16 de julho de 2016

Comoção nacional à vista! 'Fantástico' vai 'baixar a lenha' nas pensões das filhas de militares

Resultado de imagem para fantástico'Fantástico' falará das filhas de militares, que custam R$ 3,8 bilhões ao Brasil

Tiago Rogero
O "Fantástico" deste domingo conta a história de um ex-pracinha que se aposentou em 1964 e morreu em 2000. As filhas dele recebem pensão até hoje. Elas têm... 61 e 67 anos.
As filhas de militares custam, hoje, R$ 3,8 bilhões por ano ao país.
Ancelmo Góis (O Globo)/montedo.com

Lembretes do editor:
- Todos os militares da ativa, inclusive temporários, contribuem para a Pensão Militar.
- Todos os militares da reserva remunerada e reformados continuam contribuindo, até morrer;
- Desde a edição da 'MP do Mal', em 2000, a Pensão Militar não pode mais ser paga às filhas dos militares. Essa é uma situação que se extinguirá em algumas décadas.

RJ: sargento da Marinha é vítima de bala perdida na Mangueira

Ele passava em um carro da instituição quando acontecia um tiroteio na comunidade entre policiais da UPP e traficantes

Rio - Um militar da Marinha foi vítima de bala perdida quando passava na Rua Visconde de Niterói, em frente ao Morro da Mangueira, na Zona Norte, na tarde desta quinta-feira.
A vitima estava em um carro da Marinha do Brasil no momento em que policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Mangueira trocavam tiros com traficantes.
De acordo com o comando da UPP Mangueira, o confronto acontecia na localidade conhecida como Olaria e a a Rua Visconde de Niterói chegou a ficar interditada por alguns minutos. O militar ferido foi socorrido e levado para o Hospital Quinta D'Or.
O policiamento foi reforçado na comunidade e buscas estão sendo realizadas para prender os suspeitos. Ainda não há informações sobre o estado de saúde da vítima.
O DIA/montedo.com

15 de julho de 2016

General diz que Brasil vai 'revisar' segurança na Olimpíada após mortes na França

Motorista atropelou multidão e matou mais de 80 pessoas na França.
Entre medidas, estão mais postos de controle e restrições no trânsito.
Filipe Matoso
Do G1, em Brasília
O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen, informou nesta sexta-feira (15) em entrevista no Palácio do Planalto que o governo vai “revisar” as medidas de segurança para a Olimpíada, em razão das mortes registradas nesta quinta (14) em Nice (França). Entre as medidas, explicou, estão mais “postos de controle, mais barreiras e restrições no trânsito”.
Nesta quinta, um motorista de caminhão atropelou diversas pessoas que estavam assistindo à queima de fogos em comemoração ao 14 de Julho, Dia da Queda da Bastilha, em Nice, no sul da França, matando ao menos 80 pessoas.
“Desde aquele momento [mortes em Nice], o Ministério da Justiça, o Ministério da Defesa e o GSI estão trabalhando para garantir que continuemos no mesmo nível de segurança nos Jogos Olímpicos, e isso vai exigir revisões, novas providências e exige muito trabalho intenso daqui para frente para que possamos manter o nível de segurança”, disse Etchegoyen.
“Essa revisão, obviamente, identificará algumas lacunas e posso lhes dizer, com bom grau de probabilidade, que o quadro atual nos sugere incremento de algumas medidas relativas aos Jogos. São medidas práticas, como mais postos de controle, mais barreiras e algumas restrições de trânsito. […] É importante que a população entenda que vamos trocar um pouquinho de conforto por muita segurança”, acrescentou.
Segundo o ministro, o planejamento de segurança feito até aqui será “auditado” para encontrar se houve “eventual lacuna” nas ações de preparação.
De acordo com o ministro do GSI, o presidente da República em exercício, Michel Temer, que está em São Paulo, antecipou sua volta para Brasília para a tarde desta sexta (que ocorreria somente no início da noite) para comandar, no Palácio do Planalto, uma reunião com o núcleo de ministérios responsável pela segurança das Olimpíadas: Justiça, Defesa e Segurança Institucional.
Ainda segundo Etchegoyen, as preocupações do governo em relação à segurança dos Jogos "subiram de patamar" desde o episódio na França, e por isso serão necessários o "ajuste e a revisão" de "todo o dispositivo de segurança" planejado para o evento esportivo. De acordo com o ministro, será preciso "maior integração" entre as pastas do governo responsáveis pela segurança.
"Mas sem querer transmitir um falso otimismo, o que seria de enorme irresponsabilidade, estamos pronto para os Jogos, não há dúvida. Apenas vamos revisar o planejamento, os procedimentos", observou.

'Possibilidades' de ataques
Durante a entrevista, o ministro do GSI foi questionado sobre se os serviços de inteligência brasileiras já identificaram algum tipo de ameaça terrorista durante os Jogos. Segundo ele, não há a identificação de que alguma organização estaria planejando um ataque.
"Mas temos possibilidades de ocorrência [de ataques] no Brasil, como em qualquer outro lugar, considerando as atuais circunstâncias. E falo em possibilidade de ocorrência de fatos. Possibilidade. Mas não estamos focados nesta ou naquela organização e não vou me estender sobre informações mais detalhadas sobre as nossas operações", disse.
Indagado, então, sobre se ao falar em "possibilidade" estaria relatando que o governo identificou uma "tentativa concreta" de ataque terrorista durante a Olimpíada, respondeu:
"Quando chegarmos a uma confirmação de que há uma tentativa concreta, aí mudamos a palavra para 'probabilidade'. Vejam, quando temos um evento que reúne o mundo inteiro, todas as possibilidades que afetem a segurança é nosso dever levantá-las, e estamos preparados para que possamos reagir. Os graus de probabilidade vão sendo aumentados ou diminuídos".

Reunião com franceses
No Palácio do Planalto, Etchegoyen destacou ainda que integrantes do governo se reuniram na manhã desta sexta com integrantes do governo francês para buscar novas informações e detalhes sobre as mortes em Nice para "ajudar" no planejamento para a Olimpíada.

Sírio no Brasil
O chefe do Gabinete de Segurança Institucional também foi questionado nesta sexta sobre a situação do cidadão sírio Jihad Ahmad Diyab, ex-preso de Guantámo que, segundo o governo uruguaio, fugiu para o Brasil em junho deste ano.
"Não vou tratar de nomes ou sobre as operações que a Abin [Agência Brasileira de Inteligência], a PF [Polícia Federal] e outras agências conduzem neste momento. As informações não serão divulgadas", limitou-se a dizer o ministro.
Diyab chegou ao Uruguai em 2014 após um acordo entre os Estados Unidos e o país vizinho para que fossem recebidos ex-presos de Guantánamo. O cidadão sírio vivia no Uruguai na condição de refugiado e é apontado como um ex-integrante da Al Qaeda.
G1/montedo.com

Petista Fernando Haddad proíbe a Fiesp de exibir Bandeira do Brasil em telão

Prefeitura proíbe Fiesp de expor bandeira do Brasil na Paulista
Comissão que avalia Lei Cidade Limpa quer vetar uso de símbolo nacional com fins políticos; entidade vê censura e afirma que vai recorrer da decisão

Adriana Ferraz
SÃO PAULO - Integrantes da Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CCPU), ligada à Prefeitura, vetaram a exposição da imagem da bandeira do Brasil na fachada do prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista, região central de São Paulo. A proibição visa a impedir o uso político ou mesmo eleitoral do símbolo pela instituição, declaradamente favorável ao impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT). A Fiesp considera que a medida representa um tipo de censura e vai recorrer.
Determinado pelo placar de oito votos a três, o veto inclui datas comemorativas, como 7 de Setembro ou 15 de Novembro - feriados que remetem ao sentimento nacionalista. Também nesses casos será preciso pedir autorização ao órgão, que analisa ações que podem ferir as regras da Lei Cidade Limpa.
Do mesmo modo, a CPPU determinou que o painel digital do prédio permaneça desligado no intervalo das mostras artísticas, essas, sim, aprovadas pela comissão.
O engenheiro Lao Napolitano, representante da Associação A Cidade Precisa de Você, diz que os conselheiros tiveram a intenção de evitar conflitos políticos, às vésperas de uma eleição na cidade. "E não é só isso. Optamos também pelo descanso visual. Imagens muito intensas às vezes nos impedem de enxergar a Paulista", afirma.
Para a arquiteta Letícia de Paula Diez Rey, representante do Instituto Mobilidade Verde, a decisão sobre o processo da Fiesp, assim como os demais casos, apenas seguiu as regras. "A legislação impede a exposição de marcas e produtos, assim como correntes ideológicas. A bandeira do Brasil não é problema, mas, sim, como ela se insere na paisagem urbana", diz.

