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8 de agosto de 2016

O 'boateiro' estava certo: governo estuda elevar tempo mínimo de permanência para 35 anos

Publicação original: 7 ago (21h)

Leia a matéria de Geralda Doca, que foi publicada agora há pouco no site de O Globo. Comento ao final.

Governo estuda elevar tempo de serviço de militar de 30 para 35 anos
Outra proposta em análise é acabar com idade compulsória
Geralda Doca
BRASÍLIA - Pressionado pelos comandantes das Forças Armadas, o governo recuou da ideia de incluir os militares na proposta de reforma da Previdência — que prevê idade mínima de 65 anos para a maioria dos atuais trabalhadores. Depois das ponderações da cúpula sobre as especificidades da carreira militar, o Palácio resolveu adiar as mudanças para as Forças para um segundo momento, depois do processo de negociação.
Há consenso de que o regime de aposentadoria dos militares precisará passar por ajustes para reduzir o desequilíbrio entre receitas com contribuições e despesas com benefícios. Entre as medidas em estudo estão acabar com a idade compulsória (limite para permanência na ativa) e aumento do tempo de serviço de 30 anos para 35 anos — com ajustes na carreira.

ATIVIDADE EM SERVIÇO ADMINISTRATIVO
Segundo interlocutores, a fixação de uma idade mínima de 65 anos para todos os militares é considerada elevada, diante da alegação de que a carreira nas Forças Armadas exige quadros mais jovens. Por outro lado, há uma avaliação de que o tempo exigido para pedir transferência para a reserva, de 30 anos de serviço, é considerado baixo porque permite que boa parte dos quadros (patentes intermediárias, como graduados e praças) vá para a inatividade ainda jovem, com menos de 50 anos. Uma das possibilidade em análise é elevar o tempo para 35 anos e oferecer algum tipo de contrapartida para que esses militares permaneçam mais tempo em atividade, em serviços de apoio (administrativos).
Já no caso de oficiais, como há mais possibilidade de promoção a postos superiores, o tempo na ativa costuma ser maior (acima dos 50 anos). Atualmente, a idade compulsória é de 66 anos para os postos mais elevados (oficiais-generais) e 54 anos para suboficiais. A finalidade de flexibilizar essas regras é justamente permitir que os militares tenham opção de permanecer mais tempo em atividade. O aumento do tempo de serviço para 35 anos vai exigir alterações nas carreiras, nos interstícios (prazo para promoções), com algum tipo de alteração no soldos. Para os cargos de comandantes, que equivalem ao de ministros, não há limite de idade.
Na semana passada, o comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, disse ao GLOBO que os salários nas Forças Armadas são relativamente baixos, mas os militares têm como recompensa a proteção social. Ele havia alertado que a mudança na aposentadoria poderia reduzir a atratividade da carreira.

PROPOSTA EM SEPARADO AO CONGRESSO
Fontes do Palácio justificam que, pelo fato de os militares terem regulamento próprio, fora da Constituição Federal, é possível encaminhar as propostas ao Congresso em separado e posteriormente. Haverá também a pressão da própria sociedade para que todos paguem de alguma forma o custo da Previdência no Brasil, não apenas trabalhadores do setor privado (INSS) e servidores públicos.
Mesmo depois da reserva, os militares continuam a contribuir com alíquota de 7,5% para a pensão. Ainda assim, o sistema teve déficit de R$ 32,5 bilhões em 2015. A avaliação do governo é que somente a adoção de medidas administrativas, como a contratação de profissionais temporários de saúde, por exemplo, em andamento nas Forças Armadas, não serão suficientes para assegurar a sustentabilidade ao regime de aposentadoria.
O Globo/montedo.com

Comento
A intenção do governo de aumentar para 35 anos de serviço do tempo mínimo de permanência não é novidade para os leitores do blog. O assunto foi pauta de uma reunião do Alto Comando do Exército e divulgado - com exclusividade - aqui, em 22 de maio.

Eis o que escrevi então:
Na esteira das mudanças na Previdência que deverão ser encaminhadas brevemente pelo governo Temer ao Congresso, é grande a possibilidade de uma proposta que inclua o aumento de 30 para 35 anos no tempo mínimo de permanência no serviço ativo para os militares das Forças Armadas. Ante a pressão por mudanças e o momento político favorável para que ocorram, a cúpula militar considera muito difícil barrar a ampliação do tempo de serviço. A avaliação é do Alto Comando do Exército, em reunião recente ocorrida em Brasília.
Crise A crise econômica na qual o País mergulhou durante o governo de Dilma Rousseff transformou a reforma da Previdência em prioridade para Henrique Meirelles, recém nomeado ministro da Fazenda. O aumento do tempo de serviço deverá vir na esteira de mudanças mais amplas, que incluem a mudança da idade mínima para aposentadoria para servidores públicos e privados
Tive que conviver com  comentários desse tipo:
Anônimo disse...

