25 de agosto de 2014

União é condenada a indenizar ex-soldado do Exército por repreensão humilhante durante serviço

Repreensão de militar a inferior não pode ser humilhante, diz juíza federal

“É inaceitável tolerar abusos por parte dos comandantes e superiores que, por capricho pessoal ou outras banalidades, como a fórmula de preparo de chá a ser servido, acabam gerando um ambiente de estresse coletivo entre os subordinados.” Fundado nesta argumentação, a 4ª Vara Federal de Santa Maria (RS) condenou a União a pagar R$ 7,5 mil, a título de danos morais, a um ex-soldado. A decisão foi proferida no dia 5 de agosto.
Na ação indenizatória, o rapaz informou que ingressou no serviço militar obrigatório em março de 2011, na 6ª Bateria de Artilharia Antiárea. Disse que, em maio, foi agredido a socos pelo 2º sargento, por ter preparado de forma errada o chá para o comandante da guarnição. Informou ainda que a sindicância realizada resultou no afastamento do superior.
A União apresentou contestação, defendendo que o episódio foi resultado de uma brincadeira infantil praticada pelo autor. Sustentou ainda que a repreensão pode ter sido deselegante, mas não representou um ato de humilhação causador de abalo psicológico.
Para a juíza federal substituta Débora Coradini Padoin, embora não seja possível comprovar a ocorrência da agressão física, o dano moral existiu. O autor foi “repreendido pelo seu superior hierárquico de forma desrespeitosa, na frente de seus colegas de trabalho, causando vergonha, humilhação e sentimento de inferioridade”.
A magistrada afirmou que tais comportamentos são “completamente alheios aos nobres fins militares e que em nada contribuem para a instituição ou para a formação e crescimento pessoal de quem presta o serviço militar obrigatório”. Cabe recurso da decisão. Com informações da Assessoria de Imprensa da Justiça Federal do RS.
Conjur/montedo.com

O que o faz o nome do Exército em notícias assim?

Normalmente, não publico esse tipo de notícia (aliás, muito comum). Hoje resolvi selecionar duas, para que vocês me ajudem a responder: o que o faz o nome do Exército em notícias assim?

Um jovem de 24 anos, sobrinho de um sargento e neto de um oficial do exército, foi preso, na região nordeste de Belo Horizonte. Ele roubou um carro de luxo, fugiu do cerco policial e pulou do carro em movimento. O veículo, desgovernado, ainda atingiu uma casa.
R7

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu em flagrante dois douradenses acusados de tráfico de drogas e armas. Hoelinton Nunes Martins, 28, e Luiz Eduardo Rodrigues Gonçalves, 23, foram pegos com aproximadamente 170 quilos de maconha, uma pistola 9mm e uma submetralhadora de fabricação americana do mesmo calibre. A Aprreensão aconteceu na última quarta feira (20), na região do Posto Capey, BR 463.
O detalhe desta situação é que Luiz Eduardo foi soldado do Exército com o nome de guerra “Gonçalves”. Segundo informação de um militar do 28º Blog (Batalhão Logístico), ‘Gonçalves’ informou que não queria seguir carreira militar. “Ele pediu baixa do serviço militar, não quis o engajamento, pois havia encontrado um emprego que receberia muito mais e teria qualidade de vida”, disse a fonte.
Fátima News

Exército chinês vai vetar recrutas 'viciados em internet'

Segundo um jornal estatal, a ação faz parte da "avaliação política" dos candidatos. O vício em internet ou em videogame é considerado uma doença
Membros da guarda de honra do exército chinês aguardam o início da cerimônia de boas-vindas para o presidente do Paquistão Hussain em Pequim
Membros da guarda de honra do Exército chinês em uma cerimônia (Kim Kyung-Hoon/Reuters/VEJA)
O quartel do Exército de Libertação Popular (as forças armadas chinesas) da província de Hebei, no norte do país, acrescentou um novo tipo de controle em seu processo de seleção de novos recrutas. Os militares agora querem saber se os jovens candidatos a entrar no exército são viciados em internet ou em videogames.
O jornal estatal South China Morning Post publicou nesta sexta-feira que esta nova prova justifica-se para fazer uma “avaliação política dos candidatos”, que em geral examina preferências políticas, origem das famílias, antecedentes criminais, entre outros aspectos. “A dependência da internet poderia afetar gravemente o estudo e o trabalho de um soldado. As pessoas que têm este problema não podem ser nomeadas para cargos politicamente importantes no Exército”, explicou um oficial encarregado do processo de seleção.
O militar chinês, no entanto, não especificou claramente como será a prova para determinar se o candidato sofre deste tipo de dependência eletrônica. De acordo com a Lei do Serviço Militar da China, todos os homens residentes no país entre 18 e 22 anos podem se alistar no Exército, mas as autoridades costumam realizar, além da “avaliação política”, exames físicos e psicológicos antes de aceitarem formalmente os candidatos.
A dependência da internet e de videogames é considera uma doença no país asiático, onde existem centros de reabilitação específicos para o “distúrbio psicológico”. Alguns destes centros suscitam críticas de entidades civis ocidentais por usarem técnicas terapêuticas consideradas ultrapassadas ou abusivas, como eletrochoque e violência física. Alguns estudos chineses concluíram que o uso excessivo da internet pode causar graves danos cerebrais a um adolescente, comparáveis aos produzidos pelo consumo de cocaína ou de álcool.

