22 de setembro de 2016

Suposto infiltrado do Exército em protestos de SP é alvo de 3 investigações

Janaina Garcia
Do UOL, em São Paulo
O capitão do Exército William Pina Botelho se apresentaria nas redes sociais como "Balta Nunes"Ao menos três instâncias diferentes de poder no país investigam se um capitão do Exército agiu como infiltrado entre manifestantes contrários ao governo de Michel Temer, nas últimas semanas, em protestos de rua na cidade de São Paulo. Além do próprio Ministério da Defesa, que afirma ter aberto processo administrativo no Exército para apurar o caso, a ação do capitão Willian Pina Botelho sob o codinome "Baltazar Nunes" é alvo de investigação também por parte do MPE-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) e da Câmara dos Deputados.
O caso foi revelado em reportagens dos sites Ponte e El País Brasil após o protesto "Fora Temer" do último dia 4 em São Paulo.
Nesta terça (20), a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara debateu requerimentos para convocar os ministros Raul Jungmann (Defesa) e Alexandre de Moraes (Justiça), além do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, para prestar esclarecimentos "sobre a possível prática de 'crime de espionagem', crime de abuso de autoridade, crime de falsidade ideológica e ato de improbidade administrativa, dentre outras infrações".Os requerimentos de convocação devem ser votados em outubro.
"As manifestações são pacíficas e são um direito das pessoas. Não podemos aceitar esse tipo de invasão por parte do Estado –isso não condiz com o Estado democrático e de respeito aos direitos humanos e coletivos", afirmou o deputado Nilto Tatto (PT-SP), titular da comissão.
Na semana passada, o líder do PSOL na Câmara, Ivan Valente (SP), havia apresentado pedido de informações ao Ministério da Defesa sobre o mesmo assunto.
Na última sexta (16), durante agenda no Rio, Jungmann defendeu que há uma sindicância em curso e que, em 20 dias, o caso será apurado. "Não vou me antecipar, mas vou dizer duas coisas: em primeiro lugar, o Exército e as Forças Armadas agem na mais absoluta legalidade. Segundo: qualquer um que exceda ou cruze a linha dessa legalidade, será exemplarmente punido", resumiu.
Procurado, o Exército confirmou a sindicância e disse que Botelho é lotado no Comando Militar do Sudeste. Segundo o Portal da Transparência, do Governo Federal, o oficial está na corporação desde março de 1998 e não está licenciado.

"É só notícia de jornal", diz número 2 do MP em SP
A terceira instância de investigação é no MP-SP, que designou a promotora Luciana Frugiuele, coordenadora do Gecep (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), na semana passada, para apurar o caso.
Em entrevista ao UOL, o subprocurador-geral de Justiça, Mário Sarrubbo, afirmou que o MP pode remeter a investigação ao MPU (Ministério Público da União), em Brasília, se constatada a atividade de agente infiltrado do capitão e a correlação dela com as prisões de 21 manifestantes, dia 4, antes mesmo de o protesto começar. Na ocasião, Botelho –que, segundo as reportagens, se apresentava nas redes sociais, aos manifestantes, como "Balta (Baltazar) Nunes" e suposta ideologia de esquerda –também foi levado, mas liberado no mesmo dia pela polícia.
Conforme o procurador, o procedimento do Gecep busca esclarecer dúvidas antes de definir se a investigação sobe à instância federal. Um desses questionamentos, nas palavras de Sarrubbo, é se "há um conluio" entre as forças estaduais e federais de segurança na ação que resultou nas prisões.
"Em primeiro lugar, para nós, essa é só uma notícia de jornal, por enquanto. Há promotores de justiça designados para essa investigação específica", afirmou o subprocurador, que, no MP-SP, está abaixo, apenas, do procurador-geral, Gianpaolo Smanio.
E se os infiltrados forem agentes do próprio Estado? "Se a investigação, no papel, chegar a essa realidade que a senhora me coloca aqui, vamos pegar essas peças e remeter ao juízo competente, ou, no caso, ao MPU, que tem que investigar a conduta desse militar. Vamos nos ater às investigações que nos interessam: existe algum tipo de participação da PM? Tem algum tipo de participação de Polícia Civil?", afirmou.
"Há um conluio entre eles para fazer com que essas pessoas praticassem alguma irregularidade ou fossem presas indevidamente? De fato, foram, porque os promotores foram a favor da liberação de todos os presos nessa empreitada, inclusive menores. Então, estamos apurando tudo isso", declarou Sarrubbo, que enfatizou: "Temos que trabalhar aqui com equilíbrio e legalidade. Acho correto esse tipo de coisa [supostas infiltrações de agentes do Estado em atos de civis]? Não. Acho que o Exército observa tudo isso? O Exército tem um serviço de inteligência; é o papel dele saber o que está acontecendo na sociedade. Mas infiltrar alguém para levar pessoas a serem presas? Evidente que não (concordo). Isso aconteceu? Estamos apurando", concluiu o procurador, para quem, caso as investigações confirmem o que foi noticiado, "vamos punir quem estiver participando, dentro da nossa atribuição".

