27 de agosto de 2011

SOLDADO DA FAB ASSALTA PADARIA EM BH



Um soldado da aeronáutica foi preso por roubar uma padaria no bairro Padre Eustáquio, na noite desta quinta-feira, em Belo Horizonte. De acordo com militares do 34º Batalhão da Polícia Militar, o soldado, de 20 anos invadiu a padaria na Rua Aquidaban, por volta de 21h30. Eles estava acompanhado de mais três suspeitos.

Com a chegada da polícia, dois assaltantes conseguiram fugir, mas o soldado e um comparsa foram presos. Com eles, a polícia encontrou R$130 em dinheiro, roubados da padaria, e R$ 2,2 mil, retirados de um cliente. Os suspeitos não estavam armados. Eles foram levados para a 4ª Delegacia de Polícia, no Bairro Coração Eucarístico. 
TV ALTEROSA

"ELES [PF] NÃO GANHAM MUITO. NÓS É QUE SOMOS MAL PAGOS.", DIZ SUBOFICIAL

Força Militar: Ação na fronteira
MARCO AURÉLIO REIS
A Estratégia Nacional de Defesa ganhou este mês visibilidade inédita: pistas clandestinas de pouso distribuídas, uso de armamento real envolvendo 3.500 militares, ataques noturnos e estreia operacional do primeiro Veículo Aéreo Não Tripulado da Força Aérea Brasileira, o RQ-450. Chamada de Ágata, a operação iniciada no início do mês e sem data para terminar reprime o tráfico de drogas e armas na fronteira. 
Sinal operacional claro da ação das Forças Armadas, a iniciativa tem como destaque até agora a destruição de três pistas de pouso clandestinas, na fronteira do Brasil com a Colômbia. Em momentos de briga por reajuste de soldos, a operação sinaliza o absurdo que é um militar das Forças Armadas receber bem menos que os policiais federais e os PMs de Brasília. “Eles não ganham muito. Nós é somos mal pagos”, avalia suboficial ouvido pela Coluna.

BRIGADA DE INFANTARIA LANÇA LOGOMARCA PELOS QUARENTA ANOS

Cascavel: Ema cria selo dos 40 anos da Brigada de Infantaria
Equipe de Arquitetura inovou na elaboração da marca solicitada pelo Exército
Logomarca dos 40 anos da 15ª Brigada de Infantaria Motorizada
Comemorando os 40 anos da unidade do Exército Brasileiro em Cascavel, a 15ª Brigada de Infantaria Motorizada lançou a logomarca alusiva em cerimônia no Círculo Militar. Criada pelo EMA (Escritório Modelo de Arquitetura) da Universidade Paranaense – Unipar, foi bastante elogiada.
O responsável técnico do Ema, arquiteto André Hoffmann, destaca que o Escritório está honrado em ser o escolhido para o desenvolvimento da logomarca, tendo em vista a importância que o Exército representa para o país e a força significativa da 15ª Brigada para a região Oeste do Paraná.
O arquiteto salienta que a criação foi um desafio, já que foge um pouco do foco principal dos trabalhos do Escritório, mais voltado para o desenvolvimento de projetos arquitetônicos: “Com essa participação, enfocamos outro campo possível a ser desenvolvido pelos alunos da graduação de Arquitetura. A equipe se sente feliz por ter conseguido idealizar uma logomarca que sintetize a importância destes 40 anos”.
O trabalho foi proposto pelo major Rivero e contou com o apoio do coordenador do curso, professor Emerson Souza, e dos estagiários Enji Nagasawa, Andressa Kozam, Elisângela Studizinski e Paula Zucoloto.
Professor Emerson, major Rivero e equipe do Ema
A equipe conta que foi possível aproveitar um pouco do conhecimento de cada um para se chegar a um resultado bastante equilibrado, tendo por base as exigências feitas pelo major com relação aos elementos compositivos. “Em cima destas características, foram estilizados alguns elementos próprios do contexto do Exército, chegando à composição final”, diz Hoffmann.

