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22 de agosto de 2012

Terceiro Sargento do Exército, Yane Marques veste farda e visita infantaria após medalha

Medalha de bronze nos Jogos Olímpicos vai ao setor de mídias e fala com internautas

RIO - Depois de ganhar a inédita medalha olímpica para o pentatlo moderno brasileiro, Yane Marques trata de colher os frutos da conquista. A atleta cumpre rigorosa agenda de compromissos, que vão de uma série de entrevistas à algumas homengens pelo bronze. Terceiro Sargento do Exército, ela visitou nesta terça-feira o centro de mídias da infantaria, com o objetivo de responder perguntas do internautas.
Devidamente fardada, Yane foi recebida com festa pelos colegas, que já tinham assistido seu vice-campeonato nos Jogos Mundiais Militares, em 2011. Após as Olimpíadas, a brasileira foi confirmada como número 2 do mundo no ranking mundial da modalidade. Ela é a primeira atleta sul-americana a ocupar tal posto.
A medalha de Yane Marques deve ajudá-la na missão de divulgar o pentatlo moderno pelo país, como ela deseja. A pernambuca declarou que espera não ser a única brasileira disputando as provas da modalidade nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.
ahe!/montedo.com

13 de agosto de 2012

Sem patrocínio privado, Yane vira militar e dá salto na carreira


Após a disputa da esgrima e da natação, Yane Marques subiu para a 2ª posição do pentatlo moderno. Foto: Reuters
Sargento do Exército Yane Marques, medalha de Bronze no Pentatlo Moderno
Foto: Reuters
CIRILO JUNIOR
Direto de Londres
A carreira da primeira medalhista brasileira na história do pentatlo moderno começou a mudar de patamar há cerca de três anos. Em 2009, Yane foi uma das primeiras atletas brasileiras a serem integradas ao Exército, com o objetivo de se formar uma equipe forte para os Jogos Mundiais Militares do Rio, disputados em 2011. Como sargento da instituição, ela passou a contar com estrutura e apoio financeiro, elementos fundamentais em um esporte caro como o pentatlo, que envolve cinco modalidades, recorda o treinador dela, Alexandre França.
"Hoje ela vive graças ao apoio do Exército e da Bolsa Federal. Isso é o que sustenta ela. Recebemos total apoio do COB para treinamentos, mas é um esporte dispendioso, não é uma coisa barata. Sem esse apoio do Exército, a gente não conseguiria", afirmou França.
Quando se refere ao pentatlo como um esporte caro, o treinador salienta que, além das cinco modalidades praticadas (esgrima, hipismo, natação, tiro e corrida), Yane precisa praticar musculação e ter uma equipe que inclui psicólogo e nutricionista, além dos deslocamentos para treinos.
Yane segue no Exército e mora no Recife. Já França fica em Porto Alegre. Os trabalhos feitos em conjunto acontecem na Escola de Educação Física do Exército, no Rio, onde há todas a estrutura necessária, destaca o treinador. Ele disse esperar que a conquista de Yane em Londres inspire uma melhor estruturação do pentatlo em todo o País. França ressalta que a medalhista olímpica é uma atleta excepcional no cenário brasileiro.
"Ela é um ponto fora da curva. No nível dela, a gente não tem. Há atletas de bom nível, mas não no dela", observa. A rotina de treinamentos de Yane é puxada. Os treinos, de segunda a sábado, variam de 6 a 8 horas por dia. Portanto, não há muito espaço para que ela tenha outra atividade. É exigida dedicação quase que integral.
Outro fator que, segundo França, impulsionou a carreira de Yane foi o programa científico do COB iniciado há dois anos para melhorar a performance dos atletas. Nele, é feito uma espécie de DNA de cada um, e do que é preciso, em termos de treinamento e alimentação, para se obter melhores resultados. Tudo feito com acompanhamento para observar o desenvolvimento dos atletas.
Ao analisar Yane, o técnico vê um salto significativo nos últimos dois anos, que a levaram a um patamar de atleta "mediana". França se apressa a explicar que, no pentatlo, o grande objetivo é ser linear.
"Hoje, pode-se dizer que ela é uma atleta mediana em todos os esportes, com destaque maior para a natação e a equitação. No geral, ela é bem mediana. No pentatlo, o segredo é ser mediano. Não adianta ser o melhor em uma coisa e ser pior na outra. É igual a pato: corre, nada e voa, mas não faz nada direito".
Terra/montedo.com

29 de julho de 2012

Soldado do Exército ganha primeira medalha olímpica para o Brasil em Londres

Atualização:
16h
O Soldado do Exército Felipe Kitadai conquistou ontem a primeira medalha brasileira nos Jogos Olímpicos de Londres. O militar brasileiro ficou com o bronze no judô, categoria até 60 kg, ao derrotar o italiano Elio Verde, por wazari. Felipe é soldado do 8° Batalhão de Engenharia de Construção, em Santarém, no Pará.


Errata:
Caro Montedo, permita-me uma emenda: O Sd EP Felipe Kitadai, motivo de orgulho e agraciado nos Jogos Panamericanos de 2011 com a medalha de ouro no Judô, é militar do 8º Batalhão de Polícia do Exército, sediado em Sao Paulo-SP.
Meus cumprimentos,
Douglas - Sgt EB.

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