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24 de julho de 2016

Defesa mantém sigilo sobre venda de armas do Brasil para o exterior

RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA
O ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS-PE), decidiu manter segredo, na prática eterno, sobre documentos que explicariam o papel do Ministério da Defesa nos processos de venda de armamentos de guerra do Brasil para o exterior. Ao negar a divulgação dos papéis, ele repetiu decisão tomada pelo ex-ministro da pasta Jaques Wagner (PT).
Sobre os documentos, produzidos pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) entre 2003 e 2005, não incide mais nenhum dos três graus de sigilo previstos na Lei de Acesso à Informação.
A decisão de Jungmann foi tomada no último dia 11 em resposta a um pedido feito pela Folha e confirmou uma guinada em relação a um pedido semelhante sobre os dois últimos últimos anos do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP).
Quando o jornal requisitou em 2012 os papéis produzidos pelo governo FHC, o Ministério da Defesa, então sob a gestão de Celso Amorim, não se opôs e liberou 1.572 páginas de documentos.
O ministério afirmou que iria considerar um prazo mínimo de dez anos para liberação dos papéis. Porém, quando o mesmo pedido foi feito sobre os primeiros anos do governo Lula, a Defesa passou a negar o acesso. Agora, Jungmann corroborou o entendimento do governo petista.
Com a decisão, os documentos passam a ser considerados como "de acesso restrito" e poderão ficar sigilosos para sempre, pois não haverá mais prazo para desclassificação. A Lei de Acesso estabelece três categorias: reservadas, com prazo máximo de cinco anos, secretas, de dez anos, e ultrassecretas, de 15. Quando foram produzidos, os papéis da Defesa receberam o timbre de confidencial, que na época previa um máximo de dez anos de sigilo.
A Folha pediu para ter acesso a papéis que tratavam da venda de armamentos de guerra, "incluindo tanques, veículos blindados, aviões de uso militar, minas terrestres e armamentos do tipo cluster", também conhecidas como bombas de fragmentação ou de dispersão, um armamento condenado em várias partes do mundo por produzir um alto número de vítimas civis.
Ao negar o acesso, Jungmann considerou que a documentação contém "segredo comercial/industrial" e que sua pasta detém as informações "apenas por exercer controle sobre esse ramo da atividade empresarial". O ministro não quis dar entrevista sobre a aplicação, pelo seu ministério, da Lei de Acesso à Informação.
Folha de São Paulo/montedo.com

19 de julho de 2016

Grupo brasileiro declara lealdade ao Estado Islâmico

Informação foi divulgada por grupo de monitoramento de terrorismo
Estadão Conteúdo
Faltando menos de 20 dias para o início dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, um grupo extremista muçulmano brasileiro declarou lealdade ao Estado Islâmico (EI). A informação, divulgada pela agência de notícias italiana Ansa, foi colhida pela especialista norte-americana Rita Katz, membro do SITE Intel Group, especialista em monitoramento de atividades terroristas .
De acordo com Katz, o grupo criou um canal aberto na rede social Telegram (semelhante ao WhatsApp), chamado "Ansar al-Khilafah Brazil", onde escreveu: "Se a polícia francesa não consegue deter ataques dentro do seu território, o treinamento dado à polícia brasileira não servirá em nada", se referindo aos treinamentos conjuntos da polícia francesa com oficiais brasileiros como parte dos preparativos para segurança da Olimpíada.
Este seria o primeiro grupo na América do Sul a declarar apoio formal e jurar lealdade ao EI, segundo Rita Katz. O fato acontece poucos dias depois do grupo terrorista abrir uma versão em português do canal "Nashir", página do califado também dentro do Telegram.
O terrorismo é uma das principais preocupações para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Há alguns dias atrás, a polícia francesa informou que existiam planos de ataque do EI contra a delegação do país quando estiver em solo brasileiro.
ZERO HORA/montedo.com

11 de maio de 2015

"O brasileiro aprendeu a guerrear na guerra", diz ex integrante da FEB

Julio do Valle, 93, integrou o batalhão de saúde da FEB na Segunda Guerra. 
O ex-combatente recorda o sofrimento de soldados feridos e a fome desoladora que afetou a população italiana.

