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27 de julho de 2012

Sargento da Marinha dispara três vezes dentro de uma sala no DF

Militar da Marinha efetua 3 tiros dentro de sala de centro de instrução no DF
Marinha informou em nota que ninguém ficou ferido.
Corporação diz ter instaurado procedimento para apurar incidente.

Um militar da Marinha efetuou três disparos com uma arma de fogo no fim da tarde desta quarta-feira (25) dentro de uma sala do centro de treinamento da corporação, no Distrito Federal. De acordo com reportagem do Bom Dia DF, os disparos foram efetuados contra a parede e a porta da sala onde são guardadas as armas.
A Marinha informou em nota que ninguém ficou ferido e que o autor dos tiros foi encaminhado ao Hospital Naval de Brasília, onde recebeu tratamento especializado. A corporação disse ainda que vai abrir um processo administrativo para apurar o caso.
O militar responsável pelos disparos é um sargento da Marinha. Segundo reportagem do Bom Dia DF, ele trabalha na corporação há 16 anos e não estava autorizado a usar armas por problemas psiquiátricos. O homem tinha sido liberado por médicos a voltar ao trabalho apenas na parte administrativa do quartel.
Um outro militar, que pediu para não ser identificado, afirma que o autor dos disparos tem acesso livre à sala onde as armas ficam guardadas. “Como ele tem restrição, o colocaram para prestar serviços sem arma, mas, ao mesmo tempo, com a chave de onde ficam todas as armas da segurança do quartel”, disse.
Ao G1, a Marinha confirmou que o militar teve acesso a sala de armas do centro de instrução, mas não soube dizer como militar conseguiu as chaves do local. A assessoria da corporação não informou se o homem apresenta problemas psiquiátricos.

Confira na íntegra a nota enviada pela Marinha:
"O Comando do 7º Distrito Naval participa que, às 17h30, de hoje [nesta quarta-feira (25)], no Centro de Instrução e Adestramento de Brasília, militar abriu a escoteria daquela organização militar, e de posse de uma arma efetuou três disparos.
Esta ação não resultou vítima, nem feridos, tendo sido o autor dos disparos, após assistido por médico daquela organização militar, conduzido ao Hospital Naval de Brasília, para o atendimento médico especializado.
Será instaurado o competente procedimento administrativo para apurar as causas do incidente."

Acidente no mesmo local
No último domingo (22), um subtenente da Polícia Militar morreu após ser baleado em um curso de operações especiais. O treinamento ocorreu dentro da área militar da Marinha, próximo à BR-040.
De acordo com a PM, o subtenente participava como instrutor do curso e teria se ferido ao pisar em uma armadilha montada por ele mesmo. Foram três disparos.
O homem de 45 anos foi socorrido e levado ao Hospital de Santa Maria, mas morreu minutos depois de ser atendido no pronto-socorro. O militar tinha 25 anos de corporação e atualmente estava cedido para o Ministério Público. Mas sempre que o ocorria o curso, participava como instrutor.

Outra morte de militar no DF
Em abril deste ano, um soldado do Exército Brasileiro morreu durante treinamento de resistência no campo de instrução de adestramento de Brasília, localizado em Santa Maria. Hércules Sousa Reis fazia parte da 1ª Bateria de Artilharia Antiaérea desde o início deste ano.
Segundo nota divulgada pelo Exército, o incidente ocorreu por volta das 12h, durante travessia de um curso d’água.
G1 DF/montedo.com

13 de julho de 2012

Pará: sargento do Exército teria cometido suicídio após matar suposto namorado

Sargento mata namorado e depois se mata em Marabá

Um dos crimes que mais causou repercussão em Marabá aconteceu ontem, ao meio dia, em um bar da avenida Castelo Branco, bairro Cidade Nova.
Duas pessoas foram mortas: o braçal Paulo Henriques de Sousa Santos, o “Paulinho”, 21 anos, e o sargento do Exército Brasileiro, Valter Cristiano de Carvalho, 36 anos, que era lotado no Grupamento de Artilharia de Selva (GAC).
Em princípio, moradores das proximidades de onde aconteceu a tragédia pensaram se tratar de um duplo homicídio, contudo a polícia identificou que, na verdade, o militar, que seria homossexual, matou o namorado, o “Paulinho”, e em seguida cometeu suicídio.
Segundo o dono do bar, Antônio Gomes Carvalho, o “Piauí”, o suposto casal chegou ao estabelecimento por volta das 11h e tomou três cervejas. Antônio contou que os dois frequentavam o bar pelo menos três vezes por semana e, geralmente, quando um chegava perguntava pelo outro.
Na manhã de ontem, ambos teriam chegado juntos, sendo que Valter de Carvalho levantou várias vezes da cadeira e saía até a porta do bar, aparentando nervosismo. Em dado momento, ambos discutiram e, de repente, Valter teria se levantado, sacado uma arma e efetuado um disparo certeiro na cabeça de “Paulinho”, que caiu inerte e sem vida. O projétil transfixou a cabeça dele.
“Piauí”, ao ouvir o primeiro disparo, disse que se agachou atrás de um balcão, pensando se tratar de um pistoleiro. Após alguns breves segundos, o dono do bar contou ter ouvido outro barulho de tiro, desta vez, do lado de fora do bar. Quando saiu para checar o que tinha acontecido, se deparou com o corpo de Valter de Carvalho na calçada.
“Foram dois tiros muito rápidos. Ouvi um, me abaixei e, em seguida, mais um tiro. Quando sai pra ver o que tinha acontecido, ele estava morto e o sangue escorrendo na calçada”, narra o comerciante.
No palco do crime apareceu uma adolescente de 15 anos que disse ser a namorada de “Paulinho”. Chorando muito, ela teria confirmado que estava convivendo com ele há três meses. Populares chegaram a comentar que a relação com a mulher teria sido o pivô da discussão entre o militar e “Paulinho”.
A arma usada no crime, uma pistola calibre 9 milímetros de uso exclusive do Exército Brasileiro, deve ser periciada, assim como, as razões pelas quais o militar estava usando, já que estava de folga e fora do quartel.

Exército
O homicídio, seguido de suicídio de Paulo Henriques de Souza Santos e do sargento Valter Cristiano de Carvalho deve ser investigado paralelamente pelo Exército Brasileiro (EB). A informação partiu do primeiro tenente Tiago de Paula, que entre outras coisas, comentou que deve ser aberto um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as circunstâncias do episódio. O trabalho de investigação deve ser feito com o apoio da Inteligência do EB.
Diário do Pará/montedo.com

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