Reformas no Exército
O presidente chinês Xi Jinping lidera um grupo que está conduzindo uma reforma militar no país, e quer priorizar a criação de um Exército com alta capacidade técnica. Xi disse em uma recente reunião que o objetivo da reforma é construir um Exército “capacitado que obedeça ao comando do Partido e seja capaz de vencer batalhas com a precisão de uma orquestra”. Um dos objetivos da reforma é aumentar a presença de profissionais com diploma universitário nas forças de defesa, sobretudo de especialidades técnicas, como engenharia, matemática, física e computação. (Com agência EFE)
Veja/montedo.com

Exército recebe armas para destruição no Amazonas e Alagoas

TJAM manda 1.254 armas para Exército destruir
Esta foi a maior remessa de armas enviadas pelo TJAM ao Exército
Foto: TJAM/divulgação
Manaus (AM) - Em parceria com o Exército Brasileiro, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) destruiu uma remessa de 1.254 armamentos, peças de inquéritos policiais que estavam armazenados na Divisão de Depósito Público do Fórum Henoch Reis.
As armas, que foram transportadas e destruídas no 12º Batalhão de Suprimentos do Exército, no quilômetro 53 da AM 010, faziam parte de inquéritos arquivados ou já não interessavam mais à tramitação do processo.
Esta foi a maior remessa de armas enviadas pelo TJAM ao Exército. Em 2013 foram destruídas 876. Prática adotada desde 2011, o TJAM já enviou mais de 5 mil armas para o Exército destruir. Leia mais.
emtempo/montedo.com

Judiciário faz nova entrega de armas ao Exército
Judiciário faz nova entrega de armas ao Exército (DICOM/TJ)
Cerca de 400 armas apreendidas em ações policiais e colocadas sob a custódia da Justiça para conclusões de processos foram entregues, nesta quarta-feira (20), pelo presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), desembargador José Carlos Malta Marques, ao 59º Batalhão de Infantaria Motorizada do Exército (BIMtz). O corregedor geral de Justiça, desembargador Alcides Gusmão da Silva, o magistrado auxiliar da Corregedoria, Antônio Emanuel Dória e o vice-presidente da Associação de Magistrados de Alagoas (Almagis), João Dirceu, também acompanharam a entrega. Leia mais.
alagoas 24 horas/montedo.com

MPE quer Forças Armadas para garantir eleições no Rio

Com as crescentes denúncias de que traficantes e milicianos estariam proibindo campanhas de candidatos em favelas do Rio - um problema que se repete a cada processo eleitoral no Estado -, inclusive com a tentativa de cobrança de "pedágios", o Ministério Público Eleitoral (MPE) já considera insuficiente a segurança da Polícia Militar para garantir a continuidade das eleições. Para o procurador regional eleitoral do Rio, Paulo Roberto Bérenger, se faz necessária a presença das Forças Armadas.
"Na minha opinião e do Ministério Público Eleitoral, já se configura a necessidade de pedido de tropas militares. Somente a força do Estado do Rio não é suficiente para assegurar a paz e continuidade do processo eleitoral", disse o procurador. Bérenger, entretanto, quer esperar pelo posicionamento do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), cuja plenária acontece na próxima segunda-feira. Embora a procuradoria possa fazer a requisição, cabe ao TRE-RJ a decisão de solicitar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o envio das tropas federais.
O TRE-RJ não descarta o pedido, mas, assim como o MPE, quer aguardar um relatório que o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, se comprometeu a entregar nesta sexta-feira, 22, sobre as denúncias. Esta semana, Beltrame se reuniu com MPE e TRE-RJ. No encontro, segundo a procuradoria, o secretário afirmou que vem apurando o possível envolvimento de associações de moradores na divulgação de "rumores infundados de que tem sido vetada a campanha de candidatos sem acordos com traficantes ou milícias".
Entretanto, o TRE-RJ confirmou ter recebido denúncias, a Polícia Civil informou que há investigação sobre o assunto na 44ª DP (Inhaúma) e até o governador do Rio e candidato à reeleição, Luiz Fernando Pezão (PMDB), reconheceu esta semana que traficantes e milicianos têm "reagido" à sua candidatura. "Tenho recebido diversos relatos, de diversas pessoas, que mandam apagar meu número, minhas placas. Mas estou tranquilo. Não deixo de ir a lugar nenhum", afirmou.
Os problemas chegam até às comunidades que contam com Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Na terça-feira à noite, ao checar informações de que placas de candidatos - entre eles, o governador - estariam tendo nomes e números pintados de preto no complexo de favelas do Lins, na zona norte, PMs da UPP local foram alvos de disparos de criminosos. Houve troca de tiros e um grupo ateou fogo no lixo para impedir a passagem das viaturas. O policiamento teve de ser reforçado.
Também candidato ao governo, Lindberg Farias (PT) afirmou, após agenda de campanha na semana passada, que "há áreas dominadas pela milícia no Rio onde só candidatos do PMDB podem entrar". Anthony Garotinho (PR), por meio de sua assessoria de imprensa, negou ter sofrido qualquer tipo de problema nesse sentido. Presidente do PSB no Rio, onde Romário lidera as pesquisas para o Senador, Glauber Braga informou não ter recebido esse tipo de reclamação de nenhum dos candidatos do partido.
O POVO/montedo.com

Foro de São Paulo: a cabeça de bacalhau do comunismo latino-americano.

O Foro de São Paulo é que nem cabeça de bacalhau: ninguém vê, mas ele existe. A 'fina flor' da esquerda latino-americana, reúne-se há vinte e quatro anos nesse encontro que surgiu como a via possível para o comunismo, após a queda do regime soviético. O guru desses caras é Antônio Gramsci e é inegável que eles obtiveram muitos avanços nesse período. Além da ditadura cubana, governam Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela, Bolívia e Equador, entre outros menos votados. O 'sucesso' dos esquerdistas podem ser sentido com mais intensidade em países onde as instituições são mais frágeis, como Venezuela e Bolívia.
Esta semana ocorre a 20ª edição do Foro, em La Paz. Os 'democratas' vão analisar a "contraofensiva imperial" contra os governos latino-americanos de esquerda.Então, tá.

Que babada! General diz que Presidente é 'enciclopédia de sapiência, figura emblemática e incontornável'.

Calma, gente! Não é no Brasil (ainda). hehehe.