MORTES NO MORRO DA PROVIDÊNCIA: TENENTE E SARGENTO SÃO SOLTOS

Militares que entregaram jovens a traficantes são soltos

O tenente Vinicius Ghidetti de Moraes Andrade e o sargento Leandro Maia Bueno, que, em 2008, entregaram três jovens do Morro da Providência, no Rio de Janeiro, a traficantes rivais para serem torturados e mortos, foram soltos por decisão do juiz da 7ª Vara Criminal Federal, Erik Navarro Wolkart. Mesmo com os réus acusados de homicídio triplamente qualificado, o magistrado citou a vigência da Lei nº 12.403, que restringiu os casos de prisão preventiva, e avaliou como desnecessária a prisão preventiva dos militares.
O juiz ressaltou ainda "o comportamento exemplar" durante os três anos de prisão e a "impossibilidade de realização imediata do plenário do júri". Apesar de revogar a prisão preventiva, o magistrado impôs a medida cautelar de suspensão do exercício de função pública. Os réus não poderão mudar de residência sem autorização prévia nem ausentar-se do Estado sem autorização do juízo.
"Este caso é um exemplo de injustiça. As famílias estão chateadas com esta decisão, mas estão muito mais aborrecidas com a demora da Justiça para resolver um caso simples. Agora, uma perícia aérea foi decidida no processo criminal. No processo cível, até o momento as famílias não receberam um tostão da indenização prometida pela União", disse o advogado João Tancredo, que representa as famílias das vítimas.

Nota do editor
Em 6 de abril de 2010, fiz algumas observações sobre esse caso, no post MORRO DA PROVIDÊNCIA: ADVOGADOS DO TENENTE PEDEM SUA LIBERTAÇÃO .
Creio que elas ainda estão dentro do prazo de validade. Confira:

Comento:
É óbvio que o episódio foi uma grande trapalhada que resultou em tragédia, cuja repercussão foi multiplicada à exaustão pela mídia, o que sempre ocorre quando um fato depõe contra a imagem das Forças Armadas.
Porém, alguns questionamentos continuam sem resposta:
- Como um jovem tenente, saído da AMAN a apenas um ano e meio, é colocado em posição de comando em meio à uma conflagração como a guerra de facções nas favelas do Rio de Janeiro?
- Como, a comando desse oficial, estavam três terceiros-sargentos, todos "pica-fumos"?
- Como quatro profissionais militares (mesmo com pouca experiência) aceitam a "sugestão" de um soldado para entregar três pessoas a uma facção rival dos "rapazes" presos?
-O capitão que mandou liberar os detidos não tinha autoridade sobre os subordinados, tanto que foi desobedecido?
- Por quê os mortos continuam a ser tratados pela mídia como "rapazes", quando tinham envolvimento comprovado com traficantes?
- Como o Exército se presta à participar de uma ação polítca-demagógica-eleitoreira dessa natureza, onde a Instituição só tem a perder e os políticos, só a ganhar?

GENERAL HELENO FALA SOBRE O CONFLITO NA LÍBIA

FAMÍLIA ACIONA MARINHA NA JUSTIÇA PELA MORTE DE SOLDADO EM TREINAMENTO

Marinha deve responder na Justiça por morte de cadete no Rio

A Marinha terá que responder na Justiça à acusação de levar um cadete à morte em 2010, por exaustão. A informação é da coluna Mônica Bergamo publicada na edição desta sexta-feira da Folha.
De acordo com a coluna, a família do cadete Adonais Santos da Costa Junior, 19, ingressou ontem com processo, assinado pelo advogado João Tancredo. Pede indenização por dano moral e pensão para a mãe do jovem.
Leia também:
SOLDADO DA MARINHA MORRE DURANTE TREINAMENTO FÍSICO
Costa Junior participava de treinamento no Ciampa (Centro de Instrução Almirante Milcíades Portela Alves), no Rio, quando sofreu parada cardiorrespiratória. É o mesmo centro de instruções em que quase 60 militares passaram mal recentemente. Internados, eles foram diagnosticados com gripe.
A assessoria do Ciampa não foi encontrada para comentar.
FOLHA.COM
Nota do editor:
O militar não era cadete (graduação que não existe na Marinha) e sim soldado recruta.

ESCOLA DE SARGENTOS E UNIVERSIDADE IMPLANTAM PROJETO DE EQUOTERAPIA

Unicruz e EASA realizam demonstração do projeto de Equoterapia na Semana da Pessoa com Deficiência
A Universidade de Cruz Alta e a Escola de Aperfeiçoamento de Sargentos das Armas (Easa) realizaram nesta quarta-feira (24), uma demonstração de como será o implantado o projeto de extensão que vai trazer a Equoterapia para a cidade.
O projeto “Centro de Equoterapia da Escola de Aperfeiçoamento de Sargentos das Armas” envolve os cursos da saúde da Unicruz como de Fisioterapia que será responsável por coordenar as atividades. A coordenadora do curso, professora Lia da Costa afirma que é uma oportunidade tanto aos alunos para estágios, quanto para proporcionar o tratamento a quem precisa.

