22 de maio de 2017

Após 40 dias internado, morre cadete da Aman atropelado na via Dutra

João Victor Precioso Zini Ferreira, de 25 anos, estava em um hospital particular. Ele era do curso de Cavalaria e morador de Duque de Caxias.
Por G1 Sul do Rio e Costa Verde
Morreu na manhã desta segunda-feira (22), em Resende, o cadete João Victor Precioso Zini Ferreira, de 24 anos. Segundo a Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), ele estava internado desde o dia 12 de abril em um hospital particular da cidade, após sofrer um atropelamento na Via Dutra, em Piraí, RJ.
Zini e outros quatro cadetes estavam em um carro que saiu da pista, após o motorista perder o controle da direção. Ele foi atropelado após deixar o veículo para sinalizar o acidente. Um helicóptero do Exército foi utilizado no resgate das vítimas e o trânsito na Dutra precisou ser fechado para que a aeronave pousasse.

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João Victor Precioso Zini Ferreira cursava o 3º ano de Cavalaria e era morador de Duque de Caixas, na Baixada Fluminense. Até a publicação desta reportagem, não haviam sido divulgadas informações sobre o sepultamento.
Em nota divulgada ao G1, a AMAN informou que um processo administrativo foi aberto para apurar as causas do acidente e a previsão é que seja concluído nos próximos 30 dias.
G1/montedo.com

Sargento do Exército morre em assalto no Rio

Publicação original: 21/5 (23:09)
Sargento do Exército é morto a tiros em tentativa de assalto em Anchieta
Anderson de Freitas, de 29 anos, deixa mulher e um filho de 6 meses
DAYANA RESENDE
RIO — O sargento do Exército Anderson de Freitas Martins Alves, de 29 anos, foi morto a tiros numa tentativa de assalto, na noite deste domingo, em Anchieta, Zona Norte do Rio. De acordo com testemunhas, o militar estava chegando em casa quando foi abordado por bandidos armados em um carro. Anderson foi baleado por pelo menos cinco disparos. Ele chegou a ser levado por um amigo até a UPA de Ricardo de Albuquerque, mas já chegou sem vida à unidade.
O crime aconteceu por volta das 21h30m, na esquina das ruas Inácia Gertrudes com Sancho de Faro, próximo à Praça do Granito. A polícia ainda não sabe se ele reagiu à abordagem ou se os criminosos atiraram depois de perceberem que a vítima era um militar do Exército.
Os ladrões fugiram sem levar o veículo. A Delegacia de Homicídios (DH) da capital realizou perícia no local.
A rua onde Anderson foi morto fica a cerca de 1 km da 31ª DP (Ricardo de Albuquerque). Ele era 3º sargento do Exército e servia no Batalhão Villagran Cabrita (Escola de Engenharia), em Santa Cruz, Zona Oeste. O militar deixa mulher e um filho de 6 meses.
O Globo/montedo.com

França investiga propina para o governo Lula pela compra bilionária de submarinos

CONTRATO DE SUBMARINOS
FRANCESES INVESTIGAM COMPRA DE SUBMARINOS DE R$24,4 BILHÕES
A Justiça francesa investiga a denúncia de pagamento de suborno pelo bilionário contrato de venda de submarinos Scorpène para o Brasil, em 2008, no governo Lula. Neste domingo, toda a imprensa francesa dedicou espaço ao assunto. O acordo de 6,7 bilhões de euros (equivalentes a R$24,4 bilhões) inclui transferência de tecnologia para o Brasil.
A procuradora-geral da Procuradoria Nacional Financeira (PNF), Eliane Houlette, esteve há duas semanas no Brasil chefiando uma delegação, da qual também participou o chefe do Departamento Anticorrupção da Polícia (Oclciff, na sigla em francês), Thomas de Ricolfis.
Fontes oficiais confirmaram a investigação da PNF e da polícia francesa de “corrupção de funcionários públicos estrangeiros” no contrato de venda de quatro submarinos de ataque Scorpène, assinado em 23 de dezembro de 2008, no Brasil, pelos então presidentes da França, Nicolas Sarkozy, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva Lula.
O Scorpène é um submarino convencional, de última tecnologia, fabricado pelo estaleiro naval francês DCNS (Direction des Constructions Navales Services) em cooperação com o espanhol Navantia. Chile e Malásia têm dois desses submarinos. A Índia adquiriu seis, dos quais três já foram entregues.
Um porta-voz da DCNS disse à agência France Press que a companhia “não tem nada a ver com a Operação Lava Jato”, acrescentando que a empresa “respeita escrupulosamente, no mundo todo, as regras do Direito”.
No Brasil, a DCNS é parceira da BTP Odebrecht, que subcontratou por R$3 bilhões, segundo as suspeitas, por recomendação do ex-presidente Lula. Ambas as empresas estão no centro do megaescândalo de corrupção de agita o país. Em abril, o presidente da DCNS Brasil, Eric Berthelot, havia dito que essas investigações “atingiam apenas a própria Odebrecht”.
DIÁRIO do PODER/montedo.com