General considera Presidente da República enciclopédia
General Egídio 'Disciplina' (Portal de Angola)
Malanje (Angola)  - O chefe do Estado-maior adjunto para Educação Patriótica das Forças Armadas Angolanas, General Egídio de Sousa Santos "Disciplina" considerou hoje (sábado), nesta cidade, o Presidente da República, José Eduardo dos Santos uma verdadeira enciclopédia de sapiência, bem como uma figura emblemática e incontornável de todos os tempos.
Presidente José Eduardo 'Enciclopédia' Santos
(Observador Político)
O oficial fez essa exaltação numa palestra sobre “O papel de destaque despenhado pelo Presidente da República na edificação de uma nova Angola”, inserida nas comemorações do 72º aniversário do Chefe de Estado angolano, a assinalar-se a 28 deste mês.
O general enalteceu a figura de José Eduardo dos Santos, frisando ser um filho da pátria angolana que nos momentos difíceis da história do país soube prestar juramento de fidelidade à nação, sacrificando toda a sua juventude para servir os interesses mais nobres do povo e os destinos da revolução democrática popular.
Segundo afirmou, o Executivo angolano, sob a liderança do Presidente da República, nunca abdicou das suas responsabilidades políticas, económicas e sociais, mantendo-se sempre firme, corajoso e determinado na contínua assistência necessária às populações, bem como na preservação da independência e da soberania nacional.
O chefe do Estado-Maior Adjunto das FAA apontou a manutenção da unidade do povo angolano de Cabinda ao Cunene, a preservação da integridade territorial, a defesa da independência e da soberania nacional, a institucionalização da democracia pluripartidária e a promoção da tolerância, bem como da reconciliação nacional, como factores relevantes protagonizados por José Eduardo dos Santos.
Precisou que o patrono da nação angolana, sempre recorreu às medidas de resolução dos conflitos militares de Angola, propondo negociações entre os seus actores e o governo, até a conquista da paz em Abril de 2002.
Por outro lado, de acordo com o General Egídio Sousa e Santos, o Presidente de Angola, pela sua relevância e grandeza histórica, bem como pela visão estratégica na mudança do rumo dos acontecimentos do país, se destacou nos anos 80 e 90, na pacificação do país.
A palestra sobre “ o papel de destaque despenhado pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, na edificação de uma nova Angola”, foi promovida pela delegação da Caixa de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas e foi dirigida a efectivos da corporação e da Polícia Nacional, membros do governo, estudantes, autoridades tradicionais, membros da sociedade civil e jornalistas.
ANGOP/montedo.com

23 de agosto de 2014

Jornalista usa factoide para pedir a cabeça do Comandante do Exército

Você, que é militar, dê uma olhada neste documento, expedido pelo Comandante do Exército a todas as OM:
Eis o modelo enviado em anexo:
Alguma coisa demais? Claro que não! Absolutamente normal dentro da rígida estrutura hierárquica que rege as Forças Armadas. É o óbvio que, em assunto de tal relevância, só quem pode dar informações é o Comando do Exército. Claro e transparente como água.

Agora, leia este artigo, publicado no DIÁRIO do PODER:

ANOS DE CHUMBO
DILEMA URGENTE DA PRESIDENTE DILMA: DEMITE O GENERAL OU EXTINGUE A COMISSÃO DA VERDADEGENERAL PROÍBE COLABORAÇÃO DO EXÉRCITO PARA APURAR CRIMES DA DITADURA
Luiz Cláudio CunhaA presidente Dilma Rousseff acordou estarrecida nesta sexta-feira, 22, como qualquer brasileiro que se respeita. E diante de um dilema inadiável, indelegável, inquestionável:
Ou Dilma demite o Comandante do Exército ou Dilma extingue a Comissão Nacional da Verdade (CNV).
Não há mais clima de convivência possível entre o general Enzo Peri, chefe do Exército, e os seis comissários da CNV, diante da espantosa manchete de hoje do jornal O Globo: “Anos de chumbo: comandante impõe silêncio ao Exército.”
O repórter Chico Otávio recebeu do procurador Sérgio Suiama, da Procuradoria da República do Rio de Janeiro, um inacreditável ofício enviado em 25 de fevereiro passado aos quartéis de todo o País pelo comandante do Exército, general Enzo Peri, proibindo qualquer colaboração para apurar crimes da ditadura que derrubou o presidente João Goulart. O general Peri chega ao requinte de mandar um modelo de ofício, em branco, instruindo cada quartel a rebater pedidos do Procurador-Geral da República para o seu gabinete em Brasília, no quarto andar do Bloco A do QG do Exército (veja cópia abaixo].
O cala-boca nacional do general Peri abrange qualquer pedido ou requisição de documentos feitos pelo “Poder Executivo (federal, estadual e municipal), Poder Legislativo (federal, estadual e municipal), Ministério Público, Defensoria Pública e missivistas que tenham relação ao período de 1964 a 1985”). Só quem pode responder a tudo isso, esclarece o ofício, é o Gabinete do Comandante do Exército, ou seja, o próprio general Peri, erigido agora com uma autoridade que transborda todas as esferas de poder.
É útil lembrar que os desmandos e abusos cometidos entre 1964 e 1985 constituem o foco principal da investigação da CNV, que apresentará ao País em dezembro próximo o seu relatório final.
A solução do impasse agora revelado cabe exclusivamente à Suprema-Comandante das Forças Armadas (FFAA), a quem o general se subordina nos termos da Constituição, e à Presidente da República, que criou a CNV em 2011 e a instalou no ano seguinte justamente para apurar graves violações dos direitos humanos no País. Dilma acumula as duas funções e a dupla responsabilidade.
Cabe a ela, e a mais ninguém, repor a autoridade de seu comando e o prestígio de seu cargo. Se nada fizer, Dilma perderá ambos — a autoridade e o prestígio. Tudo isso em meio a uma brava campanha eleitoral, que não permite hesitações ou fraquezas. À esquerda ou à direita.
É útil lembrar que o ofício do general Peri foi remetido a todas OM (organizações militares) e com difusão para todos os Comandantes de OM e Estado-Maior, ou seja, todos os 108 generais da tropa – os 14 generais de Exército, os 32 generais de Divisão e os 62 generais de Brigada que integram a maior e mais poderosa força militar terrestre da América Latina, com 220 mil homens e a maior concentração de blindados do continente, com 2.000 tanques, 500 deles pesados.
Existe aqui uma clara confrontação da estrela máxima da República, a da presidente Dilma, com o firmamento das 276 estrelas que comandam a tropa — 14 generais de exército (quatro estrelas), 32 de divisão (três estrelas) e 62 de brigada (duas estrelas). A estrela maior deve brilhar sobre todas as outras, nos termos da Constituição e da hierarquia militar, ou então se apaga irremediavelmente.
O grave tom de insubordinação do general Peri se constata pela data em que enviou o ofício cala-boca a seus subordinados de todo o País: 25 de fevereiro de 2014, exatamente uma semana após a entrega pela CNV de seu relatório ao ministro Celso Amorim pedindo informações às Forças Armadas. Quatro meses depois a CNV recebeu um insolente, imprestável conjunto de 455 páginas de relatórios das FFAA que não investigam, não relatam e não respondem às perguntas objetivas e documentadas da Comissão da Verdade.
O relatório minucioso da Comissão da Verdade relacionava, com nomes e datas, graves violações aos direitos humanos nos sete endereços mais notórios da repressão coordenada pelos militares, situados no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco. São cinco quartéis do Exército — incluindo os DO-CODI do Rio e São Paulo, os endereços mais letais da repressão, onde morreram pelo menos 81 pessoas, segundo levantamento da CNV —, uma base da Marinha e outra da Aeronáutica, com os nomes, sobrenomes, datas, depoimentos e horrores sobre nove casos de mortes sob tortura e de outros 17 presos políticos torturados. O relatório do Exército de Peri tinha 42 páginas e, como constatou o procurador Suiama, cobria uma encenação.
O Exército, descobriu o procurador, fingiu que trabalhou durante quatro meses para atender ao pedido da CNV, mas uma semana após a solicitação já cumpria uma determinação exatamente oposta de seu comandante em chefe, o general Enzo Peri.
O dúplice comportamento do comandante da corporação, de um lado chefiando uma investigação e de outro lado impondo o silêncio aos quartéis, lança um manto de dúvida sobre o objetivo real do Exército. Na prática, o ofício cala-boca de Peri submete a CNV à zombaria pública de militares insubmissos e de generais refratários ao interesse nacional, à hierarquia e à verdade, escancarando um deboche corporativo que tripudia sobre a inteligência dos cidadãos e a própria democracia.
O documento da Procuradoria da República revelado pelo O Globo lança uma suspeita terrível sobre o Exército: a CNV foi vítima inocente de uma fraude, de uma farsa? Como o Exército poderia produzir um relatório consistente e crível diante de uma ordem de silêncio imposta por seu comandante?
O Brasil não pode mais conviver com esta grave contradição.
Ou o Exército leva a sério a missão institucional da Comissão da Verdade, ou não.
A presidente da República, num gesto altivo e corajoso, instituiu a CNV em 2012 com a missão expressa de apurar tudo. Agora, o comandante do Exército ordena o contrário: ninguém subordinado a ele pode ajudar nas apurações.
O general Peri não está zombando apenas da CNV.
Está achincalhando a autoridade da comandante-suprema, a presidente da República.
O Brasil deve agora se perguntar: o que fará a CNV?
O que fará o Ministro Celso Amorim?
O que fará a presidente Dilma Rousseff?
Se ninguém fizer nada, já, agora, de forma clara, decisiva, contundente, todos se desmoralizam perante o País e os brasileiros.
Os comissários da CNV precisam dar ao país uma resposta urgente, clara, digna, altiva.
O ministro Amorim precisa explicar ao país que confusão é esta. A quem ele presta contas: à presidente Dilma, que criou uma CNV para apurar, ou ao seu subordinado, o general Peri, que impôs o silêncio sobre a tropa?
A presidente Dilma precisa esclarecer ao país quem manda no Governo Federal.
É Dilma, chefe suprema do Executivo, ou é o comandante do Exército?
O Exército, que sonegou em seu relatório a constatação de que a guerrilheira Dilma é uma das torturadas no DOI-CODI da rua Tutoia onde o Exército jura não ter havido tortura, precisa explicar agora que confusão essa.
Quem manda, afinal: Dilma ou Peri? A presidente ou o general?
Os atuais comandantes, se não a compostura, perderam o prazo de validade.
Os três comandantes das FFAA — o general Peri, o brigadeiro Saito e o almirante Moura Neto — são gente do bem, fichas limpas em relação à repressão e aos abusos da ditadura. Nada têm a ver com elas, como o esmagador conjunto de seus 330 mil companheiros de farda no Exército, na Aeronáutica e na Marinha. Todos os três chegaram ao generalato, por nomeação do presidente Fernando Henrique Cardoso, apenas em 1995, quando a ditadura já era defunta há uma década.
São boa gente, mas atuam e agem como comandantes fracos e acomodados.
Estão em seus cargos desde 2007, como herança gelatinosa de Lula para a Dilma. Estão, portanto, há sete anos no cargo, mais do que o mandato de um presidente, quase o mandato de dois presidentes…
O DIÁRIO DO PODER contou que, na terça-feira, logo após ler o estarrecedor relato da jornalista Miriam Leitão sobre as torturas sofridas durante três num quartel do Exército em Vila Velha, ES, a partir de dezembro de 1972, o senador Cristovam Buarque mandou por fax um bilhete ao ministro Celso Amorim, fortalecendo o pedido de desculpas das FFAA à jornalista torturada. “Nenhum soldado de hoje pode ser acusado de responsabilidade por fatos do passado, mas serão responsabilizados por esconderem os fatos, o que também macula a História, ferida por escondida. O silêncio é uma conivência e cumplicidade”, ensinou Buarque.
Amorim ligou de volta, na manhã de quarta-feira, 20, dizendo-se também ‘impactado’ pelo depoimento de Míriam Leitão. E completou com uma frase enigmática: “Eu sei das coisas que precisam ser ditas, mas tenho algumas limitações…”.
As únicas duas limitações que Amorim tem para cima são o vice-presidente Michel Temer e a presidente Dilma Rousseff. Se um ou outro estão limitando o Ministro da Defesa são passíveis de crime de prevaricação.
As limitações que Amorim tem para baixo só podem ser os 108 oficiais que compõem sua tropa de generais. Se algum deles está limitando o Ministro da Defesa são passíveis do crime de insubordinação.
Amorim está obrigado a esclarecer quem limita suas ações na pasta da Defesa.
A presidente da República, chefe de Amorim e comandante do general Peri, está obrigada a procurar esta resposta.
Nenhuma eleição, nenhuma conveniência eleitoral justifica agora o silêncio, a omissão, a covardia, a inércia da Dilma.
Não se investiga o passado em cima do silêncio.
Não se constrói um país em cima do medo.
Não se consolida a democracia em cima da mentira.
A presidente Dilma precisa escolher entre o general Peri e a Comissão da Verdade.
Os dois não podem mais conviver no Estado Democrático de Direito.
DIÁRIO do PODER/montedo.com

O autor é jornalista conceituado, ganhador do prêmio Esso. É difícil imaginar que desconheça como funcionam as coisas na caserna. Assim, agiu de forma leviana, a partir de um factoide. Numa coisa, porém, concordamos: os comandantes são fracos e acomodados. Já deveriam ter vestido o pijama faz tempo. A demissão viria em boa hora, mas não por esse motivo.