Conselho pede para MPF investigar
Na semana passada, o Condepe (Conselho Estadual Dos Direitos Da Pessoa Humana) –que é um organismo independente, ainda que vinculado administrativamente à Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo –pediu ao MPF (Ministério Público Federal) que instaure procedimento para investigar o caso do capitão e as prisões dos manifestantes.
"A finalidade de nossos pedidos de investigação nesse caso é saber se o oficial agiu clandestinamente ou de forma planejada por meio de acordo entre o Exército e a SSP", afirmou o advogado Ariel de Castro Alves, membro do Condepe. O MPF tem até 30 dias para responder que providências foram tomadas sobre o pedido.
Questionado, o MPF não respondeu, até as 18h da quarta (21), se há investigação em curso sobre a ação do oficial.
* Colaborou Hanrrikson Andrade, no Rio de Janeiro

'Maus Caminhos': capitão do Exército é preso em operação da Polícia Federal

Manaus (AM) - O capitão do Exército Pablo Gnuztman Pereira foi preso com mais treze pessoas na última terça-feira na capital amazonense, na 'Operação Maus Caminhos', da Polícia Federal em parceria com a Controladoria Geral da União e a Receita Federal
Gnuztman, que é médico psiquiatra e serve no Hospital Militar de Área de Manaus, integra uma quadrilha que sangrava os recursos públicos destinados ao Fundo Estadual de Saúde. O desvio já atinge o valor de R$ 112 milhões, quase 50% da verba que o Ministério da Saúde destinou ao Amazonas.
Unidade hospitalar de grande porte, o Hospital de Pronto Socorro 28 de Agosto tem oito vezes mais leitos e atende uma camada quase dez vezes maior que as UPAS e o Centro de Reabilitação administradas pelo Instituto Novos Caminhos (INC). No entanto, a verba repassada ao hospital era menos da metade que a destinada ao INC. O Centro de Reabilitação em Dependência Química Ismael Abdel Aziz, no município de Rio Preto da Eva, fazia parte do esquema. Seu diretor é o capitão Gnuztman.
O desvio de boa parte do dinheiro oriundo do Fundo Estadual de Saúde era feito através de lavagem de roupas hospitalares usadas nas unidades investigadas. “O Estado pagava, através da Secretaria Estadual de Saúde, o valor de R$ 2,77 por cada quilo de roupa. E, pasmem, senhores jornalistas, o Instituto Novos Caminhos pagava R$ 14,00 o quilo da roupa lavada, absurdo mesmo”, disse o chefe da CGU, no final da entrevista coletiva, realizada na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal no Amazonas.
Todos os presos na operação foram indiciados e responderão na Justiça pelos crimes de formação de organização criminosa, falsidade ideológica, peculato, fraude licitatória e lavagem de capitais.
Com informações do Portal do Zacarias e Portal do Holanda

21 de setembro de 2016

Segurança pública: governo gaúcho voltará a pedir ajuda do Exército no policiamento

Schirmer afirma que governo do RS pedirá novamente ajuda do Exército
Secretário estadual da Segurança, Cezar Schirmer, reúne-se na quinta-feira com o comandante militar do Sul
Eduardo Matos
O secretário estadual da segurança pública do Rio Grande do Sul confirmou, em entrevista à Rádio Gaúcha, nesta terça-feira, que vai pedir novamente ajuda do Exército para conter a onda de violência no Estado. Cezar Schirmer disse que tem uma reunião na próxima quinta-feira com o comandante militar do sul, general Edson Leal Pujol.
— Quinta-feira eu tenho encontro com o Exército, com o comandante general Pujol, que é comandante militar do Sul. Meu amigo gaúcho, lá de Dom Pedrito, com quem eu tenho uma relação pessoal muito positiva.
Schirmer disse que não quer gerar falsas expectativas que, eventualmente, não se confirmem, mas indicou que vai pedir o apoio.
— Mas certamente que há uma possibilidade. Ainda não sei em que direção, em que forma, nem como. Mas precisamos contar com todos. Insisto nessa questão. Tenho o maior carinho com o Exército brasileiro. Sei da sua postura, da sua dedicação ao nosso país. Enfim, vamos conversar. Insisto nessa questão da soma de um pouco de cada um a favor de todos. Eu acho que dá para construir no curto prazo soluções positivas a favor do Estado.

Ouça a entrevista na íntegra:


Schirmer também disse que vai se reunir nos próximos dias com o superintendente da Polícia Federal no Rio Grande do Sul.

Primeiro pedido
Em 30 de agosto, o vice-governador José Paulo Cairoli, então coordenador do gabinete de crise na segurança, esteve reunido com representantes do Comando Militar do Sul e pediu ajuda do Exército. No dia seguinte, através da assessoria de Comunicação, o CMS afirmou que estuda formas de auxiliar o Piratini com os problemas na segurança, mas que o policiamento nas ruas estava descartado.
ZERO HORA/montedo.com

19 de setembro de 2016

Coronel do Exército é baleado em tentativa de assalto em São Paulo

Ele foi abordado por criminosos que queriam levar sua moto.
Militar foi atingido no rosto e tem quadro estável.

Resultado de imagem para violenciaDo G1 São Paulo
Um coronel do Exército foi baleado na região da Avenida Imirim, na Zona Norte da capital, durante uma tentativa de assalto. Após ser abordado por criminosos que queriam levar sua moto, Eduardo Souza Alves foi atingido por um disparo no rosto. O crime ocorreu na tarde de sábado (17).
Segundo a Seção de Comunicação Social do Comando Militar do Sudeste, Alves foi levado inicialmente para o Hospital do Mandaqui e depois transferido para o Hospital Militar da Área de São Paulo. Ele está consciente e tem quadro estável.
O caso foi registrado no 72º DP e será investigado pela Polícia Civil.
G1/montedo.com

'Inconformidade' milionária na Marinha

Resultado de imagem para macacão anti chamas sfarzoNADA FEITO

Cláudio Humberto
A Justiça obrigou a Marinha a suspender compra de 50,6 mil macacões anti-chama da marca Sfarzo, da empresa Zigh, a R$775 cada. Sem intermediário, a Sfarzo venderia as peças por R$ 538, mais de R$12 milhões a menos, mas foi excluída do pregão por “inconformidades”

