24 de maio de 2018

Tensão:Maduro está prendendo militares na Venezuela

Prisões de militares indicam aumento de tensão na Venezuela
Maduro estaria buscando evitar rebeliões diante de mal-estar crescente
(AP Photo/Fernando Llano)
JANAÍNA FIGUEIREDO / ENVIADA ESPECIAL
CARACAS — Não existem dados oficiais, mas ONGs locais como a Foro Penal e jornalistas que monitoram de perto os quartéis venezuelanos asseguram que nas últimas semanas foram detidos entre 11 e 30 militares de diferentes regiões do país, num clima de elevada tensão na Força Armada Nacional Bolivariana (Fanb). Outras fontes falam em até 200 prisões. O motivo principal que explicaria as ações do governo do presidente Nicolás Maduro é o crescente mal-estar entre os militares pela deterioração política, econômica e social do país. E com esse sentimento se instalando entre os membros da Fanb, o Palácio de Miraflores estaria buscando evitar eventuais rebeliões.
— O clima nas Forças Armadas está transbordando, a sensação é de que o mal-estar está chegando a níveis insustentáveis — comentou ao GLOBO a jornalista Sebastiana Barraez, considerada uma das mais bem informadas sobre o mundo militar.
Em seu blog, a jornalista escreveu um artigo intitulado “O ruidoso silêncio das detenções de oficiais na Fanb”, no qual incluiu uma lista de 83 militares presos nos últimos meses, com nome e sobrenome.
— Acho que as prisões de militares vão continuar nos próximos dias. O ruído, embora não saia dos quartéis, é grande — disse a jornalista, que também prevê mudanças na cúpula militar nas próximas semanas.
Para ela, “justamente por este mal-estar é provável que o governo faça alterações, para tentar manter o controle”:
— Nas últimas duas semanas, tivemos cerca de 30 detenções de militares em Caracas, Carabobo e Maracay — assegurou.
Os militares vivem a mesma crise econômica que o resto dos venezuelanos, que já é trágica para a grande maioria da população. Empresas de consultoria locais como a Ecoanalítica projetam uma hiperinflação de 18.000% para este ano. A isso somam-se a escassez de alimentos e medicamentos, a insegurança nas ruas e a falta de confiança em todos os políticos do país, chavistas e antichavistas. O êxodo de venezuelanos é cada vez mais expressivo e hoje calcula-se que um milhão de famílias sobrevivam graças ao dinheiro que recebem dos familiares emigrados.

ISOLAMENTO INTERNACIONAL
O panorama político é cada vez mais delicado, e o isolamento do governo Maduro, cada vez maior. Dos 14 países que integram o chamado Grupo de Lima, que não reconheceu a reeleição do presidente anunciada pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), apenas Guiana deixaria seu embaixador no país. Especula-se sobre a saída, também, dos embaixadores de países da União Europeia (UE).
Nesta quarta-feira, uma das incógnitas em Caracas era saber do que se trata o recurso apresentado pelo chefe de Estado ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ), na última terça-feira. De acordo com o analista Oswaldo Ramírez Colina, uma das possibilidades é que Maduro esteja buscando que o STJ ratifique sua eleição para evitar denúncias de usurpação de poder, já que, de acordo com o calendário original do CNE, o pleito presidencial deveria ser realizado em dezembro.
— Não sabemos o que está por trás do recurso presidencial. Outra opção é que seja alguma medida para anular de vez a Assembleia Nacional (AN) controlada pela oposição — opinou o analista.
Para ele, a perseguição à oposição vai se acentuar nas próximas semanas. O deputado Julio Borges, fora do país, já foi declarado foragido da Justiça.
— O governo está sem margem de manobra, sem recursos, e sua única saída é se fechar cada vez mais e radicalizar — concluiu Ramírez Colina.
O Globo/montedo.com

Tucano em prisão domiciliar...


SPONHOLZ (Diário do Poder)/montedo.com

Vida de quartel


23 de maio de 2018

Vote, Militar!!!


O portal Voto Militar divulga gratuitamente as candidaturas de militares das Forças Armadas.
Entre outras facilidades, disponibiliza o guia do pré-candidato, com diversas informações sobre o processo eleitoral. Clique aqui para acessar.


Acesse. 
Informe-se. 
Seja cidadão.
Vote!

Imagem do dia

Apresentação do F-22 Raptor em evento no estado americano da Virgína (Foto: Sgt. Areca T. Bell/USAF)

22 de maio de 2018

RJ: PM prende militares do Exército que transportavam armas, granadas e munição, na Baixada Fluminense

O material que estava com os presos
O material que estava com os presos Foto: Polícia Militar / Divulgação
Dois militares do Exército e outras seis pessoas foram presas por policiais militares do 34° BPM (Magé), no fim da noite desta segunda-feira, na Rodovia BR-493, na altura do Arco Metropolitano, na Baixada Fluminense. O bando transportava armas, granadas e munição num Gol vinho com placas clonadas.
Os policiais faziam um patrulhamento quando viram o Gol. O carro estava saindo de uma estrada sem pavimentação e, ao ver a viatura, tentou escapar. Houve perseguição e o veículo foi alcançado logo depois. Ao mandar os ocupantes descerem do carro, os policiais se surpreenderam ao verem oito homens deixarem o Gol.
No carro, foram encontrados oito armas — entre revólveres, pistolas, espingarda e rifle —, quatro granadas de fumaça, munição de diferentes calibres, seis celulares, uma algema, três radiotransmissores, sete toucas ninja e dois coletes à prova de balas.
Os militares do Exército presos são Matheus Pereira de Souza, de 23 anos, e Leonardo da Silva Lessa Gonçalves, de 24. Ambos são lotados na Forteleza de Santa Cruz, em Jurujuba, Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Os outros detidos foram identificados como Cristiano Galdino Caldeira Souza, de 20 anos; Anderson Barbosa de Carvalho, de 31; Felipe Braga Conceição, de 29; Rafael Conceição de Carvalho, de 26; Luciano Araujo Gomes da Silva, de 34; e Luiz Costa de Lima Neto, de 23.
Os presos e o material apreendido foram levados para a 59ª DP (Duque de Caxias), onde a ocorrência foi registrada.
EXTRA/montedo.com

