22 de abril de 2010

RUMO AO FECHAMENTO, ACADEMIA DA PM DE PERNAMBUCO NÃO TEM O QUE COMEMORAR NO DIA DE TIRADENTES

Posto o artigo abaixo, enviado pelo amigo Calabar, leitor assíduo do blog. Um caso sério (mais um) de descaso com a classe fardada e com a segurança pública. É o Brasil!!!!
ACADEMIA DE LUTO
Fernando Machado
Hoje, Dia de Tiradentes, mártir da independência e patrono das polícias militares do Brasil, a ex-Academia de Polícia Militar do Paudalho está de luto, quando deveria estar em festa, como há alguns anos, com seus novos cadetes envergando vistosos uniformes de gala para receberem o Espadim Tiradentes, em solenidade sempre presidida pelo governador do Estado, que fazia questão de comparecer para entregar o espadim ao primeiro colocado no vestibular ao Curso de Formação de Oficiais.
Agora, transformada pela SDS em um inexpressivo Centro de Ensino da Mata (Cemata), a outrora Academia deve passar o dia em brancas nuvens, pois não tem novos cadetes para entregar o tradicional espadim, símbolo dos alunos daquela escola, que já foi referência nacional na formação de oficiais para as polícias militares e corpos de bombeiros militares de vários Estados.
Neste governo não foi realizado nenhum concurso e os cadetes ainda existentes são remanescentes do único concurso realizado no governo passado. A partir de dezembro a ex-Academia deve fechar suas portas por falta de alunos, concluindo-se o projeto gestado na SDS para desmonte da escola, que contou com o apoio de alguns oficiais da PMPE, seja pelo silêncio, seja por pura cumplicidade. O que é uma pena. 

FAZ DE CONTA: FANCESES ANSIOSOS

França espera escolha de caças ansiosa
Parlamentares franceses afirmaram nesta terça (20) que seu país está "aflito" e "ansioso" com a "demora" do governo brasileiro em anunciar o vencedor da disputa para fornecer 36 caças à Força Aérea Brasileira. O ânimo é tão grande que um grupo de deputados franceses aproveitou o aniversário de Brasília para participar de um encontro com parlamentares brasileiros no Senado. A aeronave Rafale, da francesa Dassault, concorre com o F-18 Super Hornet (EUA) e o Gripen NG, da sueca Saab. 
CLÁUDIO HUMBERTO

FUNERAL DOS MILITARES ESPANHÓIS MORTOS NO HAITI

UNASUL: BRASIL EXPLICA ACORDO MILITAR COM OS EUA

O Brasil enviou para a União das Nações Sul-Americanas (Unasul) o conteúdo do acordo militar firmado com os Estados Unidos na última semana. O documento foi direcionado ao governo do Equador, atual líder da união formada por 12 nações.Segundo o presidente do grupo, Ricardo Patiño, a divulgação do convênio responde ao que foi definido pelos países da região nos encontros posteriores ao acordo firmado entre a Colômbia e os EUA, em outubro de 2009. O tratado entre Brasil e Estados Unidos está entre os temas da próxima reunião da Unasul, no dia 4 de maio, na Argentina.
CLÁUDIO HUMBERTO

21 de abril de 2010

BRASÍLIA, 50 ANOS: A VERDADEIRA ORIGEM

Reproduzo novamente este vídeo, que retrata a participação dos militares na fundação de Brasília

CHOQUE DE HELICÓPTEROS MATA SEIS MILITARES NA COLÔMBIA!


Seis militares, sendo um general, morreram nesta quarta-feira, após o choque de dois helicópteros em uma base do Exército, no município de Chaparral, a 200 quilômetros de Bogotá, na Colômbia. O acidente aconteceu durante uma operação para capturar Alfonso Cano, um dos líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Um dos helicópteros havia acabado de decolar quando colidiu com o outro. As aeronaves teriam explodido depois de atingir o solo.
O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, lamentou o acidente e lembrou a trajetória pessoal e profissional das vítimas.
- Faleceram integrantes das nossas Forças Armadas que se encontraram ali em uma operação muito importante contra o terrorismo - disse Uribe.
Uma das vítimas foi identificada como o general Fernando Joya, que acabou de assumir o comando da unidade militar. Também morreram no acidente o coronel Arturo Herrera Castaño, um tenente-coronel do Exército, um técnico da Força Aérea e tripulantes do helicóptero. 
REUTERS

DE OLHO NO BOLSA-DITADURA, MAIS UM "PERSEGUIDO" RETORNA AO PAÍS

Vivendo no México desde 1966, sofrendo do mal de Parkinson e sobre uma cadeira de rodas, Edilton Swarovski, de 69 anos, voltou ontem a abraçar a mãe, Inês Zandavalli Swarovski, de 92, após 30 anos de separação. Nas contas, está inclusa uma visita ao País em 1980, para o enterro do pai. O reencontro foi no Aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis. Edilton conta que foi marinheiro de primeira classe especializado em caldeira na época do golpe militar. Após participar da Revolta dos Marinheiros (para reinvidicar melhores condições de trabalho), afirma ter sido preso e torturado. Buscou refúgio no México e voltou apenas ontem, cedendo a apelos da mãe. Vai viver em Balneário Camboriú. A Marinha comentará a história apenas no fim de semana.