Censura
Em nota, a Fiesp informou que considera absurda a censura imposta pela CPPU ao maior símbolo nacional, que é a bandeira. "O Sesi-SP buscará, por todos os meios, fazer valer seu direito de liberdade de expressão e nesse momento estuda as medidas jurídicas adequadas para que possa expor a bandeira brasileira na galeria digital instalada na fachada do prédio", diz.
Segundo a entidade, "não faz sentido impedir um espaço público e democrático de exibir uma das imagens que mais trazem orgulho aos brasileiros".
A polêmica em torno das imagens exibidas na fachada do prédio da Paulista teve início em abril, quando o mesmo órgão municipal proibiu a instituição de exibir frases de cunho político-partidário, como "Fora, Dilma", "Impeachment Já", e "Não vou pagar o pato" - todas em referência ao governo do PT.
Na época, a comissão considerou que tais mensagens feriam a Lei Cidade Limpa e o prefeito Fernando Haddad (PT) confirmou que a Fiesp poderia ser multada se insistisse em veicular as frases em seu painel.
Nesta quarta-feira, 13, também em nota, a gestão Haddad afirmou que a nova decisão segue as normas definidas pela legislação em vigor. A Prefeitura ressaltou ainda que a CPPU é formada por representantes não apenas do poder público, mas também da sociedade civil.

Multa
R$ 10 mil é o valor da multa, em caso de descumprimento. Ainda é cobrado um acréscimo, fixado em R$ 1 mil, para cada metro quadrado excedente do tamanho permitido de exposição.
O ESTADO DE SÃO PAULO/montedo.com

Rio 2016: pressão dá certo e agentes da Força Nacional vão ganhar quase 150% de aumento nas diárias

Agentes da Força Nacional receberão aumento de quase 150% na diária
Rodrigo Viga Gaier
RIO DE JANEIRO (Reuters) - Os agentes da Força Nacional de Segurança Pública vão ganhar uma aumento na diária para a Olimpíada do Rio de Janeiro que pode chegar a quase 150 por cento, segundo duas fontes próximas à organização dos Jogos, um dia após membros da força reclamarem das condições de alojamento durante o evento.
Parte dos agentes que já estão no Rio de Janeiro desde a semana passada está recebendo uma diária de 224 reais. Com o aumento o valor passará para cerca de 550 reais, segundo uma das fontes. "Isso foi acordado e acertado nas últimas horas com a Casa Civil", disse a fonte, sob condição de anonimato.
"Houve uma pressão nas últimas horas e a gente sabe que tem gente sendo insuflada por grupos que querem que a segurança não funcione. Mas é segurança, não pode dar errado em um evento como este em que o mundo olha para o Brasil", acrescentou a fonte.
Mesmo com o aperto fiscal, segundo essa fonte, há gordura e espaço para o aumento no valor das diárias, uma vez que o contingente será bem menor que o programado inicialmente. Em vez de quase 10 mil homens da FNSP serão de 5 a 6 mil.
"Isso criou uma margem. As diárias levaram em consideração a demanda, os preços mais altos no Rio de Janeiro por conta dos Jogos e é praxe acontecer em cima da hora de grandes eventos", declarou a fonte.
Os novos valores devem começar a vigorar de três a quatro dias antes dos Jogos e terminar um dia após o evento. A Rio 2016 começa 5 de agosto, e a cerimônia de encerramento ocorre dia 21 de agosto.
"Esse aumento vai ser importante para nós. As coisas aqui são muito caras, e o dinheiro não dá. Eu estou dividindo um apartamento com seis amigos e por isso até que dá", afirmou um agente do Tocantins que está no Rio.
"Não vim para ganhar dinheiro, foi mais pela experiência mesmo. Quem veio pensando nisso deve estar com dificuldades", acrescentou.
A perspectiva é que a medida dê uma "acalmada" nos ânimos dos agentes que já estão na cidade. Houve reclamações contra as condições de estrutura e hospedagem do condomínio Minha Casa Minha Vida onde estão alocados em Jacarepaguá, perto do Parque Olímpico, coração dos Jogos.
Os agentes que reclamaram alegaram que o local não tinha luz, água e camas suficientes. Afirmaram, ainda, ter recebido apenas uma farda para trabalhar durante o período que passarão no Rio.
Além disso, argumentaram que estavam sendo intimidados por milicianos e traficantes da região para não circularem com armas e fardas. Os agentes ameaçaram abandonar os postos e voltar para seus Estados se não houvesse uma solução.
"Resolvemos na totalidade ou estão em fase final de solução as reais pendências como fardas, camas, colchões e outros", disse uma outra fonte.
"Tudo isso foi usado como elemento para chamar a atenção da sociedade e tem como pano de fundo a discussão sobre diárias", acrescentou.
Segundo uma terceira fonte, ligada à área de segurança, não há elementos reais sobre as especulações relativas a ameaças de milícias.
Autoridades federais e estaduais têm reiteradamente garantido o sucesso da segurança dos Jogos, em meio ao aumento das preocupações com episódios de violência na cidade às vésperas da Olimpíada.
UOL/montedo.com

14 de julho de 2016

Rio 2016: militares da Força Nacional reclamam das condições de alojamento e da alimentação. Bem vindos ao clube, companheiros.

A mensagem abaixo está circulando no Whats App, juntamente com as imagens que aparecem nesta postagem.
O autor se identifica como um integrante da Força Nacional, trabalhando na segurança da Rio 2016. 
Embora anônimo, o texto condiz com a reportagem publicada por Marco Antônio Martins, na Folha de ontem, cuja manchete é:

Leiam o texto, transcrito tal qual foi recebido, sem correções na escrita. Volto a seguir.

"Estou trabalhando aqui no rio, para a Olimpíada! Vim para o contingente da força nacional!
Queríamos denunciar o abuso que está acontecendo. Estamos trabalhando mais de 60 horas semanais, numa escala de 12 por 24. Onde essas 24 horas de folga se tornam 16, pois temos que estar prontos duas horas antes do início do serviço, e quando largamos o serviço levamos quase duas horas para chegar no local de descanso!
Descanso esse que foi fornecido pela caixa, uns apartamentos, no meio de uma favela, ontem nos falta água para tomar banho, onde não podemos ter fogão para fazer comida, temos que ficar fazendo engenhocas para comer! Temos apenas uma farda, e não podemos nem ter um varal na rua para que ela seja lava e seca.
Sem contar o serviço de 12 horas que é em pé, com um fuzil na mão, onde não podemos nem descansar! Temos tempo contato para comer, e se quisermos por acaso tirar um cochilo, esse cochilo é no chão duro! Como segue na foto que vou te mandar!

