23 de agosto de 2017

Tenente-coronel da reserva do Exército tem prisão decretada e está foragido da Justiça

Ele tem mandado de prisão por desvio de alimentos quando comandava um batalhão em Nova Santa Rita
Humberto Trezzi
Tenente-coronel reservista do Exército tem prisão decretada e está foragido da Justiça Comando Militar do Sul / Divulgação/Divulgação
Justiça diz que Oberdan Schiefelbein (foto), quando comandou o batalhão,
desviou suprimentos em conluio com empresa fornecedora
Foto: Comando Militar do Sul / Divulgação / Divulgação
O tenente-coronel da reserva do Exército Oberdan Schiefelbein entrou esta semana para a lista de foragidos da Justiça, conforme informação obtida com exclusividade por Zero Hora. Ele teve ordem de prisão decretada pela 1ª Auditoria da 3ª Circunscrição da Justiça Militar. O oficial está condenado por desvio de verbas destinadas à compra de alimentos para a 3ª Região do Comando Militar do Sul. A Polícia Judiciária Militar (composta por integrantes da Polícia do Exército) fez buscas, mas não encontrou o militar em sua residência.
Conforme o Ministério Público Federal, o tenente-coronel Oberdan, quando comandava o 3º Batalhão de Suprimentos, em Nova Santa Rita (RS), atestou notas fiscais da Intersul Alimentos, sem que os produtos fossem de fato entregues. Em alguns casos, os alimentos eram de qualidade inferior ao contratado na licitação. O valor que sobrava era dividido entre ele e os outros acusados, dirigentes da empresa. O comandante do batalhão e o casal proprietário da empresa que fornecia os mantimentos, Mário Steffen e Marisa Carvalho da Rosa, também foram condenados. Outros réus — dois oficiais do Exército — foram absolvidos no processo.

Leia tambémTenente-coronel do Exército e esposa são condenados por fraudar licitações no RS. Dois tenentes são absolvidos

Conforme o processo judicial, Oberdan atestava, no verso das notas fiscais emitidas pela Intersul Alimentos, o falso recebimento das mercadorias. Na realidade elas não eram entregues na data atestada ou eram entregues em quantidade e/ou qualidade diversa da que constava nos respectivos documentos. Os fatos teriam ocorrido por volta de 2004.
Oberdan foi condenado pela Justiça Militar a cinco anos e 10 meses de reclusão. Corre contra ele também, no Superior Tribunal Militar, uma ação de Representação para Declaração de Indignidade para com o Oficialato, cuja penalidade é perda de posto e patente. Caso seja condenado, perderá sua aposentadoria.
Os réus também foram condenados por improbidade administrativa e terão de devolver R$ 211.445,00, corrigidos para valores atuais (os crimes ocorreram há mais de uma década). Conforme o MPF, o prejuízo teria passado de R$ 1 milhão, mas provas documentais foram destruídas.
ZERO HORA/montedo.com

22 de agosto de 2017

Esportista, chef e surfista: como viviam militares suspeitos de forjar aposentadorias por invalidez

Muletas só no serviço
ZH teve acesso à investigação principal do esquema de fraudes que pode ter gerado prejuízo superior a R$ 1,1 bilhão às Forças Armadas

Humberto Trezzi
A sargento das Forças Armadas sofreu uma queda e conseguiu se aposentar, precocemente, por invalidez. Comparecia de muletas para fazer a perícia médica na clínica do Exército situada na Avenida João Pessoa, em Porto Alegre. O que ela não sabia é que estava sendo filmada. Foi aí que policiais federais conseguiram gravar vídeos com a jovem se exercitando em academia e correndo pelas ruas, sem qualquer indisposição.
À esquerda, imagens feitas quando investigada se encaminhava para perícia médica; à direita, a militar chegando em casaFoto: Reprodução
— As muletas só eram usadas na hora da perícia — resume um delegado da Polícia Federal que atuou na Operação Reformados, desencadeada na última segunda-feira no Rio Grande do Sul. A ação desbaratou um esquema de aposentadorias fraudulentas nas Forças Armadas que pode ter gerado prejuízo de R$ 1,1 bilhão, apenas no Estado, conforme cálculo da Advocacia-Geral da União (AGU).
A Operação Reformados é uma iniciativa conjunta do Exército, Aeronáutica e Marinha, do Ministério Público Militar, da Polícia Federal e da AGU. É a primeira etapa de anos de investigações sobre militares temporários que se licenciavam para tratamento de saúde e, posteriormente, conseguiam via judicial reintegração às Forças Armadas. Sem trabalhar, já que eles alegavam problemas de saúde e conseguiam reforma (aposentadoria), com soldo vitalício. O cálculo é de que 498 pessoas tenham se beneficiado da fraude, que seria capitaneada por advogados — os nomes dos beneficiários sob suspeita não foram divulgados.
Um deles, Clodomiro Pereira Marques, com escritório em Canoas, é o principal alvo da operação e foi detido após ter prisão preventiva decretada pela Justiça Militar. Ex-oficial da Aeronáutica, ele se intitula especialista em Direito Militar e Previdenciário. Ele indicaria cinco médicos para que o cliente obtivesse laudos de doenças incapacitantes. A partir desses laudos, era construído um processo judicial que visava à reintegração do suposto doente às Forças Armadas, com aposentadoria por incapacidade para o serviço. Todos esses médicos são investigados pela PF, assim como os aposentados por eles.
Zero Hora teve acesso à parte principal da investigação iniciada dentro das Forças Armadas, com os 30 maiores suspeitos de simulação de doenças. São todos militares temporários, que foram reformados (conseguiram se aposentar, recebendo vitaliciamente). Eles tiveram aposentadoria negada em decisões administrativas dos quartéis, mas apelaram para a Justiça comum e obtiveram decisões favoráveis.
Em 18 desses casos, a alegação é de "problemas psicológicos". Dentre os transtornos alegados estão esquizofrenia, esquizofrenia paranoide e alienação mental, mas a maior parte das aposentadorias obedece à justificativa genérica "problemas psicológicos".
Conforme as investigações, esses militares eram orientados pelos médicos a simular desleixo, depressão e até tendências suicidas, na hora de realizarem a perícia marcada pelo serviço de saúde das Forças Armadas.
— Alguns deixavam barba e cabelo crescer, simulavam um ar ausente, não tomavam banho, usavam roupas puídas. Apenas na hora de realizar a perícia médica. Assim que passavam pela avaliação, voltavam para casa e retomavam vida normal — descreve um oficial das Forças Armadas que atuou na investigação.
Os suspeitos foram seguidos pelos serviços secretos do Exército, Aeronáutica e Marinha. Os resultados foram repassados à AGU e à PF, que ampliou a investigação. A suspeita é de que o esquema ocorra não apenas no Rio Grande do Sul, mas em todo o país.

Confira aqui os principais casos investigados:
O surfista – Ex-soldado da Aeronáutica, ele alegou problemas psíquicos para conseguir a aposentadoria por invalidez. Só que foi flagrado praticando surfe, dirigindo carro de luxo, sua carteira de motorista está em dia (não há menção a problemas psíquicos no exame) e fotos nas redes sociais o exibem bebendo álcool e em festas.