DIÁRIO do PODER/montedo.com

17 de setembro de 2016

Forças Armadas irão atuar em 107 localidades nas eleições

O Globo
BRASÍLIA – As Forças Armadas vão atuar em 107 localidades durante as eleições municipais desse ano, atendendo pedido feito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Haverá apoio logístico nos estados do Acre (41 localidades), Amazonas (29), Amapá (5), Mato Grosso do Sul (4) e Roraima (28). Uma portaria normativa foi publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial da União.
Além do efetivo militar da Marinha, Exército e Aeronáutica também serão utilizadas aeronaves, embarcações e viaturas para o deslocamento de pessoas e de materiais utilizados na votação. O número de homens que irão trabalhar neste período não foi divulgado. O pleito está previsto para os dias 2 ( 1º turno) e 30 de outubro (2º turno).
Segundo o Ministério da Defesa, Rio de Janeiro e Tocantins também deverão receber tropas militares para apoio na segurança durante o processo eleitoral. O número de localidades atendidas e o efetivo empregado pode aumentar, conforme novas solicitações do TSE.
Além do apoio logístico, militares da Marinha, Exército e Aeronáutica podem atuar na Garantia da Lei e da Ordem (GLO) com a finalidade de permitir que os candidatos entrem em redutos eleitorais com segurança, bem como no entorno da área de votação.
“O Ministério da Defesa deverá utilizar os efetivos militares para prestar apoio logístico e em ações para a Garantia da Lei e da Ordem, para a votação e apuração dos pleitos eleitorais do mcorrente ano, nas localidades e municípios que forem solicitados pelo TSE”, diz a portaria.
EXTRA/montedo.com

RJ: soldado do Exército é preso no quartel por roubo de celulares

Soldado do Exército é preso por roubo de celulares na Zona Norte
Hudson Leandro de Moraes é acusado de roubar aparelhos de quatro pessoas. Na abordagem, o soldado dava 'carteirada' como se fosse policial
Rio - Um soldado do Exército foi preso por agentes da 19ª DP (Tijuca) acusado de roubar celulares de pelo menos quatro pessoas na região da Tijuca. A prisão ocorreu nesta terça-feira, em cumprimento a mandado de prisão temporária contra Hudson Leandro de Moraes.
Segundo as vítimas, Hudson abordava as vítima como se fosse policial, exibindo um distintivo e simulando estar armado, exigindo os celulares e as respectivas senhas de desbloqueio.
O rastreamento de um dos aparelhos e a localização de um receptador ajudaram na prisão do soldado do Exército. As vítimas reconheceram o criminoso por fotografia.
Hudson foi preso no quartel em que servia com a colaboração do Comando Militar local. Os policiais apreenderam um celular de uma das vítimas e o distintivo usado por ele. A polícia investiga a participação dele em outros roubos e pede a colaboração de outras possíveis vítimas.
O DIA/montedo.com

16 de setembro de 2016

Exército deve entregar quinhentos novos imóveis funcionais para subtenentes e sargentos até 2018

Novas residências funcionais do Exército

Fortaleza
O Exército Brasileiro está prestes a disponibilizar novas residências funcionais para a família militar da Guarnição de Fortaleza. Trata-se do Condomínio da Vila Militar “Subtenente Milton Vieira de Paula”.
O Condomínio, que começou a ser construído em abril de 2014, agora está em fase de recebimento provisório. Constitui-se de 83 apartamentos e três casas. São duas torres, com quatro apartamentos por andar, quatro elevadores, salão de festas, bicicletário, salão de jogos, lan house e playground. Cada unidade habitacional possui cerca de 120 m² de área, três quartos, três banheiros, além de outras dependências.
Estes novos Próprios Nacionais Residenciais (PNR) são destinados a subtenentes e sargentos das organizações militares de Fortaleza. Segundo a 10ª Região Militar, responsável pela coordenação da obra, até o final de novembro, o Condomínio será entregue definitivamente, com todos os serviços finalizados.

Manaus
A Comissão de Obras do 2º Grupamento de Engenharia é responsável pela construção dos blocos de PNR na Vila Militar Plácido de Castro. A obra tem por finalidade proporcionar, às famílias de subtenentes e sargentos da Guarnição de Manaus, uma moradia de qualidade. Na fase final de sua implantação, a vila militar irá dispor de 17 blocos de seis andares, totalizando 408 unidades habitacionais.
O prédio possui 5.155 m² de área construída, seis andares, com 24 apartamentos. O pilotis possui dois elevadores, hall de circulação, escada, bicicletário, casa de bombas, medidores de energia, central de alarme contra incêndios, telefonia, depósito, wc de serviço e área de estacionamento para 24 vagas cobertas. Cada unidade habitacional possui área de 122 m², três dormitórios, sendo uma suíte, sala de estar e jantar, cozinha, varanda, wc social, área de serviço e dependência de empregada completa.
Dois blocos já foram entregues, beneficiando 48 famílias, e há a previsão da conclusão das obras de mais dois blocos, uma em setembro de 2016 e outra em fevereiro de 2018.
A Vila Militar Plácido de Castro está localizada na Avenida Coronel Teixeira, num local de fácil acesso a serviços e próximos aos principais quartéis de Manaus.
Noticiário do Exército/montedo.com

15 de setembro de 2016

Tenente Domingos Montagner

Imagem recebida via Whats App (autor desconhecido)

