30 de abril de 2016

Pindaíba: Aeronáutica desliga radares por falta de recursos


A REDEMET, Rede de Meteorologia da Aeronáutica, deixou de operar na manhã de hoje (28) onze radares meteorológicos espalhados por todo território brasileiro. Os radares, estimados em 4 milhões de reais cada, faziam parte do serviço oferecido pela Aeronáutica aos operadores aéreos militares e comerciais como forma de transmitir em tempo real as condições climáticas garantindo assim um maior nível de serviço e segurança aos viajantes brasileiros e internacionais.

Em contato com a assessoria da Aeronáutica fomos informados que os seguintes radares foram desativados por tempo indeterminado:
O motivo foi confirmado como sendo necessário em decorrência das restrições orçamentárias enfrentadas pela Aeronáutica com a falta de repasse do Governo Federal. O fato ocorre dias após o rebaixamento do espaço aéreo pela IFALPA (International Federation of Air Line Pilot’s Association), órgão internacional responsável pela classificação dos espaços aéreos pelo mundo.
O rebaixamento ocorreu devido ao alto número de incidentes envolvendo aeronaves e balões ilegais. Após este rebaixamento o Brasil passou a ser classificado como Black Star (Criticamente Deficiente), tal rebaixamento tem efeitos muito sérios, não apenas em relação à segurança, mas também financeiros para as companhias aéreas.
Com a desativação dos radares fica claro o descaso do poder público com a situação crítica do espaço aéreo brasileiro, aumentando de forma significativa o risco de acidentes.

Veja a resposta da Aeronáutica ao desligamento dos radares
Untitled-1
Posicionamento oficial da Aeronáutica:

“O Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB) possui 23 radares meteorológicos. Cinco deles, localizados em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal, estão temporariamente desligados devido a restrições orçamentárias.
Esses radares são ferramentas complementares para a captação de informações meteorológicas. É importante ressaltar que eles não são utilizados para o controle de tráfego aéreo. Além dos radares meteorológicos que continuam em operação, o SISCEAB conta com outras fontes de informação para previsões climáticas, como imagens de satélite e estações meteorológicas de superfície.”
PORTAL SISTEMA MPA/montedo.com

Exército recebe o primeiro carro elétrico

Ivan Plavetz
O Exército Brasileiro recebeu o primeiro veículo elétrico e um eletroposto que fazem parte do projeto piloto de segurança energética. Tanto o veículo quanto o posto de abastecimento serão monitorados pelo sistema de gestão de mobilidade inteligente Mob-i.ME, que captará energia solar por meio de 12 baterias de sódio que acumulam até 282 kWh.
Pioneiro no Brasil, o projeto Segurança Energética Módulo de Armazenamento de Energia possui um sistema híbrido, que pode coordenar várias fontes de energia simultaneamente, como a solar, eólica, hidrelétricas, diesel, biometano e geotérmica. Esse processo irá gerar uma economia de aproximadamente R$ 30 mil para o Exército mensalmente, cerca de 10% da sua fatura de energia. A economia poderá dobrar, caso o sistema seja acionado no horário de ponta, momento em que a energia custa mais caro.
A cerimônia de lançamento do projeto-piloto e da entrega do carro elétrico aconteceu no quartel general do Exército Brasileiro no Setor Militar Urbano, em Brasília. A concepção deste projeto é uma parceria entre a Força Terrestre, Itaipu Binacional e Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI).
“No nosso desenvolvimento militar, no aperfeiçoamento de sistemas de Defesa, o grande gargalo que encontramos hoje está exatamente na capacidade precária, ainda, de armazenamento de energia. O que estamos fazendo aqui tem uma clara e importantíssima perspectiva de futuro”, afirmou o comandante do Exército, general-de-exército Eduardo Villas Bôas.
“A Defesa será tão mais forte, quanto mais forte for a participação da área empresarial, da economia como um todo e da área científica e tecnológica”, defendeu o general.

Carro elétrico
O carro, da marca Renault Fluence Z, possui motor de 70 kw de potência com desempenho semelhante a um carro convencional movido à gasolina com motor 2.0 e 16 válvulas. O sistema Mob-i, que fará o monitoramento, foi desenvolvido pela empresa de tecnologia de Portugal CEiiA em parceria com a o Parque Tecnológico de Itaipú. O sistema permite monitorar a localização do carro, velocidade, deslocamento e redução da quantidade de CO2 emitidos.
O veículo foi cedido ao Exército em caráter de empréstimo por dois anos, renováveis por mais dois. O posto de abastecimento, montado no QG do Exército em Brasília, é capaz de fornecer energia para até dois veículos simultaneamente, carregando-os em quatro horas e proporcionando até 200 quilômetros de autonomia. Esta energia será provenientes dos 360 painéis fotovoltaicos instalados e conectados a seis inversores solares com potência total de 90 kW.
Armazenamento de energia
De acordo com o diretor geral da Itaipu Binacional, Jorge Miguel Samek, o sistema de armazenamento de energia faz parte de um projeto mais amplo que deverá ser consolidado até o final do ano. “Nós queremos neste ano consolidar a implantação desse projeto e, a partir daí, entrar em escala e em uma dinâmica que vá abastecendo toda a necessidade que o Exército possui”, acrescentou.
Segundo Samek, o primeiro grande container, que já saiu de Itaipu, chegará até o próximo mês de maio. O sistema será instalado em pelotões de fronteira e em outras organizações militares do Exército na região amazônica. Este procedimento faz parte de um acordo de cooperação firmado entre a Força Terrestre, Itaipu e a Fundação Parque Tecnológico Itaipu.
Também estiveram presentes na cerimônia, o secretário-geral do Ministério da Defesa, general Silva e Luna, a secretária de Produtos de Defesa (SEPROD), Perpétua Almeida, a diretora financeira executiva de Itaipu, Margaret Groff e o diretor-superintendente da FPTI, Juan Carlos Sotuyo.
TECNOLOGIA & DEFESA

ONU estuda opções para saída do Haiti

A ONU quer começar a sair do Haiti, depois de 12 anos de presença de tropas internacionais. Mas, para isso, terá de organizar uma transição e ter garantias do governo local de que terá capacidade para arcar com a segurança no país mais pobre do Hemisfério Sul. A Missão de Paz poderá ser transformada, em 2017, em uma missão política, mais enxuta e sem soldados ou policiais. Mas, até que uma decisão seja tomada, o governo brasileiro garante que ficará no Haiti e no comando das tropas, como vem fazendo desde 2004, e indica que está disposto a assumir um novo mandato. Oficialmente, a operação da ONU no Haiti acaba em outubro.
Um dos cenários é o de que, com as eleições nas próximas semanas e uma eventual estabilização política, um plano poderia ser desenhado para, progressivamente, reduzir a presença internacional. Uma das opções seria a de renovar o mandato da operação por mais seis meses e transferir a decisão final para março de 2017. Diplomatas consultados pelo Estado e envolvidos na negociação garantem que será fundamental não precipitar uma saída, o que colocaria em risco os ganhos de estabilização da última década. Desde 2004, só o Brasil já investiu mais de R$ 2,3 bilhões em suas tropas no Haiti, sendo reembolsado pela ONU em cerca de R$ 1 bilhão. Mas outra negociação se refere a quem lideraria a retirada.

Retirada
No ano passado, o então ministro da Defesa, Jacques Wagner, havia declarado no Senado que a missão no Haiti acabaria em 2016, “não por decisão nossa, porque, na medida em que nos incorporamos a um programa desses, ficamos um pouco submetidos à decisão das Nações Unidas”.
“No ano que vem, a previsão é de retirada total das forças não só do Brasil, mas das Nações Unidas”, afirmou.
Também pesa sobre o Brasil a pressão da ONU para que arque com suas dívidas sem precedentes. Até segunda-feira, ela chegava a R$ 1,3 bilhão. Se parte desse déficit não for solucionado, o Brasil corre o risco de perder o direito ao voto em 2017. Nos últimos meses, porém,o governo voltou a tratar dessa situação coma cúpula da ONU. Neste ano, militares brasileiros que estiveram nas Nações Unidas sinalizaram que as tropas estariam em condições de ficar no Haiti, caso fosse necessário para completar a transição. No fim de fevereiro, a presidente Dilma Rousseff também tratou do assunto com Michelle Bachelet, presidente do Chile.
Santiago também tem sido um dos principais colaboradores no Haiti. Uma decisão definitiva não foi tomada, até mesmo diante da instabilidade do atual governo. Mas uma das ideias que ganha força é a de que, se a transição for por tempo limitado, o Brasil poderia ampliar seu mandato e completar a missão de mais de uma década. Ao Estado, o Ministério da Defesa confirmou que, no caso de uma renovação do mandato por mais seis meses, a intenção é de permanecer no Haiti. “O Brasil tem a intenção de permanecer na Minustah, aguardando os futuros entendimentos com a Organização das Nações Unidas”, indicou.
“O Ministério da Defesa nunca declarou que entregará, em outubro, o comando da missão de paz das Nações Unidas no Haiti. Não existe qualquer intenção nem manifestação de interromper a presença brasileira na região”, disse o ministério, em nota. Fontes do alto escalão da ONU tinham afirmado ao Estado que a instabilidade política no Brasil e a incapacidade do País em pagar suas contas tinham aberto uma corrida por parte de governos que, na esperança de ganhar uma vaga no Conselho de Segurança da ONU, se lançaram em negociações para assumir o posto ocupado pelo Exército brasileiro. Segundo essas fontes, um dos casos em estudo seria o do Canadá. O novo primeiro-ministro, Justin Trudeau, havia colocado como uma de suas promessas de campanha a volta do país ao cenário internacional.
A imprensa canadense tinha revelado, no início de março, a possibilidade de uma participação mais ativa no Haiti e abriu os debates no país – com a oposição ao governo alertando que essa não era uma ideia a ser aprovada .
NOTA DO MINISTÉRIO DA DEFESA DO BRASIL
“O Brasil tem a intenção de permanecer na Minustah, aguardando os futuros entendimentos com a ONU. O Ministério da Defesa nunca declarou que entregará, em outubro, o comando da missão de paz. Não existe qualquer intenção nem manifestação de interromper a presença brasileira na região”