"Deus salvou a nossa vida." Foi a essa conclusão a que chegaram Julio do Valle e outros três soldados da Força Expedicionária Brasileira (FEB) depois de terem escapado de uma explosão na cidade de Montese, no norte da Itália.
Integrantes do batalhão de saúde, os quatro jovens procuravam um posto médico em meio ao bombardeio de tropas alemãs na cidade. Eles não encontraram o local e decidiram se sentar em frente a uma casa abandonada.
"Passou alguém que disse para entrarmos, porque ali era muito perigoso. Mal passamos a porta e caiu uma granada bem onde a gente estava", lembra o ex-combatente de 93 anos. "Foi uma tristeza ali dentro, aquela fumaça, cheiro de bomba, muita poeira. Nós saímos, e as padiolas [espécie de maca] que deixamos na frente da casa estavam estraçalhadas."
Eles se reuniram depois para tentar saber quem foi a pessoa que os alertou sobre o perigo. "Não vimos chegar e não vimos indo embora, não lembramos da fisionomia. Ninguém sabia responder. Então, chegamos a uma conclusão: foi Deus", conta, chorando.
Solidariedade
Julio do Valle servia o Exército brasileiro como enfermeiro no hospital militar em São Paulo quando foi convocado para lutar com os aliados na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. Em um ano, ele viu e vivenciou as dores do conflito.
"O brasileiro aprendeu a guerrear na guerra. Nunca tivemos instruções sobre como deveríamos colocar um ferido na padiola, por exemplo", relata.
A batalha de Montese, em abril de 1945, foi um dos conflitos mais violentos enfrentados pelos pracinhas brasileiros contra os alemães. Valle conta que, numa noite fria e escura, a única luz era das granadas que caíam.
"Com o clarão, nós conseguíamos procurar os feridos", conta. "Todo o tempo em que estive na guerra, eu nunca escutei um brasileiro dizer 'não'. Nós nunca deixamos um ferido para trás, onde quer que ele estivesse."
A fome castigava os civis italianos, principalmente nas cidades. Valle dividiu todas as refeições. "As pessoas estavam morrendo de fome. A única coisa que fazíamos era dividir um pouco a comida com os italianos. Dava muita pena. Na hora da refeição do Exército brasileiro, formavam-se duas filas: uma de soldados e outra de civis. Eles iam lá pegar o restinho que sobrava."
Lembranças
Mesmo em meio a mortes e ao sofrimento dos soldados brasileiros, Valle teve momentos de alegria. Ele e um colega estavam em Pisa e toparam com duas italianas. Eles subiram na torre e ficaram cantando músicas italianas.
"Elas fumaram todo o cigarro que nós tínhamos", ri. "E foi apenas uma amizade mesmo, ficamos curtindo aquele momento raro de alegria. Aquilo me dá uma saudade...", diz o pracinha.
Quando terminou a Segunda Guerra, em 8 de abril de 1945, ele estava na província de Alexandria, em Piemonte, onde ficavam os prisioneiros alemães. De lá, fez a viagem de regresso para o Brasil. "Quando anunciaram o fim da guerra, foi uma bebedeira só. Acabamos com o vinho da cidade."
DW/montedo.com

29 de agosto de 2012

Especial: o Brasil na Segunda Guerra Mundia (IV)

INFOGRÁFICO: o avanço da FEB na Itália (abra a imagem em nova guia para ampliar)

O 'Império' bate à porta: após trapalhadas no Mercosul, Brasil assiste aumento da presença militar ianque no Paraguai