Quando estou de serviço das 7 às 19. Me acordo às 4 da manhã para as 5 estar pronto. Chego no meu local de trabalho e fico até as 19. Onde só chego no local onde seria meu conforto de descanso, quase 21 horas!



Sem contar que as diárias prometidas não estão sendo pagas, nem mt menos a diária que seria dobrada como tbm foi prometido. Estamos com menos de 3500 homens e mulheres aqui, em condições sub-humanas. Estamos dormindo em colchão de ar, que tivemos que comprar pois não nos forneceram beliches nem colchões. Falta quase um mês para a Olimpíada, e mais da metade do efetivo inclusive os 200 quem vieram de Santa Catarina estão pensando em abandonar o barco, nessas condições ficaremos doentes, e não conseguiremos prestar um serviço de excelência que nos é cobrado!

Estamos sendo cobrados ao extremo, e o nosso comando nos ameaça, pois perdeu o controle da sua tropa!
Tropa está que esta adoecendo e pedindo socorro."


Voltei
Bem vindos ao clube, companheiros da Força Nacional de Segurança!
Caso não saibam, essa situação de penúria a que estão sendo submetidos é rotineira para as tropas das Forças Armadas que participam de missões como essa.
Em abril de 2014, publiquei aqui a postagem
Woodstock? Não! Acampamento do Exército Brasileiro na Maré!Nela, comparei o lendário festival de rock com as 'acomodações' da tropa que participava da operação no complexo de favelas do RJ.


Assista a matéria da Tv Record sobre o assunto:



Voltando mais um pouco no tempo, chegamos à greve da PM baiana, em fevereiro de 2012. A imagem é precária, assim como precárias foram as acomodações da tropa do Exército que esteve na Bahia naquela época.


A pergunta que não quer calar
Se com os integrantes da Força Nacional- que contam com representantes políticos e têm poder de pressão - está acontecendo isso, o que aguarda os 21.000 militares das Forças Armadas, sem voz e sem vez, que atuarão na Rio 2016?


Determinação da PGR: Marinha exclui mensaleiros da Ordem do Mérito Naval













O Almirante Eduardo Bacellar Ferreira, Comandante da Marinha, excluiu da Ordem do Mérito Naval dos ex-deputados João Paulo Cunha, José Dirceu, José Genoíno, Valdemar Costa Netto e Roberto Jefferson, todos condenados no processo do mensalão. 

A exclusão atendeu ordem da Procuradoria Geral da República e foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (13).





A Venezuela, as Forças Armadas e o mea-culpa do PT

A matéria é sobre a crise na Venezuela, mas permite entender com mais clareza a frustração da esquerda bolivariana tupiniquim, expressa na Resolução do Partido do Trabalhadores de maio deste ano, a qual afirma:
"Fomos descuidados [...] em modificar os currículos das academias militares; promover oficiais com compromisso democrático e nacionalista;"
Se as Forças Armadas brasileiras - de fato! - transformaram-se no 'Severino' da Nação,  por outro lado mantiveram a solidez necessária para que a ideologia esquerdista não ultrapassasse o muro dos quartéis.
Leia e entendam o que poderia ser o Brasil de hoje, se o projeto das esquerdas latino-americanas - by Foro de São Paulo -1990 - tivesse seguido adiante.

Venezuela
Maduro se apoia em militares em meio ao caos econômico
Forças Armadas vão fiscalizar carga nos portos e distribuir comida
Caracas (AFP) - Os militares venezuelanos ordenam filas nos supermercados, custodiam caminhões de alimentos e cultivam. Agora, vão fiscalizar a carga nos portos e distribuir comida. O presidente Nicolás Maduro se apoia nas Forças Armadas para mitigar a grande escassez.
Na noite de terça-feira (12), Maduro deixou os cinco principais portos do país sob comando de uma autoridade militar, como parte de um enorme deslocamento de soldados para a recém-lançada "Missão de Abastecimento Soberano", a cargo do próprio ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López.
Acompanhado do general do Exército, Maduro disse que, na segunda-feira, primeiro dia de aplicação de um plano de fiscalização em portos e empresas de produtos básicos, observou-se o "caos", o que favorece "a corrupção".
Entre dezenas de caixas de frango que circulavam para serem empacotadas, o general Pedro Álvarez garante que tudo é verificado: qual tipo de matéria-prima chega às empresas, a capacidade instalada e de armazenamento, a quem se dirige o produto final e a quais estabelecimentos comerciais ele chega.
— Caso se esteja desviando, nós tomaremos medidas bem severas. São as instruções. Estamos fazendo uma verificação dos estoques, das máquinas — explica à imprensa o comandante da zona de defesa do estado Miranda (centro).
Maduro, que enfrenta uma baixa popularidade, espera que os militares ponham ordem à distribuição de mercadorias e reduzam a enorme escassez de mais de 80% nos alimentos e medicamentos, que gera angústia nos venezuelanos e provoca longas filas nos supermercados.
— O governo deve governar os portos: saber o que entra, saber o que sai, saber o que está ali e saber para onde vai, É uma guerra. Por isso, foi colocado o comando das Forças Armadas à frente da guerra, como deve ser — afirmou o vice-presidente Aristóbulo Istúriz, em um fórum sobre economia.
Como suporte jurídico às medidas de intervenção, o governo anunciou nesta quarta-feira a extensão, por 60 dias, do estado de exceção diante da emergência econômica, que Maduro decretou em janeiro e já prorrogou em três ocasiões.
O governo socialista assegura que os produtos são desviados para o contrabando e a revenda. O governo atribui essa situação a uma "guerra econômica" de empresários e da oposição para derrubá-lo.

"Dividir o que não tem!"
Analistas e empresários asseguram, entretanto, que o problema é a produção, como consequência do controle de preços e da falta de dólares para importar, considerando-se o rígido controle cambial que existe desde 2003.
— Isso é dividir a escassez, dividir o que não tem. É impossível que resolvam o problema se não aumentarem a produção — disse à AFP o economista Luis Vicente León, da Datanálisis, referindo-se ao que chamou de "desastre econômico".
Golpeada pela queda dos preços do petróleo, a Venezuela também sofre com a inflação mais alta do mundo: 180,9% em 2015, e 720% em 2016, segundo projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI).
— Estamos enfrentando uma guerra. Não tenho dúvida de que, por isso, o general Padrino está assumindo novas responsabilidades (...) saberá como batalhar — disse nesta quarta-feira o ministro da Agricultura, Wílmar Castro, um dos dez militares que integram o gabinete de 30 ministros.
Segundo Maduro, a iniciativa privada controla 93% da distribuição de produtos básicos e - afirmou - está "pulverizando" todo o sistema com o acúmulo e a especulação.

"Um enorme disparate!"
Com seu plano, Maduro ordenou que todos os ministros se subordinem a Padrino López, que agora se tornou um dos homens mais poderosos da Venezuela.
— Subordinar toda a estrutura do Estado a Vladimir Padrino traça o caminho da Venezuela: o diálogo para a transição será com os militares — opinou a especialista em assuntos de segurança, Rocío San Miguel.
O presidente do Parlamento, Henry Ramos Allup, considerou um "enorme disparate entregar aos militares a última etapa dessa tragédia".
"É uma vergonha", ressaltou o opositor.
Padrino López, um militar de 53 anos com fama de fidelidade ao chavismo, diz que não se trata de militarizar a economia, mas de levar "ordem e disciplina" em meio à "guerra econômica".
Com 165.000 homens, 25.000 na reserva e outros milhares da chamada Milícia Popular, a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) está, atualmente, no comando de ministérios-chave, como o da Fazenda, o de Alimentação e Terras, o de Pesca e Aquicultura, Energia Elétrica e Moradia, entre outros.
Em fevereiro passado, Maduro criou uma companhia militar de mineração, petróleo e gás, que se somou à lista de empresas controladas pela FANB, como um canal de televisão, um banco, uma montadora e uma construtora.
ZERO HORA/montedo.com

Yes, a FEB é roqueira!