O esportista – Militar aposentado por problemas psiquiátricos, reside em Canoas e pratica esportes variados. Possui carteira de motorista, dirige carro e não apresenta histórico de problemas com a família ou discussões.

Gerente de restaurante – Militar aposentado por problemas psiquiátricos, é gerente e chef de um restaurante, em parceria com sua mulher. É lutador de artes marciais, possui carro e dirige – apesar dos alegados problemas psíquicos.

O médico – Suboficial da Aeronáutica, alegou problema num braço para se aposentar precocemente. Posteriormente, agregou problemas psicológicos. Após a aposentadoria, fez faculdade no Exterior e tenta validação do diploma no Brasil. Fotos nas redes sociais o mostram em festas, viagens de turismo, restaurantes, praias, sempre sorridente.

CONTRAPONTO
O que diz o advogado Clodomiro Pereira Marques:
Ele ficou em silêncio ao ser preso. O seu advogado, Nedy de Vargas Marques, disse aos policiais que precisa ler a investigação antes para depois se pronunciar. Ele não foi localizado por ZH.
ZERO HORA/montedo.com

Justiça Militar condena dois coronéis e mais cinco pessoas por corrupção dentro do Hospital Militar de Recife

Justiça Militar condena dois coronéis e mais cinco pessoas por corrupção dentro do Hospital Militar de Recife
A primeira instância da Justiça Militar da União, em Recife (PE), condenou dois coronéis do Exército, dois tenentes e três civis, dois deles empresários, todos envolvidos num esquema de corrupção que perdurou por cerca de três anos, dentro do Hospital Militar do Exército (HMAR), sediado na capital pernambucana.
O líder do esquema, um coronel do Exército que recebia propina de 10% sobre compras feitas pelo hospital junto à empresa, foi condenado a mais de 6 anos de reclusão.
Segundos os autos da ação penal, o esquema foi descoberto depois de uma denúncia feita por outro coronel do Exército, que trabalhou no hospital e identificou a “promiscuidade” entre os oficiais - entre eles o diretor do hospital na época - e um empresário proprietário de uma empresa especializada no serviço de quimioterapia.
O coronel denunciante disse em juízo que ofereceu a notícia crime em função da bagunça administrativa proposital que reinava no Hospital de Área de Recife (HMAR), com a finalidade de sangrar os cofres públicos, como a falta de segregação de funções do setor de farmácia - o farmacêutico era o pregoeiro - e empenhos feitos verbalmente.
Ele afirmou que serviu no hospital entre abril de 2008 e dezembro de 2010, como chefe do setor de aquisições de licitações e percebeu uma especial atenção do diretor do hospital em relação a certas empresas, sendo que os acusados diziam abertamente que parte dos recursos que o hospital pagava à empresa era transformada em “doação”, em dinheiro ou em material. “Um eufemismo de corrupção, com a justificativa que era para ajudar o HMAR, situação que mais tarde viu que era mentira, pois o dinheiro era usado para enriquecer pessoas.”
No depoimento em juízo, ele não soube informar como era feito o pagamento da corrupção, mas, segundo ouvia dizer dos coronéis réus no processo, 10% do valor do empenho era revertido para o HMAR, por ordem do diretor, operacionalizado pelo segundo coronel réu no processo.
No decorrer da investigação feita pelo Exército, dentro de um Inquérito Policial Militar (IPM), inclusive com quebras de sigilos fiscal e bancário, descobriu-se a participação de um funcionário de um banco estatal que aceitou receber os valores depositados pela empresa em sua conta pessoal. Os valores depois eram repassados ao chefe do esquema – diretor do hospital -, ou ao operador.
Uma tenente do Exército, que chefiava o setor de almoxarifado, também foi cooptada para participar, assim como o marido dela, um civil, proprietário de uma oficina, que chegou a receber valores. Descobriu-se também que para encobrir os valores pagos indevidamente aos militares, a empresa fazia mensalmente doação de material ao hospital, como ocorreu em 2008 e 2009, quando a administração militar recebeu diversos aparelhos de ar-condicionado, uniformes para servidores civis, computadores, impressoras, banheiras de hidromassagens, bebedouros, cafeteira e aparelhos micro-ondas.
Depois, o hospital passou a receber as doações em dinheiro depositadas na conta do Fundo do Exército. Entre março de 2009 e março de 2010, foram identificados depósitos de quase R$ 90 mil.
Valores também eram entregues aos militares do hospital ou depositados em contas indicadas por eles. Uma funcionária da empresa, testemunha de acusação, disse em juízo que era diretamente subordinada ao empresário durante todo o período e tinha conhecimento das doações ao HMAR, autorizadas pelo dono da empresa. “As doações eram feitas por cheques que eram entregues a militares do HMAR, que iam à empresa e recebiam de suas mãos ou da gerente financeira”, testemunhou a mulher.

Denúncia
Finalizado o IPM, o Ministério Público Militar decidiu por denunciar todos os acusados por diversos crimes, entre eles corrupção ativa e passiva, exercício ilegal de função e falsidade ideológica.
Para a promotoria, o então diretor do Hospital Militar de Área de Recife (HMAR) chefiava o esquema fraudulento, cujo propósito era camuflar o pagamento de propina feito por uma empresa de serviços quimioterápicos de Pernambuco. O Ministério Público alegou que o estratagema foi confirmado por prova pericial e por testemunhas.
“Tais termos de doação fictícia condiziam com cheques emitidos pelo empresário e depositados na conta bancária do acusado operador do esquema, conforme cheques juntados aos autos”, escreveu a promotoria na denúncia.
Posteriormente, informou o Ministério Público, os termos de doação foram substituídos de fato por cheques emitidos, mas depositados nas contas dos acusados. “Tais valores foram, em um primeiro momento, geridos pelo coronel, segundo acusado, que, mesmo após o término de seu vínculo com o HMAR, continuou ainda operacionalizando o esquema. Com a saída definitiva dele, o tenente, também réu na ação penal, passou a operacionalizar o esquema até o chefe do esquema sair da direção do HMAR”.

Defesa negou fraude
A defesa do coronel apontado como chefe do esquema fraudulento argumentou que os termos de doação não eram de produtos superfaturados, conforme perícia mercadológica, e muito menos fictícios, pois a perícia realizada pela 7ª ICEFEx – órgão fiscalizador do Exército - não foi a campo verificar a existência real dos itens doados e limitou sua análise aos boletins internos e aos registros de sistemas, sendo que as doações, sejam em dinheiro ou não, foram totalmente revertidas ao HMAR, ficando dessa maneira os crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica e exercício funcional ilegal como atípicos.
O advogado também alegou que não houve relação de seu defendido com o diretor do HMAR, haja vista não haver favorecimento à empresa no processo de seleção de prestadora de serviço de quimioterapia, a qual teve uma diminuição do número de atendimentos no decorrer dos anos de 2008 a 2011. E que todo valor pago em cheque ou doação da empresa foi em favor do HMAR, como afirmado pelo depoimento do réu funcionário do banco, que voluntariamente cedia sua conta para pagamentos do HMAR.
“Ele via meu defendido pagar em espécie todos os serviços prestados ao HMAR, principalmente no setor de ar-condicionados, que necessitava de uma manutenção mais urgente e o contrato firmado pelo HMAR com a empresa contratada não era suficiente”.
A defesa do tenente, tido como o segundo operador do esquema, arguiu que o réu confessou que trocou dois cheques por determinação do diretor do hospital, contudo não há prova nos autos que tenha auferido qualquer vantagem financeira, pois, conforme laudo pericial de suas declarações de imposto de renda, não houve qualquer aumento desproporcional de seu patrimônio, não cabendo falar em vantagem indevida.