BOLSONARO COBRA PRESENÇA DE MILITARES NA "COMISSÃO DA (IN)VERDADE"!

Deputado criticou formato da comissão que vai investigar crimes do passado.
Ministro Paulo Vannuchi defende que não haja caráter representativo.


Eduardo Bresciani 
O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) cobrou nesta terça-feira (20) que representantes dos militares tenham assento na comissão da verdade que vai investigar crimes cometidos durante a ditadura militar. A cobrança foi feita ao ministro Paulo Vannuchi (Direitos Humanos), que esta à frente do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH), que prevê a criação da comissão. Vannuchi participa de audiência conjunta das comissões de Direitos Humanos e de Relações Exteriores e Defesa Nacional.
A criação da comissão da verdade é uma das polêmicas do programa. O texto já foi alterado após pressão do Ministério da Defesa e das Forças Armadas. Uma comissão está elaborando a minuta de um projeto de lei que será encaminhado ao Congresso Nacional para a criação da comissão.
Bolsonaro afirmou que a comissão só será “da verdade” se contar com representantes dos militares. Ele defendeu uma comissão paritária entre os militares e quem lutou contra o regime. “Quero saber se o senhor concordaria em integrar representantes dos militares porque se sete marginais forem julgar o Fernandinho Beira-Mar ele será absolvido. Se sete de vossas excelências forem julgar será uma comissão da mentira”.
Vannuchi afirmou que a sua ideia é de que a comissão não tenha representantes de nenhuma das partes envolvidas no conflito. “A nossa intenção é que a composição seja do recorte de figuras respeitadas nacionalmente por seu engajamento na defesa da democracia e não com representante dos segmentos. Nos países em que a comissão foi composta por representantes dos lados houve paralisia e fracasso de resultados. Mas será o poder Legislativo, os deputados, os senadores que decidirão se querem a comissão e como querem.”
Outras polêmicas
Bolsonaro provocou mais polêmica ao dizer que a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff participou de um assalto quando lutou contra a ditadura. “Queremos saber onde a Dilma enfiou US$ 3 milhões que roubou”. O deputado Flávio Dino (PC do B-MA) pediu que o trecho fosse retirado das notas taquigráficas.
A assessoria de Dilma Rousseff informou ao G1 que a pré-candidata jamais participou de qualquer ação armada.
O deputado do PP também gerou alvoroço ao afirmar que integrantes do PT seriam os responsáveis pela morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel. “Tem que apurar o caso Celso Daniel. Ele foi executado por integrantes do PT”. Parlamentares do PT também pediram que este trecho seja registrado dos registros da Casa.
O ministro destacou em sua exposição o caráter plural do programa. Ele destacou que foram realizadas várias conferências antes de se chegar às 521 proposta apresentadas. Ele enfatizou também a participação de 31 ministérios.
Vannuchi afirmou novamente que serão feitas mudanças no plano. Ele disse que aguardava apenas esta audiência antes de realizar as alterações. Segundo as falas do ministro, temas como a defesa da legalização do aborto, a retirada de símbolos religiosos de locais públicos, mudanças no trâmite de regularizações de terra e possibilidade de controle de meios de comunicação terão novas redações. Ele não anunciou, no entanto, os novos textos destes trechos do programa.
G1

20 de abril de 2010

IMAGENS DO DIA DO EXÉRCITO EM BRASÍLIA.

DIA DO EXÉRCITO PELO BRASIL

PINDAMONHANGABA(SP)

SANTA MARIA (RS)

DOURADOS (MS)

 BARRA MANSA(RJ)

FEIRA DE SANTANA (BA)