Canadá nega intenção de assumir comando no país
O governo canadense negou ontem que tenha projetos de assumir qualquer papel mais importante na missão de paz da ONU no Haiti. “Não há planos de o Canadá enviar mais tropas ou policiais à Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti) nem de assumir seu comando militar, que o Brasil lidera com muita habilidade e generosidade desde 2004”, informou Alison Grant, chefe da Seção Política da Embaixada do Canadá em Brasília, em nota enviada ao “Estado”.
“Neste momento, há 86 policiais e 5 oficiais militares do Canadá em destacamento na missão da ONU no Haiti, a maior contribuição do Canadá a uma missão das Nações Unidas”, completou a diplomata canadense.
O Estado de São Paulo/montedo.com

29 de abril de 2016

Capitã de 27 anos é 1ª mulher a entrar para infantaria do Exército dos EUA

Kristen Griest entrou no Exército como policial militar em 2011.
Ela concluiu treinamento de planejamento tático de infantarias.
Do G1, em São Paulo
Kristen Griest, de 27 anos, fez história no ano passado ao ser uma das duas primeiras mulheres a se formarem na Ranger School, escola de elite do Exército americano com um pesado programa de treinamento de combate. Agora, ela concluiu um novo treinamento de carreira de capitães, que ensina planejamento tático de infantarias, e se tornou a primeira mulher capaz de liderar uma unidade de soldados de infantaria em combate.
Griest é de Orange, no estado de Connecticut, e entrou no Exército como uma policial militar em 2011. No ano passado foi uma das 19 mulheres a tentar a Ranger School, quando o serviço abriu para a participação de mulheres.
Em agosto, ela e Shaye Haver, piloto de helicóptero, se tornaram as duas primeiras mulheres a se formarem nos Rangers. Na época, Griest comentou que estava interessada em ver as novas portas que se abririam para as mulheres no Exército.
“Como qualquer outro oficial que deseja uma transferência de ramo, a capitã Griest solicitou uma exceção à política do Exército para transferência da polícia militar para a infantaria”, disse o porta-voz do Centro de Manobras de Excelência da base Fort Benning, na Geórgia, de acordo com o jornal “The Washington Post”. “Sua transferência foi aprovada pelo Departamento do Exército, e agora ela é uma oficial de infantaria”.
Lisa Jaster, a terceira mulher a se formar nos Rangers, em outubro do ano passado, disse ao “Washington Post” que Griest sempre almejou a infantaria. Ela “falava sobre querer estar na infantaria desde o primeiro momento que a conheci”, afirmou ao jornal, depois da confirmação de Griest no novo cargo.
“Estou orgulhosa de ela seguir seus sonhos e dar exemplo para os futuros soldados homens e mulheres”, disse Jaster.
Em dezembro, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ash Carter, anunciou que os empregos militares no país seriam “abertos” às mulheres, inclusive os postos de combate.
A infantaria é um ramo do Exército que por muito tempo foi considerado o último bastião de funções de combates de homens, segundo o jornal “New York Times”. Com essa mudança, segundo análise do jornal, o Exército atravessa mais uma barreira em sua promessa de aceitar as mulheres em todas as suas funções.
G1/montedo.com

Tocantins: soldados do Exército são transferidos para Brasília após passarem mal

Cinco jovens tiveram mal-estar e convulsões durante exercício.
Batalhão diz que um deles está em UTI; os outros apresentaram melhora.

Do G1 TO
Militares do exército passaram a manhã em treinamento no batalhão em Palmas (Foto: Carlos Moreira/ TV Anhanguera)Quatro militares que estavam internados em hospitais de Palmas foram transferidos para Brasília (DF). O outro soldado está internado em uma clínica particular da capital. Eles passaram mal após uma marcha de 12 km realizada pelo 22º Batalhão de Infantaria na última segunda-feira (25). Os homens apresentaram mal-estar e convulsões.
O Exército informou que a transferência foi feita na noite desta terça-feira (26). Conforme a corporação, Bruno Rodrigues Pereira está na UTI do Hospital das Forças Aramadas (HFA). Na enfermaria da mesma unidade está Silas Vilarins da Costa. Ele tinha previsão de alta do Hospital Geral de Palmas (HGP) e foi levado para fazer mais exames.
Os soldados Diego dos Reis Cajueiro e Danley Wesley Barbosa Gomes estão no Hospital Santa Lúcia, também em Brasília. Eles apresentaram melhora no quadro clínico, estão conscientes e orientados.
O único militar que continua em Palmas é Gabriel Carvalho Veloso, que estava no HGP e foi transferido para o Instituto Ortopédico de Palmas (lOP). Conforme o Exército, ele também apresentou melhora no quadro clínico. "O 22° Batalhão de Infantaria tem prestado todas as informações e assistência às famílias."
Leia mais
Militares do Exército são internados após passarem mal no Tocantins
Entenda
O Exército abriu uma investigação para apurar o que aconteceu com cinco militares do 22º Batalhão de Infantaria no Tocantins. Eles passaram mal após uma marcha de 12 km que durou três horas e foram internados em dois hospitais de Palmas. Conforme a corporação, 420 homens participaram da mesma atividade.
Depois da marcha, os soldados almoçaram e descansaram antes de saírem para fazer uma outra atividade. Nesse momento apresentaram os sintomas de mal-estar e convulsão.
G1/montedo.com

28 de abril de 2016

Quando a verdade torna-se um incômodo

Vocês lembram, no dia 22 denunciei a 'versão vergonhosa' que a jornalista Heloísa Cristaldo da Agência Brasil fez, ao cobrir, a palestra do Comandante do Exército aos estudantes e professores do UniCEUB, em Brasília, com o tema: "O papel do Exército na vida nacional". Heloísa fabricou uma versão mentirosa da fala do General Villas Bôas, que transcrevi na íntegra aqui no blog.

Pois bem, na minha ingenuidade, aguardei por alguns dias uma nota oficial esclarecendo o equívoco. Mas qual! Reinou o mais absoluto silêncio nas colunas castrenses. Em tempos de troca de governo, o foco deve ser manter o cargo. A verdade torna-se um valor - digamos - incômodo.

Segundo o jornalista Jorge Serrão, 'VB' limitou-se a pedir a seus companheiros da Turma de 1973 da AMAN ajuda para 'neutralizar' a divulgação.





Do site Alerta Total, por Jorge Serrão
Joguinho da guerra suja ideológica
O Comandante do Exército, General Eduardo Villas-Bôas, enviou um alerta a colegas da turma 1973 da Academia Militar das Agulhas Negras, advertindo sobre uma manipulação que sua recente palestra sofrera pelo noticiário da Rede Brasil de Notícias - canal oficial do governo federal.A reportagem divulga a mentira de que Villas-Bôas criticara a Revolução de 1964.O Alerta Total reproduz a mensagem do General aos militares, difundida nas redes sociais:"Fiz uma palestra na UNICEUB em Brasília, que está disponibilizada na \internet. Durante o debate, no contexto de uma pergunta, eu disse que o Brasil precisa recuperar a coesão interna, perdida por termos cometido o erro de haver deixado a linha de fratura da guerra fria passar por dentro da nossa sociedade, fazendo com que nos dividíssemos. A consequência é que hoje ninguém pensa no país e que a questão nacional nunca está presente nas discussões e no que se projeta para o futuro. Em relação a isso, a rede Brasil de notícias (do governo) editou uma matéria dizendo que eu havia criticado a Revolução de 64. Logicamente, está repercutindo e causando compreensível indignação entre alguns companheiros da reserva. Como nos conhecemos todos, seria desnecessário, entre nós, de 73, fazer esse esclarecimento. Peço contudo que me ajudem a neutralizar essa divulgação, principalmente nesse momento em que nos consolidamos como balizadores dos processos em andamento".

Leia também
Comandante do Exército diz que 1964 foi um erro das Forças Armadas. Ou: como uma 'notícia' mentirosa virou manchete.

Dia difícil...

Marechal Hermes (Rio)
Aterragem de emergência no meio da rua, durante curso avançado da Brigada Paraquedista.

Governo Temer: Dilma sai, os Comandantes ficam

ARTICULANDO
MICHEL TEMER DEVE MANTER ATUAL CÚPULA MILITAR
RECADO PARA OS COMANDANTES TEM OBJETIVO DE TRANSMITIR CALMA
TEMER SE APROXIMOU DA ÁREA MILITAR, IRONICAMENTE, POR DETERMINAÇÃO DA PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF
Na tentativa de evitar inquietações e transmitir tranquilidade a uma área considerada "sensível" e "estratégica", o vice-presidente Michel Temer fez chegar aos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica o aceno de que eles permanecerão em seus cargos, caso assuma o Palácio do Planalto, se for confirmada a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, pelo Senado.
Ao transmitir este recado aos três comandantes militares, Temer quis mostrar que o setor, que é totalmente hierarquizado, estaria preservado e não enfrentaria nenhum tipo de turbulência ou influência política.
Mas este não foi o único sinal que a área militar recebeu de um possível governo Temer que agradou à caserna. O vice-presidente compartilha da tese de que o País precisa de uma área de inteligência fortalecida e sob uma outra chefia, que não a atual Secretaria de Governo, atualmente comandada por Ricardo Berzoini.
A ideia inicial é que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) volte para o guarda-chuva do atual Gabinete Militar que, a princípio, poderá passar a se chamar Gabinete de Segurança Nacional, com as atribuições semelhantes ao antigo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) desativado por Dilma. O desejo da Abin era ficar vinculado diretamente ao gabinete presidencial, mas esta possibilidade foi descartada por interlocutores de Temer.
Apesar da vinculação da Abin a um setor nos moldes do GSI, a ideia não é que a pasta tenha característica eminentemente militar, como tem sido nos governos Dilma e Lula, mas funcione como um órgão de Estado.
Todas as propostas foram bem recebidas pela área militar. Os três comandantes militares compartilham da ideia de que todos precisam ter uma área de inteligência forte e bem preparada. Num segundo passo, a intenção é que o setor seja reestruturado, justamente para ganhar mais musculatura.