Condenação
Nesta semana, ao julgar a ação penal militar, o Conselho Especial de Justiça da Auditoria de Recife decidiu por condenar todos os acusados. Ao fundamentar a sentença, o juiz-auditor Rodolfo Rosa Telles disse que o coronel, ex-diretor do Hospital Militar de Recife, recebeu indevidamente a importância de R$ 243.509,02, em valores não atualizados, a fim de que a empresa ficasse na liderança dos encaminhamentos do FUSEX, quanto aos procedimentos de oncologia do HMAR.
O Conselho Especial de Justiça, por unanimidade de votos, decidiu condenar o ex-diretor à pena 6 anos e 11 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto.
Segundo o magistrado, os depósitos feitos na conta dele, entre maio de 2009 e maio de 2010, de cheques da empresa em sua conta, eram decorrentes de percentual que esta destinava ao HMAR, referente a um percentual de 10% de valores que ele recebia pelos serviços prestados ao hospital.
Ainda segundo o juiz, os réus envolvidos na corrupção passiva agiram sob o manto da coautoria, havendo um acordo prévio entre eles, situação bem superior à consciência de cooperação mútua, como exige a doutrina mais moderna, na qual todos praticaram reiteradas vezes a mesma conduta apontada pela denúncia, sob a direção do coronel, “que na posição de diretor do HMAR e usando de sua ascendência hierárquica, promoveu de forma orquestrada toda a conduta delituosa”.
Para o magistrado, todos tinham consciência que um esquema de propina beneficiando uma empresa privada, no sentido de privilegiá-la no processo de encaminhamento de pacientes de quimioterapia, em troca de “doações” revertidas para os réus ligados diretamente e indiretamente ao HMAR, é um ato que atentaria contra à Administração Militar.
“Por fim, poderiam ter agido de maneira diferente, abstendo-se de criar tal engodo. Nesse último ponto, não prospera o argumento de obediência hierárquica do operador do esquema perante o diretor, pois mesmo após o primeiro ter deixado a sua condição de prestador de tarefa por tempo certo, continuou tratando dos interesses do diretor, por sua própria conveniência, visando sua parte na divisão dos ganhos auferidos no esquema”, fundamentou o juiz-auditor Rodolfo Rosa Telles.

Demais réus
O segundo coronel réu na ação penal e tido como o operador do esquema foi condenado por corrupção passiva, por 13 vezes, e recebeu a pena de quatro anos e sete meses de reclusão.
O tenente, que substituiu o coronel como operador da fraude, foi condenado por corrupção passiva, por três vezes, e recebeu a pena de dois anos, quatro meses e 24 vinte e quatro dias de reclusão.
O civil, funcionário do banco, também foi condenado pelo crime de corrupção passiva, por 15 vezes, à pena de três anos e quatro meses de reclusão.
O empresário, proprietário da empresa, foi condenado por corrupção ativa, crime do artigo 309 do Código Penal Militar, praticado por 34 vezes, a uma pena definitiva em três anos, um mês e 15 quinze dias de reclusão.
A tenente, ex-chefe do almoxarifado, também foi condenada por corrupção passiva, por quatro vezes, e recebeu a pena de dois anos e seis meses de reclusão.
O marido dela, dono de uma oficina mecânica, foi condenado por corrupção passiva, por quatro vezes, com pena de dois anos e seis meses de reclusão.
Todos os réus foram absolvidos dos demais crimes denunciados pelo Ministério Público Militar - exercício funcional ilegal e falsidade ideológica.
Da decisão, ainda cabe recurso ao Superior Tribunal Militar (STM), em Brasília.

Processo Relacionado:
AUDITORIA DA 7ª CJM
STM/montedo.com

Nota do editor:
Foram condenados os coronéis R/1 Francisco José Madeiro Monteiro e Odilson Riquelme, o primeiro tenente R/1 Gentil de Oliveira Cavalcanti, os civis Ozéias Leôncio Ferreira e Eriberto de Queiroz Marques e a ex-tenente Izabella Falcão Xavier Benetti.

“La dolce vita” dos militares brasileiros que ganham R$ 60 mil por mês no exterior

Vanderlei Almeida/AFP
Lucio Vaz
Em tempos de recessão, com suspensão de reajustes e redução de salários para novos servidores, adidos militares brasileiros vivem la dolce vita no exterior. Os oficiais mais graduados recebem em torno de R$ 60 mil por mês, com pagamento em dólar, incluindo indenização de representação no exterior, auxílio-moradia, ajuda de custo para mudança, passagens aéreas, auxílio-familiar e diárias. Em alguns meses, quando se acumulam indenizações, o pagamento líquido supera os R$ 100 mil. O gasto anual com cerca de 2 mil militares em missão no exterior supera os R$ 600 milhões, incluindo missões de paz.
O pagamento mensal aos coronéis que ocupam a função de adido militar corresponde a duas vezes a remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que é de R$ 33,7 mil. Para ficar num exemplo interno, representa três vezes o que recebe um militar com a mesma patente no Brasil – cerca de R$ 18 mil. Um subtenente, com renda em torno de R$ 7 mil no Brasil, chega a receber R$ 30 mil no exterior.
O coronel da Aeronáutica Sérgio Barros de Oliveira, adido na Índia, tem remuneração básica de R$ 34 mil. Sofre um abate-teto de pequeno valor. De janeiro a março, recebeu indenizações em torno de US$ 12,8 mil, ou cerca de R$ 40 mil, o que elevou os seus pagamentos para R$ 74 mil bruto ou R$ 66 mil líquido. Isso ocorre porque as indenizações não entram no cálculo do teto remuneratório.
Em abril, as indenizações somaram US$ 35,5 mil, ou R$ 112 mil. O pagamento bruto foi de R$ 146 mil. Em maio, as indenizações caíram para US$ 5,4 mil, mas o coronel também recebeu US$ 8,1 mil de gratificação natalina e mais US$ 10,2 mil de “outras remunerações eventuais”. A renda bruta caiu para R$ 109 mil, ou R$ 96 mil líquido. Questionada pela reportagem, a Aeronáutica não detalhou as indenizações nem as remunerações eventuais pagas a Oliveira.

