia dos militares também afirma que os coletes à prova de balas das unidades estão vencidos e mesmo assim são usados. Foto: Jander Robson
Manaus (AM) - Militares do 7º Batalhão da Polícia do Exército (BPE) apresentaram ao Ministério Público Militar uma série de denúncias contra o comandante da unidade, Ricardo Yoshiyuki Omaki, e o subcomandante, Raul José Vidal Junior, por diversas irregularidades. Entre as supostas irregularidades está o uso do consultório odontológico do quartel para fins particulares da esposa do comandante, Lucinei Omaki, que é dentista, além do uso de viaturas para atividades pessoais. Nesta quinta-feira (21), o procurador do MP Militar José Luiz Pereira Gomes começou a ouvir quatro testemunhas do caso e hoje deverá ouvir outras quatro.
A denúncia foi protocolada no início do mês. O documento cita pelo menos dez irregularidades praticadas pelos chefes do batalhão. Conforme a denúncia, Ricardo Omaki autorizou que a esposa dele exercesse a profissão de dentista no consultório da unidade e usasse os materiais odontológicos para atender pacientes particulares. Os militares relatam que a esposa do comandante realizava as suas consultas na unidade em dias sem expediente e que, nos dias que havia expediente, Lucinei utilizava o consultório apenas na hora do almoço. “O comandante ordenava que a tenente ficasse dentro do consultório enquanto sua esposa atendia seus pacientes particulares (...) apenas com o intuito de disfarçar a ilegalidade cometida”, diz trecho da denúncia.
O subcomandante Raul José Vidal Junior é citado no documento como a pessoa que fazia a “escolta” da esposa de Omaki para evitar que a guarda a impedisse de entrar no batalhão. A denúncia também afirma que Lucinei tinha autorização do comandante para utilizar todos os materiais odontológicos para atender os pacientes dela. Outra irregularidade apontada na denúncia é a utilização de viaturas e motoristas militares para atividades pessoais. Omaki teria sido, inclusive, flagrado por um militar chegando em uma boate na Zona Oeste em um carro da PE. O militar que fez o registro foi obrigado a apagar a fotografia e, posteriormente, foi expulso da corporação.
A denúncia afirma ainda que Ricardo Omaki obrigou outros dois militares a pagarem “indenizações” por prejuízos causados em motocicletas da unidades durante o serviço. Para um deles, o comandante chegou a cobrar R$ 18 mil. As cobranças aconteceram mesmo os dois militares tendo sido absolvidos nas sindicâncias instauradas para apurar cada acidente. Raul Vidal, por sua vez, foi denunciado por utilizar militares para fazer pagamentos de contas pessoais em casas lotéricas.
Para A CRÍTICA, o Comando Militar da Amazônia (CMA) informou que até o momento não foi notificado sobre as denúncias. Hoje, o MP Militar deve concluir os depoimentos das testemunhas e decidir que vai oferecer a denúncia à Justiça Militar ou se irá pedir novas investigações sobre o caso.
A Crítica/montedo.com

21 de junho de 2017

Mulheres no Exército...

Do meu amigo Paulo Odorico...


Nota do editor
Ativando a tecla SAP: é humor!

General que foi engraxate depõe como testemunha de Lula


Curitiba (PR) - O General de Divisão Expedito Alves de Lima prestou depoimento ao Juiz Sérgio Moro nesta terça-feira (20), no âmbito da Operação Lava Jato. Ele foi arrolado como testemunha de defesa do ex-presidente Lula, no processo que envolve a compra, pela Odebrecht, de um terreno em São Paulo para a construção do Instituto Lula. 

Como coronel, Expedito foi diretor do Departamento de Gestão do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República  de 2007 até abril de 2010, quando chegou ao generalato. Sua promoção ganhou notoriedade por que, ainda menino, exerceu a função de engraxate num quartel do Rio de Janeiro e foi incentivado pelos militares a estudar e prestar concurso para a Escola Preparatória de Cadetes.
(Com informações da Coluna Expresso, de Época)

Exército envia equipes para combater seca no semiárido após desistência de pipeiros

Ex-assessor de Temer usou jatinho da FAB e cota de deputado para buscar R$ 500 mil em propina

Diálogos entre Rodrigo Rocha Loures e uma assessora, além de registros da Câmara e da Força Aérea Brasileira, mostram que o peemedebista usou recursos públicos para se encontrar com o executivo Ricardo Saud, da JBS.

Alexandre Aragão
Repórter do BuzzFeed News, Brasil
O ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ex-assessor de Michel Temer (PMDB) filmado ao receber R$ 500 mil da JBS em uma mala, usou a cota parlamentar para pagar três bilhetes aéreos quando reuniu-se com o delator Ricardo Saud.
O inquérito da Polícia Federal que apura se o presidente da República cometeu crime revelou diálogos entre Rocha Loures e a secretária parlamentar Alessandra Serrazes, em que o então deputado pede para ela marcar sua viagem.
Às 9h09 do dia 27 de abril, Rocha Loures ligou para Alessandra e disse que precisava ir a São Paulo porque tinha um jantar marcado.
A assessora faz referência a um voo da FAB reservado pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab (PSD). Rocha Loures diz: "A princípio você diga pro ministro Kassab se não tiver uma outra, uma outra..."
Nesse momento, como registra o relatório da PF, o então deputado parece conversar com um motorista. "Aqui à esquerda a gente vai pro Palácio do Planalto, vai pela frente...", ele diz.

