BOM DIA ES/montedo.com (R. A.)
25 de janeiro de 2014
24 de janeiro de 2014
GSI: oficiais da FAB e do Exército são flagrados no bafômetro após comemoração em Natal
Oficiais da FAB e do Exército também caíram em blitz em Natal.
Grupo comemorava sucesso do esquema de segurança da presidente.
Do G1 RN
Policiais federais do Gabinente de Segurança da Presidência da República, policiais rodoviários federais, policiais militares do Rio Grande do Norte e oficiais do Exército e da Aeronáutica foram flagrados em uma blitz da Lei Seca em Natal na madrugada desta quinta-feira (23). O grupo foi flagrado no bafômetro após comemorar o sucesso no esquema de segurança montado para a visita da presidente Dilma Rousseff ao Rio Grande do Norte. Dilma inaugurou a Arena das Dunas, estádio que receberá quatro partidas da Copa do Mundo 2014, nesta quarta (22). O tenente Styvenson Valentim, que comandou a operação, não soube precisar quantos dos flagrados fazem parte do Gabinete de Segurança da Presidência da República.
A blitz foi montada na avenida Engenheiro Roberto Freire, na zona Sul de Natalx, pelo Comando de Polícia Rodoviária Estadual (CPRE). Ao todo, 79 carteiras de habilitação foram apreendidas e 17 pessoas acabaram presas. Além do grupo de policiais e militares, um motorista de ambulância e um um homem que se apresentou como sendo sobrinho da governadora Rosalba Ciarlini também foram flagrados.
"A blitz foi iniciada por volta de 1h e teve o objetivo de coibir o uso de álcool pelos motoristas. Foram 79 apreensões e 17 prisões em flagrante. Dentro os abordados estavam policiais militares, federais e rodoviários federais. Tivemos também oficiais do Exército e da Força Aérea Brasileira flagrados", informa o tenente Styvenson Valentim.
Ainda de acordo com o oficial, a maioria fez o teste do bafômetro e foi constatado o consumo de álcool, porém em um nível considerado aceitável. Um policial federal do Gabinete de Segurança da Presidência da República foi levado para a delegacia. "Todos que fizeram o teste foram liberados porque porque estavam com acompanhante que não tinha bebido. Esses foram liberados. Só um deles bebeu acima do normal e foi encaminhado para delegacia de plantão da zona Sul", disse. Leia mais. (R. A.)
G1/montedo.com
Candidato ao CPOR morre após teste físico no Recife
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Fellipy Silva morreu após teste físico
(Foto: Reprodução / TV Globo)
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Jovem sofre parada cardíaca e morre em teste físico para escola do Exército
Fellipy Silva fazia seleção para centro de preparação que fica no Recife.
Comando Militar diz que exame realizado anteriormente o considerou apto.
Do G1 PE
O jovem Fellipy Caetano Silva, 18 anos, morreu no Recife, na última quarta-feira (22), durante corrida que faz parte do teste de aptidão física para ingresso no Centro de Preparação de Oficiais de Reserva (CPOR), tradicional escola do Exército, na capital pernambucana.
Em nota, a assessoria de comunicação do Comando Militar do Nordeste classificou como "mal súbito" o que aconteceu com o estudante durante a corrida. A instituição informa que foi prestado atendimento pela equipe de saúde que acompanhava a prova e que o rapaz foi transferido para o Hospital Militar do Recife. No entanto, cerca de uma hora e meia depois de passar mal, Fellipy Silva morreu, devido a uma parada cardíaca. Um procedimento administrativo foi aberto para apurar o ocorrido.
Rita Gomes da Silva, mãe do jovem, conta que ele já havia se queixado anteriormente de outras etapas da prova. "Ele já tinha feito umas corridas, e chegou aqui dizendo que quase não aguentava no final. Eu pedi para ele não ir mais, mas ele me disse: 'Mainha, eu vou realizar meu sonho'", contou, emocionada, durante o velório do filho, realizado nesta quinta (23), em Caruaru, Agreste pernambucano. O enterro aconteceu no fim da tarde, no distrito rural de Terra Vermelha.
O pai, Ambrósio Silva, se sentiu frustrado com a conversa que teve com representantes do CPOR. "Ele morreu do coração, mas não me explicaram a causa. Perguntei se fizeram exames antes de ele fazer todos esses exercícios. Me disseram que não, porque demora e isso vai tempo. Não quero que isso aconteça com outros jovens... Entrar e não ter um laudo, um parecer", lamentou.
Diferentemente do que afirmou o pai do rapaz, o Comando Militar do Nordeste informou na nota que Fellipy Silva foi submetido a exame clínico, realizado com a equipe de saúde do CPOR, e foi considerado apto para participar do teste físico.
Veja a íntegra da nota divulgada pelo Comando Militar do Nordeste:
"No dia 22 de janeiro, por volta das 8 horas e 30 minutos da manhã, durante a realização da corrida do Exame de Aptidão Física, com a participação de 313 (trezentos e dezoito) candidatos, previsto na Seleção Complementar para habilitação à matrícula dos alunos do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Recife (CPOR/R), conforme a legislação que rege a Seleção Especial para os Centros e Núcleos de Preparação de Oficiais da Reserva, o conscrito FELLIPY CAETANO SILVA, 18 anos, natural de Caruaru – PE, sofreu um mal súbito, sendo prestado o atendimento inicial pela equipe de saúde daquele Centro, que acompanhava o Exame.
O conscrito FELLIPY foi removido para o Hospital Militar de Área do Recife (HMAR) para procedimentos de emergência. Por volta das 10 horas, lamentavelmente, o conscrito FELLIPY veio a falecer, vítima de parada cardiorrespiratória.O conscrito participou do Exame de Aptidão Física após ter sido considerado apto no Exame Clínico realizado pela equipe de saúde do CPOR/R.Foi aberto procedimento administrativo para apurar as circunstâncias do fato. O Comando Militar do Nordeste lamenta o ocorrido e está prestando todo o apoio à família do conscrito".
G1/montedo.com (R. A.)