A professora do curso de pedagogia da Unicruz Vaneza Cauduro, que também faz parte do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, destacou a importância do projeto à comunidade, pois a Equoterapia atende pessoas com deficiência mental, motor e de aprendizagem: “É uma atividade completa que precisava na cidade”. A parceria para o projeto surgiu em uma conversa do comandante Luiz Augusto Cristovão Liotti com a reitora professora Elizabeth Dorneles. “Nós temos aqui os animais, pessoal treinado e a Unicruz os cursos para desenvolverem a atividade, dessa forma, vamos implantar a Equoterapia que também vai atender a comunidade”.
A demonstração foi realizada no pátio da Easa, onde vão ser realizados os atendimentos. Alunos da Escola Municipal Antônio Serra Pereira assistiram a apresentação e também puderam experimentar como é andar a cavalo e fazer testes como de coordenação motora. As atividades do projeto estão previstas para iniciar no mês de outubro, após o período de chuvas, devido o local para prática ser a céu aberto.

MPM OUVE SOLDADOS FILMADOS DANÇANDO HINO NACIONAL EM VERSÃO FUNK

Ministério Público ouve soldados que dançaram funk com Hino Nacional
Eles devem ser julgados até janeiro e podem pegar pena de um a dois anos
FOTO: JORNAL O MINUANO (BAGÉ-RS)
A Justiça deve julgar até janeiro do ano que vem os seis soldados do Exército que aparecem em um vídeo dançando uma versão funk do Hino Nacional, segundo expectativa do Ministério Público Militar.
O processo começou a correr na última quarta-feira quando os seis militares e testemunhas foram ouvidos pela Justiça Militar, em Bagé (RS).
Segundo o procurador Dimorvan Gonçalves Leite, parte dos depoimentos seria realizada nesta quinta-feira (25), mas foi possível realizar todo o procedimento nessa quarta-feira, já que hoje, Dia do Soldado, há várias atividades militares no município.
Em maio deste ano, um vídeo postado na internet mostrava os seis soldados dançando a versão funk do hino. A gravação tem um minuto e 25 segundos. Os militares, de 18 anos, foram denunciados por desrespeito a símbolo nacional, crime previsto no Código Penal Militar. A pena prevista é de um a dois anos de prisão.
R7

VETERANOS DO HAITI SÃO HOMENAGEADOS NO TOCANTINS

Soldados tocantinenses que participaram de missão no Haiti recebem homenagem
A Câmara Municipal de Palmas homenageou na manhã desta quinta-feira, 25, os 30 soldados tocantinenses que participaram da missão de paz no Haiti, em comemoração ao Dia do Soldado.
Representando os 30 homenageados, o capitão Gustavo Muniz Caon traçou um breve histórico da missão de paz que iniciou poucos meses após o terremoto que matou mais de 150 mil pessoas no Haiti e alguns fatos marcantes como a realização de um parto no centro de Porto Príncipe e o enfrentamento do furacão Thomaz. “Nós cumprimos diversas atividades e operações para garantir um ambiente seguro e o 22º Batalhão do Exército conseguiu cumprir a sua missão. O Tocantins pode ter orgulho dos seus filhos”, disse Caon.
O comandante do 22º Batalhão de Infantaria do Exército tenente coronel Marco Antônio Martins disse que a homenagem ao Exército é de toda a sociedade tocantinense representada pelos vereadores. Martins anunciou também que outros 170 soldados tocantinenses serão enviados ao Haiti em nova missão de paz. “Eles já iniciaram um treinamento especial e a partir de fevereiro do ano que vem os soldados serão enviados para o Haiti”, afirmou.
O vereador Aurismar Cavalcante (PP) parabenizou os homenageados e disse que as forças armadas brasileiras são de paz, mas atuantes, e citou o trabalho feito no Rio de Janeiro no combate à violência. Já Milton Neris (PT) ressaltou ser um admirador do Exército brasileiro e disse que deseja vê-lo atuando junto com a segurança pública tocantinense no combate às drogas. “A sociedade clama por segurança e essa integração seria muito benéfica”, pontuou.
O vereador Carlos Braga (PMDB) ressaltou o orgulho que o povo tem do Exército por terem homens de todas as camadas sociais. “No Exército não tem rico ou pobre, há homens que querem somente servir à sua pátria”, disse. O vereador Lúcio Campelo (PR) lembrou que o Exército também vem trabalhando para minimizar as desigualdades sociais.
O presidente da Câmara, vereador Ivory de Lira (PT), encerrou a sessão solene lembrando que o Exército brasileiro é atuante em mais outros 18 países, não somente no Haiti. “O Exército sempre desenvolveu muito bem o seu papel e essa sessão é uma justa homenagem, um reconhecimento e o orgulho que temos desses soldados”, disse. (ASCOM)