Condições peculiares
A remuneração básica é a soma do soldo para o exterior, que varia entre os países, com a gratificação por tempo de serviço. Só essa parte já fica próxima ao teto remuneratório. A indenização de representação no exterior (Irex) é uma parcela fixa, também variável por país, mas é considerada como “indenização” e não como renda, não sendo contabilizada para o teto.
A aplicação do limite remuneratório à remuneração paga aos militares em missão no exterior é regulamentada internamente pelos militares. A Portaria Normativa 2.799/2013 do Ministério da Defesa diz que serão excluídas do cálculo do abate-teto “as parcelas de caráter indenizatório pagas aos militares e servidores”.
A Irex é destinada a “compensar as despesas inerentes à missão de forma compatível com suas responsabilidades e encargos”, como diz a lei que regulamenta as remunerações no exterior. No seu cálculo, são consideradas questões como a importância da missão, o custo de vida e as “condições peculiares” do país.
O orçamento do Exército, Marinha e Aeronáutica destinam R$ 160 milhões para cobrir os gastos com a indenização de representação no exterior neste ano. Pelo que foi executado até o dia 11 de agosto, entretanto, as despesas devem fechar em R$ 114 milhões

La Dolce Vita
O coronel do Exército Hamilton Camillo (foto acima), adido na Itália, trabalha na embaixada brasileira em Roma, na Piazza Navona, distante cerca de mil metros da Fontana di Trevi – cenário natural do clássico de Federico Fellini “La Dolce Vita”, que mostra uma Roma bela e sofisticada. O próprio coronel já postou nas redes sociais uma foto em frente à tradicional fonte. No seu roteiro turístico/cultural, já passou por Pompeia, Montepulciano, na região da Toscana, e Dubai.
Embaixada do Brasil em Roma
Camillo tem remuneração básica de R$ 33 mil, mais indenizações de U$ 8,8 mil, ou R$ 27,8 mil. Seus pagamentos somam R$ 61 mil bruto e R$ 56 mil líquido. A reportagem fez contato com o coronel na embaixada de Roma, via e-mail. Ele aceitou responder perguntas. Questionado sobre o valor de um aluguel em Roma e se os gastos no exterior justificam as quantias pagas aos adidos, encaminhou o assunto para a assessoria de imprensa do Exército.
O tenente coronel da Aeronáutica Paulo César Victor, adido na Rússia, tem remuneração básica de R$ 35 mil, sofrendo um abate-teto de R$ 4,2 mil, mas conta ainda com indenizações regulares de US$ 5,7 mil, ou R$ 18,2 mil. O pagamento bruto fica em R$ 53,4 mil. Em abril, recebeu indenizações de US$ 25 mil, elevando seus pagamentos para a R$ 114 mil. Em janeiro, com indenizações de US$ 22,7 mil, os pagamentos ficaram em R$ 106 mil. A Aeronáutica não especificou suas indenizações.
O suboficial da Aeronáutica Lars Fjãllgren de Sá, auxiliar adido na Itália, tem remuneração básica regular de R$ 19,1 mil e indenização de US$ 3,5 mil. Em maio, recebeu indenizações de US$ 14,5 mil, elevando o total dos seus pagamentos para R$ 65 mil brutos ou R$ 63 mil líquido.
Já o coronel do Exército Thiers Lobo Ribeiro, lotado na China, recebeu US$ 10,5 mil de remuneração básica e US$ 11,4 mil de indenizações em abril. Recebeu um total bruto de R$ 69 mil naquele mês. Em maio, com acréscimo do pagamento de US$ 5,6 mil de férias, o seu pagamento bruto chegou a R$ 87 mil.

Auxílios
O auxílio-moradia no exterior é pago para o custeio de aluguel de residência. É concedido na forma de ressarcimento por despesa comprovada pelo servidor. O orçamento das três armas das Forças Armadas prevê um gasto de R$ 141 milhões com moradia neste ano, mas a execução até o início de agosto aponta para uma despesa de R$ 82 milhões.
O auxílio-familiar cobre despesas de educação e assistência dos dependentes do militar no exterior. É calculado com base na indenização de representação no exterior, na razão de 10% para a “esposa”, e 5% para cada um dos seguintes dependentes: filho menor, filha solteira, mãe viúva, enteado, adotivo, tutelado, curatelado e companheira estável, desde que solteira, desquitada ou viúva.
A ajuda de custo de exterior é a indenização paga adiantadamente ao servidor para custeio das despesas de viagem, de mudança e da nova instalação. O benefício tem o valor de duas vezes a retribuição básica e duas vezes o auxílio-familiar, acrescido de uma indenização de representação no exterior.
Os militares recebem também diárias para custeio das despesas de alimentação, pousada e outras decorrentes do afastamento de sua sede, por motivo de serviço no exterior.
O auxílio-funeral é destinado às despesas com o funeral do servidor em serviço no exterior, em missão permanente ou transitória. Corresponde ao valor da retribuição mensal que o militar recebia normalmente no exterior.

Abate-teto
A Aeronáutica afirmou à reportagem que a remuneração dos militares da instituição no exterior “segue a legislação aplicada a toda a administração pública federal, obedecendo aos limites estabelecidos pelo teto regulatório. A Lei nº 5.809, de 10 de outubro de 1972, citada no Portal da Transparência, e suas alterações dispõem sobre a retribuição e direitos de pessoal civil e militar em serviço da União no exterior”.
“Para fins de cálculo do limite remuneratório, somam-se apenas o soldo com a gratificação de tempo de serviço, sendo automaticamente abatido o montante que ficou acima do teto estabelecido pelo artigo 37, inciso XI, da Constituição, por meio da aplicação do “abate-teto”, diz a nota.
Leia também: Arrependimento de servidores que aderiram ao PDV pode custar R$ 1 bilhão
A Marinha disse que “a retribuição auferida no exterior é passível de verificação do teto constitucional, conforme disposto no inciso XI, do art. 37, da Constituição Federal de 1988.
Para sua aplicação, as parcelas percebidas a título de indenização são excluídas do cálculo. A taxa de câmbio utilizada para a verificação do limite remuneratório em questão é divulgada anualmente pelo Ministério das Relações Exteriores”.
O Centro de Comunicação Social do Exército informou que o pagamento dos militares no exterior é constituído de retribuição básica, gratificação de tempo de serviço e indenização de representação. “As indenizações estão fora do cálculo do limite remuneratório, de acordo com o Parágrafo 1º do Art 1º da Portaria Normativa Nr 2.799, de 4 de outubro de 2013, do Ministério da Defesa”.

Missões
O Exército informou que mantém 1.265 militares cumprindo missões em 58 países. Desse total, estão incluídos 768 militares da Missão de Paz no Haiti. Com esse efetivo, o Exército desembolsa mensalmente, US$ 7,33 milhões, com uma média de US$ 5,9 mil por militar – R$ 18,7 mil.
No exterior, o Exército desempenha missões nas representações diplomáticas, organizações militares de ensino ou instrução e organismos internacionais; realização de cursos, estágios, seminários e visitas; treinamentos em conjunto com tropas estrangeiras; participações em missões de paz e humanitárias; compra e venda de produtos de defesa.
O Comando da Aeronáutica dispõe de 227 militares em serviço em 30 países, envolvendo missões técnicas, operacionais, de ensino, de representação e de intercâmbio. O valor médio da remuneração paga mensalmente a cada militar é de US$ 8,47 mil, ou R$ 26,8 mil.
Entre as missões estão as adidâncias militares nas embaixadas brasileiras, representações em organismos internacionais, missões técnicas aeronáuticas, as Comissões Brasileiras em Washington e na Europa, responsáveis por aquisição de produtos e serviços no exterior. O número também inclui os 37 militares que atuam em missões da Organização das Nações Unidas (ONU) – como é o caso do Haiti, Sudão, Sudão do Sul, Saara Ocidental.
A Marinha informou que possui 859 militares em 40 países a um custo mensal de US$ 5,47 milhões. Entre as missões de paz, destacou missão de paz ou a serviço da ONU, cursos de intercâmbios, atuação como adidos, segurança das embaixadas e guarnição da Estação Antártica Comandante Ferraz.