O Golpe dado nas Forças Armadas

Gilberto Ottoni *
A Medida Provisória nº 2215 (LRM), de 31 Ago 2001, queusurpou direitos dos militares e pensionistas das FFAA, revogou a LRM nº 8.237, de 30 Set 1991; alterando substancialmente a Lei nº 3.765, de 04 Mai 1960 (Lei das Pensões Militares).
A MP 2215/2001 que está enterrada nos porões do Congresso, há mais de 15 anos com mais de 600 emendas, extinguiu direitos dos militares, tais como:
Soldo do Posto acima ao passar para a Reserva Remunerada; Auxílio-Moradia; Gratificação por Tempo de Serviço e Adicional de Inatividade.
Os militares que não tinham completado 30 anos de serviço em 29/12/2000, mesmo tendo cumprido mais de 90% (noventa por cento) do seu tempo de serviço, ao passarem para a reserva remunerada, perderam o direito do posto acima, não havendo nenhuma transição, acarretando com isso transtornos financeiros para com aqueles que se dedicaram inteiramente ao serviço das FFAA e da pátria.
Um verdadeiro golpe na Família Militar, dado pelo Comandante Supremo das Forças Armadas em conluio com os próprios militares que foram os responsáveis na elaboração da famigerada MP 2215-01, pois os mesmos já estavam com todos os direitos financeiros garantidos pela lei anterior, como também os direitos de seus pensionistas. Foi a maior prova de deslealdade e falta de camaradagem para com os integrantes das FFAA e seus pensionistas.
Para piorar, os governantes ignoram a Constituição e a Lei, que prevê a revisão anual dos soldos e pensões em janeiro.
Lei nº 10.331, de 18 de dezembro de 2001, Regulamenta o inciso X do art. 37 da Constituição.
Art. 1º As remunerações e os subsídios dos servidores públicos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União, das autarquias e fundações públicas federais, serão revistos, na forma do inciso X do art. 37 da Constituição, no mês de janeiro, sem distinção de índices, extensivos aos proventos da inatividade e às pensões.
Ferindo o preceito constitucional, os governos tem distribuído esmolas, com índices fajutos, em datas aleatórias, sem nunca contemplar a Classe Militar com a revisão constitucional.
No período de 2004 a 2014, os Militares tiveram um aumento cumulativo de 130%, enquanto a Administração Direta,categoria de servidores federais com a pior remuneração, foi aumentada em 225%. Nesse mesmo período, a remuneração média dos Militares aumentou 18,20% acima da inflação acumulada, dos Servidores Civis em geral cresceu 62,00%, e da Administração Direta 95%.
A remuneração média dos militares federais se comparada a outras categorias de detentores de cargos públicos , em maio de2015 , correspondia a:
- 28,17% a do Banco Central;
- 30,01% a do Legislativo;
-33,87% a do Judiciário;
-37,36 % a do Ministério Público Federal.
(Boletim Estatístico de Pessoal nº 229, de maio de 2015, página 42, do MPOG.)
Os militares que são a categoria de servidor federal, com a pior remuneração, se comparada às demais carreiras do funcionalismo, necessitam de um aumento em torno 40%, a ser concedido em um exercício financeiro, de acordo com os dados do Boletim Estatístico de Pessoal nº 225, de Janeiro de 2015, página 42, do MPOG.
Os indicadores desse descalabro podem ser percebidos, também, sob outras perspectivas:
- 55% dos Primeiros Sargentos do Exército (Militar com mais de quinze anos de serviço) têm uma remuneração média líquida inferior a R$ 3.580,00; bem menos que qualquer camelô, que se instala nos camelódromos de qualquer cidade.
- A remuneração bruta de um Coronel Aviador (Militar com 25 anos de serviços e com todos os cursos que a carreira impõe), é inferior aos do motorista do Senado; ou do piloto de elevador do Congresso.
Como se não bastasse, Governo e Congresso permitem ainda que, ativos, inativos e pensionistas da PM-DF ganhem duas vezes mais do que os integrantes das Forças Armadas, sendo que o dinheiro vem da mesma fonte pagadora: a União.
O erário economizado em detrimento aos sacrifícios financeiro impostos a Família Militar pela famigerada MP 2215, e o não cumprimento do inciso X do art. 37 da Constituição,ocasionando um arrocho salarial injusto, foi desviado pela corrupção contumaz que assola os cofres da União.
Por que o Comando das Forças Armadas não se empenha na votação da referida MP, fins transformá-la em lei para que possam ser criadas as regras de transição, que corrigiriam as injustiças praticadas com os guardiões da nação e seus pensionistas?
A famigerada MP 2215 e o NÃO cumprimento ao longo dos anos, do inciso X do art. 37 da Constituição, foi sem dúvida, o maior golpe dado na Família Militar das Forças Armadas.
*Cidadão Brasileiro
Alerta Total/montedo.com

