Como escreveu um comentarista no You Tube:
"A arte de falar muito e não dizer absolutamente NADA!"
26 de agosto de 2013
Soldados indígenas colaboram com missões do Exército em Roraima
De intérpretes a guias de selva, eles ajudam nos trabalhos de fronteira.
‘Eles fazem a diferença’, diz comandante do 7º BIS.
Rodrigo Menaros
Do G1 RR
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| Soldados indígenas do 7º Batalhão de Infantaria de Selva de Roraima (Foto: Rodrigo Menaros / G1 RR) |
No dia em que o Brasil comemora o Dia do Soldado, 25 de agosto, o Exército Brasileiro faz homenagens ao trabalho daqueles que têm como função defender o país. Em Roraima, o 7º Batalhão de Infantaria de Selva (7º BIS) possui indígenas como soldados no efetivo da tropa, principalmente nos pelotões de fronteira localizados na região noroeste do estado, na fronteira com a Venezuela.
O soldado Fagner é da etnia wapichana e sempre teve o sonho de seguir carreira no Exército. Após o período do serviço militar obrigatório cumprido em 2011, pediu para engajar (permanecer vinculado por mais tempo ao quartel), e está muito feliz com o trabalho que realiza como responsável pelo almoxarifado do 5º Pelotão de Fronteira de Auaris. “Enquanto eu puder ficar trabalhando aqui, vou ficar. Gosto muito do que faço”, afirma.
O cabo Xaporita Douglas, da etnia yanomami, e o soldado Deolindo, da etnia macuxi, servem no 4º Pelotão de Fronteira de Surucucu. O primeiro há cinco anos e o segundo há três.
Xaporita tem a função de guia na selva durante as missões de reconhecimento de fronteira, e também serve como intérprete nas comunicações entre os militares do pelotão e os indígenas yanomami das comunidades próximas. Deolindo cuida da manutenção geral do quartel, além de ser responsável pela cantina da tropa.
Todos são casados, mas como trabalham em locais de difícil acesso, a cada período de 90 dias de isolamento no pelotão, podem passar 15 dias em casa. Apenas o cabo Xaropita, por ser da própria região onde está localizado o quartel em que trabalha, vive com a mulher e os quatro filhos. Segundo os militares, essa é a principal dificuldade que possuem. Em geral, os três estão muito satisfeitos com as funções que exercem como soldados.
“O trabalho no pelotão de fronteira é muito tranquilo e sabemos da importância que temos para o Brasil. Para termos o respeito da população, nós temos que mostrar respeito pelas pessoas. Devemos ser exemplo para a sociedade e fazer o máximo que pudermos para ajudar a população”, diz Deolindo, sobre o papel do soldado do Exército.
"Eles fazem toda a diferença na hora da aproximação do Exército com as comunidades indígenas brasileiras”. tenente-coronel Mercês, comandante do 7º BIS
O tenente-coronel Mercês, comandante do 7º BIS, destaca a importância dos indígenas para as forças armadas e o esforço da instituição em selecioná-los para o serviço militar obrigatório.
“Damos um tratamento diferenciado apenas na seleção, pois, em geral, eles não possuem os requisitos de escolaridade próprios da função. O objetivo é tê-los na tropa. Eles fazem toda a diferença na hora da aproximação do Exército com as comunidades indígenas brasileiras”.
G1/montedo.com
25 de agosto de 2013
A César o que é de César: Amorim é vaiado na AMAN. Temer e Enzo também!
Atualização das 9h30m
Segundo informações de leitores do blog e do site Diário do Poder, as vaias foram decorrência do atraso de uma hora e meia para a solenidade, durante a qual o público presente teve que esperar em pé e debaixo de sol forte.
Vocês sabem que não morro de amores por Celso Amorim. Agora, seria desonestidade intelectual considerá-lo como alvo exclusivo das vaias que se ouviram ontem, enquanto atravessava o pátio da AMAN, em companhia do Vice Presidente Michel Temer e do Comandante do Exército Enzo Peri, ciceroneados pelo comandante da Academia.
Segundo informações de leitores do blog e do site Diário do Poder, as vaias foram decorrência do atraso de uma hora e meia para a solenidade, durante a qual o público presente teve que esperar em pé e debaixo de sol forte.
Vocês sabem que não morro de amores por Celso Amorim. Agora, seria desonestidade intelectual considerá-lo como alvo exclusivo das vaias que se ouviram ontem, enquanto atravessava o pátio da AMAN, em companhia do Vice Presidente Michel Temer e do Comandante do Exército Enzo Peri, ciceroneados pelo comandante da Academia.
Evidentemente, as vaias, em alguma medida, também foram endereçadas a Temer e Enzo. Isso também explica por que Dilma não foi. Aí sim, os apupos seriam colossais.
Confira o vídeo, gravado durante a cerimônia de Entrega dos Espadins aos cadetes.
PEC prevê pagamento de adicional noturno para os militares das Forças Armadas
Militares poderão receber adicional noturno com aprovação da PEC 295, da deputada Andreia Zito
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| Deputada Andreia quer adicional noturno para os militares (Imagem: Divulgação) |
A deputada federal Andreia Zito (PSDB-RJ) acaba de ingressar na Câmara dos Deputados com a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 295/2013, que pretende alterar a redação de um artigo da Constituição Federal para viabilizar aos militares o pagamento da remuneração do trabalho noturno superior ao do diurno (adicional noturno). “Não é justo que os militares sejam excluídos desse processo, que visa o pagamento do adicional noturno, pois entendo que é meu dever aproximar mais esses cidadãos militares dos cidadãos trabalhadores em geral, porque assim entendo também poder os militares ter esse direito constitucional”, comentou Andreia Zito.
Para a deputada, é inquestionável que as Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, tem como atividade fim, a defesa da Pátria, a garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem. Para Andreia Zito o adicional noturno para os militares, nada mais será que “reconhecer para esses cidadãos militares direitos constitucionais garantidos para todos os cidadãos trabalhadores e, talvez por uma falha administrativa, esquecido a sua extensão para essa categoria de trabalhador denominado militares, visando deste modo, neste momento, o alcançar um tratamento isonômico naquilo que entendemos ser justo e legítimo”.
No entender da deputada, hoje, no que se refere aos direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, previstos no art. 7º da CF, verifica-se que os militares não têm acesso a diversas prerrogativas já reconhecidas para todos os trabalhadores. Como exemplo, a parlamentar mencionou: a remuneração do trabalho noturno superior ao do diurno; repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinquenta por cento a do normal; duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais facultadas à compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.