Coreia do Norte confirma disparo "com sucesso" de míssil balístico

A Casa Branca referiu estar ciente de que a Coreia do Norte lançou um míssil balístico de médio porte
A Coreia do Norte confirmou, este domingo, ter disparado "com sucesso" um míssil balístico, noticiou a agência estatal norte-coreana KCNA.
O líder norte-coreano, Kim Jong-un, assistiu ao lançamento do novo míssil balístico de "médio alcance" Pukguksong-2 (Estrela Polar-2, em português), adiantou a KCNA, sem avançar mais detalhes sobre quando se realizou o ensaio.
De acordo com a KCNA, Kim Jong-un aprovou o desenvolvimento do Pukguksong-2 "para ser utilizado" e qualificou-o como "uma arma estratégica bem-sucedida".
Este míssil, também conhecido como KN-15, é um projétil de médio alcance que foi lançado pela primeira vez pela Coreia do Norte em 12 de fevereiro.
O disparo tinha sido anunciado pelo Estado-Maior das Forças Armadas da Coreia do Sul. "A Coreia do Norte disparou esta tarde [domingo] um projétil não identificado em Pukchang na província de Pyongyang Sul", referia um comunicado daquela entidade.
Segundo o governo da Coreia do Sul, o exército norte-coreano disparou no domingo o míssil em direção a oriente desde um local perto de Pukchang, na província de Pyongan do Sul, às 16:59 locais (08:59 em Lisboa). O míssil alcançou "uma altitude máxima de 560 quilómetros e percorreu uma distância de 500 quilómetros".
Entretanto, a Casa Branca referiu estar ciente de que a Coreia do Norte lançou um míssil balístico de médio porte.
Funcionários da Casa Branca que acompanham o presidente norte-americano, Donald Trump, numa viagem à Arábia Saudita, indicaram que o sistema, que foi testado pela última vez em fevereiro, tem um alcance menor do que os mísseis lançados nos testes mais recentes da Coreia do Norte.
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) marcou para terça-feira uma reunião de urgência sobre a Coreia do Norte.
O anúncio foi feito hoje pela missão do Uruguai, que preside ao Conselho de Segurança durante o mês de maio.
A reunião foi convocada a pedido dos Estados Unidos, do Japão e da Coreia do Sul, precisou a missão uruguaia.
Jornal de Notícias/montedo.com

21 de maio de 2017

Exército explode granada de 5 kg que era usada como tranca em portão de galinheiro no RS

Trabalhador rural usava granada de 5 kg para trancar portão de galinheiro
Alegrete (RS) - Uma situação inusitada por muito pouco poderia ter provocado uma tragédia para um trabalhador rural. O homem de 45 anos mora no Caverá, 20 Km de Alegrete e há cerca de quatro anos encontrou, no campo, um objeto. Sem saber do que se tratava e por achar “diferente” levou para casa.
Durante aproximadamente 40 dias o artefato ficou no interior do Fusca e, neste período, ele veio até a cidade muitas vezes.
Recentemente, o cunhado Amilton Vassalo foi fazer uma limpeza geral devido à uma festa que teria no local. Seria o aniversário de 15 anos da filha, denominado “quinzãorural”. Durante a faxina ele encontrou uma granada de 5kg, na porta do galinheiro. Quando necessário era usada para segurar o portão.
Imediatamente Amilton sabendo do que se tratava retirou a granada do local e deixou longe da casa. Cerca de 15 dias depois, num contato com a Unidade Militar do 10° Blog, eles decidiram explodir a granada.
O Major Fabrício Santos que, coordenou a ação, explicou que a granada era de uso de tanque de guerra e que ela teria capacidade de destruir um blindado . Portanto, foi muita sorte do agricultor ela estar com uma pequena avaria no sistema de detonação o que dificultou a explosão com o movimento do carro.
“Se detonasse no carro não sobraria um pedacinho sequer” – destaca.
A manobra para detonação foi preparada com muita cautela e cuidado. O processo incluiu desde fornilho de aproximadamente 2 metros de profundidade que foi feito para colocá-la, junto a mais um explosivo para facilitar a explosão, além dos sacos de areia que foram colocados para amortecer o impacto.
Mesmo assim, Amilton que assistiu de longe, mais de 1km, disse que sentiu o tremor da terra.
No final ficou apenas uma grande cratera com mais de dois metros de diâmetro. Major Fabrício salientou que se alguém encontrar algo semelhante ou alguma outra granada deve imediatamente comunicar às unidades militares. Não se deve colocar esses artefatos em veículos ou levar para casa, devido ao risco de explosão.
De acordo com o Major, a granada, pelo aspecto, deveria ter no mínimo 40 anos. Ele acredita que deve ter sido durante treinamento naquela região. Alguns moradores comentaram que há 50 anos aquela área era usada para treinamentos das Unidades Militares de Alegrete.

Acompanhe o vídeo do momento da explosão:


Alegrete Tudo/montedo.com

No Senado, Comandante da Aeronáutica reclama da falta de recursos para a Defesa

Os cortes de verbas e restrições orçamentárias que atingem o controle de tráfego aéreo nos últimos anos já afetam a confiabilidade do sistema no Brasil. O comandante da Aeronáutica, Brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, fez duras críticas à falta de recursos do governo para investir na infraestrutura aeroviária no Norte do Brasil e para o lançamento de satélites. A cobrança aconteceu nesta quinta-feira, na audiência pública na Comissão de Relações exteriores e Defesa Nacional do Senado.
“A Força Aérea se ressente dessa falta de recursos. É relativamente grave. O país parou de investir enquanto o custeio não para de aumentar. Isso acaba degradando em parte o sistema, a confiabilidade é prejudicada”, alertou. De acordo com o comandante, os recursos são contingenciados apesar de serem oriundos de tarifas com destinação específica para o setor, não provenientes do Tesouro Nacional.