Militar do Exército morre em colisão no MS

Militar do 47º BI morre em colisão entre motocicleta e carro na BR-163
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Imagem: Sidney Assis
Maikon Leal
Coxim (MS) - O militar do 47 º BI (Batalhão de Infantaria) Weslin de Souza Ribeiro, de 18 anos, morreu em um grave acidente, por volta de 05h15min, desta sexta-feira (22), no quilometro 703 da BR-163, entre Coxim e Rio Verde de MT/MS.
Ribeiro pilotava a motocicleta Honda CG Fan, placas HTB-8699 de Rio Verde/MT e levava na garupa o também militar Jalisson Prudêncio Soares, de 21 anos, quando houve a colisão frontal com o Renault Clio, placas NRF-4162 de Campo Grande (MS) conduzido por Carlos Magno Rodrigues Gondim, de 45 anos. Além de Gondim, estava no carro sua mulher Maria das Graças Gondim, de 32 anos e os filhos, uma menina de 13 e um menino de 11 anos.
Informações repassadas ao Coxim Agora descrevem que Carlos seguia no sentido Coxim/Rio Verde quando teria invadido a pista contrária e em seguida atingindo o motociclista que ainda tentou evitar a colisão tirando para o acostamento. No impacto, Ribeiro foi arremessado aproximadamente 15 metros, onde caiu já sem vida. O condutor do carro teria cochilado no momento do acidente.
O Corpo de Bombeiros, Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) realizaram os primeiros atendimentos em Jalisson, Carlos e Maria, em seguida, os encaminharam para o Hospital Regional Dr. Álvaro Fontoura Silva em Coxim. As crianças que estavam no veículo não se feriram.
A PRF (Polícia Rodoviária Federal) esteve no local registrando o acidente e controlando o trânsito.
(*) Informações de Sidney Assis.
Coxim Agora/montedo.com

21 de agosto de 2014

Marinha apura publicação da foto de prova durante concurso para escola de oficiais

'Que comece a prova! Ao vivo', teria escrito aluno em grupo do Facebook.
Em nota, Marinha afirmou que instaurou procedimento para apurar denúncias.

Do G1 Rio
Alunos relatam descaso dos fiscais (Foto: Reprodução / Facebook)

Alunos relatam descaso dos fiscais (Foto:

Reprodução / Facebook)
O processo seletivo de admissão na Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante no Rio (Efomm), que foi realizado no último sábado (16) e domingo (17), teria apresentado irregularidades, de acordo com mensagens postadas nas redes sociais por candidatos. Um aluno que teria feito o exame, chegou a postar fotos durante a prova em um grupo fechado no Facebook. “Que comece a prova! Ao vivo”, escreveu.
Em nota, a Marinha informou ao G1 na segunda-feira (18) que, por intermédio do Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (Ciaga), instaurou um procedimento administrativo para apurar denúncias de supostas irregularidades que teriam ocorrido durante o processo seletivo.
Aparelhos celulares, câmeras fotográficas e outras formas de comunicação não são permitidos durante o exame, de acordo com o edital do concurso. Trechos do edital determinam que "durante a realização das provas não será permitido o porte e/ou uso de aparelhos sonoros, fotográficos, de comunicação ou registro(...)" e que "será vedada a consulta a qualquer material durante a realização das provas, assim como será proibido copiar ou fotografar os conteúdos".
Diversos alunos também fizeram críticas aos fiscais, que não acompanhavam candidatos no caminho até o banheiro. Além disso, também há registros de pessoas que fizeram a prova utilizando fones de ouvido. Os exames foram realizados na Penha e em Olaria, Zona Norte do Rio.
“O mais absurdo foi gente colando no banheiro, fiscal dormindo no banheiro, gente com celular, estojo em cima da mesa...”, postou um candidato.

Denúncia pública
No próprio sábado (16), a funcionária pública Andréia Balduíno, mãe de um aluno que não conseguiu realizar a prova por ter levado um documento de habilitação vencido no lugar da identidade, fez uma denúncia pública ao Ministério Público para registrar as irregularidades. Ela afirma que o filho chegou a passar na primeira triagem de documentos e só foi avisado que seu documento não era válido quando já estava dentro da sala onde a prova seria realizada.
"Deveriam ter avisado que o documento não era válido enquanto havia tempo de ele buscar o outro, que estava dentro do carro. Ele acabou perdendo a prova. No edital da Marinha vem escrito que você não pode portar celular. Da mesma forma que você posta, você pode mandar a foto pra um professor e ele te dar as repostas. Nesse grupo fechado no Facebook têm inúmeros candidatos fazendo denúncia que não havia fiscalização, que as repostas da prova estavam em negrito. Quero pedir a anulação dessa prova”, afirmou.

Veja a nota completa da Marinha:
A Marinha do Brasil (MB), por intermédio do Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (CIAGA), informa que instaurou, hoje, um competente procedimento administrativo para apurar denúncias de supostas irregularidades que teriam ocorrido durante o Processo Seletivo às Escolas de Oficiais da Marinha Mercante (EFOMM), realizado nos dias 16 e 17 de agosto de 2014.
Com o objetivo de assegurar o interesse público, a isonomia entre os candidatos e a integridade do certame, a MB reitera seu compromisso com a ética e a transparência nos processos seletivos realizados pela Instituição.
G1/montedo.com

Soldado do Exército leva tiro ao tentar roubar moto. Comparsa morreu.