Numa grande sacada, o Ministério da Defesa aproveitou o Dia do Rock (ontem, 13) para prestar uma homenagem aos Heróis da Força Expedicionária Brasileira.
O MD publicou em sua página um vídeo da banda sueca Sabaton, que gravou uma música em homenagem a FEB, em seu álbum Heroes, de 2014. Aqui, você confere a matéria do blog sobre o assuntos.
“Smoking Snakes'', é uma referência ao símbolo da FEB, uma “cobra fumando'', ou seja, uma cobra com um cachimbo na boca. Segundo o site oficial do Sabaton, com versão corroborada pelo fã-clube da banda no Brasil, a música fala sobre três heróis que não se rendem, o que logo foi relacionado a um fato verídico da atuação brasileira na Itália. Seria uma homenagem direta aos soldados brasileiros Arlindo Lúcio da Silva, Geraldo Rodrigues de Souza e Geraldo Baêta da Cruz, que após uma ação de combate se desgarraram de seu grupo e acabaram dando de frente com uma unidade alemã.
De acordo com o site Portal FEB, os três lutaram até a última bala e não se renderam. Foram mortos pelos inimigos, que após o combate colocaram uma cruz perto dos túmulos dos três com a inscrição: Drei Brasilianische helden (três heróis brasileiros). A história é verdadeira e documentada entre os vários atos de bravura dos soldados nacionais naquela campanha.
Assista ao vídeo publicado no Facebook do MD:



Leia também:
Heavy Metal: banda sueca homenageia Heróis da FEB.

Aqui, a versão completa do clipe:



Com informações do UOL Entretenimento e do Blog do Francisco Miranda

13 de julho de 2016

Uau! O blog chegou a vinte milhões de Page Views

Em maio de 2009, nem nos melhores sonhos eu poderia imaginar algo assim.
Mas enfim, esse número astronômico é resultado de trabalho sério (sem perder o bom humor), persistente e responsável, que pode ser resumido em uma palavra: credibilidade.


Obrigado aos milhares de leitores e colaboradores do blog. Sem vocês, nada disso seria possível.
Sigamos em frente!

Senado aprova o reajuste dos militares das Forças Armadas

Publicado as 20h13min de 12/7
O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (12) o projeto (PLC 37/2016) que aumenta a remuneração dos militares das Forças Armadas em até 25% até 2019, em quatro parcelas. O impacto financeiro do projeto será, em 2016, de R$ 2,8 bilhões. Já em 2017, o impacto será de R$ 3,5 bilhões. Em 2018 e no ano seguinte, o impacto financeiro será de R$ 3,8 bilhões em cada ano
O Projeto agora vai à sanção presidencial.
SENADO/montedo.com

Jeep, a lenda!

Nada pára o Jeep.

12 de julho de 2016

Reajuste dos militares vai a votação hoje no Senado

O Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 37/2016, que altera o soldo e o escalonamento vertical dos militares das Forças Armadas, deve ser votado hoje pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE). 

Se aprovado, o PLC/37 - que obteve na semana passada o parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) - deve ser votado em plenário, com chance de ser incluído na pauta desta quarta-feira (13). Após, segue para a sanção presidencial. A previsão é que a publicação no Diário Oficial da União ocorro até o final da próxima semana.

O reajuste têm previsão orçamentária, conta com a concordância do presidente Michel Temer e sua primeira parcela deve deve incidir sobre a folha de pagamento deste mês.
Acompanhe a tramitação do PLC/37.

Como ficam os novos soldos

11 de julho de 2016

Salvaguarda

Cláudio Humberto

As Forças Armadas pressionam a Câmara pela aprovação de projeto que determina o julgamento de militar a serviço nas Olimpíadas pela Justiça Militar. Na guerra contra traficantes, militar não negocia, atira.

DIÁRIO do PODER/montedo.com

10 de julho de 2016

Tributo à Amizade!

Meu Amigo Aécio, que nos deixou no Dia do Exército, e três dos seus filhos.
Os desígnios divinos são, de fato, insondáveis.

Audaz cavalariano!

Cadete brasileiro em West Point

Empréstimo: FAB receberá três caças Gripen para Olimpíada

As aeronaves, da Força Aérea Sueca, deverão chegar no Brasil nas próximas semanas. Os aviões sobrevoarão os céus do Brasil durante os Jogos da Rio-2016
Leonardo Coutinho
A Força Aérea Brasileira (FAB) receberá ainda neste mês três caças Gripen, que sobrevoarão os seus dos Brasil durante a Olimpíada do Rio de Janeiro. As aeronaves são semelhantes às adquiridas pelo Brasil, como parte do programa de modernização das FAB, cuja previsão de entrega das primeiras aeronaves que é de 2019. A notícia publica pelo site DefesaNet foi confirmada por um alto oficial da FAB.
Além dos caças, a FAB terá à disposição um Boeing 767. O avião, com capacidade para 254 militares, tem chegada prevista para manhã deste domingo, na base do Galeão, no Rio de Janeiro.
O jato, que será usado para o transporte de tropas, foi alugado e deverá ficar à disposição da FAB por três anos. O valor do contrato foi de 19,8 milhões de dólares. Segundo a FAB, o aparelho, que tem autonomia de voo para uma viagem entre Tóquio e Brasília, apenas com uma escala, substituirá o Boeing 707, que foi desativado em 2013 depois de 27 anos de uso.

Atualização
A assessoria da FAB informa que os caças Gripen, da Força Aérea Sueca, que chegarão ao Brasil não têm a função de reforçar a segurança dos jogos, que já está definida. Os aviões farão exibições e serão apresentados às autoridades e população. A FAB informou ainda que, devido a um atraso registrado nos Estados Unidos, o Boeing 767 chegará somente este domingo.

8 de julho de 2016

Um soldado do Exército é morto e outro ferido em atentado a tiros no Paraná

Soldado do Exército é morto e outro baleado em atentado a tiros em Arapongas

Arapongas (PR) - Um jovem morreu e outro ficou ferido em um atentado a tiros no final da tarde desta quinta-feira (07) em Arapongas (norte do Paraná). Gregori Ferreira, 20 anos, era soldado do 30º Batalhão de Infantaria Mecanizada (BIMec) de Apucarana. O outro rapaz, Lucas Gabriel da Silva, de 19 anos, também é militar da corporação.
Segundo informações preliminares da Polícia Militar de Arapongas, Gregori Ferreira foi alvejado pouco depois das 18h30 na Rua Olho de Fogo Selado, no Jardim Alto da Boa Vista. A ambulância avançada do Samu chegou a ir até o local do acidente, mas o jovem já tinha morrido. A informação inicial era que ele teria levado entre quatro e cinco tiros.