HAITI: IANQUES SAEM EM JUNHO

Os militares dos Estados Unidos vão encerrar formalmente em 1o de junho a sua missão humanitária no Haiti, mas parte da assistência será mantida depois disso, afirmou um general na segunda-feira.
O governo dos EUA despachou soldados e agentes humanitários ao Haiti imediatamente depois do terremoto de 12 de janeiro, que matou até 300 mil pessoas na miserável nação caribenha.
O contingente chegou a ter 22 mil militares, a maioria estacionados em navios ao largo da costa, mas agora restam apenas 2.200, segundo o general Ken Keen, que deixou no domingo o cargo de chefe da Força-Tarefa Conjunta do Haiti.
Falando a jornalistas no Pentágono, o oficial disse que a Força-Tarefa irá retirar os militares restantes até 1o de junho.
"Antecipo que seremos capazes de fechar a Força-Tarefa Conjunta. Isso não significa que o Comando Sul dos EUA não irá continuar tendo uma presença militar duradoura", disse ele, referindo-se à divisão militar dos EUA responsável pela América Latina e o Caribe.
Keen citou cerca de 500 membros da Guarda Nacional da Louisiana que devem chegar ao Haiti depois de 1o de junho, permanecendo no país até setembro para fornecer assistência humanitária.
Equipes humanitárias internacionais ainda lutam para ajudar mais de 1 milhão de haitianos desabrigados, e alertam que as chuvas que começam nesta época do ano e a temporada de furacões, a partir de junho, podem provocar outra catástrofe humanitária.
(Reportagem de Phil Stewart) REUTERS

SABRES NA AMAZÔNIA

"O Brasil está mudando de Patamar no que diz respeito a Defesa. Não somos mais meros compradores nós agora recebemos e internalizamos tecnologia. Estes helicópteros fortalecem a aviação de asas rotativas." Com essas palavras o Ministro da Defesa Nelson Jobim batizou os recém adquiridos Helicópteros MI-35 da Força Aérea Brasileira, que, nesse sábado (17) passaram a ser chamados de A-H2 Sabre. As novas aeronaves vão ficar sediadas na Base Aérea de Porto Velho, em Rondônia, onde serão utilizadas pelo 2º Esquadrão do 8º Grupo de Aviação (2º/8ºGAV) Esquadrão Poti.
A chegada do Sabre a Força Aérea Brasileira quebra uma série de paradigmas. É a primeira aeronave militar russa adquirida pelo Brasil. E é também o primeiro helicóptero do acervo da FAB que foi concebido especificamente para a guerra. O helicóptero de ataque utilizado pela FAB, era o H-50 Esquilo, uma aeronave de uso civil, adaptada para funções militares. O Sabre é diferente, porque já nasceu com DNA militar.
A nova arma da FAB possui uma série de recursos que os pilotos de helicóptero brasileiros, até hoje, só tinham visto de longe. A aeronave tem blindagem, canhão orgânico de 23 milimetros, de cano duplo, montado em uma torre móvel frontal, capacidade de lançamento de foguetes e mísseis ar-superfície, supressor de calor que dificulta a visão da aeronave por infra vermelho e uma série de contra-medidas. "Eu chego a ficar arrepiado", diz o Tenente Leonardo Bezerra Salim, um dos pilotos do Esquadrão Poti que já está operando com as novas aeronaves. "É um salto operacional esperado por gerações de pilotos de helicóptero da FAB", diz Salim.
Os Sabres vão reforçar a capacidade de pronta resposta e a presença da FAB na Amazônia Ocidental. Uma região estratégica para o Pais. Eles irão atuar no Policiamento do Espaço Aéreo da região e ajudar a coibir ilícitos na área da fronteira. Para operar essas aeronaves o Comando da Aeronáutica iniciou a transferência do Esquadrão Poti, da cidade de Recife, no litoral nordeste do País, para a Base Aérea de Porto Velho, no coração da Amazônia.
"Não venha ninguém dizer como o Brasil deve tratar a Amazônia. Nós protegeremos a Amazônia para nós e para o mundo, e que o mundo saiba disso", afirmou o ministro Jobim. O Esquadrão Poti e seus novíssimos AH-2 Sabre serão poderosos instrumentos dessa proteção. E a partir de agora estão prontos para enfrentar qualquer ameaça.
DEFESA NET

CABO DO EXÉRCITO É PRESO EM SÃO PAULO, SUSPEITO DE ROUBO DE VEÍCULOS

Seis pessoas foram presas suspeitas de roubarem dois veículos e uma moto, na avenida Cupecê, zona sul de São Paulo. Segundo a polícia, entre os detidos está um cabo do Exército e uma menor de 15 anos.
Os suspeitos - três homens, duas mulheres e a menor - foram detidos por volta das 3h da madrugada. A Polícia Militar chegou até os suspeitos depois de receberem duas denúncias seguidas de roubo de veículo na mesma avenida. Segundo a polícia, ainda há mais dois suspeitos de terem ajudado nos roubos que estão foragidos.
A polícia vai investigar se o grupo já agia faz tempo. Os seis presos estavam em dois carros quando foram abordados: parte deles estava no carro do cabo do Exército e outra parte estava em um dos veículos roubados. Os detidos estão no 97° DP (Americanópolis), onde o caso foi registrado.

19 de abril de 2010

DIA DO EXÉRCITO: CORAÇÃO DE SOLDADO!

