26 de julho de 2017

Raul Jungmann diz que ministros vão se revezar no RJ durante permanência das Forças Armadas

Ministro da Defesa, Raul Jugmann (Crédito: Antonio Cruz/EBC)
Em entrevista no CBN Rio, o responsável pela pasta da Defesa disse que o rodízio foi uma determinação do presidente Michel Temer para assegurar as operações. O ministro também afirmou que, nos próximos dias, um decreto de Garantia da Lei e da Ordem deve ser editado para legitimar a permanência das Forças Armadas no estado. Jungmann avaliou que há dois problemas no Rio: 'a criminalidade e aquela parte do estado que foi capturada pelo crime'
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou, em entrevista ao CBN Rio, que o presidente Michel Temer determinou que ele e os ministros da Justiça, Torquato Jardim, e do Gabinete de Segurança Institucional, general Sergio Etchegoyen, estejam permanentemente em rodízio no Rio de Janeiro para assegurar o funcionamento das ações de segurança. Ele revelou que virá ao estado esta semana para esclarecer o que espera receber de colaboração das autoridades.
“Já esta semana devo ir ao Rio para ver como estão rodando os preparativos, para dar uma explicação à sociedade e às autoridades sobre como vamos atuar e dizer o que esperamos de colaboração.”
Raul Jungmann afirmou que o crime está impregnado no poder público em várias esferas do Estado. Ele avaliou que, no Rio de Janeiro, há cerca de 800 comunidades que dominam territórios e, por isso, têm condições de eleger seus representantes.

Ouça a entrevista na íntegra:


“O Rio de Janeiro tem dois problemas: a criminalidade e aquela parte do estado que foi capturada pelo crime.”
O ministro da Defesa afirmou que as Forças Armadas vão começar a atuar muito em breve no estado, mas não divulgou o início das ações. Segundo ele, é preciso utilizar o 'elemento surpresa' para golpear a criminalidade.
"As ações acontecerão quando houver operações da polícia. Em outros momentos, ela se deslocará para outro lugar. Em outros momentos, haverá patrulhamento quando se fizer necessário. É um mix de ações voltado apara atingir e reduzir a capacidade operacional da criminalidade. É isso que vira o jogo".
O ministro também disse que, nos próximos dias, deve ser editado um decreto do presidente Michel Temer para dar legitimidade à ação das Forças Armadas. Jungmann ainda afirmou que as operações serão baseadas em informações de inteligência, com o intuito de desestruturar as quadrilhas. O ministro afirmou que haverá sequência de operações integradas entre as polícias com apoio do exército até o fim de 2018. No entanto, não haverá anúncio do tempo de cada ação, como ocorreu em grandes eventos.
O ministro lembrou que, apenas nas Olimpíadas, o custo para a transferência de 23 mil homens foi de R$ 3 bilhões. Raul Jungmann chamou esse tipo de operação, com data para início e fim, como 'férias para bandido'. Por isso, ele afirmou que é preciso saber onde está o comando do crime para, de fato, ter condição de reduzir a criminalidade.
CBN/montedo.com

Marinheiro é baleado e morre em assalto no RJ

O jovem lutava judô desde os 8 anos
Foto: Facebook / Reprodução
Jovem da Marinha é baleado na perna e morre em assalto na Zona Norte do Rio
Um marinheiro de 20 anos foi baleado e morto, na madrugada do último domingo, durante um assalto em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio. Thawã Simões de Carvalho havia acabado de sair de uma festa com a namorada e amigos. Eles passavam pela Rua Jabotiana quando dois homens numa moto anunciaram um assalto. O rapaz teria feito um gesto brusco, e um dos bandidos atirou. A bala atingiu uma das pernas de Thawã, perfurou a veia femoral, e o rapaz morreu logo depois.
Além da carreira na Marinha, onde ele estava havia dois anos, Thawã tinha no judô uma de suas paixões. Ele praticava o esporte desde os 8 anos. Wellington de Lima, um dos professores do jovem, contou que não acredita que ele tenha reagido à abordagem dos bandidos.
— Ele era um rapaz muito calmo, muito tranquilo. Jamais reagiria a um assalto — contou.
O jovem lutava judô desde os 8 anos O jovem lutava judô desde os 8 anos Foto: Facebook / Reprodução
Segundo ele, Thawã era filho único:
— Um tiro acabou com a família toda. Estão todos muito abalados.
O jovem queria fazer concurso para sargento da Marinha e também sonhava fazer faculdade de Educação Física. O rapaz será enterrado às 16h desta terça-feira, no Cemitério de Irajá, na Zona Norte. O crime é investigado pela Divisão de Homicídios (DH).
EXTRA/montedo.com

