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28 de julho de 2016

Os caças do Terceiro Mundo

AVIAÇÃO MILITAR
Aeronaves de combate projetadas nos anos 1950 ainda continuam em operação pelo mundo
THIAGO VINHOLES
A queda de um caça da Marinha do Brasil nessa terça-feira (26),no Rio de Janeiro, veio acompanhado de comentários sobre a idade avançada das aeronaves em operação no país. O modelo acidentado, um AF-1, é um avião baseado no veterano A-4 Skyhawk, dos anos 1950. Não só isso, em menos de um mês esse foi o segundo acidente com um modelo veterano brasileiro – um F-5 da FAB caiu no início de julho.
Normalmente, a vida útil de uma aeronave de caça é de 30 anos, mas esse tempo pode ser estendido com atualizações. Em alguns casos, com ajuda desses processos, aeronaves de alta performance veteranas podem alcançar idades que beiram o extraordinário.
Programas de modernização são muitos comuns na aviação militar. Praticamente todos os caças são submetidos a esse processo em algum momento de suas carreiras, em qualquer força aérea do mundo.
O famoso caça-bombardeiro F/A-18 Hornet, da Marinha dos Estados Unidos (US Navy), por exemplo, já passou por duas modernizações profundas, nas quais recebeu sistemas atualizados e mudanças no design que o deixaram mais rápido. E trata-se de um avião relativamente novo: estreou em 1983.
Os programas de modernização dão aos caças sistemas de combate e voo atualizados, permitindo a instalação de armas mais avançadas, e o “pacote” muita vezes inclui modificações estruturais, colaborando para prolongar a vida útil da aeronave ou até melhorar suas performances, incorporando recursos aerodinâmicos de nova geração em projetos do passado.
Sem recursos para adquirir novas aeronaves, muitos países optam por prolongar ao máximo a vida útil de suas aeronaves de combate. Por isso, é comum que muitos caças de um passado já distante continuam em operação, mesmo em condições precárias. Conheça a seguir algumas das principais aeronaves veteranas que ainda voam:

McDonnell Douglas F-4 Phantom II

Um dos caças mais famosos dos EUA, o F-4 Phantom combateu na Guerra do Vietnã e também ajudou a proteger Israel por muitos anos. O aparelho começou a ser projetado pela antiga McDonnel Douglas (atualmente Boeing) em 1953 e voou pela primeira vez em 1958. E até hoje não parou.

O poderoso caça bimotor bateu recordes de velocidade, altitude e autonomia, além de rechear seu currículo com vitórias. O sucesso do F-4 atraiu dezenas de compradores e o modelo foi peça importante de forças aéreas de grandes potências, como Alemanha e Japão. Até 1979, a McDonnel Douglas fabricou 5.195 unidades do Phantom, das quais mais de mil foram exportadas.
Caro de manter, os F-4 começaram a ser desativados no final dos anos 1980, mas isso em países que podiam comprar aeronaves mais avançadas. O Phantom ainda está em operação na Turquia, Grécia, Egito e Irã. No entanto, nem todos esses aviões estão em boas condições, mesmo após seguidos programas de modernização, e boa parte está armazenada.

MiG-21

Caça com status de lenda projetado na década de 1950 pela fabricante russa Mikoyan-Gurevich, o MiG-21 foi operado por mais de 50 países no passado. E em pelo um quinto desses países, o modelo continua ativo.

O MiG-21 é o caça com motor a jato mais fabricado na história, com mais de 11 mil unidades produzidas. É um avião de altíssima performance, capaz de voar acima de 2.200 km/h, mas ao mesmo tempo de fácil manutenção, como mandava a doutrina soviética. O modelo foi declarado operacional em 1959 e foi produzido até 1985, ao menos na versão montada na URSS…
O caça também foi produzido na China, como Chengdu J-7, entre 1965 e 2013. Essa versão passou de 2.000 unidades produzidas e, assim como a versão soviética, foi exportada para diversos países, como Nigéria e Irã, onde permanecem voando até hoje.