26 de agosto de 2011

LEGALIDADE: MOVIMENTO DE SARGENTOS EVITOU BOMBARDEIO AO PALÁCIO

Descumprindo ordens
Movimento de sargentos evitou bombardeio ao Piratini, palácio do governo gaúcho, em 1961

Naira Hofmeister
Na tarde do dia 28 de agosto, na base aérea de Canoas, região metropolitana de Porto Alegre, um sub-oficial da Aeronáutica desobedeceu - pela primeira e única vez em sua vida militar - a uma ordem de superior hierárquico.
A decisão de Caetano Vasto, na época com 35 anos, enfureceu superiores e lhe deixou estagnado na carreira para sempre, entretanto impediu o ataque que poderia desencadear uma guerra civil no Brasil.
Vasto e seus companheiros - cinco sub-oficiais como ele e 28 sargentos da Força Aérea Brasileira - deveriam preparar e municiar 16 aviões que partiriam, segundo seus superiores, para um exercício de guerra em São Paulo.
- Já sabíamos pelo rádio que havia uma ordem para bombardear o Palácio Piratini, para calar Brizola e a cadeia da Legalidade. Eu disse ao comandante que ninguém iria para São Paulo e que os aviões não decolariam - lembra hoje, aos 85 anos o militar reformado.
Sub-Vasto, como era chamado na Base Aérea, tinha outros indícios para supor que a frota que estava preparando desde o dia 25, data da renúncia de Jânio Quadros, deveria atacar a sede do governo estadual, além do noticiário veiculado pela Cadeia da Legalidade.
Pensamos, se esses aviões decolarem, vão despejar essas bombas em algum lugar. E nós já sabíamos que lugar era esse
- Ninguém se arma daquele jeito para uma manobra. Além do que, naquele tempo as bombas explodiam por impacto ou por compressão, logo era um risco total aterrissar com bombas carregadas no avião - lembra.
Havia inclusive uma norma técnica determinando que a munição devia ser descarregada antes do pouso.
- Pensamos, 'se esses aviões decolarem, vão despejar essas bombas em algum lugar'. E nós já sabíamos que lugar era esse - emenda.
Por muito pouco a insubordinação não foi fatal para o grupo, que era mantido desarmado e em confinamento desde o afastamento do presidente. Assim que Caetano Vasto terminou de explicar ao comandante a negativa dos seus homens em permitir a partida dos caças, um oficial lhe colocou uma metralhadora na boca.
- Era uma Thompson 45. Ele me ameaçou dizendo que ia chumbar os dentes do sub - recorda.
Naquela fração de segundo as portas do hangar se abriram - eram os demais integrantes dos grupamentos lotados na base aérea de Canoas, que invadiram o espaço gritando "Legalidade! Legalidade!".
- Eles vieram nos dar apoio, sabiam que alguma coisa feia ia acontecer conosco, porque nós estávamos desarmados - relata Vasto, que mandava recados aos colegas de fora nos horários de almoço e janta.
Aliás, foi temendo uma reação violenta dos oficias que Caetano e seus colegas já haviam também sabotado os aviões e os armamentos de cada aeronave.
- Os aviões estavam preparados para não decolar, para não conseguirem ligar os motores. Lembramos também de esvaziar um pouquinho um dos pneus, que não correriam 50 metros - conta.
Das bombas eles sacaram as espoleta e travaram os cabides, enquanto que dos canhões substituíram os fusíveis de 50 amperes por peças de cinco.
- No primeiro disparo queimaria o fusível não funcionaria nada - regozija-se.