Presença de militares dos EUA levanta suspeitas no Paraguai

Analistas geopolíticos da América do Sul estão apreensivos com a situação do Paraguai, principalmente pela relação do país latino com os Estados Unidos. A intensificação de atividades rotuladas como "humanitárias" e de "cooperação" da embaixada americana em Assunção, assim como a regularidade de visitas de militares ianques de alta patente ao país são dois dos principais motivos.
A adoção de posições antagônicas a acordos firmados e um clima de animosidade com países membros do Mercosul, bloco do qual o Paraguai está suspenso até a realização das eleições presidenciais em 2013, também entra nessa lista. Os analistas entendem que a maior aproximação do governo Frederico Franco com os americanos, após a destituição de Fernando Lugo do poder, tem como pressuposto a instalação de uma base militar dos Estados Unidos em território paraguaio.
A intenção seria a ocupação de um aeroporto internacional construído no vilarejo de Mariscal Estigarribia, de apenas três mil habitantes, na região do Chaco paraguaio. O local em questão está em uma área quase despovoada e conta com uma estrutura superdimensionada. A pista tem 3,5 km de extensão por 40 metros de largura e está dotada de radar, sistema de aterrisagem noturna, bombas de reabastecimento e hangares de grande porte.
Especialistas do setor, afirmam que o local está apto para pousos e decolagens de grandes aeronaves, existentes na frota americana, para transporte de tropas e de material militar. A força aérea paraguaia não teria aviões de envergadura para uso da pista.
De acordo o argentino Carlos Pereyra Mele, professor da Universidade Nacional da Patagônia e especialista em geopolítica da América do Sul, os Estados Unidos, primeiro país a reconhecer o novo governo do Paraguai após a queda Lugo, "têm interesse na manutenção de sua hegemonia na região, em detrimento de uma integração latino-americana". No entendimento do docente, o estabelecimento da suposta base permitira maior proximidade com os países sul-americanos e respostas imediatas na hipótese de confrontos, devido à localização geográfica estratégica.
Outras justificativas apresentadas por Mele seriam permitir o acesso americano ao Aquífero Guarani, uma das maiores reservas de água potável do mundo, e facilitar as ações de órgãos de segurança dos Estados Unidos - como Departamento Federal de Investigação (FBI) e a Agência Central de Inteligência (CIA) - na área da tríplice fronteira, apontada como reduto de células terroristas do Hezbollah, Hamas e Al Qaeda, de acordo com relatórios de militares ianques.
Na mesma linha de Mele, a jornalista argentina e conferencista internacional, Stella Calloni, especializada em análise geopolítica, afirma, em artigo publicado em junho em jornais da América Latina, que militares do Comando Sul das forças armadas americanas estão estabelecendo pontos, em solo paraguaio, de observação na tríplice fronteira. Segundo ela, quartéis paraguaios instalados na região estão preparados com infraestrutura para receber tropas americanas.
Nos locais, alerta Stella, já foram perfurados poços artesianos para extração de água potável do Aquífero Guarani. A jornalista afirma que os poços foram abertos com a justificativa de um suposto atendimento a camponeses paraguaios, que não recebem a água. De acordo com ela, as perfurações estão localizadas em áreas despovoadas.
Stella vai mais além e sustenta que um grupo de cerca de 400 militares americanos se revezam em atividades no território paraguaio e possuem imunidade, aprovada pelo governo local em 2005 e revalidada automaticamente. A jornalista conhece bem a política paraguaia e mantém fontes entre militares e políticos desde a década de 70, sendo autora de vários livros sobre o assunto.
Um jornalista paraguaio, que realiza a cobertura diária do palácio presidencial, disse que após a queda Lugo, vários militares americanos desembarcaram em Assunção, sem muitas explicações sobre o motivo da presença deles no país. O jornalista, que preferiu não ser identificado, disse que os militares não ficaram na capital. Ele não soube informar o destino deles.
"a Bolívia está realizando uma corrida armamentista e [...]