Lula enfrenta o adversário mais desafiador: a lei

Josias de Souza
Lula deixou a Presidência como recordista de popularidade, com uma aliada na sua poltrona e convencido de que retornaria ao cargo máximo da República. Hoje, Lula coleciona taxas de rejeição acima dos 50%, acaba de assistir à deposição de sua pupila e enfrenta o medo de parar na cadeia. Lula ganhou uma nova qualificação. O procurador Deltan Dellagnol, coordenador da força-tarefa de Curitiba, enganchou no título de ex-presidente a designação de “comandante máximo de corrupção na Lava Jato.”
A denúncia inaugural enviada ao juiz Sérgio Moro injeta o tríplex do Guarujá e o aluguel de contêiners pela OAS no contexto geral da corrupção, caracterizando Lula como ''general'' da bandalheira. E ainda há muito por vir. Lula é acusado ou suspeito —em Curitiba e alhures— de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, tráfico de inflência, obstrução da Justiça e formação de quadrilha. Traduzindo-se o pesadelo do linguajar do Código Penal para o português das ruas, Lula foi reduzido à condição de um reles suspeito de se beneficiar de dinheiro sujo.
No final de janeiro, em entrevista a um grupo de repórteres-companheiros, Lula jactou-se: “Não sou investigado!” Crivado de suspeitas já àquela altura, permitiu-se um instante de autocongratulação: “Se tem uma coisa de que me orgulho é que não tem, nesse país, uma viva alma mais honesta do que eu.” Decorridos oito meses, o personagem é réu em Brasília e denunciado em Curitiba.
Lula lutou para fugir de Sérgio Moro. Sua penúltima tentativa resultou numa bronca do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. Ao negar novo pedido da defesa do ex-presidente para suspender inquéritos que correm contra ele em Curitiba, Teori anotou que a peça não passava de mais uma das inúmeras tentativas de “embaraçar as investigações.”
O morubixaba do PT tem motivos para temer Sérgio Moro. Sem alarde, o juiz encostou a Lava Jato na jugular de Lula. Primeiro, avalizou a inclusão do tríplex 164-A, que a OAS reservara para a família Silva no célebre prédio do Guarujá, no rol de imóveis investigados na Operação Triplo X.
Na sequência, Moro liberou a Polícia Federal para abrir, na mega-investigação do assalto à Petrobras, um inquérito específico sobre o sítio de Atibaia, cuja utilização foi terceirizada a Lula —livre de ônus e sem prazo— por dois sócios do primogênito Fábio Luiz da Silva, o Lulinha.
Logo, logo Moro enviará Lula ao banco dos réus. E estará pronto para intimá-lo a prestar depoimentos. Nessa hora, a pose de perseguido político e as notas oficiais do Instituto Lula terão pouca serventia. O depoente terá de oferecer explicações. Algo que vem sonegando até aqui. Talvez por não dispor de matéria-prima.
Lula enfrenta agora o adversário mais implacável de toda sua carreira: a lei. Contra esse rival, sua retórica fácil, os palanques e as plateias amigas terão pouca serventia. O trabalho da força-tarefa da Lava Jato acaba de tornar Lula candidato a uma pena de pode variar de 4 anos a 16 anos de cadeia. De resto, Lula virou também candidato a ex-candidato às eleições presidenciais de 2018.
Blog do Josias (UOL)/montedo.com

Fazendo História: EASA forma primeira turma de graduados Adjuntos de Comando

Vocês sabem, sou um apoiador de primeira hora da instituição do cargo de Adjunto de Comando no Exército. Como já escrevi aqui algumas vezes, tenho a convicção de que esse modelo, que teve pleno êxito e está consolidado na EASA, pode e deve ser estendido à todo o Exército, pois trata-se de um passo gigantesco (embora muitos não percebam) no caminho da valorização do sargento como profissional militar. Não estamos falando de um processo simples, eis que implica na mudança de uma mentalidade arraigada desde a Missão Militar Francesa, e lá se vão cem anos. Mas é - sem dúvida! - o melhor caminho, talvez, o único.
Pois bem, na esteira do projeto-piloto implantado na 4ª Brigada de Dourados (MS), a EASA acaba de formar sua primeira turma de Adjuntos de Comando. Quarenta subtenentes e sargentos concluíram o curso nesta quarta-feira (14). Parabenizo os recém-formados e aos profissionais dessa Escola em que tive a honra de servir por seis anos.
Leia mais sobre o Adjunto de Comando
Em abril, publiquei um artigo do comentarista Sgt MWF: 

O Adjunto de Comando e um texto didático (II): "isso não é para nós"

Uso o final de seu texto para encerrar essa postagem
"Os Graduados que ora desempenham a função de Adj Cmdo, com toda certeza terão um papel histórico nesse processo, mas no futuro serão apenas retratos em alguma galeria de honra, pois a realidade é que os verdadeiros responsáveis pelas mudanças esperadas pelo Corpo de Graduados e demais Praças (sempre me refiro a nós dessa maneira – grafando em maiúsculo e distinguindo o graduado do não graduado) serão os garotos que estão iniciando a carreira hoje. Eles estarão – espero – livres dos vícios e contaminações que hoje nós carregamos. Por essa razão termino esse texto com a mesma sentença usada para iniciá-lo: “Isso não é para nós".


14 de setembro de 2016

MPM denuncia coronel, major e ex-tenente do Exército por fraudes em contratos

Atualização: 14/9 (23h)
Conforme informação do Jornal do Povo, de Cachoeira do Sul, os denunciados são o coronel Hermann Moreira de Oliveira (foto), ex-comandante do 13º GAC, o major César Garcia, que ainda serve na unidade e o ex-tenente Bruno Cunha, já licenciado. Foram denunciados também o empresário Fábio Bonilla e sua sócia, Bárbara Muller.