Brizola estava pronto para morrer
Vinte quilômetros distantes dali, no Palácio Piratini, informado sobre as ordens dos ministros militares de bombardear a sede do executivo estadual, o governador Leonel Brizola fazia um pronunciamento histórico, no qual se despedia do Rio Grande do Sul. "Não nos submeteremos a nenhum golpe! Que nos esmaguem, que nos destruam! Adeus meu Rio Grande querido", bradava pelos microfones.
- Eu me lembro que Francisco Brochado da Rocha, um jurista emérito, que depois viria a ser primeiro-ministro do Brasil (em 1962). Ele botou a mão no bolso direito do paletó, tirou a comenda e pregou na lapela. E disse: 'Eu tenho direito de morrer com a minha condecoração - narra o então líder do governo na Assembleia Legislativa e atual presidente da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (Eletrobras CGTEE), Sereno Chaise.

"Apenas cumpri minha missão"
Passados 50 anos do movimento que garantiu a posse do vice-presidente João Goulart como sucessor de Jânio Quadros - e que retardou em três anos o início da ditadura militar no Brasil - o sub-Vasto diz que "apenas cumpriu sua missão".
- Não é falsa modéstia. A expressão herói cabe em muitos lugares e às vezes é meio vaga. O risco foi grande, mas fiz o que tinha que ser feito - reflete ele.
Vasto diz que naquele momento o grupo dos sargentos ainda não sabia da adesão do IIIº Exército ao movimento legalista - anunciada também na tarde do dia 28 pelo general Machado Lopes ao então governador do Rio Grande do Sul Leonel Brizola.
Em parte a determinação de resistir à ordem de bombardear o Piratini veio do medo de que as próprias famílias dos sargentos ficassem feridas. Por outro lado, todos reconheciam que o Marechal Lott, do Rio de Janeiro, havia redigido um manifesto a favor da Legalidade.
- O Jango tinha sido eleito, estávamos em uma democracia, existia uma Constituição à qual devíamos obedecer. Eu desobedeci a uma ordem do comando, mas o comando desobedeceu à Carta Magna. Então, pesou na minha consciência isso: o erro deles era maior - justifica Vasto.

O DIA DO SOLDADO PELO PAÍS

RIO GRANDE (RS)
Foto: Deyver Dias (Jornal Agora)
GUAJARÁ-MIRIM (RO)
Imagem: A Pérola do Mamoré
CAÇAPAVA (SP)
Foto: AgoraVale
CASCAVEL (PR)
Foto: Cascavel JL
TRÊS LAGOAS (MS)
Foto: Jornal diadia


DETRAN CAPACITA PRIMEIROS INSTRUTORES DE AUTO-ESCOLA MILITAR

Detran forma oficiais para a primeira auto-escola militar do Brasil
Terminou nesta quinta-feira (25), em Curitiba, o curso de capacitação dos 40 oficiais que atuarão no Centro de Formação de Condutores Militares do Paraná, voltado exclusivamente para motoristas com funções ligadas à segurança pública. O CFC Militar vai funcionar como uma auto-escola para atender policiais e oficiais do Exército Brasileiro e do Corpo de Bombeiros que precisem alterar a categoria da Carteira Nacional de Habilitação e também na formação de novos oficiais que serão contratados pelo Governo do Estado, como parte do programa Paraná Seguro. 
O curso foi promovido pelo Departamento de Trânsito do Paraná, em parceria com o comando-geral da PM. “A criação segue a determinação do governador Beto Richa para a capacitação profissional dos policiais paranaenses. O objetivo é ter uma equipe altamente qualificada, capaz de levar esses conhecimentos para a formação dos condutores que trabalham diretamente na proteção da nossa população”, destacou o diretor-geral do Detran, Marcos Traad, durante a entrega dos certificados, em solenidade na Academia Policial do Guatupê. 
Os formandos ocuparão funções como de diretor-geral, diretor de ensino, examinador e instrutor de trânsito. A implantação segue uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e o CFC Militar deve substituir as atuais Comissões de Habilitação, que funcionam em todo o Estado, sem que haja uma uniformização dos conteúdos aplicados. 

