28 de novembro de 2010

CORONEL DO EXÉRCITO É ACUSADO AMEAÇAR FUNCIONÁRIO DA GOL

Coronel da Infraero acusado de assédio moral
Em boletim de ocorrência na 10ª DP, de Brasília, um funcionário da GOL alega ter sido vitima de assédio moral por um assessor do presidente da Infraero. Ele discutia com passageiros enfurecidos com o atraso de vôo quando o coronel Ivan Gonçalves o abordou, inclusive com contato físico. O rapaz indagou quem ele pensava que era e o assessor ameaçou: “Sou coronel do Exército e estou armado”.

Retaliação
Após o incidente, o coronel da Infraero retirou-lhe o crachá, como se fosse dirigente da GOL, e proibiu seu acesso até ao estacionamento.

Outro lado
Em nota, o coronel Ivan Gonçalves disse que agiu de maneira “cortês” e que também registrou B.O. contra o funcionário da GOL
CLÁUDIO HUMBERTO

DILMA GRITOU COM GENERAL!

Dilma barrada...
Ajuda o fim do GSI a ojeriza de Dilma a Jorge Félix. Certa vez, após um serão, ela foi impedida de sair do Planalto pela frente. O tempo fechou.

...barrou o general
Dilma gritou com os sentinelas e com o general Félix, ao telefone. No dia seguinte, ele a procurou para se explicar, mas ela não o recebeu.
CLÁUDIO HUMBERTO

DILMA VAI SUBSTITUIR OS COMANDANTES MILITARES

Dilma deve substituir os comandantes militares
Na área militar está definida a substituição dos três comandantes militares. No Exército, um dos mais cotados é o general Antonio Gabriel Esper, atual comandante de Operações Terrestres. Para a Marinha, o mais citado é o almirante Marcos Martins Torres, que, como ministro do Superior Tribunal Militar, tentou impedir, na campanha presidencial, a divulgação do processo da prisão de Dilma Rousseff na ditadura.

A vez de Godinho
Para chefiar a Aeronáutica, o nome mais forte, até agora, é o tenente brigadeiro Jorge Godinho.

Retirada

As representações dos comandos militares vão deixar os prédios que ocupam, na Espanada dos Ministérios. Só ficará o da Defesa.

PMDB, não
Com apoio do PT, Lula quer a permanência do ministro Nelson Jobim (Defesa), mas o PMDB se recusa a adotá-lo como da cota do partido.
CLÁUDIO HUMBERTO

Leia também:

URUTU ENTRA NO MORRO DO ALEMÃO

HAITI:BRASIL ESPERA QUE ELEIÇÕES RESPALDEM SUA ATUAÇÃO

Brasil já gastou mais de R$ 700 milhões no Haiti desde 2004
Com suas tropas militares há mais de seis anos no Haiti, o Brasil é um dos países mais interessados no sucesso do pleito deste domingo, quando o país caribenho vai às urnas escolher um novo presidente e congressistas.
A avaliação no Palácio do Planalto é de que uma mudança de governo sob condições democráticas - algo raro na história haitiana - ajudará a 'respaldar' os esforços diplomáticos e financeiros que o Brasil tem feito no Haiti.
Desde que passou a liderar as tropas de paz das Nações Unidas no país caribenho, em 2004, o governo brasileiro já gastou mais de R$ 700 milhões na operação, segundo levantamento do site Contas Abertas.
A ajuda financeira ficou ainda maior com o terremoto de 12 de janeiro, que devastou o Haiti. Desde então o Brasil doou mais de US$ 220 milhões, seja por meio de transferências diretas ou via projetos de cooperação.
O sucesso do pleito certamente vai comprovar que os esforços para a recuperação política e estrutural do Haiti estão valendo a pena. Estamos diante de uma eleição que tem tudo para ser histórica', diz um interlocutor da Presidência.
De acordo com essa fonte, o mesmo raciocínio pode ser aplicado de forma contrária: ou seja, um processo eleitoral sob forte violência ou ainda com baixo comparecimento às urnas poderá não apenas desestabilizar o Haiti como também dar "munição" aos críticos da política externa brasileira.