Soldado do Exército e comparsa tentam roubar moto mas condutor reage com tiros
O militar ficou ferido no ombro. Já o outro homem não resistiu aos ferimentos e morreu, em decorrência dos ferimentos na cabeça e no peito
O caso foi registrado na delegacia de São Roque e será investigado pela Polícia Civil
São Roque (SP) - Um homem de 27 anos morreu e seu comparsa, um soldado do Exército, de 19, ficou ferido após serem baleados no quilômetro 57 da rodovia Castello Branco, próximo a São Roque, na noite do último sábado (16). Segundo informações da Polícia Rodoviária, os dois, que estavam de moto, tentaram roubar uma outra motocicleta naquele trecho da rodovia, mas a vítima do assalto reagiu com tiros, acertando o militar no ombro e Ramon Rodrigues Pereira dos Santos na cabeça e no peito.
Conforme os policiais que atenderam a ocorrência, primeiramente, a equipe havia sido acionada para verificar um acidente de trânsito. Mas, a alguns metros do local, encontraram um homem caído com uma arma e uma moto ao seu lado. Foi então que, a partir de questionamentos por parte dos policiais, o rapaz contou que era militar e tinha tentado roubar uma motocicleta junto de um comparsa, quando foram atingidos a tiros pelo condutor. O autor dos disparos fugiu e não foi identificado.
Com o soldado, a Polícia Rodoviária apreendeu uma arma calibre 22 e que estava com a numeração raspada, além da moto utilizada pelos assaltantes durante a tentativa de roubo.
O militar foi socorrido ao Hospital Regional de Sorocaba. Assim que tiver alta médica ele deve ser detido pelo Exército. O caso foi registrado na delegacia de São Roque e será investigado pela Polícia Civil, que solicitará as imagens de uma câmera de segurança da rodovia para tentar identificar o autor dos disparos e também para saber como o crime ocorreu.
Jornal Cruzeiro do Sul/montedo.com

20 de agosto de 2014

Militares brasileiros participam de operação de recaptura de 76 fugitivos no Haiti

Militares brasileiros participam 1
O Batalhão de Infantaria de Força de Paz (Brabat 20), unidade brasileira que atua na Missão das Nações Unidas de Estabilização do Haiti (Minustah), realizou juntamente com a polícia do país caribenho a Operação Canguçu. O objetivo da ação, feita no fim de semana, foi recapturar presos que haviam fugido do Presídio Crois-des-Bouquets na semana anterior.
A ação consistiu em cerco à região de Belekou, em Cité Soleil, logo nas primeiras horas do dia 16/08. Com isso, a Polícia Nacional Haitiana pode agir com segurança e evitar que os presos fugissem da investida. Foram detidos cerca de 76 suspeitos, devidamente encaminhados para a Comissaria de Cité Soleil.
FOLHA MILITAR ONLINE/montedo.com

Exército de RR encerra inquérito sobre militar morto em ação da PM

Felipe Lima era militar do exército e pertencia ao 10º Grupo de Artilharia de Campanha de Selva (Foto: Arquivo Pessoal)
Por G1 | Para: CBN Foz 


O 10º Grupo de Artilharia de Campanha de Selva, do Exército Brasileiro em Boa Vista, finalizou o inquérito instaurado para apura apurar a morte do soldado Felipe Lima, de 18 anos, durante uma ação da Polícia Militar no dia 6 de junho. Nesta terça-feira (19), os autos serão encaminhados à Justiça Militar de Manaus, para que as ações sobre o caso tenham continuidade.
Por se tratar de uma investigação sigilosa, a assessoria de comunicação do Exército não informou se terão pessoas indiciadas ou em que circunstância ocorreu a morte do soldado. Caberá à Justiça Militar prosseguir com a ação. Durante o procedimento instaurado, sete pessoas foram ouvidas pelo Exército, entre elas os militares da Polícia Militar que estavam de serviço durante a ação que vitimou Felipe Lima.
Além disso, foram anexados ao inquérito o laudo cadavérico da morte do militar, a perícia realizada nos armamentos utilizados pelos policiais no dia da ação e o laudo de comprovação balística, que aponta de que arma saiu o tiro que atingiu o militar, o calibre da arma que realizou o disparo e outros quesitos técnicos.
A Delegacia Geral de Homicídios também investiga o caso. O G1 entrou em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança Pública (Sesp) para saber como andam os procedimentos instaurados, porém, até a publicação desta matéria não obteve resposta.
Na Polícia Militar, segundo nota enviada pela assessoria de comunicação, os policiais envolvidos na ocorrência continuam afastados de suas funções. "Ou seja, não estão trabalhando, e o inquérito aberto para apurar as circunstâncias do ocorrido ainda não tem conclusão. Tão logo os trabalhos sejam terminados, o resultado do inquérito será encaminhado à justiça militar", informou a nota.
O Ministério Público, que pediu investigações à Polícia Militar em caráter de urgência para apurar a morte de Felipe Lima, até a publicação desta matéria não respondeu o e-mail enviado pelo G1 para saber como está o acompanhamento do órgão junto ao caso.

Leia também:
Roraima: soldado do Exército morre após levar tiro em ação da PMInquérito do Exército sobre morte de militar em RR deve sair em 14 dias
Para família do soldado morto, as investigações estão lentas. "Ainda essa semana vou ao MP verificar o que está acontecendo, pois até hoje não tivemos nenhum retorno sobre 'o pé' em que estão esses inquéritos instaurados. É angustiante essa demora. Mas não vamos desistir, queremos justiça", declarou a mãe de Felipe Lima, Lindalva Lima.

Lembre o caso
Felipe Lima morreu após ser atingido por um tiro durante um acompanhamento tático da Polícia Militar, na madrugada do dia 6 de junho. Segundo informações do major Arcanjo, coordenador de operações da PM, o caso ocorreu na Rua Cerejo Cruz, no Centro de Boa Vista. O pai do jovem relatou que a causa da morte foi um tiro na altura do pescoço, conforme laudo do Instituto Médico Legal (IML).
CBN Foz/montedo.com

19 de agosto de 2014

Soldado da FAB e cadeirante são presos, suspeitos de liderarem quadrilha de desmanche de carros

O grupo foi autuado pelos crimes de tráfico de drogas, roubo, porte ilegal de arma de fogo e ação criminosa
Polícia apreendeu drogas, entre outros itens. Foto: Jucélio Paiva
Manaus - Um soldado da Aeronáutica e um cadeirante foram presos, na manhã dessa segunda-feira (18), suspeitos de liderarem uma quadrilha especializada em roubo, clonagem e desmanche de veículos em bairros da zona norte, de acordo com o delegado plantonista do 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Jone Clei Rodrigues.
Com os suspeitos, a polícia apreendeu um revólver calibre 38, uma farda da Aeronáutica e um colete balístico da Polícia Militar.
O cadeirante Deimerson Ordones Rodrigues, 28, o soldado da Aeronáutica Eduardo da Silva Costa, 20, a namorada dele, Fabiana Gomes de Souza, 20, e Renan Peres Souza, 20, foram presos na residência de Deimerson, na Rua Morro Canaranas, no Conjunto Habitacional Jardim Canaranas, bairro Cidade Nova, zona norte.
Com os suspeitos, ainda foram apreendidos: um Honda Civic, prata, com placa clonada; um Punto, vermelho, de placa OAK-7513; uma motocicleta modelo Titan, preta, de placa NOL-5781; 182 trouxinhas de pasta-base de cocaína; e três porções da mesma droga; uma pedra de cocaína. Além disso, jóias, roupas, chaves e documentos de carros e motos e uma televisão de 42 polegadas.
Levados ao 6º DIP, o grupo foi autuado pelos crimes de tráfico de drogas, roubo, porte ilegal de arma de fogo e ação criminosa. A ação foi coordenada por policiais da Força-Tarefa que investigava o quarteto há uma semana, após denúncia anônima no 181.
D24am/montedo.com