Temer autoriza emprego das Forças Armadas nas eleições deste ano

'As localidades e o período de emprego das Forças Armadas serão definidos conforme os termos de requisição do Tribunal Superior Eleitoral', cita o texto
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(Tania Rego - Agência Brasil)
AE Agência Estado
O presidente Michel Temer autorizou, por meio de decreto, o emprego das Forças Armadas para a garantia da votação e da apuração das eleições de 2018. O ato está publicado na edição desta terça-feira (22/5) no Diário Oficial da União (DOU). "As localidades e o período de emprego das Forças Armadas serão definidos conforme os termos de requisição do Tribunal Superior Eleitoral", cita o texto.
O pleito deste ano vai ocorrer no dia 7 de outubro para a escolha de candidatos a deputados estaduais, distritais e federais, senadores, governadores e presidente da República. O segundo turno, nos casos que houver, será realizado no dia 28 de outubro, para candidatos a governador ou à Presidência do País.
CORREIO BRAZILIENSE/montedo.com

A segregação, a burrice e a ignorância




Recebi esse comentário, na postagem

O 'professor' Mourão, os ecos de 64, Bolsonaro e os militares do andar debaixo

Anônimo 



Vou tentar mais uma vez.
Caro Montedo,
"Pessoal do andar de baixo" como você se refere a sua categoria, os praças, só faz os denegrir, e inferiorizá-los.
Com esse seu post, você só conseguiu uma coisa : segregar oficiais dos praças. Uma pena vindo de você.
Se você não publicar meu comentário, não tem problema. Só espero que consiga dormir a noite fazendo o que faz, constantemente.
1 Ten Art Turma 2012
20 de maio de 2018 23:42
Resultado de imagem para o bitoladoAto falho?
Que negócio é esse de "sua categoria, os praças", caro colega? Sou oficial do QAO. Sei que muitos do andar de cima consideram-nos praças com estrelas, mas minha Carta Patente diz o contrário. E "azar do gaiteiro!", como se diz lá em Bagé.

Andar de cima e andar de baixo
São termos utilizados pelo jornalista Élio Gaspari para diferenciar quem manda de quem obedece, perfeitamente adequados à carreira militar. Não inferioriza nem 'superioriza', apenas delimita universos. É bem melhor do que "oficiais" e "inferiores", como define o Código Penal Militar.

Quem segrega quem?
O Clube Militar - que veda a admissão de praças em seu quadro social - e lidera uma campanha voltada para a eleição de oficiais de carreira, ou um QAO da reserva, que só porque tem um blog conhecido em todos os quartéis do Brasil tem o 'desplante' de questionar essa postura?

Lembrai-vos do Alerta à Nação

Você era cadete e talvez não tenha acompanhado, mas em 2012 o general Marco Felício escreveu um artigo intitulado "ALERTA À NACÃO: ELES QUE VENHAM. POR AQUI NÃO PASSARÃO!", depois que Dilma exigiu que um manifesto dos Clubes Militares contra a Comissão da Verdade fosse apagado. O 'Alerta' rapidamente virou um manifesto, com grande adesão de militares da ativa e da reserva. Num segundo momento, os nomes dos praças foram retirados do manifesto, sob a seguinte justificativa: "não registraremos os [nomes] de praças da Reserva e reformados, evitando margem a explorações negativas, pois trata-se de questão surgida de ingerência descabida no Clube Militar o qual congrega, unicamente, oficiais." 
Só que o manifesto não era do Clube Militar, mas de "homens cuja existência foi marcada por servir à Pátria, tendo como guia o seu juramento de por ela, se preciso for, dar a própria vida. São homens que representam o Exército das gerações passadas e são os responsáveis pelos fundamentos em que se alicerça o Exército do presente". Os nomes dos civis que também assinaram o documento foram mantidos.

Pergunto novamente: quem segrega quem?

Oficiais x Praças: precisamos evoluir
Está em curso uma campanha "Praça não vota em Oficial". Em minha opinião é uma estultice. Há muitos oficiais capacitados que seriam bons representantes no parlamento. O problema é que Mourão e os seus ignoram o fato de que há muitos militares do andar de baixo com excelente qualificação e preparo, adquiridas no mundo civil. Que as instituições os ignorem por que são carreiras distintas, vá lá. Mas manter esse pensamento retrógado "fora da bolha" nao tem outra justificativa que não seja o velho chavão da 'água e do óleo'. Precisamos evoluir.

Uma pena, mesmo. Mas há esperança!
Segundo Nelson Rodrigues, a burrice é uma força da natureza, portanto, pétrea, imutável. Já a ignorância é o desconhecimento dos fatos e das possibilidades. Espero, sinceramente, que você se enquadre na segunda hipótese. Que o tempo o ajude.

20 de maio de 2018

Com fome, soldados trocam Exército venezuelano por qualquer "bico"

Soldados da Força Armada Nacional Bolivariana em desfile cívico
Soldados da Força Armada Nacional Bolivariana em desfile cívico (Boris Vergara/Xinhua)
Ele se alistou na Guarda Nacional da Venezuela para sair da pobreza. Mas pouco mais de dois anos depois, seu salário mensal vale apenas cerca de US$ 2 (cerca de R$ 8), forçando-o a fazer um bico em uma loja de pneus. Ele também entrou com o processo de dispensa. "Eu não sei o que todo mundo faz para sobreviver", disse Ruben, um sargento de 21 anos de idade, que temendo retaliação concordou em falar sobre sua situação apenas se o seu sobrenome não foi revelado. 