AMAZÔNIA
O comandante também reclamou pelo fato de o Ministério dos Transportes não estar mais repassando à Força Aérea a parte equivalente à manutenção da Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (Comara). “A Comara está há dois anos à míngua. Ou voltam esses repasses ou vamos fechar a Comara, porque essa estrutura deteriora rapidamente sem manutenção”, lamentou.
O comandante pede uma ação no âmbito do Legislativo ou através do próprio Ministério dos Transportes para que esses recursos, que chegaram a somar R$ 300 milhões por ano, sejam retomados. O setor, segundo o comandante, está consciente da atual conjuntura de restrições orçamentárias, mas acredita que a sociedade brasileira não pode abrir mão de investir pelo menos R$ 100 milhões por ano. “Talvez seja esse o interesse de grande parte do mundo, que deixemos a Amazônia para que seja transformada numa reserva internacional. Se queremos nossa presença lá, esta é uma responsabilidade da Força que tem que ser dividida com toda a sociedade brasileira”, afirmou.
O comandante também pediu atenção urgente para a necessidade de modernizar a frota de aviões-radares, que fazem a vigilância das fronteiras. A quantidade desses instrumentos também vem caindo devido à falta de investimentos, informou Rossato.

ARGENTINA
Outro setor negligenciado cronicamente pelo país, segundo o comandante da Aeronáutica, é o de pesquisas espaciais. O Brasil, informou Rossato, investe somente 0,06% do PIB nessa área, cerca de US$ 100 milhões. A Argentina, observou ele, tem investido cerca de US$ 1,2 bilhão por ano, 12 vezes mais que o Brasil. “A Argentina, à despeito de ter as mesmas dificuldades que nós, tem percebido melhor a potencialidade do espaço”, disse o militar, lembrando que outros países, como EUA, Rússia, China e Índia, investem ainda mais.
O lançamento do satélite geoestacionário no último dia 4 de maio foi um grande passo na avaliação do comandante. Para ele, a iniciativa deve melhorar muito a infraestrutura de comunicação militar e dos serviços de banda larga, inclusive para a Região Amazônica. Por isso, Rossato disse que a Força Aérea está trabalhando na efetivação de um segundo satélite dessa modalidade. “Investir em satélites, não só o geoestacionário, que ainda não temos, é fundamental para aumentar a produtividade na agricultura e no controle das fronteiras”, explicou.
A efetivação dos caças Gripen, uma parceria com a Suécia, e da parceria público-privada visando à gestão da rede de comunicações integradas da Aeronáutica foram outras notícias relacionadas à área destacadas por Rossato durante a audiência na CRE.
 Agência Senado/montedo.com

Recruta é recruta!


20 de maio de 2017

Como deve ser: após encontro com Temer, Forças Armadas garantem que cumprirão Constituição

Em notas, Forças Armadas garantem que cumprirão Constituição
Comandantes militares se reuniram nesta sexta-feira com o presidente Temer


CRISTIANE JUNGBLUT
BRASÍLIA — Os comandos das três Forças Militares (Marinha, Exército e Aeronáutica) fizeram questão de garantir, neste momento de crise políticam sua total subordinação aos preceitos constitucionais, em notas divulgadas neste sexta-feira. A manifestação ocorreu horas depois de um encontro com o presidente Michel Temer e num momento de instabilidade política.
Nos textos, os comandantes militares disseram que foram "convocados" para o encontro onde se discutiu a conjuntura atual. Os comandantes militares destacam que as Forças Armadas têm seu papel determinado pela Constituição. O cuidado foi para evitar interpretações de que o encontro com Temer poderia ser um apoio ao presidente neste momento.
Temer se reuniu com os três comandantes e ainda com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e com o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sergio Etchegoyen. Em nota, o comandante do Exército, general Villas Bôas, "reafirma que a atuação da Força Terrestre tem por base os pilares da estabilidade, legalidade e legitimidade, e ressalta a coesão e unidade de pensamento entre as Forças Armadas".

O general ainda fez questão de deixar clara sua posição nas redes sociais. No Twitter, escreveu que esteve com Temer e que reafirmou o "compromisso perene com a Constituição e em prol da sociedade". Na mesma linha, a nota da Aeronáutica é assinada pelo chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, brigadeiro Antonio Ramirez Lorenzo. A nota diz que o encontro foi para "tratar da conjuntura política".
"Como de praxe em reuniões já realizadas entre esses atores, prevaleceram a unidade de pensamento e o estrito cumprimento das normas legais, características inerentes às Forças Armadas Brasileiras", diz a nota.
Com o mesmo tom, a Marinha divulgou nota sobre o encontro, destacando que fora "convocada" pelo ministro da Defesa. Segundo o texto, foi " discutida a conjuntura atual e destacada a total subordinação das Forças aos ditames constitucionais".
O Globo/montedo.com

