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28 de julho de 2016

Navio oceanográfico está sendo usado nas buscas por piloto de caça que caiu no mar



Resgate
Avião caiu no mar de Saquarema, no Rio, após colidir no ar com outra aeronave militar
Por: Estadão Conteúdo
A Marinha fracassou, nessa quarta-feira, nas buscas do piloto do caça modelo AF-1B (A-4KU-Skyhawk) que caiu no mar de Saquarema, cidade na Região dos Lagos do Estado do Rio de Janeiro, após colidir no ar com outra aeronave militar, na tarde de terça-feira.
De acordo com a corporação, os dois caças, que operam no porta-aviões São Paulo, faziam um exercício quando, "durante o voo de afastamento do navio, em formatura tática, para a realização de um novo ataque, houve a colisão entre as aeronaves, com a provável ejeção do piloto e queda de uma delas no mar".
A Marinha negou oficialmente ao jornal O Estado de S.Paulo que o treino fizesse parte da preparação para a Olimpíada. Segundo a Marinha, tratava-se de uma atividade de rotina.
De acordo com a Marinha, um navio de pesquisa oceanográfico está sendo usado nas buscas. O Vital de Oliveira é um navio equipado com um robô submarino com capacidade para mergulhar até 4 mil metros de profundidade. A Força Aérea, o Exército e o Corpo de Bombeiros do Estado do Rio colaboram na operação de busca.
Os caças voavam a cerca de 100 quilômetros ao largo do litoral de Saquarema. O aparelho conduzido pelo piloto desaparecido caiu no mar. O segundo avião envolvida no acidente conseguiu retornar à na Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, também na Região dos Lagos, com o piloto a salvo.
As buscas avançaram pela madrugada, manhã e tarde desta quarta, com o emprego de navios e aeronaves. A Marinha informou que se concentra na busca pelo militar desaparecido. De acordo com a Marinha, a identidade do piloto é conhecida, mas não foi divulgada em respeito aos familiares. A Força divulgou ainda que presta todo o apoio necessário à família do piloto.
Nas buscas, os bombeiros usaram um helicóptero, motos aquáticas e botes, além de mergulhadores. Segundo o Corpo de Bombeiros, moradores de Saquarema avisaram que o piloto teria sido visto na praia da Igrejinha, em Saquarema, mas as buscas não confirmaram a informação.
O avião acidentado foi comprado pelo governo brasileiro em 2009, em um lote de 12 aeronaves orçadas em contrato em R$ 106 milhões. As aeronaves, após a compra, passaram por processo de modernização na Embraer. Os Skyhawk adquiridos pelo Brasil lutaram na Guerra do Golfo (1990-1991), tendo cumprido missões na Operação Tempestade do Deserto.
ZERO HORA/montedo.com

26 de julho de 2016

Kit olímpico!


RJ: caças da Marinha colidem no ar durante treinamento. Um dos pilotos está desaparecido