Fronteiras
Temer se aproximou da área militar, ironicamente, por determinação da presidente Dilma Rousseff, que o nomeou coordenador de um Plano Estratégico de Fronteiras, criado em 2011. Por isso mesmo, o vice conhece e conviveu de perto com os três comandantes militares. Em razão das viagens pelas fronteiras do País e em várias reuniões, Temer pôde conhecer de perto as dificuldades enfrentadas pelos militares, principalmente em decorrência dos cortes orçamentários que a área vem sofrendo.
Para os militares, o sentimento é de que, apesar da turbulência política, não há sinais de que ela virá com tumulto nas ruas - em caso de uma transição. Eles acreditam que não precisarão ser acionados para garantia da lei e da ordem. Os movimentos sociais que ameaçaram incendiar o País, têm se comportado dentro da normalidade. (AE)
DIÁRIO do PODER/montedo.com

27 de abril de 2016

O impeachment na versão militar



Do WhatsApp
Se o IMPEACHMENT, fosse votado pelo "Principio Democrático de Direito Militar", seria assim :

Presidente da Câmara:
- Atenção aos Deputados, cessa o à vontade .
- Depurados, SENTIDO. 
- Deputados, DESCANSAR.
- Atenção ao Efetivo:
-Aqueles que forem a favor, entrem em forma por coluna de três a minha vanguarda, lado direito.
-Aqueles que forem contra, entrem em forma, em coluna de três a minha vanguarda, a esquerda.
- Acelerado !!!
- BORA, BORA, BORA, ISSO É PRA HOJE, GUERREIRO !!!!
-Atenção aos Deputados Lideres.
- Iniciar a contagem e passar o resultado e novidades.

Deputados Lideres do Sim e do Não:
- Atenção ao Grupamento.
- Grupamento ao meu Comando.
- ENUMERAAARRRR !!
- O último, grita ÚLTIMO !!

Vinte segundos depois:
- Com sua Licença, Sr Presidente :
- 367 votos SIM
- 137 votos NÃO
- Novidade :
- 02 Deputados em DI ( destino Ignorado). Parte à respeito já sendo providenciada, para a devida sanção disciplinar.
- Os demais, sem novidades.

-Presidente :
- Efetivo ao meu Comando.
- Atenção a todos, Acabou a Putaria, IMPEACHMENT, APROVADO!!!
- Efetivo SENTIDO.
- Efetivo do SIM. Fora de Forma, MARCHE !!!
- Efetivo do NÃO, para a flexão um, dois !!
- BORA, BORA, BORA, CAGALHÃO...
-O ZERO É MEU, ACIMA ...ABAIXO...

Militares do Exército são internados após passarem mal no Tocantins

Eles foram levados para o HGP e Oswaldo Cruz, em Palmas.
Alguns deles tiveram convulsões; um foi internado na UTI.
Do G1 TO
Palmas (TO) - Cinco militares do Exército no Tocantins foram internados após passarem mal na capital, na tarde desta segunda-feira (25). Eles foram levados para o Hospital Geral de Palmas e Oswaldo Cruz. As informações são do 22º Batalhão de Infantaria do Exército.
Segundo o Exército, eles passaram mal quando estavam a caminho da área onde desenvolvem atividades práticas, a cerca de 700 metros do batalhão. O primeiro militar teria tido uma convulsão por volta das 13h30. Os outros apresentaram sintomas de mal estar ao longo do dia.
Conforme o Exército, dois deles foram levados para o HGP. Um foi conduzido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e deve ser transferido para o Instituto Ortopédico de Palmas (IOP), que também atende outras especialidades. Já o outro, deve receber alta e voltar para batalhão.
De acordo com o Exército, outros três militares foram levados o Hospital Oswaldo Cruz. Eles também teriam tido convulsões, depois de já estarem internados.
O Exército informou ainda que aguarda o resultado dos exames, já que alguns foram enviados para análise fora do estado.
Segundo a corporação, os militares que passaram mal pertencem ao chamado efetivo variável e entraram para o Exército em março desse ano.
Ainda conforme a corporação, a atividade que seria realizada na área prática foi suspensa e os militares que participariam vão ficar no batalhão para que sejam investigadas as causas do ocorrido.

Atividade
Na manhã dessa segunda-feira, os militares realizaram uma caminhada de 12 km, durante três horas e depois foram almoçar. Em seguida , se dirigiram para área onde seriam realizadas as atividades práticas, quando o primeiro oficial passou mal. O exército não informou que tipo de atividades seriam executadas.
O G1 procurou a direção do Oswaldo Curz, mas o hospital não quis se pronunciar. Também procurada, a Secretaria do Estado Saúde (Sesau) disse que dois militares deram entrada no HGP com suspeita de intoxicação.
"Os dois militares continuam internados, um com quadro grave na sala vermelha do HGP e o outro na enfermaria com quadro estável, aguardando resultados de exames."
G1/montedo.com

26 de abril de 2016

Ruralistas querem Temer usando Exército para reprimir conflitos agrários

Bancada do agronegócio discute tema em almoço nesta 3ª
Objetivo é “resgatar papel” das Forças Armadas, diz deputado
Fernando Rodrigues
Congressistas da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) pedirão a Michel Temer que empregue as Forças Armadas para “mediar” conflitos por terras no país, caso ele assuma a Presidência.
A ideia fará parte de um documento público que a Frente e entidades do agronegócio estão preparando. As propostas serão entregues ao vice-presidente em breve, possivelmente ainda nesta semana.
As informações são do repórter do UOL André Shalders.
Entidades do setor fizeram uma reunião sobre o assunto na noite de ontem (25.abr.2016), em Brasília. O tema também será discutido hoje, em uma reunião-almoço da Frente em Brasília.
Hoje, a responsabilidade pelos conflitos no campo é das polícias militares e dos governadores dos Estados. “Às vezes é necessária uma ação em nível nacional. Por isso a necessidade de resgatar o papel das Forças Armadas”, diz o deputado Marcos Montes (PSD-MG), presidente da FPA.
As Forças Armadas atuam na segurança pública de forma esporádica no Brasil, à pedido do presidente da República. No jargão militar, essas operações são conhecidas como Op GLO (operações de Garantia da Lei e da Ordem).
Além do Ministério da Agricultura, os ruralistas querem influir sobre outras pastas, como Fazenda e Justiça. Este último ministério lida com questões sensíveis para o setor, como a demarcação de terras indígenas.
Segundo Montes e outros ruralistas ouvidos pelo Blog, a FPA não apresentará diretamente nomes para o Ministério da Agricultura. Do ponto de vista da bancada, porém, é desejável que o novo ministro seja ligado diretamente ao agronegócio.

APOIO AO IMPEACHMENT
Deputados ruralistas estiveram entre os principais apoiadores da continuidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff. Em 16.mar, a bancada declarou apoio formal ao impedimento da petista. Às vésperas da votação no plenário da Câmara, a FPA também orientou os deputados a fazer mobilizações pró-impeachment nas redes sociais.
Blog do FERNANDO RODRIGUES (UOL)/montedo.com

Até tu, Almirante? Ex-presidente da Eletronuclear foi 'emissário' de propina para partidos, diz delator