A remuneração de adidos militares
Valores mensais, referentes a maio de 2017 (e ao mês de abril em alguns casos, para comparação)
em milhares de reais

Fonte: Portal da Transparência e Diário Oficial das União. Infografia: Gazeta do Povo
Gazeta do Povo/montedo.com

21 de agosto de 2017

PF faz operação contra fraudes em reformas de militares no Rio Grande do Sul


Mandados de prisão e de busca e apreensão são cumpridos em Canoas e Novo Hamburgo
PF faz operação contra fraudes em aposentadorias militares | Foto: Divulgação / 3ª RM / CP
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta segunda-feira, a Operação Reformados para combater um esquema criminoso voltado para a obtenção fraudulenta de licenças e aposentadorias (reformas) de militares, especialmente dos temporários. Policiais federais e militares do Exército Brasileiro cumprem um mandado de prisão preventiva, três de condução coercitiva e dois de busca e apreensão nas cidades de Canoas e Novo Hamburgo.
A fraude consistia na apresentação de atestados médicos ideologicamente falsos, com indicação de doenças psiquiátricas e outros artifícios para iludir a Administração Militar, a Justiça Federal e a Justiça Militar. O objetivo era manter militares temporários vinculados ao Exército para supostos tratamentos de saúde e, posteriormente, para obtenção da reforma militar. Um escritório de advocacia com sede em Canoas promovia o suporte para a propositura de ações judiciais que sacramentavam as fraudes.
Durante as investigações, diligências flagraram pessoas com diagnósticos incapacitantes para a vida militar, por problemas físicos ou psíquicos, em uma rotina normal de vida, inclusive com ocupações remuneradas, confirmando a fraude na obtenção das decisões judiciais por licença médica ou reforma militar.
Os crimes investigados são estelionato e falsidade ideológica, consistentes na encenação perante juntas médicas militares, propositura de ações com atestados médicos ideologicamente falsos, entre outros possíveis. As investigações seguem para apurar o prejuízo causado e o número exato de pessoas envolvidas nas fraudes.
CORREIO do POVO/montedo.com

Soldado do Exército é preso por vazar informação de megaoperação das Forças de Segurança no Rio

Rio de Janeiro (RJ) 21/08/2017Exército, Força Nacional e Polícia Civil ocupam as entradas do Jacarezinho.
Fotos: Pedro Teixeira/ O Globo - Pedro Teixeira / Agência O Globo



RIO - Um soldado do Exército foi preso durante megaoperação das Forças de Segunça, na manhã desta segunda-feira, suspeito de vazar informações da operação anterior para bandidos. Mateus Ferreira Lopes foi detido por volta das 7h por agentes da Delegacia de Combate às Drogas (Decod). Ele estava sendo investigado pelo setor de Inteligência do próprio Exército.
Na manhã desta segunda-feira, equipes da Polícia Militar, da Polícia Civil, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Força Nacional e das Forças Armadas estão localizadas em comunidades da Zona Norte do Rio. São elas: Jacarezinho — que há mais de uma semana vive dias de intensos tiroteios —, Manguinhos, Bandeira 2, Mandela, Arará, Mangueira, Complexo do Alemão e no Conjunto Habitacional Morar Carioca.
Os principais acessos a essas comunidades estão bloqueados. Militares e agentes que participam da operação fazem abordagens a motociclistas e a pedestres. Além disso, o espaço aéreo está controlado com restrições para aeronaves civis. Segundo a Secretaria estadual de Segurança, não há interferência nas operações dos aeroportos.
Até as 7h, sete homens haviam chegado algemados à Cidade da Polícia, no Jacarezinho. Ainda não há informações sobre identificação deles nem sobre o motivo das detenções. Um foi preso com uma pistola.
O Globo/montedo.com

Comandante do CMA alerta que orçamento só cobre gastos até setembro

General alertou ainda que o corte no orçamento das Forças Armadas em 45% afetará a vigilância da região de fronteira e diminuirá a capacidade de operações na região amazônica
Show 546
O comandante Militar da Amazônia, general Geraldo Miotto (Foto: Márcio Silva)
Janaína Andrade
Manaus (AM) - O comandante Militar da Amazônia, general Geraldo Miotto, alertou que o corte no orçamento das Forças Armadas em 45% anunciado nesta semana pelo governo federal afetará a vigilância da região de fronteira e diminuirá a capacidade de operações na região amazônica. Segundo ele, o Comando Militar da Amazônia (CMA) possui uma reserva de recursos que só serão suficientes para cobrir os gastos até o mês de setembro.
“A partir de setembro se nós não tivermos os recursos necessários, nós vamos ter que diminuir as operações. Agora em quanto, depende da equação, depende dos recursos que nós vamos receber. Já iniciamos um novo planejamento. Vamos nos adequar. É equação matemática. Gente (tropa) é igual a recursos, que resulta em produção. Se tiver menos recursos, eu tenho pessoal, mas vão ficar estáticos. E o produto (apreensão) vai diminuir, não tenha dúvida”, revelou Geraldo Miotto.
O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, em entrevistas, já demonstrou preocupação com a situação crítica que as Forças Armadas podem chegar com o contingenciamento de recursos e lembrou que “de uma maneira geral, muitos dos causadores dos problemas de segurança pública nas grandes cidades passam pelas fronteiras”.
O general Geraldo Miotto salientou que o Exército sempre precisa estar apto a atuar de imediato e que para isso existia uma reserva de recurso que “já está sendo consumida”. “Que é a reserva de prontidão. E nós não podemos ficar sem prontidão. Forças-Armadas sem prontidão fica muito difícil ela poder cumprir com a sua missão”, apontou o comandante Militar da Amazônia.
Apesar do contingenciamento no orçamento, o general declarou que não há previsão de dispensa de recrutas ou redução de expediente. Ressaltou, contudo, que a precarização do trabalho do Exército tem reflexos na segurança pública do Estado. “A defesa e a segurança trabalham juntas, se a gente diminui as operações na fronteira vai ter um maior trabalho na segurança pública”, enfatizou.
De acordo com o militar, a prioridade na aplicação de recursos que ainda restam continuará sendo a fronteira, como já é feito. “Material bélico, combustível, munição a prioridade é a fronteira. Atendimento de saúde para os militares, familiares e para a população, a prioridade também é a fronteira. O que impacta esse corte no orçamento é que nós temos que ter mobilidade. Mobilidade é a força aérea, combustível de embarcações, de viaturas e helicópteros, é isso aí que impacta”, avaliou.
De 2012 para até hoje os recursos discricionários das Forças Armadas caíram de R$ 17,5 bilhões para R$ 9,7 bilhões.

