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26 de julho de 2016

RJ: caças da Marinha colidem no ar durante treinamento. Um dos pilotos está desaparecido

Caças da Marinha da frota da Rio-2016 batem e uma delas cai no mar
MARCO ANTÔNIO MARTINS
DO RIO
A colisão de dois caças da Marinha, durante um treinamento militar, derrubou um deles no mar, na tarde desta terça (26), próximo à Saquarema (RJ), na região dos Lagos. A outra aeronave conseguiu pousar em terra, mas também ficou danificada.
A Marinha abriu um inquérito para apurar o que causou o acidente, que aconteceu quando duas aeronaves AF-1B treinavam ataque a alvos de superfície com a fragata Liberal, a cerca de 100 quilômetros do litoral do município de Saquarema.
De acordo com a Marinha, o piloto do caça que afundou estava sendo procurado por equipes de militares em embarcações e helicópteros, junto com o Corpo de Bombeiros. Em nota, a Força afirmou que houve uma "provável ejeção do piloto", que não foi identificado.
O AF-1B que caiu foi encontrado e uma operação foi montada para retirá-lo do mar. Tanto ele quanto a outra aeronave fizeram parte do programa de modernização de 12 caças da Marinha feito pelo Ministério da Defesa para os Grandes Eventos.
Iniciado em 2012, o projeto pretendia preparar todas as aeronaves para a Copa do Mundo de 2014, mas não conseguiu concluir a preparação em tempo hábil. Elas estavam prontas para atuar na Olimpíada, caso fosse necessário.
Os aviões modernizados cuidariam do controle do espaço aéreo nos Jogos, que terão início em dez dias.
O Ministério da Defesa investiu R$ 790 milhões no programa de modernização destinado à Marinha, à Aeronáutica e ao Exército.
Durante o exercício, ao se afastarem da fragata simultaneamente, para simular uma nova formação de ataque, os dois caças colidiram no ar.
Uma das aeronaves conseguiu retornar e pousar, em segurança, na Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, a 59 quilômetros de Saquarema, na região dos Lagos.
Em nota, a Força informou que está dando "apoio à família do militar" que caiu no mar e até, às 20h desta terça (26), permanecia desaparecido.
O AF-1B foi projetado para a aviação militar dos Estados Unidos na década de 1950. O modelo da Marinha foi construído no final da década de 1970. Em 1998, o Brasil comprou 23 caças das Forças Armadas do Kwait. Além do Brasil, as forças aéreas da Argentina e de Israel possuem a mesma aeronave.
Queda caças
FORÇA AÉREA
Há 20 dias, uma outra aeronave, essa da Força Aérea Brasileira, caiu em Santa Cruz, na zona oeste do Rio. Os dois tripulantes se salvaram. Na ocasião, eles conseguiram ejetar e pousar em terra, segundo nota da FAB.
A aeronave caiu em uma área desabitada da própria base aérea. Ninguém ficou ferido no acidente. O caça da Aeronáutica também havia sido modernizado pela Força: era F5-FM Tiger. Bombeiros da própria FAB é que chegaram ao local. Um inquérito foi aberto para apurar as causas do acidente.

CONTROLE AÉREO
Desde 20 de julho teve início o controle do espaço aéreo do Rio para a Olimpíada. A Aeronáutica irá monitorar, no dia da abertura do evento, em 5 de agosto, por exemplo, mil pousos e decolagens de aeronaves executivas e cerca de 700 voos comerciais somente nos aeroportos Santos Dumont e Galeão, no Rio. Qualquer aeronave que entre no espaço aéreo delimitado pode ser interceptada e até abatida, o que é considerada pelos militares uma medida extrema e que depende de decisão da presidência da República.
UOL/montedo.com

9 de julho de 2012

Corpo de piloto morto em queda de avião da FAB é enterrado no Rio

Militar da Marinha pilotava caça que caiu em Campo Grande.
Ele deixou esposa e uma filha de 40 dias.

Foi enterrado na tarde deste domingo (8) o corpo do capitão-tenente da Marinha Bruno de Oliveira Rodrigues, no Cemitério de Inhaúma, no subúrbio do Rio de Janeiro. De acordo com a assessoria de imprensa da Marinha, Bruno deixa esposa e uma filha de 40 dias.
O militar pilotava um caça da Força Aérea Brasileira (FAB) que caiu na área rural de Campo Grande e morreu após se ejetar da aeronave. O acidente aconteceu na manhã de sábado (7). O corpo foi transferido, às 21h45 (horário de Brasília), de Campo Grande para o Rio, onde moram os familiares do oficial.
Segundo a Marinha, faltavam seis meses para o capitão-tenente terminar o curso para ser líder de esquadrilha. Ele iria servir em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos. A Marinha informou que as investigações sobre as causas do acidente ficarão por conta da FAB.
Antes de ser levado para a capital fluminense por um avião da FAB, o corpo ficou por cerca de 30 minutos na capela da Base Aérea de Campo Grande. No local, familiares e militares participaram de uma cerimônia religiosa em homenagem ao piloto.
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Acidente
Helicóptero que resgatou piloto da FAB após queda de caça em Campo Grande MS (Foto: Wendy Tonhati/G1 MS)
Helicóptero que resgatou corpo de piloto da FAB após queda de caça (Foto: Wendy Tonhati/G1 MS)
O caça A-29 Super Tucano caiu às 8h40 (horário de Brasília) em uma área de pastagem próximo a um distrito industrial de Campo Grande. Conforme a FAB, Rodrigues tinha 32 anos e, desde o início de 2011, fazia o Curso de Líder de Esquadrilha da Aviação de Caça no Terceiro Esquadrão do Terceiro Grupo de Aviação da FAB, na capital sul-mato-grossense.
A assessoria de imprensa da Marinha informou que o capitão-tenente nasceu no Rio de Janeiro e estava na corporação desde fevereiro de 1997. Ultimamente, estava lotado em Ladário, a 435 km de Campo Grande.
O caça estava indo com outra aeronave do mesmo modelo para um operação de uso de armas na Base Aérea do Cachimbo, em Novo Progresso (PA). Os dois aviões são do Esquadrão Flecha, sediado na capital de Mato Grosso do Sul, e foram fabricados pela Embraer.
Quando uma das aeronaves caiu, a outra voltou para a Base Aérea de Campo Grande (BACG). Segundo a FAB, o piloto se ejetou às 8h40 (de Brasília) antes da queda na área de pastagem. O corpo dele foi localizado em outro local e foi resgatado por helicópteros da Aeronáutica.
Com o impacto da queda, a aeronave ficou parcialmente enterrada, ficando apenas com a parte traseira visível. Quando equipes da FAB e do Corpo de Bombeiros chegaram ao local, a área foi isolada em um raio de 300 metros porque havia risco de explosão, já que vazou combustível da aeronave.

Investigação
A Aeronáutica já iniciou investigações para apurar os fatores que contribuíram para o acidente. De acordo com a assessoria da Base em Campo Grande, não há prazo para a conclusão e a preocupação é saber o que aconteceu para evitar outros acidentes.
Estado de saúde do piloto, condições meteorológicas, nível de combustível e manutenção do caça são alguns dos fatores que serão analisados, de acordo com a BACG. Apesar da aeronave não ter caixa preta, os sistemas de monitoramento de voo servirão para auxiliar na descoberta do que aconteceu no momento do acidente.
G1 RJ/montedo.com

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