'Exagero'
Um dos principais argumentos da ala mais crítica à política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é de que haveria exagero na busca brasileira por um protagonismo na recuperação do Haiti, o que estaria relacionado ao interesse do Brasil por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.
O governo brasileiro também evita apontar preferidos entre os 19 candidatos que disputam a Presidência haitiana. Segundo a fonte do Palácio do Planalto, um governante eleito com legitimidade já seria visto como 'uma conquista'.
Dois candidatos têm sido apontados como prováveis adversários em um 2º turno: a oposicionista de centro-esquerda Mirlande Manigat e o engenheiro Jude Celestin, candidato apoiado pelo atual presidente, Rene Preval.

Ano 'dramático'
Além do terremoto de janeiro, que deixou mais de 200 mil mortos e arruinou a infraestrutura do país, o Haiti enfrenta agora uma epidemia de cólera, responsável pela morte de aproximadamente 1,5 mil pessoas, segundo as autoridades locais.
O chefe do departamento de América Central e Caribe do Itamaraty, ministro Rubens Gama Filho, diz que, apesar de um ano "dramático" no Haiti, o país passa por um período pré-eleitoral relativamente calmo na comparação com eleições anteriores.
"Os relatos que tenho recebido é de que estamos caminhando para uma eleição surpreendentemente tranquila", diz o diplomata.
Segundo ele, a possibilidade de um baixo comparecimento às urnas, como vêm prevendo alguns especialistas haitianos, deve ser analisada 'com cautela'.
A expectativa é de que 40% de um total de aproximadamente 4,5 milhões de haitianos compareçam às urnas neste domingo, o que para alguns poderia comprometer a legitimidade da votação.
"Antes de esse índice ser considerado baixo é preciso fazer certas ponderações. É importante lembrar, por exemplo, que o voto não é obrigatório", diz Gama Filho.

Observadores
O representante da Organização dos Estados Americanos (OEA) no Haiti, Ricardo Seitenfus, diz que a eleição deste ano terá mais de 120 observadores e que estes farão um trabalho mais "ativo".
"Eles não vão apenas fazer relatórios para aprimorar eleições futuras. A ideia é de qualquer incidente ou fato estranho seja reportado aos principais atores internacionais no país, dentre eles a OEA e a Minustah (Missão de Paz da ONU)", diz Seitenfus.
O Brasil terá dois representantes no grupo: Joelson Dias, ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e Paulo Tarso Tamburini, juiz do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O representante da OEA vê a eleição deste domingo como uma "janela de oportunidade", com a possibilidade de um presidente conseguir terminar seu mandato e entregar a faixa para um governante democraticamente eleito.
"A reconstrução do Haiti estará nas mãos desse novo governante. Por isso, mais do que nunca o país tem a necessidade de escolher um presidente de forma justa e legítima", diz.
BBC

