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23 de agosto de 2012

Brasileiro envolvido em morte de militares é preso na Guiana Francesa

Um brasileiro suspeito de pertencer ao bando envolvido no assassinato de dois militares franceses no final de junho, na Guiana Francesa, foi preso, informou nesta quarta-feira uma fonte judicial em Cayenne, capital do país. Ribamar Souza Brito foi indiciado por formação de quadrilha, informou o promotor adjunto de Cayenne, Jean-Luc Lennon.
Brito, que pertenceria ao bando de Manoelzinho, apelido do também brasileiro Manoel Moura Ferreira, foi detido em 16 de agosto no garimpo de Bernardin, a menos de 20 km ao sul de Dorlin, sudoeste da Guiana. Os investigadores suspeitam que ele também tenha fornecido ajuda ou ocultado os autores das mortes dos seis garimpeiros ilegais, em janeiro passado, em Dorlin.
Posteriormente, em 27 de junho, dois militares franceses que participavam de uma operação contra o garimpo ilegal, na mesma zona, foram mortos e outros três foram feridos em um confronto com parte dos homens de Manoelzinho.
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O líder do grupo, Manoel, foi detido com um cúmplice em 27 de julho, em Macapá, pela polícia brasileira. Ele reconheceu sua participação no assassinato dos dois militares, e atualmente responde à Justiça brasileira, que não o extraditará. Do lado francês, a polícia continua buscando outros dois homens envolvidos em diferentes graus no bando.
Terra/montedo.com

28 de julho de 2012

Preso brasileiro suspeito de matar militares na Guiana Francesa

O principal suspeito da morte de dois militares franceses na região de Dorlin, no sudoeste da Guiana Francesa, foi detido nesta sexta-feira em Macapá. O brasileiro Manoel Ferreira Moura, conhecido como Manoelzinho, 25 anos, seria o líder do grupo envolvido na morte dos militares durante uma operação contra garimpeiros clandestinos em 27 de junho.
"Foi detido esta manhã. Está aqui", disse a fonte da Polícia Federal, que pediu para não ser identificada. A fonte não deu maiores detalhes. "Estamos redigindo o relatório do caso e depois das 14h daremos mais informações", acrescentou.
Em Paris, fontes francesas ligadas à investigação confirmaram a detenção no Amapá de várias pessoas supostamente envolvidas nos fatos. As autoridades francesas iniciaram há 15 dias uma grande operação para tentar capturar Manoelzinho e outros cinco ou seis suspeitos.
O grupo é apontado como responsável pela morte de dois suboficiais do 9º Regimento de Infantaria Marinha (RIMA) que patrulhavam uma das zonas de busca de ouro mais produtivas da Guiana Francesa. A captura ocorreu após uma intensa perseguição policial da qual participaram 120 integrantes da polícia militar francesa, que teria obrigado os suspeitos a cruzar a fronteira e a entrar em território brasileiro. Os homens fugiam fortemente armados com fuzis, além de escopetas e armas de caça, disse um oficial há alguns dias.
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O aumento dos preços do ouro atrai os garimpeiros brasileiros (ilegais) para a Guiana Francesa. Após o assassinato dos militares, as autoridades francesas lançaram uma operação para retomar o controle de Dorlin, uma das zonas de extração de ouro mais desejadas pelos garimpeiros. Ao mesmo tempo, anunciaram planos para substituir a extração clandestina por empresas legais.
No ano passado, o Brasil se comprometeu a trabalhar para evitar que seus emigrantes na Guiana Francesa se envolvam na busca ilegal de ouro e se tornem uma ameaça. As duas partes assinaram no fim de 2008 um acordo de cooperação contra a busca ilegal de ouro, que já foi ratificado em abril deste ano pela França.
Em 2010, cerca de 600 operações permitiram a prisão de 1,5 mil estrangeiros em situação irregular na Guiana Francesa.
AFP, via Terra/montedo.com

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