25 de julho de 2017

Segurança de longo prazo

Merval Pereira
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Fuzileiro Naqval atuando na segurança do RJ (Foto: TASSO MARCELO/ AFP)
Uma mancada do governador Pezão precipitou a revelação do plano de segurança para o Rio que vem sendo montado há alguns meses. Ao anunciar a vinda de cerca de 800 soldados da Força Nacional para o Rio, e ser surpreendido com a informação de que esse contingente já está chegando ao estado desde maio, o governador revelou, pelo menos em parte, a estratégia que o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) vem montando em sigilo, junto com o Ministério da Defesa.
Embora o histórico mostre que há uma queda de 33% na violência quando as Força Armadas estão fazendo o patrulhamento ostensivo no Rio, em ocasiões como as Olimpíadas, a conclusão das autoridades de segurança é que essa ação que chamam de “pirotecnia” não tem efeito de longo prazo.
É como se a bandidagem tirasse férias por um período e voltasse quando esse esquema é desmontado. A promessa de que, dentro de poucos dias, os cariocas verão uma ação de segurança de grande repercussão, atingindo os líderes do tráfico e as conexões com o contrabando de armas, faz parte dessa nova estratégia de ação intermitente, baseada em investigação e informação para um combate mais efetivo do crime organizado.
Já está em funcionamento no Rio um Comando Conjunto das três Forças — Marinha, Exército e Aeronáutica —, a exemplo do que aconteceu nas Olimpíadas. Esse aparato militar ficará atuando no estado até o fim de 2018 pelo menos. Embora a ação ostensiva esteja sendo reivindicada pelo governo do Rio, para estancar o avanço dos assaltos que se multiplicam pela cidade, especialmente na Zona Sul, as autoridades de segurança acreditam que tratando de questões mais pontuais como a repressão ao tráfico de armas e o patrulhamento das rodovias como a Linha Vermelha, que tem em suas margens diversas comunidades onde o tráfico disputa território entre suas gangues com alto poder de fogo, terá mais efetividade a longo prazo.
O trabalho de inteligência integrado entre as diversas forças de segurança está sendo realizado já há algumas semanas ou meses, e os levantamentos daí provenientes é que permitirão essa próxima ação de repressão localizada, que será seguida por outras com o mesmo objetivo: cortar o suprimento de drogas e armamento.
O ministro da Defesa, Raul Jungman, diz que compreende a aflição dos cariocas com a violência do dia a dia, e o reforço da Força Nacional e da Polícia Rodoviária Federal poderá ajudar a aumentar a sensação de segurança. Até mesmo o combustível dos carros das forças policiais poderá ser pago pelo governo federal, num estado em que a falência econômica se reflete em todos os setores, inclusive no pagamento do salário dos servidores e na manutenção dos prédios públicos.
A ajuda material aos órgãos de segurança do estado será fundamental para tornar operativo o policiamento ostensivo, que será feito pelas polícias Militar e Civil do estado, com o reforço material e de pessoal enviado pelo governo federal. Mas Jungman, que tem família no Rio, diz que somente um trabalho de longo prazo e permanente pode contornar a crise de segurança no estado.
Com essa estratégia de longo prazo e usando a inteligência do Comando Conjunto, pela primeira vez o Plano Nacional de Segurança está indicando que também é tarefa do governo federal cuidar da segurança pública, com o combate ao contrabando de armas e drogas que chegam ao Rio de Janeiro por portos, aeroportos e rodovias sem praticamente ser reprimido.
Se, por um lado, o governo central se exime da responsabilidade de fazer o policiamento ostensivo, ele assume a tarefa de fazer com que os comandos do crime organizado no Rio não recebam com tanta facilidade armas, munições e drogas. Pode ser um trabalho de longo prazo que não resolve a questão imediata da segurança local, mas indica que pelo menos o combate ao crime pode ficar mais inteligente e organizado.
O Globo/montedo.com

Comando Militar do Leste ainda não recebeu orientação sobre Plano Nacional de Segurança

Semana passada, Planalto havia anunciado possibilidade de liberar militares para o Rio
Militares nas ruas do Rio de Janeiro, durante as eleições de 2016 - Leo Martins / Agência O Globo
RIO — Após o Governo Federal anunciar, na sexta-feira passada, a possibilidade de liberar militares das Forças Armadas para operações pontuais no Rio, o Comando Militar do Leste (CML) informou, nesta segunda, que ainda não recebeu nenhuma orientação de como será essa mobilização. A ação, prometida pelo ministro da Defesa Raul Jungmann, faz parte do Plano Nacional de Segurança, cujo foco principal será o Rio.
"O Comando Militar do Leste informa que, até o momento, não recebeu as diretrizes do Comando do Exército Brasileiro versando sobre ações do Plano Nacional de Segurança", disse, por meio de nota.
O Ministério da Defesa afirmou, no entanto, que a estrutura do Estado-Maior Conjunto (EMCFA) — cuja meta é planejar o emprego integrado de efetivos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica — está sendo finalizada pela Força Nacional desde sexta-feira passada. Com o EMCFA pronto, o Governo garante que as diretrizes chegam ao Comando Militar do Leste ainda nesta terça.
As operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLOs) — realizadas por ordem expressa da Presidência da República e que concedem aos militares a autorização para atuar com poder de polícia — serão estabelecidas para cada ação apoiada por homens do Exército, da Marinha e Aeronáutica. Um núcleo de inteligência vai definir quando os militares serão empregados e quantos homens serão necessários. O planejamento prevê tropas eventualmente patrulhando estradas, aeroportos e instalações sensíveis para evitar fuga.
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, declarou na sexta-feira que o governo federal deve priorizar ações surpresa para combater a criminalidade do Rio de Janeiro. Ele afirmou que as críticas à reunião desta quinta com o presidente Michel Temer para discutir a situação da região são “injustas” e que o governo deve colaborar com “tudo o que dispõe em termos policiais”.
Ainda de acordo com o ministro da Defesa, os militares permanecerão nas ruas da cidade até dezembro de 2018. O ministro não informou o efetivo das tropas que participarão das ações.
O GLOBO/montedo.com

Blindado Cascavel volta modernizado

Exército cria programa de reformas do veículo, ao custo de R$ 2,5 milhões cada; iniciativa pode ser rentável, pois há 400 unidades no exterior
cascaveis
Por Roberto Godoy
O Exército brasileiro está modernizando uma série inicial de dez de seus blindados nacionais EE-9 Cascavel, armados com canhão 90mm, com mais de 30 anos de uso. O programa é considerado um sucesso técnico e, a médio prazo, pode render bom dinheiro: 22 países utilizam o carro sobre rodas, exportado pela extinta Engesa, ao longo dos anos 1970 e 1980, para clientes do Oriente Médio, Ásia, África e América Latina.
Uma pesquisa preliminar da área de comércio exterior do governo indicou que há interesse pelo serviço. O Cascavel é referência da indústria nacional de sistemas militares. Veterano de 12 guerras, foi um dos três equipamentos condecorados por Saddam Hussein, em maio de 1988, pelo desempenho no conflito do Iraque com o Irã.
O projeto é uma parceria do Centro Tecnológico do Exército, do Arsenal de Guerra de São Paulo e da empresa privada Equitron, de São Carlos. Foram fabricadas em São José dos Campos pouco menos de 1,8 mil unidades na época, ao preço médio de US$ 500 mil cada. Os veículos novos da mesma classe são cotados a partir de US$ 4 milhões.
A modernização custará à Força Terrestre R$ 2,5 milhões a peça e deve estender a vida útil do equipamento até 2030. O investimento total será de R$ 25 milhões. O primeiro EE-9U foi apresentado em Brasília, há um mês. O prazo de entrega do lote é de um ano.

