22 de janeiro de 2010

HAITI: "TROPA DE OCUPAÇÃO" ENTREGA ORFANATO CONSTRUÍDO COM DOAÇÕES DOS MILITARES



Militares brasileiros entregam mantimentos para o recém inaugurado orfanato de Blessing Handno
Foto: Francisco de Assis/Especial para Terra

"Graças aos brasileiros essas crianças vão ter a oportunidade de serem educadas. É o que eles podem levar daqui"[ ]. Foram eles que nos deram essa condição de vida. Essas crianças são o futuro do Haiti."

Francisco de Assis
Enviado especial a Porto Príncipe
Pelas estradas mal conservadas do subúrbio de Porto Príncipe, no Haiti, até mesmo os veículos mais possantes acabam em situações desconfortáveis. Chegar ao distrito de Croix Boquets, um entre tantos municípios haitianos tomados pela pobreza, chega a ser uma aventura. Neste cenário, a reportagem do Terra encontra o orfanato de Blessing Hand, a primeira obra inaugurada no país após o terremoto do último dia 12 de janeiro, uma iniciativa dos militares brasileiros que fazem parte da missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU).
"Somos abençoados por Deus. É impossível acreditar que algo tão bom tenha acontecido com a gente no meio desta catástrofe", diz Sanon Suze, a diretora do internato. "Vivíamos em um lugar escuro, que cheirava mal e não havia lugares para que as crianças brincassem. Todos os dias tínhamos problemas porque ninguém gostava de lá, mas não tínhamos outra opção", afirma a voluntária haitiana que é tida como a mãe de 32 órfãos.
"Ela me trata muito bem. Cuida de nós e nos ensina muitas coisas", afirma Milta Noel, 12 anos. "Gosto daqui. As camas são novas e tem espaço para correr pelo pátio." O local está construído em uma área pobre, onde muitas famílias vivem em condições precárias. As paredes brancas, com o desenho dos personagens da Turma da Mônica, dão alegria ao ambiente cercado por construções de barro.
Por lá um simples tijolo ainda é muito raro, fato que faz com que a Blessing Hand seja o orgulho da comunidade. "Gosto muito de estudar. Tenho vontade de aprender muitas coisas", diz Noel. "Os professores me tratam bem e eu não quero parar de ir à escola."
Parte das crianças que estão no orfanato foi abandonada pelos pais no Haiti. "Quero ser engenheiro", diz Paul Carlins, 10 anos. "Vou construir muitas casas quando for grande." Uma influência deixada pelos brasileiros que, sensibilizados pela falta de estrutura do antigo local, tiraram o dinheiro do próprio bolso para criar um lar para as crianças.
"Ao longo do nosso trabalho, descobrimos estas crianças jogadas em um lugar mal conservado. Como estamos longe de casa, longe das nossas mulheres, com saudade dos nossos filhos, ficamos sensibilizados com essas crianças", afirma o tenente Sérgio Luiz Marques. "Foi daí que surgiu a ideia de fazer uma casa nova para elas. Sem dinheiro, a solução que encontramos foi arrecadar fundos com doações dentro do próprio quartel."
Ao todo, foram necessários 30 dias para a construção. A obra custou cerca de US$ 30 mil. "Isso aqui tudo era uma plantação de mamona antes. É uma obra que já tinha sido iniciada antes do terremoto e que agora está pronta", afirma o militar. "Tínhamos que ser rápidos porque queríamos ver o orfanato pronto antes de voltarmos ao Brasil. Parte do pelotão regressa no início do mês."
"Gosto muito deles (soldados brasileiros) porque eles brincam com a gente e estão aqui todos os dias", afirma Laciin Osmeli, vestida com uma camisa do Brasil. "Eles pagam a nossa escola, nos dão comida e compram o nosso material escolar. Tratam a gente com amor", diz Eli François.
Um gesto que longe dos holofotes retrata o motivo pelo qual os brasileiros são tão queridos entre o povo haitiano. "Graças aos brasileiros essas crianças vão ter a oportunidade de serem educadas. É o que eles podem levar daqui", afirma Sanon Suze. "Foram eles que nos deram essa condição de vida. Essas crianças são o futuro do Haiti."
Leia mais.
TERRA

Comento: Essa é a argamassa de que são feitos os Soldados do Brasil! Poderiam ater-se ao cumprimento de sua missão e já estaria muito bom. Mas foram muito além, fazendo o que a maioria dos difamadores, que insistem em chamar a MINUSTAH de Força de Ocupação, não faz.
Anônimos, solidários e eficientes, um pequeno grupo de militares atuou na contramão da tal "autodeterminação dos povos", defendida pela corja de ongueiros e ativistas que voeja como urubus sobre carniça em torno da desgraça haitiana. Esses soldados fizeram a parte deles. Quando esses hipócritas deixarão a retórica de lado e farão a sua?

