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29 de agosto de 2012

FX-2: Venda do Rafale à Índia fracassa e pode interferir em decisão brasileira

Venda do Rafale à Índia fracassa e pode interferir em decisão brasileira

Caça francês nunca foi vendido para fora da França e enfrenta problemas em negociação com indianos
Caça francês nunca foi vendido para fora da França e
enfrenta problemas em negociação com indianos 
© Alex Paringaux
A venda dos caças Rafale para a Índia foi anunciada em janeiro. Os 126 aparelhos seriam negociados por cerca de nove bilhões de euros (o equivalente a 22 bilhões de reais). Mas, segundo o jornal francês Le Parisien, mesmo com as negociações quase finalizadas, o processo teria voltado à estaca zero devido ao escândalo de corrupção envolvendo os contratos das Forças Armadas Indianas.
A Rússia e a Alemanha não perderam tempo e já declararam que uma nova licitação de venda de caças para a Índia estaria sendo preparada. Os dois países querem apresentar propostas de vendas de seus aviões. O primeiro avião seria fabricado pelos alemães da Eurofighter e, um segundo aparelho teria tecnologia russo-indiana. O governo francês nega problemas na licitação.
A venda do caça francês Rafale entra novamente em mais uma zona de turbulência. O avião, que nunca foi vendido para fora da França, teve sua venda anunciada para o Brasil pelo então presidente Nicolas Sarkozy, em 2009. Trinta e seis caças, de um total de 10 bilhões de reais, seriam entregues ao Brasil a partir de 2013. Mas o governo brasileiro declarou que o processo de licitação está em aberto até dezembro deste ano e que o Rafale não tem nenhuma preferência em relação aos concorrentes. Além do Rafale, o sueco Grippen e o americano F-18 Super Hornett da Boeing ainda estariam na briga.
A eventual volta à estaca zero da venda do Rafale para a Índia pode interferir na decisão brasileira. Os 126 aparelhos vendidos para os indianos reduziriam o preço unitário do avião e, assim, facilitariam o processo de licitação com o Brasil.
RFI/montedo.com

28 de agosto de 2012

FX-2: França diz que oferta de aviões Rafale para o Brasil é 'a melhor'

França diz que oferta de aviões Rafale para o Brasil é 'a melhor'

O ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, defendeu que a oferta dos 36 caças Rafale, da companhia Dassault, que o país pretende vender ao Brasil, "é melhor" do que a das outras duas empresas que também estão na disputa, uma americana e uma suíça.
"Consideramos que é a melhor proposta, em diferentes planos, mas em particular no âmbito tecnológico", indicou o chefe da diplomacia após se reunir em Paris com o ministro de relações exteriores do Brasil, Antonio Patriota.
Os Rafale concorrem com os F/A-18E/F Super Hornet, da americana Boeing, e com os Gripen NG, da sueca Saab, em um processo de licitação internacional que está suspenso há vários meses por razões orçamentárias.
"A proposta francesa segue vigente, mas a decisão é dos brasileiros", acrescentou Fabius em uma entrevista coletiva na qual qualificou como "excelente" a cooperação entre ambos os países. Patriota, por sua vez, fechou o tema alegando que por enquanto não há "nenhum elemento adicional" e que a decisão está a cargo da Presidência e o do Ministério da Defesa.
A reunião e o posterior encontro serviram para que ambos os ministros ressaltassem, além disso, a vontade de passar a relação bilateral a uma "fase superior", cooperando nos âmbitos econômicos, culturais, científicos e educativos.
A partir de agora e de maneira intercalada, segundo os dois chanceleres, haverá um encontro anual entre seus respectivos presidentes - François Hollande e Dilma Rousseff, seus ministros da Defesa e conselheiros diplomáticos a fim de estreitar esse vínculo.
"Queremos que os mecanismos já existentes sejam mais dinâmicos", acrescentou Patriota, que decidiu também reativar o trabalho de um grupo econômico e comercial de alto nível.
Terra (EFE)/montedo.com

27 de agosto de 2012

Caças da FAB: a novela F-X

FAB e a novela F-X.

Pois é, faz um longo período que não posto nada, muito menos sobre aviação!
Esperava que ao voltar, viesse até aqui para falar do novo caça da FAB, sobre alguma evolução do F-X2 ou até mesmo algum novo planejamento da FAB. O que não é o caso, muito pelo contrário… Fazem duas semanas o resultado do F-X2 foi adiado por mais 6 meses e já se fala em um novo cancelamento e nascimento do F-X 3!
Pouco antes, tive a oportunidade de ver 4 F-18 em Pirassununga-SP, na AFA, sendo 2 CF-18 da Força Aérea do Canadá e 2 F/A-18 Super Hornet da Marinha Americana. A vinda dessas aeronaves evidenciou o crescimento do Super Hornet na disputa, chegando na minha opinião ao empate com o Rafale Francês. A Boeing inclusive trouxe seu piloto de testes e demonstração na ocasião, mostrando a importância da concorrência para a empresa.
F 18 Super Hornet
Tudo andava bem, até adiarem o F-X2 o que pode ser bom ou ruim, ainda cedo para dizer. Mas acredito que postergar essa decisão por mais 6 meses pode deixar a FAB a pé, literalmente!