"Se eu não sair dessa, vou morrer de fome." 
Nem mesmo as Forças Armadas, que já foram motivo de orgulho na Venezuela, são imunes ao agravamento da crise econômica, desse país rico em petróleo, com escassez de alimentos e preços subindo rapidamente. Enquanto os comandantes superiores negam que haja qualquer descontentamento, analistas dizem que milhares de soldados estão pedindo dispensa ou estão simplesmente indo embora, desertando seus postos. Desde que assumiu o cargo após a morte de Hugo Chávez, seu mentor que instalou a administração socialista da Venezuela, o presidente Nicolás Maduro tem procurado demonstrar apoio às Forças Armadas mimando as tropas com bônus e premiando oficiais leais com altos cargos governamentais. Ele está contando com o apoio dos militares para montar acabar com qualquer reação turbulenta caso seja declarado o vencedor da eleição presidencial de domingo (20), em um pleito que foi condenado por grande parte da comunidade internacional por impedir alguns de seus principais críticos de concorrer. Mas, enquanto a Venezuela entra em falência e a hiperinflação pulveriza os salários de civis e soldados, o descontentamento está entrando nas casernas, levantando dúvidas se as tropas permanecerão leais enquanto seus estômagos roncam de fome.
Com a oposição derrotada e a economia piorando nas mãos de um governo cada vez mais autoritário, muitos venezuelanos, assim bem como a administração Trump, estão olhando mais atentamente para os militares, que historicamente interferiu calmamente durante momentos de crise política. Ruben, magro e abatido, falou com a AP depois de atravessar a rua do Forte Tiuna de Caracas, depois de entregar seus papéis de dispensa, cópias das quais ele ainda carregava em uma pasta. Ele contou que não conseguia alimentar a esposa grávida e o filho de 2 anos com o pagamento que recebia da Guarda Nacional. Ruben procurou trabalho trocando pneus em seus dias de folga, ganhando o dobro dos cerca de $2 por mês, que ele recebe do exército. O militar disse que planeja transformar o que hoje é um bico em um trabalho de tempo integral, assim que for dispensado. 
Ele não está sozinho nessa. Na ilha caribenha de Margarita, soldados em uniformes verde-oliva e com rifles pendurados sobre seus ombros vagueiam pelo mercado todas as manhãs mendigando comerciantes de frutas e legumes. Na cidade de Maracaibo, Ruth Bravo, 21, disse que enviou seu marido para o Exército por causa dos benefícios alimentares para que ela e seus dois filhos pudessem comer. Mas essa ajuda raramente vem, o que a faz mendigar nas ruas todos os dias para sobreviver. Mesmo as rações servidas em refeitórios militares têm diminuído drasticamente em tamanho e qualidade. Para compensar, os soldados muitas vezes recebem horas de folga durante o dia para caçar refeições fora da base, disseram militares à AP. 
Os soldados faziam parte de uma classe privilegiada no auge do boom petrolífero da Venezuela do governo Chávez. Ele próprio era um antigo comandante de tanque. Os militares tinham acesso a habitação de qualidade, carros e eletrodomésticos a preços subsidiados. Mas a generosidade acabou no governo Maduro, que tentou compensar, dando a oficiais de alto escalão uma fatia de poder ainda maior. Eles comandam quase metade dos ministérios da Venezuela, incluindo o controle do principal programa de fornecimento de alimentos. Mais notavelmente, há seis meses Maduro nomeou o general Manuel Quevedo para comandar a empresa estatal de petróleo, PDVSA, com uma produção que não parava de despencar, embora o militar não tivesse experiência anterior na indústria. 
Os 150 mil homens e mulheres que servem nas Forças Armadas da Venezuela recebem os pagamentos mais baixos da América Latina, com salários mensais que valem apenas para US$2 a US$12, disse Rocio San Miguel, um analista militar de Caracas. A base de pagamento para as tropas na Colômbia começa em US$75, enquanto os soldados no México ganham US$300 para começar. Ninguém sabe exatamente quantos soldados desertaram. Mas San Miguel e outros especialistas dizem que o número chega a vários milhares. 
Além das tensões econômicas, muitos soldados temem ser mandados outra vez para segurar as massas de manifestantes irritados que pedem um governo novo. Especialistas dizem que o número de deserções subiu em 2017 quando a Guarda Nacional entrou em confronto com manifestantes anti-Maduro quase diariamente por quatro meses, deixando mais de 140 pessoas mortas e centenas mais feridos e presos. Houve um aumento na Corte marcial. Diversos soldados e oficiais foram presos em 2017 por suspeita de vários crimes. Neste ano, 90 já foram detidos, segundo os especialistas. 
Os generais mais velhos regularmente apoiam Maduro em eventos televisionados em uma determinação de força, mas, em privado, eles estão mais inclinados a reclamar sobre sua liderança, disse Alonso Medina Roa, um advogado que defende alguns dos detidos militares. Miraflores Palace/Handout/Reuters Ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino Lopez, participa de treinamento militar. 
Ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino Lopez, participa de treinamento militar
(Miraflores Palace/Handout/Reuters)
O general Vladimir Padrino Lopez, que comanda as Forças Armadas da Venezuela como Ministro da Defesa, anunciou planos em março para melhorar as condições dos soldados que lutam contra os desafios económicos. Mas ele negou que houvesse agitação generalizada nas fileiras e ridicularizou rumores de um golpe militar. "As Forças Armadas bolivarianas não serão divididas por ninguém", disse ele, falando na maior base militar do país em Caracas. O almirante Remigio Ceballos, chefe do comando estratégico das Forças Armadas, negou qualquer êxodo em massa de soldados, enfaticamente dizendo ao AP: "de jeito nenhum, isso é mentira." Famílias de soldados apresentam uma imagem muito mais sombria. Odalys Bermudez, mulher de um sargento da Guarda nacional, disse que conta com "milagres" para alimentar seus quatro filhos com idade entre 5 e 12 anos. Alguns dias, a mulher de 30 anos de idade pega dinheiro emprestado de amigos, ou monta uma loja improvisada do lado de fora de seu apartamento perto da base militar em Maracay. "Eu vendo qualquer coisinha, seja sorvete ou biscoitos", disse ela. "Qualquer coisa que eu possa conseguir para preencher o buraco no meu estômago."
UOL/montedo.com