Flexões na barra viram pesadelo para militares americanas
Flexões: um pesadelo também para mulheres marines dos EUA

Cristina García Casado.

Cristina García Casado.
Washington (EFE).- Se você odiava fazer flexões no colégio e agora revive esse pesadelo na vida adulta nas academias, fique tranquila, você não é a única: as mulheres marines (Fuzileiras Navais) dos Estados Unidos também têm dificuldades para fazer mais de três seguidas, o mínimo estabelecido nas novas provas físicas para poder entrar em combate pela primeira vez.
Completar três flexões consecutivas em barra fixa, levantando a mandíbula acima e sem apoiá-la, é um dos requisitos mínimos do novo exame físico dos marines dos EUA, cuja entrada em vigor foi postergada até nova ordem após ser comprovado que mais da metade das oficiais não conseguem fazê-lo.
Este adiamento reabriu o debate nas Forças Armadas sobre se a mulher tem a força física necessária para ocupar determinados postos, especialmente quando está previsto que milhares de mulheres marines vão combater pela primeira vez em 2016.
Assim, as flexões, que nunca caíram bem para as mulheres, aparecem também como um obstáculo no caminho de muitas oficiais que nos próximos anos estão convocadas para subir de posto de trabalho, situação que até agora negaram, como as unidades de infantaria e artilharia.
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Por enquanto, as marines, que não conseguem fazer três flexões seguidas, podem provar sua força na parte superior do corpo com uma versão mais leve: aguentar um mínimo de 15 segundos penduradas na barra com os braços flexionados, a mandíbula acima e sem apoiá-la.
Os marines insistem, no entanto, em que só as flexões completas na barra preparam de maneira suficiente um oficial para as tarefas que terá que desenvolver no campo de combate, como carregar artilharia pesada.
O mínimo de flexões completas é igual para homens e para mulheres, já que a razão de ser do novo exame físico dos marines é exatamente igualar os critérios entre os dois sexos para integrar as oficiais nos postos de combate.
A razão pela qual as mulheres têm mais dificuldades que os homens para fazer flexões com os braços não é só que eles têm mais força na parte superior do corpo, mas também que tradicionalmente este duro exercício não se convencionou como um treinamento típico de mulheres.
As mulheres, que desde o colégio estão acostumadas a evitar as temidas flexões, preferem treinar as extremidades inferiores do corpo quando, já adultas, podem escolher suas rotinas nas academias de ginástica.
Isto se deve, primeiro, porque é nas pernas e nos quadris onde a mulher tende a acumular mais gordura. Segundo, porque braços excessivamente musculosos não cabem nos paradigmas atuais de beleza feminina.
Esta tendência de comportamento afastou durante anos as mulheres das flexões, tanto em barra como no solo, transformando-se em um autêntico pesadelo.
A isto se soma que os homens têm uma vantagem em sua própria natureza para fazer flexões com mais facilidade: a testosterona os dota de mais massa muscular, enquanto as mulheres costumam ter mais gordura.
Diante destas evidências, os marines deverão decidir nos próximos meses se mantêm as três flexões completas como requisito definitivo no novo teste físico, correndo o risco de perder pelo caminho mulheres oficiais que desejam servir pela primeira vez em combate.
EFE/montedo.com
Novela antiga: FAB e prefeitura brigam por causa de um muro em Salvador
Muro da discórdia: prefeitura e aeronáutica brigam pelo espaço em Ondina

Adelia Felix (Twitter: @adelia_felix)
O muro situado entre a Avenida Oceânica e a Rua do Cristo, no bairro de Ondina, em Salvador, que impede os soteropolitanos de usufruírem de uma área pública municipal que foi irregularmente ocupada pela Aeronáutica, pode prejudicar um grande camarote no Carnaval soteropolitano.
O problema se arrasta desde a gestão do ex-prefeito de Salvador, João Henrique (PSL). O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação contra a União, já que ele foi erguido sem o alvará da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom).
Nos bastidores da política circula a informação de que o prefeito da cidade, ACM Neto (DEM), não quer comprar briga com a União, e no meio de tudo isso, um camarote de uma das maiores cantoras da música baiana pode sobrar. O titular da Sucom, Sílvio Pinheiro, conversou com o Bocão News, e afirmou que a situação é analisada e que, por enquanto, não houve determinação de embargo de nenhum camarote. Ele ressaltou ainda que apenas a procuradora do município, Luciana Alves, pode falar sobre o caso, mas a reportagem não conseguiu falar com a doutora.

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A ação feita no ano passado pelo procurador da República Pablo Coutinho Barreto destaca que o muro viola as regras para construção de calçadas do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura da Bahia (Crea). A área foi doada há mais de 40 anos ao Ministério da Aeronáutica por meio do Decreto Municipal, no entanto, a doação não incluiu as ruas de acesso às quadras ou a área verde marginal à avenida Oceânica. Ainda de acordo com Barreto, o muro viola as normas para promoção de acessibilidade de pessoas com necessidades especiais de locomoção, definidas pelas leis 10.048/00 e 10.098/00. (R. A.)
BOCÃO NEWS /montedo.com
EUA mantém aberta possibilidade de retirada total do Afeganistão
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| Militares dos USA no Afeganistão |
Washington (EFE).- O Governo americano indicou nesta quarta-feira que mantém aberta a possibilidade de não deixar nenhum soldado no Afeganistão após o fim da missão da Otan, no fim de 2014, especialmente se persistirem as diferenças com o país asiático.
Em entrevista coletiva, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, disse que se não for concluído em breve o tratado de segurança com o governo afegão, os Estados Unidos começarão “a planejar um futuro após 2014″.
Fontes do Pentágono apontaram hoje que o Departamento de Defesa propôs a Casa Branca que o número de tropas recomendáveis após o fim da missão da Aliança Atlântica no Afeganistão (Isaf) seja de 10 mil soldados, e caso a ideia seja manter número menor, o conselho é para que a retirada seja total.
A tropa seria o ponto médio entre os 8 e 12 mil que é o considerado ideal para o país, que forneceria o maior número de militares. Segundo o Pentágono, menos de 10 mil homens não seriam suficientes para garantir proteção aos diplomatas, funcionários de inteligência, entre outros.