Mas, convém ressaltar, observou Andreia Zito, que alguns desses direitos já foram estendidos aos militares, como por exemplo, o 13º salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria; salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei; gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal; licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte dias; licença-paternidade, nos termos fixados em lei; assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até seis anos de idade em creches e pré-escolas. “Então, agora, vamos lutar pela PEC 295, que busca mais justiça para os militares”, enfatizou a parlamentar.
Ela reconhece que a dedicação exclusiva às atividades militares, em prol do Estado Brasileiro, impede a fixação de um horário regular de trabalho. Assim, acrescentou, é de fácil dedução que a defesa da Pátria consome todas as energias desses cidadãos fardados; é lógico que no decorrer das operações os líderes providenciam o mínimo de descanso à tropa, em sistema de revezamento. “É importante ressaltar que os militares não são máquinas. São seres humanos. Então, o porquê não se estender aos militares o direito da remuneração do trabalho noturno superior à do diurno”, questiona a parlamentar.
Andreia Zito finalizou dizendo que considera muito importante assinalar que o adicional noturno é um valor acrescido sobre o valor das horas normais trabalhadas com base no seguinte entendimento: o serviço noturno para fins deste adicional é aquele prestado em horário compreendido entre 22 (vinte e duas) horas de um dia e 5 (cinco) horas do dia seguinte, onde as horas compreendidas neste interregno tem o valor acrescido de 25% (vinte e cinco por cento), computando-se cada hora noturna como cinquenta e dois minutos e trinta segundos.
Site da Deputada Andreia Zito/montedo.com
24 de agosto de 2013
Dia do Soldado: Banda Sinfônica do Exército se apresenta no Theatro Municipal do RJ
Banda do Exército homenageia Dia do Soldado no Municipal
Maria Luiza Nobre (Sol Maior)
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| Banda Sinfônica do Exército |
O Theatro Municipal do Rio de Janeiro homenageia o Dia do Soldado,no próximo domingo, 25, às 11h, convidando a Banda Sinfônica do Exército para um concerto na Série Domingo no Municipal.
O conjunto é sediado em São Paulo e ganhou o Prêmio da APCA,que é a Associação Paulista de Críticos de Arte, em 2008,na categoria Melhor Projeto de Música Erudita. O premiado grupo orquestral vem conquistando a platéira brasileira com um repertório altamente diversificado desde música de concerto,passando por MPB e temas ligados ao cinema.
A Banda Sinfônica foi criada em 2002,pelo então Comandante do Exército General Gleuber Vieira,e atualmente é constituída por 82 integrantes, músicos militares de carreira e temporários,selecionados em todo o território nacional em várias atividades que envolvem a formação sinfônica e a música de câmara,e tem como diretor artístico e regente titular o maestro Benito Juarez desde a sua fundação. O conjunto recebe o apoio da Fundação Cultural Exército Brasileiro, FUNCEB.
Para o concerto de domingo,o programa foi muito bem escolhido e serão ouvidas páginas de vários compositores como a Abertura Festiva de Shostakovich, Bela do Baile de Leroy Anderson, O Quebra Nozes,pas-de-deux de Tchaikovsky, O Cisne de Saint-Saëns, Garota de Ipanema eDesafinado de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, Copacabana de Braguinha e Alberto Ribeiro , Tico-Tico no Fubá de Zequinha de Abreu, Brasileirinho de Waldir Azevedo e Aquarela do Brasil de Ary Barroso.
A coluna lembra que mesmo em concertos matinais,não é permitida a entrada de pessoas de bermuda,short,camiseta sem manga e chinelos,exceto crianças até 10anos. É sempre bom ter estas informações para ninguém se aborrecer sobretudo no domingo de manhã. É uma super oportunidade para levar as crianças para ouvirem uma ótima banda sinfônica e conhecer o belíssimo Theatro Municipal. Os ingressos custam R$1 e para maiores informações: 2332-9191. Bom concerto.
Jornal do Brasil/montedo.com
SISFRON: Em 2 anos, programa para fronteira investe 3,6% do previsto para década
Em 2 anos, programa para fronteira investe 3,6% do previsto para década
O governo federal autorizou em 2012 e em 2013 investimento de R$ 436 milhões no Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteira (Sisfron), programa considerado estratégico por promover tecnologia e infraestrutura para vigilância nos 16,8 mil quilômetros de área fronteiriça em 11 estados do país. O valor equivale a 2,7% do total de R$ 12 bilhões previstos para serem aplicados em 10 anos no Sisfron, segundo informações do Exército.
O sistema foi tema de audiência no Senado nesta quinta-feira (22). Coordenado pelo Exército, o programa teve início em 2012 com a proposta de equipar e modernizar a defesa nacional até 2021. Desde o ano passado, fase piloto do sistema, a atuação se limitou ao Mato Grosso do Sul, estado que faz fronteira com Bolívia e Paraguai e é considerado pelo Exército local com maior incidência de tráfico de drogas - uma das principais razões para a implantação do Sisfron.
De acordo com o general João Roberto de Oliveira, assessor especial do Exército para o Sisfron, apesar da previsão orçamentária para o programa este ano ser de R$ 240 milhões, R$ 99 milhões foram contigenciados pelo governo federal. Caso não haja desbloqueio dos recursos, o investimento no Sisfron este ano será de R$ 140 milhões, o que equivaleria a uma redução de 28% na comparação com os R$ 196 milhões aplicados em 2012 no programa.
Este ano, o Ministério da Defesa, origem dos recursos do Exército, teve R$ 4,1 bilhões bloqueados devido à tentativa do governo de ajustar as contas fiscais. Em julho, a Marinha chegou a divulgar nota interna informando sobre a redução da jornada de trabalho como forma de cumprir a determinação de corte de gastos orçamentários, mas acabou voltando atrás e desistiu da medida.
"Temos a esperança de que até outubro tenhamos o descontigenciamento desses R$ 99 milhões, pois a nossa necessidade para 2013 é de R$ 240 milhões. Se ocorrer descontigenciamento, estamos bem", afirmou o assessor especial do Sisfron. Apesar de os recursos previstos até agora serem considerados suficientes para a fase piloto do sistema, o general informou que a previsão para o próximo ano já está abaixo do montante necessário.
