Marinha do Brasil/montedo.com
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4 de setembro de 2012
3 de setembro de 2012
AMARPFA pede ajuda para manifestação de Sete de Setembro
O Sargento R/1 Genivaldo SIlva, Presidente da AMARPFA (Associação dos Militares e Pensionistas das Forças Armadas) está solicitando ajuda financeira, de qualquer valor, para a mobilização que a associação, juntamente com outras entidades, está programando para o dia Sete de Setembro, em Brasília. Genivaldo informa que a AMARPFA já mandou confeccionar 60 faixas.As contribuições podem ser depositadas na conta corrente 15.059-2, agência 2727-8 do Banco do Brasil.
Leia também:Reajuste: associações de militares inativos têm audiência com senador
Vale lembrar que a manifestação pacífica e ordeira de militares inativos é legal e um legítimo instrumento de pressão democrática. Os 'velhinhos' estão fazendo sua parte. Parabéns.
Contato:
SGTO- GENIVALDO DA SILVAFONES: (061) 3039 5164 begin_of_the_skype_highlighting
Desfile de 7 de Setembro será em paz, garante comandante da Marinha
Almirante Julio Neto diz que não haverá esquema para blindar Dilma de eventuais manifestações
LUIZA DAMÉ
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| O comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Moura Neto, durante cerimônia de troca da Bandeira na Praça dos Três Poderes Gilvado Barbosa / O Globo |
BRASÍLIA - Após participar da cerimônia de troca da Bandeira do Brasil, neste domingo, o comandante da Marinha, almirante Julio Moura Neto, disse que o desfile de 7 de Setembro será de paz, apesar dos protestos organizados por movimentos sociais e por setores dos servidores públicos. Moura Neto afirmou que não haverá esquema especial para blindar a presidente Dilma Rousseff de eventuais manifestações.
- Eu acho que o 7 de Setembro vai ser em paz. É uma festa cívica. Eu espero que seja em paz, e nós possamos mostrar nosso desfile, um desfile cívico militar. Espero que seja em paz - disse o comandante.
Em seu primeiro ano de governo, a presidente participou da cerimônia de troca da Bandeira, que ocorre todo o primeiro domingo de cada mês, na Praça dos Três Poderes, sob o comando de uma das três Forças - Marinha, Exército e Aeronáutica - ou da Polícia Militar do Distrito Federal. No ano passado, Dilma levou o neto Rafael e a filha Paula Araújo ao evento. Neste ano, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, José Elito Siqueira, foi à cerimônia.
Movimentos sociais preparam protestos
Na próxima sexta-feira, Dilma acompanhará o desfile de 7 de Setembro, na Esplanada dos Ministérios, a partir das 9h. Movimentos sociais e sindicais estão preparando, pelas redes sociais, protestos durante o desfile. As esposas de militares também fazem uma vigília na Esplanada, em defesa da recomposição salarial das Forças Armadas.
- Vai ser feita a mesma coisa que tem sido feita todos os anos. Ou seja, garantida a segurança, mas nada fora do comum - disse Moura Neto, sobre o esquema de segurança da presidente.
A substituição da Bandeira do Brasil, na manhã deste domingo, fez parte das comemorações da Semana da Pátria, cujo tema é "Brasil, um país de oportunidades". A Esplanada dos Ministérios já foi decorada com bandeirolas verde e amarelo, a estrutura de palanques está sendo montada, e os prédios foram ornamentados com painéis onde se pode ler inscrições como "Um país de oportunidades valoriza a igualdade".
A Bandeira da Praça dos Três Poderes é a maior do país, com 280 metros quadrados. Hasteada num mastro de 110 metros de altura, a Bandeira simboliza a soberania brasileira. Na base do mastro, está escrito: "Sob a guarda do povo brasileiro, nesta Praça dos Três Poderes, a Bandeira sempre ao alto: visão permanente da Pátria". A cerimônia foi encerrada com a apresentação da Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais, que tocou, entre outras músicas, Asa Branca, em homenagem ao centenário de Luiz Gonzada, e formou a palavra Brasil e uma âncora - símbolo da Marinha.
O Globo/montedo.com
1 de setembro de 2012
Soldo real x soldo ideal: um abismo de diferença
Reajuste dos soldos das Forças Armadas: Sete em cada dez acharam pouco
MARCO AURELIO REIS
Rio - O reajuste dos soldos das Forças Armadas de 30% parcelados em três anos dividiu as opiniões nos quartéis. Na proporção de três comentários elogiosos para sete desfavoráveis, a Coluna ouviu ontem praças e oficiais. Como esperado, sargentos e cabos foram os que mais se queixaram do aumento. Do grupo, a maioria concorda com a movimento das esposas e de militares da reserva que promete impedir o desfile do 7 de Setembro no Rio e em Brasília pedindo o aumento de 30% em parcela única a contar já do ano que vem.
Para o movimento, as perdas acumuladas dos soldos somam 145% e o aumento parcelado de nada adiantará (confira ao lado a comparação entre os dois índices de reajuste, o concedido e o pedido pela tropa).
“A profissão de militar, depois desse reajuste de 30%, ficará comprometida e insustentável”, disse praça à Coluna. “Para mim já chega. Vou sair da Marinha. Vou fazer concurso para o TCU e Receita Federal”, acrescentou outro. “Daqui a três anos nossos salários estarão muito piores do que agora. Armaram esta arapuca para só podermos reclamar a partir de 2015”, acrescentou outro.