A análise do Pentágono é respaldada pelo Departamento de Estado, que será o órgão com mais funcionários trabalhando no Afeganistão após a retirada militar no fim de 2014.
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Carney se negou a dar mais detalhes das discussões que estão acontecendo no Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca sobre a presença militar após o fim da missão da Isaf, que conta com 38 mil soldados americanos e 19 mil de outros países.
O porta-voz da Casa Branca lembrou que o presidente Barack Obama e sua equipe acham que um futuro sem a presença militar não é bom para o Afeganistão.
BOA INFORMAÇÃO/montedo.com
23 de janeiro de 2014
Olho vivo: remuneração das férias de recruta
Kelma Costa esclarece:
UNIFAX disse...KELMA COSTA DISSE: Muitos estão entrando e pedindo maiores informações mas como é de costume a tropa não é bem informada sobre seus direitos.Então me dirigi a OPIP da minha cidade e me informei com meus amigos que lá trabalham antes de gravar este vídeo;as informações gravadas são resumidas,o objetivo do vídeo é despertar os Militares que ainda não tinha conhecimento deste fato.Se aprofundar nesse assunto cabe ao interessado,pois o direito existe.Fé na missão!
Militar do Exército provoca acidente com quatro carros no Pará
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| Ptran informou que acidente ocorreu após motorista perder controle. (Foto: Reprodução/TV Tapajós) |
Militar com sinais de embriaguez provoca acidente com quatro carros
Acidente ocorreu na Avenida São Sebastião, no início da manhã.
Se comprovada a embriaguez, motorista será autuado pela polícia.
Do G1 Santarém
Um militar de 25 anos, perdeu o controle do carro e provocou um acidente que envolveu quatro veículos que estavam estacionados. O acidente ocorreu por volta de 5h20, desta quarta-feira (22), na Avenida São Sebastião, bairro Santa Clara, em Santarém, oeste do Pará. De acordo com o Policiamento de Trânsito (Ptran), o soldado do exército estava dirigindo alcoolizado. Ninguém ficou ferido.
Segundo o dono de um dos carros atingidos, o militar tentou fugir do local após o acidente, mas não conseguiu. “Eu acordei ouvindo o estouro, o barulho. Como é de costume naquela área sempre acontecer acidente, eu desci para olhar, quando olhei pela janela do apartamento, eu percebi que os carros estavam batidos e vi que o cidadão estava tentando evadir do local, só que não conseguiu porque na batida a roda dianteira do carro dele ficou presa”, contou o professor Raimundo Batista.
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| Carros atingidos estavam estacionados. (Foto: Reprodução/TV Tapajós) |
O Ptran foi acionado pelo Núcleo Integrado de Operações (NIOP), e no local fez a coleta de dados dos motoristas envolvidos. O sargento do Ptran, Joelcy Lira, explicou que o soldado se negou a fazer o teste do bafômetro no local do acidente, por isso foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil para fazer exame de sangue. Já no Instituto Médico Legal (IML), segundo a gerente Stael Rejane, o militar também se negou a fazer exame de dosagem alcoólica através do sangue. A polícia solicitou exame clínico, e o motorista aguarda para fazer testes de reflexos com um médico.
Se comprovado que o militar dirigia alcoolizado, ele será autuado por embriaguez. O crime é afiançável. Caso ele não pague, ficará detido no quartel do 8° Batalhão de Engenharia e Construção (BEC).
A habilitação do motorista estava regularizada, mas a licença do veículo está vencida, por isso foi removido para o pátio do 3º Batalhão de Polícia Militar.
Os donos dos carros foram à delegacia registrar Boletim de Ocorrência.
G1/montedo.com
'Reservas estratégicas' das Forças Armadas ficarão aquarteladas durante a Copa
Tropas ficarão concentradas durante a Copa
'Reservas estratégicas' da Forças Armadas podem intervir se houver perda de controle na segura
Wilson Tosta - O Estado de S.Paulo
RIO - O Ministério da Defesa manterá aquarteladas, durante a Copa do Mundo de 2014, "reservas estratégicas" da Marinha, Exército e Aeronáutica para agir em caso de perda de controle na segurança, hipótese extrema em que assumirão o comando e substituirão as polícias estaduais, até na contenção de manifestações.
O aquartelamento faz parte da estratégia do governo para enfrentar protestos de massa ou ações criminosas, mas o uso dos militares será a última alternativa, prevista somente para o caso de fracasso das forças policiais. Também a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) terá um esquema especial: montará centros nas cidades-sede e terá um Centro de Integração de Serviços Estrangeiros, com agentes de outros países.
Reportagem publicada ontem pelo Estado mostrou que a Defesa editou em dezembro de 2013 portaria que regula o uso das Forças Armadas nas Operações de Garantia da Lei e da Ordem. Apesar de publicada no fim do ano passado, o ministério nega que tenha relação com as manifestações de junho.
A regulação da ação das Forças Armadas no controle de distúrbios causou controvérsia por incluir "movimentos ou organizações" na lista de "forças oponentes", ao lado de "organizações criminosas, traficantes de drogas, contrabandistas de armas e grupos armados". Teme-se que a descrição adotada sirva para enquadrar manifestantes como os que integram os movimentos contra a Copa, que prometem atos em estádios durante os jogos.
Inteligência
A Abin também terá um esquema especial para a Copa do Mundo. Portaria publicada no fim de 2012 pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general José Elito Siqueira, determinou que, para a competição e outros eventos, sejam estabelecidos um Centro de Inteligência Nacional em Brasília, Centros de Inteligência em cada uma das cidades-sede e um Centro de Inteligência de Serviços Estrangeiros. Nele, atuarão "representantes dos serviços de inteligência estrangeiros acreditados no Brasil ou os que venham a ser especialmente designados para acompanhar a realização dos grandes eventos". O centro possivelmente ficará no Rio e seu foco será contraterrorismo.
Autorização. Segundo a Defesa, a regulação do uso das Forças Armadas nas Operações de Garantia da Lei e da Ordem foi discutida por dois anos, a partir da ação no Complexo do Alemão, no Rio, no fim de 2010, e tramitou pelas instâncias da pasta antes de ser assinada pelo ministro Celso Amorim.