FAZ DE CONTA: SUECOS E AMERICANOS NÃO DESISTEM! FRANCESES NADAM DE BRAÇADA!

Últimas apostas para vender caças

Franceses, suecos e americanos adotam novas estratégias de convencimento
De Leila Suwwan:
Com o fim da avaliação técnica, as três finalistas da concorrência brasileira para a compra de 36 caças que serão usados pela Força Aérea Brasileira (FAB) adotaram neste ano novas estratégias para tentar influenciar a decisão política do governo, que já anunciou sua preferência pelo Rafale, da francesa Dassault. A Boeing, segunda colocada na avaliação da FAB e escolha mais improvável do governo, prometeu incluir a Embraer no desenvolvimento da nova geração dos caças F-18.
Os suecos, que oferecem o Gripen NG da Saab e contam com a preferência da Aeronáutica, mantêm contatos com empresas brasileiras e enviarão seu chanceler ao país em fevereiro. \
Os franceses, mais discretos, preferem os contatos diretos entre governos, mas começam a reagir à onda de críticas quanto ao preço de seu caça, único problema que ameaça sua vantagem aos olhos do governo.
O valor unitário do Rafale, dentro do pacote de especificações brasileiras, é desconhecido. A Dassault apenas repete, há meses, que o preço oferecido ao Brasil é compatível com o cobrado da Força Aérea francesa.
Segundo a Dassault, "preço compatível" é o termo usado pelo presidente Nicolas Sarkozy em carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após o 7 de Setembro, quando os dois anunciaram a negociação direta para a compra dos Rafales. O Brasil pressiona pela redução do valor. A Boeing sustenta que o SuperHornet é cerca de 40% mais barato. A Saab estima que o Gripen NG é algo entre a metade ou um terço do preço francês. Ambas se baseiam em consistências de outros países.
A FAB nunca mencionou valores, e a estimativa preliminar, há um ano, era de um investimento total de US$ 2 bilhões, cifra reconhecidamente insuficiente para bancar a parceria com a França. Hoje, a avaliação geral é a de que o negócio pode chegar a US$ 5 bilhões. O governo brasileiro deve pagar uma entrada de cerca de 20%, e o restante será financiado. O único governo que não oferece o empréstimo é o dos EUA, o que a Boeing reconhece como uma fraqueza. Leia mais em O Globo

21 de janeiro de 2010

ADEUS!



"A morte traz dor e lágrimas. Neste caso, nos motiva a nos prepararmos para reverenciar a memória destes nossos heróis”, disse na tarde de hoje (21) o arcebispo do Exército, dom Osvino José Borth, durante a cerimônia em homenagem aos 18 militares mortos no terremoto que devastou o Haiti no último dia 12. Quando a Banda Militar executou o Hino Nacional, na Base Aérea de Brasília, familiares e amigos das vítimas do tremor de terra foram tomados pela emoção, a exemplo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.Além de Lula, o vice-presidente José Alencar e os presidentes do Congresso Nacional, José Sarney, da Câmara dos Deputados, Michel Temer, e do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, participaram da cerimônia. A maioria dos ministros também esteve na solenidade.Os 18 caixões foram cobertos por bandeiras do Brasil durante a solenidade de entrega das honrarias póstumas aos militares. Grande parte das quase 200 pessoas que foram prestar as últimas homenagens aos soldados e oficiais mortos no Haiti vestiam roupas pretas. Outras usavam camisetas com fotos das vítimas do terremoto.
Celi França Zanin, mulher de João Eliseu Zanin, promovido post mortem a general, disse se orgulhar de seu marido, que havia ido ao Haiti pela primeira vez. “Ele foi com muita alegria para lá. Nos falamos quando ele chegou no Haiti. O último e-mail que ele me enviou foi às 16h47 do dia 12 [três minutos antes do terremoto].”
Assim como Celi, o tenente Geraldo Luiz Mário lembrou do sobrinho, o militar Bruno Ribeiro Mário, 26 anos, promovido post mortem a capitão do Exército, durante a solenidade. “O Bruno será sempre lembrado com um cara extremamente alegre e muito amado por todos. Ele cumpriu a sua missão e, com certeza, sempre iremos nos orgulhar dele.”
Antes da cerimônia oficial, os familiares e amigos tiveram um momento reservado para se despedir das vítimas do terremoto. Os corpos serão traslados por cinco aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) para as cidades onde serão sepultados.
Edição: João Carlos Rodrigues
Agência Brasil

ABAFAR, O FILME! BREVE, NUM CINEMA PERTO DE VOCÊ!