o Paraguai precisa proteger essa área pouco povoada do país"
Desmentidos
A suposta pretensão americana e os motivos apontados pelos analistas não são novos e já são alardeados pela imprensa internacional há quase uma década, em alguns casos tratados como teorias de conspiração. A embaixada dos EUA em Assunção chegou a criar uma seção em sua página na internet sob o título "Rumores e Desinformação", desmentindo os supostos interesses.
O informe afirma que "os Estados Unidos não têm planos para uma base militar no Paraguai, não pediram ao governo paraguaio uma base na região, e não têm intenções de enviar soldados ao país". Os desmentidos da embaixada afirmam ainda que "os EUA não apoiam nenhum setor político do Paraguai e nem realizam doações disfarçadas a organizações não governamentais para apoiar objetivos políticos".
O texto também aborda o suposto interesse pelo controle do Aquífero Guarani e diz que "os Estados Unidos não têm nenhum interesse no aquífero", justificando que "existem abundantes recursos de água no país e que a ideia de transportar a água do local para a América do Norte é absurda". Oficialmente, a embaixada afirma que "o governo dos Estados Unidos não se intromete em assuntos internos do Paraguai e crê firmemente que são os paraguaios quem devem decidir sobre decisões e o rumo do país".
A embaixada desmente, ainda, a suposta imunidade para soldados americanos em território paraguaio, afirmando que "o congresso paraguaio estendeu aos militares uma categoria equivalente à concedida a funcionários administrativos e técnicos da embaixada". A medida, segundo a nota da embaixada, está de acordo com a Convenção de Viena. "Este acordo não outorga nenhuma imunidade nas jurisdições civil e administrativa do país anfitrião por atos cometidos fora do âmbito de seus deveres", diz o texto. O governo do Paraguai também nega a instalação da base. José Félix Fernández, ministro de Relações Exteriores do país, diz que "não existem planos oficiais neste sentido" e que "não existe nenhuma conversação a respeito". No Brasil, o ministro da Defesa, Celso Amorim, classificou como "esdrúxula" a hipótese, e afirmou que, caso se concretizasse a instalação, "resultaria no isolamento de longo prazo do Paraguai."
"Se a Bolívia pode receber apoio da Venezuela, porque 