Frente a Frente

Candidato ao governo, Amazonino Mendes
Amazonino Mendes (PDT), candidato mais votado no 1° turno da eleição suplementar, com 577,3 mil votos, que equivalem a 38,7% do total, contra 377,6 mil (25,3%) de seu adversário, afirmou que a segurança das fronteiras do País é de atribuição exclusiva das Forças Armadas, mas ressaltou que a falta de defesa deságua no Estado.
“O Estado tem de participar, nem que seja secundariamente, se integrando e conversando com as Forças Armadas. O Estado está pronto para colaborar, pronto para participar e intervir”, disse Amazonino. Segundo ele, devido suas dimensões, a tríplice fronteira na Amazônia requer “um efetivo grande e muita tecnologia”.
“Tudo isso é preciso ser implementado por quem é de direito. O Estado pode reclamar, pedir e colaborar”, disse. Para Amazonino Mendes, a redução do orçamento das Forças Armadas pode resultar em maiores problemas sociais e aumento do tráfico. “Esse prejuízo é tão grande que é impossível a gente mensurar. Nós sabemos que é realmente a grande causa do desequilíbrio social brasileiro”, disse o candidato.
Em seu plano de governo, o ex-governador afirma que utilizará serviços de inteligência para combater o crime organizado e reduzir a criminalidade. “Vamos atuar fortemente na prevenção e repressão qualificadas em parceria com as Forças Armadas, Polícia Federal e trocando informações estratégicas com os outros estados. O combate às drogas será intensificado para trazer tranquilidade às famílias e garantir futuro aos jovens”, prometeu.

Candidato ao governo Eduardo Braga
Candidato pelo PMDB, Eduardo Braga defende que é necessário montar uma estrutura permanente de vigilância das fronteiras e que isso requer uma ação integrada entre as polícias Militar, Federal e Forças Armadas. Para ele, o problema hoje de defesa das fronteiras é a “falta de estrutura para o patrulhamento de grandes extensões com países que hoje são os maiores produtores de drogas do mundo”.
“Sem um patrulhamento efetivo, o Amazonas passa a representar uma porteira aberta para o narcotráfico internacional. Não conseguiremos vencer esse desafio sem inteligência. Portanto, é necessário que seja instalada uma rede de comunicação eficiente entre as bases de fiscalização. Um sistema interligado capaz de dar agilidade ao trabalho de monitoramento das forças policiais. Desta forma, estaremos sempre um passo à frente do crime organizado”, sustentou Braga.
Para Eduardo Braga, o diálogo com o governo federal é essencial e necessário em razão da Polícia Federal e Forças Armadas serem instituições federais subordinadas à Presidência da República. “É preocupante o corte de verbas da ordem de 40% revelado pelo general Villas Boas, um profundo conhecedor da realidade amazônica. Vamos trabalhar duro junto ao Governo Federal para reverter esse quadro de falta de recursos”, disse.
Os prejuízos para o Estado, segundo Braga, são incalculáveis, “já que, além da proteção das fronteiras, as Forças Armadas desenvolvem importantes projetos sociais nas comunidades mais longínquas do nosso Estado”.

Sérgio Fontes, Secretário de Segurança Pública do Estado do AM
“Não poderia haver pior momento para estes cortes ocorrerem. O Brasil enfrenta talvez a pior crise de segurança pública de sua história e o enfraquecimento da nossa proteção de fronteiras vai na contramão daquilo que mais precisamos no momento: o aumento substancial nos nossos controles de fronteira. E o prejuízo para o Estado do Amazonas é enorme, pois somos vizinhos dos dois países que mais produzem cocaína no mundo. Mas todo o País será afetado, pois a droga que entra abastece quase todas as regiões do Brasil. Debilitar as Forças Armadas não só e perigoso como também não é inteligente. Temos acordo formalizado com a PF para apoiar as operações “Baze Anzol” e “Sentinela”, assim como disposição para ampliar este apoio caso seja necessário. (Precisamos de) bases de controle em todas as entradas de rios para fiscalizar o tráfego de embarcações, patrulhas aéreas, fluviais e terrestres, equipamentos de monitoramento de trânsito, lanchas blindadas, etc. A logística na Amazônia é muito cara. A SSP não tem condições, recursos e muito menos atribuição legal para (fazer a defesa da fronteira)”.

Quase 400 operações este ano
Hoje, o Comando Militar da Amazônia emprega 9.500 homens na região de fronteira. De janeiro a 15 de agosto, o CMA realizou 392 operações, sendo 345 na faixa de fronteira e 19 em presídios da região.
Para garantir o transporte dos militares, estão disponíveis 900 veículos, 100 embarcações e dez helicópteros. Estes dois últimos, nos sete primeiros meses deste ano, representaram uma despesa de R$ 7,7 milhões.
O general Geraldo Miotto destaca entre as apreensões realizadas este ano em operações na fronteira: madeira – prejuízo de R$ 48 milhões; drogas – prejuízo de R$ 5,5 milhões e garimpos ilegais de extração de ouro e balsas para transporte do produto, no total de R$ 52 milhões.
“O CMA vai cumprir com as suas missões. Nós temos a convicção e a certeza que nós vamos poder continuar cumprindo com a missão em prol da população da Amazônia. O Exército se move pela vontade e nós temos vontade de continuar. Nós somos 21 mil homens, e na fronteira somos 9.500 e temos vontade de continuar e vamos cumprir com a nossa missão. Aqui é pressão total, não vamos afrouxar”, disse o comandante.

a crítica/montedo.com

Forças de Segurança fazem megaoperação em comunidades na Zona Norte do Rio

Um dos alvos é o Jacarezinho, palco de constantes tiroteios há mais de uma semana
Equipes das Forças Armadas no Jacarezinho - Pedro Teixeira / Agência O Globo
LEONARDO SODRÉ
RIO — As Forças de Segurança deflagraram mais uma megaoperação no Rio, na manhã desta segunda-feira. Equipes da Polícia Militar, da Polícia Civil, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Força Nacional e das Forças Armadas estão localizadas em comunidades na Zona Norte. São elas: Jacarezinho — que há mais de uma semana vive dias de intensos tiroteios —, Manguinhos, Bandeira 2, Mandela, Arará, Mangueira, Complexo do Alemão e no Conjunto Habitacional Morar Carioca.
Os principais acessos a essas comunidades estão bloqueados. Militares e agentes que participam da operação fazem abordagens a motociclistas e pedestres. Além disso, os espaços aéreos estão controlados com restrições para aeronaves civis. Segundo a Secretaria de Segurança, não há interferência nas operações dos aeroportos.
Até as 6h20, dois homens haviam chegado algemados à Cidade da Polícia, no Jacarezinho. Ainda não há informações sobre identificação deles nem sobre o motivo das detenções.
O Disque Denúncia (21 2253-1177) divulgou um cartaz com os traficantes procurados nas regiões ocupadas pelas Forças de Segurança e pede informações sobre esconderijo de armas, localização de bandidos, cargas roubadas, pontos de vendas de drogas e veículos roubados. Todos os informes recebidos serão repassados, em tempo real, para o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC).

JACAREZINHO
Adriano de Souza Ramos, vulgo “Pierre”.
Paulo Henrique Godinho dos Santos, vulgo “PH”.

MANGUEIRA
Eduardo da Silva Barbosa, Vulgo “Bamba”.
Jean Carlos Ramos Tomaz, Vulgo “Beni”.
Reinaldo Santos de Sena, vulgo “Dedé”.

MANGUINHOS, MANDELA e ARARÁ
Bruno Ricardo Correa da Silva, vulgo “Lambão”.
Jefferson de Menezes Ferreira, vulgo “Jefinho”.
Willian Souza Guedes, vulgo “Chacota”.
André Luiz Cabral dos Santos, Vulgo “Lacraia”.
Luiz Augusto Oliveira de Farias, vulgo “Índio do Mandela”.

