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11 de maio de 2015

Exército celebra Osório na Festa Nacional da Cavalaria

Centenas de militares participam da Festa Nacional da Cavalaria
Cavalos, viaturas e um helicóptero estiveram envolvidos no evento em Tramandaí
Helicóptero participou das ações | Foto: Mauro Schaefer
Tropa encenou carga de Cavalaria (Foto: Mauro Schaefer/CP)
Jézica Bruno
Para garantir que a história do patrono da Arma de Cavalaria Marechal Manoel Luis Osório não seja esquecida, a Festa Nacional da Cavalaria foi realizada no sábado, no parque que ganhou o nome do patrono, em Tramandaí, no Litoral Norte. Mais de 300 militares, 100 cavalos, 25 viaturas e um helicóptero estiveram envolvidos nas homenagens do dia que antecede o nascimento do marechal, 10 de maio, há 207 anos presente na história do Exército Brasileiro.
Aproximadamente três mil pessoas participaram do evento que foi organizado pelo Comando Militar do Sul, por intermédio do 3º Regimento de Cavalaria de Guarda (3ºRCG) - Regimento Osório, de Porto Alegre. Na frente da casa onde o marechal nasceu, na Fazenda Conceição do Arroio, localizada dentro do parque, a história do líder foi encenada com guerreiros vestidos com o uniforme histórico e que carregavam a lança e a coragem do homem que marcou a história da Cavalaria no país.
Aproximadamente três mil pessoas participaram do evento | Foto: Mauro Schaefer
Três mil pessoas assistiram ao evento (Foto: Mauro Schaefer/CP)
No lombo dos cavalos eles reproduziram as batalhas com gestos, cores e também com os sons emitidos pelos canhões de guerra. “O Marechal Osorio foi um líder nato. Lutou ao lado dos soldados e foi bom não só para as tropas como para toda a população, por isso é tão importante que possamos recontar a sua história, parte da cultura do nosso país, e inspirar os jovens com um bom exemplo”, afirmou o comandante do 3ºRCG e presidente da Fundação Parque Histórico Marechal Manoel Luis Osório, o tenente-coronel Marcelo Goñes Sabbá de Alencar.
Cerca de 300 militares estiveram presentes | Foto: Mauro Schaefer
300 militares participaram da demonstração (Foto: Mauro Schaefer/CP)
Além de ser o palco da festa, o parque também foi o local escolhido por um grupo de reservistas que atuaram na Cavalaria e tiveram o exército como casa durante anos compartilhando as suas histórias. Para o reservista Rogério de Souza, que atuou como cabo armeiro e permaneceu no exército por nove anos, o dia serviu também para celebrar as amizades que, assim como a história do marechal, jamais foram deixadas para trás.
CORREIO do POVO/montedo.com

16 de agosto de 2012

Cavalaria!!! Furacão!

Flávia Alessandra posta foto em gravações de Salve Jorge em quartel

Vitor Angelo
Fernanda Paes Leme e Flávia Alessandra nas gravações do quartel de "Salve Jorge" (Reprodução / Twitter
Fernanda Paes Leme e Flávia Alessandra nas gravações do quartel de "Salve Jorge"
Fernanda Paes Leme e Flávia Alessandra aparecem fardadas e com os nomes de seus personagens, respectivamente tenentes Márcia e Érica, na próxima novela das 21h, Salve Jorge, de Glória Perez, em uma foto de Instagram, nesta terça-feira (14).
A imagem foi postada por Flávia Alessandra no backstage das gravações da novela com a seguinte legenda: “As Vets! Cavalaria!!! Furacão ! #instagram #instaflavia #salvejorge @ Vila Militar”.
Salve Jorge tem estreia prevista para outubro deste ano.
virgula/montedo.com