Soldado do Exército morre em acidente de trânsito no interior de SP

Soldado do Exército de 18 anos morre após bater carro em poste
LINS (SP) - O soldado do Exército Lucas Giovani Cruz Espaciani, de 18 anos, morreu após colidir o carro que dirigia em outro veículo e, na sequência, em um poste de iluminação pública.
A tragédia aconteceu na noite desse domingo (17), no bairro Rebouças, em Lins. De acordo com a Polícia Militar, o jovem conduzia um Gol, com placas de Lins, e trafegava pela rua Paulo Lusvarghi, quando, no cruzamento com a Machado de Assis, por motivos a serem apurados, bateu em um Fiat Tempra que estava estacionado.
Devido ao impacto, Espaciani perdeu o controle da direção e colidiu o automóvel em um poste. O soldado, que morava em Sabino e estava lotado no Batalhão do Exército de Lins, morreu no local. A ocorrência foi registrada na Central de Polícia Judiciária como homicídio culposo na direção de veículo automotor. As causas do acidente serão investigadas pela Polícia Civil.
regiãonoroeste/montedo.com

18 de agosto de 2014

"Não vamos entrar no jogo político", diz comandante da FAB sobre investigação da queda do avião de Campos

Piloto não reportou qualquer problema técnico, diz Saito
Falha na caixa-preta não é usual e piloto não reportou qualquer problema técnico, diz comandante da Aeronáutica
O comandante-geral da Aeronáutica, Juniti Saito, chega à base aérea de Anápolis (GO)
Brigadeiro Juniti Saito chega à base de Anápolis (GO) (Alan Marques - Folhapress)
ELIANE CANTANHÊDE

A última comunicação gravada do piloto Marcos Martins com o operador de rádio da Base Aérea do Guarujá não indica preocupação nem se refere a qualquer problema técnico no Cessna 560 XL.
Martins avisou ao rádio que estava arremetendo, ou seja, abortando a aterrissagem, quando o operador lhe perguntou sobre "suas próximas intenções". Ele respondeu: "Vou aguardar a melhoria de condições do tempo".
Até agora, a única frase divulgada de Martins havia sido gravada pela Torre de Controle de São Paulo, não pelo rádio de Santos, e foi antes da arremetida.
A informação é do comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, que fez um relato nesta sexta-feira (15) para a presidente Dilma Rousseff sobre o estágio das investigações. Leia trechos da entrevista dele à Folha.

Folha - O que houve com a gravação da caixa-preta?
Juniti Saito - As conversas entre os pilotos não foram gravadas e as últimas vozes são de mecânicos no solo, mas são conversas sobre sistemas, nada relevante para a investigação.

Por que não gravou?
Estamos fazendo consultas ao fabricante e à empresa de manutenção, porque isso não é usual.

O quanto prejudica as investigações?
Nós temos outros fatos e fatores para analisar, como as condições das turbinas e dos flaps e as gravações dos radares. Mesmo as turbinas estando danificadas, há boas condições de análise.

A FAB trabalha com a hipótese de "desorientação espacial"?
Todo acidente, mesmo quando o fator principal é falha mecânica, tem a mão humana, seja dos pilotos, seja dos mecânicos. Mais de 80% dos acidentes ocorrem por falha humana.

Foi detectada alguma falha mecânica até agora?
Só temos certeza de que o trem de pouso e os flaps estavam recolhidos, funcionaram. Mas nada pode ser descartado, tudo entra na investigação.

Inclusive a hipótese de choque com drones?
Isso é coisa de quem quer tumultuar a investigação. Existe, sim, uma Notam (nota da Aeronáutica para pilotos) citando drones, mas a 20 km da pista, e esses drones pequenininhos só voam por instrumento a 300, 400 metros. E com chuva, vento forte, se o dono puser para voar, vai perder o drone dele.

E com pássaros?
É a mesma coisa. Sabe aquele jargão dos pilotos? "Com o tempo ruim, até urubu fica no chão". Urubu e drones não voam naquelas condições [do dia do acidente, de chuva e vento].

O avião realmente apresentou fogo e fumaça ainda voando?
Isso, sinceramente, é coisa de quem não conhece bem... É muito difícil achar que tinha fogo e fumaça no ar, até porque o piloto não comunicou ao rádio hora nenhuma. Então, como as pessoas conseguiam ver fogo, fumaça, se o tempo estava ruim, fechado, chovendo muito?

O sr. sabe qual foi a última comunicação do piloto?
Ele comunicou ao rádio [da Base do Guarujá] que estava arremetendo. O operador falou: "Suas próximas intenções". Então, ele disse: "Vou aguardar a melhoria de condições do tempo". Foram suas últimas palavras. Depois, o operador do rádio chamou uma, duas, três, quatro vezes, sem retorno.

Como foi sua conversa com a presidente?
Ela é muito perguntadora. Fiz um relato do que temos até agora, com a simulação do voo e o andamento das investigações. Não é muita coisa, mas é o que temos.

O avião passou mesmo entre dois prédios?
Vi um delegado falando isso na televisão, mas nossa simulação não inclui isso. O importante é que foi muita sorte não matar ninguém no solo. Não teve vítimas e seguramente era para ter [no solo].