Caças da Marinha da frota da Rio-2016 batem e uma delas cai no mar
MARCO ANTÔNIO MARTINS
DO RIO
A colisão de dois caças da Marinha, durante um treinamento militar, derrubou um deles no mar, na tarde desta terça (26), próximo à Saquarema (RJ), na região dos Lagos. A outra aeronave conseguiu pousar em terra, mas também ficou danificada.
A Marinha abriu um inquérito para apurar o que causou o acidente, que aconteceu quando duas aeronaves AF-1B treinavam ataque a alvos de superfície com a fragata Liberal, a cerca de 100 quilômetros do litoral do município de Saquarema.
De acordo com a Marinha, o piloto do caça que afundou estava sendo procurado por equipes de militares em embarcações e helicópteros, junto com o Corpo de Bombeiros. Em nota, a Força afirmou que houve uma "provável ejeção do piloto", que não foi identificado.
O AF-1B que caiu foi encontrado e uma operação foi montada para retirá-lo do mar. Tanto ele quanto a outra aeronave fizeram parte do programa de modernização de 12 caças da Marinha feito pelo Ministério da Defesa para os Grandes Eventos.
Iniciado em 2012, o projeto pretendia preparar todas as aeronaves para a Copa do Mundo de 2014, mas não conseguiu concluir a preparação em tempo hábil. Elas estavam prontas para atuar na Olimpíada, caso fosse necessário.
Os aviões modernizados cuidariam do controle do espaço aéreo nos Jogos, que terão início em dez dias.
O Ministério da Defesa investiu R$ 790 milhões no programa de modernização destinado à Marinha, à Aeronáutica e ao Exército.
Durante o exercício, ao se afastarem da fragata simultaneamente, para simular uma nova formação de ataque, os dois caças colidiram no ar.
Uma das aeronaves conseguiu retornar e pousar, em segurança, na Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, a 59 quilômetros de Saquarema, na região dos Lagos.
Em nota, a Força informou que está dando "apoio à família do militar" que caiu no mar e até, às 20h desta terça (26), permanecia desaparecido.
O AF-1B foi projetado para a aviação militar dos Estados Unidos na década de 1950. O modelo da Marinha foi construído no final da década de 1970. Em 1998, o Brasil comprou 23 caças das Forças Armadas do Kwait. Além do Brasil, as forças aéreas da Argentina e de Israel possuem a mesma aeronave.
Queda caças
FORÇA AÉREA
Há 20 dias, uma outra aeronave, essa da Força Aérea Brasileira, caiu em Santa Cruz, na zona oeste do Rio. Os dois tripulantes se salvaram. Na ocasião, eles conseguiram ejetar e pousar em terra, segundo nota da FAB.
A aeronave caiu em uma área desabitada da própria base aérea. Ninguém ficou ferido no acidente. O caça da Aeronáutica também havia sido modernizado pela Força: era F5-FM Tiger. Bombeiros da própria FAB é que chegaram ao local. Um inquérito foi aberto para apurar as causas do acidente.

CONTROLE AÉREO
Desde 20 de julho teve início o controle do espaço aéreo do Rio para a Olimpíada. A Aeronáutica irá monitorar, no dia da abertura do evento, em 5 de agosto, por exemplo, mil pousos e decolagens de aeronaves executivas e cerca de 700 voos comerciais somente nos aeroportos Santos Dumont e Galeão, no Rio. Qualquer aeronave que entre no espaço aéreo delimitado pode ser interceptada e até abatida, o que é considerada pelos militares uma medida extrema e que depende de decisão da presidência da República.
UOL/montedo.com

24 de julho de 2016

Rio inicia hoje a sua maior ação militar em grandes eventos

MARCO ANTÔNIO MARTINS
DO RIO
As Forças Armadas iniciam neste domingo (24) no Rio a maior operação militar já feita na cidade voltada para um grande evento. Serão cerca de 22 mil militares do Exército, Marinha e Aeronáutica nas ruas para tentar garantir a segurança na Olimpíada.
Somados militares e policiais, o Rio terá 51,6 mil homens na segurança dos Jogos, o que configura o segundo maior efetivo das últimas Olimpíadas, atrás apenas de Pequim-2008, com cerca de 110 mil homens. Os últimos Jogos, de Londres-2012, foram disputados com 42 mil homens nas ruas entre militares e policiais (veja quadro).
O contingente que será mobilizado na Rio-2016 supera também o utilizado em outros grandes eventos na cidade, como a Copa do Mundo de 2014, a visita do papa Francisco em 2013 (durante a Jornada Mundial da Juventude) e encontros com grande número de chefes de Estado, como a Eco 92 e a Rio+20, ambas sobre temas ambientais.
Não há comparação, no entanto, entre os dois acontecimentos. A Rio+20 foi concentrada em um local (o Riocentro), e o número de visitantes para o evento era baixo.
Dessa vez, o risco de terrorismo envolve a Olimpíada, que espera receber cerca de 500 mil visitantes, além de atletas de 42 modalidades.
Junte-se a isso o atentado de Nice, na França, no dia 14 de julho, que matou 84 pessoas, episódio que levou o governo brasileiro a aumentar a atuação das Forças Armadas no evento esportivo.
Uma das mudanças é que, inicialmente, haveria soldados apenas nos acessos ao aeroporto internacional do Galeão, na Ilha do Governador, zona norte da cidade. Agora, haverá também militares no interior do aeroporto. Ao todo cerca de 600 integrantes das Forças Armadas estarão nas áreas de embarque e desembarque de passageiros.

