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31 de julho de 2012

Auschwitz: a máquina nazista da morte

ENTRADA DE AUSCHWITZ II  (BIRKENAU) - PRINCIPAL CAMPO DE CONCENTRAÇÃO NAZISTA.

DATA DA FOTO: 1943
FOTÓGRAFO: Desconhecido

Existiram 3 campos de concentração com o nome "Auschwitz" (todos se localizavam na Polônia):

Auschwitz I - Servia de centro administrativo para todo o complexo. Neste campo morreram perto de 70.000 intelectuais polacos e prisioneiros de guerra soviéticos.
Auschwitz II (Birkenau) - Era um campo de extermínio onde morreram aproximadamente um milhão de judeus e perto de 19.000 ciganos.
Auschwitz III (Monowitz) - Foi utilizado como campo de trabalho escravo para a empresa IG Farben.

Auschwitz II (Birkenau) é o campo que a maior parte das pessoas conhece como Auschwitz. Ali se encerraram centenas de milhares de judeus e ali também foram executados mais de um milhão de judeus e ciganos. O campo está localizado em Birkenau (Polônia), a 3 km de Auschwitz I. A construção iniciou-se em 1941. O campo tinha área de 2,5 por 2 km e estava dividido em várias seções, cada uma delas separadas em campos. Os campos, como o complexo inteiro, estavam cercados e rodeados de arame farpado e cercas elétricas (alguns prisioneiros utilizaram-nas para cometer suicídio). O campo albergou até 100.000 prisioneiros em dado momento.

POR QUE AUSCHWITZ II É TÃO FAMOSO?
Porque seu objetivo principal era o extermínio em massa. Para cumprir esse objetivo, equipou-se o campo com quatro crematórios e câmaras de gás. Cada câmara de gás podia receber até 2.500 prisioneiros por turno. O extermínio em grande escala começou na primavera de 1942.
Foto na História/montedo.com

9 de julho de 2012

Em plena Segunda Guerra, general alemão visitou Batalhão de Infantaria em SC

General alemão visitando batalhão do Exército em Blumenau
Recentemente deparei-me com esta interessante fotografia (não datada) da visita de um general alemão ao quartel-general do então 32º Batalhão de Caçadores (hoje 23º Batalhão de Infantaria) em Blumenau, Santa Catarina.
Realmente, a presença de um general alemão entre oficiais brasileiros numa fotografia foi algo que me deixou extremamente curioso, e imediatamente pus-me a analisar a foto para descobrir mais detalhes.
Tendo em vista que o batalhão de Blumenau foi fundado por decreto ministerial de 31 de dezembro de 1938, e o rompimento de relações com o Eixo se deu em janeiro de 1942, estabeleci uma janela temporal bem rapidamente. Restava agora dar uma olhada melhor naqueles oficiais...
E olha só que grande surpresa!
A celebridade que se encontra à direita do general alemão é justamente o então Tenente-Coronel Floriano de Lima Brayner – que em 1944 se tornaria o Chefe de Estado-Maior da Força Expedicionária Brasileira – e que comandou o 32º BC em Blumenau de janeiro de 1940 até janeiro de 1941.
Pronto! Eu tinha agora uma janela ainda menor de tempo para datar a fotografia. Mas ainda restava a questão maior: quem era aquele misterioso general alemão? Talvez um adido militar?
Após alguma pesquisa e consulta a alguns amigos, a resposta finalmente apareceu!
Trata-se do Generalmajor Günther Niedenführ.
Tendo sido assessor especial do Comandante do Exército Alemão entre 1934 e 1935, ele passou para a reserva como Oberst em 31 de janeiro daquele ano. Contudo, em outubro de 1935, embarcou para a Argentina como chefe de uma missão militar de cinco oficiais alemães junto ao Estado-Maior do Exército Argentino, onde tornou-se conselheiro militar.
Nesta posição, Niedenführ recebeu a patente de Generalmajor em 1 de maio de 1939, e encerrou sua missão como conselheiro na Argentina em 30 de junho de 1940. Imediatamente, recebeu do OKW a nova missão de ser adido aéreo junto ao governo brasileiro no Rio de Janeiro, função que exerceu até 30 de junho de 1942, quando retornou à Europa. Lá, tornou-se inspetor de uma comissão econômica (Wirtschaftsinspektion Süd) junto ao Grupo de Exércitos Sul na União Soviética.
Generalmajor Günther Niedenführ (centro) e
Ten. Cel. Lima Brayner (direita).
Günther Niedenführ aposentou-se definitivamente em 31 de dezembro de 1942, mas em 1 de julho de 1943 ainda recebeu a promoção a Generalleutnant.
Após a guerra, ele emigrou para a Argentina, vindo a falecer em Vicente López, na região metropolitana de Buenos Aires, em 6 de setembro de 1961, aos 73 anos de idade.
Bom, disso tudo o que podemos concluir?
A foto provavelmente foi tirada no mês de julho de 1940, durante o deslocamento de Niedenführ de Buenos Aires para o Rio de Janeiro. Neste percurso, passou por Blumenau e foi recebido por Lima Brayner na sede do 32º BC.
Vale notar que naquele momento – mais precisamente no fim do mês anterior – os alemães haviam acabado de conquistar a França, e a presença de um oficial-general do Exército Alemão era extremamente prestigiosa. Além do mais, eram altos os indicativos de que a guerra acabaria dentro de pouco tempo, com a invasão da Inglaterra ou assinatura de tratado de paz entre os dois beligerantes.
Ufa, que história interessante existe nesta fotografia!
Sala de Guerra/montedo.com

