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31 de agosto de 2012

Associação de Músicos Militares é suspeita de criar empréstimos fictícios em nome dos sócios

Cruzeiro falsificou crédito a militar

Carolina Mandl e Cristiano Romero
Luciana Whitaker/Valor / Luciana Whitaker/Valor
Fachada do prédio da Associação dos Músicos Militares no centro do Rio


No sétimo andar de um prédio na rua Sete de Setembro, número 71, no centro do Rio de Janeiro, foi originada a maior parte do R$ 1,3 bilhão de créditos fictícios encontrados pela fiscalização do Banco Central no banco Cruzeiro do Sul, segundo apontam dados iniciais da auditoria feita na instituição. O endereço abriga a Associação Beneficente dos Músicos Militares do Brasil (Ambra), criada em 1930 para ajudar os militares e seus familiares, abatidos com a crise de 1929. Em seu site, a Ambra oferece aos militares descontos em faculdades, teatros, assistência funeral e residencial.
O Cruzeiro do Sul está sob intervenção do BC desde 4 de junho, depois de descobertas operações inexistentes de empréstimo consignado fechadas pelo banco. Os problemas no banco, que ainda não está livre da possibilidade de liquidação, somam R$ 3,1 bilhões.
O Valor apurou que os levantamentos iniciais da auditoria mostram que a maior parte dos empréstimos falsos teria sido criada em nome dos associados da Ambra, de acordo com duas fontes que participaram da inspeção. Eram pessoas que não tinham tomado os empréstimos, mas, que na carteira do banco, apareciam como devedoras. Essas operações sem lastro começaram a ser feitas há pelo menos cinco anos. Por meio de um convênio com a Ambra, o Cruzeiro também fazia empréstimos reais com os associados.
Depois de criar esses empréstimos, o banco teria transferido o dinheiro dos créditos à associação. O destino final dos recursos, porém, ainda não é conhecido. É isso o que os próximos passos da investigação tentarão determinar daqui para a frente.
O caso tem chamado a atenção das autoridades pelo fato de gerar a suspeita de que houve desvio de recursos do banco por meio das próprias operações supostamente falsas. Dessa forma, os créditos fictícios não teriam sido criados apenas para inflar o ativo do banco e gerar resultado aos acionistas.
É algo diferente do que ocorreu no caso do PanAmericano, que tinha um rombo de R$ 4,3 bilhões. No banco que foi controlado pelo empresário Silvio Santos, o Ministério Público apontou que os desvios de recursos ocorreram principalmente por meio de bônus pagos aos executivos em cima de resultados inflados.
Não é a primeira vez que o nome da Ambra surge ligado a fraudes em bancos. A associação dos músicos militares apareceu envolvida no escândalo do Banco Santos, que quebrou em 2005. A investigação mostrou que a Ambra recebeu R$ 49,5 milhões desviados do Santos.
Não é de hoje também que os caminhos de Cruzeiro do Sul e Banco Santos se cruzam. Luis Felippe e Luis Octavio Indio da Costa, ex-controladores do Cruzeiro, respondem desde 2008 na Justiça a um processo por desvio de recursos da instituição do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira e lavagem de dinheiro.
Procurados pela reportagem ontem, Luis Felippe e Luis Octavio Indio da Costa, não retornaram o pedido de entrevista até o fechamento desta edição. A reportagem não conseguiu contato com a Ambra.
Encerrou-se nesta terça (28) o primeiro prazo para os investidores em títulos externos do Cruzeiro do Sul aderirem ao plano de reestruturação do banco. O Fundo Garantidor de Créditos propõe recomprar R$ 3,3 bilhões em papéis com um deságio médio de 49,3%. Igual proposta foi feita a investidores locais. Se houver adesão de 90% dos credores, o banco será colocado à venda. Caso os processos não vinguem, o banco será liquidado.
Valor Econômico/montedo.com

7 de agosto de 2012

Polícia prende estelionatário que aplicava golpe em militares do Exército em Cuiabá