"É disponibilizado para o Sisfron, anualmente, [recurso] na faixa de 200 milhões. E o que necessitamos realmente [para 2014] é na faixa de R$ 550 milhões. Temos esse patamar de 200 e poucos milhões [de reais] que não atendem a nossa necessidade. Foram colocados este ano R$ 200 milhões - mais R$ 40 milhões com emendas parlamentares - e ano que vem o que o Exército consegue colocar para o Sisfron é R$ 213 milhões", declarou Oliveira.
Durante a audiência pública que discutiu o sistema, senadores criticaram a falta de liberação de recursos pelo governo federal. "A demora na execução é desperdício de energia e dinheiro. É muito importante a execução de planejamento, o governo está descuidando disso. É preciso garantia de investimentos, porque fica nesse sobe e desce e ficam dependendo de nós na execução da emendas", disse a senadora Ana Amélia (PP-RS).
O Sisfron foi criado a partir do decreto que institui o Plano Estratégico de Fronteiras, de 2011, e é baseado em três eixos: projeto de sensoriamento e apoio à decisão (área de tecnologia), obras e infraestrutura e projetos de apoio e atuação. Só na área de tecnologia para monitoramento das fronteiras a estimativa é que sejam investidos R$ 5,93 bilhões até 2021.
No ano passado, de acordo com o general João Roberto de Oliveira, 65% (R$ 128 milhões) do que foi investido no sistema foram relativos ao contrato com a Savis, subsidiária da Embraer selecionada para operar o Sisfron. Este ano, a intenção é que sejam usados ao menos R$ 164 milhões em contratos para a aquisição de equipamentos como sensores, radares e redes de comunicação tática e estratégica.
Brasília em tempo real/montedo.com
Beneficiário de coronel preso por estupro podem perder direito à pensão militar
Coronel preso pode perder a pensão
Representação à Justiça Militar propõe que dinheiro seja repassado às vítimas do militar
Osni Alves Jr
Preso pela prática dos crimes de estupro de vulnerável e satisfação de lascívia mediante a presença de adolescente, um coronel reformado do Exército brasileiro, cujo nome não foi divulgado, pode sofrer mais uma punição imposta pelo Superior Tribunal Militar (STM). Isto porque a Procuradoria-Geral de Justiça Militar propôs ao STM representação para Declaração de Indignidade para com o Oficialato contra coronel.
O militar está preso no Batalhão de Polícia do Exército de Brasília.
Segundo a Procuradoria, a novidade na representação é que o MPM também requereu a suspensão do pagamento da pensão militar aos herdeiros do militar, caso seja declarada a perda do posto e da patente. Além disso, a PGJM postula o repasse dessa pensão às adolescentes vítimas do estupro, como forma parcial de compensação dos danos causados pela conduta do coronel e para a cobertura de eventual tratamento das ofendidas.
Os crimes foram praticados entre 2009 e maio de 2010, na residência do coronel, quando ele manteve conjunção carnal e praticou atos libidinosos com duas menores, de 13 e de 12 anos respectivamente. As vítimas, adolescentes atendidas por uma organização não governamental de apoio a menores carentes, foram atraídas pelo militar para sua residência em troca de dinheiro e presentes como roupas e sapatos.
Em 4 de novembro de 2010, o coronel foi condenado, pela 4ª Vara Criminal de Brasília, a 13 anos e 5 meses de reclusão,em regime fechado. Apelação interposta pelo militar foi parcialmente provida pela 1ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios e a pena-base reduzida para 11 anos e 8 meses de reclusão. Já o Agravo interposto no Superior Tribunal de Justiça não foi conhecido, em razão da intempestividade, fazendo com que a decisão condenatória transitasse em julgado em 28 de junho de 2012.
Como estabelece a Constituição Federal, art. 142, §3º, incisos VI e VII, oficial da Forças Armadas condenado a pena privativa de liberdade superior a dois anos será submetido a julgamento para declaração de indignidade para com o oficialato.
Na representação encaminhada ao STM, o procurador-geral de Justiça Militar classifica como deplorável a conduta moral do militar, que “em nada se coaduna com os preceitos éticos que norteiam a relação entre o militar e a Força a que está vinculado e demonstra o descaso do Oficial para com a dignidade humana e o descumprimento de seus deveres de cidadão”, escreve.
Pelas práticas delituosas, o Ministério Público Militar representou ao STM para que coronel reformado do Exército seja declarado indigno do Oficialato e, como consequência, perca o posto e a patente que ostenta.
O MPM requereu também que fosse declarada a inconstitucionalidade do art. 20 da Lei 3.765/60. O citado dispositivo dispõe que “o oficial da ativa, da reserva remunerada ou reformado, contribuinte obrigatório da pensão militar, que perde posto e patente, deixará aos seus herdeiros a pensão militar correspondente”.
Para a PGJM, a aplicação de tal artigo afronta os princípios constitucionais da seguridade, isonomia, proporcionalidade, igualdade, solidariedade e distributividade. “A previsão legal questionada beneficia a família do autor em detrimento das vítimas do crime praticado pelo Representado, afastando-se da necessidade de promoção do bem estar comum e de reparação dos danos causados pelo ato ilícito. Não o bastante, mais grave ainda seria admitir a hipótese de percepção de tal pensão militar por parte de herdeiros plenamente capazes de prover seu sustento, na contramão de todos os princípios da seguridade social previstos na Constituição da República”, argumenta o procurador-geral na Representação.
O MPM faz ainda uma analogia em relação aos militares da ativa, com conduta exemplar, e que porventura venham a desligar-se voluntariamente das FFAA. Nessa situação, eles não recebem qualquer remuneração, o que transforma a norma questionada, segundo o MPM, em um verdadeiro prêmio a quem venha a cometer algum ilícito penal. Já que eles continuam a se beneficiar dos vencimentos, ainda que indiretamente.
Caso o STM siga o requerido pelo MPM e não recepcione o art. 20 da lei 3.765/60, o MPM postula ainda que a pensão militar deixada pelo representado seja repassada às vítimas, como forma de parcial compensação dos danos causados pela conduta do militar reformado.
Por último, com base no art. 93, IX, da Constituição da República, o MPM requereu o sigilo processual, a fim de resguardar a intimidade das menores, vítimas de crimes sexuais.