O caça da MiG (nas versões fabricadas na Rússia e China) permanece em operação em 14 países. Alguns dos usuários mais importantes são as forças aéreas de Cuba, Índia, Coreia do Norte e Croácia. O modelo também é muito utilizado em países na África, como Uganda, Moçambique e Egito.

Dassault Mirage III/5
O Mirage III é outro antigo caça com eficiência comprovada em combate. O modelo supersônico da fabricante francesa Dassault voou pela primeira vez em 1956 e em pouco tempo provaria suas capacidades. A aeronave participou de diversos conflitos no Oriente Médio, em especial com a força aérea de Israel, e saiu vitorioso em praticamente todas as ocasiões.
As capacidades da aeronave despertaram não só o interesse das grandes força aéreas da França e Israel, que adquiriram centenas de unidades, como também atraiu diversos outros países, como Suíça, Austrália e o Brasil.

O Mirage III foi o primeiro caça supersônico da Força Aérea Brasileira (FAB), que operou o modelo entre 1972 e 2005. A produção do aparelho, encerrada na década de 1990, alcançou 1.422 exemplares.
As forças aéreas do Paquistão e Equador são atualmente os únicos operadores da aeronave, ou que pelo menos ela costumava ser. A força aérea equatoriana, por exemplo, voa com o modelo Atlas Cheetah, uma versão bastante modificada do caça francês, desenvolvida na África do Sul. Já o Egito e Gabão operam o Mirage 5, versão simplificada do Mirage III que não possui radar.

Northrop F-5 Tiger II

Apesar da idade, o F-5 Tiger ainda é descrito como um dos melhores caças em combates próximos com outras aeronaves, os chamados “dogfights”. O aparelho foi desenvolvido pela Northrop na década de 1950 a pedido do governo dos EUA, sobretudo para reforçar países aliados em condições econômicas desfavoráveis.

Obedecendo esse critério, foi criado um caça compacto, de simples operação e manutenção e com preço baixo. O primeiro voo do F-5 aconteceu em 1959 e o modelo entrou em operação com a USAF em 1961 e de imediato foi exportado em grandes volumes.
O Tiger entrou em combate na Guerra do Vietnã com a USAF, atuando principalmente em missões de apoio próximo, e com o Irã, durante a Guerra Irã-Iraque (1980-1988). Nesse conflito, um F-5 iraniano abateu um MiG-25 iraquiano, na época um dos aviões mais rápidos do mundo. O modelo ainda participou de conflitos menores com o Marrocos e Quênia.

O F-5 ainda está em operação em mais de uma dezena de forças aéreas pelo mundo. Um dos principais operadores é justamente a FAB, com uma frota que passa de 50 unidades. Os primeiros aparelhos chegaram ao Brasil em 1975 e atualmente a aeronave é o principal vetor de defesa aérea do país.
Parte dos F-5 da FAB é da série F-5M, versão modernizada pela Embraer com sistemas de armas, navegação e voo mais recentes. Esses modelos também passaram por uma revisão na parte estrutural, aumentando sua vida útil em cerca de 20 anos. O programa de atualização do Tiger no Brasil ainda não foi finalizado: as primeiras unidades renovadas entraram em operação a partir de 2011.

A produção do caça da Northrop, finalizada em 1987, alcançou cerca de 3.800 unidades, volume que também contabiliza a versão de treinamento T-38. O F-5 também está ativo em países como México, Suíça, Tailândia, Turquia e Singapura.

MiG-23

Outro caça popular da Mikoyan-Gurevich, o MiG-23 é uma aeronave de combate multifuncional e extramente rápida: pode voar a mais de 2.400 km/h. O grande desempenho do avião desenvolvido nos tempos da URSS é alcançado graças a combinação de um motor muito potente e a concepção das asas de geometria variável.