Othon foi 'emissário' do PT e PMDB para propina, diz ex-presidente da Gutierrez
BRASÍLIA, DF, BRASIL, 22-03-2011, 11h00: Comissão conjunta de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e controle e de Serviços de Infraestrutura, e de Ciência e Tecnologia realizam audiência para discutir a segurança do programa nuclear brasileiro com o diretor-presidente da Eletrobrás Termonuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva ( careca, gravata vermelha e no canto direito da foto) (foto) e o diretor da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Laércio Antônio Vinhas. . (Foto: Alan Marques/Folhapress, PODER)
MARCO ANTÔNIO MARTINS
DO RIO
Estadão Conteúdo
O ex-presidente da Eletronuclear, o almirante Othon Pinheiro da Silva atuou, desde 2005, como uma espécie de "emissário" do PT e do PMDB para o pagamento de propina da empreiteira Andrade Gutierrez nas obras da usina nuclear de Angra 3.
A informação foi prestada nesta segunda (25) pelo ex-presidente da companhia, Rogério Nora de Sá, em depoimento na 7ª Vara Federal Criminal do Rio.
Helton Pinto, advogado do almirante, disse que irá "se pronunciar sobre o assunto apenas no âmbito do processo, no momento necessário".
"Ele [Othon] precisava definir um valor de auxílio político. Acertamos 1%", disse Rogério Nora de Sá.
De acordo com os depoimentos na Justiça Federal, o PT receberia 1% da propina da obra e o PMDB outro 1%, sendo que no caso do partido, a propina ainda foi dividida em 0,5% para dois diferentes grupos dentro da legenda. Até agora nenhum dos depoimentos explicou qual seria esse valor exato em reais. Na Eletronuclear, contrato das obras foi de R$ 1,5 bi.
As informações dos executivos confirmam o depoimento de Otávio Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez, em sua delação prestada à Justiça.
O ex-presidente da Eletronuclear, o almirante Othon Pinheiro da Silva, em imagem de 2011
Já Clovis Renato Peixoto, ex-diretor da Andrade Gutierrez, detalhou a informação explicando que para o pagamento de propina, o almirante Othon Pinheiro de Sá e os partidos políticos indicaram empresas para receberem o dinheiro. Contratos foram assinados, mas os serviços não foram realizados. O documento era apenas, de acordo com o depoimento, para justificar a saída do dinheiro do caixa.
A indicação das empresas era para pagar ainda um grupo de diretores da Eletronuclear. Nunca falei com políticos ou com o Othon sobre repactuação de contratos. Só recebia a informação que tinha que pagar. Nunca gostei muito de mexer com o dinheiro dos outros", afirmou Peixoto, que fechou acordo de delação com o Ministério Público Federal.
Clóvis Peixoto disse ainda que o PT usou o dinheiro para o pagamento de campanhas políticas. Já o PMDB para quitar os gastos com campanhas ou lucrando com propinas.
Além disso, Peixoto lembrou ainda que o almirante Othon Pinheiro da Silva recebia de empresa mesadas de R$ 20 mil a R$ 30 mil, sem periodicidade definida, para seus "projetos pessoais".
Essas doações começaram em 2005, logo depois do almirante assumir o cargo.
O almirante Othon Pinheiro da Silva cumpre pena em casa com tornozeleira eletrônica.
A Andrade Gutierrez não vai comentar o assunto.
Em outras ocasiões, o PMDB afirmou que não recebeu recursos ilícitos e jamais autorizou qualquer pessoa a usar o nome da legenda. Já o PT disse que todas as doações foram legais e declaradas à Justiça eleitoral.
UOL/montedo.com

Major Schirmer: MISSÃO CUMPRIDA!

Faleceu ontem em Novo Hamburgo (RS), aos 92 anos, o Major Benno Armindo Schirmer, Herói da FEB na Segunda Guerra Mundial. Enquanto a saúde lhe permitiu, o Major Schirmer cumpriu uma romaria patriótica pelo Rio Grande do Sul, levando a militares e civis o testemunho de sua vivência de ex-combatente.
Em maio de 2013, ele foi homenageado pela Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo. Falando sobre sua experiência nos campos da Itália, disse: “A guerra em si não é boa para ninguém que participa dela. Eu fui para lá no segundo escalão, era terceiro sargento. Ao chegar lá, fui para o depósito de pessoal, onde havia quase 20 mil homens. Disse que nunca iria para o front, porque era da artilharia, que briga de longe. Mas o comandante da minha companhia me chamou e perguntou se eu falava alemão.”  
Ele passou interrogar prisioneiros alemães. Por fim, precisou comandar patrulhas em combate:
“Foi horrível. Tanta bala passou perto de mim, assoviando nos meus ouvidos, e granada, que me gerou problemas no ouvido até hoje.”
Recebi, na área de comentários, esta manifestação anônima:de um integrante do 19 BIMtz, de São Leopoldo, cidade vizinha à Novo Hamburgo:

"Faleceu, ontem 25 de Abril de 2016, na cidade de Novo Hamburgo/RS, o Maj Benno Armindo Schirmer. Oriundo da arma de Artilharia, este herói da Força Expedicionária Brasileira serviu como intérprete na fase final da Campanha da Itália, contribuindo para que a rendição da 148º Divisão de Infantaria Alemã ocorresse com dignidade e altruísmo, valores que o soldado brasileiro sabe reconhecer quando o inimigo luta com a mesma fidalguia. Obrigado pelas histórias dos pracinhas brasileiros naquela Campanha que o senhor soube muito bem retratar.
INTEGRANTE DO 19 BIMTz - SÃO LEOPOLDO - RS"
Major Shcirmer, vá em paz. 
MISSÃO CUMPRIDA! 
BRASIL!!!

2ª Guerra: último combatente da FAB é sepultado em Alagoas

Major da aeronáutica que lutou na 2ª Guerra é sepultado em Rio Largo, AL
Major Jhon William Buyers morreu em Pernambuco, aos 96 anos.
Aeronáutica diz que ele era o último combatente vivo.




Do G1 AL
O major Jhon William Buyers, que lutou na 2ª Guerra Mundial, foi sepultado na tarde desta segunda-feira (25) com honras militares em um cemitério familiar no município de Rio Largo, localizado na Região Metropolitana de Maceió.
Segundo a Aeronáutica, ele era o último combatente brasileiro vivo a ter participado do conflito.
Buyers morreu aos 96 anos de causas naturais, no Hospital de Aeronáutica do Recife (PE). Filho de pais norte-americanos, ele nasceu na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais. O major casou com uma alagoana e mantinha negócios no estado.

Na solenidade de sepultamento estiveram presentes autoridades, parentes e amigos do major. Na ocasião houve salva de tiros e apresentação de manobras de caças da Força Aérea Brasileira (FAB).

"Após 70 anos da Segunda Guerra Mundial, ainda tem que ser ressaltada a contribuição do Major Buyers para a paz no mundo. Ele atuou com muita distinção", enfatizou o cônsul americano Richard Reiter.
O capitão Rafael Chevitarese Geraidine, do 1° Grupo de Aviação de Caça do Rio de Janeiro, ressaltou a importância e a contribuição do Major Buyers para as forças militares brasileiras.
"O major Buyers foi um elo de ligação entre EUA e Brasil por falar português fluentemente. Ele, que estava destacado no 350° grupo de aviação dos EUA, se dispôs a servir em 22 missões oficiais do 1° Grupo de Aviação de Caça Brasileiro, estreitando os laços e unindo forças entre os dois países. Dos brasileiros que participaram, ele era o último vivo".
O filho do major, Jhon William Buyers Jr., disse que o pai era muito prestativo às pessoas. "Se sacrificou de maneira espontânea em um tempo que o mundo vivia tempos difíceis. Ele agora faz seu último voo".
G1/montedo.com

Justiça Militar condena homem que tentou matar dois fuzileiros no Complexo da Maré

Justiça Militar condena civil no Rio com base no Código Militar
Homem tentou matar dois fuzileiros na ocupação do Complexo da Maré
ANTÔNIO WERNECK
RIO - Com base no Código Militar, a Justiça Militar Federal condenou um homem, a dois anos de reclusão. A decisão foi divulgada na tarde desta sexta-feira. Ele é acusado de tentar matar dois fuzileiros navais durante a operação de tropas federais no Complexo da Maré, no Rio. A pedido do governo do Rio, as Forças Armadas participaram de operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), nas chamadas forças de pacificação, entre novembro de 2010 e julho de 2012 no Complexo do Alemão; e entre abril de 2014 e junho de 2015, no Complexo da Maré.
Na Maré, os militares deveriam ficar até o estado conseguir formar policiais militares suficientes para implantar na região unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Convocadas em 2014, as Forças Armadas mobilizaram cerca de 2.500 militares, gastando por dia cerca de R$ 1,7 milhão. O Complexo da Maré tem cerca de 130 mil habitantes em 15 comunidades espalhadas por cerca de dez quilômetros quadrados. Lá dentro, três facções criminosas ainda disputam poder, com armas de guerra — metralhadoras, fuzis e lança-granadas. Operações policiais na área costumam afetar o trânsito em três das mais importantes vias expressas da cidade: as linhas Vermelha e Amarela, além da Avenida Brasil.
De acordo com a denúncia do Ministério Público Militar (MPM), no dia 19 de novembro de 2014, por volta das 16h, numa rua da Vila João, no Complexo da Maré, os militares do Corpo de Fuzileiros Navais estavam efetuando uma patrulha a pé na região, quando observaram o acusado na garupa de uma motocicleta. Ao avistar os militares, ele desceu apressadamente do veículo e correu para outra rua, quando foi perseguido pela tropa.
Ao receber voz de prisão, conta a denúncia dos promotores, o acusado sacou uma pistola e atirou diversas vezes na direção dos fuzileiros navais. Um dos tiros atingiu, de raspão, a nádega do sargento comandante da patrulha e destruiu um aparelho rádio transmissor. Os militares reagiram aos tiros e atingiram o acusado, que caiu no local. Ele foi preso em flagrante e depois socorrido para Unidade de Pronto Atendimento da Maré (UPA-Maré) e, depois, ao Hospital Salgado Filho, no Méier.
Por unanimidade de votos, o Conselho Permanente de Justiça Militar condenou o réu à pena definitiva de dois anos de reclusão, pelo crime previsto no artigo 205 do Código Penal Militar (homicídio), na forma tentada. Da decisão, ainda cabe recurso ao Superior Tribunal Militar (STM), em Brasília.
Em juízo, o réu disse que a acusação não era verdadeira, não tendo sido ele quem teria atirado contra os militares. “Aparentemente foi um menino, menor de idade que atirou na direção dos militares. Eu estava no local, pois sou usuário de maconha e lá existia uma boca de fumo. Tinha acabado de comprar maconha, quando o menino que atirou, o bandido, passou na garupa da moto. Aí o mototaxista avançou um pouco e encontrou a tropa, quando teve início o tiroteio”, disse o réu no depoimento ao juiz-auditor.
Já o sargento atingido pelos disparos disse que reconhece o acusado como a pessoa que efetuou os tiros em sua direção. “Ele fingiu que ia parar e do nada tirou a pistola da cintura e virou dando rajadas”, afirmou. Em juízo, o soldado da Marinha também reconheceu o autor dos disparos. “Ele só não efetuou mais porque a pistola travou”, disse.
Na defesa do acusado, a Defensoria Pública da União suscitou que fosse reconhecida a incompetência da Justiça Militar da União (JMU) para processar e julgar o caso, face à inconstitucionalidade da atuação do Exército em ação de segurança pública no Complexo da Maré, e por ser o crime supostamente cometido por civil, em atuação que não traduz função de natureza tipicamente militar. E requereu que o feito fosse encaminhado para a justiça comum do estado do Rio de Janeiro. No mérito da ação, o advogado pediu a absolvição do réu, por não existir prova suficiente para a condenação.
Ao apreciar o caso e na sua fundamentação de sentença, o juiz-auditor substituto Fernando Pessôa da Silveira Melo disse que a Justiça Militar é competente para processar e julgar este tipo de caso. “Isto porque a utilização das Forças Militares em atividades de defesa civil foi permitida tanto pela Constituição Federal, em seu artigo 142, quanto pelo legislador infraconstitucional, ao editar a lei Complementar nº 97, de 9 de junho de 1999.”
Segundo o magistrado, a Lei Complementar, especificamente no artigo 15, dá azo aos agentes políticos se valerem das Forças Armadas em atividades denominadas de Forças de Pacificação. “Não pode o Poder Judiciário intervir em tal disciplina e acoimar de inconstitucionalidade a atitude legislativa, mormente porque a lei ora em análise não demonstra a violação a nenhuma regra ou princípio constitucional”.
Em seu voto, o juiz Fernando Pessôa da Silveira Melo considerou o réu culpado. Segundo ele, a defesa do acusado se valeu, para sustentar a tese de dúvida, da insuficiência da prova para condenar o acusado pelos disparos. O magistrado informou que o Conselho Permanente de Justiça não está adstrito a qualquer laudo pericial para formar o seu convencimento e que, não obstante a declaração de que não se comprovou que os projetos foram deflagrados pela arma apreendida com o acusado, foi atestado que a pistola era apta a produzir os disparos.
“Sendo certo que se trata de um caso difícil de ser provado somente com testemunhas, tendo em vista as circunstâncias em que se deram os fatos, a conexão entre a prova oral e a prova pericial demonstrou de forma clara que o acusado foi sim o autor dos disparos.
As declarações do ofendido, em caso como o dos autos, devem ser valoradas com muita ênfase, sendo que neste específico contexto, tanto o réu como um dos ofendidos foram acertados, o que reforça a certeza da troca de tiros”. Por fim o juiz-auditor disse que se a Justiça fechar os olhos diante de crimes cometidos contra as Forças Armadas no exercício da pacificação social, elas jamais serão úteis e restariam os militares em perigo permanente.
Por unanimidade de votos, o Conselho Permanente de Justiça condenou o réu à pena definitiva de dois anos de reclusão, pelo crime previsto no artigo 205 do Código Penal Militar (homicídio), na forma tentada.
O Globo/montedo.com