O sr. está otimista quanto aos resultados da investigação, só com destroços e sem a gravação da caixa-preta?
Nosso sistema de investigação é reconhecido internacionalmente como um dos melhores do mundo. Só ficamos atrás do Canadá e empatamos com a União Europeia, com 96 a 97% de aprovação. Peço que confiem na Força Aérea, não vamos entrar no jogo político.
Folha de S. Paulo, via Jus Brasil/montedo.com

Soldado do Exército é sequestrado por quadrilha no DF

Imagem ilustrativa
Ele ficou três horas em poder da quadrilha e mesmo ferido na cabeça conseguiu fugir

Do R7, com TV Record Brasília
Um soldado do Exército foi sequestrado na manhã deste sábado (16) por uma quadrilha no Distrito Federal. Ele foi abordado por dois homens e dois menores quando saía para o trabalho na garagem de casa, na região do Park Way.
Armados, os criminosos seguiram com a vítima para Alexânia (GO), município do entorno do DF. Segundo o soldado, os criminosos deixavam clara a intenção matá-lo, depois que descobriram que ele era militar.
De acordo com a polícia, depois de mais de três horas com o soldado, os criminosos resolveram voltar para casa da vítima. Mas, no trajeto, eles bateram o carro na BR 060. A quadrilha decidiu então roubar outro veículo. Neste momento, o militar conseguiu fugir e pedir ajuda, mesmo ferido na cabeça.
O grupo foi preso minutos depois pela Polícia Militar. Na delegacia, apareceram outras vítimas da quadrilha. Segundo a polícia, em mentos de dez horas eles roubaram quatro carros. A primeira vítima foi um homem que saía da casa do cunhado em Vicente Pires (DF).
Um músico foi outra vítima. Ele conta que entrava no condomínio onde mora com a mulher e o filho quando os bandidos anunciaram o assalto e pediram o carro. Ele ainda tentou fugir, mas não conseguiu.
Todos os integrantes do grupo já têm várias passagens pela polícia. Com eles, foi apreendida apenas uma faca. Dos quatro veículos roubados apenas um ainda não foi recuperado. Policiais civis fizeram diligências na região do Areal (DF) procurando um outro carro e o revólver usado nos assaltos. O grupo vai responder por sequestro e roubo.
R7/montedo.com

Crise financeira de estaleiro atrasa construção de navios da Marinha

Atraso na costa
Eisa: atraso nos navios da Marinha
Lauro Jardim
Até as Forças Armadas passaram a ser prejudicadas com a crise no estaleiro Eisa, no Rio de Janeiro. Afundado em uma dívida de cerca de 100 milhões de reais, está atrasando cinco navios patrulhas para a Marinha. O contrato com o Eisa é de 204 milhões de reais.
Veja (Radar Online)/montedo.com

17 de agosto de 2014

Filme sobre a FEB ganha o prêmio máximo do Festival de Gramado


O longa 'A Estrada 47', de Vicente Ferraz, levou o Kikito de melhor filme no 42º Festival de Cinema de Gramado, encerrado na noite de ontem, na serra gaúcha. O filme conta a história de três expedicionários da FEB durante a campanha ma Itália. Depois de sofrerem um ataque de pânico coletivo e Monte Castelo, os soldados Guimarães (Daniel de Oliveira), Tenente (Julio Andrade), Piauí (Francisco Gaspar) e Laurindo (Thogum) tentam descer a montanha, mas acabam se perdendo.Ao se reencontrarem, precisam decidir entre retornar para o batalhão e enfrentar a Corte Marcial por abandono de posto, ou voltar para a posição da noite anterior e se arriscar a enfrentar um ataque surpresa do inimigo. Um jornalista (Ivo Canelas) lhes conta sobre um campo minado ativo e eles acham ser essa a chance de se redimirem da mancada que cometeram.

Leia também:
A estrada 47: os pracinhas viram filme.

Com informações de Adoro Cinema

16 de agosto de 2014

Morte de Eduardo Campos: 'Hipótese de atentado é bem remota.'

Recebi na área de comentários, de um leitor do blog que não quer ser identificado:
Imagens: UOL
Pessoal, vamos nos informar antes de falarmos equivocadamente. A "caixa-preta" nada mais é do que um gravador protegido por uma estrutura metálica de alta absorção de impacto. Como TODO gravador tem uma capacidade máxima de tempo de gravação. Muitas vezes o pessoal da manutenção não prioriza cuidar do equipamento e até algumas tripulações não ligam o Flight Recorder durante o check por acharem pouco importante, ou por saberem estar quebrado, etc. Bem, se fosse um atentado, certamente teria sido muito mais fácil ter derrubado a aeronave em pontos mais desertos da rota, a qual inclusive passa sobre o litoral, onde não há possíveis testemunhas e a recuperação de destroços para a investigação seria bem mais difícil. Lembremos também que o avião havia arremetido, ou seja, já tivera uma chance de pouso sem que nenhum míssil, bomba ou algo assim tivesse impactado a aeronave. Como piloto com mais de 2500 h voadas, eu não deveria, mas vou dar uns "chutes": 
1) Desorientação espacial dos tripulantes (é estranho para uma tripulação habilitada como a que voava a aeronave, mas ocorre, e um dos pilotos havia colocado no facebook que estava muito cansado por estar trabalhando bastante em face da agenda cheia do candidato...cansaço nos leva a tomar decisões equivocadas ou mais lentas durante o voo, sendo que algumas decisões devem ser tomadas em questão de poucos segundos).
2) Alguma pane mecânica no momento da arremetida (apagamento de um dos motores, ou incêndio, perda de alguma superfície móvel - flap, profundor, leme...).
3) Pássaro sugado por motor.
4) Colisão com algum objeto no ar (falou-se que havia operação de VANT em área próxima).
5) Poderia citar ainda algum componente meteorológico, como uma microburst ou uma windshear, mas no momento do acidente em Santos apenas havia vento moderado e uma garoa típica de São Paulo, não havia condições tão críticas a ponto de desestabilizar a aeronave.
Cito, ainda, que a Base de Santos não tem torre, apenas AFIS, que é uma espécie de estação rádio que apenas repassa algumas informações ao piloto, como o vento no solo, condições da pista, etc, não presta um "serviço de controle de tráfego" propriamente dito, por assim dizer...tanto que até o início do procedimento de aproximação por instrumentos (IAC)a aeronave estava com o APP de São Paulo. Isto também é um fator de dificuldade para a operação, não ter um "apoio" de um controlador até tocar no solo. De resto, deixemos o CENIPA investigar, mas atentado é uma hipótese bem remota.

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