os paraguaios não podem estar aliados com os americanos?"
Fatos
Apesar das negativas oficiais, analistas, jornalistas e militares do Brasil, Argentina e Paraguai ouvidos pelo Terraalertam para ocorrência de vários fatos, após a posse de Franco, que evidenciam, na opinião deles, que os alegados "rumores" e desmentidos podem conter informações verdadeiras.
No final de junho, o deputado José Gregorio López Chavez, presidente da comissão de Defesa da Câmara dos Deputados do Paraguai, informou que manteve conversas com generais dos Estados Unidos para negociar a instalação de uma base militar no Chaco, região ocidental do Paraguai. O encontro com os militares americanos teria ocorrido em Assunção.
Em entrevista ao Terra, Chaves disse que as conversas ocorreram "informalmente entre políticos e militares". Ele defende a presença americana no país vizinho ao Brasil, e diz que pretende mobilizar o congresso paraguaio para pedir ao presidente Franco a instalação da base.
O deputado acredita que os EUA podem contribuir com o Paraguai na luta contra a guerrilha e o narcotráfico. Em junho, quando revelou o diálogo com os americanos, o deputado alegou que "a Bolívia está realizando uma corrida armamentista e que o Paraguai precisa proteger essa área pouco povoada do país", referindo a ocupação do aeroporto Mariscal Estigarribia, localizado no Chaco paraguaio, a cerca de 200 km da Bolívia. O congressista sustenta que os paraguaios têm o direito de escolher seus aliados. "Se a Bolívia pode receber apoio da Venezuela, porque os paraguaios não podem estar aliados com os americanos?", perguntou.
A tese de Chaves é a mesma defendida pela ministra da Defesa do Paraguai, María Liz García de Arnold. Indagada pela imprensa local, na semana passada, sobre a possibilidade de uma aliança militar com os EUA, ela disse que "o Paraguai deve ter mobilidade suficiente para realizar alianças estratégicas com países que lhe dê as mãos que o façam sócio em igualde de condições e oportunidades". Ainda em junho, o embaixador americano no Paraguai, James Thessin, esteve em Ciudad Del Este, na fronteira com Foz do Iguaçu, para se encontrar com o governador de Alto Paraná, Nelson Aguinagalde. Após uma reunião fechada em um hotel da cidade, Aguinagalde disse a jornalistas que Thessin solicitou detalhes sobre a comunidade árabe local e informações sobre o tráfico de drogas na fronteira.
A presença de Thessin em Ciudad del Este surpreendeu autoridades locais. Antes de assumir a embaixada dos EUA no Paraguai, no final de 2011, Thessin atuou por três décadas no Departamento de Estado, onde desempenhou a função de conselheiro de Assuntos Políticos e Militares.
Na mesma época, Thessin esteve na região do Chaco paraguaio. Acompanhado de médicos e dentistas militares do exército americano, ele participou de uma campanha de vacinação e atendimento médico à população da área. De acordo com nota da embaixada, a ação alcançou os objetivos de "apoio à capacitação de militares paraguaios, facilitar a coordenação entre instituições do governo do Paraguai e colaborar com o governo para prover serviços onde estes sejam necessários". Na região visitada por Thessin está instalado o aeroporto internacional Dr. Luiz Maria Argana, uma estrutura superdimensionada para a realidade da força aérea paraguaia.
Em agosto, oficiais das forças armadas americanas teriam se deslocado até a fronteira, em companhia de militares paraguaios, para registrar a movimentação de tropas brasileiras na Operação Ágata 5. Um graduado militar brasileiro que participou da operação, encerrada nesta semana, relatou que os americanos teriam permanecido em solo paraguaio. A presença deles teria sido detectada nas regiões entre Foz do Iguaçu e Guaíra, no Oeste do Paraná. Em nota, o Ministério da Defesa informou que não houve comunicação oficial sobre o fato.
No entanto, assessores do órgão disseram que a suposta presença de americanos na região não representou qualquer risco ao Brasil. Não havia segredos militares que pudessem ser registrados e a presença americana teria ocorrido do lado paraguaio, não podendo ser caracterizada como espionagem.
No mesmo período, soldados paraguaios participaram de exercícios militares no Canal do Panamá, em uma operação liderada pelo Comando Sul das Forças Navais e pela 4ª Frota dos EUA. Denominado Panamax 2012, os exercícios são realizados anualmente e neste ano contou com representantes de Belize, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, República Dominicana, Equador, El Salvador, França, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Peru, além dos EUA que patrocina a operação. O Paraguai esteve afastado do Panamax desde 2009, época em que Lugo presidiu o país.
Terra, via Fátima News/montedo.com

Comento:

Meter-se de pato a ganso dá nisso. Desde Lula, o Brasil inverteu a tradição diplomática do país, em busca do tal 'protagonismo internacional'. O aspone Marco Aurélio Top-top Garcia e Celso Amorim estão por trás de patacuadas que resultaram, por exemplo, na constrangedora ocupação de nossa embaixada em Honduras pelo chapeludo Manoel Zelaya e nos elogios de Lula ao ditador iraniano  Ahmadinejad, aquele que nega o holocausto e manda apedrejar mulheres até a morte.
No caso da deposição - constitucional, diga-se - de Lugo da presidência do Paraguai, Dilma assanhou-se e liderou a suspensão dos guaranis do Mercosul, pelo menos até a próxima eleição presidencial. Como apenas o aval do senado paraguaio impedia a entrada da Venezuela no bloco, o governo brasileiro apressou-se em viabilizar o ingresso do tiranete Chávez como membro do 'clube'.