O 'professor' Mourão, os ecos de 64, Bolsonaro e os militares do andar debaixo

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Adiei o quanto foi possível a decisão de escrever o que vai abaixo. Afinal, sou um ferrenho defensor do processo democrático na política, entendo que o País deve encontrar seu caminho e isso só se dá com o fortalecimento das instituições e respeito à Constituição, o que –obviamente – exclui processos de exceção, como a tal Intervenção Militar Constitucional, uma excrecência que carrega incoerência na própria definição.

Resultado de imagem para pedro pedreiraAplausos! Só que não!
Pensando assim, devo aplaudir a campanha organizada em prol da candidatura de militares  Brasil afora, certo? 
Como diria o imortal Pedro Pedreira, ‘há controvérsias’.

Professor Mourão
Assisti por três vezes a entrevista do general Mourão ao UOL. Não tenho dúvidas: o movimento é hierárquico, está sob o seu Comando e tem o total apoio e suporte do Clube Militar, por ele presidido. A entidade – é bom lembrar – não admite praças em seus quadros.
A fala do general é professoral e reflete a postura de quem se acostumou a não ser questionado: Mourão não sugere, ensina, mesmo que seja o óbvio: “Executivo e Legislativo são coisas totalmente distintas!”; é taxativo: “parte da população tema tendência de ficar aguardando que o coco caia na cabeça: não pode ser assim!”; “tem que ser extremamente transparente!” adverte aos candidatos militares sobre o  uso do crowdfunding, mais conhecido como ‘vaquinha-on-line’.

A turma da Academia
Além de Bolsonaro, Mourão cita nominalmente quatro candidatos na entrevista: seu companheiro de turma – faz questão de dizer o nome completo - ‘Guilherme Galvão de Oliveira Pinto’, candidato a deputado federal pela Bahia; o general Paulo Chagas, concorrendo ao governo do DF; o general Peternelli e o tenente-coronel Zucco, que buscam vaga na Câmara Federal por São Paulo e Rio Grande do Sul, respectivamente. 

Ecos de 1964
No universo do general e do grupo que ele representa  não há - e isso é muito claro -  espaço para Kelma Costa, Ivone Luzardo, Genivaldo Silva, Mirian Stein ou para candidatos militares de baixa patente. São os ecos de 1964, quando o discurso de Jango em uma assembleia de sargentos decretou a queda do governo.

Sigam-me os que forem militares!
O movimento capitaneado por Mourão, ao mesmo tempo em que sinaliza que seu objetivo é seduzir o eleitorado civil, parece ter a convicção de que os militares das Forças Armadas seguirão à reboque. É um erro! O fato de boa parte dos fardados apoiar Bolsonaro não implica que esse mesmo contingente eleitoral, na sua grande maioria constituído de praças e familiares, veja com bons olhos a ideia de oficiais com mandato falando em seu nome no Congresso Nacional.

Bolsonaro e o valor do voto
Experiente, Bolsonaro acena para o movimento dos estrelados sem descuidar de manter sua popularidade entre o pessoal do andar debaixo. Diferentemente de Mourão e seus comandados, ele sabe muito bem que o voto do general vale o mesmo que o do cabo das baias.

Enfim...

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

Chefe do tráfico é morto em operação das Forças Armadas no RJ


A região mais violenta do Rio de Janeiro foi cenário de um novo confronto entre traficantes de as Forças Armadas. Na maior operação desde o início da intervenção na segurança, o chefe do tráfico, na Praça Seca, acabou morto.
R7/montedo.com