Entre os militares que não reclamaram ou elogiaram o aumento, a maior parte considerou que a correção parcelada é um avanço ante a expectativa de congelamento da renda. “É melhor pingar do que secar”, disse um militar. Oficial, por sua vez, ponderou que os 30% representam ganho real de pelo menos 15%. “Para isso basta considerar uma inflação anual de 4,5%. O aumento proposto é uma sinalização positiva do governo de que é necessária uma política de recuperação do poder de compra dos soldos”, disse.
O Dia Online (Força Militar)/montedo.com
31 de agosto de 2012
Reajuste dos militares: "Foi o que pudemos dar", diz Amorim
Militares terão 30% de reajuste em três anos
Pagamento será dividido em parcelas de 9,2%, passando a valer sempre a partir do mês de março. Esposas dizem, por meio da líder, que aumento não agrada
MARCO AURELIO REIS
Os soldos dos militares das Forças Armadas terão 30% de reajuste nos próximos três anos, sendo pagos 9,2% a cada ano a contar de 1º de março de 2013. O dinheiro entra efetivamente na conta no pagamento creditado em abril. Outros 9,2% serão concedidos em março de 2014 e no mesmo mês de 2015. O aumento será linear para todos os 646 mil integrantes das Forças Armadas, ou seja, incidirá sobre soldos de militares ativos, da reserva e pensionistas. Também será o mesmo para praças e oficiais.
“Na atual situação econômica foi o que pudemos dar”, disse a O DIA o ministro da Defesa, Celso Amorim, que esteve ontem à noite no Rio para passagem de comando do CML (Comando Militar do Leste). Perguntado sobre a possibilidade de serem editadas outras medidas que melhorem a remuneração militar, Amorim foi evasivo: “Continuaremos construindo”.
Ivone Luzardo, líder da União Nacional das Esposas de Militares das Forças Amadas ficou irritada com o parcelamento. “Se os 30% fossem pagos de uma única vez no ano que vem até que daria para acalmar os ânimos e negociar com o governo ”, reagiu.
A entidade calcula em 135% as perdas do poder de compra dos soldos de seus maridos, nos últimos 10 anos. “Os 9,2% não vão fazer a menor diferença para quem esta endividado”, completa a líder, que é esposa de praça.
Conforme a Coluna Força Militar de O DIA antecipou nas últimas edições, o aumento ficou acima dos 15,8% acertados com os servidores civis em função da defasagem da remuneração dos militares. A certeza de que o índice de 30% não agradaria aos quartéis influenciou a forma de sua divulgação, por meio de entrevista da ministra Miriam Belchior (Planejamento).
Esposas vão protestar no 7 de Setembro
As esposas de militares tentarão na próxima semana nova negociação com o governo, para o reajuste de 30% não ser parcelado. “Ou o aumento vem integral ou vamos deitar em frente à tropa e impedir o desfile no 7 de Setembro”, disse Ivone Luzardo, reforçando que a manifestação ocorrerá em Brasília e no Rio.
“Esperamos a definição do pagamento dos 28,86% para quem ainda não recebeu a dívida reconhecida pela Justiça e também o anúncio de política de recuperação gradual dos soldos, com revisões programadas a cada três anos”, disse oficial, reforçando a proposta antecipada pela Coluna Força Militar de O DIA.
Deputado federal, o capitão da reserva Jair Bolsonaro (PP-RJ) anunciou que vai sugerir ao governo, durante a discussão do Orçamento, o aumento do soldo dos recrutas, garantindo pagamento de salário mínimo.
O Dia Online (Força Militar)/montedo.comE o blog bombou...
Gente, a expectativa pela divulgação do índice do reajuste dos vencimentos dos militares catapultou os acessos ao blog, que chegaram a exatos 27.481 nesta quinta-feira. Obrigado a todos, apesar das notícias não serem das melhores.
29 de agosto de 2012
Reajuste dos militares: índice não será inferior a 27,5%
Planalto ainda avalia se pode dar mais a militares
TÂNIA MONTEIRO / BRASÍLIA
O Palácio do Planalto está fazendo os últimos acertos com os Ministérios da Fazenda e da Defesa para definir o porcentual do reajuste a ser dado aos militares. Nas últimas negociações ficou decidido que aumento não será inferior a 27,5%. Os militares esperam chegar aos 30%, em três parcelas para os próximos três anos.
O principal impasse com a Fazenda, neste momento, é em relação ao valor da primeira parcela. Os militares não querem reajuste divido por três por entender que estão com os salários muito defasados - e pedem um valor maior na primeira parcela. O impacto estimado na folha de pagamentos é de cerca de R$ 10 bilhões, ao final dos três anos.
A presidente Dilma Rousseff já sinalizou que está disposta a dar um aumento maior do que o prometido aos civis. A Polícia Federal também poderá ser beneficiada com um reajuste bem acima dos 15,8% oferecido como média aos demais servidores. Em tabela comparativa apresentada pelos militares, mostrando os aumentos que oito carreiras de Estado tiveram de dezembro de 2002 a julho de 2010, os militares ficaram com 85,29% - a menor parcela, seguidos pelos 95,15% da Polícia Federal. Na ponta de cima, procuradores federais e os advogados da União foram contemplados com 212,34% e os diplomatas 202,54%.
Uma das maiores dificuldades de concessão de reajuste para os militares é o peso da folha - que soma, entre ativa e reserva, 500 mil pessoas. O orçamento do Ministério da Defesa para 2012 é de R$ 64,794 bilhões. Desse total, 69,9%, vão para pagamento de pessoal e encargos. Dos cerca de R$ 45,3 bilhões destinados só a pessoal, R$ 28,5 bilhões representam o pagamento de inativos e pensionistas.