19 de maio de 2017

A renúncia do presidente

Editorial: A renúncia do presidente
POR O GLOBO
Um presidente da República aceita receber a visita de um megaempresário alvo de cinco operações da Policia Federal que apuram o pagamento de milhões em propinas pagas a autoridades públicas, inclusive a aliados do próprio presidente. O encontro não é às claras, no Palácio do Planalto, com agenda pública. Ele se dá quase às onze horas da noite na residência do presidente, de forma clandestina. Ao sair, o empresário combina novos encontros do tipo, e se vangloria do esquema que deu certo: "Fui chegando, eles abriram. Nem perguntaram o meu nome". A simples decisão de recebê-lo já guardaria boa dose de escândalo. Mas houve mais, muito mais.
Em diálogo que revela intimidade entre os dois, o empresário quer saber como anda a relação do presidente com um ex-deputado, ex-aliado do presidente, preso há meses, acusado de se deixar corromper por milhões. Este ex-deputado, em outro inquérito, é acusado inclusive de receber propina do empresário para facilitar a vida de suas empresas no FI-FGTS da Caixa Econômica Federal. O presidente se mostra amuado, e lembra que o ex-deputado tentou fustigá-lo, ao torná-lo testemunha de defesa com perguntas que o próprio juiz vetou por acreditar que elas tinham por objetivo intimidá-lo.
Ao ouvir esse relato do presidente, o empresário procura tranquilizá-lo mostrando os préstimos que fez. Diz, abertamente, que "zerou" as "pendências" com o ex-deputado, que tinha ido "firme" contra ele na cobrança. E que ao zerar as pendências, tirou-o "da frente". Mais tarde um pouco, em outro trecho, diz que conseguiu "ficar de bem" com ele. Como o presidente reage? Com um incentivo: "Tem que manter isso, viu?"
Não é preciso grande esforço para entender o significado dessa sequencia de diálogos. Afinal, que pendências, senão o pagamento de propinas ainda não pagas, pode ter o empresário com um ex-deputado preso por corrupção? Que objetivo terá tido o empresário quando afirmou que, zerando as pendências, conseguiu ficar de bem com ele, senão tranquilizar o presidente quanto ao fato de que, com aquelas providências, conseguiu mantê-lo quieto? E, por fim, que significado pode ter o incentivo do presidente ("tem que manter isso, viu"), senão uma advertência para que o empresário continue com as pendências zeradas, tirando o ex-deputado da frente e se mantendo bem com ele?
Esses diálogos falam por si e bastariam para fazer ruir a imagem de integridade moral que o presidente tem orgulho de cultivar. Mas houve mais. O empresário relata as suas agruras com a Justiça, e, abertamente, narra ao presidente alguns êxitos que suas práticas de corrupção lhe permitiram ter. Conta que tem em mãos dois juízes, que lhe facilitam a vida, e um procurador, que lhe repassa informações. Um escândalo. O que faz o presidente? Expulsa o empresário de sua casa e o denuncia as autoridades? Não. Exclama, satisfeito: "Ótimo, ótimo".
Não é tudo, porém. Em menos de 40 minutos de conversa, o empresário ainda encontra tempo para se queixar de um ex-funcionário seu, atual ministro da Fazenda. Diz, com desfaçatez, que tem enfrentado resistência no ministro da Fazenda para conseguir a troca dos mais altos funcionários do governo na área econômica: o secretário da Receita Federal, a presidente do BNDES, o presidente do Cade e o presidente da CVM. Pede, então, que seja autorizado a usar o nome do presidente quando for novamente ao ministro da Fazenda com tais pleitos. O que faz o presidente? Manda-o embora, indignado? Não, de forma alguma. O presidente autoriza: "Pode fazer".
Esse jornal apoiou desde o primeiro instante o projeto reformista do presidente Michel Temer. Acreditou e acredita que, mais do que dele, o projeto é dos brasileiros, porque somente ele fará o Brasil encontrar o caminho do crescimento, fundamental para o bem estar de todos os brasileiros. As reformas são essenciais para conduzir o país para a estabilidade política, para a paz social e para o normal funcionamento de nossas instituições. Tal projeto fará o país chegar a 2018 maduro para fazer a escolha do futuro presidente do país num ambiente de normalidade política e econômica.
Mas a crença nesse projeto não pode levar ao auto-engano, à cegueira, a virar as costas para a verdade. Não pode levar ao desrespeito a princípios morais e éticos. Esses diálogos expõem, com clareza cristalina, o significado do encontro clandestino do presidente Michel Temer com o empresário Joesley Batista. Ao abrir as portas de sua casa ao empresário, o presidente abriu também as portas para a sua derrocada. E tornou verossímeis as delações da Odebrecht, divulgadas recentemente, e as de Joesley, que vieram agora a público.
Nenhum cidadão, cônscio das obrigações da cidadania, pode deixar de reconhecer que o presidente perdeu as condições morais, éticas, políticas e administrativas para continuar governando o Brasil. Há os que pensam que o fim desse governo provocará, mais uma vez, o atraso da tão esperada estabilidade, do tão almejado crescimento econômico, da tão sonhada paz social. Mas é justamente o contrário. A realidade não é aquilo que sonhamos, mas aquilo que vivemos. Fingir que o escândalo não passa de uma inocente conversa entre amigos, iludir-se achando que é melhor tapar o nariz e ver as reformas logo aprovadas, tomar o caminho hipócrita de que nada tão fora da rotina aconteceu não é uma opção. Fazer isso, além de contribuir para a perpetuação de práticas que têm sido a desgraça do nosso país, não apressará o projeto de reformas de que o Brasil necessita desesperadamente. Será, isso sim, a razão para que ele seja mais uma vez postergado. Só um governo com condições morais e éticas pode levá-lo adiante. Quanto mais rapidamente esse novo governo estiver instalado, de acordo com o que determina a Constituição, tanto melhor.
A renúncia é uma decisão unilateral do presidente. Se desejar, não o que é melhor para si, mas para o país, esta acabará sendo a decisão que Michel Temer tomará. É o que os cidadãos de bem esperam dele. Se não o fizer, arrastará o Brasil a uma crise política ainda mais profunda que, ninguém se engane, chegará, contudo, ao mesmo resultado, seja pelo impeachment, seja por denúncia acolhida pelo Supremo Tribunal Federal. O caminho pela frente não será fácil. Mas, se há um consolo, é que a Constituição cidadã de 1988 tem o roteiro para percorrê-lo. O Brasil deve se manter integralmente fiel a ela, sem inovações ou atalhos, e enfrentar a realidade sem ilusões vãs. E, passo a passo, chegar ao futuro de bem estar que toda a nação deseja.
O GLOBO/montedo.com