Como o MiG-21, o “23” também foi produzido aos milhares, superando a marca de 5.000 unidades produzidas, entre 1967 e 1985. O caça tanto podia atuar como interceptador de alta velocidade, armado com mísseis de médio alcance, ou realizar bombardeiros de precisão.
As características do MiG-23 foram provadas pelo Iraque na guerra com o Irã, e pela dupla Líbia e Síria, em uma série de conflitos contra Israel. O caça soviético foi exportado para quase 30 países e segue em operação em nações como Cuba, Coreia do Norte, Angola e Etiópia.

Dassault Mirage F-1

Desenvolvido na década de 1960, o Mirage F1 foi a proposta da Dassault para substituir o Mirage III. Diferentemente do primeiro aparelho, com asa delta, o F1 retomou o conceito da asa enflechada, o que oferece a chance de operar em pistas menores, mas em contrapartida reduz a velocidade máxima.
O Mirage F1 ainda opera com a força aérea do Marrocos, uma das maiores da África (Divulgação)

O primeiro voo do F1 aconteceu em 1966 e a produção parou apenas em 1992, época em que a Dassault entregou cerca de 720 unidades do caça, a maioria para exportação. O modelo foi operado por mais de uma dezena de forças aéreas, como Espanha, África do Sul, Iraque e Equador, além da França, que desativou recentemente seus últimos exemplares.
Uma curiosidade interessante sobre o Mirage F1 é que ele foi utilizado em combate com praticamente todos os seus compradores. Com a França, operou na Guerra do Golfo, a Espanha usou seus modelos em missões da OTAN no Báltico, o Marrocos em conflitos com insurgentes e o Equador na Guerra do Cenepa, contra o Peru.
O Mirage F1, embora em condições limitadas, ainda está em operação nas forças armadas do Marrocos, Líbia, Irã e Gabão.

Douglas A-4 Skyhawk

Dono de um currículo de guerra e serviço impecável, o Douglas A-4 Skyhawk é o caça mais antigo do mundo que ainda permanece ativo. O primeiro protótipo decolou em 1954 e em dois anos a aeronave foi declarada operacional e colocada a serviço das forças armadas dos EUA.
O porta-aviões NAe São Paulo não realiza operações navais desde 2011

O Skyhawk não alcança velocidades supersônicos – atinge no máximo cerca de 1.100 km/h -, mas por outro lado leva uma quantidade considerável de armamentos para seu tamanho, com capacidade para até 4.000 kg. Também é reconhecido pela alta manobrabilidade e resistência.
O aparelho da Douglas foi um dos protagonistas da Guerra dos Vietnã, operando tanto com a USAF como o US Navy, em porta-aviões, e também foi uma arma decisiva a serviço de Israel em seguidos conflitos no Oriente Médio. Outro operador que disparou as armas do A-4 foi a Argentina, contra forças britânicas durante a Guerra das Malvinas.
O A-4AR é o atualmente o avião mais rápido da Fuerza Aérea Argentina (Rob Schleiffert)

A última vez que os Skyhawk entraram em combate foi na Guerra do Golfo (1990-1991), com as cores do Kuwait. Na ocasião, os caças ajudaram na defesa do país durante a invasão do Iraque, e posteriormente no “contra-ataque”, auxiliando a coalização liderada pelos EUA na operação “Tempestade no Deserto”.
Após o conflito, o Kuwait iniciou um processo de substituição de seus A-4 por caças F/A-18, e os modelos usados foram colocados à venda. Em 1997, o governo brasileiro comprou 20 dessas aeronaves para equipar a Marinha do Brasil. A Douglas produziu 2.960 unidades do Skyhawk, até 1979.
Primeiro AF-1 modernizado é entregue a Marinha do Brasil em Gavião Peixoto (SP)

No Brasil, os A-4 receberam a designação AF-1 “Falcão” e a Embraer desenvolveu um pacote de modernização para a aeronave, o AF-1M, com melhorias nos sistemas de armas e voo. Com as atualizações, a expectativa é que as aeronaves permaneçam em operação com Marinha por mais uma década. Cerca de uma dezena de aparelhos estão em condições de voo.
Além do Brasil, o último operador do A-4 é a Argentina, com uma frota de 36 aeronaves. Os Skyhawk argentinos foram modernizados na década de 1990 pela FMA (Fábrica Argentina de Aviones) com auxílio da Lockheed Martin.