19 de maio de 2018

Militares candidatos terão projeto unificado e Mourão como cabo eleitoral

General Antonio Mourão durante sua despedida do Exército em fevereiro de 2018 (Pedro Ladeira/FolhaPress)
 Do UOL, em São Paulo 
Um grupo de militares organizados pelo general da reserva Antônio Hamilton Martins Mourão em torno do Clube Militar vai desenvolver diretrizes de programas de governo e pautas no Legislativo de cerca de 70 militares pré-candidatos às eleições de 2018 --entre eles, postulantes à Câmara e Senado, governos e assembleias estaduais. Mourão disse ao UOL que, se eleitos em número suficiente, a ideia é formar uma bancada militar no Congresso. A articulação, com pré-candidatos em todos os estados, é inédita após a ditadura militar. O Clube Militar, que tem como sede um prédio na Cinelândia, na região central do Rio de Janeiro, deve funcionar como um centro para essa articulação e divulgação das candidaturas. 
O general, que integrou o Alto Comando do Exército e deu declarações polêmicas entre 2015 e 2017 (criticando o governo Dilma Rousseff e sugerindo uma intervenção militar no governo), avalia que chegou a hora de os militares retornarem ao poder pelas vias democráticas. "Agora não resta dúvida de que a sociedade está clamando por isso", afirmou. Filiado ao PRTB, ele diz que não se candidatará a cargo público, mas atuará como articulador e usará sua imagem para ajudar nas campanhas dos colegas. Candidato único à presidência do Clube Militar, Mourão deve ser eleito por aclamação no fim deste mês. Fundado em 1887, o clube é uma instituição privada que reúne militares da reserva e da ativa e tem funcionado como órgão representativo, pois eles não podem formar sindicatos. Seu passado é marcado por intenso envolvimento político, como nas campanhas abolicionista e republicana, mas, desde a ditadura militar, o clube vinha evitando a política (exceto ao se manifestar contra os resultados da Comissão da Verdade em 2014). 
Os pré-candidatos, que pertencem a legendas cujo espectro político abrange da direita ao centro (PSL, PR, DEM, PSD, PROS, PSDC, PRP, PTB, PEN, PHS, NOVO, Patriotas, PRTB e PSDB), pretendem lançar mão de financiamento coletivo na internet e das redes sociais para divulgação. Independentemente das siglas, a maioria deve apoiar o pré-candidato à Presidência pelo PSL Jair Bolsonaro que, segundo a última pesquisa, lidera a corrida eleitoral com 18,3% das intenções de voto em um cenário sem o expresidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso desde abril na carceragem da PF em Curitiba. Os programas abordarão temas como o combate à corrupção, integração da segurança pública e privatização de estatais. Mourão diz ver com ressalvas programas sociais de renda, uma das principais políticas dos governos de Lula e Dilma Rousseff.
O movimento acontece em um momento em que as Forças Armadas estão em evidência na intervenção federal no Rio de Janeiro (chefiada por um general da ativa) e no socorro humanitário a imigrantes venezuelanos em Roraima. E ocorre após o comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, publicar mensagem no Twitter na véspera do julgamento pelo STF (Supremo Tribunal Federal) de habeas corpus que poderia evitar a prisão de Lula --para analistas, a mensagem teve influência na decisão. Também ocorre em cenário marcado pela divulgação dos chamados papéis da CIA, documentos da agência de inteligência americana que indicam o aval de expresidentes militares brasileiros, como Ernesto Geisel, para assassinatos de opositores do regime militar. O Exército afirmou, porém, que apesar dos postulantes terem origem militar, não possui qualquer ligação com as pré-candidaturas. O Centro de Comunicação Social do Exército afirmou ao UOL que "o Exército Brasileiro é uma Instituição de Estado, politicamente neutra e apartidária". "O posicionamento da Força baseia-se sempre nos interesses nacionais e o seu emprego é imparcial, com foco nas missões constitucionais", disse, por meio de nota. Pedro Ladeira/Folhapress General Antonio Mourão durante sua despedida do Exército em fevereiro de 2018 Movimento militar e eleições Nas eleições de 2010, alguns oficiais do Exército, da ativa, reserva e simpatizantes, tentaram articular um movimento para participar democraticamente do pleito à Presidência. "Naquele momento surgiu a figura do general [Augusto] Heleno [Ribeiro Pereira], pela inteligência, pela capacidade de diálogo, pela argumentação, pela liderança inconteste que ele tem até hoje", disse Mourão. Heleno foi o primeiro comandante brasileiro da missão de paz da ONU no Haiti e se envolveu em polêmicas ao contestar ações do governo Lula . Os organizadores do movimento chegaram a dizer que ele tinha mais de 5 milhões de potenciais eleitores. Mas o general, que era da ativa, afirmou na ocasião que não seria digno se aproveitar do poder e prestígio que tinha no Exército para se lançar em uma candidatura. Ele nunca se candidatou a nenhum cargo. Um partido militar chegou a ser formado, mas não avançou. Nas eleições de 2010, quase não houve candidatos militares significativos e, em 2014, o desempenho deles foi modesto. Mas, segundo Mourão, a deterioração do cenário político com os escândalos de corrupção e o fortalecimento da candidatura de Bolsonaro criaram em 2018 um ambiente mais favorável para os militares.
Contudo, um oficial mais cético, que pediu para não ter o nome revelado, vê certo exagero na animação dos colegas. Segundo ele, alguns pensam que apenas os seus nomes ligados às Forças Armadas serão suficientes para elegê-los. "Não vai ser tão fácil assim. As campanhas são complexas e nós não temos proximidade com a política. Somos cartesianos e algumas coisas não vamos querer fazer", disse o militar. Plataforma e valores comuns Mourão observa que, apesar da singularidade de cada estado brasileiro, as plataformas a serem elaboradas terão linhas de ação em comum. "Nós temos condições de organizar a plataforma que irá orientar os nossos diferentes candidatos em todos os estados da federação. Não resta dúvida que a gente sabe que cada caso é um caso, cada estado tem a sua problemática, mas as soluções passam na maioria das vezes pelas mesmas linhas de ação", disse Mourão. "Os nossos candidatos estão aí em sua grande maioria em partidos ligados à direita e, na realidade, eu acho que o elo comum que nos une são todos aqueles valores que nós viemos praticando desde o momento que ingressamos na instituição militar", disse, em referência a valores como honra, integridade, patriotismo e sacrifício, bastante explorados pelo próprio Bolsonaro. Segundo Mourão, os pré-candidatos vão dar atenção a temas como o combate à corrupção, a alta carga tributária do país, a otimização dos gastos públicos e o combate à criminalidade em todo o país de forma organizada. O general Roberto Peternelli (PSL), que tem organizado listas e feito os contatos no grupo, diz que há outras bandeiras comuns, como a defesa da propriedade privada e o estímulo da privatização de empresas estatais. Mourão diz que programas sociais de renda e habitação são importantes, mas não podem beneficiar eternamente quem os usa. "A partir de determinado momento, aquela pessoa vai ser liberada dessa ajuda e vai caminhar com as suas próprias pernas. Infelizmente, a nossa população, parcela dela, tem aquela tendência de ficar aguardando que o coco caia na cabeça, não pode ser assim." Para tornar as candidaturas viáveis, os militares devem recorrer a campanhas de financiamento coletivo, o crowdfunding. Para a divulgação, eles afirmaram que confiarão no potencial das redes sociais e do boca a boca. Mourão disse que vai reforçar a divulgação desses pré-candidatos usando as redes sociais, a revista e as reuniões do Clube Militar. Bancada militar "Existe um termo usado na Brigada Paraquedista que diz que aves da mesma plumagem voam juntas. Esse grupo militar que eventualmente for eleito vai ser uma bancada, apesar de pertencer a diferentes partidos", disse Mourão. Ele também não descartou que militares eleitos se aproximem simultaneamente a outras bancadas, como a ruralista. Em 2017, Mourão foi muito criticado por sugerir a possibilidade de uma intervenção militar no governo. Ele disse que, se as instituições civis não solucionassem o problema político do país retirando da vida pública pessoas envolvidas com atos ilícitos, "nós [militares] teremos que impor uma solução".
Ao ser perguntado pelo UOL se há alguma possibilidade de os militares voltarem ao poder por vias não democráticas, Mourão afirmou: "uma coisa tem que ficar muito clara: se o país flertar com o caos, é dever constitucional das Forças Armadas garantir os poderes e garantir a lei e a ordem". Como exemplo de caos, citou o que vê como "desrespeito à legislação vigente". "Nós temos um caso agora que poderia ter levado ao caos, vamos olhar aí essa questão do julgamento feito pelo STF do foro, a questão do foro, esse é um troço que deveria ter sido resolvido pelo Congresso e não pelo STF". Neste mês, o Supremo Tribunal Federal restringiu, mas não acabou completamente com o foro privilegiado de políticos. Mas, questionado como os militares poderiam voltar ao governo, Mourão respondeu: "vamos chegar pelas urnas".