Do blog do Noblat

HAITI: JOBIM QUER DOBRAR O EFETIVO DE MILITARES NA MISSÃO

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, solicitou ontem (20) ao Congresso Nacional autorização para dobrar o efetivo brasileiro no Haiti, de 1.300 para 2.600 militares. O pedido atende a uma solicitação da ONU.
O MD pretende enviar de imediato 900 homens e formar  uma reserva de  outros 400.

HAITI: AMERICANOS GARANTEM QUE NÃO QUEREM ASSUMIR COMANDO DA MINUSTAH

O secretário de Estado adjunto dos Estados Unidos para a América Latina, Arturo Valenzuela, disse hoje que seu país não quer assumir o controle da missão de estabilização da ONU no Haiti (Minustah), atualmente cordenada pelo Brasil.
Os "capacetes azuis" no Haiti "têm a responsabilidade da segurança. Os EUA vão fornecer o maior apoio possível, mas não vão tirar da ONU este papel", garantiu, em discurso perante embaixadores de países da América.
Valenzuela disse ainda que as tropas americanas deslocadas ao Haiti estão focadas nas ajudas humanitárias, e pediu aos demais países que aumentem seus efetivos para ajudar na reconstrução do país caribenho e reforçar a Minustah.
As palavras vieram depois que o Conselho de Segurança da ONU aprovou o envio ao Haiti de outros 3.500 militares e policiais. O novo contingente vai se somar, durante seis meses, aos 9.000 homens que já estão no país.
Pouco antes, o Governo brasileiro tinha solicitado ao Senado a autorização para o envio de outros 800 soldados, que se juntariam aos 1.266 brasileiros que já trabalham no Haiti.
Participam da Minustah, além dos brasileiros, militares de 18 países e policiais de outros 41. Entre os parceiros estão Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, China, Colômbia, El Salvador, Espanha, EUA, Equador, França, Guatemala, Peru e Uruguai.
EFE

HAITI: FORÇAS ARMADAS HOMENAGEIAM SEUS MORTOS


Os  militares mortos no Haiti receberão as homenagens póstumas na Base Aérea de Brasília, às 16:00 horas de hoje. Depois da cerimônia, haverá o traslado dos corpos dos militares, em aeronaves da Força Aérea Brasileira, para serem sepultados nas seguintes cidades:
        - Rio de Janeiro (Coronel Emilio Carlos Torres dos Santos);
        - São Paulo – SP (Coronel João Eliseu Souza Zanin);
        - Niterói – RJ (Tenente-Coronel Marcus Vinicius Macêdo Cysneiros);
        - Brasília – DF (Major Adolfo Francisco Adolfo Vianna Martins Filho);
        - Santa Maria – RS (Tenente Bruno Ribeiro Mario);
        - Patos de Minas – MG (Subtenente Raniel Batista de Camargos);
        - Lorena – SP (2º Sargento Davi Ramos de Lima, os Cabos Douglas Pedrotti    Neckel e Washington Luis de Souza Seraphin, e o Soldado Felipe Gonçalves Julio);

Medalha do Pacificador com Palma
Os  militares serão condecorados com a Medalha do Pacificador com Palma (post mortem), concedida aos militares brasileiros que, em tempo de paz, no exercício de suas funções ou   no   cumprimento   de   missões   de   caráter   militar,   tenham   se   distinguido   por   atos   pessoais   de abnegação, coragem e bravura, com risco de vida.

Promoção post mortem
Os militares serão promovidos ao posto ou graduação imediatos, por terem falecido no cumprimento da missão. A promoção é concedida ao militar que vier a falecer   em   conseqüência   de   ferimentos   recebidos   em   campanha   ou   na   manutenção   da   ordem pública, ou em virtude de acidente em serviço.