Revitalizações
Não é a única iniciativa do Comando do Exército nessa linha. Rápidos e ágeis, blindados leves e médios, sobre rodas ou esteiras, são adequados para uso em mais de 85% do território nacional. No Parque Regional de Manutenção de Curitiba estão sendo modernizados 386 do americano M-113, para transporte de tropas. Foram entregues 150. O custo unitário é de R$ 700 mil. O fornecimento segue até 2020. Pelo Arsenal, em Barueri (SP), estão passando 20 EE-11 Urutu, o transportador da Engesa.
Dez serão convertidos em ambulâncias, pelo valor de R$ 21 milhões.
Recém-saído das telas da engenharia especializada, o Guarani, desenvolvido pelas agências tecnológicas do Exército e pela Iveco-Fiat, está em produção em Sete Lagoas (MG). É prioridade da Força, que já usa 203 carros. A requisição é de 2.044 couraçados – um pedido de R$ 6 bilhões. A crise determinou um alongamento. A previsão de fundos para 2016 é de cerca de R$ 146 milhões.
A frota operacional do Cascavel é estimada em 400 blindados de 11 toneladas, em variado estado de manutenção. Desde 2001, 230 foram revitalizados – ou seja, passaram por uma manutenção aprofundada, mas sem atualizações significativas. O trabalho prossegue. É feito no Arsenal de Guerra, em Barueri.
Os usuários internacionais do Cascavel devem manter em atividade ou em condições de recuperação pouco mais de 400 unidades. Um dos maiores grupos, com mais de 100 veículos, é o da Força Tarefa Combinada da Colômbia. Embora tenham recebido há cinco anos novos motores e central eletrônica de tiro, estão programados para serem desativados em 2018, “a menos que possam ser atualizados e mantidos em ação”, segundo nota do Ministério da Defesa, na justificativa da proposta orçamentária de 2017.
Blindado Cascavel MX8 FOTO AGSP
Blindado Cascavel MX8 FOTO AGSP
Moderno
O preço de exportação da modernização do Cascavel ainda será definido. O valor vai variar conforme a condição do carro e as especificações da mudança, explica um dos especialistas militares envolvidos no processo. O engenheiro José Guilherme Sabe, diretor da Equitron – braço empresarial do programa, dedicado à robotização avançada – considera “um enorme desafio” a tarefa de manter ativo um blindado de combate “cujo projeto original tem quase meio século”. A Equitron é enxuta, com apenas 80 funcionários.
O conjunto transformado contempla novo motor de MTU (Mercedes-Benz) de gerenciamento eletrônico, transmissão automática, freios a disco, cabine com ar-condicionado, controle de tração 6×6 e maior capacidade de estocagem da munição do canhão 90mm. No viés destinado à batalha, foram adotados acessórios digitais óticos: câmeras e visores diurno-noturno e um designador laser de tiro. A torre foi reposicionada. A tripulação continua a ser de três militares – comandante, artilheiro e condutor.
FONTE: Estadão
FORÇAS TERRESTRES/montedo.com

24 de julho de 2017

Reajuste salarial das Forças Armadas causa divergência entre Defesa e equipe econômica do Governo

Publicação original: 24/7 (00:17)
Resultado de imagem para aumento dos militares logoO reajuste salarial das Forças Armadas tem sido motivo de graves divergências entre o ministro Raul Jungmann, da Defesa e a área econômica do governo. A demanda dos militares já foi reconhecida como justa por cabeças coroadas da gestão Temer. Além de Jungmann, Eliseu Padilha, integrante do ‘núcleo duro’ palaciano admitiu no final de janeiro que “a carreira deles [militares] ficou defasada. Eles não fazem greve, estão sempre disponíveis, acabaram ficando pra trás”.

Milicos ‘Posto Ipiranga’
O uso frequente das Forças Armadas em atividades de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), além de outras que fogem completamente a destinação constitucional (Brasil afora, os militares têm realizado desde pesquisas com motoristas até mutirões de limpeza em pátios de colégios), desagrada à tropa e ao Comando, como declarou o general Villas Bôas no Senado: “Nós não gostamos desse tipo de emprego, não gostamos”, disse, em relação à atuação na Maré.

Lado bom
Apesar dos riscos óbvios, a banalização do emprego das Forças Armadas tem um componente positivo: o de vitaminar cada vez mais os índices de aprovação dos militares em todas as pesquisas de opinião. Some-se a isso o peso institucional dos fardados em meio à crise política que assola o governo e temos aí um cenário favorável para que as reivindicações sejam atendidas.

Reajuste de 15%
Os estudos da Defesa indicam um aumento médio de 15%, o que significa algo em torno de R$ 10,5 bilhões/ano no orçamento federal, cerca de 8% do déficit primário de R$ 131 bi previstos para o próximo ano.

Andar de baixo
A proposta de aumento do Ministério da Defesa prevê uma redução do descompasso entre os salários de generais e coronéis e as patentes mais baixas, como sargentos, cabos e soldados.

Lembrai-vos da MP do Mal!
O aumento do tempo mínimo e da idade-limite para a permanência no serviço ativo dos militares, alterações tidas como certas, sinalizam para uma compensação salarial que manterá os ânimos calmos dentro dos quartéis. O mesmo expediente foi utilizado pelo governo FHC quando da edição da MP do Mal, em dezembro de 2000. A supressão de diversos direitos dos militares veio acompanhada de um aumento, o chamado ‘soldão’, corroído rapidamente pela inflação.
Com informações do site Relatório Reservado

"O foco não pode ser perdido", adverte MPM sobre a polêmica entre general e juiz no Acre

Imagens: AC 24 horas
Na esteira da polêmica sobre a atuação do general José Eduardo Leal de Oliveira, comandante da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, que em 11 de julho impediu a entrada do juiz Hugo Torquato, da Vara de Execuções Penais no Complexo Penitenciário Manoel Neri da Silva, em Cruzeiro do Sul (AC), o Ministério Público Militar expediu uma nota de esclarecimento, onde alerta que "o foco não pode ser perdido". "A desestabilização na segurança pública", adverte o MPM, "é o que interessa àqueles que transformaram os presídios brasileiros no que são atualmente."

