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5 de setembro de 2012

Agrados à caserna? Como assim?!?!

Dilma - Temporada de agrados á Caserna
O reajuste salarial de 30% à categoria — que não aderiu ao movimento grevista — é a mais recente de um conjunto de medidas para valorizar a caserna.
Juliana Braga
O reajuste de 30% anunciado para as Forças Armadas integra um conjunto de medidas do Planalto para melhorar a relação com os militares. A construção de satélite e a convocação para atuar na Copa de 2014 estão incluídas
A Semana da Pátria começa com uma relação cada vez mais amistosa entre os militares e o Palácio do Planalto. Se ano passado a presidente Dilma Rousseff havia trocado o comando do Ministério da Defesa um mês antes das celebrações da Independência — Nelson Jobim foi substituído por Celso Amorim, agora tudo caminha para um "céu de brigadeiro". Apesar dos atritos recentes com integrantes da caserna, como a instalação da Comissão da Verdade (leia memória abaixo), Dilma projeta um aumento salarial de 30% para os militares e tem cobrado empenho dos subordinados em fazer andar projetos importantes para a Defesa, como a compra do satélite que vai monitorar as fronteiras e a construção de submarinos.
Interlocutores da presidente afirmam que as benesses concedidas aos militares são, na verdade, uma preocupação de Dilma com a defesa do país, mas que é difícil não reconhecer que a relação entre a presidente e a pasta começou a melhorar com a saída do ministro Nelson Jobim. No cargo entre 2007 e 2011, Jobim não fazia questão de esconder o descontentamento com Dilma, e acabou caindo por suas declarações polêmicas. A mudança não agradou os militares, que gostavam do antigo ministro, mas facilitou a interlocução da pasta com a chefe do Executivo.
A sinalização mais recente da importância que o Planalto concede à pasta foi o tratamento dispensado pelo governo ao orçamento da Defesa. Os servidores militares, que não participaram do movimento grevista que envolveu diversos setores da Esplanada, tiveram reajuste de 30%, o dobro do oferecido a todas as outras categorias. O projeto de lei orçamentária enviado pelo Executivo ao Congresso prevê um aumento de 4% para a pasta em relação ao ano passado.
Também agradou à categoria a transferência de parte das atividades relativas à segurança dos grandes eventos para a Defesa, concentradas anteriormente no Ministério da Justiça e, portanto, na Polícia Federal. Uma portaria publicada no Diário Oficial da União em 22 de agosto autoriza os militares a se planejarem para participar da vigilância da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos de 2016. O objetivo de Dilma é deixar as duas competições esportivas menos suscetíveis às greves, já que os militares são proibidos de interromper suas atividades.

Submarinos
Dilma tem se empenhado em fazer andar projetos considerados importantes para as Forças Armadas. Exemplo disso é a criação de uma empresa, a Itaguaí Construções Navais, fruto de parceria entre a Marinha e duas companhias privadas para a construção de submarinos. Na avaliação da presidente, é estratégico que o país possa defender as jazidas do pré-sal, mas independentemente disso, a medida agradou os militares.
Outro exemplo é o desenvolvimento de um satélite para vigilância das fronteiras. O equipamento auxiliará as atividades do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron). No último dia 24, foi escolhido o consórcio formado por subsidiárias controladas pela Embraer para a segunda etapa do processo que definirá a empresa responsável pela tecnologia.
Falta somente a decisão relativa aos caças, para contemplar a Aeronáutica. Para fazer a escolha de qual modelo irá comprar — se o sueco, o francês ou o americano —, Dilma aguardará o resultado das eleições nos Estados Unidos em novembro, o que poderia mudar o cenário diplomático.
Um dos pontos que Dilma não vai negociar, independentemente da insatisfação de integrantes da Defesa, são os assuntos relativos à Comissão da Verdade. Na constituição do grupo, que iniciou os trabalhos em maio passado, a presidente sequer ouviu os militares sobre como seriam os trabalhos ou seus componentes. No dia da cerimônia de instalação, eles compareceram, mas o mal-estar era visível. Sentados nas primeiras fileiras, muitos nem sequer aplaudiram os discursos, como os demais presentes.
Ainda assim, entidades que falam pela categoria — já que os militares da ativa não podem se manifestar de forma contrária porque seria insubordinação — acreditam que a presidente percebeu que era hora de atender a demandas antigas s para evitar problemas. Para a presidente da União Nacional das Esposas de Militares das Forças Armadas Brasileiras (Unemfa), Ivone Luzardo, esse movimento de aproximação do governo Dilma é fruto de uma cobrança cada vez maior, consequência de uma insatisfação acumulada há muitos anos. "A situação é extremamente complicada e delicada porque aumento mesmo, aumento de salários, a gente não tem há 20 anos", justifica. Mesmo sendo o dobro dos demais servidores, Ivone afirma que o reajuste oferecido ainda é tímido perto da perda salarial dos últimos anos. "Se houvesse tentativa de aproximação de fato, ela teria dado o reajuste integral, e não parcelado em três anos", argumenta.