O texto abaixo retrata muito bem o que vai no coração dos cidadãos-soldados, que se despiram da farda, mas não de seu amor pelo Exército. BRASIL!

AOS GAROTOS DA RUA DA FONTE
Cel R1 INF Roberto MISCOW Filho
“Ontem me aconteceu um fato emocionante. Viajava eu de pé em um carro do metrô abarrotado, cumprindo aquela rotina de velho de buscar guias para exames, resultados, etc. quando ouço atrás de mim, um ensaio tímido de uma canção conhecida: És a nobre Infantaria das armas a rainha, por ti daria a vida minha...
Voltei-me e vi um grupo de cinco jovens, evidentemente “recos”, trauteando a canção do seu quartel. Não resisti e entrei com vigor no coro: ... e a glória prometida nos campos de batalha, está contigo, ante o inimigo pelo fogo da metralha.
Os jovens me olharam com certa surpresa e comentaram entre si: Ele sabe, o cara sabe... E continuaram comigo: Brasil te darei com ardor, toda a seiva e vigor que em meu peito se encerra...
Eu dei corda, aumentei o volume, e logo estávamos cantando a todo o volume a Canção da Infantaria. É claro que criamos curiosidade no nosso entorno, mas continuamos decididos: “mostremos que em nossa Pátria temos valor imenso no intenso da luta”. Logo notei que no fundo do vagão, com entusiasmo dois senhores entraram no coro: “És a nobre Infantaria...”
Quando terminamos com um vibrante “hurra”, alguns passageiros ensaiaram palmas. Já estávamos chegando à Estação da Sé. Um dos rapazes se dirigiu a mim e perguntou: o senhor foi do Exército? E antes que eu respondesse, ele acrescentou o seu ponto-de-vista: “Eu gosto, eu estou feliz”. E, então, eu respondi: Eu sou militar. Eu posso ter saído do Exército, mas o Exército não saiu de mim.
Gostaria de ter falado mais aos rapazes, gostaria de aconselhá-los a sei lá o que, mas mal nos despedimos. A multidão nos engolfou e nos jogou na escada rolante. Com um sorriso nos lábios, fui buscar os meus exames: O Brasil tem conserto!!!” 

JOBIM: COM DILMA OU SERRA, A DEFESA NÃO MUDA


http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/foto/0,,40171096,00.jpg
O ministro diz que projetos estratégicos na área militar terão continuidade no próximo governo.
O ministro da defesa, Nelson Jobim, desfruta uma situação única no governo Lula. Homem de confiança do presidente numa das áreas mais sensíveis da Esplanada, Jobim mantém estreitas relações com o candidato da oposição ao Planalto, José Serra (PSDB). A dupla militância permite a previsão de que, em assuntos de Defesa, o Brasil manterá as diretrizes atuais caso a eleição seja vencida por Serra ou pela ex-ministra Dilma Rousseff. “Fiz reuniões com PT, PMDB, DEM e com o ex-presidente Fernando Henrique”, diz Jobim, ao explicar as mudanças na área militar, como a subordinação ao poder civil, aprovadas no Congresso. Nesta entrevista a ÉPOCA, Jobim faz um balanço dos acordos internacionais do país e das medidas para tentar organizar a aviação no Brasil.
ENTREVISTA – NELSON JOBIM
QUEM É
Formado pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, tem 64 anos
A CARREIRA NO EXECUTIVO E NO JUDICIÁRIO
Assumiu o Ministério da Defesa em julho de 2007. Antes, foi ministro da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso e presidente do Supremo Tribunal Federal
A CARREIRA NO CONGRESSO
Foi deputado federal entre 1987 e 199
5. Exerceu as funções de sub-relator da Assembleia Nacional Constituinte, de líder do PMDB na Câmara e de relator da Revisão Constitucional em 1993
ÉPOCA – Como vai ficar a defesa nacional do Brasil no futuro?
Nelson Jobim – Os políticos e os governos civis viam a defesa com certa distância. Na época da Constituinte, a defesa se confundia com repressão política. Com isso, militares tinham de tomar certas decisões que, a rigor, eram decisões de governo civil. Exemplo: quais as hipóteses de emprego (das Forças Armadas) que politicamente interessam ao país? Isso é um misto de política internacional com defesa. Cabe ao poder civil definir o que os militares devem fazer em termos de defesa. Os militares decidem a parte operacional.

ÉPOCA – Isso aconteceu no governo Lula?
Jobim – Tudo é um processo. Não acontece assim, bum! Começou no governo Fernando Henrique, com a criação do Ministério da Defesa, em 1999, nas condições possíveis naquele momento. No governo Lula, avançou-se um pouco no início, com o ministro Viegas (José Viegas, primeiro ministro da Defesa de Lula). Os avanços mais doutrinários são consolidados pelo vice-presidente (José Alencar) que o sucedeu e, depois, pelo Waldir Pires. Quando assumi, decidi que precisávamos realizar uma mudança de concepção para dar mais musculatura ao Ministério da Defesa.