AULAS 
As aulas teóricas e práticas de direção para os profissionais de segurança pública, por meio da nova instituição, estão programadas para começar em outubro, para oficiais de Curitiba. Nas demais regiões o início das atividades será gradual. “As formações ocorrerão nos comandos regionais em Curitiba, Maringá, Ponta Grossa, Londrina e Cascavel”, explica o capitão Fernando Klemps, assessor militar do Detran. 
No curso serão aplicados, além dos conteúdos básicos, como legislação de trânsito e direção defensiva, aulas práticas em veículos da polícia e em ambientes especiais para desenvolver habilidades necessárias para as atividades de segurança.
AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DO PARANÁ

A MUSA DOS SARGENTOS

Valéria Souza 
Alessandra Mattos vai receber título em setembro
Ex-Rainha de Bateria da Estácio de Sá, Alessandra Mattos, será Musa do Clube dos Sargentos da Aeronáutica, em Cascadura. “Adoro homem de farda”, diz ela, que receberá o título em setembro.

SOLDADO: DA PROFISSÃO DE FÉ AO SACRIFÍCIO DA PRÓPRIA VIDA

Reginaldo de Souza Silva
Aqueles que já tiveram a oportunidade de vivenciar a vida na caserna ou conhecer membros das diversas corporações saberão entender o motivo deste artigo. Com ele queremos parabenizar, agradecer e felicitá-los por esta nobre carreira e missão que exercem dia e noite. Ser soldado, diziam, era uma profissão de militares que ingressavam na carreira com um simples motivo: servir a pátria. Há vínculos de pertencimento ao país, ao Estado, à cidade e à sua gente, de tamanha profundidade que o ato de ser soldado está além da farda que os identifica.
O Dia do Soldado é instituído em homenagem a Luís Alves de Lima e Silva, patrono do Exército brasileiro, nascido em 25 de agosto de 1803. Com pouco mais de 20 anos já era capitão e, aos 40, marechal de campo. Entra na História como "o pacificador" e sufoca muitas rebeliões contra o Império. Comanda as forças brasileiras na Guerra do Paraguai, vencida pela aliança Brasil-Argentina-Uruguai em janeiro de 1869, com um saldo de mais de 1 milhão de paraguaios mortos (cerca de 80% da população). Ser soldado implica ter um conjunto de valores, um profundo sentimento de interação com a pátria, a sociedade e o nosso povo. Sua dinamicidade começa no compromisso de colocar todo seu potencial intelectual e físico inteiramente ao serviço dela, culminando com o juramento solene de defendê-la com o sacrifício da própria vida.
Soldados são chamados a batalhas diárias no interior da Amazônia, do pantanal, das fronteiras, do sertão, dos pampas e, em cada rua, beco, favela, zona rural e roça, lá estão eles e elas lutando, para sobreviver e garantir a vida e segurança de todos. É uma profissão que não garante mais o retorno seguro para casa, antes, durante e após as escalas de trabalho. Nas cores das fardas ainda rebrilha a glória e fulge as vitórias. Na luta diária muitos soldados serão para sempre e levarão para a “inatividade” seus valores, juramentos, e nos momentos de crise da nação o compromisso de lealdade do soldado para com os destinos de sua pátria atinge a sublimação, para o bem ou para o mal de ambos. O símbolo da farda, expresso no ato de servir a pátria, o Estado, a corporação, continua presente no seu espírito, como uma segunda pele a acompanhá-lo até a morte. 
Foi assim em 1822 com a soldado Maria Quitéria e o corneteiro Luís Lopes (de nossa gloriosa Bahia), um o exemplo da igualdade na luta; o outro, num “engano” ou gesto de audácia, exemplo da ordem de “avançar, degolar” no enfrentamento aos portugueses. Em 1935, perderam a vida os soldados bombeiros salvando vidas no mesmo estado.
A profissão agrega conhecimentos, saberes e vivências, assim relata uma soldado em 2009 ao enviar uma mensagem ao general Reginaldo: “Há crescimento pessoal e profissional, ampliação da visão de mundo para mais estudos, aprendizados novos e novas opções de trabalho. Aprende-se a agir e reagir, a ser proativa e trabalhar em equipe, o espírito de corpo e de equipe faz com que um grupo pense e aja com a mesma linha de raciocínio a fim de atingir um objetivo e, assim, devemos agir nas “equipes” que vivemos: família, trabalho, amigos. Aprende-se o que é o espírito de solidariedade e amor ao próximo, valores fundamentais para a convivência humana”.
Há exemplos diários de soldados (graduados e com patentes) que não assistiram impassíveis a sua pátria, seu estado, sua cidade, seu povo ser vilipendiado, humilhado ou em risco de vida. Expressa Flávio Maurer: “Mesmo açoitado pelo tempo, carcomido pela idade, fragilizado fisicamente, mesmo sem poder expressar a sua inconformidade, ele será sempre parte do solo, dos rios, das florestas, do povo de seu país e seu coração será o primeiro e o último a chorar por ele”.
No estado do Rio de Janeiro dezenas de soldados (policiais militares) foram baleados neste ano (88 policiais, especificamente, com 40 mortes). Na Bahia, chega a mais de 90 o número de soldados assassinados no período 2008/2011. Motivos dos homicídios? Tentativas de assaltos, emboscadas, mortos em serviço, no momento da folga, por envolvimento com a criminalidade ou apenas por integrar a corporação. Sabemos que há exemplos de soldados nas várias armas (Exército, Marinha, Aeronáutica, policias militares e Corpo de Bombeiros), os “pé de poeira” como o general Marsillac, com seus 89 anos, confirma a premissa de que o espírito militar do soldado não fenece com o tempo.
No dia 25 de agosto, data comemorativa do Dia do Soldado, na cidade que leva o nome de Vitória da Conquista, esperamos que os valorosos SOLDADOS que dia e noite estão de prontidão e em ação possam ver reconhecidos seus esforços, seus ideais e acima de tudo o respeito de seus superiores e da 
população. A cidadania de todos será garantida, quando garantirmos a cidadania de cada um. Desejo, a todo(a)s soldados, felicidades pela nobre profissão e missão.