PROTAGONISMO
Oficialmente, se mantém o discurso de que as decisões serão partilhadas. Mas, no momento, as opiniões do ministro da Defesa, Raul Jungmann, e do general Sérgio Etchgoyen, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que comanda a Inteligência dos Jogos Olímpicos, ganharam protagonismo.
"Isso é inevitável diante do momento. Comparo a um pêndulo: em um extremo há os Jogos e, no outro, a defesa e a segurança. Neste momento, está deslocado para nosso lado", afirmou o ministro da Defesa, Raul Jungmann, em entrevista na sexta (22), à Folha, no Comando do Exército, no centro do Rio.
A participação militar aumentou nos últimos dez dias diante da situação envolvendo as outras forças que participam da segurança da Rio-2016. O protesto de policiais da Força Nacional de Segurança contra as condições dos alojamentos e a ameaça de manifestações de policiais federais durante a Olimpíada foram dois pontos que desagradaram ao governo federal.
Também tem sido discutida a situação da Polícia Militar do Rio. Apesar da ajuda federal, que colocou os salários em dia, se nota pouco ânimo dos PMs para atuar no evento. Por dia haverá 10 mil policiais militares nas ruas.
No planejamento para a Olimpíada haverá 3.000 militares nas forças de contingência, que só irão para as ruas em caso de emergência. Eles estarão em bases próximas a cada uma das quatro áreas olímpicas —Maracanã, Copacabana, Deodoro e Barra da Tijuca—, o que facilita o deslocamento da tropa.
Uma das preocupações do governo é reprimir possíveis abusos das tropas. Todas as ações dos militares serão filmadas durante os Jogos.

JOGOS ATRAEM MIL AGENTES DE 70 PAÍSES À CIDADE
Cerca de mil agentes de inteligência, entre brasileiros e estrangeiros, estarão no Rio em busca de informações para evitar ações terroristas na Olimpíada.
A preocupação é com os chamados "lobos solitários" (pessoas que agem sozinhas nos ataques).
O Rio tem características que facilitam o surgimento desse tipo de terrorista, como o grande número de jovens sem trabalho e a facilidade para se obter de pistolas a fuzis em áreas sob domínio do tráfico.
"Em 2015, uma tonelada de explosivos foi roubada no país. O acesso a armas é muito grande", diz o coronel Fernando Montenegro, ex-membro do Grupo Antiterror do Exército.
Do total de agentes da inteligência já no Rio, 400 são da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).
Agentes de 70 países virão à cidade. Em média, cada país traz quatro oficiais de inteligência, mas outros, como os EUA, formaram verdadeiros escritórios no Rio. Israelenses, franceses, russos e americanos estarão no Centro de Inteligência dos Jogos e terão informantes nas ruas.
Na PM, houve um curso dado pelos EUA para treinar os policiais sobre a necessidade de aumentar a percepção para casos que chamem a atenção na rua.
O FBI (polícia federal americana) teve importante participação para na prisão de 11 suspeitos pela Operação Hashtag ao enviar ao Brasil os nomes que os integrantes do grupo usavam na internet.
Folha de São Paulo/montedo.com

25 de agosto de 2012

Copa, Olimpíada, visita do Papa: Forças Armadas estão prontas para assumir segurança dos eventos, diz Amorim