ESPECIALISTA COMPARA OPERAÇÃO NO RIO COM TOMADA DE MONTE CASTELO

A ocupação do alto da Serra da Misericórdia por militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi essencial para a estratégia de cerco dos traficantes no Complexo do Alemão, segundo Rodrigo Pimentel, ex-capitão do Bope. Para ele, agora, o próximo passo é a invasão mesmo que haja uma rendição em massa.
- A estratégia de tomar o Complexo por camadas é acertada. A polícia tem uma vantagem tática muito grande que é dominar o ponto mais alto da serra. Pode posicionar atiradores no alto da mata, infiltrando no Alemão dezenas de equipes por várias localidades distintas, causando uma dificuldade para os traficantes de evitar a invasão - explica Pimentel. - O próximo passo certamente é a invasão, não há como a polícia não entrar. Mesmo que ocorra uma rendição em massa, é preciso invadir e vasculhar se há outros criminosos, beco por beco, laje por laje.
Segundo ele, a estratégia de cerco por duas frentes (pelo alto e por baixo) chama-se "martelo e bigorna" e é historicamente adotada por todos exércitos. Ele ressalta que a tática é desgastante para os traficantes, mas também para policiais e moradores.
- Para entrar na Vila Cruzeiro, a polícia invadiu por uma única frente, com utilização dos blindados por baixo, enfrentando muita resistência. Agora, eles estão encurralados, cansados e sob o estresse de uma invasão iminente. Não têm para onde fugir. O fim de semana é o momento ideal para invadir, pois há menos circulação de moradores - diz Pimentel.Analista compara ação no Haiti
Professor de Relações Internacionais do curso de Defesa e Gestão Estratégica Internacional da UFRJ, Leonardo Valente faz um paralelo entre a estratégia adotada no Complexo do Alemão com outros momentos históricos como a tomada das Colinas de Golã pelo Exército de Israel, em 1967, e os conflitos no Afeganistão e no Haiti, mais recentemente.
- A analogia com Golã é válida, pois, se você toma a base e o alto, isola operacionalmente o adversário, impedindo qualquer movimentação do inimigo. No Afeganistão, também é comum as tropas aliadas tentarem isolar os revoltosos na montanha - compara Valente. - Já no Haiti, as tropas brasileiras vivenciaram condições muito parecidas com as das favelas cariocas: vielas estreitas com casas e alta densidade populacional.
Valente concorda que essa estratégia não pode se estender por muito tempo:
- A polícia está debilitando e encurralando os traficantes. Mas esse isolamento não pode durar muito pois tem um custo, que é o de também isolar parte da sociedade civil.
Francisco Carlos Teixeira, professor titular de História das Relações Internacionais da UFRJ, diz que o paralelo mais próximo que se pode fazer é com a batalha de Monte Castelo, na Itália, na Segunda Guerra.
- Mas lá não havia residências em volta. O que estamos vivendo é uma guerra urbana, a mais difícil das guerras modernas. Quem desenvolveu os princípios dessa tática foi Michael Collins, teórico do IRA, que dizia que a melhor coisa era um pelotão do exército entrando em vielas, pois é obrigado os a se expor com pouquíssima defesa - explica Teixeira.
De acordo com o professor, a estratégia de isolamento e prazo de rendição impostos pela polícia foram corretos, mas ele acredita que a invasão é inevitável.
O GLOBO

MPM CRIA FORÇA-TAREFA PARA LEGALIZAR PRISÕES NO RJ

O Ministério Público Militar criou uma força-tarefa para dar apoio às Forças Armadas que estão na Vila Cruzeiro, na Penha, e no Complexo do Alemão, em Olaria. Os procuradores Marcelo Barreto e Antônio Antero dos Santos, e o promotor Otávio Bravo se encontram de prontidão, caso seja necessário expedir algum mandado de prisão em flagrante. Segundo a Procuradoria de Justiça Militar, eles foram acionados pelo Exército. Se houver algum caso que se enquadre na legislação militar, o Ministério Público Militar poderá atuar.
Os militares foram acionados para controlar os acessos às favelas, respaldados pela diretriz ministerial do Ministério da Defesa de número 14/2010 de 25 de novembro deste ano, criada especialmente para esta ação nos morros do Rio, para garantia da lei e da ordem.
O GLOBO