Toma, VB!

Temer adia reunião com militares e estuda fazer novo pronunciamento

Encontro foi remarcado para o fim da tarde desta sexta-feira
O presidente Michel Temer decidiu cancelar o encontro que havia marcado com os comandantes militares e o ministro da Defesa, Raul Jungmann, para esta manhã no Palácio da Alvorada. O motivo, segundo o jornal O Estado de S. Paulo apurou, é que o presidente está estudando fazer um novo pronunciamento. O encontro no qual Temer pretende dar explicações sobre a crise aos militares - e espera receber a solidariedade dos comandantes - foi remarcado para o fim da tarde, às 17h, no Palácio do Planalto.
Temer e seus auxiliares estão desde cedo analisando ainda as gravações divulgadas na quinta-feira, de sua conversa com empresário da JBS Joesley Batista, que gerou uma enorme crise no governo. A gravação da conversa faz parte do conjunto de provas da delação premiada de Joesley. São aguardadas nesta sexta novas divulgações de áudios e documentos e não se sabe exatamente o que consta deles. Por isso, prosseguem análises jurídicas de todas as questões.
O presidente acha que precisa falar de novo para responder a outras críticas, como as relacionadas ao fato de ter recebido Joesley na residência oficial e de não ter tomado providências depois de saber do empresário que este estava tentando corromper um juiz e um procurador para obter vantagens indevidas em processos contra a JBS.
CORREIO do POVO/montedo.com

Jungmann diz que permanecerá no comando do Ministério da Defesa

Ministro, que é do PPS, informou que cumprirá funções para as quais foi nomeado. Presidente do partido, o ministro da Cultura, Roberto Freire, informou que renunciará ao cargo.
Laís Lis, G1, Brasília
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, informou nesta quinta-feira (18) por meio de nota que permanecerá no cargo “no pleno exercício da direção superior das Forças Armadas, em cumprimento das funções para as quais foi nomeado pelo Senhor Presidente da República”.
A decisão foi anunciada depois de o presidente Michel Temer anunciar que não renunciará à Presidência mesmo após a revelação, pelo jornal "O Globo", de que foi gravado pelo dono do frigorífico JBS, Joesley Batista, dando aval para a compra do silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Jungmann, que é filiado ao PPS, decidiu permanecer no cargo mesmo depois de o presidente licenciado do partido e atual ministro da Cultura, Roberto Freire, ter dito que os ministros da sigla deixariam os cargos caso Temer não renunciasse.
Após a declaração de Temer, a assessoria do Ministério da Cultura informou que Roberto Freire comunicaria ao Palácio do Planalto a decisão de renunciar o cargo de ministro.
Outro ministro que também decidiu deixar o cargo foi Bruno Araújo (Cidades). De acordo com o colunista do G1 e da GloboNews Gerson Camarotti, a decisão foi tomada após consulta a vários deputados do PSDB, partido pelo qual é filiado.

Leia a nota divulgada pelo ministro Raul Jungmann:

NOTA À IMPRENSA
Brasília, 18/05/2017 – Face às notícias divulgadas pela imprensa, o Ministro de Estado da Defesa, Raul Jungmann, comunica que permanece no cargo, no pleno exercício da direção superior das Forças Armadas, em cumprimento das funções para as quais foi nomeado pelo Senhor Presidente da República.
G1/montedo.com