ÉPOCA – Como assim?
Jobim – O orçamento, por exemplo. Antes, as Forças (Marinha, Exército e Aeronáutica) se acertavam entre si dentro do limite fixado pelo Ministério do Planejamento. O ministro (da Defesa) não tinha participação. Também foi aprovado na Câmara o projeto de alteração da Lei Complementar nº 97. O Estado-Maior de Defesa passa a ser o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. Será chefiado por um oficial de quatro estrelas escolhido pelo presidente, indicado pelo ministro da Defesa. Vai ter a mesma precedência dos comandantes de Força. Ao assumir, vai para a reserva. Hoje, ele volta para a Força de origem.

ÉPOCA – Qual é o problema?
Jobim – Dá constrangimentos. Às vezes, precisa tomar decisão contrária ao interesse da Força de origem e tem dificuldade. Outra mudança é na política de compras, que hoje é fixada pelas Forças, mas será fixada pelo ministério em função do que o poder civil considera relevante. Precisamos de monitoramento e controle, mobilidade e presença. O monitoramento deve ser feito, por satélite, na Amazônia Legal e na Plataforma Continental, onde o Brasil tem soberania.

ÉPOCA – São planos de longo prazo?
Jobim – Ah, uns 20 anos…

ÉPOCA – O senhor, então, não espera grandes mudanças se o próximo presidente for Dilma Rousseff ou José Serra?
Jobim – Eu não espero.

ÉPOCA – A Defesa está acima das questões políticas?
Jobim – Tudo que estou falando foi discutido com todos os partidos. Fiz reuniões com o PT, o PMDB e com o DEM. Fui ao Instituto Fernando Henrique Cardoso. Estava cheio de gente lá, todos os ministros dele, todos meus colegas, e várias outras pessoas, intelectuais também.

ÉPOCA – Não há ideologia nessa área?
Jobim – Eu quis descolar, mostrar que não é um programa do governo. É um programa do Estado.

ÉPOCA – O que mais mudou?
Jobim – Tem uma mudança doutrinária. Saímos do conceito de operações combinadas para o conceito de operações conjuntas. Na combinada, cada Força tem seu comando próprio. Na conjunta, tem um comando só para as três Forças. O comandante da operação vai depender do teatro de operações. Se for a Amazônia, o comandante da operação vai ser do Exército. Se for no mar, vai ser um almirante.

ÉPOCA – O que, de fato, interessa ao Brasil em termos de defesa?
Jobim – O Brasil não é um país com pretensões territoriais, não vamos atacar ninguém. Então, devemos ter um poder dissuasório. Temos três coisas fundamentais. Uma é energia, que tem o pré-sal e também energia alternativa, energia limpa, entre elas a energia nuclear. Segundo, o Brasil tem as maiores reservas de água potável do mundo: a Amazônia e o Aquífero Guarani. E, terceiro, temos a maior produção de grãos. São coisas que, progressivamente, o mundo vai demandar mais.
ÉPOCA – Na América do Sul, quais são as maiores preocupações?
Jobim – A estabilidade política e econômica. Quanto mais desenvolvido o país, mais estável será. Quando o Brasil paga mais pelo excedente de energia elétrica do Paraguai, ajuda a criar condições para que o Paraguai se estabilize. Um país que tem a dimensão do nosso não pode botar o pé em cima dos outros.

ÉPOCA – Qual é sua opinião sobre a relação do Brasil com a Venezuela?
Jobim – É boa. A Venezuela viveu sempre do óleo. A elite se apropriou dessa riqueza e não investiu no país. Ficou um conjunto de pessoas muito pobres. Aí, surgiu o presidente Hugo Chávez, que lidera esse setor. Está conseguindo avançar. Agora, o Chávez é um homem, digamos, de uma retórica forte. Isso não atrapalha. Faz parte do hispano-americano. É preciso ter paciência. Boa sorte à Venezuela.

ÉPOCA – E com os Estados Unidos?
Jobim – Estamos muito bem. Com a vitória do presidente Obama, mudou muito. Concluímos um acordo de defesa para criar novas perspectivas de cooperação bilateral. Vai nos permitir, por exemplo, vender aviões da Embraer para eles sem licitação.

ÉPOCA – O Irã é o maior ponto de divergência entre Brasil e Estados Unidos?
Jobim – A posição do presidente Obama não é nesse sentido. Há setores nos EUA, principalmente no governo Bush, que demonizam o islã. O islã é pacífico. A posição do Brasil é assegurar a legitimidade do enriquecimento do urânio para fins pacíficos. Nós temos tecnologia para isso e temos urânio. Ainda precisamos completar a parte industrial.