STM ABSOLVE MILITAR ACUSADO COBRAR PROPINA POR ESCALA DE SERVIÇO

Superior Tribunal Militar confirma sentença que absolve fuzileiro naval
O Superior Tribunal Militar confirmou por unanimidade sentença da Auditoria Militar do Rio que absolveu um soldado fuzileiro naval acusado de cobrar propina de militares.
De acordo com a denúncia, o soldado R.A.T. teria se aproveitado do exercício da função de mensageiro, digitador e escrevente do Posto de Comando da 2ª Companhia de Fuzileiros Navais e cobrado indevidamente o valor de R$ 300 para colocar o nome de dois militares na escala de serviço do Núcleo de Orientação de Trânsito Norte, um local considerado vantajoso, já que não há necessidade de trabalho no período noturno.
No entanto, a defesa destacou que o réu era sempre supervisionado em suas tarefas por um sargento e que o comandante do Núcleo era quem escolhia e confirmava os nomes nas escalas de serviço. A defesa também apontou que, em diversas ocasiões, os soldados que afirmaram terem sofrido a cobrança da propina entraram em contradição para apontar quem participava do suposto esquema.
Ao analisar o mérito, o relator do processo, ministro Renaldo Magioli, afirmou que apesar de haver na denúncia do Ministério Público Militar indícios da existência de cobrança indevida, não há provas suficientes para condenar o soldado R.A.T. como responsável pelo esquema. O ministro completou que “somente um juízo de certeza autoriza a condenação, inclusive como garantia de segurança”. Todos os ministros acompanharam o voto do relator e absolveram o réu com base no art. 439, alínea "e", do CPPM.
STM

MÉDICOS DISPENSADOS POR EXCESSO DE CONTINGENTE NÃO PODEM SER RECONVOCADOS

Médicos e o serviço militar
União não pode reconvocar dispensado por excesso de contingente
Decisão não é nova, mas é a mais recente. Ela parte da 7ª Turma Especializada do TRF2. Segundo informativo do tribunal, de forma unânime, a turma "negou o pedido da União Federal que pretendia reconvocar um médico pediatra para prestar serviço militar. O profissional de saúde havia sido dispensado anteriormente por excesso de contingente. A decisão se deu em reposta a agravo apresentado pela União contra decisão da 28ª Vara Federal do Rio que já havia sido favorável ao trabalhador. O relator do caso no Tribunal é o juiz federal convocado Renato Cesar Pessanha de Souza".
Ainda segundo o tribunal, entre outras alegações, a "União sustentou que a Lei 12.336/2010 - que altera as Leis 4.375/64 (que dispõe sobre o serviço militar) e 5.292/67 (que dispõe sobre a prestação do serviço militar pelos estudantes e profissionais de Medicina, Farmácia, Odontologia e Veterinária) - possibilitaria a reconvocação. No entanto, para o relator do caso no TRF2, a norma não se aplica ao caso, tendo em vista ser a Lei posterior aos fatos dos autos". 
O magistrado também lembrou, em seu voto, que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem entendido pela impossibilidade da reconvocação para a prestação do serviço militar, uma vez tendo sido o convocado dispensado anteriormente por excesso de contingente.