Força Militar/montedo.com
23 de agosto de 2013
Exército planeja hipótese de enviar batalhão para o Oriente Médio

O Boletim do Exército 34, publicado ontem (22/08), trouxe a Portaria-EME n.º 164/2013 que aprova a diretriz para as atividades de planejamento para a hipótese de integrar missões de paz sob a égide das Nações Unidas no Oriente Médio com um Batalhão de Infantaria de Força de Paz.
É importante destacar que não se trata da confirmação do envio de um batalhão de soldados brasileiros para o exterior, mas o primeiro passo concreto nessa direção. Existe ainda a previsão, caso o Brasil não envie esse batalhão à UNIFIL, de o mesmo fique como uma unidade de pronto-emprego da ONU, uma vez que boa parte do material de missão será aproveitado do BRABAT2 que retornou da MINUSTAH.
O Brasil vem sendo requisitado pela ONU a atuar com mais tropas em Missões de Paz. Especificamente, conforme já noticiado no aqui pelo Forças Terrestres, o Brasil foi convidado a enviar tropas para a UNIFIL, uma vez que a MB comanda a força-tarefa naval e devido ao bom trabalho desenvolvido pelo país na MINUSTAH.
A missão no Líbano, caso venha se concretizar, representará um salto de qualidade para a Força Terrestre, uma vez que exporá a tropa a um novo tipo de ambiente tático, sendo determinante a adoção de novos tipos de equipamentos, principalmente no que concerne os equipamentos de proteção individual e coletivos. Só relembrando que o Brasil já participou da Missão de Paz com sucesso na região, em Suez, na UNEF na década de 1950. R. A.

FORÇAS TERRESTRES/montedo.com
Caos aéreo, controladores sobrecarregados, orçamento insuficiente? Problemas antigos e sem solução.
A reportagem é de 1991, no jornal da extinta TV Manchete. Note que, durante os últimos vinte e dois anos, muitos dos problemas tornaram-se crônicos e os assuntos, recorrentes.
De diferente, mesmo, a constatação de que hoje é altamente improvável encontrar um estrelado com coragem suficiente para afirmar que "um sistema de primeiro mundo [...] não pode conviver com um orçamento de terceiro mundo", como fez o então comandante do CINDACTA II, Coronel Aviador Álvaro Pequeno.
O PAC da Defesa
O Presidente da Comissão de Relações Internacionais e Defesa Nacional da Câmara, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), está empenhado, junto com o Ministério da Defesa, em incluir pelo menos quatro projetos da área no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A luta para inclusão no PAC é um pouco como sair do inferno para o céu orçamentário sem escala no purgatório: uma vez incluídos entre as prioridades, os projetos ganham proteção contra cortes e contingenciamentos e inclusão automática nos orçamentos anuais. “O mais importante é a garantia de fluxo financeiro”, diz o deputado. O Ministério da Defesa foi uma das maiores vítimas dos cortes em 2013: dos R$ 18,7 bilhões previstos para este ano, 22,4% (R$ 4,1 bilhões) foram contingenciados.
O mais recente deles, realizado em julho, chegou a R$ 900 milhões. Outro muito afetado em julho foi o próprio Ministério da Fazenda: como principal patrocinador dos contingenciamentos, teve que dar o exemplo. Os projetos eleitos por Pellegrino são: a reto mada do programa de lançadores de satélite em Alcântara, escanteado desde a explosão que atingiu parte dabase, há 10 anos; o desenvolvimento de veículos aéreos não tripulados (VANT); oSistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras, que tem a fiscalização dasfronteiras da região amazônica entre seus alvos principais, e o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul, destinado a fiscalizar o território marítimo brasileiro ao longode toda acosta –com prioridade para as áreas de exploração do pré-sal. Os dois últimos projetos demandariam pelo menos R$ 20 bilhões nos próximos 10 anos. R.A.
Brasil Econômico, via resenha do EB/montedo.com
WikiLeaks: condenado, soldado Bradley Manning quer virar Chelsea
Soldado dos EUA envolvido com WikiLeaks quer viver como mulher
Bradley Manning, soldado dos EUA condenado a 35 anos de prisão pelo maior vazamento de documentos secretos da história do Estados Unidos, disse nesta quinta-feira que é do sexo feminino e quer viver como uma mulher chamada Chelsea.
"Na transição para esta nova fase da minha vida, quero que todos saibam meu verdadeiro eu. Sou Chelsea Manning, sou uma mulher", afirmou Manning, de 25 anos, no comunicado lido no programa "Today", da rede NBC News.
"Devido à maneira como me sinto e tenho me sentido desde a infância, desejo começar uma terapia hormonal o mais cedo possível", disse Manning. "Eu também solicito que a partir de hoje vocês se referiram a mim pelo meu novo nome e usem o pronome feminino".
Uma porta-voz do Exército disse que as Forças Armadas não fornecem terapia hormonal ou cirurgia de mudança de sexo.
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| Manning quer passar por terapia hormonal |
O advogado de Manning, David Coombs, disse no programa esperar que Manning consiga o perdão do presidente Barack Obama.
Manning, um ex-analista de inteligência júnior do Exército, foi condenado na quarta-feira por fornecer mais de 700 mil arquivos secretos, vídeos de batalhas e comunicações diplomáticas para o WikiLeaks, na maior violação de dados secretos da história dos EUA.
Manning deverá cumprir pena no Quartel Disciplinar dos EUA em Fort Leavenworth, Kansas. Coombs disse que Manning pode ser perdoado em sete anos.
Terra/montedo.com
PGR questiona submissão de civis à Justiça Militar
Segundo a instituição, em tempos de paz, civis devem ser julgados pela justiça comum, federal ou estadual

A Procuradoria Geral da República (PGR) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF 289), com pedido de medida cautelar, questionando a submissão de civis à jurisdição da Justiça Militar ainda que em tempos de paz. Civis são julgados pela Justiça Militar nos casos de prática de crime que atinja instituição militar, pressupondo ofensa à defesa da pátria, à garantia dos poderes constitucionais, à lei e à ordem. Segundo a ação, essa possibilidade viola o Estado Democrático de Direito, o princípio do juiz natural, além do princípio do devido processo legal material.
A Constituição Federal de 1988 prevê que a base institucional das Forças Armadas é pautada na hierarquia e na disciplina. A Justiça Militar possui, portanto, regime jurídico constitucional especial, com direitos próprios e deveres específicos para os militares. Dessa forma, segundo a ação, “a Justiça Militar, de regra e por natureza, no Estado democrático e constitucional, destina-se aos militares e não aos civis, excetuados, e assim mesmo com as precauções devidas, em tempo de guerra declarada.”
