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7 de setembro de 2012

A 97 anos, surgia o primeiro tanque de guerra

Hoje na História: 1915 - Exército britânico testa o primeiro modelo de tanque de guerra
A palavra tanque foi utilizada para dar aos trabalhadores a impressão de que estavam construindo contentores de água móveis para tropas na Mesopotâmia
Little Willie, primeiro protótipo de tanque de guerra (WikiCommons)
Após meses buscando um veículo capaz de atravessar trincheiras, derrubar obstáculos e resistir a artilharia pesada, o Exército Britânico testa em 6 de setembro de 1915 o primeiro tanque de guerra da história. Após ter visto o Rolls Royce blindado utilizado pela Royal Naval Air Service em 1914, o primeiro lorde do Almirantado, Winston Churchill, patrocina o Landships Committe para supervisionar o desenvolvimento desta nova arma.
Sob a direção do coronel Ernest Swinton, o Landships Committe criou, com sucesso, o primeiro protótipo, chamado Little Willie. Inicialmente denominados de barcos de terra (landship), os primeiros veículos foram coloquialmente designados como transportadores de água e, mais tarde, para manter o segredo, tanques.
A palavra tanque foi utilizada para dar aos trabalhadores a impressão de que estavam construindo contentores de água móveis para o Exército Britânico na Mesopotâmia. O primeiro tanque entra em operação em 15 de setembro de 1916, quando o capitão H.W. Mortimore, da Royal Navy, leva um Mark I a combate durante a Batalha do Somme.
Os franceses desenvolveram o Schneider CA1 que foi utilizado pela primeira vez em 16 de abril de 1917. A primeira vez que foram empregados tanques maciçamente durante um confronto foi na Batalha de Cambrai, em 20 de novembro de 1917.
O carro de combate tornaria finalmente obsoleta a guerra de trincheiras. Os milhares de tanques que se utilizaram na guerra pelas forças britânicas e francesas trouxeram uma contribuição significativa para esse resultado.
Os resultados iniciais com os tanques eram variados: a probabilidade de não funcionar satisfatoriamente no campo de batalha causava um desgaste considerável em combate. Contudo, sua utilização em pequenos grupos também diminuiu o seu valor e impacto tático.
As forças alemãs sofreram o choque e não tinham armas contra os tanques. Foi acidentalmente que descobriram que o uso de trincheiras mais fundas e largas poderia limitar a mobilidade dos tanques britânicos.
A evolução das condições no campo de batalha e a falta de confiança plena forçaram os aliados a continuar o aperfeiçoamento de seus tanques durante o resto da guerra, produzindo-se novos modelos como o Mark V, que podia abrir passagem através de obstáculos maiores, especialmente trincheiras mais amplas.
A Alemanha apresentou uma pequena quantidade de tanques, principalmente capturados durante a Primeira Guerra Mundial. Só chegaram a produzir vinte tanques de seu próprio projeto, o Sturmpanzerwagen A7V.
A Segunda Guerra Mundial tornou famosa as blitzkrieg (guerra relâmpago) alemãs apoiadas fundamentalmente na velocidade de deslocamento de suas panzerdivisionen, divisões de carros de combate blindados, sucessores dos tanques da Primeira Guerra Mundial.
Opera Mundi/montedo.com

9 de agosto de 2012

'Severinos' de Sua Majestade: além da segurança, militares britânicos são escalados para torcer durante os Jogos de Londres

Soldados chamados para a segurança dos Jogos se saem bem
Sintam só a 'animação' da galera no vôlei de praia
(Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)
Mais conhecidos por seu papel em conflitos globais e emergências, agora os militares britânicos estão sendo aclamados por evitar uma crise em casa depois que chegaram para ajudar a proteger os Jogos Olímpicos.
Se os atletas maravilharam as plateias nos locais de competição, os soldados, marinheiros e aviadores das forças armadas da Grã-Bretanha conquistaram os espectadores com seus sorrisos, tiradas petulantes e provocações brincalhonas.
Muitos dos 18 mil militares, homens e mulheres, a serviço tiveram que sacrificar suas licenças e férias para revistar visitantes e proteger as arenas esportivas, uma grande diferença de seu papel tradicional combatendo insurgentes, desarmando bombas ou patrulhando vilarejos afegãos.
Embora alguns tenham resmungado sobre seus alojamentos - alguns estão em instalações lotadas até o final dos Jogos - seu comportamento alegre se mostrou um sucesso com o público.
"Tivemos uma ótima reação de nossos espectadores em relação ao serviço oferecido por nossas forças armadas, e quero que cada um de vocês saiba que a nação está orgulhosa e agradecida a vocês", disse Sebastian Coe, chefe da organização dos Jogos, aos militares durante uma visita a uma de suas bases nesta quarta-feira.
Ginásio vazio? Chamem os milicos!
 REUTERS/Mike Blake (UOL)
Os militares sempre foram cogitados para atuar na Olimpíada, mas quando a empresa de segurança particular G4S revelou, a duas semanas do evento, que não conseguiria fornecer homens suficientes, o governo pediu às forças armadas que acudissem.
Isso provocou temores de que a presença de grande quantidade de pessoas em uniformes militares faria os Jogos pareceram militarizados demais e assustar os visitantes.
Mas essas preocupações se mostraram infundadadas. Os soldados criaram laços com o público, e seu profissionalismo é visto por muitos como algo reconfortante.
E não foi somente dentro dos estádios que os militares foram chamados a ajudar. Constrangido pelo grande número de assentos vazios nos locais de competição, foi a eles que o comitê organizador se voltou uma vez mais, e a visão de jovens uniformizados torcendo nas arquibancadas ajudou a melhorar o clima.
Terra/montedo.com

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