ÉPOCA – Qual é sua opinião sobre o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares?
Jobim – É assimétrico. Divide os países em nucleares e não nucleares. Os nucleares assumiram compromisso de reduzir as armas e transferir tecnologia nuclear com fins pacíficos para os não nucleares. Não fizeram nem uma coisa nem outra. O Brasil só desenvolveu tecnologia de urânio com luta própria, com cientistas militares brasileiros.

ÉPOCA – Quais são os interesses do Brasil na área de defesa em Israel?
Jobim – Temos interesses em Veículos Aéreos Não Tripulados, os Vatns, para fazer monitoramento. Algumas empresas israelenses produzem. Estou examinando a possibilidade de produzirmos no Brasil, com uma empresa brasileira associada a uma israelense.

“O presidente Hugo Chávez é um homem de retórica forte.
Faz parte do hispano-americano. É preciso ter paciência”

ÉPOCA – E a compra dos caças para a Força Aérea Brasileira (FAB), quando se resolve?
Jobim – Pretendo terminar em abril uma exposição de motivos para o presidente, com uma opção. O presidente convoca o Conselho de Defesa Nacional, que emite um parecer e, aí, o presidente decide.

ÉPOCA – Como estão as buscas dos desaparecidos na Guerrilha do Araguaia?
Jobim – A segunda etapa já começou.

ÉPOCA – A irmã de um guerrilheiro desaparecido encontrou ossadas. Isso ajuda?
Jobim – Sim. Qualquer pessoa que encontrar ossos tem de chamar a polícia e identificar. Se isso estiver no âmbito de execução da sentença penal que estamos cumprindo com as buscas, vamos ter de aproveitar isso. Não há um conflito.

ÉPOCA – O senhor foi nomeado para resolver o caos aéreo do Brasil. Considera a missão cumprida?
Jobim – Vou falar o que fizemos. A primeira medida foi substituir a direção da Infraero, despartidarizar. Formulamos a Política Nacional de Aviação Civil. Ela foi aprovada. Pretendemos oferecer um tratamento diferente para a aviação regional. Vamos enviar um projeto de lei ao Congresso. Em 2005, instituímos liberdade de rota e liberdade tarifária. Esse sistema funciona para a aviação doméstica, mas não para a regional, que precisa de estímulos. Vamos investir nos aeroportos regionais.

ÉPOCA – Nossa estrutura de aeroportos estará preparada para as Olimpíadas do Rio em 2016?
Jobim – Sim. Tem um calendário da Infraero para as obras necessárias. Temos um crescimento anual médio de 10% na aviação civil. Na Copa do Mundo, terá um aumento de 2% em dois meses. Mas nossa preocupação não é só com a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Tem muito mais gente viajando, os preços caíram. Em 2002, o quilômetro voado custava R$ 0,71. Em 2009, custa R$ 0,49.

ÉPOCA – E em relação aos passageiros?
Jobim – Incentivamos uma resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) sobre a responsabilidade das empresas em relação a atrasos, overbooking. É o que a Anac podia fazer dentro da legislação. Paralelamente, nós mandamos para o Congresso um projeto que cria um dever de indenização por parte das empresas se os atrasos forem devidos a qualquer agente. Se o atraso for decorrente da Infraero, a empresa se ressarce do que entregou ao passageiro.

ÉPOCA – E se for culpa da meteorologia?
Jobim – Nesse caso, não tem ressarcimento.

ÉPOCA – Dá trabalho ser ministro da Defesa?
Jobim – Na época das demissões da Infraero, recebi críticas de amigos meus porque eu demiti pessoas indicadas por eles. Fiz exatamente o que eu precisava fazer. Como não sou candidato a coisa nenhuma e sempre gostei de confusão, não teve problema.
Fonte: Época

TRUNFOS DA TROPA (NOVA CARTADA DO EXÉRCITO BRASILEIRO)

