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24 de agosto de 2012

Marinhas de Brasil e Bolívia realizarão exercícios na fronteira

As Marinhas de Brasil e Bolívia mobilizarão 440 militares na fronteira em um exercício para "estreitar os laços entre as duas forças, aumentando assim seu grau de operabilidade", informou nesta quinta-feira a embaixada brasileira em La Paz.
A "Operação Conjunta Brasbol", que começará na sexta-feira e terá a duração de uma semana. O exercício será realizado principalmente em Puerto Busch (Bolívia), no rio Paraguai.
A Marinha do Brasil, segundo a embaixada, participará com seis embarcações, incluindo um navio hospital, além de um helicóptero e 360 militares, enquanto a Marinha boliviana contará com três lanchas de patrulha, cinco embarcações e 80 militares.
A Bolívia não tem litoral marítimo, mas possui uma força militar que opera, sobretudo, no rio Amazonas e no lago Titicaca.
A Bolívia e o Brasil, que têm uma fronteira de mais de três mil quilômetros, já haviam realizado exercícios de suas forças aéreas e de terra para melhorar a coordenação do controle de atividades ilícitas na fronteira, como o narcotráfico e o contrabando.
Terra/montedo.com

19 de agosto de 2012

Operação Ágata muda perfil da segurança interna

Operação militar dá outro perfil à segurança interna

MICHELLE ROSSI
Militares estão atuando numa extensão de 3,9 mil quilômetros de fronteira
Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado
Desde o lançamento do Plano Estratégico de Fronteira, pelo Governo federal, em 2011, a Operação Ágata vem dando um novo perfil à segurança pública, ao mesmo tempo em que permite maior visibilidade às Forças Armadas, com um papel mais efetivo na segurança interna.
Agora, em sua quinta edição, a movimentação militar está acontecendo numa extensão de 3,9 mil quilômetros de fronteiras, de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, ao Chuí, no Rio Grande do Sul, área que nesses dias está sob proteção direta das Forças Armadas
Com quase 15 dias de mobilização, a Operação Ágata V vem fazendo bloqueio na linha internacional que avança até 150 quilômetros para o interior do País, empregando milhares de civis e militares, coordenados pelo Ministério da Defesa. A área crítica de patrulhamento está as cidades de Foz do Iguaçu (PR) e Corumbá, onde ocorre a maior incidência de tráfico de drogas e contrabando.
CORREIO DO ESTADO/montedo.com

Operação Ágata V: navios da Marinha percorrem 800 km por dia na fronteira

Navios percorrem diariamente cerca de 820 km

Foto: Divulgação 
Ribeirinho sendo atendido por enfermeiro do Navio Assistência Hospitalar
A Operação Ágata 5, que une militares das Forças Armadas às profissionais de Agências Federais, Municipais e Estaduais, segue no território de fronteira brasileiro com ações de combates a delitos e também de assistência à população.
Segundo dados divulgados, até o momento só na área de jurisdição do Comando do 6° Distrito Naval, os Navios da Flotilha de Mato Grosso e as embarcações da Capitania Fluvial do Pantanal percorreram, diariamente, mais de 820 km fluviais e inspecionaram mais de 320 embarcações.
Em via terrestre mais de 270 veículos e caminhões foram vistoriados. Pelo ar, a Marinha ajudou a transportar equipes do IBAMA e Bombeiros a fim de verificar a situação ocasionada pelas queimadas na região e acompanhou as atividades realizadas pelos militares da Capitania, do Grupamento e da Flotilha ao longo do rio Paraguai.
Na parte social, o Navio de Assistência Hospitalar (NAsH) "Tenente Maximiano" leva para a população ribeirinha da área onde a operação é desempenhada atendimentos médicos e odontológicos. O NAsH já realizou 10 ações cívicos-sociais em regiões à margem do rio Paraguai, onde as equipes de militares do navio efetuaram cerca de 330 atendimentos médicos, 170 ontológicos. A equipe ainda doou 17 mil medicamentos, realizou 700 procedimentos diversos, além de doarem roupas e agasalhos.
Com ação de presença, fiscalizações, inspeções e patrulhas navais, a Operação Ágata 5 abrange desde a região do Acurizal, no município de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, até o município de Chuí, no Rio Grande do Sul. Para atender toda essa extensão, a Marinha emprega cerca de trinta embarcações para desempenhar atividades estratégicas na faixa de fronteira.
DIÁRIO ONLINE, via CORREIO DO ESTADO/montedo.com

