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11 de agosto de 2012

Senador pede o apoio das Forças Armadas para combater incêndios no Pantanal

Senador Delcidio com o comandante da Marinha, Almirante Júlio Soares
Foto: Divulgação
O senador Delcídio do Amaral (PT/MS) pediu aos comandantes da Marinha, almirante Júlio Soares de Moura Neto, do Exército, general Enzo Martins Peri, e da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, que as Forças Armadas ajudem a combater os incêndios que tomam conta de milhares de hectares no Pantanal.
“Mostrei aos três comandantes que a situação é extremamente grave”, disse Delcídio. “São quase mil novos focos de incêndio em um período de apenas 10 dias. É preciso um esforço conjunto para que a propagação das chamas seja contida. Caso contrário os prejuízos para o meio ambiente, a fauna, a flora, os produtores rurais e toda a população de Corumbá e Ladário, que já são grandes, passem a ser irreversíveis”, advertiu.
O senador quer que as Forças Armadas se juntem ao trabalho que já está sendo feito pelo IBAMA, voluntários e o governo do estado.
“O superintendente Amarildo Cruz já viabilizou junto à direção nacional do IBAMA um helicóptero que deve chegar ao Pantanal ainda neste sábado. Além disso, ele se deslocou para Corumbá, de onde vai comandar pessoalmente as ações desenvolvidas por funcionários do IBAMA, brigadistas treinados pelo Prev-fogo, o Corpo de Bombeiros e dezenas de trabalhadoes das fazendas atingidas pelas chamas. Estamos pedindo as Forças Armadas mais homens, equipamentos e veículos como aviões e helicópteros especialmente adaptados para o combate a incêndios florestais. Os comandantes militares ficaram bastante impressionados com o meu relato e prometeram ajuda. Eles têm uma infraestrutura muito boa que pode ser acionada em um momento difícil como esse”, afirmou Delcídio.
Além de falar com os comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, o senador enviou ofício ao Ministro da Defesa, Celso Amorim, também solicitando apoio para o combate aos incêndios no Pantanal. (Com informaçõe da Assessoria)
Campo Grande News/montedo.com

17 de julho de 2012

Meio ambiente deve estar na pauta das Forças Armadas, diz senador

Forças Armadas também devem se preocupar com meio ambiente, diz Capiberibe

Em discurso nesta segunda-feira (16), o senador João Capiberibe (PSB-AP) afirmou que as mudanças climáticas e a proteção ao meio ambiente também devem estar na pauta das Forças Armadas.
– É fundamental integrar as questões ecológicas e ambientais à nossa estratégia de defesa de segurança nacional – disse.
O senador informou que a França já incluiu as questões ambientais e ecológicas em suas estratégias de defesa e segurança nacional. Segundo ele, os franceses elaboraram dois relatórios sobre o assunto, um da Secretaria Geral da Defesa e da Segurança Nacional e outro de um grupo de deputados.
Os documentos tratam do impacto das mudanças climáticas na segurança e defesa nacionais.
– Os franceses constataram que há mais de 15 anos os especialistas do Pentágono imaginam as guerras de amanhã com fortes componentes ambientais e ecológicos – acrescentou.
As autoridades militares americanas, disse Capiberibe, já anteveem o crescimento de conflitos com causas ambientais, como no caso de refugiados climáticos, disputa por acesso a recursos naturais e energéticos (água, alimentos e petróleo principalmente) e degradação de biomas e ecossistemas.
– Esta última preocupação está diretamente relacionada à Amazônia, até porque, na medida em que se desmata a Amazônia, esse desmatamento irá provocar, certamente, mudanças climáticas nos Estados Unidos. A minha pergunta é se o governo americano irá ficar de braços cruzados – observou.
Para Capiberibe, é hora de o governo brasileiro e as Forças Armadas passarem a pensar as questões ambientais, com esse enfoque específico.
– Gostaria de conhecer as reflexões efetuadas pelas nossas Forças Armadas no tocante às grandes questões ecológicas: mudanças climáticas, perda de biodiversidade, esgotamento de recursos naturais e, finalmente, as poluições dos meios naturais (água, ar e solos) – disse.
Agência Senado/montedo.com