Memória
Tensão em maio
A tensão entre os militares e Dilma marcou o período imediatamente anterior à instalação da Comissão da Verdade. Em maio deste ano, um grupo de 100 oficiais da reserva elaborou o documento Alerta à Nação, criticando a presidente e as ministras Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Eleonora Menicucci (Secretaria das Mulheres) pelo que consideravam ser uma mudança de postura do governo em relação ao período da ditadura militar.
Em um dos episódios que irritaram os militares, a ministra Maria do Rosário afirmara que a Comissão da Verdade poderia criar condições para que algumas pessoas fossem processadas criminalmente por atos praticados durante a ditadura. O manifesto gerou uma crise entre o governo e integrantes das Forças Armadas, que aumentou de temperatura quando Dilma decidiu punir os signatários do documento. O ministro da Defesa, Celso Amorim, determinou a retirada do texto do site do Clube Militar e teve sua autoridade contestada pelos militares. Ato contínuo, o número de assinaturas endossando o manifesto cresceu, com quase 400 adesões, incluindo dois ex-ministros do Superior Tribunal Militar.

Benesses
Planalto vive uma relação boa com os militares ao conceder benefícios à categoria, mesmo que tenha sido por acreditar na importância estratégica da área para o país. Veja quais foram:
» Mesmo não tendo aderido às greves que paralisaram o serviço público porque são proibidos, militares receberam reajuste de 30%, o dobro das outras categorias.
» Para evitar que uma greve na Polícia Federal atrapalhe os grandes eventos, o governo publicou uma portaria no mês passado autorizando a Defesa a começar a se planejar para também participar da segurança da Copa e das Olimpíadas de 2016.
» Na semana passada, foi cumprida mais uma etapa do processo de construção de um satélite que permitirá monitorar as fronteiras do país. Empresas controladas pela Embraer ficarão responsáveis pela tecnologia do projeto.
» Importante para a defesa das jazidas de petróleo do pré-sal, uma empresa foi criada para a construção de submarinos. Já existem cascos construídos.
Correio Braziliense, via DefesaNet/montedo.com

Comento:
Não culpem a jornalista. Ela apenas repercutiu o pensamento dos altos coturnos, que é de alinhamento puro e simples de quem faz contorcionismo para falsear a realidade dos quartéis, que é muito dura.
Enquanto isso, o andar debaixo continua firme no 'pow-pow'.

3 de setembro de 2012

Desfile de 7 de Setembro será em paz, garante comandante da Marinha

Almirante Julio Neto diz que não haverá esquema para blindar Dilma de eventuais manifestações

LUIZA DAMÉ

O comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Moura Neto, durante cerimônia de troca da Bandeira na Praça dos Três Poderes
Foto: Gilvado Barbosa / O Globo
O comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Moura Neto, durante cerimônia de troca da Bandeira na Praça dos Três Poderes Gilvado Barbosa / O Globo
 