Segundo a arguição, o alicerce das instituições militares fundado na hierarquia e na disciplina não se aplica aos civis. Segundo a PGR, a existência de uma jurisdição própria por meio de Tribunais Militares somente deve ocorrer em caráter excepcional e em virtude da condição especial do regime jurídico-constitucional do militar. “De outro modo, subverteríamos o sistema de direitos e a organização constitucional das competências jurisdicionais, comprometendo o projeto de constituição de estado democrático de direito”, defende a instituição.
A PGR entende que submeter civis a julgamento por Tribunais Militares, em tempos de paz, configura-se como violação ao princípio do juiz natural, caracterizando-se como tribunal de exceção. De acordo com o órgão, crimes de civis devem ser julgado pela justiça comum, federal ou estadual.
Desacordo com plano internacional - Além de ser uma ofensa à Constituição, a previsão está desalinhada às decisões internacionais, as quais possuem como tendência predominante a limitação da jurisdição penal militar em países democráticos. Confira aqui a íntegra da ação.
PGR/montedo.com
22 de agosto de 2013
FORÇAS ARMADAS: Depoimentos dramáticos de militares mostram as razões de frustração com a carreira
Aos leitores do blog:
Antes que algum incauto tire conclusões precipitadas, esclareço que o comentário do Tenente Coronel João Roberto Albim Gobert Damasceno foi removido pelo próprio. Confira:
De minha parte, agradeço sua participação, que ajudou a enriquecer o debate. Volte sempre."Prezado Montedo, parabéns pelo blog. Deletei meus comentários pelo simples fato de que a polarização aqui ocorrida demonstra que qualquer contraponto às reclamações, frustrações e críticas aqui expressas sob o manto do anonimato, desperta o que de pior há na natureza humana, quais sejam a raiva e as agressões gratuitas."
Quartel-General do Exército, em Brasília (Foto: Arquivo do Exército)
Ricardo Setti
Teve grande repercussão Post do Leitor com texto do coronel reformado do Exército Marco Antonio Esteves Balbi apontando as possíveis razões pelas quais centenas de oficiais pedem demissão das Forças Armadas anualmente: em três dias, mais de 40 mil acessos — e as visitas ao post continuam.
O post provocou também muitos comentários de militares ou ex-militares das três Armas e de diferentes graduações, explicitando, na maior parte, as razões de seu desencanto com a carreira militar.
Acho que o blog presta um serviço aos responsáveis ao registrar aqui algumas das opiniões, não raro dramáticas ou muito críticas, desses integrantes ou ex-integrantes das Forças Armadas. Opiniões como essas deveriam, no mínimo, provocar reflexões do Ministério da Defesa, dos comandantes militares e do governo.
Não identifiquei os autores por razões óbvias.
Leia também:
Confiram:
De um engenheiro militar
“Sou engenheiro militar, formado pelo Instituto Militar de Engenharia (IME).
Atualmente, mais de 50% da minha turma já saiu do Exército, e outros tantos estudam para concurso público. O salário, abaixo das expectativas e muito aquém daqueles percebidos por peritos da Polícia Federal, engenheiros do Senado, fiscais do dos tribunais de contas municipais, do Tribunal de Contas da União, fiscais de impostos etc, faz com que o engenheiro militar (que é um camarada inteligente) pense em sair.
Aliado a isso estão a falta de recursos para pesquisa e desenvolvimento, o sucateamento dos materiais, a burocracia exagerada (engessamento pela Lei nº 8.666, de 1993), a falta de visão de futuro por parte do alto escalão (falta de uma política de continuidade das pesquisas e do orçamento) e a estruturação da carreira.
Inconcebível [para as Forças Armadas] achar que vão conseguir permanecer com engenheiros de alto nível (formados pelo IME ou pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica, ITA) pagando 5.500 reais (líquidos) por mês, com dedicação exclusiva (sem poder trabalhar em outra coisa), sem horários (regime integral), tirando serviço de 32 horas (24h + 8h de expediente), fazendo mudança com sua família a cada 3 anos, sem incentivo para fazer um mestrado ou doutorado (mestrado bruto sobre salario – 8% e doutorado – 5%).
Nem ao menos os direitos trabalhistas concebidos pela CLT nos são aplicados (FGTS, hora extra, etc…).
Vivemos no século XXI — mas com condições de trabalho, rituais e mentalidade praticados no século XIX. A única coisa que evoluiu foi o desprestígio”.
Do militar que não identifica Arma e posto Eder
“Acredito que vai melhorar!! É notável a desvalorização social e a inferioridade salarial dos militares em relação ao funcionalismo público federal, do qual fazemos parte.
É duro saber tal realidade e conviver com ela.
Tiraram quase tudo de nós: licença-prêmio, posto acima após ida para reserva remunerada, etc etc…
Mas vai melhorar”.
Do ex-capitão do Exército Kleber
“Passei em concurso para auditor fiscal do trabalho em 2007 e deixei o Exército no posto de capitão. Meu subsídio atualmente é de 20 mil, bem superior ao de major, posto que estaria ocupando atualmente.
Deixei o Exército pensando em ganhar mais, mas depois percebi que deveria ter saído antes, mesmo que para ganhar menos”.
“Passei quase 10 anos da minha vida dentro das Forças Armadas, na maior parte do tempo, sob o julgo de pessoas despreparadas, autoritárias e sem muito comprometimento.
Do sargento da Marinha S. M.
“Não somos valorizados, somos menosprezados e desprezados, mas quando a polícia não dá conta…. ‘Chamem os militares’.
Quando há tragédias…
‘Chamem os militares’.
Epidemia de dengue e outras mais… ‘Chamem os militares’.
E por aí vai!”
Do ex-marinheiro e ex-praça do Exército Leonardo
“Depois de 3 anos ‘descascando batata no porão’ na Marinha e 5 anos e meio como’soldadinho de chumbo’ no Exército, saí para a Polícia Rodoviária Federal e pude perceber quão inútil eu era para a Nação brasileira.
Inútil não por vontade própria, mas o sistema faz todos serem inúteis. Fora a disciplina e a preparação física, nada mais se aproveita na rotina do militar. As praças trabalham para satisfazer o ego do oficialato, que na maioria das vezes, utiliza-se de regulamentos desatualizados e inconstitucionais para valer sua tirania.