Vendo os vizinhos bolivianos - com que o país mantém rusgas históricas - se atirarem nos braços do Chapolin de Caracas, o que fizeram os paraguaios? Saltaram para o colo do Tio Sam, é claro.
Finalmente, graças à peripécias diplomáticas que fariam o Barão do Rio Branco revolver-se na tumba, temos o império batendo à nossa porta.


Brasileiros vencem Mundial Militar de triatlo na Suíça

Reinaldo Colucci, que participou dos Jogos Olímpicos de Londres, conseguiu a medalha de ouro individual na Suíça. Foto: Reuters
Reinaldo Colucci, que participou dos Jogos Olímpicos de Londres, conseguiu a medalha de ouro individual na Suíça
Foto: Reuters
O fim de semana foi de destaque para os brasileiros no Campeonato Mundial Militar de Triatlo, disputado em Lausanne, na Suíça. O País conquistou duas medalhas de ouro nas competições individuais, com Reinaldo Colucci e Pâmella Oliveira e outras três medalhas por equipe: um ouro, uma prata e um bronze.
O trabalho em equipe foi fundamental para que os dois atletas alcançassem os lugares mais altos do pódio. No feminino, Flávia Fernandes, Carolina Furriela, Vanessa Gianinni, Fernanda Garcia e Carolina Menezes fizeram uma espécie de "isolamento" entre Pâmela, que liderou de ponta a ponta, e o segundo pelotão e garantiram a medalha de bronze para o time.
A prova masculina foi mais concorrida e Reinaldo teve que superar russos e franceses para ficar com a medalha dourada. Na natação, os brasileiros permaneceram atrás dos adversários durante todo o tempo e só conseguiram passar à frente na prova da corrida, quando o campeão conseguiu abrir 50 segundos de vantagem, que se manteve até o final da terceira prova, o ciclismo.
Assim, a equipe brasileira conquistou a medalha de prata por equipes no masculino e também faturou a medalha de ouro por equipes mistas, que conta com os três melhores resultados dos homens e o melhor entre as mulheres.
Terra/montedo.com

FX-2: Venda do Rafale à Índia fracassa e pode interferir em decisão brasileira

Venda do Rafale à Índia fracassa e pode interferir em decisão brasileira

Caça francês nunca foi vendido para fora da França e enfrenta problemas em negociação com indianos
Caça francês nunca foi vendido para fora da França e
enfrenta problemas em negociação com indianos 
© Alex Paringaux
A venda dos caças Rafale para a Índia foi anunciada em janeiro. Os 126 aparelhos seriam negociados por cerca de nove bilhões de euros (o equivalente a 22 bilhões de reais). Mas, segundo o jornal francês Le Parisien, mesmo com as negociações quase finalizadas, o processo teria voltado à estaca zero devido ao escândalo de corrupção envolvendo os contratos das Forças Armadas Indianas.
A Rússia e a Alemanha não perderam tempo e já declararam que uma nova licitação de venda de caças para a Índia estaria sendo preparada. Os dois países querem apresentar propostas de vendas de seus aviões. O primeiro avião seria fabricado pelos alemães da Eurofighter e, um segundo aparelho teria tecnologia russo-indiana. O governo francês nega problemas na licitação.
A venda do caça francês Rafale entra novamente em mais uma zona de turbulência. O avião, que nunca foi vendido para fora da França, teve sua venda anunciada para o Brasil pelo então presidente Nicolas Sarkozy, em 2009. Trinta e seis caças, de um total de 10 bilhões de reais, seriam entregues ao Brasil a partir de 2013. Mas o governo brasileiro declarou que o processo de licitação está em aberto até dezembro deste ano e que o Rafale não tem nenhuma preferência em relação aos concorrentes. Além do Rafale, o sueco Grippen e o americano F-18 Super Hornett da Boeing ainda estariam na briga.
A eventual volta à estaca zero da venda do Rafale para a Índia pode interferir na decisão brasileira. Os 126 aparelhos vendidos para os indianos reduziriam o preço unitário do avião e, assim, facilitariam o processo de licitação com o Brasil.
RFI/montedo.com