O diálogo continua:
Alessandra — Mantenha a reserva do senhor?
Rocha Loures — É, mantém o voo lá com o Kassab uma hora.
Alessandra — Tá.
Rocha Loures — Mas imediatamente veja se tem alguma outra opção, porque o ideal pra mim era sair daqui seis da tarde.

Os registros da Câmara mostram que o gabinete de Rocha Loures emitiu uma passagem de Brasília a São Paulo naquele dia, por R$ 1.416,79. O passageiro era o então deputado.
No fim das contas, Rocha Loures acabou indo a São Paulo no jatinho da FAB, com Kassab, como está registrado tanto no inquérito como nas planilhas oficiais da Força Aérea Brasileira.

Trecho do inquérito da PF
Trecho do inquérito da PF: "Verifica-se nos registros da FAB que ocorreu um trecho com o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações às 19:00 de Brasília para São Paulo, motivo "serviço" e com previsão de sete passageiros, pousando no destino às 20:55, condizente com o que o deputado narrou no último diálogo apresentado."


A volta a Brasília, porém, foi paga com a cota parlamentar, como mostra outra conversa entre Rocha Loures e Alessandra.

O diálogo ocorreu também no dia 27, às 13h41.
Rocha Loures — É da minha volta, eu poderia voltar amanhã. Eu posso...
Alessandra — Tá.
Rocha Loures — Eu quero voltar amanhã.
Alessandra — Unhum.
Rocha Loures — E poderia voltar é... Digamos a partir das sete da noite, ou que sai lá a partir das sete da noite, de preferência de Congonhas. Então já compre.
Alessandra — Tá.
Rocha Loures — Já compre a volta, você já pode comprar...
Alessandra — A de voltando de Congonhas 19 horas.
Rocha Loures — É. Saindo de lá a partir das 19 horas.
Alessandra — Tá, maravilha.
Rocha Loures — Um pouquinho antes, um pouquinho depois.

Rocha Loures precisava "voltar amanhã" — ou seja, em 28 de abril — porque naquele dia tinha um encontro marcado com o executivo da JBS Ricardo Saud, em uma pizzaria em São Paulo.
Por volta das 18h30 daquela data, o ex-assessor de Temer foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil em dinheiro vivo.
Fora o bilhete de ida, registros da Câmara mostram outros dois comprados em 27 de abril pelo gabinete dele. Passageiro e rota são idênticos: Rocha Loures, de São Paulo a Brasília.
A Câmara gastou R$ 2.765,59 com as três passagens aéreas emitidas pelo gabinete de Rocha Loures no dia 27 de abril, uma de ida — da capital federal à paulista — e duas de volta, na rota inversa. O deputado acabou usando só um dos bilhetes.
BuzzFeedNews/montedo.com

Forças Armadas são exemplo para o Brasil, diz Gilmar Mendes

Ministro do STF elogia conduta dos militares na "crise aguda" nacional
EDUARDO BARRETTO
BRASÍLIA - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes disse que as Forças Armadas são exemplo ao país pela conduta na "crise aguda" nacional. Nesta terça-feira, em seminário no Instituto Brasiliense de Direito Público, do qual é sócio, Mendes afirmou que, no combate ao crime, não se deve cometer um crime, e criticou o Ministério Público por "abusos" em todo o Brasil.
— No momento de crise aguda por que passamos, nós temos visto certas algaravias (confusões), certas desinteligências em vários setores das nossas instituições. Nenhum tumulto na área das Forças Armadas, nenhuma celeuma no âmbito do Exército. É como se eles estivessem nos ensinando como proceder em respeito às instituições — declarou Mendes, que condecorou o comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, com o título de doutor honoris causa no evento que debateu segurança pública.
— O combate ao crime tem que se fazer sem cometer crimes. O agente público não pode se igualar ao bandido que ele pretende combater. Do contrário, nós caminhamos para um ambiente de selvageria — disse, sem especificar a que categoria de agentes públicos se referia. Quando mencionou o quadro penitenciário, afirmou que, para ficar ruim, o sistema teria que melhorar muitíssimo.
Nas críticas a instituições, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só citou o Ministério Público, quando falava de "festival de abusos" investigatórios no Mato Grosso, estado em que nasceu. Contudo, logo depois, emendou que esses excessos são cometidos em todo o país.
— Ainda neste final de semana, estive no Mato Grosso, e de lá dei-me com notícias de que há um festival de abusos feitos no âmbito de investigação, e essa notícia infelizmente se repete Brasil afora, feita pelo Ministério Público. A chamada barriga de aluguel, uso de interceptação telefônica para atingir adversários políticos ou até pessoas nas relações privadas — discursou Gilmar, completando que isso se deve à "falta de controle" do modelo de investigações, e defendeu aprofundamento do tema.
Nesta segunda-feira, Gilmar Mendes disse que investigações no Brasil estão se "expandido demais" e teriam objetivo de "colocar medo".
O Globo/montedo.com

A História de um pracinha

Rio do Sul (SC) - Aos 96 anos, Seu Francisco fala sobre a guerra na Itália

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