Veja a entrevista completa do General Mourão

UOL/montedo.com

Intervenção no RJ: operação das forças de segurança mobiliza 3,5 mil homens

Forças de segurança fazem operação em comunidades da Praça Seca
Foram mobilizados 2.800 militares das Forças Armadas, 300 PMs e 240 policiais civis
Militares em acesso para comunidade na Praça Seca - Ricardo Cassiano / Agência O Globo
RAFAEL NASCIMENTO
RIO — Agentes das Forças de Segurança realizam uma operação em comunidades da Praça Seca, na Zona Oeste do Rio, desde a noite desta sexta-feira. A ação — que conta com com a participação de militares das Forças Armadas, além de policiais militares e civis — tem como alvo as favelas Bateau Mouche, Caixa D’Água, Chacrinha, Mato Alto, Barão (José Operário), Covanca e Pendura-Saia, segundo o comunicado emitido pelo Comando Conjunto.
Comboios circulando por vias da Zona Oeste e também pela Zona Norte, como a Estrada Intendente Magalhães, chamaram a atenção de moradores desde mais cedo. Na Linha Vermelha, havia uma equipe de militares realizando uma ação de fiscalização — eles paravam alguns motoristas e verificavam seus documentos.
Na operação da Praça Seca, a Polícia Militar fica responsável pelo bloqueio de vias de acessos às comunidades, além de apoiar outras ações. Já a Polícia Civil faz a checagem de antecedentes criminais. Os agentes também visam cumprir mandados judiciais, mas condicionados às restrições "constitucionais à inviolabilidade do lar", ressaltou o Comando Conjunto.
Durante a madrugada desta sábado, quem passava pela Rua Cândido Benício — uma das principais do bairro — se deparava com os agentes das Forças Armadas em diversos acessos para vias transversais.
Nestes pontos, especialmente nos acessos para as comunidades, militares param moradores, revistam veículos, além de pedir a identificação na busca de algum suspeito. Durante o trabalho das Forças Armadas, ao menos até esta madrugada, tiroteios não foram registrados. Além disso, viaturas das Forças Armadas circulavam pela região.
Situação diferente do início da noite desta sexta-feira, antes da chegada dos militares, quando policiais chegaram ao bairro. Houve registro de confronto com agentes da Core.
— Eles estão aqui desde o início da noite. Quando os policiais chegaram foi um tiroteio doido. Mas aí os militares também vieram para cá e a situação ficou mais calma e pararam os disparos — relatou um morador, durante a madrugada deste sábado, que pediu para não ser identificado.
— O pessoal aqui vibrou com a presença dos militares e do pessoal da segurança. A Praça Seca está um local perigoso. (Os bandidos) Assaltam até moradores. A gente só espera que continua assim, né? Aumenta nossa sensação de segurança — complementou ele.
Foram mobilizados 2.800 militares das Forças Armadas, 300 PMs e 240 policiais civis. Eles têm o apoio de veículos blindados, aeronaves e outros equipamentos pesados. Além disso, algumas vias poderão ser interditadas e setores do espaço aéreo podem ser controlados, mas não há interferência nas operações dos aeroportos.
Moradores publicaram vídeo com imagens do início da operação na página Onde Tem Tiroteio no Facebook.

Ainda conforme informou o Comando Conjunto, a ação tem o objetivo de beneficiar, direta e indiretamente, 150 mil moradores da região. A operação foi deflagrada como mais uma medida implementada pela Intervenção Federal na Segurança Pública. Ainda não há informações de pessoas feridas.
Não há previsão de término da operação, ainda conforme informou o Comando Conjunto, nem um balanço sobre possíveis apreensões e prisões na região. O foco da operação são as comunidades da Praça Seca, mas podem ocorrer eventuais flexibilizações em outras favelas, com o objetivo de "impedir ou prevenir fuga de criminosos".