O Estado de S.Paulo/montedo.com
25 de agosto de 2012
Vencimentos das Forças Armadas: além de reajuste, 'pacote de bondades' prevê gatilho salarial a cada três anos
Revisão dos soldos a cada três anos prevista em lei
Pacote do governo para quartéis prevê reajuste e mulheres generais
MARCO AURELIO REIS
O pacote com reajuste dos soldos das Forças Armadas para 2013 e os dois anos seguintes vai trazer o compromisso em lei que os valores serão revistos a cada três anos. A proposta, já antecipada pela Coluna ano passado, está sendo desengavetada ante a certeza, dentro do governo, de que o percentual de aumento do ano que vem vai ficar aquém do que desejam os militares. Por isso, o reajuste virá por pacote, que trará também itens recentemente sancionados, como abertura da possibilidade de mulheres atingirem ao posto de general no Exército.
Ontem, no Rio, o ministro da Defesa, Celso Amorim, fugiu de falar do índice de reajuste, que será anunciado na semana que vem pela Presidência. “Sei tanto quanto vocês”, despistou ao ser abordado por jornalistas em evento na Federação das Indústrias do Rio (Firjan).
A opinião geral nos bastidores do governo, compartilhada pela presidenta Dilma, é que os soldos estão abaixo do “razoável”, quando comparados aos vencimentos de servidores da Polícia Federal, que estão em greve. O disparate salarial e a impossibilidade de equiparação imediata fazem da revisão trienal o reconhecimento do governo à disciplina de oficiais e praças que, proibidos de entrarem em greve, respeitam esse limite.
A revisão dos vencimentos a cada três anos tira das costas dos comandantes a pressão interna que surge a cada momento de desvalorização dos soldos. Por isso, tal revisão caberá ao Ministério do Planejamento que, com ajuda da Defesa, terá que bolar mecanismos para assegurar a recomposição trienal dos vencimentos militares.
MULHER COMBATENTE
O governo não quer falar em pacote, mas é assim que o conjunto de medidas para os quartéis neste mês está sendo visto. Entre os itens, está a sanção da Lei 12.705, que dá acesso às mulheres a funções de combatentes no Exército.
GENERAIS DE SAIAS
Com a nova lei, mulheres enfim poderão chegar ao generalato na Força Terrestre. A possibilidade, já aberta na Marinha e na Aeronáutica, depende apenas de adaptação das escolas de formação.
BANHEIRO FEMININO
Para essa adaptação, a nova legislação, que protege grávidas de provas físicas, dá ao Exército cinco anos para admissão de mulheres combatentes. O prazo é para construção de banheiros e alojamentos próprios para elas.
AVAL DE DILMA
A revisão trienal só depende de um aval final da própria Dilma, a quem também cabe a decisão sobre a forma do reajuste. É que ainda não está definido se ele vai incluir a volta do auxílio moradia.
JORNADA DE 33 HORAS
Como o pacote do reajuste ainda não está fechado, praça sugere que ele reveja mais que os vencimentos: “Não dá para tirar serviço armado e no dia seguinte cumprir expediente normal, totalizando 33 horas de trabalho”.
GRANDES EVENTOS
O mesmo praça entende como outro item do pacote a decisão da presidenta de entregar aos quartéis o comando da segurança dos grandes eventos no Brasil, como a Copa e a visita do Papa.
RECRUTA TREINADO
Outro ponto do pacote seria o protocolo assinado ontem entre a Defesa e a Firjan. Por ele, industriais vão oferecer cursos de qualificação para recrutas. A proposta é que aulas sejam oferecidas pelo Senai nos próprios quartéis já em 2013.
INDÚSTRIA DE DEFESA
No Rio, Celso Amorim anunciou que a Lei 12.598, que define políticas de estímulo para as indústrias brasileiras de defesa, deve ser regulamentada em setembro. Será outro ponto do pacote?
Força Militar (O Dia OnLine)/montedo.com
24 de agosto de 2012
União estuda aumento para 600 mil militares das Forças Armadas
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| No Estado do Rio a medida poderá beneficiar 160 mil servidores Foto: Márcia Foletto/ 11.06.12 |
Djalma Oliveira
O governo federal estuda um índice de reajuste para os soldos dos militares de Marinha, Exército e Aeronáutica, o que beneficiaria cerca de 600 mil pessoas, sendo 160 mil no Estado do Rio, incluindo ativos, inativos e pensionistas. Os comandantes das três Forças Armadas teriam pedido um aumento de 45% parcelado em três anos, mas o percentual ainda não foi decidido. A palavra final será da presidente Dilma Rousseff, que já recebeu um estudo sobre o tema enviado pelo Ministério da Defesa.
O martelo tem de ser batido até o dia 31 deste mês, para que haja tempo de incluir os recursos necessários para o reajuste no Orçamento da União de 2013. O ministro da Defesa, Celso Amorim, tem argumentado que os militares tiveram aumentos bem menores nos últimos dez anos, na comparação com outras carreiras de estado. As negociações para melhorar os ganhos nas Forças Armadas vêm se arrastando desde o início do ano.
Os militares não têm reajuste salarial desde o pagamento relativo a julho de 2010, quando foi repassada a última de cinco parcelas do um aumento dado pelo governo Lula por meio da Lei 11.784/2008, que mexeu nos salários de diversas categorias do funcionalismo federal. Na oportunidade, os percentuais totais chegaram a 100,26%. Esse índice foi concedido a quem ocupava os postos mais baixos nas Forças Armadas.
Extra/montedo.com
Vamos lá!