ALEMÃO
Gláucio Cardoso dos Santos, Vulgo “Glaucinho do Engenho”.
Sebastião Teixeira dos santos, Vulgo “Juninho 51”.
Luciano Martiniano da Silva, vulgo “Pezão”.
Alexandre Gonçalves dos Santos, vulgo “Pardal”.
O Globo/montedo.com

Histórias do Brasil no Haiti: 'O primeiro Comandante'

Crise e abertura a mulheres fazem busca por Escola de Cadetes aumentar 247% em quatro anos

EsPCEx também está investindo em divulgação de vídeos pela internet para o público jovem; concorrência já é maior que a da medicina na Unicamp.
Escola de Cadetes em Campinas tem aumento constante de concorrência (Foto: Reprodução/EPTV)
Escola de Cadetes em Campinas tem aumento constante de concorrência (Foto: Reprodução/EPTV)
Jornal da EPTV 1ª edição
A procura pela carreira militar na EsPCEx (Escola Preparatória de Cadetes do Exército), a única escola de cadetes do país, em Campinas, cresceu 247,11%, nos últimos quatro anos. A concorrência ficou tão grande que a relação candidato vaga para as mulheres supera a disputa por uma cadeira na Faculdade de Medicina da Unicamp. A escola tem 400 vagas para homens e 40 para mulheres.
A crise financeira no país e a estabilidade da carreira militar, a abertura de vagas para mulheres, fortalecimento do exército (que tem os melhores índices de aprovação popular) e maior divulgação das inscrições são algumas das razões para a maior procura.
De acordo com dados do Exército, o crescimento de 2013 para 2017 foi de 247,11%, mas parte do aumento se deve à inclusão de mulheres na escola, iniciado em 2016. De 2016 para 2017 a busca subiu 44%, sendo de 44,92% para os homens e 41,36% para as mulheres.
Motivos
O coronel Marcos Alexandre Fernandes de Araújo diz que há um conjunto de fatores que explicam o maior interesse, começando pelo aumento de confiança no exército. “Acreditamos que seja uma conjunção de fatores que resultou nesse aumento. Um dos motivos que muito se comenta é a crise do país, o que leva a procurar a carreira militar, que é uma profissão estável. A entrada das mulheres na escola no ano passado também deu muita visibilidade à EsPCEx”, afirmou.
O projeto Vem Ser Cadete, com vídeos voltados ao público jovem e divulgados pela internet, também tem dado grande retorno nas inscrições.
A cadete Vanessa Rodrigues Alves teve motivações familiares para procurar o exército, pois é filha e irmã de militares, e faz parte da primeira turma de mulheres da escola.
“Eu sempre me interessei pelas atividades que eles me contavam que desenvolviam no exército, o meu pai me influenciou muito”, disse.
Em 2017 a relação de candidato por vaga foi de 80 para os homens e 272 para as mulheres. Para comparação, a Unicamp registrou procura de 221 candidatos por vaga de medicina, em 2017, seguido por arquitetura 93,3 e midialogia com 47.
As inscrições deste ano terminaram em junho. A prova intelectual (semelhante ao vestibular) é realizada em 30 de setembro e 1º de outubro. A segunda fase, em janeiro, é de provas físicas e exames médicos.
Quem for selecionado estuda em regime de internato e recebe o soldo (ajuda financeira de cerca de R$ 1 mil). O aluno tem aulas de história, cálculo, física, geografia, espanhol, inglês, técnica militar entre outras. Quem terminar o curso de um ano ingressa na Academia das Agulhas Negras para mais 4 anos de graduação, até se formar bacharel em ciências militares.
Relação de candidatos e vagas:
2013 - 12.351
2014 - 16.648
2015 - 17.633
2016 - 29.771 / homens - 22.064 / mulheres - 7.707
2017 - 42.872 / homens - 31.977 / mulheres - 10.895
G1/montedo.com

20 de agosto de 2017

Imagem de um dia...

Pracinha se despede do filho ao partir para a Itália (Abril de 1944)
A imagem pode conter: 3 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas sentadas
Fotografias da História/montedo.com

Tenente do Exército morre ao saltar de paraquedas em Rondônia

Clube garante que paraquedas de tenente do Exército abriu normalmente
Imagem: Clube Amazonjump
Porto Velho (RO) - O militar do Exército Diego Monteiro de Oliveira morreu de forma trágica na manhã deste sábado (19), ao saltar de paraquedas de uma aeronave, na região do aeroclube da capital de Rondônia. As informações iniciais, de que o paraquedas principal não teria funcionado, foram desmentidas pelo Clube Amazonjump, do qual o militar era sócio. Em nota, a 17ª Brigada de Infataria de Selva também afirmou que o paraquedas estava aberto no momento em que o corpo foi encontrado. O parquedas foi enviado à Confederação Brasileira de Paraquedismo, para perícia. A polícia civil de Rondônia abriu um inquérito para investigar o caso.
Diego era primeiro tenente e servia na 17ª Companhia de Infantaria de Selva. O militar era casado com uma sargento do Exército. O casal não tinha filhos. (informação atualizada as 16h de 21/8)
Paraquedas não abre e homem morre na capital
Imagem: O Observador

19 de agosto de 2017

Quem nunca...

Quando o Sargenteante chega e diz:
- Vou ter que puxar agora alguém pra escala!

Soldado da FAB reage a assalto e morre em Manaus

Soldado da FAB é morto após reagir a assalto em Manaus, diz família
Crime ocorreu no conjunto Castanheira, bairro Zumbi dos Palmares.
O soldado estava no 2° período do curso de engenharia (Foto: Arquivo pessoal)
O soldado estava no 2° período do curso de engenharia (Foto: Arquivo pessoal)
Adneison Severiano, G1 AM
Um soldado da Força Aérea Brasileira (FAB), de 22 anos, morreu baleado após reagir a um assalto na noite de quinta-feira (17), no conjunto Castanheira, bairro Zumbi dos Palmares, Zona Leste de Manaus. O militar William Alves Freire foi baleado com três tiros ao tentar fugir dos criminosos, segundo familiares. Ele morreu em um hospital na capital.
Segundo a família do soldado, Alves foi abordado por quatro homens armados na Rua Sobral, por volta das 19h30. O soldado havia chegado na casa do pai depois de um dia de trabalho na Base Aérea.
"O William tinha chegado do trabalho, trocou de roupa e quando saia de casa para ir à academia, foi abordado por quatro homens que estavam em carro modelo HB20 preto. Testemunhas disseram que também tinha uma mulher com eles. Tentaram roubar a moto e achamos que ele tentou correr na moto", disse o padrasto da vítima, o auxiliar de almoxarifado Everaldo Oliveira, de 39 anos.
Os criminosos pretendiam roubar a moto modelo Honda Bros 2017 de 160 cilindradas.
Mesmo ferido, Alves tentou fugir dos assaltantes com a moto, mas os ladrões atiraram novamente e outros dois tiros atingiram o militar nas costas. Depois de baleado, o soldado colidiu a moto contra o muro de uma casa.
Testemunhas relataram à Polícia Civil que os assaltantes fugiram no carro sem levar a motocicleta da vítima, que ficou danificada após a ocorrência.
Alves foi socorrido por familiares e vizinhos e levado para Hospital Pronto-Socorro (HPS) João Lúcio. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu às 21h depois de sofrer anemia aguda hemorrágica.
A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) investigará o crime. Até manhã desta sexta-feira (18), nenhum suspeito havia sido identificado ou preso.
O soldado estava no 2° período do curso de engenharia. A família disse que William Alves havia economizado e poupado dinheiro para comprara moto.
"O meu sobrinho era um menino que estudava e trabalhava. Comprou essa moto depois de vender o carro e juntar dinheiro. Infelizmente, ninguém pode ter nenhum bem que os criminosos querem roubar e matam pessoas inocentes por nada", desabafou o tio, o vendedor Franciney Freitas Alves, de 42 anos.
G1/montedo.com