Forças Armadas podem assumir segurança em eventos

Da Agência Estado
Mesmo cauteloso e escolhendo com cuidado as palavras, o ministro da Defesa, Celso Amorim, indicou nesta sexta-feira que o órgão se prepara para assumir o comando da segurança nos grandes eventos previstos para o Brasil de 2013 a 2016, como a Jornada Mundial da Juventude, a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. A medida colocaria em papel secundário a Polícia Federal, cujos agentes atualmente participam das greves por aumento salarial e reestruturação da carreira. Amorim afirmou que caberá à presidente Dilma Rousseff determinar qual será o papel de Marinha, Exército e Aeronáutica nesse caso, mas ressaltou que os militares estarão prontos, se forem chamados, para cumprir a missão.
"Não estamos reivindicando nada. Agora, se for necessário, naturalmente estaremos (prontos). Alguma função seguramente haverá", afirmou Amorim, após assinar, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), protocolo de intenções para a realização de cursos gratuitos de qualificação profissional de jovens durante o serviço militar obrigatório, a serem dados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
Amorim destacou que quem fará o controle do espaço aéreo, durante os eventos, será a Força Aérea Brasileira, e lembrou que durante a Rio+20, promovido no Rio de Janeiro pela Organização das Nações Unidas, navios da Marinha patrulharam o litoral. Também na defesa cibernética, declarou, poderá haver ajuda da área militar. "Agora, qual papel exatamente vamos ter é a presidenta que vai decidir", repetiu. O ministro ressaltou que as Forças Armadas também têm como atributo atuar na área de segurança pública, de forma "supletiva". Ele repetiu elogios aos militares pelas Operações Ágata, de segurança nas fronteiras, pela tomada do Complexo do Alemão, em 2010, e pelo trabalho no encontro promovido pela ONU.
"A Constituição prevê que (segurança pública) é primordialmente tarefa dos Estados", disse. "Mas evidentemente quando há um envolvimento, seja pela presença de estadistas estrangeiros, seja pela dimensão do próprio evento, o poder público federal também pode ser acionado. Como de fato foi por exemplo no caso da Rio+20. O que vai acontecer exatamente nos eventos futuros eu não sei, porque a presidenta é quem vai decidir. E as Forças Armadas desempenharão o papel que for pedido a elas desempenhar."
Sempre cuidadoso, o ministro não quis falar sobre a possibilidade de os militares substituírem nos eventos a PF, por ela ser instável. "Não posso fazer esse tipo de julgamento. O julgamento quem tem que fazer não sou eu, a presidenta da República que tem a visão de conjunto pode fazer o julgamento."
A possibilidade de militarização da segurança nos grandes eventos se fortaleceu recentemente, por alguns motivos. Um foi a atuação, considerada excelente, das Forças Armadas durante a Rio+20, no Rio de Janeiro, em junho. Outro foi a eclosão do movimento grevista da PF, caracterizado por operações-padrão com revistas em aeroportos consideradas pelo Palácio do Planalto como abusivas e ilegais, com abertura indiscriminada de bagagens e intimidação de cidadãos. O governo não quer correr o risco de, às vésperas ou durante os eventos, ocorreram paralisações ou manifestações de policiais com ações desse tipo.
Diário do Grande ABC/montedo.com

13 de agosto de 2012

Sem patrocínio privado, Yane vira militar e dá salto na carreira


Após a disputa da esgrima e da natação, Yane Marques subiu para a 2ª posição do pentatlo moderno. Foto: Reuters
Sargento do Exército Yane Marques, medalha de Bronze no Pentatlo Moderno
Foto: Reuters
CIRILO JUNIOR
Direto de Londres
A carreira da primeira medalhista brasileira na história do pentatlo moderno começou a mudar de patamar há cerca de três anos. Em 2009, Yane foi uma das primeiras atletas brasileiras a serem integradas ao Exército, com o objetivo de se formar uma equipe forte para os Jogos Mundiais Militares do Rio, disputados em 2011. Como sargento da instituição, ela passou a contar com estrutura e apoio financeiro, elementos fundamentais em um esporte caro como o pentatlo, que envolve cinco modalidades, recorda o treinador dela, Alexandre França.
"Hoje ela vive graças ao apoio do Exército e da Bolsa Federal. Isso é o que sustenta ela. Recebemos total apoio do COB para treinamentos, mas é um esporte dispendioso, não é uma coisa barata. Sem esse apoio do Exército, a gente não conseguiria", afirmou França.
Quando se refere ao pentatlo como um esporte caro, o treinador salienta que, além das cinco modalidades praticadas (esgrima, hipismo, natação, tiro e corrida), Yane precisa praticar musculação e ter uma equipe que inclui psicólogo e nutricionista, além dos deslocamentos para treinos.
Yane segue no Exército e mora no Recife. Já França fica em Porto Alegre. Os trabalhos feitos em conjunto acontecem na Escola de Educação Física do Exército, no Rio, onde há todas a estrutura necessária, destaca o treinador. Ele disse esperar que a conquista de Yane em Londres inspire uma melhor estruturação do pentatlo em todo o País. França ressalta que a medalhista olímpica é uma atleta excepcional no cenário brasileiro.
"Ela é um ponto fora da curva. No nível dela, a gente não tem. Há atletas de bom nível, mas não no dela", observa. A rotina de treinamentos de Yane é puxada. Os treinos, de segunda a sábado, variam de 6 a 8 horas por dia. Portanto, não há muito espaço para que ela tenha outra atividade. É exigida dedicação quase que integral.
Outro fator que, segundo França, impulsionou a carreira de Yane foi o programa científico do COB iniciado há dois anos para melhorar a performance dos atletas. Nele, é feito uma espécie de DNA de cada um, e do que é preciso, em termos de treinamento e alimentação, para se obter melhores resultados. Tudo feito com acompanhamento para observar o desenvolvimento dos atletas.
Ao analisar Yane, o técnico vê um salto significativo nos últimos dois anos, que a levaram a um patamar de atleta "mediana". França se apressa a explicar que, no pentatlo, o grande objetivo é ser linear.
"Hoje, pode-se dizer que ela é uma atleta mediana em todos os esportes, com destaque maior para a natação e a equitação. No geral, ela é bem mediana. No pentatlo, o segredo é ser mediano. Não adianta ser o melhor em uma coisa e ser pior na outra. É igual a pato: corre, nada e voa, mas não faz nada direito".
Terra/montedo.com