25 de abril de 2016

Israel tem aumento de queixas de crimes sexuais no Exército


DANIELA KRESCH
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM TEL AVIV
A carreira militar do brigadeiro Ofek Buchris, 47, um dos cotados para chefiar as Forças Armadas israelenses, estagnou assim que uma soldada alegou ter sido violada, sodomizada e assediada sexualmente enquanto ele era seu superior.
Com o uniforme cravejado de medalhas e solidéu na cabeça, Buchris, casado e religioso, jurou inocência e apresentou dois testes com detector de mentiras para provar que falava a verdade.
A reação inicial dos colegas foi apoiá-lo. Houve até abaixo-assinado de ex-comandados contra o "linchamento público" do oficial, que foi ferido numa operação militar, em 2002, e era considerado modelo de superação.
"Muitas pessoas o conhecem e podem testemunhar quanto à sua amabilidade", escreveu no Facebook uma soldada que esteve sob seu comando. "Quando ficava com ele no escritório à noite, ele fazia questão de deixar a porta aberta para que eu não me sentisse desconfortável."
Mas, quando outra soldado se queixou também de assédio e, principalmente, quando outros dois testes com polígrafo revelaram respostas enganosas, o destino de Buchris mudou. Sua promoção como chefe da Divisão de Operações do Exército foi cancelada, e ele foi afastado da caserna indefinidamente.
O número de queixas quanto a crimes sexuais no Exército tem aumentado. Pulou de 777 em 2012 para 930 em 2013 e 1.073 em 2014. As reclamações sobre estupro e casos mais violentos também estão em alta: de 6 em 2013 para 8 em 2014 e 12 em 2015.
Para alguns, esse aumento reflete uma alta na conscientização sobre os crimes sexuais. Principalmente depois de 2012, quando o Exército criou o Centro Mahut (essência, em hebraico), ao qual soldadas e soldados podem fazer reclamações anônimas.
"Não se pode dizer de uma forma concreta que, se há aumento, há mais assédio. Mas podemos dizer que, quanto mais queixas, maior a conscientização", diz a tenente-coronel Limor Shabtai, vice-assessora para Assuntos de Gênero do Exército.

SEGREDO CONHECIDO
O assédio sexual no Exército israelense, no entanto, é uma espécie de "segredo conhecido" há décadas. Há até pouco tempo, os militares eram vistos quase como celebridades, mesmo quando o tratamento dispensado às mulheres era duvidoso.
Um dos maiores exemplos é o do mitológico general Moshe Dayan, que protagonizou uma série de romances extraconjugais. Em sua autobiografia, sua primeira mulher, Ruth, escreveu que o ex-marido "não tinha bom gosto quando se tratava de mulheres". Foi a filha do casal, a ex-parlamentar Yael Dayan, que legislou a primeira lei contra o assédio sexual, em 1998.
Um recente programa de TV chocou o país ao apresentar testemunhos sobre outro ex-general mitológico, Rehavam "Gandi" Zeevi, morto em 2001 por palestinos durante a Segunda Intifada. Segundo o programa, Zeevi costumava estuprar militares mulheres em seu escritório e comprar seu silêncio com dinheiro.
A natureza do serviço militar, com bases afastadas e o trabalho em conjunto intenso, além do ambiente masculino, ainda é um desafio para as soldados –que, no passado, eram apenas secretárias ou serviam cafezinho. A combinação disso com a embriaguez do poder levar comandantes a usar suas posições para assediar subordinados.
Contribui para isso o fato de que o alistamento militar é obrigatório. Israel é o único país do mundo onde mulheres precisam servir no Exército (dos 18 aos 20 anos). "Como o alistamento é obrigatório, o Exército espelha a sociedade civil de Israel. Infelizmente, os problemas sociais não ficam de fora dos quartéis", diz Shabtai.

ELITE POLÍTICA
Acusações de crimes sexuais também têm atingido a elite política, sem contar instituições como a polícia. O principal exemplo é o ex-presidente Moshe Katsav, que cumpre pena de sete anos por estupro e assédio sexual.
"A sociedade israelense passou por uma mudança significativa quanto a ofensas sexuais", escreveu o jornalista Akiva Eldar no site "Al Monitor". "Tolerância zero para agressores sexuais é uma boa notícia para quem defende direitos humanos e feminismo".
Mas a maioria das vítimas ainda não presta queixa temendo a repercussão, principalmente da opinião pública, diante do que muitos consideram ser uma instituição eticamente quase imaculada.
Em abril de 2015, a soldada May Fatal, por exemplo, tomou coragem e acusou publicamente o coronel Liran Hajbi de assediá-la por meses. Ele foi rebaixado e dispensado. Mesmo assim, Fatal foi acusada, nas redes sociais, de querer manchar a reputação das Forças Armadas.
"Há os que vão preferir lembrar as medalhas e os prêmios (de Hajbi), mas eu só me lembro de suas ações repulsivas contra mim. Um herói de Israel (...) não está acima da lei", escreveu Fatal no Facebook.
Folha de São Paulo/montedo.com

24 de abril de 2016

Ameaça terrorista põe segurança para os Jogos em alerta

Rio 2016
Agentes de segurança se preparam para operações durante Olimpíada
Na maior operação integrada de segurança já organizada no país, 85 mil agentes serão mobilizados para atuar no Rio durante os Jogos. Do total, cerca de 9,6 mil homens serão cedidos pela Força Nacional, que atuará dentro das instalações esportivas. Nos últimos dias, cresceu a preocupação com atentados terroristas, depois da divulgação de uma ameaça feita por um integrante do Estado Islâmico em novembro, após os ataques que deixaram 137 mortos em Paris.
Há duas semanas, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) confirmou que o francês Maxime Houchard postou em sua conta no Twitter a seguinte mensagem: "Brasil, vocês são nosso próximo alvo". A conta já foi suspensa.
De acordo com Cristiano Barbosa Sampaio, diretor de Operações da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge) – órgão do Ministério da Justiça criado para planejar e coordenar ações de segurança públicas –, a ameaça não alterou a rotina de todas as instituições envolvidas na operação integrada:
– Os riscos de ameaças terroristas nos Jogos Olímpicos são conhecidos desde a candidatura do Rio, sempre existiram. Já havíamos feito um mapeamento e colocado em prática ações para mitigar todos os riscos.
A operação de segurança para os Jogos começa em 3 de maio, com o início em território brasileiro do revezamento da tocha. Foi montando um plano para cada uma das 54 instalações olímpicas, incluindo áreas de treinamento e Vila dos Atletas. Na quarta-feira, no evento-teste do tiro esportivo, 800 militares do Exército participaram da Operação Cardeal IV nas imediações do Centro Olímpico de Tiro, no Complexo Esportivo de Deodoro. Foram montados postos de controle e bloqueio de trânsito na região.
– Em termos de segurança pública, posso dizer que estamos prontos. Os grandes eventos que abrigamos deixou o grande legado da integração entre instituições federais, estaduais e municipais – diz José Mariano Beltrame, secretário estadual de Segurança do Rio.
ZHESPORTES/montedo.com