PARAQUEDISTAS TROCAM TIROS COM TRAFICANTES NO ALEMÃO

27 de novembro de 2010

MILITARES APREENDEM MOCHILA CHEIA DE DÓLARES E REAIS NO RJ

Militares apreenderam hoje uma mochila com US$ 27 mil e R$ 29,2 mil em notas no conjunto de favelas do Alemão, na Penha, zona norte do Rio, em episódio marcado por informações desencontradas. Em nota oficial, o Comando Militar do Leste (CML) afirmou que quatro homens foram detidos - um deles carregando o objeto "com expressiva quantia de dólares e reais" - quando tentavam sair do Complexo do Alemão. O Exército informou que "os detidos" foram "encaminhados" com o dinheiro à Polícia Militar.
Segundo a Polícia Civil, no entanto, apenas dois homens, um deles menor de idade e o outro com 24 anos, foram presos por tentar fugir da comunidade com a bolsa e vão responder por associação ao tráfico. Na 22ª Delegacia Policial (Penha), a informação é de que os dois foram levados para lá por militares e não por PMs.
A polícia também apreendeu na Vila Cruzeiro, no bairro da Penha, cerca de 750 kg de maconha, fardas falsas do Bope e fardas verdadeiras da Polícia Militar, além de munições 7.62, ponto 30 de ponta preta (altamente perfurante), ponto 30 normal, coletes a prova de balas, seis fuzis desmontados, dez caixas fechadas de munição ponto 50 (150 balas no total) e pasta de cocaína. O material foi levado para a Polinter, do Andaraí, zona norte.
Ainda ontem, em operações no Alemão e no Complexo da Penha, que engloba a Vila Cruzeiro, os policiais recolheram 132 bananas de dinamite plásticas, dez pick-ups novas de diferentes marcas e um circuito de câmeras de segurança.
YAHOO

LEMBRAI-VOS DE 35!

VÍTIMAS DO TERRORISMO – NOVEMBRO DE 1935

Em 1935, a primeira geração de assassinos vermelhos deu provas sobejas do desamor pelo Brasil e do fanatismo pelo qual exercia a sua opção política.
Crueldade, frieza e barbárie foram a tônica de uma ação traiçoeira, pela qual mataram brasileiros fardados, no sombrio da noite, para intentar contra o País.
Nos anos sessenta e setenta, a segunda geração prosseguiu na perfídia, enlutando famílias e promovendo o terror, nos episódios que hoje ostentam sob a mentira de terem combatido a "ditadura dos generais". 
Omitem seu verdadeiro propósito que era o de transformar o Brasil em um mais um satélite da extinta URSS. Pelos "serviços prestados" são recompensados com generosas indenizações e pensões, nas quais incluem "apoiadores" da época e aderentes posteriores, que tal quais modernos piratas sugam o que podem dos cofres públicos.
Se ontem imolavam brasileiros de bem, agora sangram os inocentes e impotentes contribuintes, na sanha por dinheiro e poder.
Neste 27 de novembro de 2010, certamente, a mídia comprometida com as duas gerações fará juras de amor a essas camarilhas, contando deturpadamente os fatos e lembrando o batismo de ruas e obras públicas com os nomes de criminosos, que ontem só eram vultos por agirem encobertos pela sombra.Vítimas atraiçoadas em 1935:
Poucos conhecem esses nomes. Eles morreram na madrugada de 27 de novembro de 1935. Não em combate, mas covardemente assassinados. Alguns dormindo...
Durante todos estes anos, suas famílias, em silêncio resignado, nada reivindicaram dos governantes, a não ser um mínimo de coerência, a fim de que pudessem acreditar que eles não morreram em vão.
Abdiel Ribeiro do Santos - 3º Sargento
Alberto Bernardino de Aragão - 2° Cabo
Armando de Souza Mello - Major
Benedicto Lopes Bragança - Capitão
Clodoaldo Ursulano - 2° Cabo
Coriolano Ferreira Santiago - 3° Sargento
Danilo Paladini - Capitão
Fidelis Batista de Aguiar - 2° Cabo
Francisco Alves da Rocha - 2° Cabo
Geraldo de Oliveira - Capitão
Jaime Pantaleão de Morais - 2° Sargento
João de Deus Araújo - Soldado
João Ribeiro Pinheiro - Major
José Bernardo Rosa - 2° Sargento
José Hermito de Sá - 2° Cabo
José Mário Cavalcanti - Soldado
José Menezes Filho - Soldado
José Sampaio Xavier - 1° Tenente
Lino Vitor dos Santos -Soldado
Luiz Augusto Pereira - 1° Cabo
Luiz Gonzaga - Soldado
Manoel Biré de Agrella -2° Cabo
Misael Mendonça - Ten Cel
Orlando Henrique - Soldado
Pedro Maria Netto - 2° Cabo
Péricles Leal Bezerra - Soldado
Walter de Souza e Silva - Soldado
Wilson França - Soldado
A lembrança deles é motivada pelo desejo de que a sociedade brasileira lhes faça justiça e resgate aos seus familiares a certeza de quenão foram cidadãos de segunda classe, por terem perdido a vida no confronto do qual os seus verdugos, embora derrotados, exibem, na prática, os galardões de uma vitória bastarda, urdida por um revanchismo odioso.A esses heróis o reconhecimento da Democracia e a garantia da nossa permanente vigilância, para que o sacrifício de suas vidas não tenha sido em vão. 
Texto adaptado deTERNUMA