18 de setembro de 2011

BRIGADA GUIACURÚS RECEBE HOMENAGEM POR PROJETO ECOLÓGICO NO MS

Brigada transforma óleo em detergente
Coronel Perez Pimenta anuncia 70 projetos na Brigada Guaicurus (Foto: Hédio Fazan/PROGRESSO)
DOURADOS – A 4ª Cavalaria Mecanizada, a Brigada Guaicurús, recebeu moção de congratulação da Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul. A homenagem destacou o “Projeto Reciclar”, que transforma resíduos de óleo de motor, utilizados nos veículos do Exército, em detergente.
O Coronel Pedro Paulo Perez Pimenta, assessor de Gestão do Comando da Brigada Guaicurús, explica que o projeto ambiental é um dos 70 em andamento no Forte Guaicurús. “Tudo faz parte do Sistema de Excelência em Gestão que foi implantado em Dourados no final de 2010. De toda a área do Comando Militar do Oeste (CMO), que abrange Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, o “Forte Guaicurus” é a Brigada piloto”, destaca.
Os projetos realizados pela Brigada poderão servir de referência para outros ao redor do país, depois que forem avaliados como boas práticas. “Existe um relatório de gestão que contém uma série de itens verificados. Um deles é o meio ambiente. Neste caso, criamos o lixo reciclável que visa a diminuição dos impactos ambientais e a economia do dinheiro público”, explica.
Perez Pimenta conta que, por mês, em média 4 litros de óleo são transformados em 70 litros de detergente. Tudo é feito por soldados, na própria Brigada.
Os 70 projetos, distribuídos em praticamente todas as unidades subordinadas a Brigada, disputam no prêmio Gestão MS Competitivo. “Todas elas encaminharam seus relatórios de gestão e os avaliadores farão análise das boas práticas. Se houver este quesito, a unidade passa para a segunda fase que é a visita técnica in loco”.

VISITA
No mês passado, a Brigada Guaicurús recebeu a visita do 2º subchefe do Estado maior do Exército, General Carvalho. O objetivo foi verificar o andamento dos projetos da Brigada, piloto em gestão. “Cada vez fica mais claro para a sociedade que os projetos visam a satisfação e bem estar da população nos serviços que presta a comunidade. O objetivo é tornar cada vez mais a execução destes trabalhos com maior qualidade”, destaca.

3 de setembro de 2011

INCÊNDIO EM VILA MILITAR DO EXÉRCITO ATINGE 14 HECTARES EM CUIABÁ

Vila Militar tem 14 hectares consumidos por um incêndio

DAFNE SPOLTI
Além do sol e da falta de chuva, os moradores da Vila Militar de Cuiabá sofreram com um incêndio que começou às 9h30 da manhã de quinta feira (1/9). Dos 64 hectares da área, que pertence ao Exército, 14 foram destruídos pelas chamas.
Segundo o tenente-coronel João Rainho Júnior, da Diretoria Operacional Adjunta dos Bombeiros, o mais provável é que alguém tenha ateado fogo propositadamente, já que começou a queimar de manhã e, quando estava controlado, por volta das 11h, havia novos focos em outras partes da área. O incêndio só foi apagado completamente por volta das 15h30. “A gente infelizmente fica à mercê dessas pessoas sem escrúpulo e sem consciência ambiental”, disse o tenente-coronel.
Os próprios militares da Vila combateram praticamente todo o fogo. Mas contaram também com a ajuda do projeto “Brigada do Pantanal”, do Corpo de Bombeiros; e do 44º Batalhão de Infantaria Motorizada.
Segundo o coordenador da Defensoria Civil Municipal, Eldo Orro, desde o dia 15 de julho a média das ocorrências de queimadas em Cuiabá é de oito a 10 por dia. Na semana seguinte à última friagem, ocorrida no dia 20 passado, havia baixado para cerca de duas ocorrências e, agora a média já aumentou novamente. Essas queimadas são registradas pelo Projeto Quadrante, da Defesa Civil Municipal. Eles encaminham as denúncias à prefeitura e ao Ministério Público.
O coordenador de fiscalização de terrenos baldios do município, Antonio Carlos Oliveira, disse que os terrenos devem ser mantidos limpos e que, caso contrário, quando queimam, os proprietários podem pagar uma multa de R$ 7.600. Ele explicou também que este ano a prefeitura tem verificado os terrenos baldios propícios a incêndio. Notificam o dono da área e, caso ele não limpe em 10 dias, a própria administração municipal faz a limpeza. No ano seguinte, porém, o dono da área terá de pagar cerca de R$ 5 mil pelo serviço.
Segundo Antonio Carlos, o proprietário sempre será responsabilizado pelo fogo. Isso, de acordo com a lei municipal 004/92, artigo 447. Mesmo que a pessoa que ateou fogo seja pega em flagrante e detida, a multa permanece para o dono da área. “Vamos ajudar”, disse Antonio Carlos, pedindo que as pessoas evitem queimadas e suas consequências.

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