20 de janeiro de 2010

HAITI: CORPOS DOS MILITARES FALECIDOS CHEGAM À BRASÍLIA


ATUALIZAÇÃO 20:20h
O Hércules C-130 da Força Aérea Brasileira que transporta os corpos dos 17 militares brasileiros mortos no terremoto no Haiti, na última terça-feira, chegou a Brasília por volta das 20h07min desta quarta-feira. O voo havia deixado Manaus, onde os corpos foram embalsamados, no final da tarde.
Segundo nota divulgada pelos Comandos do Exército e da Aeronáutica, os corpos permanecerão na Base Aérea da capital federal, onde serão velados em câmara ardente, na forma do que está previsto no cerimonial militar, até a chegada dos familiares. Eles terão acesso exclusivo ao local onde estarão as urnas, até a tarde de amanhã.
Uma cerimônia em homenagem aos militares será realizada na tarde desta quinta-feira, a partir das 16h, na Base Aérea de Brasília.
A previsão inicial era de que os corpos chegariam na manhã de hoje (20) à capital brasileira, porém o avião fez um pouso técnico em Manaus para completar os trabalhos de medicina legal que não puderam ser executados no Haiti, em relação à conservação dos corpos.Na saída de Porto Príncipe, antes do embarque, foi feita uma homenagem aos militares na base de logística da Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah), com toque de silêncio em homenagem às vítimas. Também está prevista uma cerimônia de homenagem póstuma na base aérea de Brasília quando os corpos chegarem.
Os militares serviam à Minustah, que é comandada pelo Brasil, no trabalho de reconstrução do país que já passava por problemas institucionais e sofreu com dois furacões em 2008. Hoje (20) foi encontrado o último corpo de soldado que estava desaparecido, totalizando 18 militares mortos no terremoto. Ainda não há informações sobre quando este último corpo chegará ao Brasil.
AGÊNCIA BRASIL/ZH

HAITI: BASE DO BRASIL NÃO É ABALADA COM NOVO TERREMOTO

LEANDRA FELIPE
Rádio Nacional
Apesar do susto, ninguém ficou ferido e não houve estragos na Base Militar brasileira General Bacelar,  após o novo terremoto que atingiu o Haiti no começo da manhã de hoje (20).  A informação foi dada pelo primeiro-tenente da Força Aérea Brasileira (FAB) , Luiz Cláudio Ferreira. No momento do novo tremor, registrado por volta das 6h em Porto Príncipe, capital do Haiti (9h em Brasília), ele estava no hospital de campanha montado ao lado da base.
“Foi uma sensação muito ruim, uma sensação péssima,  parecia que a gente estava numa gangorra. A impressão é de que a gente não tem para onde correr. Mas está todo mundo bem aqui na base brasileira onde estou, no hospital de campanha. Aqui não teve nenhum efeito maior”, contou o primeiro-tenente.
Luiz Cláudio informou também que não há registro de feridos em decorrência do novo abalo sísmico em Porto Príncipe porque as tropas militares ainda iriam começar a patrulha de rotina. “O terremoto aconteceu muito cedo e as tropas ainda não haviam saído para o centro da capital”, explicou.
O tenente não soube precisar quanto tempo durou o tremor, que atingiu 6,1 de magnitude na escala Ricther. “Eu acho que o tremor deve ter durado uns 10 segundos, mas pareceu ter sido de horas para nós que estamos aqui”, concluiu.

HAITI: LOCALIZADO CORPO DO DÉCIMO OITAVO MILITAR

O Comando do Exército identificou o corpo do Major MÁRCIO GUIMARÃES   MARTINS, décimo oitavo militar brasileiro morto durante o terremoto no Haiti.
O   Major  GUIMARÃES  servia  na  Brigada  de  Infantaria  Paraquedista,  e desempenhava a função de Oficial de Estado-Maior do Batalhão de Infantaria de Força de Pazdo Haiti (BRABATT).

HAITI: FORÇA DE PAZ HOMENAGEIA COMPANHEIROS MORTOS



Marcello Casal Jr./Abr
A Força de Paz do Brasil no Haiti fez ontem (19) à noite uma cerimônia em homenagem aos militares mortos no terremoto do dia 12 de janeiro. Foi durante o embarque dos corpos de 17 integrantes do Exército brasileiro.

Os corpos dos soldados devem desembarcar agora de manhã na Base Aérea de Brasília. A previsão era de que fosse feita uma escala técnica na Base Aérea de Boa Vista para reabastecimento do avião Hércules que transporta as urnas.
Participaram da cerimônia o representante especial do secretário-geral das Nações Unidas, Edmond Moulet, o comandante militar da missão da ONU, general brasileiro Floriano Peixoto, e o embaixador do Brasil no Haiti, Igor Kipman, entre outras autoridades.
Um militar brasileiro permanece desaparecido em Porto Príncipe.

HAITI: GENERAL FLORIANO PEIXOTO NEGA AUMENTO DA VIOLÊNCIA

O comandante militar da Missão de Estabilização da ONU para o Haiti (Minustah), o general brasileiro Floriano Peixoto, negou nesta terça-feira que a insegurança esteja aumentando no país, arrasado na semana passada por um violento terremoto que deixou pelo menos 75 mil mortos.
"Não vejo indícios que me levem a crer que a situação esteja se deteriorando ndo ponto de vista da segurança", declarou Peixoto em entrevista coletiva organizada na sede da Minustah, em Porto Príncipe.
"É verdade que vimos tumultos isolados, mas a situação não é muito diferente do que era antes do terremoto. Não acho que a insegurança esteja aumentando", insistiu o general.
"De fato, vários marginais que estavam presos fugiram, mas temos ordens para prendê-los. Sabemos quem são e onde atuam, e nossa capacidade militar é muito maior que a de qualquer grupo armado", afirmou.
"As atividades de ajuda humanitária estão transcorrendo em total normalidade", apesar dos rumores sobre "a fuga de vários presos de uma penitenciária de Porto Príncipe", declarou, por sua vez, o embaixador brasileiro no Haiti, Igor Kipman.
O general Peixoto informou que a presença das tropas da Minustah será reforçada nas ruas de Porto Príncipe para ajudar a organizar as operações de distribuição de água e alimentos.
O Brasil, que mantém 1.300 militares na ilha caribenha, comanda a Minustah, formada por 11 mil soldados de 17 países diferentes, a maioria latino-americanos.
AFP