Segunda vítima
Laudo do Instituto Médico Legal (IML) deve confirmar o calibre dos projéteis. A segunda vítima, Lucas Gabriel da Silva, foi socorrida nas proximidades de um posto de gasolina no Conjunto Palmares, bairro vizinho. Segundo informações do Samu, o rapaz foi baleado no braço e na região escrotal e encaminhado ao Hospital Regional João de Freitas consciente.
tnonline/montedo.com

Exército será multado em R$ 40 mil por morte de onça em Manaus

Onça-pintada foi abatida após participar do revezamento da Tocha Olímpica.
Multa foi aplicada pelo Ipaam; animal não tinha autorização para ser exibido.
Do G1 AM
O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) informou nesta quinta-feira (7) que o relatório técnico sobre a morte da onça pintada Juma, morta durante o revezamento da tocha olímpica em Manaus, foi concluído. O órgão determinou multa de R$ 40 mil ao Exército por falhas em procedimentos que resultaram no abate do animal. O Exército pode recorrer.
A onça, que era mascote do 1º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), foi morta por um soldado no dia 20 de junho, após exposição no evento. Ela foi baleada depois de escapar da coleira que a prendia e avançar contra um militar. O caso ocorreu no momento em que ela era transportada para a jaula.
De acordo com o Ipaam, a multa atinge o Comando Militar da Amazônia (CMA), o 1º BIS e Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS).
O Ipaam informou que o CMA foi autuado em R$ 5 mil por contribuir para a utilização de um espécime da fauna silvestre nativa sem a autorização do órgão ambiental competente. O CIGS foi autuado em $R 5 mil por utilizar o animal sem a autorização do órgão ambiental competente. Enquanto o 1º BIS recebeu três multas: uma de R$ 5 mil por transportar o animal sem autorização, outra de R$ 5 mil por mantê-lo em cativeiro sem a devida autorização; e outra de R$ 20 mil por construir e fazer funcionar mantenedouro da fauna sem a licença do órgão ambiental.
As multas estão baseadas na Lei de Crimes Ambientais 9.605/ 1998 e no Decreto 6.514/2008.
O relatório técnico do Ipaam será remetido ao Ministério Público Federal (MPF) para que medidas cabíveis sejam tomadas. O Ipaam diz ainda que o CMA já foi notificado das infrações. O G1 aguarda retorno do Exército em Manaus.
"Os autuados terão 20 dias para apresentar a defesa e, depois desse prazo, podem recorrer ao Ipaam e ao Conselho Estadual de Meio Ambiente", informou o órgão.

Relatório
O relatório técnico apontou que foram feitas quatro tentativas de sedar o animal em fuga, sendo alvejado com apenas um dos dardos.
"O que ocorreu no incidente foi que um dos mosquetões, uma estrutura metálica que prendia a coleira se soltou, por apresentar uma falha. Neste momento ela escapou dos tratadores. Temos o laudo da necropsia que diz que foram dados os tiros na região frontal. Não foi que o animal fugiu e atiraram por trás. Ele (o animal) estava correndo na direção da pessoa que atirou”, disse o gerente de Fauna do Ipaam, Marcelo Garcia, por meio da assessoria.
O dinheiro das multas será destinado ao Fundo Estadual de Meio Ambiente que utiliza os recursos para promover diversas ações ambientais no Amazonas, como compra de equipamentos, recuperação de áreas, degradadas e projetos de fiscalização.
A Gerência de Fauna do Ipaam ressaltou que as seis onças do CIGS estão todas com chips e as devidas autorizações do órgão ambiental.

Multas
Comando Militar da Amazônia- CMA:
Autuado em 5.000,00 (cinco mil reais) por concorrer para a utilização de um (01) espécime da fauna silvestre nativa sem a autorização do órgão ambiental competente.

Centro de Instrução de Guerra na Selva – CIGS:
Autuado em 5.000,00 (cinco mil reais) por utilizar de um (01) espécime da fauna silvestre nativa sem a autorização do órgão ambiental competente.

1º Batalhão de Infantaria de Selva (Aeromóvel) - 1º BIS Amv:
Autuado em 5.000,00 (cinco mil reais) por transportar um (01) espécime da fauna silvestre nativa sem a autorização do órgão ambiental competente.
Autuado em 5.000,00 (cinco mil reais) por ter em cativeiro um (01) espécime da fauna silvestre nativa sem a autorização do órgão ambiental competente.
Autuado em 20.000,00 (vinte mil reais) por construir e fazer funcionar mantenedouro da fauna silvestre nativa sem a Licença do órgão ambiental competente.

Entenda o caso
A onça foi abatida pelo Exército após fugir e avançar contra um militar, informou o Comando Militar da Amazônia (CMA). O fato ocorreu na segunda-feira (20), após o local receber o 'Tour da Tocha'. Juma era mascote do 1º Batalhão de Infantaria de Selva (1º BIS) e tinha entre 8 e 9 anos.
O CMA diz ainda que onça morta não era "protagonista" de tour da Tocha.
"A onça-pintada 'Juma', mascote do 1º Batalhão de Infantaria de Selva (1º BIS), estava, por coincidência, no Centro de Veterinária do CIGS no mesmo dia do evento, para realização de revisões e cuidados da saúde como, por exemplo, a limpeza da cavidade bucal e a medição biométrica para acompanhamento do estado de higidez da onça", cita nota enviada pelo Exército.
Segundo o CMA, a onça escapou no momento em que o Cigs estava fechado para visitas. Uma equipe de militares composta de veterinários especializados tentou resgatar o animal. Porém, mesmo atingido com tranquilizantes, Juma se deslocou em direção a um militar e foi realizado um tiro de pistola por medida de segurança. O animal morreu no local.
Ambientalistas criticaram o ocorrido. Ao G1, Diogo Lagroteria, analista ambiental especializado em fauna silvestre e veterinário, disse que, mesmo com anos de treinamento e em cativeiro, a onça nunca poderá ser considerada um animal domesticado. "O incidente no Cigs aconteceu pelo simples fato dele [o animal] ser uma onça. Animais selvagens sempre serão animais selvagens. Não tem como prever a reação deles nesse tipo de situação", disse o analista ambiental ao G1.

Comitê Olímpico
A organização dos Jogos Olímpicos Rio 2016 se pronunciou na terça-feira (21) sobre a morte da onça Juma. "Erramos ao permitir que a Tocha Olímpica, símbolo da paz e da união entre os povos, fosse exibida ao lado de um animal selvagem acorrentado", admitiu o comitê.
Em nota divulgada em sua página no Facebook, a Rio 2016 disse que o ocorrido "contraria as crenças e valores" da organização.
G1/montedo.com

7 de julho de 2016

Forças Armadas terão 21,8 mil militares no Rio durante a Olimpíada

MARCO ANTÔNIO MARTINS
DO RIO
As Forças Armadas terão um reforço de 3.000 militares na cidade do Rio durante a Olimpíada. Inicialmente, o planejamento previa a utilização de 18 mil homens de Exército, Marinha e Aeronáutica. Agora serão 21.845.
Todo o efetivo estará na cidade a partir do dia 24 de julho. Outros 20 mil militares estarão espalhados em cinco capitais que sediarão os jogos de futebol do evento.
"Não faltará dispositivo de Defesa e Segurança para o evento. E se for necessário mais efetivo será disponibilizado", disse o ministro da Defesa, Raul Jungman.
O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira (6) por Jungman e pelo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, em apresentação no CML (Comando Militar do Leste), no centro do Rio.
O aumento do efetivo foi definido a partir de um pedido do governador do Rio, Francisco Dornelles. O grupo que ficaria restrito a ocupar unidades estratégicas, patrulhamento marítimo e cuidar do espaço aéreo agora ganhou funções na segurança pública.
Haverá militares com blindados nas vias expressas usadas pela chamada família olímpica: Linha Amarela, que liga a zona norte do Rio a Barra da Tijuca, na zona oeste, e a TransOlimpica, de Deodoro a Barra.
Os militares cuidarão também de parte da Linha Vermelha, a partir dos acessos do aeroporto internacional do Galeão e de parte da avenida Brasil, próximo ao bairro de Deodoro, onde haverá competições como hipismo e canoagem slalom.
Seis estações de trem no caminho para Deodoro, na zona oeste da cidade, e para o estádio do Engenhão, na zona norte, também serão patrulhadas.
Diferentemente do que se planejava há um ano, quando a segurança do evento deveria ser discreta, sem blindados na rua, agora a situação mudou. Os pontos são a crise financeira do Rio e o aumento da violência na cidade.
Além de navios no mar, serão vistos blindados na rua. A ideia dos militares é mostrar forte presença em áreas sensíveis para a segurança como a via expressa e o bairro de Deodoro.
A um quilômetro do Parque Olímpico de Deodoro estão as favelas do Chapadão e Pedreira, local de maior incidência de roubo de cargas da cidade do Rio e de conflito constante entre facções criminosas.
"Os turistas estrangeiros podem vir com absoluta tranquilidade para os Jogos", afirmou Moraes.