BRASÍLIA - Após participar da cerimônia de troca da Bandeira do Brasil, neste domingo, o comandante da Marinha, almirante Julio Moura Neto, disse que o desfile de 7 de Setembro será de paz, apesar dos protestos organizados por movimentos sociais e por setores dos servidores públicos. Moura Neto afirmou que não haverá esquema especial para blindar a presidente Dilma Rousseff de eventuais manifestações.
- Eu acho que o 7 de Setembro vai ser em paz. É uma festa cívica. Eu espero que seja em paz, e nós possamos mostrar nosso desfile, um desfile cívico militar. Espero que seja em paz - disse o comandante.
Em seu primeiro ano de governo, a presidente participou da cerimônia de troca da Bandeira, que ocorre todo o primeiro domingo de cada mês, na Praça dos Três Poderes, sob o comando de uma das três Forças - Marinha, Exército e Aeronáutica - ou da Polícia Militar do Distrito Federal. No ano passado, Dilma levou o neto Rafael e a filha Paula Araújo ao evento. Neste ano, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, José Elito Siqueira, foi à cerimônia.
Movimentos sociais preparam protestos
Na próxima sexta-feira, Dilma acompanhará o desfile de 7 de Setembro, na Esplanada dos Ministérios, a partir das 9h. Movimentos sociais e sindicais estão preparando, pelas redes sociais, protestos durante o desfile. As esposas de militares também fazem uma vigília na Esplanada, em defesa da recomposição salarial das Forças Armadas.
- Vai ser feita a mesma coisa que tem sido feita todos os anos. Ou seja, garantida a segurança, mas nada fora do comum - disse Moura Neto, sobre o esquema de segurança da presidente.
A substituição da Bandeira do Brasil, na manhã deste domingo, fez parte das comemorações da Semana da Pátria, cujo tema é "Brasil, um país de oportunidades". A Esplanada dos Ministérios já foi decorada com bandeirolas verde e amarelo, a estrutura de palanques está sendo montada, e os prédios foram ornamentados com painéis onde se pode ler inscrições como "Um país de oportunidades valoriza a igualdade".
A Bandeira da Praça dos Três Poderes é a maior do país, com 280 metros quadrados. Hasteada num mastro de 110 metros de altura, a Bandeira simboliza a soberania brasileira. Na base do mastro, está escrito: "Sob a guarda do povo brasileiro, nesta Praça dos Três Poderes, a Bandeira sempre ao alto: visão permanente da Pátria". A cerimônia foi encerrada com a apresentação da Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais, que tocou, entre outras músicas, Asa Branca, em homenagem ao centenário de Luiz Gonzada, e formou a palavra Brasil e uma âncora - símbolo da Marinha.
O Globo/montedo.com

13 de agosto de 2012

Dilma 'rebaixa' general 'do bolo'

Para os leitores do blog, a notícia é antiga, porém só agora começa a ganhar maior repercussão na mídia. Confira:

Dilma 'rebaixa' general de Lula para cargo administrativo
Depois de ter irritado a presidente Dilma Rousseff e o comandante do Exército, general Enzo Peri, por ter confraternizado com os grevistas da Polícia Militar da Bahia, o general de Divisão Marco Edson Gonçalves Dias deixa, na próxima sexta-feira, o comando da 6ª Região Militar. O até então "general do Lula", como muitos o chamavam, foi exonerado e nomeado para ocupar o cargo de diretor de Civis, Inativos, Pensionistas e Assistência Social do Exército. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Leia também:
DCIP: 'General do bolo' vai para a geladeira
De acordo com o jornal, a designação desconcertou o general, que acabou se tornando uma das vítimas do novo estilo de governar de Dilma. Embora a decisão tenha sido tomada diretamente pelo comandante do Exército, ele não deixou de consultar seus superiores. Dias já sabia que seu comando estava combalido, desde fevereiro, quando foi repreendido por ter aparecido, em rede nacional, dizendo aos grevistas que iria negociar com os amotinados e assegurado a eles que nada aconteceria. A conduta desagradou o Exército e o Planalto. Mesmo tendo sido tão próximo ao ex-presidente, não havia o que fazer. A decisão de ele ir para o cargo administrativo do Exército já havia sido tomada. O general deverá permanecer por lá por pouco mais de um ano, quando deverá ser transferido para a reserva.
Terra/montedo.com

9 de agosto de 2012

Jeito estúpido de ser: Forças Armadas não conseguem oficial para ser 'cordinha' de Dilma

Ajudantes de ordem já não suportam estilo Dilma

Jovens oficiais das três armas declinam de convites para integrar a Ajudância de Ordens da presidenta Dilma. Exercer essa função é uma honraria ambicionada, até porque conta pontos preciosos na carreira e pode abrir portas a promoções. Mas não é fácil suportar o jeito estúpido de ser da presidenta. Em junho de 2011, E.H., capitã de fragata, oficial brilhante, cansou dos esculachos, jogou tudo para o alto, literalmente, e ameaçou se demitir da Marinha, caso não a retirassem da Ajudância.