O plano repetirá este ano e em escala ampliada o que foi preparado para a Copa das Confederações em 2013. Os militares só atuarão como última alternativa, em caso de incapacidade das polícias, a pedido dos governadores, por ordem da presidente Dilma Rousseff e com tempo e local determinados. Unidades das polícias das três Forças e dos fuzileiros navais, dotados de armas não letais, serão mobilizadas nas operações. Em 2012, nos Jogos Olímpicos de Londres, houve o aquartelamento de tropas.
"Trata-se de material padrão do Ministério da Defesa, que apenas normatiza a utilização das Forças Armadas em Operações de Garantia da Lei e da Ordem", disse o professor Expedito Carlos Stephani Bastos, pesquisador de assuntos militares da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). "Foi feito a partir da experiência no Haiti. Não vi nada de excepcional." Para o pesquisador, o papel constitucional das Forças Armadas está respaldado na portaria.
O diretor executivo da Anistia Internacional no Brasil, Átila Roque, no entanto, considerou o texto "vago, arbitrário e potencialmente danoso à democracia".
ESTADÃO-montedo.com
'Chapa Quente': 'quem se habilita?'
Comentário do amigo Roberto Alves, o 'Chapa Quente', na postagem
FORÇAS ARMADAS: Mais 250 oficiais pediram demissão em 2013 ─ e é preocupante a saída de engenheiros
Bom dia.O amigo Montedo divulgou algumas vezes o levantamento dos pedidos de demissões dos oficiais do EB em 2013, realizado por mim.Gostaria de ter feito das praças, mas estou na reserva e o acesso não é pela Internet, mas sim pelaINTRANET: http://10.67.84.109/2sch/anuario-estatistico/home/tabelas_por_assunto/25Portanto, os militares da ativa, podem ter acesso e montar uma planilha semelhante com as baixas das praças e divulgar. Mas a questão é: " Quem se habilita ? "Em outras matérias semelhantes, solicitei lá nos comentários, se algum militar da Marinha ou FAB poderiam pesquisar nos respectivos Boletins e divulgar a evasão naquelas FFAA. Nem resposta !Na verdade, ninguém quer ter trabalho de nada, e sim, só reclamar.R.A
Se algum leitor se dispuser a realizar o levantamento, poderá enviá-lo através da aba 'Fale conosco', aí em cima ou via mensagem privada do Facebook. O sigilo da fonte será mantido.
Secretário avisa: Forças Armadas poderão atuar em protestos na Copa
COPA DO MUNDO 2014
CONVOCAÇÃO DOS MILITARES DEPENDE DA PRESIDÊNCIA
Rodrigo Vilela
O coordenador da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge), Humberto Freire, anunciou hoje que as Forças Armadas poderão ser usadas durante a Copa do Mundo para garantir a realização do evento. A convocação dos militares depende da aprovação da Presidência da República.
De acordo com Freire, as Forças Armadas poderão ser acionadas para conter os protestos previstos para ocorrerem na realização do evento, “Atos de vandalismo e violência criminosa que derivem de manifestações merecerão atenção da segurança e serão coibidos”, afirma o secretário. A Sesge já gastou mais de R$ 40 milhões na compra de armas de baixa letalidade, como balas de borracha, spray de pimenta e tonfas (bastão semelhante ao cassetete).
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Humberto Freire disse ainda que a Sesge pode fazer a segurança de jogadores e personalidades fora da agenda oficial de jogos, no horário de lazer. “Caso seja verificada a necessidade de deslocamentos extras, isso será reportado aos centros de comando, que avaliarão a estrutura necessária”, explicou.
DIÁRIO do PODER/montedo.com
'Caminhos da neve': em nota, batalhão de engenharia nega responsabilidade pelo atraso das obras.
Nota do 10º BEC (Lages-SC), divulgada na imprensa regional:
RODOVIA SC 114 CAMINHOS DA NEVEA respeito das matérias veiculadas na imprensa regional, sobre possíveis atrasos na execução da obra de construção da Rodovia SC 114, Caminhos da Neve, pelo 10º Batalhão de Engenharia de Construção (10o BEC), que resultou no fechamento da via por parte dos fruticultores, esclareço ao prezado amigo que:- o protesto foi voltado para as ações do Governo de SC na região serrana do Estado;- como órgão executor, por meio de convênio do Exército com o Gov SC, o 10º BECé imputado pelos manifestantes como responsável pelo atraso da obra, mas na verdade a velocidade de execução é demandada pelo planejamento do Estado. Pelo Cronograma previsto no Convênio e no Plano de Trabalho a obra está rigorosamente dentro do prazo;- sem dúvida, é muito difícil para a população local entender essa diferença, porque o que ela deseja é o atendimento de sua necessidade o mais rápido possível, o o protesto acaba acontecendo contra quem está mais perto. Além disso, os manifestantes buscam atingir a mídia de abrangência nacional, o que aumentaria a pressão sobre o caso. Para tanto, é mais impactante um protesto colocando o Exército como responsável, já que é uma instituição federal;- quanto aos 12 anos de demora, esse tempo se refere à decisão do estado em realizar a obra, entretanto, a mobilização do 10º BEC ocorreu em 24 de novembro de 2006 e as obras tiveram inicio de fato em 2007;- a permanência do 10º BEC na SC 114 ocorreu até janeiro de 2011, quando a obra foi paralisada por quase 2 anos, por falta de recursos e de interesse político do Estado. Foi retomada em agosto de 2012, perdurando até a presente data. Desta forma, apermanência do Batalhão na construção da Rodovia SC 114 é de 5 (cinco) anos e 5 (cinco) meses, e não de 12 (doze) anos como veiculado na manifestação;- o 10º BEC, como ocorre com as nossas OM E Cnst, cumpre rigorosamente os planos de trabalho aprovados pelo órgão concedente e executa a obra à luz dos recursos recebidos e das legislações estadual e federal; e- outro fator preponderante na construção da rodovia é a característica do terreno, na grande maioria rochoso, exigindo extensos trabalhos de detonação e remoção de material pétreo, aliado a condições climáticas desfavoráveis, com alternância de chuvas no verão e frio rigoroso no inverno, que reduz o tempo de trabalho e causa aparente lentidão na execução da obra.A construção da Rodovia SC 114 Caminhos da Neve é essencial ao desenvolvimento de São Joaquim e região, sendo de difícil execução e alto custo para a sua implantação. O 10º BEC, perfeitamente integrado à Região, preocupa-se com a qualidade dos trabalhos a serem executados, sem perder de vista os princípios que regem a administração pública.Finalmente, o acervo de obras do 10o BEC demonstra o compromisso de seus ex e atuais integrantes com a história e as tradições de nossa Engenharia. Nesse sentido, vem se adestrando diariamente para atender aos interesses do serviço e bem cumprir sua missão.
