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7 de agosto de 2016

Vencimentos de um comandante de navio são menores que os de um garçom no Senado, diz General

Sistema previdenciário único e os militares
Vencimentos de um comandante de navio são menores que os de um garçom do Senado

Rômulo Bini Pereira*
A contar de 12 de maio do corrente ano, o vice-presidente Michel Temer passou a responder como presidente em exercício. Embora seja um mandato provisório e dependente, em curto prazo, de votação no Senado Federal, é dada como quase certa sua investidura no cargo até dezembro de 2018.
Entretanto, a situação crítica que se instalou no País não impede que inúmeras medidas, tanto no campo político como econômico, sejam preconizadas por seus auxiliares imediatos. Algumas delas são extremamente sensíveis e solicitarão debates intensos, como a adoção de um regime previdenciário único.
Governos incompetentes e corruptos, de todos os matizes, claramente assinalados na Operação Lava Jato, têm propiciado o surgimento de graves crises internas, quase sempre impedindo que se anteveja, em curto prazo, uma solução admissível. Para muitos, estamos no “fundo do poço”.
O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou, em recentes declarações a órgãos de imprensa, que o presidente interino determinou estudos relativos à adoção de um sistema previdenciário único, que deveria incluir “todos”, inclusive militares. Seria uma das variantes para se sair do “fundo do poço”.
É de indagar, pois não foi bem definido, o que significa esse desejo de incluir “todos” num sistema único. Será que estarão incluídos todos os que, para sua vivência, dependem de recursos oriundos do Tesouro Nacional, a “caixa única”? E estarão incluídos os integrantes do Executivo, do Legislativo, do Judiciário e outros de mesma expressão, como diplomatas e procuradores? Ou será que esse “todos” se refere somente aos militares, por terem privilégios que deveriam ser abolidos? Se for esta última questão, o ministro contará com oposição radical. Os militares das Forças Armadas – ativa e reserva – não aceitam, de modo algum, a pecha de privilegiados. Sua vida de simplicidade e de sacrifícios em todos os níveis hierárquicos é um exemplo para o povo brasileiro.
Como auxílio e esclarecimento ao grupo de assessores ministeriais, há de se considerar a existência de profissões com peculiaridades que justificam regime previdenciário próprio, como é o caso da atividade militar, assim reconhecida em todo o mundo. Eis alguns aspectos dessas peculiaridades: o militar é submetido à dedicação exclusiva e não dispõe de outra fonte de renda; é desprovido de poupança compulsória, como o FGTS; não percebe remuneração adicional por horas trabalhadas além do seu expediente normal; peregrina constantemente pelo território nacional – aí inseridas áreas inóspitas –, o que dificulta a formação de patrimônio que lhe garanta um futuro condigno para si e sua família; recolhe um “desconto vitalício” do início de sua carreira até sua morte, correspondendo à sua pensão militar (9% de seus vencimentos); e, finalmente, desfazendo estereótipos, reembolsa todos os gastos que o Estado lhe concede, tais como plano de saúde, próprio residencial e ensino preparatório e assistencial. Nada é “gratuito”.
As filhas dependentes de militares são sempre consideradas, por alguns economistas desinformados, como vilãs da pensão militar. Seus responsáveis pagam suas cotas estabelecidas (1,5%) de seus vencimentos e esse benefício está em extinção desde 2001. Um cálculo atuarial realizado na década de 1990 demonstrou que essa conta não era deficitária. Seriam necessários 2 milhões de dependentes para que o benefício ocasionasse algum déficit em relação ao Orçamento da União. É muita fertilidade para os casais militares.
Como se não bastassem essas peculiaridades, ainda há a comprovada defasagem salarial com que o militar convive há anos. Apesar do “substancial” aumento de 5% concedido no corrente ano, seus salários apresentam enorme defasagem em relação a outras carreiras. Como exemplo, em relação ao soldo e ao escalonamento vertical, o último posto da carreira militar – almirante de esquadra – tem seus salários, após 50 anos de serviço, equiparados ao de qualquer iniciante das carreiras de Estado, principalmente do Judiciário e da Procuradoria-Geral da República, ou até mesmo de um oficial intermediário de nossas Polícias Militares. Nas redes sociais, em notas comprovadas, os vencimentos de um piloto de caça, de um comandante de navio ou de uma unidade operacional são menores que os de um motorista e um garçom do Senado. Uma constatação vexatória, humilhante e que depõe contra qualquer Estado democrático, redundando em inevitável desmotivação profissional. A evasão de oficiais e praças que hoje se verifica nas Forças Armadas é um fato altamente significativo e preocupante.
Não se deseja nenhuma recompensa imerecida. O que se quer é assegurar um final de vida digno a homens e mulheres que, no alvorecer de sua vida, optaram por servir ao País sob quaisquer condições, o que configura um ato de idealismo e abnegação. Os militares das Forças Armadas não têm poder ou representação política, não entram em greve ou desencadeiam operações-padrão, nem passa pela cabeça deles o desejo de fazer passeatas e bloqueios ilegais de ruas. Têm sido, sim, nestes anos de Nova República, o ponto de sustentação e de equilíbrio da frágil democracia brasileira. Os “esquerdopatas”, os intelectuais gramscistas do Foro de São Paulo e os lulopetistas que o digam.
É de bom alvitre lembrar ao grupo de estudos da Casa Civil que negar tratamento diferenciado aos diferentes é desprezar um princípio básico de justiça. Ao Congresso Nacional, legítimo foro de encaminhamento de todo esse processo, competirá decidir esse árduo encargo. A Nação espera que isso seja conduzido de forma racional, com serenidade e sem emoção, de modo que não sejam cortados os direitos adquiridos e outorgados às Forças Armadas. Ferimentos dessa natureza, se infeccionados, podem trazer reflexos indesejados.
* General de Exército, ex Chefe do Estado-Maior de Defesa
O Estado de São Paulo/montedo.com