PORTA-AVIÕES LEVARÁ MÉDICOS DAS FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS AO HAITI

O porta-aviões Cavour, com cerca de 800 militares a bordo, está deixando a Itália para levar ajuda à população do Haiti, ao mesmo tempo em que um terceiro voo humanitário partiu do país, anunciaram nesta terça-feira as autoridades italianas.
Segundo um porta-voz do ministério da Defesa, o Cavour partirá à noite para a missão, com 800 militares a bordo e seis helicópteros.
O Cavour fará uma breve escala no Brasil para permitir o embarque do pessoal médico das Forças Armadas brasileiras, informou o ministério.
A itália também anunciou para a manhã um voo com ajuda humanitária num valor total de 620.000 euros.
Este auxílio compreende, principalmente, remédios, cobertores, barracas para as famílias, utensílios de cozinha, purificadores de água, assim como contêineres de água, biscoitos e produtos de higiene.
AFP

19 de janeiro de 2010

FAZ DE CONTA: FINALMENTE!

 Finalmente. Conforme este blog já havia denunciado em 11 de janeiro, no post RAFALE, O CAÇA QUE SÓ LULA QUER! POR QUÊ SERÁ? o jornalista Reinaldo Azevedo questiona a suspeitissima compra dos caças franceses pelo Governo Lula.
 
A NEGOCIATA COM OS RAFALES: EIS O GRANDE ESCÂNDALO

Reinaldo Azevedo

Não fosse essa espécie de abdução coletiva a que estamos todos submetidos, com “O Cara” deitando e rolando sobre as instituição — e a moralidade pública — , o caso dos caças Rafale seria tratado como aquilo que é: UM ESCÂNDALO, talvez o maior do governo Lula. Não é assim porque eu quero. É assim porque é. A Índia abriu uma concorrência internacional para a compra — ATENÇÃO!!! — de 126 caças. Valor que se dispõe a pagar a Força Aérea Indiana: US$ 10 bilhões. Seis modelos participaram da primeira rodada de seleção: os americanos F 18 e F 16, o Eurofighter Typhoon, o  russo MiG 35, o sueco Gripen NG e o Rafale. Só um caça foi descartado no começo da disputa: o Rafale. Justificativa: não cumpria os requisitos mínimos de desempenho técnico exigidos pela Força Aérea Indiana.
Como vocês sabem, o Rafale é o caça que Lula decidiu comprar ao arrepio da recomendação da Aeronáutica, que é quem entende da área no Brasil. Lula, o Homem com o Isopor na Cabeça, é especialista em outros assuntos. Muitos indagarão: “Mas o escândalo está em ter a Força Aérea da Índia rejeitado o Rafale, que Lula quer comprar?” Não! Já contei onde está. É que a abdução em curso está nos impedindo de ver as coisas com a rapidez necessária. Já chego lá. Antes, algumas outras considerações. Ah, sim: depois de ler este post, você pode obter mais detalhes na concorrência indiana no site India Defence. Sigamos.
Enquanto o Rafale esteva na concorrência, Nicolas Sarkozy, o comelô de aviões e marido de Carla Bruni, fez o mesmíssimo lobby que vem fazendo no Brasil. A diferença é que, na Índia, a avaliação é realmente técnica. Por lá, não basta apenas adular o imperador absolutista, dispensar-lhe rapapés, elegê-lo “o homem do ano”, para embolsar alguns bilhões. Desde o começo da concorrência, informam os sites indianos que trataram do assunto, o Rafale era considerado a pior alternativa entre — atenção! — SETE MODELOS.
A chamada grande imprensa, que a canalha petralha acusa de ser “antigovernista” (podem rolar de rir), se interessou pelo assunto? Que eu tenha achado, só o Estadão Online publicou um despacho da Reuters no dia 16 de abril de ano passado. Depois o assunto sumiu. Como vocês sabem, a Força Aérea Brasileira também não quer o Rafale. Entre os três caças que avaliou, preferiu o sueco Gripen NG. Em segundo lugar, ficou o F-18. Em último, o avião francês. Como reagiu o governo do Homem do Ano do Le Monde? Considerou a hipótese de punir o que chamou de “vazamento” do relatório. Onde já se viu a Aeronáutica ficar se metendo com caças?
Celso Amorim, um gigante da filosofia, ainda maior por dentro do que por fora, deu-se a especulações metafísicas: “Às vezes, o barato sai caro”. Samuel Pinheiro Guimarães, o chefe da banda antiamericana do governo e da Sealopra, indagou se a gente compra um carro só pensando no preço… A mediocridade dessa gente é espantosa, especialmente quando tenta mimetizar Lula nas suas filosofadas e metáforas. O que, nele, aspira a um saber popular revela-se pelo que é na boca dos doutores: BOÇALIDADE PURA E SIMPLES.
E o escândalo, além do fato de que Lula anunciou o vitorioso quando a avaliação estava em curso??? Vamos lá. A Dassault, que fabrica os Rafales, se ofereceu para vender 126 caças à Índia por US$ 10 bilhões. Preço médio de cada avião: US$ 79.365.079,36. O Brasil está disposto a pagar R$ 10 bilhões por 36 aviões — ou US$ 5.681.818.181. Dividindo-se esse valor em dólar pelo número de aparelhos, chega-se ao custo unitário: US$ 157.828.282,82. Cada Rafale para o Brasil custa mais do que o dobro do que custaria para a Índia. Atenção: ESTAMOS FALANDO DO MESMO MODELO DE AVIÃO E DE CONCORRÊNCIAS FEITAS AO MESMO TEMPO.
Agora entendo o que o sr. Samuel Pinheiro Guimarães quer dizer quando afirma que a gente não compra um carro só pelo preço. No caso, parece que se compra também para agradar o fornecedor, não é mesmo? Que, sei lá, se não tiver o coração tão duro quanto o do faraó, dá ao menos um chaveiro de presente ao comprador. Já quanto a Amorim, o que pensar? Nem uma antítese tornada um clichê popular resiste a este monumento, logo involuindo para a tautologia: O CARO SAI CARO!
É incrível que um dos maiores negócios do governo Lula, com jeito, história e números de negociata, se faça sob o silêncio cúmplice de boa parte da imprensa e, como não poderia deixar de ser, da oposição.