IAI Kfir

Em 1967, após a Guerra dos Seis Dias, Israel foi submetido a um severo embargo de compra de armas pela França, então seu fornecedor habitual. Devido a constância dos enfrentamentos com países do Oriente Médio, os Mirage israelenses necessitavam de cuidados frequentes e alto nível de prontidão, o que exige peças de reposição e eventualmente a aquisição de aeronaves adicionais.
A Colômbia é um dos últimos operados do IAI Kfir (Divulgação)

Sem poder adquirir armamentos em um período de fortes tensões nas fronteiras, Israel, por meio da IAI (Israel Aircraft Industries), copiou o Mirage III. Projetos originais da aeronave foram adquiridos na França por meio de espionagem, assim como os esquemas para fabricar os motores, copiados do F-4 americano. Ao todo, entre 1966 e 1983, foram produzidos cerca de 220 exemplares da aeronaves.
O resultado dessa combinação de projetos foi o Kfir, que em hebraico significa “Leãozinho”. Não só isso, em muitos aspectos, o modelo copiado era mais avançado que o Mirage III.
O Kfir também foi exportado. O principal operador estrangeiro foi a força aérea da Argentina, que operou a versão “Nesher”, baseada no Mirage 5. Com os argentinos, o caça entrou em ação na Guerra nas Malvinas, mas foi presa fácil para os Harrier britânicos. O Equador, outro comprador, utilizou o Kfir na Guerra do Cenepa, contra o Peru.
Entre as décadas de 1970 e 1980, o Kfir foi o principal caça de Israel (IAF)

O caça da IAI segue em operação com as forças armadas do Equador, Colômbia e Sri Lanka, mas em condições de voo limitadas. Recentemente, a Argentina manifestou interesse em adquirir um lote de aeronaves usadas de Israel, mas a proposta acabou cancelada.

Dassault Super Étendard

Outro projeto consagrado da Dassault, mas com sucesso relativo de vendas, foi o Super Étendard, uma aeronave desenvolvida para operar a partir de porta-aviões. O modelo podia ser configurado para atuar como interceptador ou bombardeiro, mas sua principal tarefa ao longo de sua carreira foi a caça de navios.
A maioria dos Super Étendard argentinos estão estocados (Armada Argentina)

Projetado no início dos anos 1970 a partir do Étendard, da década anterior, o modelo “Super” realizou seu voo inaugural em 1974 e quatro anos depois entrou em operação com a Marinha da França. Uma das “bases” dos Super Étendard franceses foi o porta-aviões NAe São Paulo, atualmente da Marinha do Brasil, que na época se chamava FS Fosh.
Na década de 1980, a França alugou uma série de Super Étendard ao Iraque, que os utilizou de forma fulminante contra o Irã. Em 1982, os modelos da Armada Argentina, outro operador do caça, mostraram ao mundo o poder devastador do míssil anti-navio Exocet, afundando importantes embarcações britânicas na Guerra das Malvinas.
O aparelho foi desativado recentemente na França, quando operava a partir do porta-aviões nuclear Charles de Gaulle. A Argentina, único país estrangeiro que de fato comprou o Super Étendard, ainda mantém o veterano caça parcialmente em condições de voo. A Dassault entregou 85 exemplares da aeronave entre 1974 e 1983.
AIRWAY/montedo.com