Bandas militares se tornam populares e tocam até funk

Apresentações vão além do quartel e ocupam praças e shoppings. Por ano, escola de sargentos do Rio forma 80 novos músicos
Além de seis horas por dia de aulas musicais, os militares das bandas ainda treinam marchas e cumprem as cargas de exercícios físicos - Márcio Mercante / Agência O Dia
FRANCISCO EDSON ALVES
Rio - Destinadas a elevar a moral das tropas, as bandas de música militares, que costumavam se apresentar fora dos quartéis do Exército apenas em datas especiais, como no feriado de 7 de setembro, estão ditando novos ritmos em suas rotinas. Os grupos passaram a aceitar mulheres nas formações, a gravar CDs e DVDs e a bombar na internet. As apresentações ultrapassaram a fronteira militar e, com frequência, as bandas são vistas em praças e shoppings. O repertório é versátil: desde hinos de clubes de futebol até pop rock, samba e funk.
As unidades do Rio de Janeiro, subordinadas ao Comando Militar do Leste (CML), assim como na Amazônia, são as que mais têm grupamentos musicais no Brasil, com dez bandas e uma fanfarra. Sob a batuta do coronel Robson Fontes, comandante da Escola de Sargentos de Logística, em Deodoro— única do país que forma, desde 2011, pelo menos 80 novos músicos anualmente—, as bandas têm sua tradição assegurada, ao contrário das civis, que ficararam escassas.
“O aumentando da interação com o público em geral, tem sido uma experiência maravilhosa”, atestou Robson, citando como exemplo, o projeto Banda no Palácio, que toda última quinta-feira do mês, na escadaria do Palácio Duque de Caxias, no Centro, atrai centenas de pessoas. As bandas são divididas em seis categorias, conforme tamanho. As maiores chegam a ter mais de 120 integrantes e 30 tipos de instrumentos.
A carioca Taianna da Silveira, 26 anos, foi uma das que passou no concorrido concurso. “É a realização de um encantamento infantil”, contou Taianna, que, depois de 1 ano e 8 meses, tempo da especialização, vai se juntar, com mais seis colegas, ao seleto grupo de mulheres musicistas. Desde 2015, ano em que o Exército passou a admitir o sexo feminino, já são 17 integrantes.
“A rotina é puxada, mas é exatamente como sonhei”, definiu o aluno da banda de Escola de Sargentos de Deodoro, Luis Costa, 24 anos.

Incentivo de veteranos
As bandas militares guardam grandes patrimônios em sua formação, como o mestre em contrabaixo, trompa e bombardino, o capitão José Santiago, de 68 anos; o tenente Elias dos Santos, 59, do trombone, e o capitão Valdecy Ladeira, 60, craque na clarineta.
“Eles são a alma das bandas”, declarou o instrutor Paulo Pinheiro. Para ingressar no grupo, o aluno passa por testes físicos, psicológicos e de conhecimentos musicais. As bandas são na capital, Niterói, Petrópolis e Resende. Todos os músicos ganham a patente de terceiro sargento.
Músicos mais velhos são inspiração para novos alunos da unidade - Márcio Mercante / Agência O Dia
“As bandas aproximam o público civil do militar e são excelentes fatores de desenvolvimento cultural e artístico”, destacou o historiador Florêncio Lima, em seu livro ‘Elementos fundamentasis da música’. De acordo com Lima, na Guerra da Tríplice Aliança, os chamados ‘guerreiros do som’ foram destaques. A programação das bandas militares está disponível em www.esslog.ensino.eb.br.
O DIA/montedo.com

18 de agosto de 2017

A Cavalaria amanheceu mais triste

Hoje cedo, me chegou uma notícia daquelas que - embora inevitáveis - gostaria de nunca receber: faleceu nesta madrugada em Bagé (RS) meu grande amigo e colega de turma Carlos Lemes Camargo.
Artista nato, foi responsável pela arte e diagramação da revista O Monitor, de 1980.
Nenhum texto alternativo automático disponível.

Sempre foi um grande contador de histórias!
Nenhum texto alternativo automático disponível.
Já na reserva, virou ator e até prêmio ganhou!

Nós, que ficamos do lado de cá, sentiremos falta de seu talento e espirituosidade, meu amigo.
Paz e Luz em seu coração, hoje e sempre.

17 de agosto de 2017

Adeus, 'Severino'

Morreu hoje no RJ, aos 78 anos, o ator Paulo Silvino, que durante anos encarnou o porteiro Severino no programa Zorra Total.
Dado a crescente quantidade de tarefas fora de sua missão constitucional, o termo 'Severino' acabou sendo atribuído aos militares das Forças Armadas. Valeu, parceiro!

Despacito!

Despacito, pela Banda da Artilharia Divisionária/3, patrimônio cultural de Cruz Alta (RS)

Crédito: Patrícia Bianchi

PS: se algum leitor souber o nome do solista, peço que poste na área de comentários.

Ministro da Defesa diz que principal objetivo da operação em Niterói foi o de prender criminosos

Jungmann afirma que forças de segurança não buscaram arsenais e que bandidos de hoje não têm depósitos de armas
Para Jungmann, resultados da operação em Niterói foram melhores que o da Onerat. Imagem de 10-08-2017.
Renato Costa / Agência O Globo
SELMA SCHMIDT
RIO — Ao fazer uma avaliação da operação das forças de segurança em Niterói, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, considerou que os resultados foram melhores do que os da Onerat, contra o roubo de cargas, embora nenhuma arma tenha sido apreendida. Segundo ele, o principal objetivo da ação desta quarta-feira era capturar bandidos e 20 dos 26 mandados de prisão foram cumpridos.
— As forças de segurança não estavam atrás de arsenais — disse Jungmann. — Melhoramos em relação à operação anterior. Não alcançamos o ótimo. Mas é uma curva e nós vamos, paulatinamente, melhorando os nossos resultados.
— O crime hoje não faz como a polícia, como o Exército. Não tem paiol, depósitos de armas. A informação da inteligência é que cada um fica com seu fuzil. Alguns enterram essas armas, geralmente em tubos de PVC. E elas não estão agrupadas.
O ministro garantiu, no entanto, que haverá ações em busca de armas. E disse que as operações das forças de segurança se intensificarão:
— Tanto o número de operações vai crescer como também, tenho certeza, que os resultados vão melhorar.
O Globo/montedo.com

Zero no divã...

Resultado de imagem para tirinhas recruta zero

Arquivo do blog

Compartilhar no WhatsApp
Real Time Web Analytics