23 de abril de 2016

Coronel do Exército morre em acidente durante competição de Orientação em SC

O coronel Torrezam durante o percurso, pouco antes do acidente fatal

Rio Negrinho (SC)  - Um coronel do Exército faleceu na tarde deste sábado (23), durante uma etapa do Campeonato Brasileiro de Orientação, realizada no município do norte catarinense. O militar participava do chamado percurso longo, quando caiu em um barranco de pedra, vindo a falecer em função dos traumatismo sofridos.
Itamar Torrezam era um atleta experiente, com quase quarenta anos como orientista. Ele pertencia a arma de Infantaria e estava na reserva desde 2002. Sua ex-esposa, a Major Médica Carla Maria Clausi, é a primeira a comandar uma unidade do Exército. Ela é diretora do Hospital de Guarnição de João Pessoa.
A Confederação Brasileira de Orientação divulgou nota de pesar e confirmou a realização da segunda parte da competição neste domingo, em homenagem ao atleta falecido.

Dilma pretende usar avião da FAB enquanto estiver afastada

Severino Motta
Como Dilma Rousseff manterá algumas prerrogativas de presidente, como a residência oficial e seguranças, ela planeja fazer as viagens pelo Brasil em aviões da FAB.
Se Michel Temer não autorizar o uso das aeronaves, petistas veem mais um argumento para o enredo publicitário do golpe.
Radar On-Line (Veja)/montedo.com

Coerência é tudo!


Que fique claro: não aceito nenhum dos dois.

22 de abril de 2016

Comandante do Exército diz que 1964 foi um erro das Forças Armadas. Ou: como uma 'notícia' mentirosa virou manchete.

No dia do Exército (19), o General Villas Bôas fez uma palestra aos estudantes e professores do UniCEUB (Centro Universitário de Brasília). Tema: "O papel do Exército na vida nacional". Abaixo, o vídeo completo:

Durante uma hora, o Comandante da Força abordou vários assuntos. Em alguns tópicos, prevaleceu o tom professoral das aulas de história militar. Em outros momentos, entretanto, aflorou a vivência militar do 'VB' - como referiu-se a ele um seu ex-instrutor da Aman.
Nas questões relacionadas à Amazônia,  ele questionou a validade da preservação das tradições da cultura indígena, mesmo as mais bárbaras, como a que determina que a índia, ao dar à luz sozinha na mata, dê cabo imediato do recém nascido caso este apresente algum defeito físico, ou mate um dos bebês, no caso de nascerem gêmeos. Foi incisivo e crítico quanto ao papel das ONGs que pululam na selva e também quanto aos interesses nada humanitários de outros países pela região.

"A pergunta que não quer calar"
Mas o foco aqui é outro: ao final da fala do general, como é de costume, foram feitas diversas perguntas e colocações pelos presentes. Entre elogios dos membros da mesa e perguntas sem profundidade, o general pode dar-se ao luxo de 'cometer' uma ou duas piadas sem graça.
Como a plateia não apresentava disposição para tal, o professor João Herculino Lopes Filho fez 'a pergunta que não quer calar' (no vídeo, às 2:00:30). Ele quis saber que análise Villas Bôas faz da conjuntura atual, traçando um comparativo com o período da 'intervenção militar'. Abaixo, na íntegra, a resposta do general:
"O Brasil, da década de trinta até a década de oitenta foi o país do mundo que mais cresceu. Pega ali, Getúlio Vargas - né!- Juscelino e os governos militares. Nas décadas de sessenta,  setenta, oitenta, nós cometemos um erro, nós permitimos que a linha de fratura da Guerra Fria, linha de confrontação, passasse dentro da sociedade brasileira e nos dividisse. E o Brasil, que era um país que vinha com forte sentido de projeto, com ideologia de desenvolvimento, [...] perdeu a coesão, perdeu esse sentido de projeto. Ele 'tá' sem um rumo, uma direção. Nosso País está meio à deriva. São vários os fatores que contribuíram pra que isso acontecesse, mas a verdade é que nos dividimos. Eu conversava isso com o ministro da Defesa, que é do Partido Comunista do Brasil e hoje trabalhamos juntos, absolutamente identificados e temos como convergência os interesses nacionais e nos demos conta - imagina! - ficou o ministro, que era, ele prum lado e eu pro outro, éramos quase inimigos, ou nos considerávamos inimigos. Então vejam que erro que nós cometemos! Nos falta esse sentido de projeto, até porque, nos precisamos de recuperar isso porque não estamos livres de que venha a acontecer uma outra Guerra Fria que venha nos dividir novamente, não nos mesmos parâmetros, não nos mesmos fundamentos ideológicos, mas...vou citar um exemplo: quando a Nicarágua anunciou que ia construir um outro cnal, com apoio da China, houve uma enorme movimentação ambientalista no sentido de que o novo canal ia trazer problemas ambientais. O foco, o centro de poder que orienta esse tipo de coisa, vem 'da onde'? Vem de países que seriam eventualmente prejudicados pela construção do canal. Então, não tenho dúvida que nós podemos sofrer também algo, um processo semelhante que venha a nos dividir novamente. Por isso temos que recuperar a coesão nacional e sentido de projeto, colocar o interesse do País, da Nação, acima de todas essas querelas que dominam o nosso dia a dia hoje. Com relação a 1964, comparar com a data de hoje, houve duas diferenças básicas em 64. Primeiro: era período de Guerra Fria, posições extremadas e ideologizadas. Segundo, que em 1964 o País não contava com instituições amadurecidas, com seu espaço e limite de atuação definidos, cumprindo adequadamente seus papéis. Então, hoje, a grande diferença está aí: o Brasil tem instituições amadurecidas, ele é um País já sofisticado, com sistemas de pesos e contrapesos que dispensam a sociedade de ser tutelada. A partir daí, as Forças Armadas entendem... dois aspectos fundamentais que orientam a nossa atuação. Primeiro é a da legalidade: todo e qualquer emprego das Forças Armadas estará absolutamente condicionado pelos dispositivos legais, desde a constituição, passando pelas leis complementares e assim por diante. Se formos empregados, isso se dará sempre por iniciativa de um dos poderes, como vimos na redação do Artigo 142 da Constituição. Força armada não existe para fiscalizar governo, muito menos para derrubar governo. O segundo fundamento nosso é o de que nós temos como obrigação contribuir para a estabilidade, condição extremamente necessária para que as instituições continuem trabalhando em condições ideais e em nome da sociedade encontrem o caminho para superar essa crise toda que nós estamos vivendo. Nós vimos esta semana, foi uma semana extremamente preocupante, uma série de medidas preventivas foram adotadas por nós e vimos e as coisas transcorreram naturalmente. Os embates na área política e na área judiciária tem sido extremamente acirrados mas as instituições estão funcionando."

Trata-se de uma fala absolutamente equilibrada, de alguém que tem a exata noção do cargo que ocupa e da responsabilidade que carrega. Negritei ali em cima e reproduzo novamente aqui a primeira parte da resposta do general:
"O Brasil, da década de trinta até a década de oitenta foi o país do mundo que mais cresceu. Pega ali, Getúlio Vargas - né!- Juscelino e os governos militares. Nas décadas de sessenta,  setenta, oitenta, nós cometemos um erro, nós permitimos que a linha de fratura da Guerra Fria, linha de confrontação, passasse dentro da sociedade brasileira e nos dividisse.

Atenção!
- O general afirmou que o Brasil foi o país que mais cresceu de 1930 a 1980!
- É óbvio que o 'nós' a que se refere o comandante é o conjunto da sociedade brasileira, não seus governantes!!!

Uma versão vergonhosa
Heloísa Cristaldo, que cobriu o evento para a Agência Brasil, fabricou uma versão vergonhosamente mentirosa dessa fala, no texto que publicou. Confira:
'Villas Bôas disse que a intervenção militar de 1964 foi um erro das Forças Armadas. “O Brasil da década de 30 a 50 foi o país do mundo que mais cresceu, com Getúlio [Vargas], Juscelino [Kubistchek]. Nos governos militares nas décadas de 70 e 80, nós cometemos um erro, nós permitimos que a linha da Guerra Fria nos atingisse e o país que vinha num sentido de progresso, perdeu a coesão”, analisou.'

Nota à margem: a Agência Brasil é um braço da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), portanto, a voz oficial do governo. Adiante.

A escalada da 'verdade' nas manchetes e redes sociais
Foi o que bastou para a 'informação' ganhar manchetes em outros sites, como vemos na colagem aqui ao lado. A 'verdade' foi estampada inclusive no Noticiário de Imprensa (Notimp) da FAB.
A 'notícia' de que o Comandante do Exército admitiu que 1964 foi um erro das Forças Armadas está sendo replicada furiosamente nas redes sociais.

Talleyrand, os Bourbons e os petistas 
(By Reinaldo Azevedo)
 “Eles não aprenderam nada; não esqueceram nada!”