24 de agosto de 2012

Marinhas de Brasil e Bolívia realizarão exercícios na fronteira

As Marinhas de Brasil e Bolívia mobilizarão 440 militares na fronteira em um exercício para "estreitar os laços entre as duas forças, aumentando assim seu grau de operabilidade", informou nesta quinta-feira a embaixada brasileira em La Paz.
A "Operação Conjunta Brasbol", que começará na sexta-feira e terá a duração de uma semana. O exercício será realizado principalmente em Puerto Busch (Bolívia), no rio Paraguai.
A Marinha do Brasil, segundo a embaixada, participará com seis embarcações, incluindo um navio hospital, além de um helicóptero e 360 militares, enquanto a Marinha boliviana contará com três lanchas de patrulha, cinco embarcações e 80 militares.
A Bolívia não tem litoral marítimo, mas possui uma força militar que opera, sobretudo, no rio Amazonas e no lago Titicaca.
A Bolívia e o Brasil, que têm uma fronteira de mais de três mil quilômetros, já haviam realizado exercícios de suas forças aéreas e de terra para melhorar a coordenação do controle de atividades ilícitas na fronteira, como o narcotráfico e o contrabando.
Terra/montedo.com

19 de agosto de 2012

Operação Ágata V: navios da Marinha percorrem 800 km por dia na fronteira

Navios percorrem diariamente cerca de 820 km

Foto: Divulgação 
Ribeirinho sendo atendido por enfermeiro do Navio Assistência Hospitalar
A Operação Ágata 5, que une militares das Forças Armadas às profissionais de Agências Federais, Municipais e Estaduais, segue no território de fronteira brasileiro com ações de combates a delitos e também de assistência à população.
Segundo dados divulgados, até o momento só na área de jurisdição do Comando do 6° Distrito Naval, os Navios da Flotilha de Mato Grosso e as embarcações da Capitania Fluvial do Pantanal percorreram, diariamente, mais de 820 km fluviais e inspecionaram mais de 320 embarcações.
Em via terrestre mais de 270 veículos e caminhões foram vistoriados. Pelo ar, a Marinha ajudou a transportar equipes do IBAMA e Bombeiros a fim de verificar a situação ocasionada pelas queimadas na região e acompanhou as atividades realizadas pelos militares da Capitania, do Grupamento e da Flotilha ao longo do rio Paraguai.
Na parte social, o Navio de Assistência Hospitalar (NAsH) "Tenente Maximiano" leva para a população ribeirinha da área onde a operação é desempenhada atendimentos médicos e odontológicos. O NAsH já realizou 10 ações cívicos-sociais em regiões à margem do rio Paraguai, onde as equipes de militares do navio efetuaram cerca de 330 atendimentos médicos, 170 ontológicos. A equipe ainda doou 17 mil medicamentos, realizou 700 procedimentos diversos, além de doarem roupas e agasalhos.
Com ação de presença, fiscalizações, inspeções e patrulhas navais, a Operação Ágata 5 abrange desde a região do Acurizal, no município de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, até o município de Chuí, no Rio Grande do Sul. Para atender toda essa extensão, a Marinha emprega cerca de trinta embarcações para desempenhar atividades estratégicas na faixa de fronteira.
DIÁRIO ONLINE, via CORREIO DO ESTADO/montedo.com

14 de agosto de 2012

Marinha abre 618 vagas para cabos com Nível Técnico

Marinha abre 618 oportunidades

ALINE SALGADO
A Marinha do Brasil abriu mais uma seleção pública: a sétima só neste ano. Agora a Força Naval oferece 618 oportunidades a candidatos com Nível Médio Técnico de escolaridade para o Corpo Auxiliar de Praças (CAP).
As vagas são para formados em Administração, Administração Hospitalar, Contabilidade, Desenho de Arquitetura, Desenho Mecânico, Edificações, Eletrônica, Eletrotécnica, Enfermagem, Estatística, Estruturas Navais, Geodésia e Cartografia, Gráfica, Higiene Dental, Mecânica, Metalurgia, Meteorologia, Motores, Nutrição e Dietética, Patologia Clínica, Processamento de Dados, Prótese Dentária, Química, Radiologia Médica, Secretariado e Telecomunicações.
Durante o curso, os alunos receberão ajuda de custo no valor de R$ 728,85, além de auxílio fardamento, alojamento, alimentação e assistência médico-odontológica. Os aprovados serão nomeados como praças, na graduação de Cabo, e receberão salário inicial de R$ 1.958,22.
As inscrições na seleção vão até o dia 9 de setembro em www.ingressonamarinha.mar.mil.br. A taxa é de R$ 20. Podem participar homens e mulheres com idades entre 18 a 24 anos. Os candidatos passarão por provas objetivas de conhecimentos específicos e redação. Os aprovados seguirão para curso de formação no Centro de Instrução Almirante Alexandrino (CIAA), no Rio.
O Dia Online/montedo.com