TERRORISMO
Como havia falado na terça-feira (5), no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, Moraes voltou a informar que a probabilidade é baixa para ataques terroristas.
"Nós não temos nenhuma probabilidade de ato terrorista em território nacional. A possibilidade existe no mundo todo", disse.
"Nós não estamos aqui para brincadeira. Eu sei que é uma preocupação dos senhores com a deterioração do Estado do Rio a partir de março, mas estamos trabalhando constantemente", afirmou Jungman.
Folha/montedo.com

Indígenas vetam e governo descarta nomeação de militar para a presidência da FUNAI

Governo descarta nomeação de militar para a presidência da Funai
Lista com indicações, algumas feitas inclusive por indígenas, está sendo estudada para que o escolhido seja capaz de acelerar pendências do setor
O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse, nesta quarta-feira, que o governo está à procura de um nome que possua "histórico de diálogo" com as comunidades indígenas para presidir a Fundação Nacional do Índio (Funai) e descartou a indicação de um militar para o posto.
O governo estuda uma lista de indicações, algumas feitas inclusive por indígenas, para que o escolhido seja capaz de acelerar as pendências do setor quanto a demarcações e mandados de segurança para trazer "tranquilidade" às comunidades.
Um dos indicados para presidir a Funai foi o general Sebastião Robero Peternelli, por sugestão do PSC. No entanto, Moraes adiantou que o militar não será o escolhido.
— Não será ele o presidente da Funai. Nós já estamos em negociação com outro tipo de perfil, que já tenha histórico de diálogo com todas comunidades indígenas — ponderou o ministro.
Moraes e outros integrantes do governo receberam nesta tarde, no Palácio do Planalto, seis representantes das etnias Tumbalala, Tupinamba e Pataxó, da Bahia, após um protesto dos indígenas em Brasília.
De acordo com o cacique Aruã-Pataxó, o governo assumiu o compromisso de não nomear um militar para o cargo.
— A gente passou tempos de horrores na ditadura militar, quando vários indígenas foram assassinados — lembrou.
Segundo ele, os ministros também se comprometeram a não cortar cerca de 100 cargos na Funai que estavam ameaçados, e a demarcar as terras indígenas de Barra Velha, Tupinambá de Olivença e Tumbalalá.
Segundo o cacique Pataxó, as comunidades vêm "sofrendo na pele" a falta de decisão política referente às questões indígenas.
— A gente espera que haja um diálogo franco com o novo governo para resolver os problemas, e não enrolar a gente mais uma vez — disse o indígena a jornalistas, após o encontro.

Presidente indígena
Para o ministro da Justiça, a indicação de um indígena para a presidência da Funai esbarra na diversidade dos povos.
— Até agora os nomes indicados pelas comunidades indígenas acabam parando neste obstáculo: a falta de um diálogo maior com todas as comunidades indígenas. Isso pode levar a um acirramento na demarcação.
À Agência Brasil, porém, o cacique Aruã-Pataxó disse que é possível sim chegar a um acordo entre os povos para indicação de um índio para o comando da instituição.
— Acho que é possível as etnias chegarem ao consenso sobre o nome de um indígena para ocupar o cargo, desde que tenha perfil técnico, conhecimento na área, compromisso com a causa indígena e currículo em gestão pública.
ZERO HORA/montedo.com

6 de julho de 2016

Presidente da Eletronuclear, almirante é preso novamente pela PF

Ex-presidente da Eletronuclear é preso no Rio de Janeiro
PF cumpre mandados de busca e condução coercitiva em Porto Alegre
A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã desta quarta-feira o ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva, num condomínio na Barra da Tijuca, na zona Oeste do Rio de Janeiro, onde já cumpria prisão domiciliar. Ele foi levado para a sede da PF, na Praça Mauá, de onde seguirá para o Complexo Penitenciário de Bangu.
A prisão do ex-presidente da Eletronuclear ocorre no âmbito da operação Pripyat, deflagrada no início da manhã de hoje. O nome da operação é uma referência à cidade ucraniana onde ocorreu o acidente nuclear de Chernobyl. A ação é executada em conjunto com o Ministério Público Federal e tem como objetivo desarticular organização criminosa que atuava na Eletronuclear.
A operação envolve 130 policiais federais que cumprem, no Rio de Janeiro e em Porto Alegre, seis mandados de prisão preventiva, três de prisão temporária, nove de condução coercitiva e 26 mandados de busca e apreensão de pessoas envolvidas em irregularidades no processo de licitação de obras da Usina Nuclear de Angra 3, em Angra dos Reis, no Litoral Sul fluminense. Na Capital gaúcha, o objetivo é cumprir um mandado de busca e outro de condução coercitiva.

Seis servidores da Eletronuclear
Expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, os mandados atingem seis funcionários da Eletronuclear, que integravam o “núcleo operacional das fraudes”, e tiveram a prisão preventiva decretada, além do ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva. As investigações da PF constataram a existência de um clube de empreiteiras atuava para desviar recursos da Eletronuclear, principalmente os destinados às obras da Usina Nuclear de Angra 3.
A Operação Pripyat apura os crimes de corrupção, peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro, sendo um desdobramento da 16ª fase da Operação Lava Jato, denominada Radioatividade.

Avião da FAB cai durante treinamento no Rio e pilotos saem ilesos

Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil*
Um avião caça F5-FM Tiger da Força Aérea Brasileira (FAB) caiu hoje (5), no início da noite, na Base Aérea de Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro. O acidente ocorreu às 18h40, durante um voo de instrução. Os dois pilotos que estavam na aeronave conseguiram se ejetar da cabine, e, com ajuda de um paraquedas, aterrissar em segurança.
A tripulação realizava um voo local de treinamento e estava em fase de aproximação final, quando foi detectada uma falha que não permitia o pouso em segurança. A ejeção ocorreu de forma controlada, com a aeronave direcionada a uma região desabitada.
O coronel-aviador da assessoria de Comunicação Social da FAB em Brasília, Rogelio Azevedo Ortiz, disse que, após a detecção da falha, todos os procedimentos técnicos previstos foram tomados, mas como não foi possível reverter a situação, “foi necessária a ejeção dos pilotos”.
Segundo Ortiz, a aeronave do acidente está em plenas condições de voo e a FAB espera mantê-la em operação por mais alguns anos. “Com certeza, posso afirmar que todas as revisões estavam realizadas dentro do previsto.”
Equipes de investigação da Aeronáutica estão no local para apurar o que determinou o acidente.
*Colaborou Nanna Pôssa, repórter do Radiojornalismo. Edição: Luana Lourenço
EBC/montedo.com

Apoio a 1964: indicado para a Funai, general é alvo de patrulha da mídia

A manchete aí em cima é do blogueiro. Leia a matéria da Folha.