23 de julho de 2012

Patrulhamento nas fronteiras contará com novos terminais para comunicação via satélite

Novos terminais táticos para comunicações militares via satélite serão utilizados nas operações de patrulhamento das fronteiras brasileiras. A “estreia" desses equipamentos, entregues recentemente ao Ministério da Defesa (MD), deverá acontecer na próxima edição da Operação Ágata, de combate a ilícitos nas fronteiras.
Transportáveis e com recursos avançados de transmissão, os terminais ampliam a capacidade de comunicação das Forças Armadas em operações militares. “Com esses equipamentos, é possível ter acesso a telefone, internet, videoconferências, trocas de dados e acessos a sistemas remotos nos locais mais longínquos”, afirma o coronel reformado Edwin Pinheiro da Costa, chefe da Seção de Telemática do MD.
Ao todo, 31 novas estações do tipo “Fly Away” foram incorporadas ao Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS) do Ministério da Defesa, a um custo unitário de US$ 157 mil. Os equipamentos foram fornecidos pela companhia espanhola Indra, encarregada de colocar em funcionamento tanto os terminais (navais e terrestres), quanto o sistema de gestão da rede.
A principal vantagem dessas estações é seu desdobramento rápido, garantindo facilidade para serem transportadas e instaladas. Cada estação tem antena de 1,8 m, pesa em torno de 400 kg e pode ser montada em menos de 20 minutos. O sistema tem capacidade de transmissão de dados de quatro megabytes por segundo (4Mbps).
“Trata-se de um equipamento muito flexível”, garante o coronel Edwin Pinheiro. “Contamos hoje com 13 desses terminais instalados em navios da Marinha, o que possibilita a comunicação por satélite mesmo quando as embarcações estão se deslocando em alto-mar”, completa.
Segundo ele, o sistema tem sido largamente utilizado no Brasil e também no exterior, inclusive pelas forças de paz brasileiras que atuam no Haiti, onde estão instaladas três unidades.

Satélite próprio
Com o novo lote fornecido pela Indra, as Forças Armadas brasileiras passam a dispor de um total de 87 termináveis transportáveis. Pela falta de um satélite próprio brasileiro, no entanto, menos da metade deles pode ser usada simultaneamente, inibindo maior possibilidade de cobertura do território nacional.
Hoje, o segmento espacial do SISCOMIS está baseado no aluguel de uma faixa exclusiva (Banda “X”) dos satélites C1 e C2 da companhia Star One, subsidiária da Embratel, de capital externo. De acordo com o chefe da Seção de Telemática do Ministério da Defesa, a perspectiva de lançamento, para 2014, de um satélite geoestacionário brasileiro deverá mudar esse cenário, passando o governo brasileiro a ter total controle do satélite.
“Quando o governo brasileiro tiver o controle operacional e tecnológico do satélite a ser criado pela Telebrás, poderá ampliar sensivelmente a potência utilizável e possibilidade de cobertura desses equipamentos, inclusive com feixe deslocável, aumentando a flexibilidade do sistema”, prevê o coronel Edwin.
“Poderemos utilizar todos os nossos terminais transportáveis simultaneamente, além de terminais de pequeno porte, como os do tipo manpack e de submarinos, o que possibilitará maior controle e independência de nossas comunicações militares”, conclui.
Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
MD/montedo.com

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