8 de julho de 2012

História: Hitler protegeu um judeu veterano da Primeira Guerra Mundial

Ernst Hess dirigiu brevemente o regimento do jovem cabo Adolf Hitler em Flandres

Ernst Hess, judeu que foi protegido por Hittler
Foto: Reprodução
Ernst Hess, judeu que foi protegido por Hittler Reprodução
Adolf Hitler interveio pessoalmente para proteger um judeu que havia sido seu oficial durante a Primeira Guerra Mundial, segundo uma carta descoberta pelo jornal alemão “Jewish Voice”. A correspondência, escrita em agosto de 1940 por Heinrich Himmler, chefe do temido grupo paramilitar nazista SS, dizia que Ernst Hess, um juiz, devia ser excluído da perseguição ou da deportação “como parte dos desejos do Führer”.
Hess, um herói condecorado da Primeira Guerra Mundial que dirigiu brevemente a companhia de Hitler em Flandes, trabalhou como juiz até que as leis raciais dos nazistas o obrigaram a se demitir em 1936. No mesmo ano foi ferozmente golpeado por bandidos nazistas nas imediações de sua casa, segundo o jornal. Após o episódio, ele se mudou com a mulher, a protestante Margarete Witte, para a Itália. A cidade escolhida foi Bolzano, de língua alemã, na parte sul da região do Tirol. No início daquele ano, Hess, filho de judeus, enviara uma carta endereçada diretamente a Hitler.
A filha de Hess, Ursula, hoje com 86 anos, conta que a sorte de seu pai foi ter encontrado, por acaso, um outro companheiro da Primeira Guerra, Fritz Wiedemann, que se tornou assessor de Hitler e usou sua influência para obter concessões para Hess. Uma das cartas acabou chegando ao ditador. Em outra, Hess, convertido ao protestantismo, pedia para ser considerado “semi judio”, de acordo com as leis raciais de Nuremberg.
“Para nós é uma espécie de morte espiritual que sejamos marcados como judeus e que sejamos expostos ao desprezo geral”, escreveu então.
Apesar de Hitler ter rejeitado o pedido em 1936, permitiu que Hess continuasse a receber sua pensão mesmo na Itália. Mais tarde, liberou-o da obrigação de passar a carregar o nome “Israel” - que o identificaria como judeu. Por sua boa relação com o então cônsul-geral da Alemanha na Itália, Otto Bene, conseguiu, em 1939, um passaporte que não era marcado com a letra J (de judeu).
Mesmo com os benefícios, Hess e sua família acabaram forçados ainda em 1939 a retornar à Alemanha - sem antes, porém, tentarem uma série de fugas, incluindo para o Brasil, onde já vivia seu irmão. De volta à Alemanha, em agosto de 1940, foi expedida a mensagem de Himmler com a ordem de Hitler.
Acreditando estar protegido, Ernst Hess se mudou com a família para um vilarejo isolado na Baviera. O privilégio, no entanto, lhe foi retirado menos de uma ano depois. Convocado a comparecer ao Escritório de Arianização de Munique, foi comunicado de que a proteção não era mais válida. Para os nazistas, Hess voltava a ser “um judeu como outro qualquer”.

Hitler não tinha amigos em seu regimento
Hess passou o resto da Segunda Guerra num campo de trabalho escravo, mas escapou dos campos de extermínio, em parte, por ter conseguido se casar com uma protestante. Sua irmã, Berta, que acreditava ter os mesmos privilégios de Hess, morreu numa câmara de gás nos campos de Auschwitz. Sua mãe fugiu para a Suíça e, depois, para o Brasil, onde se juntou ao outro filho.
A filha de Hess, Ursula, que continua vivendo na Alemanha, contou em entrevista ao jornal “Jewish Voice” que seu pai obteve os benefícios depois de um encontro casual com Fritz Wiedemann, outro companheiro da Primeira Guerra Mundial.Ursula Hess disse ainda que, segundo o pai, Hitler não tinha amigos em seu regimento e era muito calado na época em que serviu como cabo na Primeira Guerra Mundial. Wiedemann chegou a ser ajudante de Hitler e usou sua influência para conseguir as concessões.
Hess se manteve na Alemanha depois da guerra, convertendo-se em diretor da Autoridade Ferroviária Federal com sede em Frankfurt. Ele preferiu trabalhar na companhia ferroviária a, como juiz, ter de lidar com antigos nazistas. Morreu em 1983.
O Globo/montedo.com

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