A imagem que ilustra o texto é a do Monumento em homenagem aos heróis que tombaram na covarde tentativa de implantar o o comunismo no Brasil, localizado na Praça General Tibúrcio, Praia Vermelha/RJ. Este monumento ocupa hoje o antigo local onde estava sediado o 3º RI, que, sublevado, foi completamente destruído.

EXÉRCITO E POLÍCIA MANTÉM CERCO AO COMPLEXO DO ALEMÃO. INVASÃO SERÁ A QUALQUER MOMENTO.

CABO DO EXÉRCITO MORRE COM TIRO ACIDENTAL EM QUARTEL DO RJ

Uma brincadeira teria acabado na morte de um cabo do exército na madrugada de quarta (24) para quinta-feira (25), em um quartel em Magalhães Bastos, na zona oeste do Rio. 
Segundo familiares da vítima, um soldado havia perguntado: “Se os bandidos entrassem aqui, o que vocês fariam?”, se referindo aos ataques que assolam o Rio desde sábado (20). 
Um outro soldado teria respondido “eu faria isso” e atirado contra Felipe Lima, de 22 anos, que morreu na hora. De acordo com um amigo, também militar, a vítima tentou empurrar a arma, mas o tiro teria atravessado sua mão e atingido o rosto.
O jovem foi enterrado sexta-feira, no cemitério de Ricardo de Albuquerque, na zona norte.
R7

FUZILEIRO NAVAL VAI COMPRAR DROGAS E É ESPANCADO POR TRAFICANTES

O recruta Natan da Silva Lima, 19 anos, do corpo de Fuzileiros Navais, chegou ferido na 39ª DP (Pavuna-io de Janeiro), alegando ter sido agredido após um assalto. Segundo a polícia, o amigo do militar, identificado como João Vitor Vieira Nascimento, teria desmentido a versão do colega. Segundo ele, Natan foi espancado por traficantes do Morro do Chapadão, em Costa Barros.
De acordo com João Vitor, o militar teria ido ao morro comprar drogas, mas os bandidos descobriram a identidade do fuzileiro. Os dois abandonaram a moto no local e fugiram. A motocicleta foi recuperada pela polícia, e os dois levados para o Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes.
Yahoo

GUERRA DO RIO: RESUMO DO DIA

"Se formos atacados, não temos como não responder. Estamos com armas que serão usadas, se necessário. São pessoas experientes, bem orientadas. Se tiver que haver confronto, infelizmente vamos ter que partir para isso."
 (General Adriano Pereira Júnior, Comandante Militar do Leste)


Tiroteios e exibição do poderio bélico dos traficantes marcaram o primeiro dia do cerco do Exército, da Polícia Federal (PF) e das polícias do Rio de Janeiro ao conjunto de favelas do Alemão, na zona norte da capital fluminense.Até o momento, o número de mortes nos confrontos dessa semana entre policiais e bandidos no Rio chega a 35, de acordo com o último boletim da Polícia Militar. Foram registrados também 197 detidos, 96 veículos incendiados e três agentes de segurança feridos. Não foi confirmado o número de civis hospitalizados.
Um militar da Brigada Paraquedista do Exército que participa da operação de ocupação do Complexo do Alemão, na Penha, foi ferido na perna por tiros disparados pelos traficantes de drogas. O confronto ocorreu nas ruas Paranhos e Itararé, em Olaria, um dos acessos à comunidade.A dona de casa Luiza de Moraes, de 61 anos, foi ferida dentro de casa, também no Complexo do Alemão, durante o tiroteio. Ela foi levada para o Hospital Getúlio Vargas, onde foi montada uma estrutura especial para atender aos feridos dos confrontos na região. Uma criança de 2 anos de idade também foi levada ao hospital, atingida no braço esquerdo por um tiro de fuzil.