General que defende golpe de 64 é indicado para presidir a Funai
RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA
O general da reserva do Exército Sebastião Roberto Peternelli Júnior, 61, confirmou à Folha ter recebido um convite do PSC (Partido Social Cristão) para presidir a Funai (Fundação Nacional do Índio). Ele afirmou que aceitou o convite e aguarda uma confirmação do governo.
Em uma página na internet em março passado, Peternelli postou uma imagem em homenagem ao golpe militar de 1964 –"52 anos que o Brasil foi livre do maldito comunismo. Viva nossos bravos militares! O Brasil nunca vai ser comunista", diz a postagem, compartilhada por 750 internautas.
O militar foi candidato pelo PSC a deputado federal por São Paulo em 2014 –recebeu 10.953 votos e não se elegeu.
A Folha confirmou que o PSC encaminhou o nome do general ao Planalto, que ainda não deu resposta. O partido é o único que fez indicação para o cargo.
A sigla considera que a indicação foi "bem recebida" e recebeu a informação de que o nome já foi aprovado pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência), que costuma fazer averiguação prévia sobre nomes indicados ao governo.
Desde o início do governo interino de Michel Temer, em 12 de maio, a presidência da Funai está vaga.
Nascido em Ribeirão Preto (SP), Peternelli é ligado ao partido que tem uma das bancadas mais conservadoras no Congresso, com oito deputados, entre os quais Jair Bolsonaro (RJ), seu filho Eduardo (SP) e o pastor evangélico Marco Feliciano (SP).
Em outubro de 2014, porém, Peternelli escreveu duas "notas de esclarecimento" e fez postagens em redes sociais para dizer que não defende um novo golpe.
"Estamos em um estado democrático e as instituições funcionam normalmente e não vejo motivos para nenhuma intervenção militar. Não condiz com meus pensamentos. Devemos todos trabalhar para o bem do nosso Brasil."
Peternelli disse à Folha nesta segunda-feira (4) que preferia não falar sobre seus planos na política indigenista e também não quis comentar que experiência acumulada ele tem sobre o tema.
"Tem diversos assuntos [sobre o índio], antes temos que ouvir as lideranças indígenas e os funcionários da Funai", disse.
"Eu gostaria de esperar [para falar dos planos], até para não estar dando declarações sem efetivamente estar credenciado formalmente para a atividade", acrescentou o general.
Questionado, Paternelli disse que só falará sobre sua posição em relação ao golpe de 64 e sobre a postagem que fez após eventual nomeação para o cargo.
Em dados biográficos postados em rede social, o general listou ter servido nas cidades de Campinas (SP), Resende (RJ), Rio de Janeiro, São João del-Rei (MG), Brasília, Taubaté (SP), São Paulo e Pelotas (RS), nenhuma conhecida por forte atual presença indígena.
À Folha ele disse que, como piloto, "voou pela Amazônia". "Não morei lá, mas cumpri muitas missões".
Peternelli foi promovido a general em 2006, no governo Lula, e a general de divisão em 2011, no primeiro governo de Dilma Rousseff. Em 2012, foi nomeado secretário executivo do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência, órgão que, entre outras atividades, controla as atividades de inteligência da Abin.

CAMPANHA
Na campanha eleitoral de 2014, Peternelli fez campanha aberta nas redes sociais pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG).
Ele instou o candidato a falar sobre "infiltração cubana" no programa Mais Médicos e denúncias de corrupção no governo Dilma.
Na época da posse do general no GSI, o órgão informou que Peternelli foi incorporado ao Exército em fevereiro de 1970, na escola preparatória de cadetes em Campinas (SP).
Tornou-se aspirante a oficial de arma de infantaria em dezembro de 1976 e se especializou como "piloto militar de combate". Conforme o GSI, ele comandou a Aviação do Exército em Taubaté (SP) e a 2ª Região Militar.
Procurado, o presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo, desconversou quando indagado se havia indicado algum nome, em especial o do general, para a presidência da Funai. Ele disse que não conversa com o governo sobre cargos, só sobre "assuntos de interesse do país".
Folha/montedo.com

4 de julho de 2016

De volta ao Facebook!


Após um 'longo e tenebroso inverno', terminou a quarentena imposta pelo Facebook à página do Montedo.com. 

As publicações postadas estão disponíveis novamente e as curtidas, liberadas.
Aproveite e dê um 'like' no Montedo.com aí ao lado.


Avaliação dos militares: as práticas se aperfeiçoam; as mentes, não!

Recebi na área de comentários, na postagem

Temer revoga na sexta decreto que retirou atribuições de comandantes militares


1 de julho de 2016

Transporte de órgãos: aviões da FAB possibilitam 14 transplantes em três semanas

RESERVA DE AVIÕES DA FAB PARA TRANSPORTE DE ÓRGÃOS SALVA MENINA
Aeronave viabiliza 14 transplantes em três semanas
VINICIUS SASSINE
BRASÍLIA — Os médicos que cuidam de Ana Júlia Aleixo, de 8 anos, já haviam tomado a decisão. Sem alternativas palpáveis, recorreriam a uma máquina para fazer funcionar o coração da menina. A alta dose da medicação não garantia mais as funções mínimas do órgão.
— A durabilidade desse procedimento é de 15 dias. Se falha ou não aparece doador no período, a gente perde o paciente — diz a médica Cristina Afiúne, coordenadora do transplante cardíaco pediátrico do Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF).
A espera de Júlia por um transplante se aproximava dos seis meses. Nos últimos três, ela estava no grupo das prioridades nacionais, aguardando internada numa UTI do ICDF. A máquina é considerada uma última tentativa de sobrevida, um estímulo artificial às funções do coração, acometido por fibroses decorrentes de uma cardiopatia.
A partir das 2h30m do último dia 20, madrugada de uma segunda-feira, Júlia dispensava qualquer artificialidade para viver. Foi o horário em que começou a bater em definitivo em seu peito um coração novo e saudável. O órgão cruzou os céus de Minas Gerais, Goiás e DF, dentro de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), para levar vida a Júlia. Às vésperas do transplante, a menina havia deixado de comer, conversar e andar. Uma semana depois da cirurgia, caminha, sorri e faz planos.
— Para o futuro eu penso em muitas coisas. É outra vida, então são muitas coisas legais que eu estou pensando — diz a menina, que colocou tiara e batom discreto para falar com a equipe do GLOBO. A caminhada da UTI até a sala destinada à conversa ela fez praticamente sozinha.

Decreto com força de lei
Os transportes de órgãos para transplante — em especial o coração, o que mais desafia o tempo — eram uma exceção na FAB, como O GLOBO revelou numa série de reportagens publicadas nos dias 5, 6 e 7 deste mês. A Aeronáutica recusou transportar, entre 2013 e 2015, 153 corações, fígados, pulmões, pâncreas, rins e ossos.
Em resposta à revelação feita pelo jornal, no dia seguinte à publicação da primeira reportagem da série, o presidente interino, Michel Temer, editou um decreto, com força de lei, que obriga a disponibilidade exclusiva de pelo menos uma aeronave da FAB para o transporte de órgãos. Antes, a FAB só era obrigada a transportar autoridades.
Em três semanas de validade, os aviões da Aeronáutica fizeram 12 voos para captar 14 corações, fígados e pâncreas, em nove estados, até o dia 27 deste mês, conforme levantamento do Ministério da Saúde e da Aeronáutica. A maioria dos transplantes foi exitosa. Ao longo dos 365 dias de 2015, a FAB atendeu a apenas 24 solicitações de voos. Em três anos, houve 68 “sims” para 153 “nãos”.
Às 17h30m do dia 19, a Central Nacional de Transplantes (CNT) acionou a FAB para buscar um coração em Uberlândia (MG), a 430 quilômetros de Brasília. No topo da lista de espera, quase dependente a uma máquina, estava Júlia. A família de uma criança de 6 anos, que morreu num acidente, tomou a decisão de doar os órgãos.
— Não surgia nenhuma oportunidade. Doação para criança é bem difícil. Eu pensava: “Meu Deus, quando esse coração vai chegar?”. Eu chorava a noite toda — conta a mãe de Júlia, a diarista Maria Aparecida Leite, de 36 anos.