Leia a nota na íntegra:

NOTA DE ESCLARECIMENTO
O Ministério Público Militar, tendo em vista as notícias veiculadas, inclusive nas mídias sociais, em relação ao episódio ocorrido no presídio Manoel Neri, em Cruzeiro do Sul-AC, no dia 11 de julho último, esclarece que todas as ações da Instituição têm por motivação a manutenção da harmonia entre os órgãos envolvidos na segurança pública.
Nesse sentido, o parquet militar é testemunha do empenho e da dedicação das Forças Armadas no cumprimento das missões, assim como reconhece a importância da atuação da Magistratura e dos demais atores junto ao sistema de execuções penais, dentro dos contornos delineados no vigente arcabouço constitucional.
É notória a situação caótica dos estabelecimentos prisionais no país, fato que levou o presidente da República a autorizar, por meio do Decreto Presidencial de 17 de janeiro de 2017, o emprego das Forças Armadas em operações de varredura nas penitenciárias. O pleno êxito dessa iniciativa não será atingido se os esforços dos entes partícipes dessas operações for desviado para a discussão de outras questões. O foco não pode ser perdido. A desestabilização na segurança pública é o que interessa àqueles que transformaram os presídios brasileiros no que são atualmente.
O Ministério Público Militar acompanha as ações das Forças Armadas para garantia da lei e da ordem e pauta sua atuação no respeito às instituições, na legalidade e no cumprimento de metas e resultados estabelecidos.

Relembre a polêmica entre o general e o juiz:

AC: general impede que juiz acompanhe inspeção em presídio



23 de julho de 2017

Comandante chama tropa à disciplina

Almirante Ferreira reage à enxurrada de manifestações de militares da Marinha contra ou a favor de Michel Temer
Sob o olhar de um marinheiro, comandante Eduardo Bacellar Leal Ferreira cumprimenta o presidente TemerMARCOS CORREIA/PR
ADRIANA CRUZ
Rio - A enxurrada de manifestações de integrantes da Marinha nas redes sociais contra ou a favor do presidente Michel Temer, ou mesmo pedindo a volta do regime militar, levou o comandante da Marinha, almirante de esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, a ‘puxar o freio’ da tropa. O oficial enviou mensagem aos subordinados na qual alerta que o Regime Disciplinar Militar (RDM) proíbe manifestações públicas a respeito de assuntos políticos.
A norma, lembrou o comandante, abrange quem está na inatividade, mas presta serviço à Marinha. A punição vai da repreensão, passando pela prisão e chegando à demissão do inativo.
A turbulência política, com o presidente Temer envolvido em denúncias de corrupção, motivou muitos militares a protestarem nas redes sociais — um fenômeno que, segundo fontes da caserna ouvidas pelo DIA, não aconteceu durante a derrocada da presidente Dilma Rousseff, no ano passado.
O movimento do comandante da Marinha — considerado de perfil discreto — divide especialistas. A advogada Livia Figueiredo, que encontrou um envelope perdido em um ônibus que continha documentos na qual a mensagem estava reproduzida, classificou a atitude do oficial como a implantação de uma ‘Lei da Mordaça’. “É o Temer querendo calar a boca de todo mundo”, afirmou.
Livia protocolou pedido de apuração no Ministério Público Federal. Mas, segundo o órgão, a representação foi arquivada porque não havia elementos que comprovassem a denúncia. A advogada tem até o dia 2 de agosto para recorrer. “Farei isso, sem dúvida”, anunciou.
Flávio Milhomem, professor de Direito Penal e Direito Penal Militar e promotor de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios sustenta que o direito à liberdade de expressão não é absoluto e admite ponderações. “O presidente da República é autoridade suprema, sob cuja autoridade se encontram as Forças Armadas, organizadas com base na hierarquia e na disciplina. Eventuais críticas a resolução do governo, ou atos diretos do presidente da República, podem encontrar adequação típica no referido artigo 166 do CPM, gerando responsabilidades penais e administrativas ao militar por elas responsável”, sustentou.
Em nota sobre a determinação do Comando, a Marinha foi taxativa: “Ressalta-se que a Marinha do Brasil é uma instituição nacional, permanente e apartidária que age em absoluta conformidade com a Constituição, não cabendo a esta Instituição apresentar juízo de valor em relação a assuntos de natureza política”.

Militar de volta ao poder só se ‘fosse eleito pelo povo’, diz general
A volta dos militares ao poder é pedida por setores da população e defendida por muitos integrantes das Forças Armadas que já foram para a reserva. A hipótese é rejeitada pelo 1º vice-presidente do Clube Militar, general de divisão Clóvis Purper Bandeira. “Não cabe aos militares voltarem ao regime do exercício do poder político. Só se o representante da Força passasse pela candidatura a que se submete qualquer cidadão e fosse eleito pelo povo”, afirmou.
O general disse acreditar que as manifestações nas redes sociais não têm grande participação dos militares que estão na ativa. “Isso acontece muito com aqueles que estão na inatividade. Mas quem ainda presta serviço à Força está submetido ao Regime Disciplinar Militar”, explicou o general.
Em nota oficial, a Marinha enfatizou a ordem: “O comandante da Marinha recomendou aos titulares de Organizações Militares que orientassem os militares da ativa e os inativos que permanecem atuando por Tarefa por Tempo Certo o respeito ao regramento contido no item 2 do artigo 7º do Regulamento Disciplinar para a Marinha (RDM), segundo o qual constitui contravenção disciplinar ‘censurar atos de superior’”. O presidente da República, segundo reza a Constitução, ‘exerce o comando supremo das Forças Armadas’.
O general Bandeira sustenta que a mesma obrigação tem os militares que servem ao Exército e a Aeronáutica. “Não soube de outras mensagens. Mas há regulamento semelhante nas outras Forças.
O Dia/montedo.com

