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21 de agosto de 2012

Covardia em dose dupla: imagens mostram outro recruta sendo espancado em quartel da FAB em Belém

Imagens mostram outro recruta sendo espancado em quartel no PA
Aeronáutica diz que está investigando os dois casos denunciados.
O mesmo grupo de soldados seria responsável pelas duas agressões.
Imagens feitas com um celular mostram pelo menos oito soldados agredindo recruta dentro de quartel da Aeronáutica em Belém (Foto: Reprodução/TV Liberal)
Imagens feitas com um celular mostram pelo menos oito soldados agredindo recruta dentro de quartel da Aeronáutica em Belém (Foto: Reprodução/TV Liberal)
Após a agressão a um recruta dentro de um quartel da Aeronáutica em Belém, uma segunda vítima denunciou outro caso à TV Liberal, afiliada à Rede Globo no Pará. As imagens gravadas com um celular mostram um grupo de soldados em um alojamento. Um deles derruba um colega, que passa a ser agredido pelos demais. Sem resistir, ele recebe vários chutes e golpes simultâneos. Um dos companheiros chega a pular sobre ele. O espancamento só termina quando um dos agressores pede para que os demais parem.
Segundo a Aeronáutica, este espancamento também aconteceu no último dia 20 de julho, e teria sido praticado pelo mesmo grupo de soldados que agrediu outro recruta. Os dois casos foram denunciados pelas vítimas e inquéritos foram instaurados para apurar os casos. Seis agressores já foram identificados.
O vídeo foi cedido por um soldado que prefere não se identificar. "É como se fosse um batismo para eles. Acho que é uma espécie de divertimento, uma brincadeira. Eles gostam de exibir, gravam e depois ficam rindo. Até mesmo para ver o que eles fizeram para, da próxima vez, fazer um pouco pior", conta o militar.
O tenente coronel Ronaldo de Andrade, comandante do Batalhão de Infantaria da Aeronáutica, diz que o as denúncias estão sendo investigadas e que os casos serão tratados pela Justiça Militar. Ele garante que os agressores serão punidos. "De qualquer maneira, no mínimo na esfera disciplinar eles serão tratados com a expulsão", garante.
Leia também:
Covardia: vídeo mostra trote violento em recruta da FAB em Belém
Entenda o caso
Imagens gravadas com um celular, no último dia 20 de julho, mostram um recruta da Aeronáutica sendo torturado por outros militares dentro do alojamento do Hospital da Força Aérea Brasileira, localizado em um quartel, em Belém. O jovem é obrigado por um grupo de soldados a marchar, fazer exercícios físicos e, ao final do "trote", é espancado. Alguns dos homens pulam sobre o rapaz, que permanece sem reagir às agressões e fica encolhido no chão até o fim da violência.
Ao assistir as imagens do primeiro caso denunciado, o Ministério Público e a Ordem dos Advogados do Brasil classificaram o crime como tortura e pediram que os responsáveis sejam julgados pelas agressões.
G1 PA/montedo.com

10 de agosto de 2012

Covardia: vídeo mostra trote violento em recruta da FAB em Belém



Vídeo registra trote violento aplicado a recruta da Força Aérea, em Belém
Os seis soldados que participaram do "batismo" do colega já foram identificados e correm o risco de ser expulsos.

Fabiano Villela
Belém, PA
No vídeo, o recruta fica mais de três minutos fazendo flexões em meio a deboches. Quando a vítima se agacha, recebe um golpe e vai ao chão. O militar é atingido por varas de pau, toalhas, chutes e pisões. Chega a ser arrastado e novamente agredido.
O trote aconteceu há 20 dias, no alojamento do Hospital da Aeronáutica, em Belém. Apesar da violência, o recruta não sofreu ferimentos graves e está trabalhando normalmente.
“Isso não é conduta aceitável no seio da Força Aérea Brasileira, então eles já sabem que estão sendo tomadas medidas cabíveis para apurar todos os fatos e punir no rigor da lei", afirma o coronel aviador Ivan Camarão Telles Ribeiro, chefe interino do Estado Maior do 1º Comar/Belém.
Assista ao vídeo da agressão.
A Força Aérea abriu investigação depois que a família da vítima fez a denúncia ao Comando da Aeronáutica. Já foram identificados os seis soldados que participaram do espancamento. Por enquanto, eles continuam trabalhando no quartel, mas estão proibidos de usar armas. Os militares podem ser expulsos da FAB e também responder criminalmente pela agressão.
“Pelas imagens, se trata de um crime e eles serão processados e julgados na Justiça Militar, e será pedida a condenação deles por esse comportamento nocivo. Essas foram as imagens mais graves que já chegaram às mãos do Ministério Público”, garante Clementino Rodrigues, procurador da Justiça Militar da União.
Jornal Hoje (Globo)/montedo.com

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