"O EXÉRCITO NÃO É EMPREITEIRA!"

Tirando o boot da obra...
O novo diretor-geral do Dnit, o General Jorge Ernesto Pinto Fraxe, que comandava obras de cooperação do Exército com o governo, começou bem no cargo, com uma lembrança importante:
“O Exército não é empreiteira. Tem de atuar o mínimo necessário para manter seus quadros adestrados”.
O General destacou que as Forças Armadas não podem competir com o mercado na tarefa de ampliar a estrutura do País.

Bem aprovado
As sábias declarações do General Fraxe foram dadas durante e após a sabatina na Comissão de Infraestrutura do Senado, que aprovou seu nome por unanimidade para comandar o Dnit. 
O Exército tem hoje cerca de 50 obras, sendo 32 em parceria com o Dnit e quatro com a Infraero.
O General defende que o Exército execute obras menores e mais longas.

25 de agosto de 2011

O ABUSO VESTE FARDA! E VIRA CAPA DE JORNAL!

O vídeo postado no YouTube e reproduzido no blog no dia 21  sobre abusos cometidos no 15º BLog já conta com mais de 6.000 acessos e 126 comentários. O assunto virou capa de jornal em Cascavel (PR) e motivou outras denúncias, como a suposta história da cadelinha Mel (na foto) que usaria divisas de cabo e teria militares para cuidá-la.
Leia também:

O ABUSO VESTE FARDA!

QUADRO ESPECIAL: DEFESA VAI ENCAMINHAR PROJETO AO CONGRESSO, DIZ DEPUTADO


Quadro Especial: Ministro da Defesa vai encaminhar projeto para o Congresso
O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), reconhecido pelo trabalho em defesa dos militares QE, esteve reunido com o Ministro da Defesa, Celso Amorim, na terça-feira (23). Na audiência, Paulo Pimenta apresentou um panorama atualizado sobre a situação do efetivo QE, da Marinha, Exército e Aeronáutica, que durante anos foi esquecido pelo Comando das Forças Armadas.

De acordo com parlamentar gaúcho, o Ministro Amorim foi muito receptivo e adiantou que é interesse do Governo Federal dar continuidade ao trabalho, iniciado há dois anos pelo deputado Pimenta na Câmara Federal, que visa garantir um plano de carreira aos militares do Quadro.
Conforme Amorim, o projeto, que trata da reestruturação do Quadro Especial, está em fase de conclusão e assim que chegar em seu gabinete será despachado, de forma imediata, para a Casa Civil proferir parecer e encaminhar o texto ao Congresso Nacional. Paulo Pimenta comemorou o resultado da reunião. “Hoje, garantimos um passo importante em nossa caminhada em defesa da valorização do Quadro Especial. Saímos da audiência com o compromisso de que o Ministério da Defesa deve finalizar a proposta e encaminhá-la para a Câmara”, destacou Pimenta.
Mais uma vez, o parlamentar lembra a categoria que a sinalização de encaminhamento do projeto representa uma vitória, pois, segundo Pimenta, elimina o vício de origem e garante a tramitação legal para a proposta, que deve ser originária do Poder Executivo Federal. Sobre o teor do texto, o deputado esclarece que, assim que a proposta chegar à Câmara, poderão ser negociadas alterações, atendendo as reivindicações do efetivo. 
De acordo com Pimenta, a mobilização e o apoio da classe são componentes que dão legitimidade ao projeto, que visa fazer justiça aos militares QE e QESA. “Em dois anos de trabalho, já conseguimos o reconhecimento da classe por parte do Comando das Forças Armadas. Agora, os militares QE ganharam voz e vez no Congresso Nacional. Todos os dias, recebo inúmeros emails, cartas e telefonemas em apoio ao trabalho que estamos desenvolvendo em parceria com a classe. Quero dizer que todas essas manifestações nos motivam ainda mais para continuar lutando por mais dignidade e respeito a estes militares que representam um dos pilares Forças Armadas”, ressaltou Pimenta. 

DIA DO SOLDADO!

Arquivo do blog

Compartilhar no WhatsApp
Real Time Web Analytics