CONVOCAÇÃO- 7 DE SETEMBRO
ASSOCIAÇÃO DOS MILITARES DA RESERVA E PENSIONISTAS DAS FORÇAS ARMADAS AMARP-FFAA – APRAFA – FAMIL UNEMFA – ANMB – DF
Convoca toda a Família Militar da Reserva, pensionistas e reformados para participar da nossa mobilização, dia 7 de Setembro para cobrarmos as nossas perdas salariais e o pagamento dos 28,86% , já pacificados pelo STF. Concentração no estacionamento CIP 11- Esplanada dos Ministérios à partir das 05 horas da manhã.
Contamos com a presença de todos.
Genivaldo da Silva – Sgt R1 Presidente da AMARP FFAA-DF
CLN 316 BL. B LOJA 15 CEP 70775-520
Fones: (061)3039 5164/ 35225164
Email: amar_mil@yahoo.com.br
Site : www.amarpfa.com
23 de agosto de 2012
Acreditando na promessa de Dilma, militares aumentam pressão por reajuste
Matéria de O Globo de hoje informa que, segundo parlamentares da Comissão Mista de Orçamento, os militares aumentaram a pressão por reajuste em seus vencimentos. Os fardados estão apostando em um índice substancial, conforme promessa de Dilma Rousseff.
Os cálculos do Ministério da Defesa indicariam a necessidade de um aumento de 46,7% para que o salário dos militares seja equiparado ao dos civis.
Confirmando notícia publicada ontem no blog, o índice do reajuste deve ser anunciado na próxima semana.
Leia a matéria em O Globo.
22 de agosto de 2012
Segundo Dilma, rendimentos das Forças Armadas estão 'aquém do razoável'. Índice do reajuste deve sair até a próxima semana
"Sangues azuis" emperram acordo nas negociações com o Planejamento
Rosana Hessel
A presidente Dilma Rousseff não esconde a irritação com a forma com que os representantes das chamadas carreiras de Estado, que têm salário superiores a R$ 10 mil por mês, vêm conduzindo as negociações com o Ministério do Planejamento. Para ela, é inconcebível que justamente os funcionários federais que mais foram beneficiados pela política de reajustes do governo Lula se recusem a aceitar a proposta de correção de 15,8% divididos em três anos feita pela atual administração. Por essa resistência, eles têm sido chamados pela presidente de “sangues azuis” do funcionalismo.
Na avaliação do Palácio do Planalto, não há a menor possibilidade de Dilma atender aos pleitos da elite do funcionalismo. Por isso, a percepção dentro do governo é de que apenas as carreiras que ganham menos aceitarão o aumento de 15,8%. A primeira parcela, de pouco mais de 5%, estará prevista na proposta orçamentária de 2013, que será encaminhada até 31 de agosto. “Infelizmente, está prevalecendo a falta de bom senso entre os sangues azuis. Eles ainda não perceberam a gravidade da situação da economia mundial e do esforço que se está fazendo para reativar a economia brasileira e garantir os empregos do setor privado, os mais vulneráveis”, disse um técnico da equipe econômica.
A presidente reconhece que os rendimentos dentro das Forças Armadas estão aquém do razoável, sobretudo quando comparado ao da elite dos servidores do Executivo.
Ele ressaltou que, no Planalto, sempre é feita uma conta simples para confrontar os argumentos dos sangues azuis: com os 5% de aumento em 2013, os funcionários que ganham R$ 10 mil vão incorporar R$ 500 nos rendimentos. É quase um salário mínimo (R$ 622) pago a mais de 20 milhões de brasileiros. “Esses sangues azuis têm que entender que os tempos de reajustes expressivos acabaram. Vivemos em outra realidade. Não dá para comprometer o Orçamento da União com ganhos absurdos para uma pequena classe privilegiada e deixar a maioria à margem”, disse o técnico.
Para um assessor do Ministério da Fazenda, "quanto maior for o reajuste para os servidores da elite, menor fica a margem do governo para defender a elevação do salário mínimo e beneficiar, sobretudo, aposentados e pensionistas que fazem milagres, todos os meses, com o piso salarial". O Palácio ressaltou que, entre os sangues azuis estão delegados e peritos da Polícia Federal e funcionários do Banco Central, da Receita Federal, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Eles pedem reajustes entre 35,53% a 151,27% (veja quadro ), o que os levaria a ganhar, em vários casos, mais do que a presidente da República e o ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), cujos ganhos são limitados constitucionalmente — atualmente, o teto é de R$ 26,7 mil. "Na Abin, por exemplo, o salário chegaria a R$ 29 mil", assinalou o assessor da Fazenda.
Em conversas com interlocutores, a presidente tem expressado, ainda, a preocupação em ceder à elite do funcionalismo do Executivo, porque os aumentos se propagariam para o Legislativo e o Judiciário, que, na avaliação dela, já pagam salários altos demais. "O governo não está sendo intransigente com os servidores. Mesmo quem ganha muito terá reajuste de 15,8%. Por isso, é incompreensível que os sangues azuis criem um impasse tão grande para fechar um acordo com o Ministério do Planejamento", afirmou um assessor palaciano.
Ganho a militares
Quem conversou com a presidente Dilma Rousseff nos últimos dias garante que ela reservou uma parcela do Orçamento de 2013 para corrigir os ganhos dos militares. Só não está definido ainda se o aumento incidirá sobre os salários ou sobre as gratificações. Dilma deve bater o martelo até o fim da próxima semana. A presidente reconhece que os rendimentos dentro das Forças Armadas estão aquém do razoável, sobretudo quando comparado ao da elite dos servidores do Executivo.
Miriam esgotada
A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, está superesgotada com a pesada negociação com os servidores. Amigos próximos dizem que ela tem reclamado sistematicamente da intransigência do funcionalismo em aceitar a proposta de reajuste de 15,8% em três anos feita pelo governo. Para Miriam, o Palácio do Planalto fez mais do que o possível para encontrar espaço no Orçamento da União e reservar quase R$ 22 bilhões para engordar os contracheques da Esplanada.
