17 de agosto de 2016

Thiago recebe medalha de ouro prestando continência para a bandeira e emociona o Engenhão

Brasileiro chegou a pedir para público parar de vaiar rival francês e aplaudiu Renaud Lavillenie
Diogo Olivier - Enviado especial ao Rio
O novo herói brasileiro inovou ao receber a medalha de ouro conquistada na prova do salto com vara dos Jogos do Rio 2016. Thiago Braz passou o tempo todo em posição de sentido, prestando continência para a bandeira do Brasil.
Não chorou, como é quase praxe. O paulista de 22 anos sorriu o tempo todo, mirando o pavilhão verde-amarelo. A torcida aprovou o seu comportamento, aplaudindo-o muito.
O primeiro medalhista de ouro no masculino desde Joaquim Cruz nos 800m em Los Angeles, em 1984, comoveu com a sua alegria. Acenou, pedindo gritos mais altos de Thiago.
Dono da festa, ele regeu o Engenhão, que veio abaixo. Quando a torcida vaiou o anúncio do medalha de prata, o francês Renaud Lavillenie, ele pediu que parassem com as mãos e o aplaudiu. O público o acompanhou imediatamente. Este, aliás, evidenciou no semblante a tristeza pela prata. Claramente, o francês voador ainda não aceitou a realidade. Estava constrangido.
Na véspera, inconformado com a derrota e a perda da chance de ser bicampeão olímpico, o francês soltou a língua. Disse que a torcida o desrespeitou ao vaiar seu último salto e fez conotações estapafúrdias com o nazismo. Reconheceu que exagerou um tanto nesta quarta-feira, mas era tarde.
O fato é que até na cerimônia de premiação Thiago Braz foi diferente, batendo continência para a bandeira. Assim como na prova, quando ergueu o sarrafo a 6m3cm, marca que jamais tinha saltado na vida. Uma marca que lhe garantiu a histórica medalha de ouro, que agora já está para sempre em seu peito.
*ZHESPORTES/montedo.com

Ignorância olímpica: técnico de Zanetti diz que só após crítica foi informado de projeto militar

Marcos Goto conta que foi convidado a conhecer trabalho de fomento ao esporte: "Vamos ver o lado bom: hoje o país está sabendo que existem projetos"
Gabriele Lomba
Rio de Janeiro
A continência de Arthur Zanetti no pódio da Rio 2016 causou polêmica. O técnico do ginasta, Marcos Goto, criticou o fato de o investimento das Forças Armadas só ser feito em nomes do esporte de alto rendimento. Um dia depois da conquista da prata, Marquinhos contou que só agora, depois do episódio, ficou sabendo de alguns projetos de fomento ao esporte de base e até foi convidado para conhecê-los.
Ouro em Londres 2012, Zanetti se uniu à Força Aérea Brasileira dois meses antes da Rio 2016. Em entrevista nesta terça-feira, no Espaço Time Brasil, o ginasta preferiu não se meter no assunto.
- Não vou entrar nesse aspecto não. Se quiser, ele está aqui do meu lado, é só perguntar para ele – disse Zanetti.
Marquinhos, então, respondeu.
- Não foi, de jeito nenhum, uma crítica ao que os militares fazem para o esporte. Não fiz queixa, dei minha opinião pessoal. Hoje fiquei sabendo que existem alguns projetos que fomentam o esporte. É uma alegria saber disso. Tanto eu quanto o país não sabíamos, hoje o país está sabendo que existem projetos. Vamos olhar pelo lado bom: acabou que todo mundo ficou sabendo. Fui convidado para conhecer a formação do esporte amador. Fui informado que vai ser iniciado um trabalho com ginástica. Então vamos ver o lado bom...
Ao lado de Zanetti e Marquinhos estava Marcus Vinícius Freire, diretor do Comitê Olímpico do Brasil (COB). Ele lembrou que o “projeto militar” começou em 2008, quando o COB quis entender o motivo de potências europeias terem tantos militares em suas delegações. Era uma iniciativa tendo em vista os Jogos Mundiais Militares de 2011, no Rio de Janeiro.
Marquinho, em seguida, destacou o Bolsa Pódio, projeto do governo federal para auxiliar atletas.
- Quero parabenizar o COB e o Ministério do Esporte pela iniciativa. O Bolsa Pódio é o primeiro projeto que beneficiou o grupo multidisciplinar. Treinador, toda a estrutura foi beneficiada.