HAITI: FOTOS DA DESTRUIÇÃO EM BASE BRASILEIRA

Imagens da base Rachel de Queiróz, da Marinha Brasileira no Haiti.
Fotos:Alexandre Freitas

HAITI: SARGENTO FALA SOBRE O TERREMOTO

Sargento brasileiro relata momentos de emoção após terremoto

Em uma situação de guerra, conflito ou tragédia, onde soldados trabalham no limite horas a fio, é difícil perceber que por baixo da farda, colete, capacete, botas, há um ser humano. Em entrevista ao iG, o sargento Cunha, na base brasileira do Haiti, admitiu: soldado também chora. Motivos para tanto não faltaram. Pouco depois de comemorar seu aniversário, o terremoto que arrasou Porto Príncipe matou o seu amigo tenente-coronel Marcus Vinícius Macedo Cysneiros, que estava na sede da Minustah e foi encontrado nesta segunda-feira.
Há 27 anos no Exército, sete meses no Haiti, Cunha jamais vivenciou um evento como o do dia 12 de janeiro. Ela relata como foram os primeiro momentos na base brasileira e a festa pelos seus 46 anos no dia 8, com Cysneiros. "Foi meu aniversário no dia 8 de janeiro e todos os amigos fizeram aqui uma festinha. O coronel Cysneiros, muito amigo, foi lá, mas eu saí cedo, estava com muita dor de cabeça e fui dormir. Aí ele me encontrou no dia 12 ele veio me cobrar: 'Cunha, fui lá na sua festa mas você não estava! Vamos ter de fazer outra'. Aí ele foi para o prédio da Minustah. Foi quando ocorreu o terremoto. Rezo muito por ele", disse Cunha.

Sargento Cunha posa para fotos no Haiti / Foto: Vicente Seda
O sargento disse estar orgulhoso da postura dos soldados na hora do terremoto. "Todos deram o melhor de si. Eu nunca tinha passado por isso. A situação aqui no Haiti estava muito boa, tinha mudado muito.