Aluno do Curso de Comandos morre no RJ


Atualização 17h15

Rio de Janeiro (RJ) - Um grupo de alunos do Curso de Ações de Comandos foi atropelado por um trem no final da madrugada desta sexta-feira (22), próximo ao Rio Sahy, na região litorânea de Mangaratiba, 85 km ao norte da capital carioca.
As vítimas foram removidas para o Hospital Central do Exército. O segundo-tenente André Cezar Gonçalves, que servia no 2º Batalhão de Fronteiras, em Cáceres (MT), não resistiu aos ferimentos e morreu.
Os também segundos-tenentes Filipe de Jesus Santos, do 61º Batalhão de Infantaria de Selva, de Cruzeiro do Sul, no Acre, e Glauber Weber Ferreira dos Reis, do 1º Batalhão de Infantaria de Selva – Aeromóvel, de Manaus, estão internados no hospital.
O tenente Jesus teve uma lesão grave em uma das mãos, mas já passou por uma cirurgia e está sendo avaliado pela equipe médica. Já Weber teve apenas um corte superficial na cabeça, e os exames não apresentam nenhuma alteração. Um inquérito policial-militar (IPM) já foi instaurado para apurar as circunstâncias do acidente. (Com informações da Agência Brasil)

Entendendo o Brasil...

Via Facebook (Paulo Teixeira)


21 de abril de 2016

1918: abatido o Barão Vermelho

Em 21 de abril de 1918, foi morto o barão Manfred von Richthofen, o Barão Vermelho. Ele foi o mais conhecido piloto alemão na Primeira Guerra Mundial e sua fama extrapolou as fronteiras da Alemanha.
Nos Estados Unidos, Canadá, Grã-Bretanha e Austrália, ele se tornou conhecido como "The Red Baron" (O Barão Vermelho). A companhia aérea Lufthansa aproveitou durante muito tempo a popularidade do piloto, em suas campanhas publicitárias no mercado norte-americano.
O próprio Manfred von Richthofen contou sua carreira de piloto de caças num livro publicado em 1917. A primeira edição do Der rote Kampfflieger (O piloto de combate vermelho) vendeu mais de 250 mil exemplares em um ano, sendo reeditado várias vezes.
Escrita em estilo altamente arrogante, a biografia ajudou a criar o mito de um grande herói de guerra. Como muitos dos filhos da nobreza da época, Richthofen ingressou no corpo de cadetes imperiais aos dez anos de idade. Posteriormente, tornou-se oficial de cavalaria. A carreira de oficial permitiu-lhe continuar praticando sua maior paixão – a caça.

Prazer em matar
Manfred von Richthofen 1917Com o início da Primeira Guerra Mundial, as Forças Armadas alemãs intensificaram suas atividades de reconhecimento nos territórios inimigos. Von Richthofen pediu transferência para a recém-criada Força Aérea. Logo passou a participar de vôos de reconhecimento e bombardeios. Ele próprio dizia sentir um verdadeiro prazer em liquidar um inimigo.
No início de 1916, o tenente Richthofen passou a receber a formação de piloto de caça. Ele destacou-se por sua agressividade e, em pouco tempo, derrubara 16 aviões franceses e ingleses, o que lhe rendeu a Medalha de Honra ao Mérito, maior condecoração militar do Império Alemão, e o posto de capitão de esquadra. Tratava seus adversários como animais selvagens, e por vezes derrubava até dois ou três caças por dia.


Avião pequeno e ágil

Richthofen foi também um dos primeiros a pilotar um triplano Fokker, que estreou nas frentes de batalha no outono europeu de 1916. Era um avião de caça pequeno, tendo como principal arma sua agilidade e velocidade de decolagem. Em manobras, era impossível colocá-lo em mira, mas, se seguisse um rumo fixo, tornava-se alvo fácil. Foi isso o que provavelmente acabou com Richthofen.
Em 21 de abril de 1918, pouco antes de completar 26 anos, foi atacado pelas costas pelo piloto canadense Roy Brown, enquanto perseguia sua vítima de número 81. Ao mesmo tempo, infantes australianos dispararam do solo suas metralhadoras contra ele. Richthofen foi atingido por um tiro mortal.
Seu corpo foi enterrado com honras militares num pequeno cemitério de soldados no norte da França. Sua mãe de descreveria a morte do piloto como o martírio de um jovem cheio de ideais e heroísmo. Sete anos mais tarde, o cadáver foi exumado a pedido da família e sepultado em Berlim, novamente com honras militares e grande participação popular.
A Força Aérea alemã perdeu 7.700 pilotos na Primeira Guerra Mundial. Réplicas do triplano Fokker (que Von Richthoffen havia mandado pintar de vermelho para provocar seus adversários) estão expostas na maioria dos museus de tecnologia e aviação do mundo. "Manfred von Richthofen" virou nome de esquadras, quartéis, praças e ruas no país.
DW/montedo.com

Imagem do dia



GLOBAL TIMES/montedo.com

Tropas do Exército fazem evento-teste de segurança para a Rio 2016

Da Agência Brasil
Rio de Janeiro - Tropas do Exército participam de blitz na região do Complexo Esportivo de Deodoro, como treino de segurança para os Jogos Olímpicos Rio 2016 (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
É o último treinamento com tropas do Exército nas ruas do Rio antes da Olimpíada Tânia Rêgo/Agência Brasil
Tropas da 1ª Divisão de Exército, baseada em Deodoro, zona oeste do Rio, realizam até domingo (24) a Operação Cardeal IV, que consiste em garantir a segurança na Copa do Mundo de Tiro Esportivo, que está sendo disputada na Vila Militar. Este é o último evento-teste antes dos Jogos Olímpicos e o último treinamento em que haverá tropas do Exército nas ruas.
No Complexo Esportivo de Deodoro, foram realizados, no total, sete eventos-teste em que técnicas de emprego de material especializado, táticas e procedimentos foram sendo aperfeiçoados.
A previsão é que, por dia, mais de mil militares trabalhem com agentes dos demais órgãos de segurança pública no controle das áreas que serão ocupadas no período dos Jogos Olímpicos (de 5 a 21 de agosto) e Paralímpicos (de 7 a 18 de setembro) por atletas, delegações e espectadores.
Segundo o chefe do Estado-Maior da 1° Divisão de Exército, coronel Mário Fernandes, durante a competição, a operação preservará a segurança pública, mas sempre garantindo o direito de ir e vir da sociedade. “Nossa missão é reforçar a segurança pública para que haja preservação do nosso ambiente, e garantir a tranquilidade e estabilidade das vias públicas e áreas comuns durante a execução dos Jogos Olímpico. Durante a competição, haverá cerca de 5.500 homens empenhados nessa tarefa”, disse o coronel.

Ameaça terrorista
Na última quarta-feira (13), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) confirmou a autenticidade de um perfil na internet do francês Maxime Hauchard, integrante do grupo Estado Islâmico, que, em mensagem postada em novembro, disse que o Brasil seria alvo de ataque terrorista. A ameaça foi feita em novembro do ano passado. Para o coronel Fernandes, a situação preocupa, mas não é motivo para desespero.
“Encaramos com preocupação, é claro, mas com muito profissionalismo e confiança no nosso plano de segurança pública. Nosso setor de inteligência já vislumbrava esse tipo de ameaça, mas está amplamente preparado para quaisquer eventos que possam ocorrer, inclusive com a identificação desses vetores antes que eles possam agir dentro do nosso território”, acrescentou Fernandes.
Durante a Operação Cardeal IV, além do aumento significativo de patrulhas no local, ainda é possível contar com um monitoramento silencioso, escondido por trás das câmeras. São três centros de operações que, com imagens em tempo real, acompanham toda a movimentação nas áreas de provas. Das salas, os militares podem identificar uma ação suspeita e deslocar a equipe mais próxima ou a mais indicada para atuar no caso.
Fernandes considera isso um legado para a cidade. “São melhorias para os moradores aqui da região de Deodoro e da Vila Militar, já que o Centro de Operações, por exemplo, continuará atuando diariamente mesmo após as Olimpíadas. Aliás, isso só será intensificado, já que, durante os Jogos, teremos 80 câmeras de monitoramento, e depois aumentaremos para 120. Sem mencionar as instalações esportivas que foram feitas por aqui, o tratamento dos rios da região, melhorias no saneamento público etc.”
Os Jogos Olímpicos Rio 2016 serão realizados entre os dias 5 a 21 de agosto, com mais de 10 mil atletas de 206 países diferentes. Em 17 dias, serão disputadas 306 provas com distribuição de medalhas. Nos Jogos Paralímpicos, de 7 a 18 de setembro, serão mais de 4 mil atletas de 176 países. Em 11 dias de disputa, haverá 528 provas com direito a medalhas de ouro, prata e bronze.
Edição: Nádia Franco
EBC/montedo.com

Brasil que dá certo: a Embraer entrega 44 aviões no 1º trimestre de 2016

Apresentação_KC-390_(15414135738)
Carlos Cardoso
De vez em quando somos acusados de negativismo, e sendo honesto há um fundo de verdade. Negativismo vende. Se eu fizer um vídeo explicando o básico de mecânica orbital terem 300 views, se fizer um vídeo falando tudo que acho do Nando Moura, garanto uns 500 mil. Só não faço porque pra isso precisarei descobrir quem é Nando Moura.
Na atual conjuntura, é essencial dar ao povo um pouco de esperança, ainda bem que aquela ínfima parcela do Brasil que funciona fez sua parte. Falo da Embraer, uma empresa tão competente que conseguiu ser bem-sucedida mesmo quando era estatal. Ela está passando por uns perrengues, o dinheiro do governo prometido para o projeto do KC-390 está enrolado, o dólar que é bom para a exportação também é péssimo para os componentes importados e a instabilidade do país torna contratos temerosos para novos clientes.
Mesmo assim o pessoal de São José dos Campos está fazendo bonito. No primeiro trimestre entregaram nada menos que 44 aviões, 21 para aviação comercial e 23 para aviação executiva. Um aumento de 37,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Em pedidos firmes ainda a entregar são nada menos que 492 aeronaves.
Incluindo o ER-195E2, o E-Jet que só a Azul encomendou 30 unidades com mais 20 opcionais, num total de US$ 3,2 bilhões. Imagina a cara do vendedor calculando a comissão.
embraer-195-e2
Curiosamente não há no relatório menção a aeronaves do segmento de defesa. Provavelmente os clientes que compram Super Tucanos são tímidos.
MeioBit/montedo.com

19 de abril de 2016

Blog em recesso

Pessoal, estou indo me despedir de um grande Amigo. Volto assim que a tristeza deixar.
Fiquemos todos com Deus.