PJM SANTA MARIA DENUNCIA MILITARES E CIVIS POR FRAUDES EM CONTRATOS
Santa Maria (RS) - A Procuradoria de Justiça Militar em Santa Maria ofereceu denúncia contra três militares (um coronel, um major, e um ex-tenente na Reserva) e dois civis por irregularidades, entre os anos de 2011 e 2013, na contratação de empresa para prestação de serviços diversos no 13º Grupo de Artilharia de Campanha, em Cachoeira do Sul – RS. Os denunciados incorreram no crime de estelionato, previsto no art. 251 do Código Penal Militar.
O prejuízo à administração militar é estimado em R$ 136.195,32, por serviços contratados e não devidamente executados. Conforme apurado os três militares mantinham uma rotina administrativa que facilitava a ocorrência de fraudes. Quando das contratações, eles inseriam descrições vagas e incompletas que dificultavam ou mesmo impediam a fiscalização da correspondente execução. Também com o objetivo de inibir as fiscalizações, eram nomeados militares que sequer eram comunicados do encargo e nunca atestaram a conclusão de quaisquer serviços.
Em lugar dos Fiscais de Contrato, o recebimento dos serviços era realizado pelo almoxarife, sob a supervisão do fiscal administrativo, ambos denunciados. Na sequência, o comandante do 13º GAC, ordenador de despesas, o terceiro militar envolvido, determinava o pagamento dos serviços.
Para a PJM Santa Maria, agindo dessa forma, os cinco denunciados praticaram, “em conjunção de esforços e comunhão de vontades”, o delito de estelionato, previsto no artigo 251 do Código Penal Militar.
Nas investigações, o MPM percebeu que o coronel denunciado, praticou ainda o crime de violação do dever funcional com o fim de lucro, art. 320 do CPM. Comandante do 13º GAC, ele celebrou contrato com a mesma empresa, para que fossem prestados serviços de lavanderia ao aquartelamento. O militar estabeleceu a obrigatoriedade de todos os soldados da unidade utilizarem os serviços de lavanderia da empresa. De acordo com a PJM Santa Maria, está evidente a vantagem obtida pela empresa, pois, além dos serviços contratados, obteve a garantia de realização de inúmeros outros serviços, advindos da compulsoriedade imposta aos soldados. Além do coronel, os dois civis, sócios da empresa, também foram denunciados pelo crime previsto no art. 320.
Outros dois processos, com características semelhantes, em fase de instrução, envolvem essa mesma empresa em contratos celebrados com outras organizações militares sediadas dentro da área de competência da 3ª Auditoria da 3ª Circunscrição Judiciária Militar. A PJM Santa Maria também solicitou o envio de cópias dos autos à Procuradoria da República no Município de Cachoeira do Sul-RS, para análise de eventuais delitos de competência daquela justiça.
MPM/montedo.com

A suposta infiltração de agente do Exército entre baderneiros e a turma do penico da mamãe

MPE investiga se agente infiltrado estava entre detidos; isso é só parte da mitologia mixuruca dos esquerdopatas

Reinaldo Azevedo
É quase milagroso que o Brasil tenha cassado, em 13 dias, o mandato de uma presidente da República por crime de responsabilidade e o de um deputado, ex-presidente da Câmara, por quebra de decoro. Por que afirmo isso? Porque a elite que se assenhoreou das instâncias do estado adora bandidos. Se ele tiver, então, aquele sotaque inequívoco de “amigo do povo”, de “Marat da Avenida Paulista”, tanto melhor. Com a barbicha, a pança e o passado coxinha de Guilherme Boulos, então, pode passar por pensador da moral, entre um pneu incendiado e outro. Chega a ser estupefaciente.
Leio na Folha que o Ministério Público de São Paulo decidiu investigar a possível infiltração de um capitão do Exército no grupo de supostos (o “supostos” é por minha conta) manifestantes presos no dia 4 de setembro.
A dita infiltração foi noticiada pelo site “Ponte” e pela página eletrônica do jornal espanhol “El País”, que divulgou o nome do rapaz: William Pina Botelho. O Exército informou em nota que ele, de fato, pertence ao Comando Militar do Sudeste e determinou a abertura de “processo administrativo para apurar os fatos”. No MPE, o caso está a cargo da promotora Luciana Frugiuele, do Gecep (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial).
No dia das detenções, ninguém se referiu a Botelho. Só depois seu nome começou a circular. Ele teria se aproximado do grupo por intermédio de uma das mulheres da turma, usando o nome Balthazar Nunes. E isso se deu por meio de redes sociais.

Então vamos pensar
Digamos, para efeitos de pensamento, que seja tudo verdade e que Botelho estivesse trabalhando para algum órgão oficial, o Exército que fosse. A infiltração, por si, não é crime nenhum. O mínimo que espero das Forças Armadas brasileiras, que respondem, segundo a Constituição, subsidiariamente pela ordem pública, é que estejam informadas, não é mesmo? Digamos mais ainda: sendo verdade, vamos fazer de conta que foi ele a ter acionado a polícia. Considerando os objetos encontrados com a turma, então fez um bem aos outros manifestantes, aos próprios detidos e à segurança pública. Mas ainda não basta. Nenhum dos detidos acusou o tal de lhes ter fornecido os apetrechos que justificaram a prisão.
Mas quero seguir pensando. A opção pela violência está dada desde sempre nessas ditas manifestações contra o governo Temer. Ou terei de lembrar de novo o que se deu nos protestos pró-impeachment? Acho realmente impressionante que o Ministério Público Estadual e o Ministério Público Federal não se interessem em investigar, por exemplo, a atuação de Guilherme Boulos.
Mas isso cabe? Cabe! Este senhor lidera uma entidade que recebe farto financiamento público para, segundo consta, construir e/ou distribuir moradias. Tenha o MTST existência legal ou não, Boulos é a cara notória do movimento, que lidera as manifestações, e esse movimento, reitero, recebe dinheiro público do tal “Minha Casa Minha Vida Entidades”.
Sim, é espantoso que este país tenha cassado Dilma e Cunha. Parece ser um sinal de que o Congresso pode ser melhor do que o Ministério Público, aí tomado como uma unidade, pouco importa a esfera. Afinal, dada a violência das manifestações, o que a gente sabe é que o MPF decidiu, ao arrepio da Constituição e da lei, vigiar a Polícia Militar e que o MPE agora está empenhando em apurar uma suposta infiltração do Exército.
Mas ninguém se dedica, mesmo havendo o caminho, e acabo de apontar, em apurar a violência promovida por arruaceiros profissionais.
Claro! Este é o post de alguém que não aposta em conflito, luta armada e arranca-rabo de classes. Sei que outras visões de mundo são possíveis. A minha é apenas a do Estado Democrático de Direito. Que nem precisa ser “de direita”. Basta ser direito.
Ah, sim: os valentões podem pensar que têm o direito de achar que as coisas só se resolvem na porrada. Só não vale correr para abraçar a mamãe permissiva quando a sociedade deixar claro que não concorda.
Eu já achei algo parecido. Apanhei. Bati. E não fui pedir nem penico nem indenização.
Fui trabalhar.
Veja/montedo.com