Após delação da JBS, Exército ensaia plano contra invasões no Planalto

Exército ensaia plano contra invasões no Planalto
Batalhão da Guarda Presidencial fez treino para conter invasões à sede da Presidência após delação da JBS citar Temer
Felipe Frazão
O Batalhão da Guarda Presidencial do Exército, responsável pela segurança do Palácio do Planalto, ensaiou nesta quinta-feira detalhes de um plano contra invasões de manifestantes. O “Plano Scooby” consiste em conter invasores que consigam furar os bloqueios e ultrapassar as grades de segurança que isolam a sede da Presidência da República, em Brasília.
Dezenas de militares fardados e agentes vestidos de terno receberam armamento menos letal – escopetas carregadas com balas de borracha, cassetetes e cilindros portáteis com spray de pimenta. A preparação começou na noite de quarta-feira, depois da revelação de trechos da delação dos donos do frigorífico JBS – o presidente Michel Temer foi gravado por Joesley Batista dando aval a pagamentos para calar o ex-deputado Eduardo Cunha, preso e condenado na Operação Lava Jato. Temer negou o teor do diálogo.
A ordem é agir em legítima defesa e reagir agressões de imediato no mesmo grau de força usando o armamento que estiver disponível – e não em escala progressiva, do meio mais brando ao mais contundente. Os agentes foram alertados para golpear com os bastões de baixo para cima ou em estocadas, e não de cima para baixo por causa dos fotógrafos. “Não vamos usar o bastão de cima para baixo porque fica muito feio na foto. Vai aparecer na foto de qualquer jeito, mas fica mais discreto”, orientou um oficial.
A maior preocupação é com a rampa do Palácio do Planalto, ponto que daria acesso direto ao segundo andar da Presidência, e com o parlatório. As duas guaritas de estacionamento ficaram guarnecidas permanentemente pelo choque, desde a noite desta quarta.
Conforme o protocolo de segurança, a tropa de choque do Batalhão da Guarda Presidencial, armada com escudos, capacetes e cassetetes, fica posicionada sempre em linha ao longo do prédio, com uma formação de agentes de terno, à paisana, postados a dois braços de distância à frente, formando duas barreiras humanas paralelas. A primeira linha de agentes nunca deverá ficar a menos de dois metros das grades, para evitar proximidade com os manifestantes que possa levar a provocações ou contato físico. Caso alguém tente pular as grades, deverá ser combatido primeiro com spray de pimenta e, se conseguir passar, contido pelos agentes. Soldados fardados armados com munição de borracha estão dispersos em diferentes pontos estratégicos do palácio presidencial.
Veja/montedo.com

18 de maio de 2017

Cena de 'House of Cards'

Pobre Brasil!

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A se confirmarem todas as informações do jornalista Lauro Jardim sobre a delação premiada do dono da JBS, Temer deverá estar fora da Presidência, talvez em poucas horas, caso opte pela renúncia.
A irmã de Aécio Neves deverá ser presa ainda hoje, depois que o STF afastou o senador do cargo e determinou buscas em seu gabinete.
Quer saber?
- É muito bom que seja assim!
Não há outra forma de passar o País a limpo, a não ser mostrar as vísceras da podridão institucionalizada incrustada em todas as esferas da República.
O que me causa indignação, revolta mesmo, é ver a esquerdalha se aproveitando disso para tentar apagar o mar de lama deixado pelo PT,  atribuindo a Lula uma aura de divindade e o condão de salvador da pátria. E saber que milhões de analfabetos políticos vão acreditar nisso.
Pobre Brasil.

17 de maio de 2017

Militares devem ter idade mínima para aposentadoria, diz Jungmann


Resultado de imagem para jungmannPor Lisandra Paraguassu e Anthony Boadle
BRASÍLIA (Reuters) - A reforma da Previdência para os militares incluirá idade mínima, mas não deve chegar aos 65 anos para homens e 62 para mulheres, como a do regime geral, afirmou nesta quarta-feira o ministro da Defesa, Raul Jungmann.
"Deve haver uma idade mínima. Se deve fixar uma idade mínima para militares", disse o ministro em café da manhã com correspondentes estrangeiros.
Jungmann ressaltou, no entanto, que os militares precisam estar em boas condições físicas, é por isso a categoria seria diferentes. "Do militar se exige uma plena capacidade", explicou.
De acordo com Jungmann, o Conselho Militar de Defesa se reunirá na quinta-feira para discutir o assunto e tentar chegar a um consenso sobre qual seria essa idade mínima.
A intenção do governo é estabelecer para eles o mesmo que foi oferecido às polícias, uma idade mínima geral de 55 anos tanto para homens quanto para mulheres.
Conforme a Reuters adiantou em janeiro, havia decisão interna no governo de que a reforma dos militares teria de incluir idade mínima, tempo maior de contribuição e teto para o pagamento da aposentadoria. Inicialmente, a intenção era que a idade mínima fosse a mesma dos demais servidores, assim como o tempo de contribuição e o teto de 5.578 reais, como o do INSS.
O governo, no entanto, encontra muita resistência. As negociações estão sendo feitas em um grupo de trabalho desde o final de 2016 e já há a decisão de ser menos rígido com os militares.
Prevista para ser enviada ainda em maio, a proposta só deverá chegar ao Congresso depois que a reforma geral da Previdência for aprovada na Câmara dos Deputados.
Inicialmente, as Forças Armadas não passariam por nenhuma mudança. Atualmente, os militares se aposentam com salário integral, sem idade mínima e com 30 anos de contribuição.
REUTERS/montedo.com