Confira a crítica de Marco Goto depois que Zanetti subiu no pódio.
- São militares? Ou são atletas que são militares? Eles não treinam lá, só são contratados por eles. Eu que dou treino para o meu atleta, não são militares. Polêmica sempre vai gerar, se presta continência ou se não presta. Se é militar, dá polêmica; se não é militar, dá polêmica. Tudo dá polêmica no Brasil. Não sei qual é o salário que dão para o Arthur. Gostaria que os militares fizessem um trabalho de base, tiraria o chapéu para eles. Agora, apoiar atleta de alto nível é muito fácil. Quero ver apoiar a criança até chegar lá. O dia em que os militares fizerem escolinhas e apoiarem iniciação esportiva, apoiarem treinadores, aí vou tirar o chapéu. Por enquanto, não. Pegar atleta pronto é muito fácil.
Globo Esporte/montedo.com

Pódio fardado:Brasil é campeão mundial de pentatlo militar masculino. Mulheres ficam em segundo no feminino

Equipe masculina conquista primeiro lugar e feminina o segundo no 63º Mundial de Pentatlo Militar, na Áustria. A competição é dividida em cinco provas: tiro, natação, lançamento de granada e corridas, com obstáculos e em terreno irregular.


7
Ministério da Defesa/montedo.com

Explosão em paiol de indústria de munição causa pânico e destruição em Juiz de Fora

Publicação original: 00:30 (Atualização: 06:33)


Juiz de Fora (MG) - Fortes explosões foram registradas por volta das 23 horas desta terça-feira nas instalações da Imbel, situada no bairro Araújo. O impacto provocou tremores em toda a cidade do sul de Minas e pânico na população do bairro. Temendo novas explosões, famílias inteiras deslocaram-se para longe do local.
Imagens mostram chamas em um dos paióis, que explodiu. Existem mais dois paióis no local. O depósito mais próximo foi destelhado, mas a direção da empresa informou que não há risco de novas explosões.
Muitos prédios foram danificados nos bairros próximos, como registram imagens divulgadas nas redes sociais. Não houve feridos.


16 de agosto de 2016

"São militares? Ou são atletas que são militares?", questiona o técnico do medalhista Arthur Zanetti após continência no pódio