Vale a pena rir de novo: o apronto operacional e uma história da velha Cavalaria

Publiquei esta postagem há dois anos. Apareceu em minhas lembranças do Facebook de hoje.
Vale a pena recordar e descontrair um pouco.

O apronto operacional e uma história da velha Cavalaria.
A foto abaixo é de 11 de agosto, no quartel do 9º Batalhão Logístico (Santiago-RS). Trata-se do apronto operacional para a Operação Guarani 2014.
A imagem trouxe-me recordações (seriam assombrações?) do velho 14 e do tempo que passei envolvido em 'operações' como essa, que seguiam sempre a mesma cronologia: plano de chamada de madrugada (num tempo em que não existiam celulares e telefones fixos eram raros), deslocamento para o quartel, preparação do equipamento, montagem do dispositivo e horas e mais horas em pé, no pátio, esperando a chegada dos membros do 'escalão superior', entidades supranormais que, manhã já adiantada, desembarcavam de uma Veraneio vinda de Bagé.
Aí, os estrelados, munidos de suas temidas pranchetas, passavam a caminhar por entre as frações, acompanhados do S/3, comandantes de esquadrão e pelotões - todos tão obsequiosos quanto encagaçados.
Era um tempo em que se preenchiam umas fichinhas para sinalizar o material que faltava:
- Vale uma marmita; vale uma faca de trincheira; vale um porta-curativos; etc.
As viaturas faltantes eram representadas com giz, no chão (é fato!): vale uma VTR 2,5 Ton; vale uma VBR EE-9 Cascavel; e por aí vai. Coisa de alto nível, tá pensando o quê?!
O estojo de material de costura não podia faltar de jeito nenhum! Por algum motivo - que até hoje desconheço! - era sempre cobrado pelos temidos inspecionadores. Ai do militar que não tivesse em sua mochila linha, agulha e botões.

Resultado de imagem para creme dental kolynos
Mas, vez por outra, haviam compensações.

Numa dessas empreitadas, estava um oficial 'com Kolynos' - os mais antigos lembrarão do creme dental cuja marca era idêntica ao símbolo da ECEME - a inspecionar um pelotão quando abordou o sargento adjunto que, para sua desgraça, era meu amigo Moreira, sempre com suas respostas ferinas e prontas. Como se fosse obrigação do militar, indagou, ríspido:
- Cadê o relógio de pulso, sargento?
O cavalariano nem piscou. Tomando a posição de sentido, respondeu:
- O subtenente ainda não tem para 'pagar' aos sargentos, major!
E voltou à posição de descansar, sob o olhar atônito dos oficiais do regimento e ante a cara de paisagem do intrépido inspecionador. Este, na falta de palavras, achou que era um bom momento para ir ao banheiro. E assim fez.

13 de setembro de 2016

Exército apura caso de capitão apontado como infiltrado por manifestantes em SP

Militar usou nome falso no Tinder para se aproximar de jovens e levá-los para local onde foram presos

THIAGO HERDY
SÃO PAULO - O Centro de Comunicação Social do Exército informou neste sábado que “apura as circunstâncias” em que um capitão da corporação se infiltrou no grupo de manifestantes presos no último domingo durante manifestações contra o governo Michel Temer e a favor de eleições diretas para presidente na Avenida Paulista. Reportagem do site do jornal espanhol “El País” identificou o capitão do Exército Willian Pina Botelho como a pessoa que se passou por militante antigoverno, com nome falso, e convenceu um grupo de manifestantes a se deslocarem para um local distante da manifestação, onde foram presos em ação da Polícia Militar (PM) antes da realização do protesto.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, os 18 detidos tinham máscaras de gás, óculos, estilingues, vinagre e itens de primeiros socorros. A PM informou que também carregavam pedras e uma barra de ferro, o que eles negam. A prisão foi classificada como ilegal pelo juiz Paulo Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, do Fórum Criminal da Barra Funda, que determinou a soltura imediata dos detidos no dia seguinte à prisão.
A primeira imagem de Pina Botelho foi divulgada pelo site “Ponte Jornalismo”, especializado em assuntos de segurança pública. Segundo relato de alguns dos manifestantes presos, Botelho se apresentou como “Balta” e se aproximou de manifestantes por meio do aplicativo de relacionamento Tinder e de um fórum do Facebook. Depois, ele foi adicionado em um grupo do Whatsapp.
Neste sábado, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, informou ao GLOBO que não se manifestaria sobre o caso, mas apenas o Exército. Em nota, o Centro de Comunicação Social do Exército confirmou que o capitão William Pina Botelho é oficial da corporação, lotado no Comando Militar do Sudeste. A reportagem perguntou por que ele foi infiltrado no grupo que protestaria no domingo, se teve participação na operação que resultou na detenção de manifestantes e se a atuação do serviço de inteligência do Exército em protestos é realizada em parceria com a PM de São Paulo.
“Com relação aos fatos questionados, as circunstâncias estão sendo apuradas”, informou a corporação.
No início da noite deste sábado, o Comando da Polícia Militar de São Paulo informou em nota oficial negar “a existência de uma operação conjunta na ocasião citada pela reportagem”.
“A PM desconhece qualquer ação de inteligência que tenha sido realizada por outro órgão de segurança”, informou o órgão na nota.