Por que pode ser bom adiar tal decisão?
Fala-se em novo F-X3, provavelmente com os 2 favoritos atuais disputando o short list do possível F-X3, mas esses ganhariam um candidato com muito peso e que para mim deveria estar no F-X2, erro não incluí-lo… o PAK FA da Rússia.
Esse é o único ponto positivo, mas é um ponto de peso, pois os Russos não só transfeririam a tecnologia de um caça de 5° Geração (5°!!!) bem como participaríamos de todo o processo de desenvolvimento do caça, atualmente a Índia faz parte do programa do caça Russo que tem tudo para ser o caça a ser batido no futuro próximo. E poderíamos ter esse caça bem aqui no Brasil. Não duvido dessa hipótese pois a pouco tempo compramos equipamento russo, o Helicóptero de ataque Mil Mi-35 Hind, o que mostra alguma aproximação com a industria bélica daquele país e que pode ter tirado um pouco do preconceito com equipamento russo, que se vê muito por aqui.

E por que pode ser ruim adiar ta decisão?
Adiar o F-X2 por mais seis meses aperta ainda mais o cronograma de entregas dos caças vencedores, lembrando que os primeiros F-5EM/FM, que são a espinha dorsal da FAB, começam a se retirar de serviço em 2015 e não ao contrario do que foi feito no cancelamento do F-X para F-X2, não podemos mais atualizar esses caças para cobrir essa lacuna, as células dos caças já atingiram seu limite de vida útil, não podemos mais atualizar os F-5 além do que já foi feito. São caças bons para manter na defesa do país, mas não tem capacidade de ataque de longas distancias e de sobreviver em cenário hostil, longe dos sistemas que o auxiliam dentro do território e que lhe dão alguma vantagem.
PAK FA
Então estaríamos a beira de um “apagão aéreo” na defesa do país, a FAB sem caças que poderiam exercer a superioridade aérea, estariam somente os A-1M em operação, visto que o Mirage 2000 também tem o serviço na FAB com seus dias contados e deve aposentar no máximo em 2014.
Tenho certeza que esse assunto não está sendo levado a sério pelas autoridades, não ocorre somente com a FAB… Marinha e Exercito estão com seus problemas também, mas com a Defesa do País não se pode brincar ou deixar para depois, ainda mais em um país que almeja um assento no conselho de segurança da ONU e que é tão rico em seus recursos naturais.
Resta-nos agora torcer pela decisão o quanto antes, e caso o F-X3 venha a se concretizar, só valeria a pena se o PAK FA fosse um dos aviões na disputa, se não seria apenas mais um tempo precioso perdido.
Abraço a todos!
O Patriota/montedo.com

12 de agosto de 2012

FX-2: Apesar da demora para escolha do caça, São Bernardo mantém expectativa de investimentos

Apesar da demora para escolha do caça, São Bernardo mantém expectativa de investimentos

Aline Bosio
A francesa Dassault Aviation, com o modelo Rafale, é uma das concorrentes / Foto: Divulgação
Apesar do ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim, ter afirmado que a desaceleração econômica contribuirá para o atraso da decisão do governo quanto à escolha dos caças, as propostas inicialmente apresentadas não deverão sofrer alterações. Na região, São Bernardo é o município com maior interesse na decisão, uma vez que investe em parcerias com as envolvidas no processo.
As três empresas que disputam o mercado brasileiro são a sueca Saab (com o modelo Gripen NG), a norte-americana Boeing (com o F/A-18 Super Hornet) e a francesa Dassault Aviation (com o Rafale). "O projeto não está sendo abandonado. Haverá uma decisão no tempo certo. Mas, hoje, eu prefiro não dar uma data. A situação econômica está menos favorável do que o esperado e naturalmente exige cuidado", afirmou nesta semana o ministro.
Assim como ocorreu desde o início das negociações, o governo brasileiro enviou uma carta a essas empresas no último mês solicitando que suas propostas fossem mantidas por um período de mais seis meses.
Procuradas, Boeing e Dassault não se manifestaram de forma oficial, mas de acordo com suas assessorias de imprensa o provável é que, assim como das outras vezes, elas aguardem a decisão do governo brasileiro. Já o diretor da campanha do Gripen NG no Brasil, Andrew Wilknson, afirmou que, por enquanto, nada irá mudar. “A proposta foi revalidada pelos próximos seis meses e, até finalizar este prazo, nada será modificado”, diz.