Ninguém quer
A oficial E.H. conseguiu se livrar das humilhações, mas a Marinha não encontrou substituto. A vaga foi confiada a oficial do Exército.

A nata da nata
Ajudantes de ordem de presidentes são jovens militares escolhidos a dedo, primeiros de turma, disciplinados e admirados em sua Força.

Eu, não, violão
Outros ajudantes-de-ordem já pediram para sair, mas os comandos militares têm dificuldade de encontrar quem aceite substituí-los.
Cláudio Humberto/montedo.com

25 de julho de 2012

Governo prevê reajuste 'mais amplo' para os militares

Servidores do Executivo terão reajuste salarial linear
Para os militares, o reajuste deve ser mais amplo, porque já há uma percepção no governo de que é a carreira mais defasada salarialmente.
Dilma teve reuniões com ministros que enfrentam greves de categorias especializadas

JÚNIA GAMA
ISABEL BRAGA

Servidores protestam em frente ao Palácio do Planalto enquanto presidente se preparava para ir a Londres
Foto: O Globo / André Coelho
Servidores protestam em frente ao Palácio do Planalto enquanto presidente se preparava para ir a Londres O Globo / André Coelho
BRASÍLIA - Nesta terça-feira, antes de embarcar para Londres, a presidente teve reuniões com ministros que enfrentam greves de categorias especializadas, como Anvisa, Receita Federal e Polícia Federal. O Planejamento avalia quanto cresceram os rendimentos de cada categoria desde 2003 para definir os índices de reajuste e focar a reposição nos servidores menos favorecidos no período.
Considerando que o aumento linear para as carreiras básicas do Executivo em 2013 seria a reposição da inflação de 2012, ou um pouco mais, esse impacto seria de R$ 7,5 bilhões a R$ 8 bilhões sobre a folha de pagamento do governo deste ano, que é R$ 152,5 bilhões. Isso sem contar os reajustes diferenciados. Muito distante, portanto, do impacto projetado pelo Planejamento caso o governo atendesse todas as reivindicações dos servidores em greve: R$ 92 bilhões.
Para os militares, o reajuste deve ser mais amplo, porque já há uma percepção no governo de que é a carreira mais defasada salarialmente. Dados do Ministério do Planejamento indicam que a despesa média da União com os militares da ativa aumentou bem menos do que com os civis ativos: cresceu 123% entre 2003 e 2012 para os civis e 78% para os militares, contra uma inflação de 52,7% no período.
Além disso, as tensões na caserna, que se acirraram com a criação da Comissão da Verdade, precipitaram a decisão do governo. Foi bem recebida pela presidente Dilma a atuação dos oficiais, que refrearam o movimento rebelde da reserva quando a comissão foi instalada. Nesta terça-feira, Dilma teve nova reunião com o ministro da Defesa, Celso Amorim, e com os chefes das Forças Armadas.
Para outras categorias, o Planalto insiste no conceito da meritocracia. Uma fonte do governo resume a determinação da presidente:
— Quem tem patente, título e “paper” vai ganhar mais. É uma questão de princípios.
O Globo/montedo.com

22 de julho de 2012

General na 'lista negra' de Dilma

Diretor do Dnit está na ‘lista negra’ de Dilma
General Fraxe
A presidenta Dilma Rousseff não está nada satisfeita com o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), general Jorge Ernesto Pinto Fraxe, que assumiu cargo ano passado após a queda de Luiz Antônio Pagot por denúncias de corrupção. Na avaliação do Planalto, o general é responsável pelas obras paralisadas nas rodovias do país que, segundo empreiteiras, já chegam a 90%.