Correio Braziliense/montedo.com
21 de agosto de 2012
20 de agosto de 2012
Amorim: reajuste dos militares será divulgado após término das negociações com servidores civis
Militares e Judiciário ainda esperam
Servidores do Judiciário Federal e militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica aguardam sinal do governo sobre aumento em 2013. A situação é mais confortável para as Forças Armadas. O ministro da Defesa, Celso Amorim, anunciou internamente que o reajuste será divulgado após o término das negociações do governo com os servidores civis.
Já a presidenta Dilma Rousseff defende que os servidores do Judiciário ganham bem e que podem aguardar a melhora do cenário econômico internacional para receber aumento.
Leia a matéria completa.
O Dia Online/montedo.com
18 de agosto de 2012
Reajuste dos militares: Amorim volta de férias com a missão de desembrulhar o pacote
Força Militar: A novela do reajuste
MARCO AURELIO REIS
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O ministro da Defesa, Celso Amorim, volta das férias hoje com a missão de desembrulhar o pacote com reajuste dos soldos e outras solicitações dos comandantes militares, entre elas o pagamento da dívida de até 28,86% a grupos de praças. Amorim será o responsável por definir com as três Forças qual a melhor forma de anunciar o pacote: se por meio de mensagem dos comandantes ou num grande evento, como o Dia do Soldado, comemorado no próximo sábado.
O índice de aumento não será fechado por Amorim. Virá de resultados de contas cujas variáveis serão definidas ao longo da próxima semana, após reuniões de técnicos do governo com servidores civis em greve. Quem está acompanhando as contas diz que só se sabe que o aumento para 2013 virá acima dos 5% que estão sendo oferecidos a maior parte dos servidores em greve. O entrave é garantir ainda índices para 2014 e 2015, de modo a repor perdas da inflação passada (avaliadas em 9% desde o último reajuste, em 2010), da inflação deste ano e estabelecer ganho real que reduza o abismo salarial entre militares e outras carreiras de Estado, como a Polícia Federal.
Fundo transparente
A primeira semana de trabalho promete apagar da memória do ministro os seus cinco últimos dias de descanso, em Fernando de Noronha na companhia da mulher, filha e dois netos. Passeou em navio do Projeto Natureza Viva, com o fundo transparente.
Pepino em Brasília
Na embarcação com fundo transparente, o ministro Celso Amorim e os familiares avistaram peixes e pepinos do mar. Abacaxis e outros ‘pepinos’ ficaram em Brasília.
Novos caças
Amorim estava no Hotel de Trânsito da Aeronáutica quando o Wall Street Journal publicou entrevista sua dizendo que a compra de novos caças da FAB ainda não tem data.
Crise econômica
As três fabricantes que concorrem para fornecer os novos caças ouviram do governo o mesmo argumento que os militares tiveram de aceitar para ter reajuste adiado deste ano para 2013: a crise econômica mundial fez o governo rever todos os planos.
O Dia Online/montedo.com
16 de agosto de 2012
Dilma tem compromisso de melhorar a remuneração nas Forças Armadas, diz ministro
Até R$ 22 bi para reajustes
JULIANA BRAGA
Executivo procura espaço no Orçamento de 2013 com o objetivo de contemplar servidores, que disputam recursos com incentivos à produção
Diante da insistência dos servidores públicos, cuja greve provoca transtornos à população e impõe pesados custos ao setor produtivo, a presidente Dilma Rousseff deu ontem sinal positivo para que o Ministério do Planejamento reserve recursos para reajustes a uma parte do funcionalismo em 2013. No quadro mais conservador, a proposta orçamentária que será encaminhada ao Congresso até 31 de agosto terá R$ 14 bilhões para a correção de salários, já incluídos os R$ 7,1 bilhões ofertados a professores (R$ 4,2 bilhões) e técnicos administrativos de universidades (R$ 2,9 bilhões). No cenário mais otimista, a fatura chegará a R$ 22 bilhões, ainda muito longe dos R$ 92 bilhões que os servidores querem. O que pesa contra a maior generosidade do Palácio do Planalto são os incentivos fiscais que Dilma ainda quer conceder ao setor produtivo. "Estamos fechando as contas. Mas o importante é que a presidente já indicou até quanto poderemos dar de reajustes", disse um técnico do Planejamento."Há um compromisso da presidente em melhorar as remunerações nas Forças Armadas. Ela não abre mão disso"
A reserva de recursos foi definida na reunião da junta orçamentária, na última segunda-feira. Mas ainda dependia do aval da presidente Dilma. Foi por essa razão que o Ministério do Planejamento não apresentou nada de concreto nas últimas conversas com representantes dos servidores. O governo havia suspendido as negociações por duas semanas para fazer as contas. Com isso, criou muita expectativa no funcionalismo. Porém, a demora para encontrar verbas no Orçamento acabou provocando frustrações nos grevistas, que elevaram o tom contra o governo, a ponto de prenderem o secretário de Relações do Trabalho do Planejamento, Sérgio Mendonça, por várias horas em um sala de reuniões do ministério.
O certo [...] é que as propostas de reajustes sairão ainda nesta semana ou no máximo, no início da próxima.