Sr Montedo, cadê a fonte dessa informação? Eu acho que esse tipo de especulação sem nenhuma fonte de consulta gera para nós militares um grande mal estar. Portanto, antes de publicar, sugiro que cite a fonte para podermos ter um embasamento, caso contrário fica parecendo mais fofoca do que informação! 
22 de maio de 2016 08:18
Anônimo disse...
Montedo,

Qual a fonte da notícia? Você está disseminando boatos.
Ninguém na mídia ou no governo falou dos militares.
Seria bom você divulgar algo somente quando houve alguma coisa mais concreta.
Alguém resolve escrever esse tipo de coisa e logo se espalha, sem preocupação com a veracidade.
22 de maio de 2016 10:33
Ao menos um ensinamento jornalístico importante aprendi nestes anos de blog: não dá para brigar com a notícia. Fatos são fatos. Ponto final.

6 de maio de 2015

'PEC da Bengala' eleva para 75 anos aposentadoria compulsória dos Ministros do STM

Câmara aprova texto-base da PEC da Bengala em segundo turno
Texto eleva para 75 anos idade para aposentadoria de ministros do STF.
Com a proposta, Dilma perderá possibilidade de indicar 5 novos ministros.

Nathalia Passarinho
Do G1, em Brasília
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (5), em segundo turno, o texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC) que eleva de 70 para 75 anos a idade para a aposentadoria compulsória de ministros de tribunais superiores e do Tribunal de Contas da União (TCU), a chamada "PEC da Bengala". A matéria já havia sido aprovada pelo Senado em dois turnos e ficou parada na Câmara por quase uma década.
Para concluir a votação, ainda resta a votação de um destaque - proposta de mudança no texto principal. Após a conclusão da votação em segundo turno, a proposta será promulgada pelo Congresso Nacional. O texto principal foi aprovado com 333 votos favoráveis, 44 contra e 10 abstenções.
A nova regra de aposentadoria compulsória serve para ministros do TCU, Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Tribunal Superior do Trabalho (TST) e Superior Tribunal Militar (STM).
A aprovação da PEC representa uma derrota ao governo, que é contrário ao texto porque vai tirar da presidente Dilma Rousseff o direito de indicar cinco novos magistrados para o STF até o final do seu segundo mandato.
Até 2018, cinco ministros terão completado 70 anos: Celso de Mello (novembro de 2015); Marco Aurélio Mello (julho de 2016); Ricardo Lewandowski (maio de 2018); Teori Zavascki (agosto de 2018); e Rosa Weber (outubro de 2018).

Destaque
O destaque que começou a ser discutido após a aprovação do texto-base, de autoria do PT, retira do texto da PEC o trecho que estabelece que os 75 anos valem para membros do Tribunal de Contas da União e de tribunais superiores.
Na prática, caso o destaque seja aprovado, não será especificado para quem a idade máxima para a compulsória será aplicada. Segundo o vice-líder do PT Alessandro Molon, a aprovação do destaque exigiria que uma lei posterior regulamentasse a aplicação da elevação da idade para a aposentadoria compulsória. A ideia, segundo Molon, é estender para todo o funcionalismo público a idade de 75 anos.

Mudança na pauta
A decisão de colocar a PEC da Bengala em votação nesta terça surpreendeu parlamentares da base aliada e da oposição. A previsão era de que o plenário analisasse uma das medidas provisória do ajuste fiscal, a MP 665, que endurece as regras de acesso ao seguro-desemprego.
No entanto, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiu inverter a pauta e aproveitar o alto quórum de deputados em plenário para votar a proposta de emenda à Constituição. Da tribuna da Casa, o vice-líder do PT Alessandro Molon (RJ) criticou a PEC, com o argumento de que ela irá “engessar” os tribunais superiores.
“Não há democracia estável e madura que tenha prolongado o prazo de 70 anos. As democracias estáveis caminham para colocar mandato. Um ministro do Supremo deveria ter um mandato limitado a 10, 8 anos. Teremos um supremo congelado, engessado, sem ter ideias novas”, afirmou,
Já o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) defendeu que é preciso valorizar a experiência de magistrados que têm mais de 70 anos. “É uma PEC que respeita a sabedoria de um homem e uma mulher de 70 anos, em vez de declará-los imprestáveis. Quantos de vocês têm mais de 70 anos? Essa votação é suprapartidária, é a favor do Brasil”, disse.
G1/montedo.com

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