Esssa tragédia foi para arrebentar. No início, depois do tremor, o comando já reuniu toda a tropa. Quem já passou por terremotos sentiu que era muito forte, mas para mim foi uma surpresa. O comandante na hora falou: 'Deve ter gente morrendo por aí, vamos organizar rapidamente'. Aí já começou a aparecer pessoas muito machucadas, amputadas inclusive aqui fora da base, e virou uma correria só. O pessoal foi pra cima, tem de tirar o chapéu, trabalharam muito", relatou.
Após a adrenalina, conter as lágrimas seria, segundo ele, tarefa para superhomem. E, no Haiti, não se trata de história em quadrinhos. "Chorar é normal, é um sentimento normal. Não existe superhomem, somos humanos. Na hora você não chora, passa por um monte de coisas, tem de se virar, mas em um determinado momento descem as lágrimas. Não vou dizer que chorei copiosamente, mas desceram lágrimas. Porque a gente fica impotente, você fica com aquela vontade de fazer mais do que está fazendo. Depois, falei com a minha filha (tem quatro filhos no total) de sete anos. Expliquei que tinha de ajudar as pessoas. Ela disse: 'então ajuda papai, mas volta para casa, quero você aqui'. Mas ela começou a chorar, tem sete anos, aí também desabei".
Outra imagem que não sai da cabeça do sargento é a de uma criança haitiana que chegou à base pouco depois do terremoto, sem um dos braços. "Ele estava sem o bracinho, tentando acenar por ajuda. Quando os soldados foram e começaram a tratar, ele sorriu, apesar de toda a dor".

ÚLTIMO SEGUNDO

HAITI: GENERAL SANTOS CRUZ DEVE REASSUMIR O COMANDO MILITAR DA MISSÃO


O único comandante estrangeiro que os americanos aceitariam deixar à frente de suas tropas seria o general Santos Cruz. 


Os Estados Unidos anunciaram o envio de 10 mil soldados ao Haiti. Destes, 3500 fazem parte da lendária 82ª Divisão Aerotransportada do Exército (aeromóvel. Com o maior número de soldados em operação na emergência humanitária, os Estados Unidos poderão exercer o comando da missão de paz da ONU naquele país se uma nova resolução do Conselho de Segurança da ONU insira seu contingente na Minustah, já que os americanos por tradição não participam de missões de paz subordinando suas tropas a comandantes estrangeiros.
A permanência das forças brasileiras no Haiti se dá principalmente pelo fato de o Brasil ter o comando do componente militar da Missão. Esta condição já foi muitas vezes imposta pelo governo brasileiro para manter e justificar internamente a presença dos nossos militares lá. Hoje integram a Minustah 1266 militares do Exército e do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil. Em meio às imagens do caos no Haiti, as declarações de militares e os trabalhos das equipes de resgate do mundo todo, a imagem que não se vê é a do atual Force Commander da Minustah, o General-de-Brigada Floriano Peixoto. O sumiço da maior autoridade militar da ONU no país tem gerado especulações sobre sua possível substituição.
Segundo informações publicadas no portal da Força Aérea Brasileira, partiu no Domingo do Rio de Janeiro um avião transportando o General-de-Divisão Carlos Alberto dos Santos Cruz. Ele ocupa atualmente o comando da 2ª Divisão de Exército, com sede em São Paulo e hoje é o militar brasileiro mais conhecido e respeitado no exterior. De 2007 a 2009 o militar esteve á frente das forças militares no Haiti.
Conhecido como o general que pacificou o Haiti, Santos Cruz foi reconduzido ao cargo em 2008 e a ONU solicitou um terceiro mandato dele que acabou rejeitado pelo Ministério da Defesa. O fato de ter assumido o comando por uma segunda vez já era inédito em missões de paz. Uma solicitação para terceiro mandato era o reconhecimento da ONU de sua importância para garantir a estabilidade da situação e o maior exemplo de sucesso no cumprimento da missão. Em diversos momentos o general foi elogiado por autoridades civis e militares americanas. Um coronel argentino disse a Defesanet que “tinha orgulho de ter servido sob seu comando” e um oficial guatemalteco falou dele como “o melhor comandante que já tive”.
Segundo informações apuradas por Defesanet, o único comandante estrangeiro que os americanos aceitariam deixar à frente de suas tropas seria o general Santos Cruz. Sua recondução ao comando da Minustah seria a solução para um possível impasse entre os dois países que disputam a atenção e o comando das operações de ajuda ao Haiti.
DEFESA@NET

HAITI: ENTREVISTA COM O COMANDANTE MILITAR DA FORÇA DE PAZ


Com palavras fortes ao garantir que a segurança no Haiti está sob controle, porém emocionado ao lembrar que escapou por pouco de estar entre as vítimas do tremor, o comandante geral da Minustah, general Floriano Peixoto Vieira Neto, recebeu ontem quatro veículos de comunicação brasileiros, entre eles Zero Hora. Mineiro, ele comanda a força de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no país desde junho passado, depois que substituiu o gaúcho Santos Cruz. Na prática, é uma das maiores autoridades no Haiti, já que é desconhecido o local de onde o presidente René Préval está despachando – o Palácio Presidencial foi destruído. No dia do terremoto, Peixoto estava de férias em Miami. Regressou às pressas ao Haiti. Na entrevista, ele admitiu que o terremoto fez o Haiti retroceder às condições de instabilidade anteriores à chegada das tropas, em 2004.