Está praticamente certo que uma parcela dos R$ 14 bilhões ou dos R$ 22 bilhões será destinada à correção dos salários do militares. "Há um compromisso da presidente em melhorar as remunerações na Forças Armadas. Ela não abre mão disso", afirmou um ministro ao Correio. Também tendem a ser beneficiados, mesmo que num patamar abaixo do pedido pelos sindicatos, os 120 mil trabalhadores que compõem o chamado "carreirão". Eles estariam com os salários distorcidos. "Esse pessoal não pode ser ignorado", acrescentou. O certo, segundo o ministro, é que as propostas de reajustes sairão ainda nesta semana ou no máximo, no início da próxima.
Tratamento específico
As centrais sindicais estiveram no Palácio do Planalto na manhã de ontem em reunião com o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. O encontro era para apresentar o plano de concessões anunciado pela presidente Dilma, mas a greve dos servidores dominou a conversa. O ministro disse que novas propostas devem ser apresentadas nos próximos dias. "Ele deu informação de que o governo terá uma proposta para o funcionalismo. Cada carreira vai ter um tratamento. Ele acha que já é um avanço. Mas não deu mais nenhuma informação, porque não tem nenhuma autorização. É o Planejamento (quem negocia)", relatou o presidente da Força Sindical, Miguel Torres.
Correio Braziliense, via cliping MP/montedo.com
13 de agosto de 2012
'Em transformação', Exército planeja estar totalmente equipado em 10 anos
Recuperação da capacidade operacional custará R$ 11 bilhões até 2022.
Exército tem 7 grandes projetos para superar atual quadro de defasagem.
Tahiane Stochero
Do G1, em São Paulo
Diante do atual quadro de defasagem, o Exército brasileiro criou plano para total recuperação e modernização de equipamentos e tecnologias em 10 anos, ao custo de R$ 11 bilhões. "O ano de 2022 é considerado um marco temporal para nós. Pretendemos que o processo de recuperação termine até lá", afirma o general Walmir Almada Schneider Filho, que coordena os estudos no alto comando da Força, em Brasília.
O G1 publica, ao longo da semana, uma série de reportagens sobre a situação do Exército brasileiro quatro anos após o lançamento da Estratégia Nacional de Defesa (END), decreto assinado pelo ex-presidente Lula que prevê o reequipamento das Forças Armadas. Foram ouvidos oficiais e praças das mais diversas patentes - da ativa e da reserva -, além de historiadores, professores e especialistas em segurança e defesa. O balanço mostra o que está previsto e o que já foi feito em relação a fronteiras, defesa cibernética, artilharia antiaérea, proteção da Amazônia, defesa de estruturas estratégicas, ações de segurança pública, desenvolvimento de mísseis, atuação em missões de paz, ações antiterrorismo, entre outros pontos considerados fundamentais pelos militares.
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| Militares em treinamento para situação de confronto em cidades brasileiras (Foto: Tahiane Stochero/G1) |
"E eu não tenho dúvidas que o soldado de 2022 tem que estar muito mais capacitado e estudado para operar toda essa rede de equipamentos e tecnologia avançada que teremos”, projeta o general. Para ele, o Exército está atualmente em um "processo de transformação”.
Para atender aos principais pontos de preocupação elencados pela Estratégia Nacional de Defesa, publicado em 2008, os militares criaram sete grandes projetos: o sistema de monitoramento das fronteiras, a proteção de estruturas estratégicas, a defesa cibernética, a recuperação da capacidade operacional, a defesa antiaérea, o sistema de lançamento de foguetes e mísseis e a substituição dos antigos blindados pelo novo - o Guarani.
"Não tenho dúvidas que o soldado de 2022 tem que estar muito mais capacitado e estudado para operar toda essa rede de equipamentos e tecnologia avançada que teremos"General Walmir Almada Schneider Filho
“Nos países desenvolvidos, são os princípios e a doutrina que ditam a arma e a tecnologia que o combatente precisa. Aqui, teremos um processo inverso. Nessa primeira fase, vamos fazer a modernização, para recuperarmos a capacidade de operar. Esses novos equipamentos irão fazer com que mudemos nosso modo de ação, nossa visão de emprego. Vamos testar novos conceitos, novas capacidades. E isso nos obrigará a rever nossa doutrina”, afirma Schneider Filho.
Outra ideia do Exército é trocar por militares temporários, até 2030, pelo menos 20 mil oficiais e praças que estão no serviço administrativo. Os novos contratados passarão a realizar tarefas de contabilidade, recursos humanos, administração, jornalismo, entre outros. A contratação de trabalhadores temporários tem como objetivo não impactar os custos do balanço previdenciário da Força. Um projeto piloto já está em execução no Rio de Janeiro.
“Para ganharmos pessoal, vamos primeiro racionalizar dentro do próprio Exército. Tirar homens e mulheres do administrativo e trazer para o combate”, diz o general.
"Havendo qualquer problema em qualquer cenário pelo mundo, como terremotos, furacões, incidentes internacionais, temos condições de mandar [ajuda]"General Walmir Almada Schneider Filho
Outra intenção é criar uma "força expedicionária": tropas preparadas permanentemente para atuar em calamidades e emergências humanitárias pelo mundo. "Há uma demanda crescente de militares que estejam prontos para essas situações, que são imprevisíveis", afirma Schneider Filho.
"O que pretendemos é ter tropas adestradas, que ficariam teoricamente hipotecadas. Havendo qualquer problema em qualquer cenário pelo mundo, como terremotos, furacões, incidentes internacionais, temos condições de mandar [ajuda]", diz o general.
Veja abaixo os principais pontos da Estratégia Nacional de Defesa (END) que estão sendo desenvolvidos pelo Exército:
1- Recuperação da capacidade operacional
Propõe que seja comprado um novo fuzil funcional, o IA2, produzido pela empresa brasileira Imbel, que está sendo testado por unidades nas fronteiras. Prevê a modernização de helicópteros e de blindados já existentes, além da aquisição de embarcações, munições, armamentos e equipamentos. Barcos blindados já estão sendo comprados da Colômbia para patrulhar a Amazônia.