Investimento no ABC
São Bernardo é o município do ABC com maior interesse que as tratativas sejam concluídas. Para garantir investimentos na cidade, independentemente da escolha do governo federal, a Administração estreitou laços com as três empresas.
A principal delas é a Saab, que instalou na cidade em maio do ano passado o Cisb (Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro), que atua nas áreas de defesa, aeronáutica e inovação urbana. O objetivo é fomentar acordos de cooperação em ciência, inovação e alta tecnologia e facilitar a obtenção de recursos junto a bancos e financiadores. O investimento no Centro está estimado em cerca de R$ 50 milhões nos cinco primeiros anos.
A Administração também procurou a Boeing, que distribuiu questionários para indústrias da cidade para avaliar capacidade, tecnologia, serviços e produtos aplicáveis à indústria aeronáutica.
O Consórcio Rafale, da Dassault, participou em maio desde ano do seminário ‘As Oportunidades do Consórcio Rafale para São Bernardo, ABC e Brasil’, onde reuniu 120 empresários e acadêmicos para debater as perspectivas para a indústria na região. A partir dos diálogos firmados durante o seminário foram assinadas sete cartas de intenção entre empresas francesas e instituições de São Bernardo. Entre elas, uma carta de intenção do Consórcio Rafale com a Prefeitura de São Bernardo e um acordo de cooperação entre a empresa e as universidades da região.
REPÓRTER DIÁRIO/montedo.com

10 de agosto de 2012

FX-2: economia em baixa adia compra dos caças

Desaceleração econômica adia compra de caças

O ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim, afirmou que a desaceleração econômica tem atrasado a decisão do governo de adquirir uma nova geração de jatos de combate. "O projeto não está sendo abandonado. Haverá uma decisão no tempo certo. Mas, hoje, eu prefiro não dar uma data", comentou o ministro em uma entrevista para a Dow Jones. "A situação econômica está menos favorável do que o esperado e naturalmente exige cuidado", acrescentou.
Três competidores internacionais estão na disputa para fornecer os caças para o Brasil: a sueca Saab, com o modelo Gripen NG; a norte-americana Boeing, com seu F/A-18 Super Hornet; e a francesa Dassault Aviation, com o Rafale.
O governo brasileiro enviou uma carta para essas empresas em junho, pedindo que suas propostas fossem estendidas até dezembro. Segundo o governo, essa é uma prática comum, que ocorre a cada seis meses quando não há uma decisão. "Eu não estou em conversações com nenhuma companhia no momento, o que não exclui a possibilidade de eu receber alguém aqui", comentou Amorim em seu escritório em Brasília.
"Hoje, eu não diria que nenhuma companhia é favorita. A questão mais importante é quando nós vamos fazê-lo e, então, analisaremos novamente as propostas", explicou o ministro. "Existe a necessidade de nos reequiparmos, mais isso precisa ser resolvido de acordo com as possibilidades do país".
Ele disse ainda que preço, qualidade e transferência de tecnologia são os três principais elementos, "mas o peso específico que será dado a cada um deles é algo que eu ainda não tive a chance de discutir profundamente".
Amorim afirmou ainda que quer elevar o orçamento da Defesa para 2% do PIB, o que traria o Brasil para mais perto dos níveis observados em países como China, Rússia e Índia. "Esse é meu objetivo. Não é um programa de governo aprovado. É algo que eu considero razoável de ser atingido". Segundo o ministro, os gastos com defesa podem ser uma maneira eficiente de criar e manter empregos durante a atual desaceleração econômica, além de fornecer incentivos para avanços tecnológicos. As informações são da Dow Jones.

21 de julho de 2012

Meia-sola: FAB vai receber da Embraer caças reformados comprados da Jordânia

Força Militar: Embraer reforma caças jordanianos

MARCO AURELIO REIS
A Embraer começou a adaptar os 11 caças F-5 oriundos da Jordânia comprados por cinco milhões de dólares cada um pelo Brasil para Aeronáutica. Enquanto isso, a briga de gigantes pela licitação de 36 caças de primeira linha para a FAB fica mais apertada até com oferta por uma das três concorrentes, a Boeing, de avião novo para a presidenta Dilma Rousseff.
Fonte da Coluna verificou como estão os caças jordanianos que serão reformados. Eles estão no Parque de Material Aeronáutico de São Paulo e apresentam claros sinais de uso em conflitos. “Estão muito destruídos, até com furo de bala ponto 30”, conta a fonte, que conversou com pessoal envolvido na desmontagem dos caças.“As 11 aeronaves vão passar por um processo de modernização”, informou a FAB por meio de nota. “Serão equipados com um novo radar e equipamentos eletrônicos de última geração, que os tornarão aptos a empregarem armamento mais moderno”, completou a FAB.

POR MAIS 15 ANOS
O investimento nos caças jordanianos é de R$ 276 milhões e, segundo a FAB, permitirá que eles possam ser utilizados pelo Brasil por, pelo menos, mais 15 anos.

NOS CÉUS EM 2013
O contrato para reforma dos caças é de 2011 e a FAB começa a receber as primeiras unidades prontas em 2013. Elas se somarão a outros 46 F-5 recentemente reformados.

RIO, MANAUS E CANOAS
Os F-5 modernizados operam a partir dos esquadrões do Rio, Manaus e Canoas (RS), cumprindo missões de defesa do espaço aéreo e ataque ao solo. Os 46 já em ação poderão ser vistos no 7 de Setembro.
FORÇA MILITAR/montedo.com

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