4 de agosto de 2016

Ministro da Defesa e comandante da Marinha defendem aposentadoria diferenciada para militares

Raul Jungmann quer a segregação de regimes civil e militar e afirma que conversa com o governo 'caminha muito bem'
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Tânia Monteiro,
O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - O ministro da Defesa, Raul Jungmann, saiu em defesa da manutenção do atual sistema de aposentadoria diferenciado para os militares. Pela atual legislação, os militares podem passar para a reserva remunerada após 30 anos de serviço, repetindo uma regra que existe na maior parte das Forças Armadas no mundo.
O governo Temer quer mudar isso e discute a possibilidade de unificar as aposentadorias de civis e militares. Segundo Jungmann, o tema está em discussão e a conversa "caminha muito bem". Para ele, é preciso que "continue a haver esta segregação e, não, necessariamente, a unificação".
Jungmann tem reiterado que os militares são "funcionários de Estado" e que, pela especificidade das funções que executam, não podem ser submetidos às mesmas regras que os servidores civis. "
"Então, eu acho justo, do meu ponto de vista, que continue a haver essa segregação", emendou. O ministro reconheceu, no entanto, que "esta é uma questão a ser discutida", mas assegurou que as conversas estão sendo bem sucedidas. "Eu acho que é uma questão em discussão. Mas eu entendo que nós temos duas carreiras: a civil e a militar e que o militar se obriga a uma série de renúncias em termos de direitos que, exatamente, o servidor civil tem", declarou o ministro da Defesa.
As declarações de Jungmann foram dadas após a cerimônia de apresentação dos oficiais generais promovidos ao presidente em exercício Michel Temer. O comandante da Marinha, almirante Eduardo Barcellar Leal Ferreira, também defendeu a necessidade de os militares terem aposentadoria integral, diferenciada, com 30 anos de serviço. "Nós não temos horário ou dia de trabalho, não temos FGTS, não temos direito a sindicalização, a hora extra, a fazer greve", disse o almirante, ao Estado, repetindo o discurso do comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Rossatto, que afirmou que não concorda com a ideia proposta pelo Palácio do Planalto de criar um regime único de Previdência Social, que incluiria civis e militares no mesmo sistema.
Segundo o almirante Leal Ferreira, todas as peculiaridades da vida do militar que, no caso da Marinha, passa meses a bordo de um navio, por exemplo, "tem de ser levado em conta". Ele lembrou ainda que as convocações feitas aos militares são compulsórias, assim como as transferências e isso não existe na vida civil.
"Nos já tivemos uma grande reforma em 2001, onde vários de nossos direitos foram tirados como auxílio moradia, gratificação por tempo de serviço, vantagem de ir para a reserva ganhando um posto acima ou licença a prêmio de seis meses", comentou ele, incluindo aí a questão do fim da concessão de pensão para as filhas, que também acabou. Muitos destes benefícios que os militares perderam, lembrou, continuam a existir para várias carreiras civis.
O almirante citou ainda que se se pegar o percentual do Produto Interno Bruto (PIB) que se gasta com pensão e inatividade, ele está diminuindo, e já passou de 0,8% para 0,5% do PIB, por conta da reforma de 2001. "E a tendência é de diminuir muito, de cair mais ainda e depois, estabilizar", comentou ele, lembrando que as forças Armadas em geral estão promovendo várias reformas internas para reduzir seus custos.
Como exemplo, o comandante da Marinha se referiu à substituição do pessoal de carreira, por pessoal temporário, que é obrigado a deixar a Força, depois de oito anos de trabalho, sem ter qualquer indenização ou direito à aposentadoria. Com isso, salientou, o número de pessoas aposentadas cairá muito, gerando uma grande economia para os cofres públicos.