Alegria com o novo coração
Eram 19h quando quatro integrantes da equipe médica do ICDF, dois pilotos e um mecânico da FAB embarcaram na Base Aérea de Brasília, num jatinho Learjet 35, o mesmo que também transporta autoridades. Pousaram uma hora depois em Uberlândia. Às 23h, o avião decolou rumo a Brasília. Chegou 40 minutos depois. A cirurgia terminou às 2h30m.
Naquele dia, o piloto Vitor Almeida Freitas, de 31 anos, integrava a tripulação que fica de sobreaviso por 24 horas na Base Aérea. Coube a ele planejar os voos de ida e volta e pilotar o jato.
— Assim que eles chegam com o órgão, temos de estar prontos para acionar o motor. Existe uma motivação grande em fazer parte desse processo de salvar uma vida, de ser útil a alguém. Estreitamos as distâncias — afirma o tenente.
A distância relativamente curta entre Uberlândia e Brasília deu mais tranquilidade ao trabalho da equipe. O coração tem apenas quatro horas para sair de um peito a outro. Os fatores logísticos, para além da falta de avião nas rotas interestaduais, levaram o sistema de transplantes a deixar de aproveitar 982 órgãos em cinco anos, entre 2011 e 2015, como revelou a segunda reportagem da série publicada pelo GLOBO no começo deste mês.
Júlia foi para a cirurgia “emocionada”, como ela conta:
— Eu fiquei emocionada (quando soube que ia ganhar um coração novo). Era ruim antes do transplante. Eu via as pessoas correndo, brincando e eu não podia fazer nada. Aí ficava triste. Eu queria agradecer muito a quem decidiu doar. Foi muito corajoso.
A menina se recupera bem. Os médicos planejam para hoje a saída da UTI e mais 20 dias numa enfermaria, até receber alta. As chances de rejeição ao coração novo, maiores nos primeiros seis meses, variam de 30% a 40%.
— Ela não tem nenhum sintoma clínico ou ecocardiográfico de rejeição. Se tudo correr bem, terá vida normal, vai poder correr e brincar — diz a médica Cristina.
Júlia mora com os pais e três irmãos em Luziânia (GO), no entorno do DF. O pai vende picolé e água na porta de ministérios, entre eles o Ministério da Saúde. A família precisa pintar a casa e retirar o mofo para receber a menina de volta.
O sistema de transplante no Brasil é praticamente todo feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que responde por 95% dos procedimentos. Foi assim com o tratamento de Júlia, custeado pelo SUS. É um dos maiores sistemas públicos do mundo, com 23,6 mil transplantes em 2015. Somente com a medicação imunossupressora, destinada a 71,1 mil transplantados, o SUS gastou R$ 362 milhões em 2015, conforme o Ministério da Saúde. Mas falhas ocorrem, numa área sensível em que se corre contra o tempo.
Agora, outra Ana Júlia, de 7 anos, está na fila de espera em Brasília. Por conta de uma cardiopatia congênita, ela já fez cinco cirurgias cardíacas. O aniversário da menina é no próximo dia 13.
— Ela falou que vai ganhar um coração de aniversário — diz a médica do ICDF.
8 corações, 4 fígados e 2 pâncreas
O uso exclusivo de pelo menos uma aeronave da FAB para o transporte de órgãos mostrou, nas primeiras três semanas de validade do novo decreto, a importância desse recurso para o transplante de coração. Dos 14 órgãos transportados, oito são corações. Os outros são quatro fígados e dois pâncreas. O tempo de isquemia do coração é de apenas quatro horas, período em que pode ficar sem irrigação sanguínea, até ser deslocado de um peito a outro.
Os corações foram buscados em Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Pernambuco. Os receptores estavam em grandes centros transplantadores em São Paulo, Paraná, Brasília e Pernambuco. O GLOBO identificou que pelo menos três dos oito pacientes tinham menos de 21 anos de idade. O transplante se mostrou inicialmente exitoso no caso dos três. Um jovem de 20 anos internado em São Paulo recebeu um coração captado por um avião da FAB em Florianópolis no dia 24. A distância percorrida foi de 700 quilômetros.
Dois dias antes, uma aeronave fez um transporte dentro de um mesmo estado, Pernambuco, o que não ocorria. Um coração deixou Petrolina e seguiu para Recife, separadas por mais de 700 quilômetros. A receptora foi uma adolescente de 14 anos. “O transplante foi bem-sucedido. Normalmente, acionamos o táxi aéreo do estado. No entanto, devido à urgência, a central decidiu solicitar à FAB, que atendeu a demanda prontamente”, informou a Secretaria de Saúde de Pernambuco, por meio da assessoria de imprensa.
Ana Júlia Aleixo, de 8 anos, recebeu em Brasília o coração captado em Uberlândia (MG). Outros dois órgãos, buscados em Goiânia e em Campo Grande, foram transplantados em adultos na capital federal.
Em pelo menos três casos não houve êxito no transplante. São os casos de dois fígados levados para Recife e Fortaleza, que acabaram não aproveitados, e de um coração transportado de Navegantes (SC) para Curitiba. Neste caso, a receptora “não evoluiu bem” e morreu após o transplante, segundo a Secretaria de Saúde do Paraná. Já o transplante de um coração e um pâncreas num hospital em Campina Grande do Sul (PR), no dia 18, foi bem-sucedido, e os pacientes já tiveram alta do hospital, conforme a secretaria.
— O sistema já melhorou muito e hoje é robusto. Sou testemunha ocular disso desde 1997, quando se instituiu o Sistema Nacional de Transplantes, com uma lista única de receptores por órgão. É preciso conseguir o máximo de azeitamento entre todos os atores envolvidos, com um trabalho concatenado. O decreto veio valorizar e garantir o que a FAB já fazia — diz Maria Inez Gadelha, diretora do Departamento de Atenção Especializada e Temática do Ministério da Saúde.
“O transporte de órgãos é motivo de orgulho para a FAB. Ajudar a salvar uma vida alenta o coração, traz sentido à jornada e é combustível não só para a realização profissional, mas também pessoal”, diz a Aeronáutica. A FAB afirma ainda que continua a priorizar o tráfego de aeronaves comerciais que transportam órgãos.
O GLOBO/montedo.com

Sargento do Exército prende falsos tenentes no interior do Pará

Tiago Silva
Castanhal (PA)  - Patrick Siqueira da Costa, 22, Joaquim Diego, 21, e Fabiele Castro Santos, de 22 anos, se passavam por oficiais do Exército Brasileiro (EB) e, na manhã de ontem, acabaram presos na cidade de Castanhal, nordeste paraense. Os três receberam voz de prisão dada pelo comandante do Tiro de Guerra (TG) de Castanhal, durante um evento de formatura que acontecia no TG.

Patrick se apresentou como tenente, mas acabou desmascarado pelo comandante do Tiro de Guerra, que percebeu que as divisas de Patrick não eram condizentes com as da função. Patrick Siqueira, Joaquim Diego e Fabiele Castro foram conduzidos à delegacia do centro de Castanhal, onde foram apresentados para a delegada Ariane Magno Gomes, da Polícia Civil. Na delegacia, Fabiele e Joaquim alegaram terem sido vítimas e acusaram Patrick de ser o golpista. Segundo eles, o falso tenente cobrou valores na promessa de ingressá-los na corporação. O pai de Fabiele pagou o valor de R$ 9 mil e Joaquim mais R$ 10 mil ao acusado.


Nos telefones celulares dos falsos militares do Exército Brasileiro foram encontradas fotos deles três juntos fardados em estabelecimentos públicos. Patrick e Joaquim disseram serem moradores de Belém. Fabiele disse ser moradora de Igarapé-Açu, município do nordeste do Estado. Os três foram autuados por crimes de falsidade ideológica, usurpação de cargo público e associação criminosa. O Exército do Brasil vai investigar para tentar descobrir como e de quem os acusados conseguiram adquirir os uniformes.
ROTA CASTANHAL/montedo.com

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