PRISÕES NO DOMINGO
No último domingo, os jovens detidos desconfiaram do aparato policial mobilizado para a prisão - além de helicóptero, dezenas de viaturas foram deslocadas até o Centro Cultural Vergueiro, na Zona sul de São Paulo, local onde foram levadas por Pina supostamente para se encontrar com mais manifestantes.
Pina foi detido junto com os jovens, mas liberado logo em seguida pelos policiais. Ele apagou os registros do perfil falso depois que sua imagem foi divulgada por pessoas que haviam se comunicado com ele. Antes de apagar os perfis, publicou uma mensagem derradeira, informando que daria um tempo “por causa de pessoas que não entendem a nossa luta”.
Em novembro de 2013, Pina publicou artigo na revista “A Lucerna”, uma publicação da Escola de Inteligência Militar do Exército, com o título “A inteligência em apoio às operações no ambiente terrorista”. Segundo o portal da Transparência do Governo Federal, ele está na ativa desde 1998.
O Globo/montedo.com

Sargento Intergalático

Do WhatsApp

12 de setembro de 2016

Sargento do Exército é morto ao tentar assaltar loja no RJ

Nilópolis (RJ) - Um sargento do Exército foi morto na tarde deste sábado (10), ao tentar assaltar uma loja localizada na Praça do Skate, em Nilópolis, na Baixada Fluminense. 
Um policial, proprietário do estabelecimento, reagiu a tiros e feriu Leonardo Andrade e uma mulher que também participou do assalto. 
O militar foi levado até o hospital mas não resistiu aos ferimentos. Ele era sargento temporário e servia no comando da 1ª Região Militar, no Rio de Janeiro.

Um beijo para a História: morre enfermeira símbolo do fim da Segunda Guerra Mundial

Greta Friedman na famosa foto do beijo em marinheiro
Aos 92 anos de idade, morreu a ex-enfermeira norte-americana Greta Friedman, eternizada em uma foto que a mostra beijando o marinheiro George Mendonsa durante uma celebração em Nova York pelo fim da Segunda Guerra Mundial.
O anúncio foi feito pelo filho de Friedman, Joshua, citado pela emissora "CBS". O marinheiro e a enfermeira estavam na Times Square quando ouviram o anúncio de que o Japão havia se rendido, colocando fim ao maior conflito da história.
Levemente embriagado, Mendonsa saiu comemorando pelas ruas, encontrou uma bela mulher vestida de enfermeira e deu-lhe um beijo cinematográfico. A cena foi registrada pelo fotógrafo Alfred Eisenstaedt, da revista "Life", e rodou o mundo.
O detalhe que é Mendonsa e Friedman não se conheciam. O marinheiro, aliás, estava acompanhado de outra mulher, Rita Petry, com quem se casaria anos mais tarde.
iG/montedo.comc

Sargento da FAB morre em acidente no interior do RS

Sargento da Basm morre em acidente na Quarta Colônia
Eduardo Venturini Baratto, 34 anos, perdeu o controle do carro em um curva da ERS-348 em Dona Francisca
Alessandra Noal
Especial
Santa Maria (RS) - Um militar da Base Aérea de Santa Maria (Basm) morreu em um acidente de trânsito na Quarta Colônia na manhã deste domingo.
Eduardo Venturini Baratto, 34 anos, perdeu o controle do Civic que conduzia em um curva da ERS-348 em Dona Francisca. Conforme o Batalhão Rodoviário da Brigada Militar (BM), o local é conhecido como Curva da Morena.
O corpo e o veículo foram encontrados por moradores da região, por volta das 7h. Segundo familiares, Baratto saiu de Faxinal do Soturno, por volta da 1h, para ir a um baile em Agudo. Como não chegou ao seu destino, acredita-se que o acidente tenha ocorrido logo no começo da madrugada.
Segundo a BM, o carro teria saído da pista e colidiu contra uma árvore. Baratto morreu na hora. Ele trabalhava na Basm desde os 18 anos, era solteiro e não tinha filhos.
– É uma coisa difícil de acreditar que tenha acontecido. Não faz ideia da falta que vai fazer. Era muito agarrado com a família. Eu tinha contato direto com ele. Nos falávamos todas as semanas. Eterna gratidão – lamenta, Juares Venturini, 52, tio do militar.
O tio acrescenta que o sobrinho era uma pessoa calma, alegre e que gostava de fazer festas. Baratto era conhecido como Duda:
– Como amigo, não tinha pessoa melhor.
O sargento morava no bairro Camobi, em Santa Maria. Aos finais de semana, costumava ir para Faxinal do Soturno – cidade onde nasceu – para visitar amigos e familiares.
Baratto será sepultado neste domingo, a partir das 19h, em Faxinal do Soturno. O sepultamento está marcado para o fim da tarde desta segunda-feira e será no Cemitério São Roque.
DIÁRIO DE SANTA MARIA/montedo.com

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