3 de agosto de 2016

Em dois meses, FAB transporta seis vezes mais órgãos

Dimitrius Dantas* - O Globo
SÃO PAULO - Dois meses após a assinatura de um decreto pelo presidente interino Michel Temer que determinava que a Força Aérea Brasileira (FAB) mantivesse um avião em solo para qualquer chamado de transplante de órgãos, o número de doações aumentou seis vezes. Segundo o Ministério da Saúde, antes de 7 de junho, cinco órgãos tinham sido transportados pela FAB e, após o decreto, foram mais 30. O governo editou o decreto após reportagem do GLOBO revelar que 153 órgãos foram perdidos por recusa da FAB que, no mesmo período, atendeu a 716 requisições de transporte de ministros e presidentes do Supremo, Senado e da Câmara.
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Em agenda pública ontem no Instituto do Coração (InCor), em São Paulo, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, comemorou:
— Não medimos esforços para continuar as ações que garantem a realização de transplantes — afirmou.
O ministro foi ao InCor para comemorar os mil pacientes transplantados no instituto desde 1985, quando o programa do hospital começou. Em levantamento do ano passado, o Ministério da Saúde afirmou que mais de 95% dos procedimentos no Brasil são financiados pelo Sistema Único de Saúde, o que tornaria o SUS o maior sistema público de transplantes do mundo.
O hospital recebe verbas de convênios assinados entre o InCor e o Ministério, com recursos de emendas parlamentares, além de recursos destinados ao Fundo Estadual de Saúde de São Paulo mensalmente. De 2010 a 2016, segundo o Ministério da Saúde, foram repassados R$ 680,9 milhões ao InCor.
(*Estagiário, sob supervisão de Flávio Freire)
EXTRA/montedo.com

1 de agosto de 2016

Após ataques, Temer autoriza envio de tropas do Exército ao Rio Grande do Norte

Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil
O presidente interino Michel Temer autorizou hoje (31) o envio de tropas do Exército para ajudar a garantir a segurança da população no Rio Grande do Norte, em meio aos recentes ataques a ônibus e prédios públicos, cometidos, segundo o governo local, em retaliação à instalação de bloqueadores de celular na Penitenciária Estadual de Parnamirim, em Natal.
A autorização foi assinada por volta das 18h atendendo a pedido do governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria. Segundo a assessoria do Palácio do Planalto, os militares serão enviados para “auxiliar as forças de segurança do Estado”, que, desde sexta-feira (29), registrou 54 ocorrências de vandalismo e depredação, a maioria de incêndios a ônibus. Também há registros de disparos contra prédios públicos e explosivos em uma agência bancária.
Pelo menos 51 pessoas já foram detidas, suspeitas de participação nos atentados, entre elas um traficante que é apontado como articulador dos ataques pelo Setor de Inteligência da Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social do Rio Grande do Norte. De acordo com o órgão, João Maria dos Santos de Oliveira, 32 anos, conhecido como João Mago, foi preso nesta tarde em um condomínio de Nova Parnamirim, na Grande Natal.
Na casa do suspeito, a polícia apreendeu R$ 300 mil em espécie, 20 tabletes de crack, 68 celulares, relógios, joias, duas pistolas – uma calibre 380 mm e outra .40, de uso restrito –, quatro carregadores e munições. O traficante estava foragido desde dezembro de 2015, quando escapou do presídio de Parnamirim usando um falso alvará de soltura. Ele cumpria por latrocínio, roubo majorado e formação de quadrilha.