2- Defesa cibernética
É competência do Exército desenvolver a proteção cibernética no país, ampliando a capacidade de preservar estruturas estratégicas - como aeroportos e usinas - de ataques. O Centro de Defesa Cibernética (CDCiber), criado em Brasília há dois anos, receberá em 2012 mais de R$ 120 milhões em recursos.
Durante a Rio+20, realizada em junho, o CDCiber não conseguiu impedir as invasões e a queda de sites do governo. Conforme o Livro Branco, texto que descreve os objetivos da defesa brasileira, o CDCiber ainda precisa de sede definitiva, equipamentos e pessoal capacitado, além de adquirir tecnologias e softwares para a defesa cibernética.
3- Proteger
O plano para proteção de infraestruturas estratégicas de serviços, comunicações, transportes e economia deve ser concluído em 2013. Segundo o Exército, 90% das estruturas estratégicas do país estão em terra, sendo responsáveis por 96% do PIB brasileiro. Militares do Paraná receberão novos equipamentos para proteger a Usina de Itaipu. Também serão levadas para a região da usina as primeiras unidades do novo blindado - o Guarani.
4- Sisfron
O Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras pretende monitorar e vigiar as divisas do país em tempo real, além de garantir resposta rápida para qualquer risco. Está atualmente em fase de licitação para a instalação de um piloto, em Mato Grosso do Sul, que será baseado na 4ª Brigada de Infantaria Motorizada, em Dourados. O custo total estimado do projeto é de R$ 12 bilhões até 2030.
5- Amazônia
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| Em más condições, abrigo para barcos na fronteira tem danos na estrutura (Foto: Tahiane Stochero/G1) |
Possui hoje 21 unidades de atuação nas fronteiras do país. A intenção é que outros 28 pelotões sejam construídos até 2030 e que as bases já existentes tenham melhorias em infraestrutura, saneamento e rede de energia, para que os militares possam morar com os familiares. Até o fim de 2012, chegam a Manaus oito novos helicópteros.
6- Defesa antiaérea
Projeto que pretende atualizar o sistema de artilharia está em fase de definição de tecnologia para divulgação às empresas interessadas em participar da licitação. As unidades deverão ser equipadas com modernos meios, sensores e mísseis. O custo deve ficar entre R$ 859,4 milhões e R$ 2 bilhões.
7- Sistema de foguetes Astros II
Busca que o Exército tenha apoio de fogo de elevada capacidade, através do desenvolvimento de um míssil com alcance de até 300 km. Está em fase de acerto de contrato com a Avibras Indústria Aeroespacial e tem prazo médio de cinco anos para entrar em operação.
8- Guarani
Plano quer dotar o Exército de uma nova família de blindados, o Guarani, com mais tecnologia e resistência. A previsão é de que, em 20 anos, sejam comprados 2.040 blindados. O primeiro deles foi entregue em junho.
9- Terrorismo
O Exército possui um único destacamento, localizado em Goiânia, treinado para ações contra o terrorismo. A quantidade de equipamentos para detecção e contenção de armas químicas, nucleares, radiológicas e explosivos também é limitada. Segundo o general Walmir Almada Schneider Filho, do Estado-Maior do Exército, estão sendo adquiridos novos materiais para unidades em Goiás e no Rio de Janeiro. "Estamos trabalhando para ter mais gente capacitada para estes casos. Temos de estar preparados para qualquer ameaça. Há uma gama enorme delas", diz.
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| Livro Branco de Defesa Nacional apresenta os sete projetos prioritários do Exército (Foto: Reprodução) |
10- Missões de paz
Um centro de preparação das tropas para missões de paz foi criado no Rio de Janeiro para treinamento conjunto com a Marinha e a Aeronáutica. O Exército possui, atualmente, militares em 11 operações de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), sendo a maior delas no Haiti, onde estão 1.900 soldados. Cinco oficiais fazem parte da missão de observadores do cessar-fogo na Síria.
11- Ações subsidiárias
Os militares brasileiros têm atuado cada vez em ações civis, no apoio em enchentes, em calamidades públicas, no combate à dengue e à febre aftosa. Segundo o Exército, "a demanda dos órgãos da administração pública aumentou", em especial para logística - transporte, alojamento, segurança e comunicações - e para campanhas de vacinação e sanitárias. "O Exército tem a obrigação de executar estas atividades quando houver interesse nacional", disse, em nota, a Força.
Sobre o uso de engenharia militar para construção de aeroportos e estradas, o Exército afirma que não trabalha como "balizador de preços da construção civil" e que as ações servem para instrução e preparação dos soldados.
12- Serviço militar obrigatório
A Estratégia Nacional de Defesa prevê que o serviço militar obrigatório seja realmente "obrigatório" e que, devido ao grande número de jovens dispensados anualmente da prestação, deveria ser criada uma espécie de serviço civil obrigatório. Segundo o Exército, os projetos para mudança ainda estão em tramitação no Ministério da Defesa e não há conclusão sobre o tema.
13 - Valorização profissional
As Forças Armadas apresentaram em março à Presidência uma proposta de reajuste do salário dos militares, que reclamam da defasagem. A última mudança no soldo-base do Exército foi estabelecida pela Lei nº 11.784, de 2008, e previa o reajuste até 1º de julho de 2010. O soldo do soldado recruta, por exemplo, é de R$ 492. Sargento recebe R$ 2.268, e segundo tenente ganha R$ 4.590. A remuneração mensal é formada, além do solto, por outros adicionais, como tempo de serviço, cursos, local de atuação e habilitações.