18 de setembro de 2011

LANCEIROS NEGROS: A TROPA DE CHOQUE DOS FARRAPOS


A primeira tropa de choque do Sul do Brasil: os lanceiros negros
Alexandre Valdemar Da Rosa | especialista em História pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc)
Entre 1835 e 1845 o império brasileiro testemunhou o mais longo conflito ocorrido em nosso território, a Revolução Farroupilha. E, é neste contexto histórico, que surgiram os lanceiros negros farroupilha. Recrutados em meio aos negros campeiros e domadores da atual Região Sul do Estado gaúcho (Canguçu, Pelotas, Bagé, Piraí...), os lanceiros quando na sua fundação foram organizados em duas divisões: "uma de cavalaria, e a outra de infantaria, criados respectivamente, em 12 de setembro de 1836 e 31 de agosto de 1838". As referidas divisões, segundo o historiador e oficial do Estado Maior do Exército Brasileiro, Cláudio Moreira Bento "eram constituídas basicamente, de negros livres ou de libertos pela República Rio-Grandense,(...)."
Temidos pelo fato de serem truculentos e ao mesmo tempo exímios esgrimistas, esses combatentes, sobretudo a cavalaria, utilizava como equipamentos de combate: lanças compridas; coletes de couro cru; esporas afiadas presas aos pés e boleadeiras. A boleadeira, por exemplo, quando arremessada capturava o inimigo que por ventura estivesse distante de uma montaria.
Subordinados a vários ex-oficiais do militarismo imperial brasileiro, entre eles, os idealizadores dos lanceiros, coronéis Joaquim Pedro Soares e Teixeira Nunes, o efetivo formado pela parcela mais discriminada da população, isto é, os negros, ocuparam um importante destaque na nomenclatura do conflito. Isto porque, foram muitas as batalhas em que os milicianos agiram em defesa dos mesmos objetivos ensejados pelos revolucionários, ou seja, o de garantir um futuro melhor e mais justo para todos os provincianos.
Sob os olhares de Bento Gonçalves, do casal Garibaldi e de David Canabarro, os revolucionários negros participaram efetivamente da tomada de Porto Alegre, da conquista de Laguna, e do conflito na Região de Lages, além da Batalha de Porongos.
De acordo com historiadores, Canabarro teria ordenado desarmar os cerca de 600 lanceiros na noite de 14 de novembro de 1844. Tal determinação não chamaria a atenção, se ela não tivesse sido transmitida na mesma noite do ataque imperialista. São muitas as fontes afirmando o "pacto de extermínio dos negros com Caxias para que não houvesse impedimento na assinatura do tratado de paz com os revoltosos". A realização do provável acordo "arquitetado por Caxias ''tinha embasamento alicerçado em duas vertentes naturais. Ao exterminar o maior número de negros possível, certamente diminuiriam também as exigências dos revoltosos no que tange o acordo de paz. Por outro lado, "manter a liberdade do grande contingente negro com experiência militar era um grande risco para sociedade".
Desarmados e sem apresentar nenhuma reação, a tropa de choque mais temida do Sul brasileiro foi dizimada no cair da madrugada. Infelizmente, o passado relacionado aos lanceiros negros farrou pilha sempre esteve atrelado aos bastidores da historiografia oficial, e somente em 1870, é que surgiu o primeiro livro sobre o assunto.
De 07 a 20 de setembro, a história deste grupamento será relembrada na maior festa popular do Rio Grande do Sul através da Semana Farroupilha.

REFERÊNCIAS UTILIZADAS:
BENTO, Claúdio Moreira. O negro e descendentes na sociedade do Rio Grande Do Sul (1635- 1975). Porto Alegre, RS: grafosul, 1976.
BUENO, Eduardo. Brasil: uma história. A incrível saga de um país. São Paulo: ática, 2003.
Moda na história/Família Real no Brasil/Revolução Farroupilha. Revista Descobrindo a História. São Paulo: mythos, v.06, 2008.

BRIGADA GUIACURÚS RECEBE HOMENAGEM POR PROJETO ECOLÓGICO NO MS

Brigada transforma óleo em detergente
Coronel Perez Pimenta anuncia 70 projetos na Brigada Guaicurus (Foto: Hédio Fazan/PROGRESSO)
DOURADOS – A 4ª Cavalaria Mecanizada, a Brigada Guaicurús, recebeu moção de congratulação da Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul. A homenagem destacou o “Projeto Reciclar”, que transforma resíduos de óleo de motor, utilizados nos veículos do Exército, em detergente.
O Coronel Pedro Paulo Perez Pimenta, assessor de Gestão do Comando da Brigada Guaicurús, explica que o projeto ambiental é um dos 70 em andamento no Forte Guaicurús. “Tudo faz parte do Sistema de Excelência em Gestão que foi implantado em Dourados no final de 2010. De toda a área do Comando Militar do Oeste (CMO), que abrange Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, o “Forte Guaicurus” é a Brigada piloto”, destaca.
Os projetos realizados pela Brigada poderão servir de referência para outros ao redor do país, depois que forem avaliados como boas práticas. “Existe um relatório de gestão que contém uma série de itens verificados. Um deles é o meio ambiente. Neste caso, criamos o lixo reciclável que visa a diminuição dos impactos ambientais e a economia do dinheiro público”, explica.
Perez Pimenta conta que, por mês, em média 4 litros de óleo são transformados em 70 litros de detergente. Tudo é feito por soldados, na própria Brigada.
Os 70 projetos, distribuídos em praticamente todas as unidades subordinadas a Brigada, disputam no prêmio Gestão MS Competitivo. “Todas elas encaminharam seus relatórios de gestão e os avaliadores farão análise das boas práticas. Se houver este quesito, a unidade passa para a segunda fase que é a visita técnica in loco”.

VISITA
No mês passado, a Brigada Guaicurús recebeu a visita do 2º subchefe do Estado maior do Exército, General Carvalho. O objetivo foi verificar o andamento dos projetos da Brigada, piloto em gestão. “Cada vez fica mais claro para a sociedade que os projetos visam a satisfação e bem estar da população nos serviços que presta a comunidade. O objetivo é tornar cada vez mais a execução destes trabalhos com maior qualidade”, destaca.

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