Alemão
Depois que pelo menos 200 traficantes fugiram da Vila Cruzeiro, na véspera, para o Alemão, a polícia calcula que pelo menos 500 bandidos estejam dentro do complexo. Um deles seria Fabiano Atanásio da Silva, o FB, chefe da facção criminosa Comando Vermelho (CV) na região.
Ao todo, três pessoas morreram hoje em confrontos com a PM na capital fluminense, segundo balanço parcial da corporação. Após a fuga de criminosos depois da tomada da Vila Cruzeiro, na zona norte do Rio, a polícia cercou hoje o vizinho Complexo do Alemão, em busca dos traficantes. Dois veículos blindados M-113 da Marinha participam da operação. Dois suspeitos foram presos e outros dois ficaram feridos.
Desde ontem a polícia ocupa a Vila Cruzeiro na megaoperação que realiza contra o tráfico de drogas e a onda de crimes no Rio de Janeiro. Depois de quase 40 horas de intenso tiroteio, a polícia anunciou a tomada da Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, quartel general da facção criminosa Comando Vermelho. Mais de 100 bandidos fortemente armados fugiram para o Complexo do Alemão, controlado pela mesma facção. A polícia, então, deu início hoje a uma operação no local.

Exército
O comandante do Comando Militar do Leste, general Adriano Pereira Júnior, afirmou nesta sexta-feira que homens do Exército já ocupam parte do entorno do Complexo do Alemão e que o deslocamento de militares para cercar a comunidade continua. "Neste momento já ocupamos um trecho e estamos ocupando o restante", disse, durante coletiva no Palácio Guanabara ao lado do ministro da Defesa, Nelson Jobim, do governador Sérgio Cabral (PMDB) e do secretário da Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame.
Depois do pedido do governo do Estado ao Ministério da Defesa, a Presidência da República autorizou a participação de 800 homens da brigada de paraquedistas na operação. Segundo Jobim, o papel do Exército será o de prover segurança ao perímetro. Cerca de 60% dos militares que vão participar da operação atuaram no Haiti. Além da tropa, dez blindados da Marinha e três helicópteros da Aeronáutica darão apoio.
De acordo com o general Pereira Júnior, o Exército não deixará de revidar, caso seja atacado pelos traficantes. "Se formos atacados, não temos como não responder. Estamos com armas que serão usadas, se necessário", afirmou. "São pessoas experientes, bem orientadas. Se tiver que haver confronto, infelizmente vamos ter que partir para isso", disse, sobre os militares que participam da missão.
Beltrame afirmou que um policial (militar, civil ou federal) estará em cada equipe de militares para, se necessário, fazer abordagens de carros e pessoas nos acessos ao Complexo do Alemão. "Decidimos manter um policial com os militares para não termos esse tipo de problema (questionamento à respeito da legalidade da atuação do Exército)", disse. Segundo ele, a princípio o Exército não entrará nas favelas.
Durante a coletiva, Jobim tentou dissolver polêmicas sobre o comando das ações. "Há áreas muito definidas de função, então não se tem que entrar em discussões sobre comandos da operação", declarou. Segundo ele, o governo estadual definirá as áreas estratégicas de atuação e o governo prestará o apoio necessário. Jobim afirmou ainda que Cabral foi corajoso ao pedir o apoio do governo federal. "A operação que segue tem grande risco."
Durante a ação, bandidos do Complexo do Alemão atiraram em direção a um helicóptero blindado da Polícia Civil, perto da estação de transmissão de Furnas, entre a favela da Vila Cruzeiro e o Complexo do Alemão.Segundo a Polícia Militar (PM), a aeronave, blindada e que pertence à Polícia Civil, não sofreu danos e seus passageiros não ficaram feridos.