G1/montedo.com
3 de agosto de 2012
A remuneração das Forças Armadas: um texto lúcido, um comentário emblemático
Nota do editor:
Eis um artigo lúcido e equilibrado sobre a importância de uma melhor remuneração para os militares. Ao final, um comentário emblemático de um oficial do Exército (mais um) que está abandonando a Força.
A remuneração das Forças Armadas
Mauro Santayana
A revelação dos vencimentos dos militares e sua comparação com a dos outros servidores federais – de todos os três poderes – demonstra que o orçamento de pessoal não lhes faz justiça.

Com a sua visão de Estado, Tancredo sempre se preocupou com as forças armadas. Sua tese era a de que os políticos do Império e, mais tarde, da República, foram os primeiros responsáveis pela sedução dos militares brasileiros pelo poder. Eles deveriam ter sido tratados com respeito e, nesse respeito, ser entendida a sua separação das decisões políticas, com a necessária submissão ao poder civil - e a melhor recompensa possível pelos seus serviços, na manutenção da soberania nacional e da integridade do território pátrio.
O político mineiro lembrava, sempre, a advertência de Bernardo Pereira de Vasconcelos contra a decisão do governo de Pedro I, em conferir poder judiciário à Comissão Militar, comandada pelo brigadeiro Francisco Lima e Silva, pai do Duque de Caxias, enviada ao Nordeste a fim de combater a Confederação do Equador. Essa comissão, e outras que se seguiram foram impiedosas na repressão aos combatentes. Só em 1824, na luta contra os pernambucanos, onze revolucionários foram condenados à morte, entre eles, Frei Caneca.
É desse tempo – não obstante a visão política pacificadora do Duque de Caxias – que surgiu a idéia subjacente em alguns setores militares de que, além de defender as fronteiras, também seria deles parte da responsabilidade política do Estado, como condestáveis da República e, mesmo, quando considerassem necessários, pela chefia do Estado e condução do governo nacional – como ocorreu em 1964.
Os militares – e nisso coincidia Tancredo com Maurício de Nassau – devem ser muito bem remunerados, tendo em vista que é deles a responsabilidade de garantir a incolumidade de todos os seus concidadãos. “É preciso tratar bem os homens da guerra” – aconselhava Nassau. “Um país subdesenvolvido, como o nosso, não se pode dar o luxo de pagar mal aos seus militares” – ponderava Tancredo. Ele desenvolvia seu raciocínio, ao afirmar que as forças armadas necessitam de homens bem preparados intelectualmente e bem treinados, a fim de estar sempre preparados para a indesejável eventualidade da defesa de nossa soberania.
A revelação dos vencimentos dos militares e sua comparação com a dos outros servidores federais – de todos os três poderes – demonstra que o orçamento de pessoal não lhes faz justiça. Se os vencimentos dos servidores do Congresso forem conhecidos (como se sabe, o sindicato que os representa conseguiu impedir a divulgação de seus contracheques) a opinião pública ficará estarrecida com a diferença entre o que ganha, por exemplo, um capitão de qualquer das armas, e um motorista do Senado. Entre o que recebe um tenente coronel e um assessor de primeiro nível da Câmara dos Deputados. A isonomia entre os vencimentos oficiais dos servidores da União não será um ato de generosidade, mas, sim, de equidade.
Mauro Santayana/montedo.comwesleyrj disse...Caro Mauro Santayana,Fui militar do Exército, formei-me na AMAN, e posso lhe garantir: existe há, pelo menos, 5 anos uma fuga em massa de oficiais e praças. Essa debandada ocorre principalmente por baixa remuneração. Alguns generais dizem que é por falta de vocação. Pura demagogia! Primeiro, porque tais militares migram para setores de alguma semelhança, como a Agência Brasileira de Inteligência,a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal.Pasmem, todas elas pagam muito melhor. Se comparadas com o soldo dos praças, chega a ser vergonhosa tamanha discrepância. Segundo, esses generais, por terem direito adquirido, possuem, em média, 30% a mais sobre seus vencimentos. Essa gratificação não mais existe, o que demonstra total descolamento entre os soldos de militares antigos e modernos. Eu recentemente prestei um concurso(também na área de segurança pública). E, se tudo der certo, serei nomeado ainda este ano ganhando o dobro para fazer atividades similares.Mauro Santayana disse...Obrigado pelas informações, Wesley, é uma pena que a Nação invista o que investiu na formação de pessoas como você e que elas não possam ser plenamente aproveitadas em nossas Forças Armadas, para a defesa da Pátria.
1 de agosto de 2012
Reajuste dos militares: aumento deve ser linear e pode chegar a 45%, parcelado em três anos
REAJUSTE
MESMO ÍNDICE
Está batido o martelo. O governo vai reajustar os soldos por um mesmo índice para todos os postos e graduações. Foi vencida a ideia de reajuste maior para soldos menores.
EM TRÊS ANOS
Os estudos sobre o índice ainda não estão prontos. Uns consideram primeira parcela este ano e outros em janeiro. O mais generoso propõe 45% parcelados em três anos.
Força Militar (O Dia Online)/montedo.com
MESMO ÍNDICE
Está batido o martelo. O governo vai reajustar os soldos por um mesmo índice para todos os postos e graduações. Foi vencida a ideia de reajuste maior para soldos menores.
EM TRÊS ANOS
Os estudos sobre o índice ainda não estão prontos. Uns consideram primeira parcela este ano e outros em janeiro. O mais generoso propõe 45% parcelados em três anos.
Força Militar (O Dia Online)/montedo.com
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