Com investimentos de R$ 149 bilhões até 2030, arma desloca quartéis para ampliar vigilância da Amazônia e prapara reforço de contingente com mais 59 mil novos integrantes
Os quartéis brasileiros estão em ebulição e não se trata apenas de comemorar a Semana do Exército, que transcorre até segunda-feira. É que está em andamento a maior modificação no tabuleiro de tropas já realizada no país desde que os militares assumiram o poder no Brasil, em 1964. A diferença é que a motivação agora não é ideológica, mas geopolítica. No cenário atual, brigadas de infantaria se mudaram ou estão em processo de mudança, desde o Litoral para o Planalto Central e para a Amazônia. Serão criados 28 novos postos de fronteira na região amazônica, para se somar aos 21 existentes. Outras unidades, de blindados, foram transferidas do Rio para o Rio Grande do Sul e Paraná ao longo dos últimos anos – e esses regimentos vivenciam, agora, o processo de modernização e aquisição de tanques de última geração.
Quando toda essa movimentação cessar, o Brasil terá 59 mil novos militares do Exército, a se somar aos 210 mil existentes agora. E um aparato bélico mais ágil. Os primeiros 8,3 mil soldados devem ser incorporados em até quatro anos. As mudanças no desenho das forças disponíveis das Forças Armadas começaram em meados dos anos 2000 e acontecerão até 2030. Como tudo na área militar, são cuidadosamente planejadas, a curto, médio e longo prazo. A maioria faz parte do Plano Nacional de Defesa, concebido pelo ministro da Defesa, o gaúcho Nelson Jobim em 2009.
Como sempre, as principais modificações atingem a maior das forças, o Exército, que denominou Estratégia Braço Forte o seu planejamento estratégico para os próximos anos. A Braço Forte tem dois programas, Amazônia Protegida e Sentinela da Pátria. No primeiro, serão criados 28 pelotões de fronteira, cada um deles com 50 integrantes, além de uma brigada com sede em Manaus. Com isso, o efetivo atual na Amazônia deve quase dobrar, passando de 25 mil para 49 mil militares (22 mil dos 59 mil previstos no reforço de contingente brasileiro devem ir para essa região).
Reforço é recado a países vizinhos
O segundo programa do Exército, o Sentinela da Pátria, prevê reforço de estruturas operacional e logística do meio para o oeste do país. É aí que entram as transferências de brigadas de infantaria do Rio para o Planalto Central e também de uma base da Força Aérea composta de aviões de transporte Hércules. A maior parte das mudanças envolve brigadas, que são módulos de combate independentes, cada uma delas com 3 mil militares. Elas são unidades capazes de se autogerenciar, já que, além de combatentes, têm servidores nas áreas de logística e contam com apoio de fogo (canhões ou tanques).
Para o fundador do Núcleo de Estudos Estratégicos da Universidade de Campinas (Unicamp), coronel reservista do Exército Geraldo Cavagnari, não acontece por acaso essa interiorização do Exército. O país é fronteiriço com 10 nações – algumas com sérias tensões fronteiriças. O reforço na Amazônia seria um recado subliminar a dois países vizinhos do Brasil que figuram entre os que mais investiram em aparato bélico na última década, Venezuela e Colômbia.
Nos venezuelanos, governados por um dirigente socialista, os militares brasileiros veem um adversário em potencial, até porque Hugo Chávez adquiriu dezenas de caças russos e centenas de milhares de fuzis nos últimos meses. Os militares colombianos, em tese, são aliados dos brasileiros, mas enfrentam guerrilhas que costumam entrar em território brasileiro. Investir em patrulhamento na fronteira com essas duas nações é dissuadi-las (ou a seus adversários internos) de tentarem qualquer enfrentamento aventureiro. Já o fortalecimento das unidades de blindados no Rio Grande do Sul é para exibir musculatura militar aos rivais históricos, os argentinos. No Paraná, também com forças mecanizadas reforçadas, a ideia é proteger a usina de Itaipu.
Tudo isso significa dinheiro, muito dinheiro. Mesmo quando não há aquisição de aparato bélico, a simples mudança de quartéis representa despesa, com transferência dos militares e suas famílias. Até 2030, somente para atendimento dos programas defendidos pelo Exército, a necessidade total de recursos atinge R$ 149 bilhões, o que equivale a R$ 7,5 bilhões por ano, durante duas décadas. O ministério da Defesa teve em 2009, para investir, apenas R$ 4,1 bilhões – e só o Exército precisa, agora, de R$ 7,5 bilhões anuais para se adequar à Estratégia Braço Forte. Nelson Düring, editor do site Defesanet.com.br e especialista em assuntos militares, diz que o pré-sal talvez resulte em verbas para o Braço Forte. Talvez.
– Há três décadas os militares imploram verbas. Se não sair agora, será posta em xeque a credibilidade do governo – pondera Düring.
humberto.trezzi@zerohora.com.br

18 de abril de 2010

MORRE CADETE DA FAB ENVOLVIDO EM ACIDENTE DE TRÂNSITO

Morreu durante a tarde deste sábado o cadete da Força Área Leonardo Oliveira Albuquerque Lima, de 21 anos, que ficou gravemente ferido após um acidente na Rodovia SP-255, que liga Aguaí a Pirassununga. O outro cadete, Emerson Barreto de Azevedo, continua internado em estado grave na Santa Casa de Pirassununga.
Por motivos ainda desconhecidos, o carro em que os cadetes estavam bateu na traseira de um caminhão carregado de milho. As vítimas ficaram presas às ferragens.
O corpo de Lima foi velado na Academia da Força Aérea (Afa) e levado em seguida para o Recife, onde a família mora. 
O GLOBO