Incêndio atinge navio tanque da Marinha no RJ

NAVIO TANQUE GASTÃO MOTTA
FOGO ATINGE PRAÇA DE MÁQUINAS
Navio tanque Gastão Motta (Imagem: Navios Brasileiros)
Um incêndio na praça de máquinas do poderoso navio tanque Gastão Motta (G23) deixou preocupados militares ligados a pessoal a bordo. O acidente ocorreu na madrugada de sábado com o navio atracado em Fortaleza, onde estava mobilizado para operação naval conjunta do Brasil com a Venezuela. A Venbras-2012 começou no dia 3 e termina na próxima segunda-feira, mobilizando 500 militares das duas nações.
Empregado para apoio logístico móvel da Força Naval, o G23 estava com o tanque parcialmente cheio de combustível. Informações iniciais davam conta de que militares a bordo do navio teriam saído feridos do incêndio. "Houve o acidente, mas ninguém foi ferido", garantiu à Coluna o comandante do 3º Distrito Naval, vice almirante Bernardo José Pierantoni Gambôa. "O incêndio, na área do gerador de energia da praça de máquinas, foi logo debelado", completou.
O incidente ocorreu com com os quatro navios mobilizados na Operação Venbras atracados no porto de Fortaleza. Preocupou os militares por se tratar de um navio tanque, que em acidentes mais graves corre risco de explodir. "(Um incêndio) não é para acontecer em um navio. Mas o que ocorreu foi algo no quadro elétrico. Não na parte de combustível", disse o almirante Gambôa. O fogo afetou a operacionalidade do G-20? "Não", garantiu o oficial, confirmando para segunda-feira a saída do navio tanque de Fortaleza rumo ao Rio.

OUTRO INCIDENTE
O fogo no G-20 foi o segundo incidente com embarcação na Venbras 2012. No dia 3, o navio patrulha oceânico venezuelano "Warao" encalhou ao se aproximar do porto de Fortaleza, sofrendo avaria. Teve, inclusive, que ser rebocado até o porto.

6 MIL LITROS DE DIESEL
Subordinado ao Comando da Força de Superfície, o G-20 fica normalmente atracado em Niterói. Tem 121 militares a bordo e capacidade de transportar seis mil litros de óleo diesel e mil litros de querosene de aviação.

REGASTE DO 447
Navegando sob o lema "Nós fazemos a Esquadra ir mais longe!", o G-20 foi um dos meios mobilizados, em 2009, na complexa missão de resgate no Oceano Atlântico dos destroços do avião e dos corpos das vítimas do voo da Air France 447.
O Dia Online (Força Militar)/montedo.com