MG: dentista que se passava por major do Exército é encontrado morto na piscina de casa

Por Redação
ReproduçãoTerminou de forma trágica o caso do dentista Eudes Rodrigues Libanio, de 48 anos, que durante sete anos se passou por major do Exército Brasileiro para a esposa. O homem foi encontrado morto na manhã deste sábado na casa de alto luxo onde vivia, no Bairro Fernão Dias, Região Nordeste de Belo Horizonte.
Eudes foi achado sem vida na borda da piscina. Ao lado do corpo havia uma taça de vinho, uma faca, além de medicamentos tranquilizantes. Inicialmente, o dentista teria tentado cortar os pulsos, mas acabou desistindo. Então, ele teria tomado uma grande dose de medicamentos com vinho até perder a consciência.
Segundo informações apuradas pela Itatiaia, o homem teria dito à empregada da residência na noite dessa sexta que o ‘sofrimento dele iria durar pouco’. Eudes também teria deixado vários bilhetes espalhados pela casa.

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Rotina de mentiras
Durante anos, Eudes Libanio acordava cedo, colocava uma farda do Exército e saía para trabalhar. Quando chegava na sede do Quarto Comando da Região Militar, na Avenida Raja Gabáglia, ele ainda enviava a localização via celular para a esposa.
O suposto major, que na realidade trabalhava em um consultório particular de odontologia na Rua Ceará, Região Centro-Sul de BH, foi desmascarado por militares do Tático Móvel na quarta-feira passada. Na casa dele foram apreendidas diversas fardas do Exército, um revólver calibre 32 e duas réplicas de armas de fogo. A PM chegou a ele após uma denúncia anônima. Ele já havia sido preso em 2010, também por se passar por militar do Exército Brasileiro.
Rádio Itatiaia/montedo.com

Tenente do Exército efetua disparos na frente de boate de onde saiu sem pagar conta

Tenente do Exército efetua disparos na frente de boate em MS de onde saiu sem pagar conta, diz polícia
Dono da casa noturna liberou suposto militar para pagar a conta no dia seguinte porque cliente não se lembrava da senha do cartão.
Fachada do Tex Pub deixa claro o clima sertanejo do ambiente (Equipe Pausas)
Tenente deu tiros em frente à casa noturna (Imagem:Pausa)
G1 MS
Dourados (MS) - Um homem de 31 anos que se identificou como médico tenente do Exército teria efetuado vários disparos com uma pistola calibre 380 ao sair sem pagar a conta da casa noturna Tex, em Dourados, região sul de Mato Grosso do Sul, na madrugada deste sábado (22).
O coronel Rocha Lima, da 4ª Brigada de Dourados, disse ao G1 que já foi informado sobre o fato e estão tentando entrar em contato com o tenente para que se apresente na delegacia e inicie as apurações dos fatos. A punição vai depender da conclusão do inquérito.
Segundo o coronel, o médico tenente atende no posto médico da Guarnição de Dourados.
Segundo o registro policial, o dono da boate percebeu o estado de embriaguez do cliente e permitiu que ele voltasse no dia seguinte para pagar a conta, já que não conseguia se lembrar da senha do cartão.
Ao deixar o local, ele entrou em uma caminhonete e pegou a pistola e efetuou um disparo para o alto. Em seguida, voltou com o veículo na contramão e efetuou outro disparo também para o alto.
Parou com o veículo próximo à porta da casa noturna e passou a xingar os seguranças e outros clientes dizendo: “seus vagabundos, seus tranqueiras, olha pra mim, vem tira da minha cara”. Depois efetuou outro disparo para o chão na direção das pessoas, segundo o dono da casa noturna.
Por fim, o suspeito seguiu com a caminhonete até a esquina e efetuou o quarto disparo para cima e foi embora. No local, foram localizadas duas cápsulas calibre 380.
Conforme a polícia, os fatos foram gravados pelas câmeras de segurança do estabelecimento. O caso foi registrado disparo de arma de fogo na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário de Dourados.
G1/montedo.com

Nas asas da FAB: Rodrigo Maia voou 117 vezes em jatos oficiais em 2017

RODRIGO MAIA É CAMPEÃO NO USO DE JATOS DA FAB
Autoridades do primeiro escalão do governo e presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal têm o “direito” de usar jatinhos do Grupo de Transportes Especiais, da FAB, mas ninguém se utiliza mais dessa mordomia do que o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Reeleito em fevereiro, já em março fez 26 viagens nas asas da FAB. De janeiro a julho, o presidente da Câmara voou 117 vezes.

VOA, MAIA, VOA
Só em janeiro deste ano, com a Câmara dos Deputados em recesso, Rodrigo Maia voou 15 vezes pela FAB, segundo dados do GTE.

ELES VOAM, A GENTE PAGA
Têm “direito” à mordomia dos jatinhos da FAB, além de ministros do governo, os presidente da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal.

JÁ IMPLANTE DE VERGONHA...
Quando presidiu o Senado, Renan Calheiros usou jato da FAB para ir a sessões de implante capilar, no Recife, e a um casamento na Bahia.