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Produtores bloqueiam passagem de militares do Exército em estrada de SC
SC: oficial do Exército tenta negociar passagem em estrada com produtores rurais. Nada feito.
Colaborou: Marco Balbi
22 de janeiro de 2014
Proposta de emenda à Constituição garante adicional noturno a militares. Só que não.
A Câmara dos Deputados analisa a Proposta de Emenda à Constituição 295/13, da deputada Andreia Zito (PSDB-RJ), que garante adicional noturno a militares.
Atualmente, os militares têm direito a benefícios como 13º, salário-família, licença à gestante e aposentadoria.
Segundo Andreia Zito, a proposta busca dar um tratamento isonômico aos militares em relação aos demais trabalhadores. “É importante ressaltar que os militares não são máquinas. São seres humanos”, afirmou a parlamentar.
Tramitação
Incialmente, a proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania quanto à admissibilidade. Caso aprovada, será encaminhada para comissão especial criada especialmente para sua análise, antes de ser votada pelo Plenário.
Câmara/montedo.com
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Comento:
A 'noticia' é de hoje (22), mas foi apenas requentada. São as peculiaridades de um ano eleitoral. A proposta do adicional noturno está semimorta e quase enterrada, depois do parecer do relator, deputado Paes Landim (PTB/PI). Falta só jogar a pá de cal. Que ninguém se iluda, pois.
Aqui, o parecer do deputado:
FORÇAS ARMADAS: Mais 250 oficiais pediram demissão em 2013 ─ e é preocupante a saída de engenheiros
RICARDO SETTI
O Instituto Militar de Engenharia, um dos grandes centros de excelência das Forças Armadas: só o Exército perdeu em 2013 (Foto: IME)
O Instituto Militar de Engenharia, um dos grandes centros de excelência das Forças Armadas: só no Exército 46 oficiais engenheiros deixaram a carreira em 2013 (Foto: IME)
Se em 2012 foram 249 os oficiais das Forças Armadas que pediram demissão, abandonaram a carreira e passaram a trabalhar na área civil, o número quase se repetiu em 2013: 250 oficiais pediram demissão, sendo 121 do Exército, 70 da Marinha, e 59 na Força Aérea.
O que impressiona desfavoravelmente é o grande desfalque representado pela saída de nada menos do que 94 engenheiros — formados em centros de excelência como o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP), ou o Instituto Militar de Engenharia (IME), no Rio de Janeiro.
O Exército foi especialmente prejudicado, perdendo nada menos do que 46 engenheiros militares, que preferiram fazer carreira na vida civil. Na FAB, saíram 34 engenheiros aeronáuticos, e, na Marinha, 14 oficiais engenheiros.
O Exército também foi a única força que perdeu oficiais superiores — de tenente-coronel a general, sendo cinco, no caso, além de 46 capitães e 70 tenentes.
Deixaram a Marinha 32 Capitães-tenentes e 38 Tenentes, e cessaram de vestir a farda da Força Aérea 5 capitães-aviadores e 54 tenentes-aviadores.
A questão salarial não é a única a preocupar os militares de qualquer especialidade.
O assunto vem sendo debatido pelo blog há algum tempo.
Consultem, por gentileza, os links abaixo:
Veja /montedo.com
Com medo de greve da PF, governo põe Exército em alerta para a Copa
Marcha, soldado
Ilimar Franco
O diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, está sob imensa pressão. O Exército foi colocado em alerta para garantir a segurança da Copa em caso de greve na PF. Os delegados garantem que vão trabalhar, mas a Associação dos Agentes ameaça parar. A direção da PF cancelou férias e licenças durante a Copa e a campanha eleitoral.
Panorama Politico (O Globo)/montedo.com
Operações GLO: os esquerdopatas não desistem nunca.
Não deu outra: uma vez publicado, o manual que regula a atuação das Forças Armadas e operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), ocasiões em que a presidente da República delega poder de polícia aos militares, e a patrulha esquerdopata caiu em cima dos milicos. Essa matéria é um bom exemplo. Entretanto, me parece que o general Lima Neto se saiu muito bem.
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| General Lima Neto (Imagem: Blog Fernando Machado) |
‘Altos círculos da República’ consideram protestos uma ameaça ao país, diz general
Após conversa com encarregado de manual de intervenção civil das Forças Armadas, Defesa se nega a dar detalhes sobre documento que vê movimentos como 'forças oponentes' e rejeita relação com a Copa
São Paulo – Ao comentar o conteúdo do manual que estabelece situações em que as Forças Armadas podem ser acionadas para operações de segurança pública, o general Manoel Lopes de Lima Neto, chefe da Assessoria de Doutrina e Legislação do Ministério da Defesa, afirmou que foram os “mais altos círculos decisórios da República” que incluíram modalidades tradicionais de protesto social entre as “principais ameaças” a serem enfrentadas por Exército, Marinha e Aeronáutica quando forem convocadas a garantir a lei e a ordem no país. Ao ser instado a precisar a origem da orientação, porém, o oficial preferiu silenciar.