10 de agosto de 2012

BA: Justiça determina saída de quilombolas de área da Marinha

BA: Justiça determina saída de quilombolas, apesar de negociação

Embora esteja em curso uma negociação com o governo, a Justiça Federal determinou que, no prazo de 15 dias, os moradores do Quilombo Rio dos Macacos, na Bahia, desocupem a área. O quilombo fica próximo à Base Naval de Aratu, no município de Simões Filho, região metropolitana de Salvador. A área é reivindicada na Justiça pelas famílias de quilombolas e pela Marinha do Brasil, que instalou uma vila militar no terreno.
A decisão de reintegrar a área foi tomada no dia 3 de agosto pelo juiz Evandro Reimão dos Reis, da 10ª Vara Federal Cível da Bahia, em sentenças idênticas proferidas sobre dois dos três processos que correm na Justiça sobre o assunto. No dia 31 de julho, os quilombolas haviam se reunido com setores do governo e firmado um acordo de diálogo, que incluía a suspensão da reintegração de posse.
Na reunião, a Advogacia-Geral da União (AGU) assumiu o compromisso de enviar à Justiça uma petição para suspender a ação de desocupação. De acordo com a AGU, três petições foram protocoladas na Justiça Federal no dia 1º deste mês, para que a reintegração de posse seja suspensa por 90 dias.
Leia também:
Marinha e quilombolas em pé de guerra na Bahia
O advogado dos quilombolas, Maurício Correia, informou que as petições não tinham sido juntadas ao processo até hoje. Ele disse também que a notificação determinando a saída dos quilombolas ainda não foi recebida pela comunidade, nem pela Defensoria Pública da União, na Bahia, que representa os quilombolas na Justiça.
"Sabemos que o juiz emitiu a sentença e enviou para os oficiais de Justiça, mas a comunidade ainda não recebeu essa notificação", informou o advogado. De acordo com Correia, a Defensoria Pública aguarda a chegada do documento para recorrer das sentenças no Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
"Caso fique provado que o juiz recebeu a petição da AGU e, mesmo assim, ordenou a reintegração de posse, isso será objeto de questionamento no recurso. Legalmente, ele teria que primeiro responder à AGU, antes de proferir a sentença'', explicou o advogado.
Na quinta-feira, os moradores da área tiveram acesso a uma cópia do estudo antropológico feito pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) que reconhece a terra como remanescente de quilombo. O documento foi produzido pela regional do Instituto na Bahia, mas ainda não foi publicado pela imprensa oficial do Estado, nem pelo Diário Oficial da União, medida que daria valor legal ao relatório.
O acesso a essa cópia também fez parte do acordo firmado na reunião com o governo. Uma nova reunião deverá ser agendada ainda neste mês para continuar as negociações sobre a posse da terra.
Terra/montedo.com

8 de agosto de 2012

Marinha do Brasil participa da Operação Ágata 5

Um dos objetivos da operação é reduzir a incidência dos crimes transfronteiriços e ambientais
Foto: Divulgação Marinnha
A Marinha do Brasil está com participação efetiva na Operação Ágata 5, nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. Esses estados são de áreas de Jurisdição dos Comandos do 5º (RS, SC e PR) e 6º (MS) Distritos Navais. A Operação Ágata 5, iniciada nesta segunda, é realizada em conjunto com as três Forças Armadas - Marinha, Exército e Aeronáutica. E tem por objetivos reduzir a incidência dos crimes transfronteiriços e ambientais, coibindo as ações do crime organizado, reduzindo os índices de criminalidade, coordenando o planejamento e a execução de operações militares e policiais, como também intensificando a presença do Estado Brasileiro nas regiões de fronteira.
O Comando do 5º Distrito Naval integra a Força Naval Componente empregada na Operação, destacando os seguintes meios para as ações de patrulha e inspeção naval: o Rebocador de Alto-Mar “Tritão”(R21), o Navio-Patrulha “Babitonga”(P63), as lanchas da Capitania dos Portos do Rio Grande do Sul, da Capitania Fluvial do Rio Paraná, das Delegacias Fluviais de Uruguaiana e de Guaíra. A atuação da Marinha do Brasil, durante a operação, vai além das ações de controle da Área Marítima, Patrulha e Inspeção Naval nos mares, rios e lagos da região. As aeronaves do 5º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral realizarão as ações de patrulhamento, missões de socorro, salvamento e de evacuação aeromédica. Além disso, um destacamento do Grupamento de Fuzileiros Navais do Rio Grande estará sendo empregado durante toda a Operação.
A Ágata 5 conta com o apoio do Ministério da Justiça, do Ministério das Relações Exteriores, Ministério de Minas e Energia, Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Integração Nacional, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ministério da Saúde, Ministério da Pesca e Aquicultura, Secretaria Nacional de Segurança Pública, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.
O evento também tem apoio da Secretaria da Receita Federal, Departamento Nacional da Produção Mineral, Força Nacional de Segurança Pública, Agência Brasileira de Inteligência, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Fundação Nacional do Índio, Agência Nacional de Aviação Civil e outros órgãos estaduais e municipais dos estados abrangidos pela operação. Todas as ações serão coordenadas pelo Ministério da Defesa.
Jornal Agora/montedo.com