GRAJAÚ-JACAREPAGUÁ INTERDITADA
A autoestrada Grajaú-Jacarepaguá foi interditada em ambos os sentidos por conta de ações das Forças de Segurança. A informação é do Centro de Operações Rio (da prefeitura). Motoristas que desejam trafegar entre as Zonas Norte e Oeste devem seguir pelo Alto da Boa Vista ou Linha Amarela. Ambas as vias não apresentavam retenções, no início da manhã deste sábado.
O Globo/montedo.com

Emoção pura!

Banda do 12 Batalhao de Infantaria fazendo uma homenagem no Asilo Longevidade à Ten Carlota, enferneira veterana da Segunda Guerra Mundial, no auge dos seus 104 anos. 
Muito emocionada e entre lágrimas ela canta alguns trechos da música Mia Gioconda.

18 de maio de 2018

Militar do Exército reage a tentativa de assalto e mata suspeito no RJ

O soldado foi abordado pelos criminosos quando retornava depois de deixar o Coronel do Exército em casa.
18.mai.2018 - Militar reage e mata assaltante em moto em Niterói
Militar reage e mata assaltante em moto em Niterói (CML/Divulgação)
Por G1 Rio, Rio de Janeiro
Um militar do Exército, segundo informações da Polícia Militar, sofreu uma tentativa de assalto na madrugada desta sexta-feira (18), em Niterói, Região Metropolitana do Rio.
Conform relatos obtidos com policiais do 12ºBPM (Niterói), por volta das 3h o soldado trafegava pela Alameda Jandira Froes, em São Francisco, depois de deixar um coronel do Exército em casa. Em seguida, o militar foi abordado por criminosos armados.
Ele reagiu e houve troca de tiros. Durante o confronto, um dos criminosos foi atingido e morreu no local, o outro conseguiu fugir.
G1/montedo.com

RJ: viatura discreta do Exército tem pane e militares fogem de bandidos na Vila do João

Motorista e carona estavam em trajes civis e acionaram a PM, que recuperou a viatura e os pertences das vítimas, segundo o CML
Militares conseguiram fugir de bandidos após carro descaracterizado do Exército dar pane na Comunidade Vila do João, na Maré, diz o CML
Militares conseguiram fugir de bandidos após carro descaracterizado do Exército dar pane
 na Comunidade Vila do João, na Maré, diz o CML - WhatsApp do DIA (98762-8248)
O Dia
Rio - Uma viatura descaracterizada do Exército teve uma pane, na noite desta quinta-feira, próximo à Favela Vila do João, no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio. O motorista e o carona, que estavam em trajes civis, foram abordados por suspeitos de tráfico da comunidade, mas conseguiram fugir. Os dois acionaram uma viatura da Polícia Militar e os bandidos fugiram.
Segundo o Comando Militar do Leste (CML) o veículo e os pertences dos militares foram recuperados e não houve feridos ou danos. Pelas redes sociais, circulou a versão que os militares teriam entrado por engano na Vila do João, mas o CML desmentiu o caso.
O Dia/montedo.com

"Assunto para historiador" diz general sobre documento da CIA

Ministro da Defesa diz que documento da CIA é assunto para historiador
Segundo o general, o tema se esgotou do ponto de vista militar

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General Silva e Luna, ministro da Defesa
(Imagem: MD)
Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil Brasília
O ministro da Defesa, general Silva e Luna, disse hoje (17) que o documento do governo dos Estados Unidos, divulgado na semana passada, a respeito da ditadura militar brasileira durante a gestão de Ernesto Geisel é um assunto encerrado do ponto de vista dos militares, e agora é uma atividade para historiadores.
“Para o Ministério da Defesa, esse tema se esgota na Lei da Anistia. A partir daí, é uma atividade para historiadores e, se houver demanda, para a Justiça. Com a Lei da Anistia, do ponto de vista militar, esse assunto fica encerrado”, disse o ministro após evento no Palácio do Planalto.
Um memorando de 11 de abril de 1974, assinado pelo então diretor da CIA (serviço de inteligência dos EUA) Willian Colby e endereçado ao então secretário de Estado Henry Kissinger, mostra que o ex-presidente Geisel (1974-1979) autorizou que o Centro de Inteligência do Exército (CIE) continuasse a política de execuções sumárias de opositores. Conforme o documento, o ex-presidente determinou que as execuções se limitassem aos mais “perigosos subversivos”.
A Lei da Anistia, editada em 1979, garante o perdão a todos os crimes cometidos durante a ditadura militar, tanto pela oposição política ao regime quanto pelos agentes do Estado responsáveis por crimes como tortura, desaparecimentos forçados e execuções sumárias de opositores do regime. Em 2010, o Supremo Tribunal Federal (STF), ao ser questionado por uma ação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), confirmou a constitucionalidade da lei.
No último domingo (13), o chanceler Aloysio Nunes instruiu a embaixada brasileira a solicitar ao governo dos Estados Unidos a liberação completa dos documentos, após o Instituto Vladimir Herzog ter enviado uma carta na ao Itamaraty pedindo que o Brasil fizesse a solicitação. O Ministério das Relações Exteriores informou que aguarda posicionamento ao pedido.
EBC/montedo.com