“Vocês estão tentando polemizar, dizendo que o documento foi elaborado para que as Forças Armadas possam reprimir a população durante a Copa – e isso não é verdade”, disse por telefone um dos assessores de imprensa do Ministério da Defesa, recusando-se terminantemente a oferecer detalhes sobre a elaboração do manual Garantia da Lei e da Ordem. O funcionário também se negou a elucidar outros aspectos do documento, lançado no último 19 de dezembro. Após uma primeira entrevista com o general Lima Neto, por e-mail, respondida ontem (20), a pasta bloqueou qualquer tentativa adicional de elucidar diretrizes do texto.
A cartilha passou a vigorar no final do ano passado graças à Portaria 3.461/MD, assinada pelo ministro Celso Amorim. Ela regulamenta a atuação conjunta de Exército, Marinha e Aeronáutica em operações de segurança pública, sempre e quando as polícias não derem conta do recado e após autorização expressa do presidente da República. O manual considera movimentos sociais como “forças oponentes” das Forças Armadas, e os inclui no mesmo grupo de quadrilhas, contrabandistas e facções criminosas. De acordo com o novo regulamento, todos eles, sem distinção, devem ser “objeto de atenção e acompanhamento e, possivelmente, enfrentamento durante a condução das operações” das tropas federais.
O documento também enumera as “principais ameaças” à manutenção da lei e da ordem no país. Entre elas, figuram estratégias comuns de protesto popular, como “bloqueio de vias públicas de circulação”, “invasão de propriedades e instalações rurais ou urbanas, públicas ou privadas” e “paralisação de atividades produtivas”. Também cita no rol das ameaças episódios observados nas manifestações do ano passado em algumas capitais, sobretudo em São Paulo e no Rio de Janeiro, tais como “depredação do patrimônio público e privado” e “saques de estabelecimentos comerciais”. O termo “distúrbios urbanos”, utilizado como sinônimo de manifestações públicas em manuais das polícias militares, é outro item na lista de perigos à ordem.
“Ao longo da história recente do país, as Forças Armadas têm sido acionadas pelo presidente da República para atuar na garantia da lei e da ordem”, explica Manoel Lopes de Lima Neto, ao abordar as origens do manual. “Sempre houve, no âmbito das Forças Armadas, alguma documentação doutrinária. A situação recomendava, então, a consolidação de tudo que foi acumulado e publicado de maneira dispersa, mediante a emissão de um documento-guia que orientasse o planejamento e o emprego num tipo de operação que tem origem na destinação constitucional daquelas Forças.”
Lima Neto refuta a interpretação de que o manual de Garantia da Lei e da Ordem tenha sido elaborado em resposta às manifestações de junho ou como uma precaução para possíveis distúrbios civis durante a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. “Os primeiros passos para elaboração do manual foram dados em 2006, um ano antes de o Brasil ter sido escolhido para sediar a Copa e três anos antes de ser selecionado para receber as Olimpíadas”, contesta. “O processo somente foi concluído em 2013 porque nesse período houve necessidade de atualizar a Doutrina Militar Brasileira de Operações Conjuntas, mediante revisão e confecção de muitos manuais.”
O Ministério da Defesa se negou a responder, porém, se alguns termos foram incluídos no documento com o objetivo de legitimar as ações das Forças Armadas durante os “grandes eventos” ou para combater “ameaças” à lei e à ordem que ganharam notoriedade no país após as manifestações de junho, como os “infiltrados”, que se aproveitariam dos protestos “provocando ou instigando ações radicais e violentas”. “É um documento de caráter estrutural e não um elenco de providências que respondem a uma conjuntura específica”, atesta o general. “Não há correlação com a Copa do Mundo ou qualquer outro evento no Brasil, bem como com qualquer outro fenômeno de massa que tenha tido lugar em nosso país.”
De acordo com o Ministério da Defesa, Exército, Marinha e Aeronáutica realizaram onze operações de garantia da lei e da ordem nos últimos dois anos. Oito delas em 2012. As Forças Armadas foram acionadas pela presidenta Dilma Rousseff para fazer segurança pública em Bahia, Maranhão, Rondônia e Ceará durante greves das polícias estaduais. E atuaram na Conferência Rio+20 das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, na Cúpula do Mercosul, em Brasília, nas eleições municipais e no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Em 2013, os militares entraram em cena três vezes: durante a missa celebrada pelo papa Francisco em Copacabana e no leilão do campo petrolífero de Libra, no Rio, e no sorteio dos grupos da Copa do Mundo, na Costa do Sauípe, na Bahia.
O general Manoel Lopes de Lima Neto explica que, em operações do tipo, o objetivo das Forças Armadas é demonstrar seu poderio de forma a que sua “simples presença” possa preservar a ordem pública e a integridade das pessoas e do patrimônio. Se for necessário, porém, o uso da força será pautado por princípios de progressividade, razoabilidade, proporcionabilidade e legalidade – e, garante o militar, antecedido de negociações de toda ordem. “Nunca é demais realçar que o manual não infringe nenhum ditame constitucional, legal ou regulamentar”, sublinha o Lima Neto. “As operações deverão nortear-se pelo respeito à população, cujos direitos e garantias individuais são inalienáveis.”
Confira a entrevista:
As Forças Armadas realizam algumas operações relatadas no MD 33-M-10 há alguns anos, por exemplo, as ações nos morros cariocas. Por que o documento foi publicado apenas em dezembro de 2013?
De fato, ao longo da história recente do país, as Forças Armadas têm sido acionadas pelo presidente da República — autoridade a quem compete decidir exclusivamente sobre o emprego das Forças — para atuar na garantia da lei e da ordem. Fruto das experiências acumuladas no decorrer daquelas operações, sempre houve, no âmbito das Forças Armadas, alguma documentação doutrinária orientando o emprego naquelas ações. A situação recomendava, então, a consolidação de tudo que foi acumulado e publicado de maneira dispersa, mediante a emissão de um documento-guia, emanado do Ministério da Defesa (MD), que orientasse o planejamento e o emprego num tipo de operação que tem origem na destinação constitucional daquelas Forças. Assim, os primeiros passos para a elaboração do Manual em pauta foram dados em 2006. O processo somente foi concluído em 2013 porque, nesse período, também houve a necessidade de atualizar-se a Doutrina Militar Brasileira de Operações Conjuntas, mediante a confecção e a revisão de muitos manuais sobre os mais diversos temas. Por fim, cabe salientar que a confecção de manual é um processo longo; exige estudos preliminares e sua maturação; discussões com as Forças Armadas, incluindo as escolas de altos estudos militares; e submissão das minutas a ampla análise da área jurídica do MD.