Exército abre primeiro concurso para ingresso de mulheres na carreira militar bélica

Caline Galvão
Pela primeira vez, o sexo feminino entra na Linha do Ensino Militar Bélico do Exército Brasileiro. As mulheres agora, a partir dos concursos que serão realizados em 2016, poderão ingressar na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e no Centro de Instrução de Aviação do Exército (CI Av Ex). Elas, que já participam da Escola de Sargentos de Logística (EsSLog) nas áreas de saúde, música e intendência, poderão atuar na EsSLog agora nas áreas de manutenção de armamento, manutenção de viatura auto, manutenção de comunicações , topografia e mecânico operador.
De acordo com o Centro de Comunicação Social do Exército, embora inicialmente a oportunidade seja para trabalhar na logística da área bélica, a mobilidade geográfica, a disponibilidade e a preocupação com o vigor físico estarão presentes nas mulheres que atuarão na área. Além disso, elas participarão de atividades em campanha e conviverão com os riscos da profissão.
A tenente Thaynan de Assis Marinho, que atua como dentista no posto médico da 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira, Brigada Ricardo Franco, em Corumbá, é totalmente favorável ao ingresso de mulheres na carreira bélica do Exército. “É lógico que as mulheres que vão ingressar não serão mulheres tão sensíveis, elas terão perfil diferenciado. É uma mulher que terá condicionamento físico e emocional exemplar, elas vão entrar com essa cobrança, de serem mulheres diferentes, mas ainda assim mulheres, vão usar maquiagem, vão se portar como mulheres, mas elas são extremamente capacitadas e vão passar por testes de esforço físico, além do exame intelectual. O Exército tem se preparado para esse momento já há alguns anos, acredito que os instrutores que vão lidar com essas meninas já estarão preparados para receber e amparar a chegada dessa novidade”, afirmou a tenente ao Diário Corumbaense.
Militar de carreira, Thaynan já participou de missão no Haiti, durante seis meses, onde atuou na sua profissão, auxiliando os militares brasileiros e participando de ações cívico-sociais. Formada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em odontologia e em odontopediatria, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), logo que saiu da especialização ingressou no Exército. No final de 2014, foi ao Haiti e afirmou ter sido uma experiência “maravilhosa”. “É uma experiência ímpar de crescimento pessoal, profissional, e principalmente humanitário porque você lida diretamente todos os dias com a miséria generalizada, é muito diferente do que o que a gente está acostumada a ver aqui”, relatou.
“A mulher dentro das missões no exterior tem papel de desafio. Estar dentro de um batalhão, fora de seu País, como mulher, é um desafio por conta da dificuldade de se manter a posição profissional. Muitas vezes, eles ainda têm um pouco de dificuldade em relação a esse posicionamento da mulher no meio da tropa, isso ainda gera um pouco de conflito. Mas, minha experiência foi maravilhosa, eles nos respeitam muito e, com o passar do tempo, a mulher tem mostrado que é sim capacitada para estar dentro da tropa”, afirmou a tenente Thaynan de Assis Marinho.
Militar temporária, a sargento Kellyn Cristina Pereira atua na área técnica como nutricionista, na Brigada Ricardo Franco. Natural de Campo Grande, ingressou na carreira militar em 2014. “Meu pai é militar, então sempre tive a visão do militarismo dentro de casa, sempre estudei em colégio militar, por isso sempre gostei dessa área. A primeira vez que teve concurso para oficial do Exército para carreira na área foi no ano passado, eu fiz porque é o meu objetivo e sempre gostei disso”, contou.
Kellyn acredita que hoje o Exército está começando a ver a eficiência das mulheres dentro das Forças Armadas. “Eu acredito que com a modernização, não há tantas barreiras a serem derrubadas pelas mulheres no Exército. O Exército está iniciando esse ingresso recentemente, mas na Marinha e na Aeronáutica, as mulheres atuam faz tempo, acredito que eles entram em contato com as outras Forças e acabam vendo que é eficiente a mulher no Exército”, opinou a sargento.
Técnica em enfermagem, a sargento Patrícia Souza segue carreira militar desde 2013. Influenciada pelos parentes militares, desde criança sempre admirou o setor de saúde do militarismo. “Pesquisando pelas áreas militares, bombeiros, Aeronáutica, Marinha, eu me apaixonei pelo Exército. A mulher desde muitos anos sempre foi vista como o sexo frágil e no Exército é a oportunidade de a gente mostrar que de frágil a gente não tem nada, a gente é capaz de muita coisa, essa á a barreira que ainda tem que derrubar”, afirmou Patrícia.

Opções de concursos abertos em 2016 para ingresso de mulheres na carreira militar
Neste ano de 2016, há várias opções de concurso para o sexo feminino com vistas à matrícula nos cursos em 2017. Para a Escola de Formação Complementar do Exército, em Salvador/BA (EsFCEx), há vagas para mulheres formadas em Ciências Contábeis, Direito, Informática, Enfermagem e Veterinária. Para participar, a interessada deve ser brasileira nata, ter formação superior, ser registrada no órgão fiscalizador da profissão, possuir no máximo 36 anos, referenciados a 31 de dezembro do ano de sua matrícula. O concurso para o setor está dividido em quatro fases. Na primeira, haverá prova escrita com quatro questões. Na segunda e terceira fases, haverá inspeção de saúde e exame de aptidão física, respectivamente. A quarta fase é a comprovação dos requisitos biográficos e revisão médica. A militar começará no cargo de tenente, podendo chegar a coronel. A previsão para abertura de inscrições é entre junho e agosto.
Para o concurso de ingresso na Escola de Sargentos de Logística, no RJ (EsSlog) e para o Centro de Instrução de Aviação do Exército, em Taubaté-SP (CIAvEx), a exigência educacional é de Ensino Médio completo e ter idade de 17 a 24 ou 26 anos. No entanto, para as áreas de saúde e música, a mulher deve ter curso técnico em Enfermagem, concluído até a data da matrícula, e ter habilidade musical, para as respectivas áreas. Para esse concurso, a interessada poderá atuar também nas áreas de Intendência, Manutenção de Armamento, Mecânico Operador, Manutenção de Viatura Auto, Manutenção Comunicações, Topografia e Manutenção de Aviação do Exército. A prova também será em quatro fases. A primeira é o exame intelectual, a segunda é a comprovação dos requisitos biográficos, depois inspeção de saúde e exame de aptidão física. As militares que passarem no concurso ingressam como 3º sargento, podendo chegar a capitão. As inscrições devem ser abertas entre maio e julho.
Haverá também concurso para mulheres ingressarem na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), onde ficarão por um ano para posteriormente ingressarem na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em Resende/RJ, onde permanecerão por quatro anos, a fim de atuarem nas áreas de Intendência e Material Bélico. Os requisitos são: ser brasileira nata, ter concluído o ensino médio até a data de matrícula, possuir idade mínima de 17 anos e máxima de 22, completados até 31 de dezembro do ano da matrícula; deve ter no mínimo 1,55m de altura, possuir aptidão física e idoneidade moral que a recomendem ao ingresso na carreira de oficial do exército Brasileiro. Durante o concurso, a candidata passará por exame intelectual, haverá comprovação dos requisitos biográficos pelas candidatas, passará por inspeção de saúde e exame de aptidão física. A mulher entra no quadro de militares do Exército como tenente, podendo chegar a general de exército. A previsão é que as inscrições para o concurso sejam abertas entre maio e julho.
A mulher que quiser ingressar na Escola de Saúde do Exército, no Rio de Janeiro (EsSEx), para atuar nas áreas de Medicina, Odontologia ou Farmácia, precisa ser brasileira nata, ter concluído com aproveitamento , em instituição de ensino superior, curso referente à área de atuação; possuir curso referente a uma das especialidades destinadas a matrícula no CFO do Serviço de Saúde e estar registrada no órgão fiscalizador da profissão a que concorre; possuir idade máxima de 36 anos, completados até 31 de dezembro do ano da matrícula. No concurso, a candidata passará por exame intelectual, inspeção de saúde, exame de aptidão física, revisão médica e comprovação dos requisitos biográficos exigidos às candidatas. A concursada ingressa na carreira como tenente, podendo chegar a general de divisão. As inscrições devem ser abertas entre julho e agosto.
Para o Instituto Militar de Engenharia (IME), no Rio de Janeiro, há vagas para nascidas entre 1º de janeiro de 1995 e 31 de dezembro de 2000. É necessário ter o Ensino Médio concluído. Para esse concurso, a previsão de inscrição é entre julho e setembro, são cinco anos de formação no IME. Para todas as áreas pretendidas, a concursada terá plano de carreira definido, sistema de saúde próprio, sistema previdenciário diferenciado, residências funcionais conforme disponibilidade, cursos de especialização e extensão e oportunidades de missões no exterior.
DIÁRIO Corumbaense/montedo.com