Enfim, depois de 5 anos olho ora trás e vejo que, se houvesse vontade, muita coisa boa poderia ser feito para resgatar o orgulho militar, mas o que vejo é apenas que o sistema continua burro e opressor”.
Do ex-suboficial da Força Aérea Brasileira Jorge
“Deixei a FAB com 23 anos de serviço – já era suboficial – e para ganhar um pouco menos no início, mas hoje ganho quase 5 vezes mais como servidor público civil.
Não saí só por causa de salário, mas por não ver nenhuma perspectiva de futuro, a não ser marchar, marchar e marchar para um monte de inúteis ficarem olhando.
Estava me sentindo como se fosse invisível, ninguém dá valor. Não me arrependi nem um pouco, e hoje tenho certeza de que não morrerei frustrado, e tudo porque parti para uma vida diferente e muito melhor.
Também não desprezo a Força, que me deu muitas alegrias no início da carreira, deixei muitos amigos lá, mas tudo tem seu tempo.
Hoje meus filhos estão bem encaminhados, a ainda bem que não escolheram seguir esse caminho”.
Do ex-soldado do Exército Helton
“Servi como soldado em 2002 no 31º Batalhão de Infantaria Motorizada (31 BIMTz) , sediado em Campina Grande (PB), fiz concurso para a Escola de Sargento de Armas (ESA) e infelizmente não passei, mas continuo a tentar: as Forças Armadas dão estabilidade.
Sei que há muito o que melhorar e que estão perdendo muita gente inteligente , mas ainda é uma das melhores carreiras”.
Do militar que não identifica Arma e posto Eustáquio
“Não passamos 24 horas por dia à disposição de organizações militares; passamos a vida toda à disposição da Nação”.
Do militar do Exército Lamarca
“O Exército infelizmente está no gelo, vejo isso pelas escalas de serviço que são penosas e sugadas!
O recruta, o soldado antigo, o cabo, seja cabo da guarda ou motorista, as missões que nos dão e tudo isso nos impede de termos uma vida familiar nos fins de semana (…).
Tudo isso ocorre por que temos poucos homens e, com poucos homens, não tem quem colocar nas escalas de serviço para ficarem largas e assim termos folgas (…).
Se o Exercito não tem gente para fazer seus próprios serviços, imagine pra uma guerra?! Quem nos salvará?”
Do sargento do Exército O. J.
“Sou sargento do Exército e estou aguardando minha nomeação para dar baixa; não é só o salário baixo, são também a mentalidade atrasada, as constantes movimentações, as falcatruas nas licitações.
Uma coisa irracional é um sargento com mais de dez anos de serviço, experiência na Amazônia, que já serviu em mais de seis Estados da federação ser subordinado a um oficial temporário, sempre ‘filhinho de papai’, que não tem conhecimento profissional, apenas é peixe de ‘alguém’ que conseguiu colocá-lo num CPOR [Centro de Preparação de Oficiais da Reserva] da vida.
É humilhante ter como superior um cara que você tem que dizer a ele o que tem que ser feito e se você não o faz sempre aparece alguém para te cobrar.
É obrigação do sargento de carreira orientar o oficial temporário para que ele não cometa erros. Só no Exército isso ocorre: o subordinado ter que ensinar ao superior a trabalhar, mesmo ganhando metade do salário. O Exército inverte a lógica, o que é simplesmente imoral”.
Do ex-oficial engenheiro da FAB Leonardo
“Eu fui oficial engenheiro da FAB por 5 anos, trabalhava com manutenção de aeronaves e dificilmente via faltar dinheiro para os reparos necessários.
No entanto, o que vi bastante (e isso foi um dos motivos principais para minha saída) foi desorganização estrutural, ineficiência administrativa, falta de competência em gestão dos oficiais superiores e dos oficiais generais, aliadas a uma boa dose de excesso de ego, que os fazia tomar todo tipo de decisões arbitrárias, sem precisar dar satisfação sobre o dinheiro público gasto de maneira ineficaz.
É certo que existe um grande problema macro, porém creio também que as FFAA já tinham que ter começado a rever seus problemas internos antes de saírem jogando toda a culpa na ‘falta de apoio’ do governo”.
Do militar do Exército Mário
“Sou militar da ativa logo passarei para a reserva, se Deus permitir. Vibro muito em ser militar do EXÉRCITO, mas hoje vejo que perdi muito tempo tendo esperança de que um dia a minha carreira iria melhorar.
O resultado é que me arrependo muito de ter ficado no Exército, com uma carreira muito frustante e miserável. Olhando para tropas de outros países, são vergonhosos os nossos equipamentos, muito ultrapassados.
Do jeito que se segue é melhor fechar as portas”.
Do militar do Exército Bernardino
“Os praças sim, especialmente os sargentos do quadro especial (Sgt QE), cabos e soldados, vivem em extrema dificuldade financeira.
Além do salário ser o menor de todos, não têm nem uma ajuda adicional, como por exemplo uma transferência de sede a cada dois ou três anos, que na minha opinião deveria ocorrer, e outras coisas mais, pois é essa turma que realmente carrega a base da Força nas costas, como por exemplo; motoristas de carreta de tanques, motoristas de viaturas de todos os tipos, mecânicos, eletricistas, cozinheiro, pedreiros, pintores e ocupantes de outras funções, além do o próprio combatente de fogo”.
Do sargento da FAB Alexandre
“Sou graduado (sargento especialista) da FAB e posso assegurar que o número de baixas entre os sargentos é muito maior que a dos oficiais, por ganharem menos ainda, terem uma escala de serviço apertada e uma pouca valorização no seu plano de carreira em relação aos oficiais e mesmo aos taifeiros, que são equiparados aos sargentos, sem nenhum concurso”.
De um sargento do Exército
“Estou na ativa e tenho a plena convicção de que as Forças Armadas estão totalmente falidas. Nós, praças, sargentos e familiares a cada dia somos mais humilhados , desvalorizados e nos sentimos envergonhados de vestir essa ilusão que se chama Forças Desarmadas.
O que ainda deixa essa farsa de pé é o inconstitucional Regulamento Disciplinar que subjuga e rebaixa profissionais (pais de família) a situações desumanas”.
Do ex-militar da Marinha “Feliz da Vida”
“Saí da Marinha em 2006, na época para ganhar metade do que ganhava na Força.
Não me arrependi em nenhum momento.