1 de agosto de 2012

Marinha abre concurso para sargentos técnicos

Salários de R$ 3 mil na Marinha
80 vagas de sargento de nível médio/técnico

PRISCILA BELMONTE
A Marinha abriu ontem mais uma seleção pública. Desta vez, são oferecidas 80 oportunidades para o posto de terceiro sargento, voltado a candidatos de Nível Médio/Técnico. A remuneração inicial é de R$ 3 mil, mais benefícios, como plano de carreira, assistências médica e odontológica, alimentação e auxílio para compra de uniformes. As inscrições começam no dia 1º de agosto e vão até 30 de setembro.
Interessados em ingressar no Quadro Técnico de Praças da Armada devem ser do sexo masculino, brasileiros e ter entre 18 anos completos e menos de 25 anos de idade. Segundo o edital, as áreas disponíveis são as seguintes: automação industrial; eletroeletrônica; eletromecânica; eletrônica; eletrotécnica; eletrotécnica naval; mecatrônica; manutenção automotiva; refrigeração e climatização; mecânica naval e mecânica.
As inscrições devem ser feitas por meio do site www.ingressonamarinha.mar.mil.br ou por meio de uma das organizações militares da Marinha distribuídas pelo País. No Rio, o endereço é Rua Visconde de Itaboraí 69, Centro. Para conferir informações sobre outros locais, basta acessar a mesma página virtual. A taxa de participação é de R$25. Informações pelo telefone (21) 2104-6006.
O processo seletivo é composto por provas objetivas e de redação, inspeção de saúde e teste de aptidão física.Vale destacar que os candidatos aprovados em todas as fases do concurso público vão fazer um curso de formação, durante oito meses, no Centro de Instrução Almirante Alexandrino (CIAA), no Rio de Janeiro. As datas e os horários dos exames ainda serão marcados.
O Dia Online/montedo.com

21 de julho de 2012

Incêndio na Antártida: base Comandante Ferraz estava em festa quando fogo começou

Base da Antártida estava em festa quando fogo começou
Investigadores da polícia levantaram a hipótese de o sistema de alarme ter sido desligado para não atrapalhar comemoração
AP
Base brasileira na Antártida foi destruída em incêndio no dia 25 de fevereiro
No momento em que a base brasileira na Antártida começou a ser destruída por um incêndio, na madrugada de 25 de fevereiro, funcionários militares e civis da Marinha e cientistas de universidades brasileiras participavam de uma festa chamada Baile da Terceira Idade, na qual houve consumo de bebidas alcoólicas.
Mantida em sigilo tanto pela Marinha quanto pelo grupo de 31 cientistas que estavam na base Comandante Ferraz, a realização da festa, com bebidas como cerveja e vinho, foi investigada pelo inquérito policial militar (IPM) aberto no dia do desastre para apurar causas e responsáveis.
Como o alarme não disparou quando o incêndio começou, os encarregados pelo inquérito suspeitavam que o sistema pode ter sido desligado por ordem do comando da base. O objetivo seria não atrapalhar a festa. Na pista de dança há um mecanismo que espalha fumaça de gelo seco, como em uma boate. Os sensores são sensíveis e poderiam disparar, anunciando um falso incêndio.
Os cientistas não souberam responder nos depoimentos se os sensores foram desligados ou não, já que a decisão, se tomada, seria de atribuição militar. Alguns deles alegaram que sequer sabiam da localização do dispositivo que os desativava.
O IPM foi concluído e encaminhado em 15 de maio à 11.ª Circunscrição Judiciária Militar, "classificado como sigiloso, em atendimento ao Artigo16 do Código de Processo Penal Militar", de acordo com comunicado divulgado à noite pela Marinha. As perguntas encaminhadas à Marinha pelo Estado sobre as conclusões e a realização da festa não foram respondidas.
iG (Agência Estado)/montedo.com

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