Atuação policial
Na sexta-feira, quando os ataques começaram, Robinson Faria determinou que a “força policial aja fortemente para conter possíveis atos violentos de facções ou grupos criminosos”. Faria também determinou a criação de um Gabinete de Gestão Integrada, com todos os órgãos ligados à segurança pública, para monitorar as ações policiais em tempo real.
“Os casos que estamos vendo nas ruas são uma resposta dos bandidos porque instalamos, como medida preventiva, o bloqueador de celular no presídio de Parnamirim, para evitar que os apenados continuem emitindo ordens de dentro das unidades prisionais e crimes continuem sendo praticados aqui fora. Não vamos recuar. Vamos mostrar que o estado não está emparedado. Dei liberdade para a polícia trabalhar para defender o cidadão”, disse Faria.
Edição: Luana Lourenço
Agência Brasil/montedo.com

28 de julho de 2016

Em reunião com Comandantes, Temer asssina promoção de 86 oficiais das Forças Armadas

Comandantes de Exército, Marinha e Aeronáutica levaram lista com nomes.
Cerimônia com a presença dos militares está prevista para a próxima semana.
Filipe Matoso
Do G1, em Brasília
O presidente da República em exercício, Michel Temer, assinou nesta quarta-feira (27) a promoção de 86 militares de Exército (42), Marinha (22) e Aeronáutica (22), em uma reunião fechada em seu gabinete no Palácio do Planalto.
Segundo a assessoria de Temer, a lista com os nomes dos militares foi levada ao presidente em exercício pelos comandantes das Forças Armadas: Eduardo Villas Bôas (Exército), Eduardo Leal Ferreira (Marinha) e Nivaldo Rossato (Aeronáutica).
Os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Raul Jungmann (Defesa) e Sérgio Etchegoyen (Segurança Institucional) acompanharam a assinatura das promoções.
Conforme a Secretaria de Imprensa da Presidência, está prevista para o próximo dia 3 de agosto uma cerimônia, no Palácio do Planalto, na qual serão oficializadas as promoções assinadas por Temer nesta quarta. O evento será aberto aos militares, convidados e à imprensa.
Esse tipo de cerimônia costuma ocorrer uma vez por ano e, após o ato no Planalto, o presidente da República participa de um almoço em um dos clubes das Forças Armadas, em Brasília, onde faz breve discurso, acompanhado do anfitrião.

Acenos aos militares
Desde que assumiu como presidente em exercício, em maio, Temer tem feito acenos frequentes aos militares. No início deste mês, por exemplo, ele devolveu aos comandantes militares as competências administrativas retiradas durante o governo da presidente afastada, Dilma Rousseff.
Além disso, em junho, o peemedebista foi ao Clube Naval de Brasília, onde assistiu à cerimônia da "Parada após o Pôr do Sol", organizada em homenagem aos trabalhos da Marinha para o Brasil.
G1/montedo.com

26 de julho de 2016

Rápido, não? Após dois meses no governo, ministro recebe medalha por 'destacados serviços' à Aeronáutica"

Com 2 meses de governo, Padilha recebe medalha da Aeronáutica
Ministro-chefe da Casa Civil foi condecorado com o 'Mérito Santos-Dumont'.
Medalha é dada àqueles que prestaram 'destacados serviços' à Aeronáutica.
Do G1, em Brasília
Com menos de três meses no governo federal, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, recebeu nesta segunda-feira (25), no Comando da Aeronáutica, a medalha "Mérito Santos-Dumont". A cerimônia, na Esplanada dos Ministérios, foi fechada à imprensa.
Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), personalidades civis e militares, brasileiros ou estrangeiros, podem receber a medalha, "desde que tenham prestado destacados serviços à Aeronáutica brasileira ou, por suas qualidades ou seu valor, em relação à Aeronáutica, forem julgados merecedores".
Nos últimos meses, o governo do presidente em exercício, Michel Temer, tem se aproximado dos militares.
No início deste mês, por exemplo, Temer devolveu aos comandantes militares algumas competências administrativas retiradas durante o governo da presidente afastada, Dilma Rousseff.
Além disso, em junho, Temer foi ao Clube Naval de Brasília, onde assistiu à cerimônia da "Parada após o Pôr do Sol", em homenagem aos trabalhos da Marinha para o Brasil.
G1/montedo.com

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