O QUE FALTA?
O GTE da FAB mantém 18 jatinhos para transportar autoridades. O governo poderia arrecadar mais de R$1,5 bilhão, vendendo a frota.
DIARIO DO PODER/montedo.com

22 de julho de 2017

Jungmann confirma Forças Armadas atuando na segurança do RJ até o final de 2018

Jungmann diz que Forças Armadas vão ajudar na segurança do RJ até 2018
Ministro não informou o efetivo da tropa envolvida na operação. Haverá ações em conjunto entre as três Forças e as polícias.
Homens das Forças Armadas fazem patrulhamento na orla de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro (RJ) em fevereiro deste ano. (Foto: Alessandro Buzas/Futura press/Estadão Conteúdo)
Homens das Forças Armadas fazem patrulhamento na orla de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro (RJ) em fevereiro deste ano. (Foto: Alessandro Buzas/Futura press/Estadão Conteúdo)
Paulo Renato Soares, RJTV
As Forças Armadas vão ajudar na segurança do RJ até 2018 . A informação foi confirmada pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, ao RJTV. Os militares permanecerão nas ruas da cidade até dezembro de 2018. O ministro não informou o efetivo das tropas que participarão das ações.
"Nós já estamos ativando um Estado-Maior Conjunto com Exército, Marinha e Aeronáutica para apoiar esse plano integrado de segurança que vai envolver todos os dispositivos policiais do governo federal e estadual. A essência deste plano é a inteligência para que você saiba onde está o comando do crime organizado. Ao mesmo tempo você identificar onde estão os arsenais. Utilizando o efeito surpresa e a integração de todas as forças sejam elas policiais e militares golpear o crime organizado, a bandidagem no Rio de Janeiro", analisou Raul Jungmann.
De acordo com o ministro como a "essência é a surpresa", ele não pode anunciar quando terá início a operação.
"A presença será permanente mas descontínuo, ou seja, teremos ações que serão realizadas contando com apoio das Forças Armadas e policiais. No momento seguinte se para essa operação e se iniciam outras e mais outras. No caso das Forças Armadas nós não precisamos de muitos recursos de fora. Só para dar um exemplo, a Vila Militar, que é a maior unidade militar da América do Sul, tem 12 mil homens. Na totalidade das três Forças temos 35 mil homens. Ou seja, só em caso de necessidade de uma macro-operação em apoio às ações policiais caso seja necessário"
O ministro explicou ainda que o dinheiro para essa ação será do orçamento das Forças Armadas e terão suplementação quando necessário. Segundo o ministro, o presidente Michel Temer garantiu ao governador do RJ, Luiz Fernando Pezão que, apesar da dificuldade, os recursos estarão disponíveis para a operação.

Presença constante
Não é a primeira vez que o governo do RJ pede ajuda às Forças Armadas para a questão de segurança.
Em 14 de fevereiro, o Rio de Janeiro amanheceu, com reforço no policiamento, vindo das tropas do Exército. Na ocasião, foram nove mil militares nas ruas do Rio.
A liberação foi concedida pelo presidente Michel Temer após visita do governador Luiz Fernando Pezão, que fez o pedido alegando a necessidade por conta do aumento no número de pessoas na cidade até o carnaval. Os militares ficaram na cidade entre 14 e 22 de fevereiro.
G1/montedo.com

Enquanto isso, no Twitter do EB...


'Barbeiragem' fatal: EUA erram alvo de bombardeio e matam vários policiais afegãos

EUA erram alvo de bombardeio e matam vários policiais afegãos
Americanos tentavam atacar talibãs quando atingiram forças aliadas
Jato americano decola no Afeganistão - Reprodução
POR AFP 
CABUL - Vários policiais afegãos morreram nesta sexta-feira por erro em um ataque aéreo na província de Helmand, informaram funcionários do Afeganistão e da Otan.
"Durante uma operação com o apoio dos Estados Unidos, disparos aéreos mataram policiais das forças afegãs amigas, que estavam reunidas em um complexo", disse em comunicado a missão da Otan no Afeganistão.
O ataque aconteceu nesta sexta-feira à tarde no distrito de Gereshk, em Helmand, que em grande parte está sob o controle dos talibãs.
"Queríamos expressar nossas profundas condolências às famílias atingidas por esse infeliz incidente", acrescentou o comunicado, que assinala que será aberta uma investigação sobre as circunstâncias do erro.
Omar Zwak, porta-voz do governo de Helmand, disse que o ataque causou a morte de "vários" agentes da polícia afegã que estavam no ponto de controle.
Salam Afghan, porta-voz da polícia de Helmand, declarou que dois comandantes estavam entre os mortos. As forças afegãs lançaram na quinta-feira uma operação na área.
O Globo/montedo.com

21 de julho de 2017

Rio receberá envio massivo de tropas federais; militares ficarão até 2018

Tropa federal no Rio
Pezão no encontro com Maia e Temer
Pezão no encontro com Maia e Temer | Givaldo Barbosa
ANCELMO GOIS
O que não foi dito publicamente no encontro, ontem, entre Pezão e Temer, em Brasília, é que está em gestação bem adiantada o envio massivo de tropa federal para o Rio.
Os militares devem ficar até 2018. A conferir.
O Globo/montedo.com