Estratégia
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), se reuniram ontem no Palácio Guanabara, sede do governo, para traçar estratégia conjunta de enfrentamento do tráfico no Estado. Também fizeram parte do encontro o comandante do Exército brasileiro, Enzo Martins Peri, e o responsável pelo Comando Militar do Leste, general Adriano Pereira Júnior.
Além deles, estavam presentes o comandante do 1.º Distrito Naval, vice-almirante Carlos Augusto e Souza, e o comandante do 3.º Comando Aéreo Regional (Comar), major brigadeiro-do-ar Elcio Picchi, assim como o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, e o superintendente da Polícia Federal (PF) no Rio, Angelo Gioia, entre outras autoridades.

O confronto
Desde domingo (21), a cidade do Rio de Janeiro sofre com veículos queimados, arrastões, tiroteios e ataques às forças de segurança. De acordo com o governo do Estado, essas são ações de bandidos contra as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), projeto para instituir polícias comunitárias em favelas. Até hoje, 13 delas foram instaladas na capital fluminense.
Redação Yahoo! Brasil com Agência Estado

A FORÇA NACIONAL [ELEITORAL] DE SEGURANÇA

O que é que há com Lula que não se oferece para acabar com a batalha do Rio?

AUGUSTO NUNES

Ao longo da campanha eleitoral, Dilma Rousseff recitou a cada comício, debate ou entrevista que faltava pouco para que o sistema de segurança pública, a exemplo do que ocorreu na área da saúde, chegasse à perfeição. Graças ao padrinho, garantiu a afilhada, nem teria muita coisa a fazer depois de eleita. Nos últimos oito anos, a violência dos tempos de FHC foi progressivamente substituída pela paz da Era Lula. Ponto para o estadista que encarou a herança maldita.
No meio da discurseira, aparecia inevitavelmente o exemplo do Rio. Com a disseminação das Unidades de Polícia Pacificadora, as miraculosas UPPs, o companheiro Sérgio Cabral concluíra a façanha histórica iniciada pelo PAC e consolidada pela popularidade de Lula. Nem o mais insensato comandante do narcotráfico ousaria enfrentar os 80% do maior dos governantes desde Tomé de Souza.
Dado o aviso, Dilma sacava do coldre imaginário o trabuco com a bala de prata: se alguma facção do crime organizado tentasse conflagrar os morros cariocas, o Mestre não hesitaria em mobilizar a temível Força Nacional de Segurança Pública. Por que o exército medonho até hoje não foi visto em ação? “Porque o governo de São Paulo não quis”, repete Lula desde 2006, quando a capital do Estado administrado pelo PSDB foi convulsionada por sangrentos ataques simultâneos do PCC.
Em campanha pela reeleição, Lula e Tarso Genro, ministro da Justiça e marechal da Força Nacional, baixaram em São Paulo para informar que poderiam sufocar a rebelião em quatro ou cinco horas. Bastava uma solicitação formal do governador. Pena que os tucanos paulistas tenham teimado em ignorar o bom exemplo dos companheiros cariocas, suspirava Lula antes que a violência no Rio recrudescesse com dimensões apavorantes. O segredo é a aliança entre os governos federal e estadual.
Até o começo da semana, o presidente e a sucessora sustentaram que o entendimento fraternal com o governador Cabral (sem contar a guarda pessoal do prefeito Eduardo Paes) era mais que suficiente para matar no nascedouro qualquer atrevimento esboçado pelos bandidos do narcotráfico. Nesta quinta-feira, dois telefonemas reduziram a farrapos outra fantasia do Brasil do faz-de-conta.
Depois de alguns dias de silêncio, Lula e Dilma ligaram para conversar com Sérgio Cabral sobre o drama que apavora o Rio e assombra o país. Nem o atual nem a futura presidente ofereceram a ajuda da Força Nacional. Ofereceram votos de solidariedade. O país inteiro descobriu que o exército fantasma do Planalto só entra em combate na guerra eleitoral.
Uma última interrogação intriga milhões de habitantes da zona conflagrada. O presidente autopromovido a Pacificador do Universo já se ofereceu para resolver a crise do Oriente Médio e para reaproximar o Irâ atômico do resto do mundo. O que é que há com Lula que não se oferece para acabar com a batalha do Rio?
VEJA.COM