Militar não tem gestão de recursos humanos, não sabe o significado de capital humano. Lá existe a Divisão de Pessoal.
Saí como segundo-tenente intendente, 2 anos depois passei em um bom concurso e hoje ganho quase o dobro dos capitães da minha turma.
Posso pagar colégio pro meu filho e vê-lo crescer…
Jovem oficial saia das Forças Armadas e vá ser feliz!”
Da militar que não identifica Arma ou posto Maria
“A falta de materiais e seus desgastes tanto nos campos, armas e aviões/carros são conhecidos por toda família militar. Conviver com tais precariedades faz questionar que tipo de proteção podemos dar ao país!
O salário baixo pesa, o fim de semana trabalhando em prol da pátria agride, a falta de estrutura coloca em risco a própria vida, o sonho de um dia ter participado das Forças Armadas e ter orgulho em vestir a farda está acabando com uma juventude que QUERIA PROTEGER O PAÍS, queria… pq não se tem condições com o que é oferecido pelos governantes…
Os militares estão tão desprotegidos quanto o restante do povo…. a única diferença é q estão fardados!”
Do militar que não identifica Arma ou posto Flavio
“Não podemos colocar a culpa somente no governo, nós (das Forças Armadas) sabemos que nossos superiores não estão preocupados com a atual situação dos milicos, principalmente dos praças”.
Do militar que não identifica Arma ou posto Morfeu
“A situação atual dos oficiais não é nem de longe a situação lamentável e deprimente em que vivem os praças e seus familiares.
A vaidade, incompetência, falta de coragem e o egoísmo dos oficiais superiores, aliados à falta de perspectiva na carreira, são fatores que inicialmente podem explicar essa vergonhosa situação”.
Do 3º sargento do Exército Vitor
“A situação tem se agravado e não há expectativa para mudanças positivas. Hoje, o 3º Sargento no Exército Brasileiro é considerado peça de luxo, pois a procura pelo concurso (ESA) para ingresso tem diminuído a cada ano e os que estão dentro lutam incessantemente para sair. O objetivo é aprovação num concurso que até ofereça menor salário que as Forças Armadas, em algumas situações, mas que dê, na maioria das vezes, melhores expectativas que a carreira militar. As Forças Armadas são uma fortaleza em decadência no Brasil” (Vitor)
Do militar que não identifica Arma ou posto Navy Seal
“Os próprios líderes – generais, brigadeiros e almirantes — parecem não estar preocupados com a motivação da tropa… isto sem contar que os mais antigos vão para a reserva e voltam contratados para fazer muito pouco, prejudicando a renovação das lideranças dentro das Forças Armadas”.
De um capitão engenheiro militar do Exército
“Sou filho e irmão de oficiais militares do Exército, atualmente capitão engenheiro militar, com quase 17 anos de serviço, bacharel em Ciências Militares formado pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e engenheiro formado Instituto Militar de Engenharia (IME).
Falo 2 idiomas – inglês e alemão –, tenho 3 pós-graduações concluídas e estou finalizando uma terceira graduação em Engenharia Civil ano que vem.
Estou me despedindo em breve do Exército para investir na carreira empresarial (…) Vou correr atrás de meus sonhos e realizações profissionais.
Não cuspo na prato em que comi, agradeço muito ao Exército por tudo que tenho e aprendi nesses anos, mas o que o Exército tem a me oferecer nos meus próximos anos de serviço em termos de carreira, financeiros e profissionais não me interessam”
Ricardo Setti (Veja)/montedo.com
Bizarro: hovercraft militar gigantesco atraca em praia cheia de gente na Rússia
Para piorar a situação, o veículo estava carregado com armamentos variados de última ponta.
Rafael Gazzarrini
Basta navegar um pouco na internet para que seja possível encontrar histórias estranhas que aconteceram na Rússia — principalmente se você estiver procurando por acidentes de trânsito. A novidade é que, recentemente, um hovercraft militar muito (muito!) grande atracou em uma praia, entre centenas de pessoas.
Como você pode conferir no vídeo acima, o local estava cheio de banhistas, sendo que o hovercraft — aerobarco, se você preferir — precisou se movimentar lentamente para não atropelar ninguém. Além disso, as pessoas abriram um grande espaço para não serem atingidas pelo deslocamento de água e ar proveniente das hélices.
E ainda é considerado algo normal...
O veículo em questão é um Zumbr, um dos maiores hovercraft existentes em todo o mundo. Como se a situação já não estivesse bizarra o bastante, os militares estavam transportando uma grande quantidade de armamento de ponta — só para você ter uma ideia, este aerobarco é capaz de transportar dezenas de tanques.
Quando perguntado sobre o assunto, o Ministro da Defesa russo afirmou que o procedimento é completamente normal, mas que é necessário saber o que as pessoas estavam fazendo dentro de um perímetro militar. No entanto, pela grande quantidade de banhistas, o local não parece fazer parte das dependências das forças armadas, não é mesmo?
TecMundo/montedo.com
Monumento homenageia o sargento da EsSA em Três Corações
Escultura homenageia soldados [sargentos] da EsSA em Três Corações, MG
Artista Afonso Barra também assina outros monumentos na cidade.
Monumento mede 1,80 metro e representa um soldado em batalha.
Do G1 Sul de Minas
Artista Afonso Barra também assina outros monumentos na cidade.
Monumento mede 1,80 metro e representa um soldado em batalha.
Do G1 Sul de Minas
Uma escultura do artista Afonso Barra, que homenageia os soldados e marca a comemoração de 95 anos da Escola de Sargentos das Armas (EsSA) foi inaugurada em Três Corações (MG) nesta quarta-feira (21).
A escultura está na Praça da Bíblia, em frente a EsSA. O monumento que representa um soldado em posição de batalha foi feito em concreto armado e mede 1,80 metro. O artista é conhecido por outras obras na cidade, como o Dondinho e o Pelé Criança, que ficam no Parque Dondinho.
A atividade também teve a apresentação da banda da EsSA e faz parte da Semana do Soldado, cujo dia é comemorado no domingo (25) e lembrado pelo general Luiz Carlos Pereira Gomes.
“O evento vem também para comemorar a existência da Escola de Sargentos das Armas e homenagear a presença militar na cidade, que é muito importante, já que ela forma os soldados combatentes do Exército Brasileiro e é um elo fundamental para a segurança do país, já que daqui partem soldados para todo o Brasil”, disse.