Uru-Can, a obscura arte marcial criada dentro do Exército brasileiro

CLÁUDIO GOLDBERG RABIN
photos by FÁBIO TEIXEIRA
Criada na divisão de paraquedistas do Rio de Janeiro, mescla de Karatê, Taekwondo, Kung Fu, Judô e Jiu-Jitsu é praticada por cerca de 500 pessoas pelo país.
O mestre Leonardo Martins Correia está na borda do tatame encarando os alunos de frente. Apesar do calor, ele veste um tipo de quimono com estampa de camuflagem militar e uma calça preta grossa. No peito, na altura do coração, leva um patch da bandeira nacional. No braço direito, tem outro que mostra duas cobras se olhando em posição de ataque. Quase como um instrutor militar, Correia diz, com firmeza: "Prepara"!
Os alunos, cerca de 10 pessoas, respondem com um tipo de urro que eu não tenho capacidade de transformar em uma onomatopeia e colocam os punhos fechados na altura da cintura em frente ao próprio corpo. Os pés ficam em paralelo, mas afastados. Os joelhos estão semi-flexionados. Numa sequência rápida, de menos de cinco segundos, a saudação prossegue:
"Atenção!", diz Leonardo e ao mesmo tempo leva o punho direito ao encontro da mão esquerda, agora aberta, e junta as pernas como se faz na saudação de continência. Todos repetem o movimento.
Leonardo: "Saudação"!
Alunos: "Brasil"!
Leonardo: "Acima"!
Alunos: "De tudo"!
O ardor nacionalista e as roupas militares vêm do berço. Trata-se de uma arte marcial 100% brasileira, criada pelo militar evangélico negro Paulo César da Silva Lopes dentro dos quartéis cariocas dos anos 70 — o Uru-Can Brasil.
Paulo servia dentro da Brigada de Infantaria Paraquedista, na Vila Militar, no Rio de Janeiro, e acreditava que as artes marciais ensinada na época não eram suficientes para os militares, que precisavam de técnicas para situações reais de combate. Em conjunto com outros três membros do Exército, Paulo fez um pot-pourri com técnicas de Karatê, Taekwondo, Kung Fu, Judô e Jiu-Jitsu, misturando e aperfeiçoando cada uma. Além disso, incorporou treinamentos de defesa pessoal, nuntchaco, facão e fuzil. Sem os constrangimentos da regras das competições, a nova arte tinha uma só missão: a letalidade.
Paulo, criador do Uru-Can. Foto: Arquivo pessoal
Sem uma visão comercial, contudo, o nome demorou quase 10 anos para se firmar. Primeiro foi batizado como Paulo Associação de Lutas Brasileiras e depois como Karatê Brasil. Só em 1983, surgiu o nome definitivo: Uru-Can Brasil — cuja origem é a junção de duas cobras nacionais, a Urutu e a Caninana. O projeto de ensinar a técnica em quartéis por todo Brasil não deu certo, e Paulo passou a levar sua criação para fora das fronteiras militares. Com sua morte em 2003, ela começou a ser transmitida por seus pupilos e hoje é ensinada sobretudo no Rio de Janeiro, em geral nas regiões mais distantes da área central da cidade.
A aula que acompanhamos foi realizada na região da Pedra da Guaratiba, bairro do extremo-oeste do Rio. O lugar é tão longe do núcleo turistóide zona sul, que dá até um tipo idiota de orgulho geográfico só por ter ido até lá. Enfim: a região é como uma cidade pequena e a distância imprime uma diferença no sotaque: erres e chiados são pouco presentes.
A demonstração ocorreu na Val Fitness, uma academia com jeito de clube. Enquanto o professor responsável, Geraldo dos Santos, 42, não fecha uma turma no local, ele convocou os praticantes de outras unidades situadas em Sepetiba, Campo Grande e Santa Cruz para comparecerem. Entre eles estava Leonardo Correia, 39 anos, que além de mestre de Geraldo, aprendeu o Uru-Can com o próprio Paulo: "Comecei a lutar aos oito, mas só conheci o mestre com 16 anos. Aos 18, fui dar aulas com ele nas forças armadas".
Leonardo Correia aplica golpe em aluno. Foto: Fábio Teixeira
Leonardo comandou a maior parte da aula e das demonstrações. Enquanto os alunos aqueciam treinando um chute giratório de 180°, o professor relembrava alguns princípios da arte em voz alta: "Na rua, jamais caia na imobilização. Imobilização é para torneio. Tem que finalizar o mais rápido possível". Ao mesmo tempo, Geraldo me explicava as especificidades do Uru-Can: "no solo não tem o rola. Não sou o obrigado a finalizar o meu oponente com regras. Eu jogo meu oponente no chão e finalizo ele da forma que for, não importa como: torcendo, quebrando o pescoço. Tem que apagar o cara de qualquer maneira". Em seguida, fez questão de enfatizar o caráter pacífico da arte. Por ser mortal, a reação deve ser o último recurso.
"Temos que estar preparados para lutar com mais de um", diz novamente Leonardo, em voz alta. Em seguida os alunos fazem uma sequência de jab, direto cruzado, seguido de um chute giratório de calcanhar. Alguns têm um chute tão forte que a pessoa que recebe, apesar do anteparo de proteção acolchoado, recua com a força da porrada. "Aqui estamos treinando com tatame, mas no Uru-Can é no chão mesmo. A primeira coisa que o aluno aprende é cair e rolar."
Arte agrega ensinamentos com faca e fuzil. Foto: Fábio Teixeira
Assim como o karatê possui os katás, que são padrões de movimentos para treinar as habilidades, o Uru-Can possui as fórmulas, consideradas suas sete bases fundamentais. Nenhuma foi demonstrada durante a aula, mas Leonardo me explicou o que era cada uma:

1- Vela: você fica paradinho reto, como uma vela.
2 - Cachorro: você fica como um cachorro sentado, abrindo um pouco as pernas.
3 - Base do cavaleiro montado: é como se a pessoa estivesse montada em um cavalo.
4 - Escorpião: uma perna flexionada e outra esticada, a perna de trás fica como se fosse a cauda do escorpião.
5 - Louva Deus: similar a que tem no Kung Fu
6 - Gato: é como se o felino fosse dar um bote, ele se espreita para poder atacar
7 - Cobra: fica de lado e vira o corpo de frente, como se fosse uma cobra enrolada para dar o bote.

