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31 de agosto de 2012

Reajuste dos militares: "Foi o que pudemos dar", diz Amorim

Militares terão 30% de reajuste em três anos
Pagamento será dividido em parcelas de 9,2%, passando a valer sempre a partir do mês de março. Esposas dizem, por meio da líder, que aumento não agrada

MARCO AURELIO REIS
Os soldos dos militares das Forças Armadas terão 30% de reajuste nos próximos três anos, sendo pagos 9,2% a cada ano a contar de 1º de março de 2013. O dinheiro entra efetivamente na conta no pagamento creditado em abril. Outros 9,2% serão concedidos em março de 2014 e no mesmo mês de 2015. O aumento será linear para todos os 646 mil integrantes das Forças Armadas, ou seja, incidirá sobre soldos de militares ativos, da reserva e pensionistas. Também será o mesmo para praças e oficiais.
“Na atual situação econômica foi o que pudemos dar”, disse a O DIA o ministro da Defesa, Celso Amorim, que esteve ontem à noite no Rio para passagem de comando do CML (Comando Militar do Leste). Perguntado sobre a possibilidade de serem editadas outras medidas que melhorem a remuneração militar, Amorim foi evasivo: “Continuaremos construindo”.
Ivone Luzardo, líder da União Nacional das Esposas de Militares das Forças Amadas ficou irritada com o parcelamento. “Se os 30% fossem pagos de uma única vez no ano que vem até que daria para acalmar os ânimos e negociar com o governo ”, reagiu.
A entidade calcula em 135% as perdas do poder de compra dos soldos de seus maridos, nos últimos 10 anos. “Os 9,2% não vão fazer a menor diferença para quem esta endividado”, completa a líder, que é esposa de praça.
Conforme a Coluna Força Militar de O DIA antecipou nas últimas edições, o aumento ficou acima dos 15,8% acertados com os servidores civis em função da defasagem da remuneração dos militares. A certeza de que o índice de 30% não agradaria aos quartéis influenciou a forma de sua divulgação, por meio de entrevista da ministra Miriam Belchior (Planejamento).
Foto: Arte: O Dia

Esposas vão protestar no 7 de Setembro
As esposas de militares tentarão na próxima semana nova negociação com o governo, para o reajuste de 30% não ser parcelado. “Ou o aumento vem integral ou vamos deitar em frente à tropa e impedir o desfile no 7 de Setembro”, disse Ivone Luzardo, reforçando que a manifestação ocorrerá em Brasília e no Rio.
“Esperamos a definição do pagamento dos 28,86% para quem ainda não recebeu a dívida reconhecida pela Justiça e também o anúncio de política de recuperação gradual dos soldos, com revisões programadas a cada três anos”, disse oficial, reforçando a proposta antecipada pela Coluna Força Militar de O DIA.
Deputado federal, o capitão da reserva Jair Bolsonaro (PP-RJ) anunciou que vai sugerir ao governo, durante a discussão do Orçamento, o aumento do soldo dos recrutas, garantindo pagamento de salário mínimo.
O Dia Online (Força Militar)/montedo.com

26 de agosto de 2012

Entrega de Espadim na AMAN aquece a economia de Resende

AMAN realiza entrega de Espadim
Ministro Celso Amorim discursa perante o Espadim
A Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) realizou neste sábado a tradicional cerimônia de Entrega de Espadins, réplicas da espada utilizada pelo patrono do Exército, Duque de Caxias, em seus combates. A solenidade marca a entrada dos novos cadetes aos ensinamentos militares na Aman, no Curso Básico. Durante quatro anos os jovens desempenham suas atividades na Aman, com objetivo de se tornarem aspirantes a oficiais do Exército Brasileiro.
A cerimônia é um marco no calendário militar brasileiro, exclusivamente realizada na Aman, instituição construída na década de 1950 pelo propósito da formação militar na sequência das atividades desenvolvidas na Academia Real Militar de Realengo, no Rio. Neste ano o Espadim não contou com a presença da presidenta Dilma Roussef (PT), devido a incompatibilidade de agenda, autoridade máxima do governo federal, representada pelo Ministro da Defesa, Celso Amorim. O ministro foi recepcionado pelo comandate da Aman, general de Brigada, Julio César de Arruda, junto dos comandantes da Marinha, almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto e, da Aeronáutica, o brigadeiro do ar, Juniti Saito. Autoridades como o prefeito José Rechuan (PP) e o presidente da Câmara de Vereadores, Kiko Besouchet (PP), além do depuado federal Jair Bolsonaro (PP).
Neste ano ao menos 472 cadetes receberam o Espadim, formando a Turma General Pitaluga, incluindo onze militares de nações amigas (Angola, Bolívia, El Salvador, Guatemala, Nicarágua, Paraguai e Peru. “Estamos comprometidos com sua formação e o sucesso de vocês é o nosso sucesso. O Espadim representa o símbolo da honra militar, representa Duque de Caxias, um exemplo a ser seguido. Juntos, temos ainda 11 cadetes de nações amigas nesta turma que escolheu muito bem seu homenageado, general Pitaluga que lutou na Segunda Guerra”, disse Arruda. Cinco resendenses receberam o Espadim: cadetes Renan Soares da Silva Martins de Oliveira, Vinícius Nascimento Fernandes, Jadir Pereira Damasceno Júnior, Marcos Eduardo do Amaral Medina e Pedro Eduardo Coutinho Maciel Mendes. O cadete mais novo da turma é Ismael Deus Marques, de 17 anos e o aluno melhor colocado é Lemuel Bezerra Sena, que recebeu o Espadim das mãos do ministro Celso Amorim. “Todos os cadetes são verdadeiros representantes do Exército Brasileiro e recebendo a Espada de Duque de Caxias tem assegurado o compromisso de uma formação eficiente, segura, para auxiliar o Brasil”, frisa o ministro Amorim.