As atividades comemorativas da EsSA seguem até a próxima sexta-feira (23) em Três Corações.
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| Escultura homenageia 95 anos da Escola de Sargento das Armas,
G1/montedo.com
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Hospitais, estradas, tapa-buracos, batalhão de engenharia: governador vê Exército como 'salvador da pátria' em Tocantins
Siqueira Campos solicita Batalhão de Engenharia e Construção do Exército no Tocantins
Em parceria já firmada, Exército vai reconstruir trecho da rodovia TO-040
Em Brasília, Siqueira quer que Exército instale batalhão de engenharia, construa hospitais, pavimentação e faça operação tapa-buracos no Tocantins
Da Redação
Em audiência nesta quarta-feira, 21, com o comandante do Exército, General de Exército Enzo Martins Peri, e o chefe do Departamento de Engenharia e Construção (DEC), General de Exército Joaquim Maia Brandão Júnior, no Comando do Exército, em Brasília, o governador Siqueira Campos (PSDB) solicitou a instalação de um Batalhão de Engenharia e Construção no Estado. O Tocantins já mantém uma parceira com o Exército Brasileiro, que reconstruirá o trecho da rodovia TO-040 de Dianópolis a Novo Alegre, numa extensão de 213 quilômetros.
Esta não é a primeira vez que o governador faz esta solicitação. Em agosto do ano passado, além da instalação de um Batalhão de Engenharia e Construção no Estado, ele solicitou, em reunião, a edificação de três hospitais, construção de cerca de 300 quilômetros de rodovias pavimentadas, realização de operação tapa-buracos e recapeamento em cerca de 1.000 quilômetros de rodovias, além de diversas outras obras civis.
Na opinião de Siqueira Campos, um Batalhão de Engenharia e Construção do Exército instalado em Palmas, poderá atender não somente o Estado do Tocantins, como uma vasta região de suma importância estratégica e com logística privilegiada para o desenvolvimento do chamado corredor Norte Sul do país. “Temos esperança de que o pleito seja atendido, ainda que forma gradativa, com a instalação de companhias até a implantação do Batalhão”, disse o Governador.
Convênio
Segundo informações são da Agência Tocantinense de Notícias (ATN), o governo do Tocantins assinou convênio com o Exército Brasileiro no valor de R$ 38 milhões para reconstrução de 213 quilômetros de asfalto na região sudeste do Tocantins, trecho que liga a TO-040 à TO-110 nas divisas com os estados da Bahia e Goiás. O início das obras está previsto para esta segunda-feira, 26. Serão beneficiados diretamente os municípios de Dianópolis, Novo Jardim, Ponte Alta do Bom Jesus, Taguatinga, Aurora, Lavandeira, Combinado e Novo Alegre.
CT/montedo.com
AMAN: entrega de espadins movimenta o comércio de Resende
Cerimônia militar aumenta lucro de empresários de Resende, RJ
Comércio e rede hoteleira comemoram crescimento no fluxo de negócios.
Data marca chegada dos cadetes do primeiro ano à Academia Militar.
Comércio e rede hoteleira comemoram crescimento no fluxo de negócios.
Data marca chegada dos cadetes do primeiro ano à Academia Militar.
Do G1 Sul do Rio e Costa Verde
Neste fim de semana (23 e 24) é realizada a Entrega dos Espadins, cerimônia que marca a entrada dos novos cadetes na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende, RJ. Com a chegada de pessoas de todo Brasil à cidade, o comércio e a rede hoteleira local comemoram o crescimento nas vendas e projetam os lucros para o período.
Na vitrine das lojas, os vestidos fazem sucesso entre as mulheres. "O aumento das vendas sempre assim é de 20% a 30% a mais do que o normal. Além dos [vestidos] longos, dos curtos para usar durante o dia, a gente está vendendo bastante estolas, porque a noite sempre é frio. E no caso, uma carteira, esquece um brinco e aí vem correndo pegar um brinco. Eu acho legal, essa festa é muito interessante aqui em Resende", contou a empresária Eurídice Lima, proprietária de uma loja de roupas da cidade.
Além da preocupação com o figurino das mulheres, as famílias dos cadetes que vêm de outras cidades buscam opções de hospedagens. Em um hotel da cidade, a ocupação para o próximo fim de semana já alcança 99%. "As reservas são feitas com muita antecedência. Até mesmo antes do ano corrente. No início do ano a gente já está com o hotel praticamente lotado. Aqui no hotel a gente vai estar com a maioria dos hóspedes do Rio Grande do Sul", disse Giovani Landim, gerente de um estabelecimento.
A cerminônia de Entrega dos Espadins é uma das datas mais tradicionais do calendário militar. Familiares de várias partes do país vêm homenagear os alunos do primeiro ano, que recebem uma réplica reduzida da espada de combate de Duque de Caxias. O ritual marca o início da carreira militar dos futuros oficiais do Exército.
G1/montedo.com
Em busca de um factoide: com base em lei estadual, Comissão da (in) Verdade do RJ tenta visitar quartel do Exército
Comissão da verdade deixa quartel no Rio sem visitá-lo
Agência Estado
Integrantes da Comissão Estadual da Verdade, que tentavam visitar o quartel onde fica sediado o 1.º Batalhão da Polícia do Exército, na Tijuca, zona norte, onde funcionou o Destacamento de Operações e Informações (DOI) do 1º Exército durante a ditadura, saíram às 11h20 da unidade sem conseguir visitá-la.
O comandante do 1º BPE, tenente-coronel Luciano, recebeu a comissão, o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), que em 1977 esteve preso no DOI, e dois deputados estaduais Gilberto Palmares e Robson Leite, ambos do PT. O militar informou cumprir ordens superiores de não permitir a visita.
O Comando Militar do Leste divulgou nota oficial na qual alega que o Comando do Exército está vinculado ao Ministério da Defesa e não se subordina à Lei Estadual 6335/2012, que criou a Comissão Estadual da Verdade.
Durante a reunião, além de Valente, dois ex-presos políticos que passaram pelo DOI, Álvaro Caldas e Cecília Coimbra, descreveram para o militar as torturas que sofreram no local. "Eu lamento profundamente", afirmou o oficial, segundo relato de Cecília Coimbra.
Após o encontro, o comandante Militar do Leste, general Francisco Carlos Modesto, convidou a comissão para uma reunião no Palácio Duque de Caxias.
DIÁRIO DO GRANDE ABC/montedo.com
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