TCU manda apurar danos ao erário por fraudes no IME e Hospital Militar de Recife

TCU DETERMINA INSTAURAÇÃO DE TCE PARA APURAR DANOS AO ERÁRIO POR FRAUDES NO HMAR E NO IME
Resultado de imagem para IME
O Tribunal de Contas da União conheceu de representação formulada pela Secretaria de Controle Externo de Defesa Nacional e Segurança Pública (SecexDefesa/TCU) e determinou ao Comando do Exército a instauração de tomada de contas especial (TCE) para apurar os supostos danos ao erário provenientes de irregularidades verificadas na gestão de 2007 a 2010 do Hospital Militar de Área de Recife – HMAR e nas contratações da Construtora Novo Ambiente para a execução de obras e reformas no Instituto Militar de Engenharia – IME, no período de 2008 a 2009.
Essa decisão é um desdobramento da Ação 1 da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro – ENCCLA: propor normatização para melhoria dos processos de governança e gestão a serem adotados em todos os Poderes e esferas da Federação, com foco no combate à fraude e à corrupção. Tanto Ministério Público Militar, como o TCU, integram a ENCCLA.
A ENCCLA é a principal rede de articulação entre os órgãos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário das esferas federal e estadual e, em alguns casos, municipal, bem como do Ministério Público, para a formulação de políticas públicas voltadas ao combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro.
De acordo com o coordenador-geral do CPADSI, o promotor Luiz Felipe Carvalho Silva, essa decisão do TCU abre um importante canal para atuação conjunta entre o MPM e o TCU. “É uma medida saneadora para importantes ruídos existentes entre o controle interno das Forças e o MPM”, avalia. O promotor ressalta que as informações sobre fraudes percebidas nas investigações podem ser encaminhadas ao NCC/CPADSI, que fará a intermediação com o TCU.
A SecexDefesa tomou conhecimento das irregularidades destacadas na representação por meio de matérias veiculadas na página eletrônica do MPM destacando as denúncias oferecidas pelo MPM nos dois inquéritos policias militares.(http://www.mpm.mp.br/pjm-recife-denuncia-militares-e-empresas-envolvidos-em-fraudes-em-procedimentos-licitatorios-no-hospital-militar-de-area-do-recife/ e http://www.mpm.mp.br/militares-e-civis-sao-denunciados-pela-pjm-rio-por-envolvimento-em-fraudes-em-licitacoes-no-instituto-militar-de-engenharia/).
Conforme detalhado pela Secretaria, “verifica-se a existência do interesse público no trato das supostas irregularidades/ilegalidades, pois a não instauração de TCE nos casos em que ela se faz necessária impossibilita a recuperação de prejuízos causados ao erário por meio do processo de controle externo”. Da análise de documentos, constata-se que as irregularidades praticadas no HMAR demonstram indícios de dano ao erário que superam os R$ 3 milhões em valores históricos. Já as análises realizadas nos processos licitatórios de obras e reformas conduzidos pelo IME em 2008 e 2009 revelam possíveis danos ao erário superiores a R$ 565.760,60, também em valores históricos.
Imagem relacionadaOutra justificativa para a instauração imediata das tomadas de contas especial, ressalta a SecexDefesa, é a proximidade de consumação do prazo decenal de cometimento das irregularidades, o que pode prejudicar a punibilidade dos responsáveis em razão da prescrição, bem como a recuperação dos danos ao erário a elas associados.
No Acórdão nº 1377/2017, os ministros do TCU, por unanimidade, conheceram da representação da SecexDefesa e determinaram ao Comando do Exército que instaure, se ainda não o fez, tomada de contas especial, a ser concluída em 180 dias, para apurar o suposto dano ao erário proveniente de irregularidades verificadas na gestão de 2007 a 2010 do Hospital Militar de Área de Recife – HMAR e nas contratações da Construtora Novo Ambiente para a execução de obras e reformas no Instituto Militar de Engenharia – IME no período de 2008 a 2009, excluindo-se as que estão sob apuração deste Tribunal por meio do TC-008.431/2015-9.
Também foi determinado ao Centro de Controle Interno do Exército que informe ao TCU o suposto dano ao erário relacionado às irregularidades ocorridas no IME, encaminhando todas as evidências que comprovem essas irregularidades, bem como outras que eventualmente aparecerem no curso das apurações, e também todas as informações necessárias para a correta responsabilização dos gestores envolvidos nas irregularidades.
O Centro de Controle Interno do Exército deverá, ainda, encaminhar eventuais documentos que demonstrem a adoção de medidas visando à instauração de TCE para recompor os prejuízos causados ao erário em decorrência das irregularidades verificadas nas auditorias realizadas no HMAR.
Por fim, o TCU determinou à Procuradoria-Geral de Justiça Militar que encaminhe cópia das denúncias oferecidas pelo MPM à Justiça desde 2014, envolvendo danos ao erário superiores a R$ 100 mil. Procedimento em andamento no MPM.
MPM/montedo.com

Empresa de avião de Temer não pode realizar operações aéreas no Brasil

Por Folhapress | Fotos: Beto Barata/PR
A empresa vencedora da licitação para fornecer o novo avião de transporte alugado pela Força Aérea Brasileira, que passou a servir ao presidente Michel Temer em viagens de longa duração, está proibida de fazer operações aéreas no Brasil.
A Colt Transportes Aéreos S/A tem seu Certificado de Empresa de Transporte Aéreo suspenso desde 3 de novembro de 2016 devido a "deficiência no sistema de registros de panes, de treinamentos de funcionários, de controle de itens MEL (Lista de Equipamentos Mínimos) e de execução de tarefas de manutenção", diz a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).
O contrato com a FAB, contudo, ocorreu antes disso, em 6 de junho. A Força informa que a proibição civil não afetou o processo. "Todos os requisitos operacionais contratados seguem sendo atendidos plenamente e sem interrupção", diz a FAB.
A Colt ganhou uma licitação de US$ 19,77 milhões (R$ 71,2 milhões na época), a serem pagos até 2019, para fornecer um Boeing 767-300ER com serviço de manutenção e logística, além de seguro.
É um contrato rígido, que especifica 80% de disponibilidade mínima do avião e prazos exíguos para resolver problemas, de oito horas quando ele estiver na base a 48 horas, se estiver num aeroporto em outro país.
Ela ofereceu o melhor preço e subcontrata outras empresas para cumprir os termos assinados, como a Pulsar, da Califórnia (EUA).
O 767, fabricado em 1992 e que serviu a três empresas aéreas, está no Esquadrão Corsário, no Rio, e já voou 800 horas sem incidentes. Em 6 de julho, foi usado pela primeira vez por Temer como alternativa ao Airbus ACJ-319 presidencial, para ir sem escalas para a Alemanha.
Conforme a Folha revelou nesta quinta (20), a prática será repetida, iniciando a aposentadoria do Aerolula em rotas de longa distância.
O 767 voa 11 mil km, contra 8.500 km do Airbus. Consome mais combustível, mas é preciso descontar as paradas e a necessidade de hospedar comitivas para se ter uma comparação exata de custos. O governo não os divulga.
A prática da Colt de subcontratar é comum no mercado. Segundo especialistas, a empresa deverá ficar com cerca de 20% do valor final.
Ainda assim, segundo alguns analistas ouvidos que pediram reserva, é bastante estranho que o avião em que voa o presidente seja fornecido por uma empresa impedida de operar no país.
Nenhum dos telefones ou e-mails de contato da Colt, da empresa-mãe Colt Aviation ou da irmã Colt Táxi Aéreo estão funcionando. A Folha buscou contato, sem sucesso, e deixando recados em telefones e conta de rede social de seu controlador, o empresário Alexandre Eckmann.
Ele entrou no mercado de aviação de carga em 2013, em sociedade com um herdeiro da fábrica de chocolates Garoto, após sete anos operando uma firma de táxi aéreo.
Essa empresa teve sua licença cassada definitivamente pela Anac em 28 de março de 2016, antes do contrato da FAB, também por problemas técnicos e trabalhistas.
A Colt Cargo, nome fantasia da Colt Transportes Aéreos, tinha um frota de cargueiros com dois Boeing 737-400F e um Boeing 757-200F.
BOCÃO NEWS/montedo.com