ECONOMIA
Como ocorre em toda edição do Espadim, a economia resendense foi amplamente favorecida. Em virtude do evento, dezenas de famílias de militares de outros estados ocuparam instalações da rede de hoteleira da cidade, provocando desde sexta-feira grande movimento em lojas, bares e restaurantes. Pelas ruas da cidade o fluxo de visitantes deixou o Calçadão da Avenida Albino de Almeida, em Campos Elíseos, ainda mais agitado que o habitual. A expectativa dos comerciantes é que o Espadim provoque impacto positivo de 15%, em média, perante o fim de semana anterior. “É um momento que sabemos que os familiares dos cadetes agraciados estarão na cidade. Boa parte deles busca conhecer a cidade, sua culinária, atrações turísticas. Neste sábado servimos mais refeições que na semana passada, significativamente”, comenta o empresário Daniel Paulo Maia.
A Voz da Cidade/montedo.com

Comento:
Pelo visto, existe uma orientação do Comando do Exército em difundir informações sobre a injeção de recursos pelo Exército na economia das cidades. Somente nesta semana, notícias com teor semelhante a esta foram veiculadas pela imprensa das cidades gaúchas de Ijuí e Cachoeira do Sul. Penso que trata-se de uma medida pertinente, pois, principalmente nos municípios menores, os valores que a atividade militar coloca em circulação são muito expressivos, muitas vezes fundamentais para a economia local. Porém, a comunidade geralmente não tem a percepção clara dessa situação.
Exemplo: no início da década passada, o comando da guarnição de Cruz Alta (RS) fez um levantamento dos recursos provindos dos cofres do EB que circulavam anualmente na economia da cidade. Entre vencimentos de militares da ativa, inativos e pensionistas, compras no comércio local e outros gastos, o valor chegou aos R$ 40 milhões, enquanto o orçamento da Prefeitura foi de R$ 35 milhões no mesmo ano.

19 de julho de 2012

Defesa nacional, estranhos no ninho

PAULO RICARDO DA ROCHA PAIVA*
No Ministério da Defesa, com Celso Amorim, os militares estão pisando em ovos e assimilam mal o diplomata que, na contramão do que pregava seu patrono, o insigne Barão do Rio Branco, ratificou na ONU os termos da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, abrindo a guarda para o amadurecimento do processo de “kozovonização” do território nacional. O chanceler às avessas, coadjuvado pela visão prospectiva míope do Supremo Tribunal Federal, simplesmente despertou para a secessão cantões estratégicos contíguos à faixa de fronteiras como a Reserva Raposa Serra do Sol, cuja cobiça pelo Reino Unido já vem sendo denunciada e até insinuada sem rodeios pelo grande predador militar britânico.
O Exército vê com muita preocupação aquela rica região habitada, agora, tão somente por “povos indígenas” que, de pronto, poderão ser mobilizados por forças especiais alienígenas em guerrilhas de viés separatista. Segundo o “boletim das baias”, aquele arauto corrente no nível do escalão “Sargento Tainha”, sua excelência não estaria nem aí para a vulnerabilidade admitida posto que, antes do reequipamento das nossas desarmadas forças, estaria muito mais preocupado em retirar as instalações militares da Esplanada dos Ministérios e transferi-las para o setor militar urbano da capital federal, pois não aguentaria mais o “griteiro” dos probos políticos, como sempre ridiculamente ressabiados com a proximidade de casernas junto ao Congresso Nacional.
Enquanto isto, na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, presidindo a própria, Fernando Collor está duro de engolir. Sua passagem fugaz pela suprema magistratura do país despejou pá de cal na aspiração que tinham as nossas desarmadas forças de se tornarem fortes a ponto de fazerem o inimigo desistir da luta. Sua adesão ao desarmamento e controle de armas nucleares, apesar de todos os alertas contrários da assessoria militar, condenou a juventude amazonense incorporada anualmente no Exército Brasileiro ao suplício tirânico do adestramento diuturno no combate em selva. Como se não bastasse ainda, a sua irresponsabilidade, sem nenhuma dose de escrúpulo, permitiu a concessão do descomunal “Kozovo yanomamy”.
Todos os desatinos somados, que se diga, em um país sério levariam a contraindicar esses senhores para cargos de tamanha relevância estratégica. Mas, em se tratando de Brasil, por que não?
*Coronel de Infantaria e Estado-Maior
Diário de Santa Maria/montedo.com

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