A publicação do documento e da portaria guarda relação com a realização de megaeventos esportivos no país, como Copa do Mundo e Olímpiada?
O manual é uma publicação que estabelece — por meio de conceitos, considerações, apresentação de procedimentos e de modelos de documentos, entre outros pontos — orientações para o preparo e o emprego das Forças Armadas em Operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO, sigla pela qual essas operações são chamadas no meio militar). Portanto, é um documento de caráter estrutural e não um elenco de providências que respondem a uma conjuntura específica (Copa do Mundo, Olimpíada etc.). Ademais, conforme mencionado na resposta à pergunta anterior, os primórdios do processo que levou à sua elaboração remontam a 2006 (um ano antes de o Brasil ser escolhido para sediar a Copa e três antes de ser selecionado para receber as Olimpíadas), mediante a realização de estudos preliminares sobre o tema (GLO). A etapa final da sua produção teve início em 2012, quando foi constituído um grupo de trabalho específico para, com base naqueles estudos, apresentar uma proposta de manual. Assim, a aprovação do manual em pauta pelo ministro da Defesa não tem nenhuma correlação com a realização da Copa do Mundo ou de qualquer outro evento no Brasil, bem como com qualquer outro fenômeno de massa que tenha tido lugar em nosso país.
A publicação do documento guarda relação com os protestos ocorridos simultaneamente em mais de 120 cidades do país em junho de 2013?
Ver resposta à pergunta anterior.
Por que as Forças Armadas consideram movimentos e organizações sociais como "Forças Oponentes"?
O manual apenas traz a conceituação do que são forças oponentes, mediante a descrição de ações que as definem e sem vincular esses atos a qualquer entidade ou grupo existente. Portanto, elenca ações. Não define nem identifica quem são os titulares daqueles atos. Em nenhuma passagem do manual está dito que movimentos e organizações sociais são considerados forças oponentes.
Por que ações como “bloqueios de vias públicas”, “paralisação de atividades produtivas” e “invasão de propriedades rurais urbanas, públicas ou privadas”, típicas dos movimentos sociais reivindicatórios, são classificadas como “ameaças” pelo documento?
Primeiro, solicito que se leia novamente a resposta à pergunta anterior. Ademais, cumpre assinalar que o emprego das Forças Armadas em Operações de GLO é decisão exclusiva e indelegável do Presidente da República, que a tomará por iniciativa própria ou por solicitação de governadores de estado ou de chefes de poderes da República. Aquela decisão leva em conta a ocorrência, real ou potencial, de atos contrários à ordem pública e à incolumidade das pessoas ou do patrimônio e que extrapolem a capacidade dos órgãos listados no Art. 144 da Constituição Federal. O manual em questão, portanto, trata do que vem depois da decisão presidencial (emprego das Forças Armadas na GLO). As ações citadas na pergunta são algumas com que as Forças Armadas podem se deparar quando empregadas na GLO. As considerações de que se constituem ameaças foram, em realidade, feitas nos mais altos círculos decisórios da República. O documento apenas traz orientações acerca das melhores medidas para cumprir a missão que o presidente da República atribuiu às Forças Armadas.
O que as Forças Armadas entendem como armas não letais?
De forma simplificada, podemos dizer que são aquelas que fazem uso de munição de baixo poder ofensivo. Esse tipo de munição, por sua composição, carga de projeção, velocidade inicial etc., não provoca a morte nem a incapacitação física, temporária ou definitiva, de alguém eventualmente atingido.
Por que as Forças Armadas se preocupam tanto com a imagem das operações de garantia da lei e da ordem perante a opinião pública?
Por ser um tipo de operação em que é fundamental que a população tenha confiança na tropa. Além disso, as Forças Armadas são as instituições que desfrutam dos maiores índices de confiabilidade perante a sociedade brasileira. Essa condição decorre da competência e do devotamento dos homens e das mulheres — norteados por princípios inarredáveis, como legalidade, urbanidade no trato com as pessoas e solidariedade, entre outros — que servem em suas fileiras às missões que a nação lhes tem confiado, incluídas as Operações de Garantia da Lei e da Ordem. O manual em referência, portanto, é mais uma contribuição para preservar esse valioso patrimônio cívico de que as nossas Forças Armadas são detentoras.
A seguir, gostaria de enfatizar alguns pontos importantes acerca de Operações de Garantia da Lei e da Ordem e que estão refletidos nas páginas do manual em tela, que será objeto de ensino nas escolas de altos estudos militares, bem como de consulta e guia por parte dos escalões de emprego das Forças.
1. A Garantia da Lei e da Ordem integra o rol de missões das Forças Armadas de acordo com o artigo 142 da Constituição Federal.
2. As operações de GLO são, por lei, conduzidas pelas Forças Armadas, de forma episódica, em área previamente estabelecida e por tempo limitado. A decisão acerca da sua necessidade e do subsequente emprego das Forças Armadas são prerrogativas exclusivas do Presidente da República, conforme determinam as leis que dispõem sobre o preparo e o emprego das Forças Armadas (LC 97/99 e LC 136/2010) e o decreto que fixa as diretrizes para a atuação daquelas Forças nas operações em referência (Decr nº 3.897/2001). A decisão presidencial é formalizada em ato do chefe do Executivo Federal dirigido ao ministro da Defesa que contém, entre outros pontos, orientações acerca do emprego das Forças Armadas.