Como o Uru-Can é feito para o mundo real, as aulas também contemplam, até onde é possível, situações de conflitos potenciais. Uma simulação realizada é de uma briga de bar. Sobre o tatame, colocaram duas cadeiras de plástico brancas (não foi possível encontrar uma mesa), uma de frente para outra — numa posição mais conhecida como Marina Abramović no MoMA.
Numa das cadeiras fica o aluno Wesley de Souza, 24 anos. Na outra, está Leonardo. Os dois se encaram, tentam ficar sérios, mas não seguram o riso. O aluno provoca: "Teu pai é canjica!". É um momento performático, felizmente com mais ação do que os da artista sérvia. Leo se levanta para atacar, afasta a mesa imaginária e dá um soco reto com a direita na altura do rosto do oponente. Wesley então se defende com a direita segurando o punho de Leonardo, puxando-o e ao mesmo tempo socando-o com esquerda. Em seguida, puxa o braço do professor para baixo e lhe dá uma cotovelada nas costas, pouco abaixo do pescoço. Tudo encenação, claro.
Geraldo, de casaco militar, participa da encenação de treta violenta. Foto: Fábio Teixeira
A essa altura Geraldo precisou sair, pois tinha que dar uma aula de luta com dança — um método chamado Uru-Can Fight Dance — que ele mesmo desenvolveu. "Eu mesclei, peguei a arte e coloquei numa forma aeróbica, lúdica. Por exemplo, trabalho os movimentos de flexão de quadril e extensão de joelho, que, na verdade, é um chute frontal".
Do tatame, Leonardo se preparava para terminar a aula. Antes, ele havia me dito que no momento a luta tinha em torno de 500 praticantes e que seu objetivo era poder divulgar o Uru-Can o máximo possível, cumprindo um desejo de seu mestre Paulo. "Só quero que quando estiverem falando de qualquer arte marcial como o Karatê ou o Krav-Magá, falem do Uru-Can também. Só. Mas infelizmente nossos governantes não dão muito valor para nós. Temos muito o que batalhar e eu batalho com a maior honra", disse.
Na sua fala final para os alunos, agradeceu a presença da reportagem, dos alunos e de Deus. E encerrou a aula como começou:
Leonardo: "Saudação"!
Alunos: "Brasil"!
Leonardo: "Acima"!
Alunos: "De tudo"!
VICE/montedo.com

16 de maio de 2017

Última missão brasileira embarca para o Haiti

Viracopos: soldados do Exército Brasileiro embarcam para o Haiti em missão de paz
Cerca de 250 soldados e oficiais foram nesta terça-feira (16); são as últimas tropas brasileiras enviadas para aquele país durante a Missão de Paz.
Por Jornal da EPTV 1ª Edição
Duzentos e quarenta e três militares do Exército Brasileiro embarcaram nesta terça-feira (16) no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), para a missão brasileira de paz no Haiti. São as últimas tropas que seguem para aquele país após 13 anos de atividades. Ao todo serão 850 integrantes embarcando até o mês de junho.
Os soldados, que são de Pirassununga (SP) e Caçapava (SP), devem permanecer ao menos seis meses no local.
Antes do embarque houve uma solenidade na pista e o hino nacional foi executado. Durante o processo de decolagem, os bombeiros prestaram uma homenagem aos soldados.
De acordo com o Exército, desde que teve início a Missão de Paz no Haiti, em 2004, foram cerca de 20 mil militares atuando no país.
Relevância
Segundo general Camilo Pires de Campos, comandante militar do Sudeste, a missão de paz do Brasil no Haiti levou muitos benefícios aos moradores e ganhou reconhecimento mundial.
"Reparamos milhares de quilômetros de estradas e construímos poços. O Brasil deixou uma marca de qualidade no Haiti", declara o comandante.
G1/montedo.com

Sargento do Exército morre durante exercício na selva amazônica

Publicação original: 15/5 (22:23)

Marabá (PA) - O terceiro sargento Daniel Dedablio Poczwardowski morreu no início da tarde desta segunda-feira (15), durante um exercício de caçada, que faz parte do estágio de Caçador Militar, coordenado pelo  52º Batalhão de Infantaria de Selva, com sede na cidade paraense.
O militar sentiu-se mal por volta do meio-dia e chegou a receber os primeiros socorros, mas  morreu ao dar entrada no Hospital de Guarnição de Marabá; ele servia no 51º Batalhão de Infantaria de Selva, em Altamira, também no Pará.
Outros quatro militares também passaram mal e estão internados, em situação estável.
Natural de Guarani das Missões (RS), o sargento Poczwardowski tinha 29 anos e era da arma de Infantaria, turma de 2009, da EsSA.


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