Pergunta – O senhor afirma que o país irá retroceder seis anos. Está falando de segurança e economia?
Floriano Peixoto – Em termos de infraestrutura, de funcionamento das instituições. O Estado tem de recompor a sua capacidade operativa para iniciar um trabalho de reconstrução.
Pergunta – Uma das maiores vitórias do Brasil no Haiti era justamente na área da segurança. Volta-se a 2004?
Peixoto – Não posso, não quero afirmar isso e nem quero que ocorra. Estou trazendo forças de fora de Porto Príncipe, 200 militares, para aumentar a nossa capacidade. Estamos conscientes dessa possibilidade. Se necessário, vou acrescentar tropas da Argentina e do Uruguai, que estão em outras regiões.
Pergunta – Foram divulgadas declarações de Hillary Clinton, secretária de Estado americana, pedindo que a coordenação da segurança do Haiti seja repassada aos EUA. Isso deixaria os americanos em rota de colisão com a Minustah?
Floriano Peixoto – Desconheço estas afirmações, e estamos aqui para cumprir as determinações do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O que o Conselho julgar conveniente, em consulta com os países membros, vamos cumprir.
Pergunta – O Brasil planeja enviar mais militares para o Haiti em razão da tragédia, aumentando o efetivo?
Floriano Peixoto – A decisão do Brasil de trazer mais tropas para o Haiti caberá ao Ministério das Relações Exteriores. No momento, não vejo esta necessidade.
Pergunta – Por que os EUA estão controlando o aeroporto de Porto Príncipe e não permitiram o pouso de um avião da FAB? Também há informação de que os americanos estariam priorizando a retirada de seus cidadãos do país.
Floriano Peixoto – Não estou aqui para fazer defesa ou acusação. O controle americano do aeroporto resultou de um acordo solicitado pelo governo haitiano, que é soberano, junto ao governo dos EUA. O atraso nos voos deveu-se ao fluxo muito grande de (voos) de países que estavam tentando enviar ajuda humanitária ao Haiti.

HAITI: CORPO DE CORONEL É IDENTIFICADO


O Exército identificou ontem à tarde o corpo do Coronel JOÃO ELISEU SOUZA ZANIN, desaparecido desde em Porto Príncipe, desde o terremoto do dia 12.
O militar servia no Gabinete do Comandante do Exército e estava no Haiti participando de reuniões de coordenação de pessoal.
Zanin é o décimo sétimo militar morto no Haiti, em consequência do abalo sísmico.
Continua desaparecido o Major Márcio Guimarães Martins.

18 de janeiro de 2010

HAITI: COMANDANTE DO EXÉRCITO DIZ QUE HÁ CONDIÇÕES DE DOBRAR O EFETIVO

General Enzo Martins Peri fez um balanço da situação das tropas brasileiras no Haiti

General Enzo Martins Peri fez um balanço da situação das tropas brasileiras no Haiti- Crédito: Wilson Dias / ABr / CP
General Enzo Martins Peri fez um balanço da situação das tropas brasileiras no Haiti
Crédito: Wilson Dias / ABr / CP
O comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, em entrevista coletiva nesta segunda-feira, fez um balanço da situação das tropas brasileiras no Haiti e garantiu que seria possível “dobrar o efetivo” no país, que hoje conta com 1266 militares brasileiros. A decisão, no entanto, cabe ao governo, e o pedido deve ser formalizado pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo o general, mais de 10 mil militares já passaram pelo país caribenho. As tropas que seriam enviadas, portanto, já teriam conhecimento do território. Os que não tivessem, seriam treinados. O rodízio dos militares que atuavam no país já havia iniciado antes da tragédia e deve continuar ao longo desta semana. Os oficiais que estão lá atualmente não devem permanecer, a não ser que haja uma demanda especial.
 “O país precisa ser reconstruído”, afirmou Peri. Serão necessários efetivos com foco em saúde, engenharia e segurança. “Existem milhares de mortos que precisam ser sepultados”, disse. Outra questão relevante é a desobstrução das ruas. Houve um esforço para liberação das principais avenidas, mais ainda existem outras vias trancadas. Além disso, é preciso pensar onde os desabrigados voltarão a morar. “As demandas são em todas as áreas de infraestrutura”, completou.
Na tragédia, 16 militares morreram e dois estão desaparecidos. Os corpos devem chegar a Brasília nesta quarta-feira.
Fonte: Correio do Povo

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