Compromisso com a Nação: princípio da proteção à família não impede que militar seja transferido



A liberdade para as Forças Armadas movimentarem seus membros é de interesse público e se sobrepõe ao princípio da proteção da família. Com esse entendimento, o Tribunal Regional Federal da 5ª Região reformou decisão da primeira instância e deu permissão para que o Exército transfira um militar de Olinda (PE) para São Paulo.

AGU ressaltou que membros do Exército estão sujeitos a um regime mais duro e a transferência é inerente ao ofício. Divulgação/Exército Brasileiro
O militar entrou com o pedido alegando que sua transferência para unidade do Exército em São Paulo estaria ferindo o princípio constitucional da proteção à família. A liminar concedida então proibiu as Forças Armadas de transferi-lo para qualquer unidade que excedesse a distância de 100 km da cidade pernambucana.
A Procuradoria Regional da União da 5ª Região, unidade da Advocacia-Geral da União que atuou no caso, recorreu da decisão e alegou ao TRF-5 que o princípio que assegura proteção à família não é absoluto, devendo ser interpretado em harmonia com outras normas constitucionais que definem a relação entre a administração, os servidores e os administrados, proporcionando a necessária ordem administrativa.
A Procuradoria também argumentou que o caso em questão não trata da remoção de servidor público civil, mas de militar do Exército, sujeito à hierarquia e disciplina das Forças Armadas, de regime mais duro que o civil. “A movimentação de militares é uma peculiaridade inerente à própria carreira, o que significa dizer que militar nenhum possui a garantia de escolher o local em quer servir, principalmente quando patente a necessidade de serviço”, defenderam os advogados da União.
O TRF-5 concordou com os argumentos da AGU e suspendeu a liminar que impedia a transferência do militar. “[O tribunal] Adota firme entendimento quanto à prevalência do interesse público na movimentação dos servidores militares. [No caso] Fica clara a necessidade da administração pública de suprir espaços na unidade localizada no Estado de São Paulo”, determinou a decisão. Com informações da Assessoria de Imprensa da AGU.
Processo 0808087-71.2016.4.05.0000 – TRF5
Consultor Jurídico/montedo.com

"Por que o País e seu povo devem continuar pagando?"

O PENSAMENTO DO CLUBE MILITAR:
“POR QUE O PAÍS E SEU POVO DEVEM CONTINUAR PAGANDO?”

General Gilberto Pimentel*
Ainda sobre a minha última reflexão “Meios, Força de Vontade, Utopia Realizada”, é realmente intrigante e perturbador o fato de a sociedade brasileira permanecer tão submissa e apática, diante da efetiva possibilidade de, pelos próximos muitos anos, continuar nosso País sob domínio de uma quantidade tão grande de políticos sob suspeição, ou já declarados culpados do cometimento dos mais graves crimes de lesa-pátria, tão bem definidos recentemente por renomado jurista.
Há entre eles os investigados, os denunciados e até mesmo os que já foram condenados na primeira instância do judiciário.
Repita-se que não estamos falando de meia dúzia, mas de mais de duas centenas deles, embora não dispondo de números concretos. Todos, ou quase todos, focados tão somente nas eleições gerais de 2018, em todos os níveis, incluindo a presidência da República, na busca de um novo mandato que lhes assegure a perpetuação de suas imunidades, a impunidade e, eventualmente, o cometimento de novos crimes.
Difícil acreditar que em muitos outros países isso seria possível de ocorrer. Parece que nossa sociedade está gravemente enferma! Afora grupos ainda não significativos, mas bem conscientes da gravidade do momento vivido, há um estranho alheamento da grande massa e, pior, aquiescência de certos setores que, pelo seu poder de influência e/ou decisão, teriam capacidade de proclamar a indignação geral com relação às tramas dos marginais, no lugar de dedicarem-se à discussão de alternativas que muito mais parecem sugerir ou apoiar soluções que os beneficiam. Refiro-me em especial ao Judiciário e à Mídia.
Qual seria a intenção nobre, por exemplo, a essa altura, de integrantes do STF rediscutirem a decisão já tomada de dar cumprimento a pena aos condenados em segunda instância?
E que dizer a respeito do indecente projeto de lei do relator da reforma política(?), visando vetar a prisão de candidato até oito meses antes do pleito de 2018. Não mereceria o repúdio imediato da mídia, no lugar de simplesmente torná-lo público?
A solução para 2018 é todos os suspeitos fora do pleito, mesmo porque o sistema eleitoral vigente já demonstrou que é extremamente vulnerável e corruptível. Na dúvida, pró-sociedade, disso não há a menor incerteza, sobretudo quando lidamos com gente desonesta e poderosa. O povo tem meios de impor sua força, e seria muito bom que nos mirássemos nos efeitos que certamente produzirá o plebiscito simbólico realizado, antes tarde do que nunca, na sofrida Venezuela.
Uma última relembrança: Política não é profissão, política foi feita para quem possui grandeza para sobrepor o interesse público aos seus próprios, o que está a anos-luz de distância do perfil dessa gente.
Por que tem o País que continuar pagando por isso?
* Presidente do Clube Militar

20 de julho de 2017

Polícia prende homem que se passava por major do Exército até para a família

A polícia prendeu um homem suspeito de se passar por major do Exército brasileiro em Belo Horizonte. Ele foi detido dentro de casa com armas e fardas. A farsante enganou até a esposa, com quem era casado há três anos.

R7/montedo.com

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