Vai rodar
O general Jorge Ernesto Pinto deve ser um dos primeiros a rodar na ‘minirreforma’ ministerial de Dilma, depois das eleições municipais.
Cláudio Humberto/montedo.com

15 de janeiro de 2012

Reforma ministerial: Comandantes ficam. E por quê não ficariam?

Reforma ministerial não alcança militares de Lula
Comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica, herdados do governo Lula, devem seguir à frente de suas corporações

Severino Motta
Comandantes Enzo Peri (Exército), Juniti Saito (Aeronáutica) 
e Moura Neto (Marinha) - Foto: Agência Brasil
A reforma ministerial da presidenta Dilma Rousseff, planejada para fevereiro, não deve alcançar os comandantes das Forças Armadas. Herança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Enzo Peri (Exército), Juniti Saito (Aeronáutica) e Moura Neto (Marinha) vão seguir no governo por pelo menos mais um ano.

A avaliação de integrantes do governo é que o processo de reestruturação das Forças Armadas poderia ser interrompido no caso de mudanças dos comandantes. No Planalto ainda há uma análise de que as Forças têm sido parceiras do governo. Dilma estaria satisfeita principalmente em relação às ações das Forças em situações emergências de calamidade pública, como no caso dos deslizamentos e enchentes.
Fora do governo e dentro dos muros dos quartéis a situação também está positiva para Dilma. A reportagem conversou com militares da ativa que preferiram não se identificar. A maioria elogiou o governo da presidenta. Para eles, as Forças estão com sua autonomia respeitada.
Entre os reformados, também há um sentimento de paz com a presidente guerrilheira. “Não vimos nenhum sentimento de vingança. A anistia deixou tudo no zero a zero. Muitos militares votaram na Dilma. Pessoalmente vejo uma continuidade muito grande. Essa é uma área que estava tranquila, não há porque fazer mudanças”, disse o vice-presidente do Clube Militar, general Clovis Bandeira.
Apesar da situação de calmaria, o cenário futuro pode trazer turbulências entre o governo e as Forças Armadas. Um dos desafios de Dilma vai ser a indicação dos membros da Comissão da Verdade.
Parte da base governista, principalmente no PT, está ligada a ex-presos políticos e torturados da ditadura. Para a criação da Comissão foi necessária uma longa negociação com as Forças. A indicação dos nomes pode gerar insatisfações em ambos os lados.
Outro problema está ligado diretamente à reestruturação das Forças Armadas. No Exército o ponto de tensão está na renovação de programas de guerra, entre eles consta a compra de um novo sistema de mísseis terra-terra. As negociações vêm desde o governo Lula, quando o ministro da Defesa era Nelson Jobim. Aeronáutica, por sua vez, aguarda um desfecho para a compra de novos caças. A Marinha, por sua vez, pede recursos para a construção do submarino movido a energia nuclear.
Por fim, Dilma vai ter que lidar com os pedidos de aumento de salários para os militares, tema que foi motivo de manifestações no primeiro ano de governo da presidenta.

Comento:
Pensando bem, por que Dilma mexeria nos Comandantes das FA, se eles são os maiores 'concordinos' que já ocuparam os cargos? De há muito, suas excelências confundem subordinação com servilismo. Perderam diversas oportunidades de agir com dignidade, pegar o quepe e ir para casa. Saito, por exemplo, está no cargo há nove anos e especializou-se em engolir sapos gigantescos, desde o motim dos controladores.
Por outro lado, está na cara que o jornalista foi perguntar a oficiais da cúpula sobre o que pensam do governo Dilma. Duvido que ele tenha inquirido algum oficial ou praça desses quartéis  perdido nos grotões da Pátria, que cumprem missões com Policiais Federais com salários três vezes maiores do que os seus. Ou os que fazem o trabalho de PMs amotinados para depois vê-los serem anistiados e extorquirem altos salários de governos acovardados.
Notem também a ligeireza como ele trata a maior de todas as questões neste momento, o salário dos milicos, sem reajuste desde 2008. 
A análise é cor-de-rosa e dissociada da realidade. É Dilma Rousseff no País das Maravilhas Fardadas.  

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