Preso estelionatário que aplicava golpes em militares

Acusado de aplicar golpes a militares do Exército Brasileiro, Loyander Arcanjo da Rocha, 23, foi preso pela Polícia Civil na tarde desta sexta-feira (03), em Cuiabá. Conforme as investigações, ele enganava as vítimas com uma proposta de empréstimo consignado feito por uma empresa de Brasília, no Distrito Federal.
De acordo com a Polícia Civil, o acusado se passava por representante da empresa NPC empréstimos, com sede em Brasília. Após convencer a vítima a fazer um empréstimo consignado, o estelionatário cobrava uma taxa para enviar os documentos para a capital federal e ficava com o dinheiro. Os documentos não eram enviados e os empréstimos não eram feitos.
A prisão do estelionatário foi efetuada por policiais civis da Delegacia do Carumbé após registro de boletim de ocorrência de 2 vítimas do golpe. Loyander está detido para interrogatório e será indiciado pelo crime de estelionato pelo delegado Waldeck Duarte Junior. (W.S)
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Gazeta Digital/montedo.com

3 de agosto de 2012

Soldado da FAB é indiciado por aplicar golpes em Campo Grande

Militar da Força Aérea é indiciado pelo crime de estelionato em Campo Grande

Eliane Souza
M.F.N., 23 anos, soldado da Aeronáutica Brasileira com base em Campo Grande, foi indiciado na manhã dessa quarta-feira, 1º de Agosto, pelo crime de estelionato. Ele figura como sócio de duas empresas identificadas como de fachada para aplicar golpes no comércio de Campo Grande.
Cleber Gellio
O militar das Forças Armadas compareceu espontaneamente acompanhado de um advogado para prestar esclarecimentos ao delegado que investiga o caso, Valmir Messias Moura Fé. Antes disto, uma intimação foi encaminhada ao comando da Base Aérea de Campo Grande para que apresentasse o militar.
De acordo com o delegado, o militar reconheceu como sua a assinatura em uma das empresas, com o nome de Farina e Pais, mas negou que tivesse assinado a papelada como sócio da outra, que tem o nome de Multi Cargas.
Embora o militar tenha negado ter ciência de que as duas empresas que ele aparece como sócio eram usadas como fachada para aplicar golpes, a polícia já descobriu que ele participava diretamente em parte das negociações.
Em uma das negociações, o militar levou duas motos compradas por meio de uma empresa de fachada e trocou por um veículo. Ele recebeu a quantia de R$ 8 mil, conforme apurado pela polícia. M.F.N. entregou as motocicletas e mais quatro cheques sem fundos.
Na segunda quinzena de julho, a polícia descobriu que o grupo de estelionatários é comandado pela irmã do militar, Walquíria Farina Oliveira, o esposo dela Walter Silva Pais e Cris Pereira Cornelas. Os três últimos são considerados foragidos por conta de mandados de prisão já expedidos pela Justiça. No mesmo período foi localizada uma residência no bairro Nova Lima onde eram escondidos produtos comprados em nome das empresas de fachada.
De acordo com o delegado Valmir Moura Fé, o esquema de abertura e compra de empresas à beira da falência foi descoberto porque uma empresa especializada em dar crédito para firmas recém-constituídas fez uma transação e não recebeu por ela.
O calote comercial foi levado ao conhecimento da 6ª DP que passou a investigar o caso. Foram descobertas várias empresas abertas pelo casal e seus comparsas. Na casa onde estavam os eletrodomésticos foram encontrados vários documentos pessoais de terceiros, inclusive de uma pessoa que já morreu e tem uma empresa em seu nome que é utilizada pelo grupo.
De acordo com o delegado Moura Fé, agora a polícia faz um levantamento para descobrir se todas as empresas eram de fachada e se elas estão com CNPJ ou CPF não autorizados por seus verdadeiros donos. É investigado também se há uso de documento falso. “Ao que tudo indica, o grupo usava de alteração cadastral irregular”, diz o delegado.
Por enquanto, o militar da Aeronáutica está indiciado por estelionato. Já a irmã dele, o cunhado e Cris Pereira estão indiciados por estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica. Até o momento, a polícia acredita que o grupo já aplicou calote de aproximadamente R$ 350 mil no comércio campograndense.
midiamaxnews/montedo.com

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