26 de novembro de 2010

VÍDEO: BLINDADOS DA MARINHA CRIVADOS PELAS BALAS DOS TRAFICANTES

SOLDADO PARAQUEDISTA É FERIDO EM CONFRONTO COM BANDIDOS NO RJ

EXÉRCITO É APLAUDIDO AO ENTRAR NO MORRO NO RJ


Os soldados do Exército começaram por volta das 15h desta sexta a chegar ao conjunto de favelas do Alemão e à Vila Cruzeiro. A Polícia Civil também faz operações na Vila Cruzeiro, na Penha, e, de acordo com o delegado Márcio Mendonça, da Delegacia de Roubos e Furto de Automóveis (DRFA), até as 16h desta sexta, os policiais tinham apreendido no local 240 motos – 40 estavam queimadas.

HELICÓPTEROS - Três helicópteros do Exército, com capacidade para transportar de 12 a 16 homens, além de armamento, estão sendo usados nas operações.
Exército chega ao Alemão Exército chega ao Alemão (Foto: Tamine Leta/G1)
MINISTRO FALA EM ENFRENTAR RISCOS - O Ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou, após reunião com o governador Sérgio Cabral, que a integração das esferas federal e estadual tem o objetivo único de combater a criminalidade no Rio de Janeiro. "Esse não é o momento de contornar riscos e sim de enfrentar riscos", afirmou Jobim sobre a situação enfrentada em virtude da onda de ataques no estado.

APLAUSOS NA CHEGADA - Na chegada dos soldados à região da Penha nesta sexta, moradores aplaudiram. Nesta região, acontecm os maiores conflitos da atual onda de violência no Rio. Os carros saíram da Brigada Paraquedista, na Vila Militar na Zona Oeste.
G1

JOBIM DISCUTE COM CABRAL ENVIO DE MAIS TROPAS AO RJ

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, tem um encontro marcado nesta sexta-feira com o governador do Rio, Sérgio Cabral. O tema da reunião é a onda de violência que tomou conta do estado desde domingo. Depois de autorizar o envio de 800 homens do Exército para o Rio, Jobim discutirá com Cabral o envio de mais soldados ao estado. O encontro ocorrerá no Palácio das Laranjeiras, no fim da manhã.
Além dos 800 soldados, também serão deslocados ao Rio dois helicópteros da Força Aérea, um para transporte de tropas e outro para utilização de atiradores, e dez veículos blindados. O reforço começa a atuar já nesta sexta-feira, no cerco aos traficantes refugiados no Complexo do Alemão.
VEJA.COM

CABRAL PEDE E JOBIM MANDA 800 HOMENS DO EXÉRCITO PARA O RJ

Exército enviará 800 militares para reforçar efetivo no Rio de Janeiro
Ajuda foi solicitada pelo governador Sérgio Cabral
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, determinou nesta noite o envio de 800 militares do Exército para garantir a proteção das áreas ocupadas pela Polícia no Rio de Janeiro. 
A Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) foi solicitada pelo governador do Estado, Sérgio Cabral, e autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 
Além de reforçar o efetivo, as Forças Armadas enviarão dois helicópteros e 10 blindados de transporte. Também serão fornecidos, temporariamente, equipamentos de comunicação entre aeronaves e tropas em solo e óculos para visão noturna.
Pelo menos 300 agentes da Polícia Federal reforçarão o trabalho dos policiais civis e militares a partir de sexta-feira.
ZEROHORA.COM

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