3. Recebida a comunicação acima, o Ministério da Defesa emite uma diretriz ministerial, ativando a estrutura operacional para conduzir as operações e com mais orientações para a atuação das Forças Armadas. Com base naquela diretriz, o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), emitirá as Instruções para o Emprego das Forças Armadas, contendo, entre outros pontos, as Normas de Conduta com determinações voltadas para a observância, por parte da tropa, de uma relação respeitosa com populações e autoridades envolvidas pela operação, bem como dos direitos e garantias individuais elencados na Constituição. Aquelas normas trazem, ainda, orientações para que os Comandos Operacionais elaborem, além dos planos necessários à execução das operações, protocolos rígidos, claros e precisos do uso, quando e se necessário for, da força, que será norteado, ainda, por princípios como progressividade, razoabilidade, proporcionalidade, legalidade e antecedido de negociações de toda ordem. Tudo isso para que a preservação da ordem pública e da integridade das pessoas e do patrimônio ocorra com a simples presença da tropa no terreno.
Por fim, nunca é demais realçar que o manual em foco:
1. Foi aprovado por quem tem a competência legal para fazê-lo;
2. Traz orientações para o planejamento e o emprego das Forças Armadas numa das tarefas que lhes reserva a Constituição Federal;
3. As orientações acima, conforme asseverado pela Consultoria Jurídica do Ministério da Defesa, não infringem nenhum ditame constitucional, legal ou regulamentar; e
4. Além da condição anterior, as orientações referidas também se esmeram em enfatizar que as operações deverão nortear-se pelo respeito à população, cujos direitos e garantias individuais são inalienáveis, e pela incolumidade do patrimônio público e privado.
REDE BRASIL ATUAL/montedo.com
21 de janeiro de 2014
Quartel do Exército é invadido no PR. Guarnição reage a tiros e um invasor é ferido.
Atualização 17h
Ex-militar invade quartel do Exército e é baleado, no interior do Paraná
Ex-militar invade quartel do Exército e é baleado, no interior do Paraná
Invasão foi na noite de domingo (19), na 15ª Companhia, em Palmas.
Rapaz, de 19 anos, está em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva.
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| Primeira invasão ocorreu na garagem da 15ª Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada, em Palmas, no domingo (19) (Foto: Michelli Arenza/RPC TV) |
Silvia Cordeiro
Do G1 PR
Dois jovens invadiram o quartel da 15ª Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada, em Palmas, na região sul do Paraná, na noite de domingo (19). De acordo com o comandante Bertony Matias Soares, durante a invasão, um dos rapazes foi atingido por um tiro depois de ter desobedecido às ordens dos militares em serviço. O jovem baleado havia deixado o quartel no dia 10 de janeiro, após cumprir as obrigações. O rapaz foi levado em estado grave a um hospital de Palmas. O outro fugiu do local e ainda não foi identificado, segundo o comandante.
Soares conta que, na manhã do mesmo dia, a garagem do quartel também foi invadida. O ladrão quebrou a janela e furtou algumas ferramentas. No entanto, os objetos foram encontrados em um matagal, ainda no terreno do quartel. Segundo o comandante, nenhum objeto de uso exclusivo do Exército foi roubado. Por causa dessa situação, a segurança na 15ª companhia foi reforçada durante todo o dia.
Por volta das 22h, o quartel sofreu a segunda invasão. “Assim que os militares viram os dois indivíduos, deram uma advertência, mas eles investiram contra o nosso pessoal de forma agressiva. Depois disso, a equipe de serviço iniciou o procedimento padrão com três tiros de fuzil para o alto. Os rapazes continuaram na investida e um deles acabou sendo atingido por um tiro”, relata o comandante.
Segundo informações do Hospital Santa Pelizari, o estado de saúde do jovem continua grave e ele permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem previsão de alta. “Estamos acompanhando o estado de saúde do rapaz. Já falamos com o médico e estamos em contato com o advogado da família para prestar apoio necessário”, explica.
De acordo com o comandante, um inquérito foi aberto para investigar se existe alguma relação entre as duas invasões e, também, para verificar as impressões digitais e descobrir quem são os demais envolvidos. “O certo é que todos cometeram um crime militar. Até mesmo o ex-soldado, que já cumpriu com as suas obrigações por dez meses e voltou a ser considerado um civil”, esclarece. Segundo Soares, assim que o rapaz se recuperar, ele pode responder pelo crime de invasão de área militar, que prevê pena de seis meses a três anos de prisão.
Assista a reportagem do PR TV
Assista a reportagem do PR TV
G1/montedo.com
Ex-ministro da Defesa doou R$ 10 mil para ajudar Genoíno
Nelson Jobim deu R$ 10 mil para ajudar Genoino
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| x-ministro da Justiça e da Defesa Nelson Jobim deu R$ 10 mil para ajudar a pagar multa de Genoino(Zanone Fraissat-27.set.2013/Folhapress) |
MARINA DIAS
DE SÃO PAULO
Ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e ex-ministro da Justiça e da Defesa Nelson Jobim fez uma doação de R$ 10 mil para ajudar José Genoino a pagar a multa por sua participação no mensalão.
O cheque assinado pelo jurista foi levado por um amigo em comum à família de Genoino, em Brasília. Foi acordado que o valor seria compensado ontem, quando acabou o prazo para pagar a multa.
Caso o site criado para ajudar o petista atingisse o valor da dívida, o cheque de Jobim seria utilizado para pagar o aluguel da casa que o ex-deputado locou para cumprir parte da pena de prisão domiciliar.
Procurado pela Folha, Jobim não confirmou valores, mas disse que doaria. Jobim já havia assinado o manifesto em favor de Genoino, que contou com mais de 4 mil apoiadores.
A relação mais próxima entre o ex-ministro e Genoino firmou-se em 2011, quando o petista ficou como primeiro suplente para deputado federal e Jobim, então ministro da Defesa do governo Dilma Rousseff, nomeou Genoino como assessor especial do ministério. Os dois ficaram amigos.
Entre as mais de 1.100 pessoas que contribuíram com Genoino estão advogados, médicos, professores, lideranças de movimentos sindicais e políticos, como o presidente nacional do PT, Rui Falcão, e o prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Luiz Marinho (PT).
Os valores das doações variaram entre R$ 10 e R$ 48 mil, a maior delas. O ex-presidente Lula e o prefeito Fernando Haddad não fizeram doação em seus nomes.(K. C.)
FOLHA DE SÃO PAULO-montedo.com
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