17 de maio de 2018

'Falta uma Lava Jato contra o tráfico', afirma general

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Felipe Resk
"Falta uma Lava Jato no Brasil para enfrentar os crimes vinculados ao narcotráfico, tráfico de armas e roubo de carga", afirmou o general de divisão Ricardo Rodrigues Canhaci nesta quarta-feira, 16, em painel organizado pelo Comando Militar do Sudeste (CMSE) para discutir a participação das Forças Armadas na segurança pública e no combate ao crime organizado. Com participação de professores universitários, o ciclo de palestras foi marcado por falas em tom político e discurso anticorrupção.
Canhaci foi responsável por chefiar as tropas paulistas na Operação de Garantia de Lei e da Ordem no Complexo da Maré, no Rio, entre 2014 e 2015. Na época, a comunidade era alvo de disputa entre as facções criminosas Comando Vermelho (CV), Terceiro Comando Puro (TCP) e Amigo dos Amigos (ADA), além das milícias.
"Temos de aproveitar essa onda da Lava Jato, a expertise que o Ministério Público e as polícias estão desenvolvendo na questão da lavagem de dinheiro, para fazer isso em cima das organizações criminosas", disse Canhaci. "Eles têm de perder poder econômico." Para o general doleiros presos na Lava Jato podem ter atuado para facções.
Na sua palestra, o cientista político Leandro Piquet, da Universidade de São Paulo (USP), afirmou que a atual intervenção no Rio, decretada em 16 de fevereiro, é uma chance de "reorganizar o serviço de segurança".
"Não é uma intervenção militar, mas sim uma intervenção federal no Estado pela União", afirmou o professor de Direito Internacional Antônio Márcio da Cunha Guimarães, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Já o especialista em Relações Internacionais Alberto Pfeifer Filho, da USP, afirmou que no Brasil e no México têm havido uma profissionalização das facções criminosas, como já havia ocorrido na Colômbia.
Comandante do CMSE, o general de Exército Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira fez piada sobre sugestões de que pode haver um "golpe militar". "Qual golpe? De caratê?!", indagou. "O povo que tem de resolver seus problemas pelo voto." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Villas Bôas diz esperar que próximo presidente melhore remuneração dos militares

Resultado de imagem para soldoEstadão Conteúdo
O comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, afirmou esperar que o próximo presidente da República melhore a remuneração dos militares. Ele citou também a previdência. "Esperamos que haja uma recuperação remuneratória e também as questões relativas à previdência. E, de uma maneira geral, de um patamar orçamentário que garanta a manutenção da operacionalidade da Força", disse o general no programa "O Comandante Responde", publicado nos canais do Exército na internet.
Villas Bôas afirmou que a Força não tomará partido nas eleições. "O Exército é uma instituição politicamente neutra e apartidária. O nosso posicionamento se baseia sempre nos interesses nacionais - no respeito à lei e nos valores patrióticos", disse ele.
No entanto, ele destacou a importância da discussão sobre a Defesa nacional na campanha e pediu apoio para iniciativas militares estratégicas. Os projetos citados foram o Sisfron (de vigilância das fronteiras) e iniciativas de defesa cibernética: "São projetos de longo prazo que necessitam de continuidade. Por isso, o Exército conta que se desenvolvam políticas que garantam estabilidade orçamentária".
Para o comandante, os grandes desafios do Exército neste ano são a intervenção federal no Rio de Janeiro e a operação em Roraima que presta apoio logístico e humanitário aos imigrantes que chegam no Brasil.
A Tarde/montedo.com

Fake News: Exército fiscaliza senadores no Congresso!

Militares começaram a fiscalizar senadores no Congresso? Não é verdade!
Notícia espalhada no Facebook diz que militares fizeram visita sem aviso prévio. Na verdade, visitantes são estagiários. Senado informa que a visita foi pré-agendada.
Páginas afirmam que militares foram ao Senado sem aviso prévio. Não é verdade (Foto: Reprodução/ Facebook)
Gisele Barros e Marcelo Parreira, O Globo e TV Globo
Circula pelas redes sociais um vídeo com imagens de militares assistindo a uma sessão deliberativa do Senado Federal, em Brasília, na tarde desta terça (15). A página no Facebook "MBCC - Movimento Brasil Contra a Corrupção" publicou uma montagem de alguns momentos da sessão acompanhada do texto: "Exército começa a fiscalizar senadores".
A informação foi replicada em sites como "Notícias Brasil Online" e "Jornal da Cidade Online", complementando que os oficiais chegaram ao local "sem aviso prévio".
A informação, porém, é falsa. Nenhum dos vídeos compartilhados mostra o momento da sessão em que o segundo vice-presidente do Senado, João Alberto de Souza (MDB-MA), explica o motivo da presença dos militares no plenário.
Após o senador José Medeiros (PODE-MT) citá-los como exemplo de meritocracia, João Alberto de Souza aproveita para apresentar o grupo. Ele explica que se trata de uma visita dos estagiários dos cursos de Alto Comando da Escola Superior de Guerra, da Escola de Guerra Naval e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.
A íntegra da sessão pode ser conferida no canal da TV Senado no YouTube.

As imagens mostram ainda que o grupo não ficou no plenário até o final da reunião. A partir do minuto 48, durante fala da senadora Fátima Bezerra (PT-RN), eles se encaminham para a saída.
Assim, o grupo ficou por pouco mais de 15 minutos no local. Ao contrário do que mostram os vídeos, quando a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) está na tribuna, ela não podia esboçar nenhuma reação negativa ao olhar para o grupo — como foi sugerido em vídeos editados— pois eles não estavam mais presentes no plenário.
O grupo era integrado por 200 pessoas, incluindo oficiais superiores de nações amigas. A visita não tinha como ser feita sem aviso prévio. É necessário agendamento para grupos com mais de 15 pessoas e para visitas às terças e quartas-feiras. O Senado confirma que a visita foi previamente agendada.
Ao contrário do que foi noticiado por alguns sites, que publicaram até mesmo que um general presente disse que o "Exército quer marcar presença para garantir a democracia e a segurança nacional", ninguém do grupo fez qualquer pronunciamento durante o encontro.
É OU NÃO É (G1)/montedo.com

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