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2 de setembro de 2012

Cara de pau: cartola do pentatlo moderno só quer o bônus. O ônus que fique para o Exército!

Entidade quer depender menos do Exército
Sargento Yane Marques, medalha de bronze no Pentatlo Moderno em Londres (Imagem: COB)
Para formar novas Yane Marques, a Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno pretende tirar os atletas de dentro do Exército. Mas sem perder as facilidades e o dinheiro dado pelas Forças Armadas.
A intenção do presidente da CBPM, Hélio Meireles, é que o esporte tenha mais atletas civis para acabar com a dependência dos militares de carreira.
"Enquanto estão na academia, é ótimo, podem treinar sempre. Mas a disponibilidade do atleta militar vai diminuindo conforme ele sobe na carreira. Nosso melhor atleta não está competindo nesta temporada porque precisa fazer cursos", diz.
Dos 12 atletas adultos do ranking brasileiro, quatro seguem carreira militar.
Apesar da crítica aos atletas, Meireles admite que a confederação é dependente do Exército.
A CBPM usa estruturas miliares para treinos e competições. Também aluga do Exército, a um preço abaixo do mercado, cavalos para seus torneios.
E é graças a ele que o Brasil tem atletas profissionais. As três primeiras do ranking feminino, inclusive Yane, e o líder masculino ganham bolsas do Exército para disputarem campeonatos militares.
Folha de São Paulo/montedo.com

Comento:
Se entendi bem, o cartola da CBPM só quer mesmo o 'venha à nós'. 'Ao vosso reino', nadica de nada. Que cara de pau!

1 de setembro de 2012

Londres 2012: Forças Armadas homenageiam militares medalhistas

Medalhistas olímpicos são homenageados pelas Forças Armadas no Rio
Judocas Sarah Menezes, Mayra Aguiar, Rafael Silva e Felipe Kitadai e pentatleta Yane Marques são parabenizados por conquistas nos Jogos de Londres
Mayra, Yane, Sarah, Rafael e Felipe recebem homenagem das Forças Armadas - Divulgação/CBJ
O ministro da Defesa, Celso Amorim, comandou formatura em homenagem aos atletas militares das Forças Armadas que integraram a delegação brasileira nos Jogos Olímpicos de Londres. A cerimônia aconteceu na Diretoria de Pesquisa e Estudos de Pessoal (DPEP), nessa quarta-feira, em reconhecimento às conquistas dos judocas Sarah Menezes, Mayra Aguiar, Rafael Silva e Felipe Kitadai e da pentatleta Yane Marques, medalhistas em Londres. Sarah conquistou o ouro, e os demais, bronze.
ahe!/montedo.com

22 de agosto de 2012

Terceiro Sargento do Exército, Yane Marques veste farda e visita infantaria após medalha

Medalha de bronze nos Jogos Olímpicos vai ao setor de mídias e fala com internautas

RIO - Depois de ganhar a inédita medalha olímpica para o pentatlo moderno brasileiro, Yane Marques trata de colher os frutos da conquista. A atleta cumpre rigorosa agenda de compromissos, que vão de uma série de entrevistas à algumas homengens pelo bronze. Terceiro Sargento do Exército, ela visitou nesta terça-feira o centro de mídias da infantaria, com o objetivo de responder perguntas do internautas.
Devidamente fardada, Yane foi recebida com festa pelos colegas, que já tinham assistido seu vice-campeonato nos Jogos Mundiais Militares, em 2011. Após as Olimpíadas, a brasileira foi confirmada como número 2 do mundo no ranking mundial da modalidade. Ela é a primeira atleta sul-americana a ocupar tal posto.
A medalha de Yane Marques deve ajudá-la na missão de divulgar o pentatlo moderno pelo país, como ela deseja. A pernambuca declarou que espera não ser a única brasileira disputando as provas da modalidade nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.
ahe!/montedo.com

13 de agosto de 2012

Sem patrocínio privado, Yane vira militar e dá salto na carreira


Após a disputa da esgrima e da natação, Yane Marques subiu para a 2ª posição do pentatlo moderno. Foto: Reuters
Sargento do Exército Yane Marques, medalha de Bronze no Pentatlo Moderno
Foto: Reuters
CIRILO JUNIOR
Direto de Londres
A carreira da primeira medalhista brasileira na história do pentatlo moderno começou a mudar de patamar há cerca de três anos. Em 2009, Yane foi uma das primeiras atletas brasileiras a serem integradas ao Exército, com o objetivo de se formar uma equipe forte para os Jogos Mundiais Militares do Rio, disputados em 2011. Como sargento da instituição, ela passou a contar com estrutura e apoio financeiro, elementos fundamentais em um esporte caro como o pentatlo, que envolve cinco modalidades, recorda o treinador dela, Alexandre França.
"Hoje ela vive graças ao apoio do Exército e da Bolsa Federal. Isso é o que sustenta ela. Recebemos total apoio do COB para treinamentos, mas é um esporte dispendioso, não é uma coisa barata. Sem esse apoio do Exército, a gente não conseguiria", afirmou França.
Quando se refere ao pentatlo como um esporte caro, o treinador salienta que, além das cinco modalidades praticadas (esgrima, hipismo, natação, tiro e corrida), Yane precisa praticar musculação e ter uma equipe que inclui psicólogo e nutricionista, além dos deslocamentos para treinos.
Yane segue no Exército e mora no Recife. Já França fica em Porto Alegre. Os trabalhos feitos em conjunto acontecem na Escola de Educação Física do Exército, no Rio, onde há todas a estrutura necessária, destaca o treinador. Ele disse esperar que a conquista de Yane em Londres inspire uma melhor estruturação do pentatlo em todo o País. França ressalta que a medalhista olímpica é uma atleta excepcional no cenário brasileiro.
"Ela é um ponto fora da curva. No nível dela, a gente não tem. Há atletas de bom nível, mas não no dela", observa. A rotina de treinamentos de Yane é puxada. Os treinos, de segunda a sábado, variam de 6 a 8 horas por dia. Portanto, não há muito espaço para que ela tenha outra atividade. É exigida dedicação quase que integral.
Outro fator que, segundo França, impulsionou a carreira de Yane foi o programa científico do COB iniciado há dois anos para melhorar a performance dos atletas. Nele, é feito uma espécie de DNA de cada um, e do que é preciso, em termos de treinamento e alimentação, para se obter melhores resultados. Tudo feito com acompanhamento para observar o desenvolvimento dos atletas.
Ao analisar Yane, o técnico vê um salto significativo nos últimos dois anos, que a levaram a um patamar de atleta "mediana". França se apressa a explicar que, no pentatlo, o grande objetivo é ser linear.
"Hoje, pode-se dizer que ela é uma atleta mediana em todos os esportes, com destaque maior para a natação e a equitação. No geral, ela é bem mediana. No pentatlo, o segredo é ser mediano. Não adianta ser o melhor em uma coisa e ser pior na outra. É igual a pato: corre, nada e voa, mas não faz nada direito".
Terra/montedo.com

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