Especial: o Brasil na Segunda Guerra Mundial (III)

O Brasil em Armas
A FEB começa sua campanha na Itália e enfrenta a guerra nas montanhas do norte
Os soldados brasileiros lutam no Vale do Serchio, em Monte Castelo e em Montese; conhecem a vitória, a derrota, a morte e a destruição do conflito

28 de agosto de 2012

Especial: o Brasil na Segunda Guerra Mundial (II)

O Brasil em Armas
A Alemanha afunda nossos navios e o País reage: é o começo da guerra


A Marinha do Brasil não estava equipada para enfrentar a ameaça dos submarinos alemães. O Brasil forma uma Força Expedicionária para mandá-la à Europa com um Grupo de Aviação de Caça

27 de agosto de 2012

Especial: o Brasil na Segunda Guerra Mundial

O Brasil em Armas
"Estado" traz especial sobre participação do Brasil na guerra
Há 70 anos o Brasil entrava em guerra pela última vez. O "Estado" reuniu textos, imagens e depoimentos para contar essa história

26 de agosto de 2012

Militares brasileiros socorrem vítimas de tempestade no Haiti


Os ventos máximos da tempestade atingiram
95 quilômetros   por hora (km/h)
(Foto: Divulgação/Nasa)
 
A missão de paz das Nações Unidas no Haiti, integrada por militares brasileiros, está prestando socorro às vitimas da passagem da tempestade tropical Issac pelo país. As tropas brasileiras já identificaram mais de 1,2 mil pessoas em situação de emergência em Porto Príncipe (capital). Foi confirmada a morte de uma menina soterrada no desabamento de um muro por causa da tempestade. 
Segundo a BBC, o pico da tempestade ocorreu na madrugada, quando somente era possível transitar pela cidade em tanques blindados anfíbios. A passagem dos ventos de mais de 100 quilômetros por hora afetou a comunicação da base dos militares brasileiros. "Caíram muitas árvores e postes de luz. As portas dos alojamentos foram arrancadas e houve muito destelhamento. Estamos agora reinstalando as antenas de rádio para retomar as comunicações. A internet não está funcionando. Tivemos um prejuízo razoável", disse o tenente-coronel Rubens Costa Neto, porta-voz de um dos batalhões brasileiros no Haiti. 



*Com informações da BBC Brasil Edição: Rivadavia Severo
Agência Brasil/montedo.com

7 de agosto de 2012

Brasil participa de exercício multinacional anti-terror no Canal do Panamá

Exército multinacional faz exercício anti-terror no Canal do Panamá
Um exército multinacional de 600 soldados iniciou nesta segunda-feira o exercício Panamax 2012, treinamento que simula o ataque de um grupo terrorista ao Canal do Panamá. O contra-almirante brasileiro Wilson Pereira de Lima, comandante-em-chefe da unidade marítima do exercício, explicou que o treinamento será totalmente virtual e por isso não contará com ações com aeronaves e embarcações.
"Os militares enfrentarão no exercício o grupo extremista Brigada dos Mártires da Libertação (BML), que realiza atividades tanto na terra como no mar", afirmou Pereira na base americana de Mayport, na Flórida. O militar explicou que o objetivo primordial do exercício é treinar de maneira conjunta os 17 países para uma possível ameaça ao Canal.
O contra-almirante disse que a ação será realizada até 17 de agosto a partir da base de Mayport e de outras duas, no Arizona e no Texas. Além do Brasil, participam da ação Argentina, Belize, Canadá, Chile, Colômbia, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru e Estados Unidos.
O primeiro exercício deste tipo foi realizado em 2003 com a participação do Chile, Estados Unidos e Panamá.
Terra/montedo.com

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