AMORIM IMITA SAITO E CONDECORA MARISA LETICIA

O Chanceler Celso Amorim concedeu a Primeira-Dama Marisa Letícia  a Ordem do Mérito de Rio Branco, no grau de Grã-Cruz, maior condecoração do Ministério das Relações Exteriores.A distinção é concedida a pessoas que tenham prestado relevantes serviços à diplmacia brasileira. Amorim, que também condecorou sua mulher, imita o Brigadeiro Saito, que concedeu em 2007 à Dona Marisa Letíca a Ordem do Mérito Santos Dumont (foto da cerimônia e depois, com Lula e Antônio Banderas, em Natal-RN)

HAITI: EXÉRCITO INAUGURA MONUMENTO AOS MILITARES MORTOS

O BRABATT 1 inaugurou um monumento em homenagem aos militares brasileiros mortos no terremoto de 12 de janeiro. O memorial é constituído da relação dos nomes e lugares onde faleceram os militares, de objetos retirados dos escombros e de partes dos edifícios destruídos. Em uma cerimônia simples, mas carregada de emoção, o então Comandante do BRABATT 1, Gen Ajax, declarou que o “local inaugurado serve para lembrarmos nossos companheiros que deram sua vida pela missão no Haiti”.
 

FAZ DE CONTA: ACORDO COM EUA PODERÁ ALTERAR DECISÃO PELOS RAFALE?


Brasil – EUA: a cooperação incomoda


Marcelo Rech - InfoRel

A cada 15 dias pelo menos, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirma em algum evento que vai entregar "na próxima semana" o relatório final sobre a escolha do caça que vai integrar a frota da Força Aérea Brasileira (FAB).
E que o presidente da República reunirá o Conselho de Defesa Nacional para bater o martelo.
 Uma celeuma que parece não ter fim.

Às vezes o governo dá a entender que o negócio com a França está fechado. Outras, que os concorrentes têm chances.
Há momentos em que sinaliza com o encerramento da licitação sem definição alguma, copiando o governo tucano.
Na prática, esse negócio de uns US$ 4 bilhões tem sido costurado sem transparência alguma, sugerindo que interesses outros sejam determinantes para que o anúncio seja feito de uma vez por todas.
Ou não.
Depois de se distanciar dos Estados Unidos, de reclamar de sua presença militar na América do Sul e de confrontá-lo com um apoio incondicional ao Irã e a Cuba, o governo assina um pacto estratégico justamente neste campo.
Os Estados Unidos não terão bases à sua disposição, seus militares não gozaram de imunidades e eles não estarão permanentemente por aqui.
Ainda assim, trata-se de uma aliança que irrita a vizinhança, principalmente aqueles que não viram nada demais a Colômbia ampliar seus entendimentos com o Pentágono.
Aceitaram endossar as queixas de Brasília e agora se sentem enganados.
Isso sem contar Bolívia, Equador e Venezuela, que sustentavam seus discursos anti-Império tendo a postura brasileira como pano de fundo.
Se a Colômbia não podia o que faz pensar o ministério da Defesa que o Brasil pode?
Essa é uma das perguntas que Nelson Jobim terá de responder no dia 6 em Quito quando seus homólogos se sentarem na mesma mesa para discutir o assunto.
A exemplo da licitação dos caças, o tema foi muito mal conduzido.
Cheira a oportunismo, coisa de quem se acha melhor que os outros.
Enquanto diziam uma coisa em público, faziam outra em privado.
O acordo assinado em Washington constitui um poderoso instrumento jurídico que permitirá aos dois países detalhar como, quando e em que condições, a cooperação avançará.
Pesquisa e desenvolvimento, intercâmbio de informação militar, projetos e programas tecnológicos e comércio, na área de defesa não é o mesmo que em turismo ou esportes.
Para os Estados Unidos, esse documento é fundamental. Atende aos seus interesses estratégicos na região, mesmo que o Brasil insista em diminuir sua importância.
Se não tem relevância, por que assiná-lo?
O ministro da Defesa foi taxativo ao reconhecer que agora o Brasil está no jogo para vencer (a licitação da Força Aérea norte-americana) um negócio que pode chegar a 200 aeronaves Super Tucano.
Resta saber se o F-18 Super Hornet, fabricado pela norte-americana Boeing, também ressurge das cinzas no arrastado FX2.
Não fosse o lobby instalado no Congresso Nacional pelas empresas na disputa, seria um bom tema a ser investigado.

Marcelo Rech é jornalista, editor do InfoRel e especialista em Relações Internacionais, Estratégias e Políticas de Defesa e Terrorismo e contra-insurgência.

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