10 de agosto de 2012

Vida mansa: 'severinos' britânicos aproveitam folga para passear e fazer compras

Soldados aproveitam shopping e fazem compras em Olimpíada

EMANUEL COLOMBARI
Direto de Londres
Exército passeou tranquilamente por shopping para fazer compras. Foto: Emanuel Colombari/Terra
Exército passeou tranquilamente por shopping para fazer compras
Foto: Emanuel Colombari/Terra
Uma cena curiosa pode ser vista por Londres durante a Olimpíada de 2012: convocados para reforço da segurança no evento, integrantes das Forças Armadas britânicas podem ser vistos constantemente fazendo compras, passeando e almoçando em grupos.
A cena pode ser vista com alguma frequência no shopping center ao lado do Parque Olímpico, no bairro de Stratford. Sozinhos ou em grupos, soldados caminham tranquilos com sacolas de compras em mãos e andam com tranquilidade em meio a turistas e atletas.
Nenhum deles, porém, é autorizado a falar com a imprensa sem o aval de um oficial do departamento de comunicação. Abordada, uma soldado disse que não poderia dar declarações - mas deixou à mostra a sacola que trazia de uma conhecida loja britânica de departamentos, com algumas peças de roupa.
Leia também:
'Severinos' de Sua Majestade: além da segurança, militares britânicos são escalados para torcer durante os Jogos de Londres
Os eventuais passeios de soldados, porém, não são proibidos pelas Forças Armadas britânicas. Segundo o departamento de comunicação da entidade, os convocados têm folgas e tempo livre, "dependendo do posto que ocupam e do turno de trabalho". "Eles têm ingressos para assistirem aos jogos", exemplificou a assessoria do órgão.
Ao todo, cerca de 18 mil homens e mulheres ligados às Forças Armadas britânicas - do Exército, da Marinha ou da Real Força Aérea - foram convocados para reforçarem a segurança na Olimpíada de Londres.
O contingente foi disponibilizado após a G4S, empresa contratada para se responsabilizar pela segurança dos Jogos Olímpicos, anunciar que não teria condições de viabilizar 13,7 mil agentes para a função. Ao todo, a companhia anunciava uma lacuna de 3,5 mil vagas a preencher.
Terra/montedo.com

Comento:
Convenhamos, certamente os milicos brazucas não sofrerão dessa repulsiva compulsão consumista em 2016. Ufa! 

Nota do editor: Sim! É ironia.

8 de agosto de 2012

Forças Armadas sem protagonismo na Copa e Olimpíada, diz Secretário

Forças Armadas sem protagonismo

A Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016 serão diferentes do Pan de 2007, já que as Forças Armadas não terão o mesmo protagonismo que experimentaram no evento do Rio. Naquela época, ao sair às ruas, era comum ver caminhões lotados de militares, mais ou menos como ocorre agora em Londres, com a presença maciça de soldados nos locais de competição.

Partilha
Para as competições no Brasil, policiais civis, militares e federais, bombeiros, a Defesa Civil e o Exército dividirão responsabilidades, afirma o secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça, Valdinio Jacinto Caetano.

O básico
De acordo com Caetano, que está em Londres, os militares exercerão suas atividades tradicionais, como a vigilância do espaço aéreo.
Folha de São Paulo/montedo.com

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