Zanetti presta continência, mas técnico ataca: "Pegar atleta pronto é fácil"
Membro da Força Aérea Brasileira, ginasta repete gesto de Nory no pódio. Treinador, porém, cobra maior investimento na base e pede apoio aos técnicos no novo ciclo
O brasileiro Arthur Zanetti bate continência no pódio após conquistar a medalha de prata na disputa das argolas - 14/08/2016
Por Alexandre Alliatti, Amanda Kestelman, João Gabriel Rodrigues e Marcos Guerra
Rio de Janeiro
Quando subiu ao pódio, Arthur Zanetti ergueu o braço e levou a mão à testa. Atleta da Aeronáutica, o ginasta comemorou a prata nos Jogos do Rio com uma reverência à entidade, assim como fizera Arthur Nory ao festejar o bronze no solo. Com duas medalhas olímpicas no currículo, o brasileiro se uniu à Força Aérea Brasileira a menos de dois meses dos Jogos do Rio Rio. O fato, aliás, incomodou o técnico, Marcos Goto. Diante da crescente de atletas ligados a forças armadas, criticou o fato de o investimento só ser feito em nomes do esporte de alto rendimento.
- São militares? Ou são atletas que são militares? Eles não treinam lá, só são contratados por eles. Eu que dou treino para o meu atleta, não são militares. Polêmica sempre vai gerar, se presta continência ou se não presta. Se é militar, dá polêmica; se não é militar, dá polêmica. Tudo dá polêmica no Brasil. Não sei qual é o salário que dão para o Arthur. Gostaria que os militares fizessem um trabalho de base, tiraria o chapéu para eles. Agora, apoiar atleta de alto nível é muito fácil. Quero ver apoiar a criança até chegar lá. O dia em que os militares fizerem escolinhas e apoiarem iniciação esportiva, apoiarem treinadores, aí vou tirar o chapéu. Por enquanto, não. Pegar atleta pronto é muito fácil.
Zanetti fugiu da polêmica. O ginasta ressaltou a importância do investimento feito por seu clube, em São Caetano do Sul. E falou do apoio dado pela Força Aérea Brasileira.
- A gente tem nosso clube, a prefeitura que acaba bancando. Isso nem sempre é uma certeza. Mas sempre me ajudaram bastante. Não só eles, mas São Caetano do Sul, a cidade que treino. Meus patrocinadores e a Força Aérea Brasileira, também me ajudando bastante na minha carreira. (Prestei a continência) porque acho que um modo de expressar, dentro do meu país. E como faço parte da Força Aérea Brasileira, é um momento de felicidade, de alegria, para todo país.
Em nota oficial enviada ao GloboEsporte.com (leia a íntegra no fim da matéria), a assessoria de comunicação do Ministério da Defesa não se manifestou especificamente sobre as declarações de Goto, mas afirmou que "o ingresso do atleta nas Forças Armadas é voluntário" e que "os direitos salariais e todos os outros são exatamente os mesmos que os demais militares de graduação em serviço ativo têm".
Goto saiu da competição satisfeito com o rendimento de Zanetti. Diante da ótima exibição do grego Eleftherios Petrounias, festejou a prata. Mas, além das críticas aos militares, também reclamou do apoio dado aos técnicos dos atletas. O treinador espera que a situação mude até os Jogos de Tóquio.
- Nós estamos no Brasil. Temos medo a todo momento. Temos material. Acho que falta treinador. Vou te dar um exemplo: todos os atletas ganharam um telefone. Treinador ganha o quê? Nada! Medalhista ganha uma premiação. O que o treinador ganha? Nada. Para o Japão seria bom que todas as modalidades deixassem os treinadores em casa. Vamos ver o que vai acontecer na competição, porque treinador não serve para nada.
O técnico também é pessimista quanto à redução do investimento feito na ginástica após os Jogos do Rio. Goto acredita que se não houver diminuição do incentivo, os resultados devem melhorar em Tóquio. Mas reconhece que os atletas com maior rendimento deverão ser os alvos das receitas no próximo ciclo olímpico.
- Pode perder (o investimento) dependendo de quem vai liderar o processo. Nós conseguimos uma coisa que a ginástica não tinha no país, que é estrutura física, não tínhamos material. Hoje temos material sobrando no país. Se mantiver o que foi feito na ginástica (em termos de investimento), vamos ficar muito bem. Se cair, vai se apoiar quem já tem medalha e quem tem maior chance de medalha - afirmou.

Confira a nota oficial do Ministério da Defesa:
Em sintonia com o planejamento do Brasil no cenário esportivo de alto rendimento, os ministérios da Defesa e do Esporte uniram esforços para fortalecer o esporte nacional. Dessa forma, em 2008, foi criado o Programa Atletas de Alto Rendimento (PAAR) das Forças Armadas.
O ingresso do atleta nas Forças Armadas é voluntário. A convocação para integrar o PAAR é feita mediante edital público e inclui prova de títulos (currículo esportivo/resultados/ranking nacional). Os atletas são incorporados com graduações variadas e os direitos salariais e todos os outros são exatamente os mesmos que os demais militares de graduação em serviço ativo têm.
As Forças Armadas também contribuem com a preparação e a formação de atletas que, por meio de federações esportivas, podem utilizar as modernas instalações dos centros de treinamento da Marinha (Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes - CEFAN), do Exército (Centro de Capacitação Física do Exército e Complexo Esportivo de Deodoro) e da Aeronáutica (Universidade da Força Aérea - UNIFA).
Além do Programa Atletas de Alto Rendimento, o Ministério da Defesa desenvolve em parceria com os ministérios do Esporte e do Desenvolvimento Social e Agrário o projeto social Forças no Esporte (Profesp), que beneficia cerca de 21 mil crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social.
Com atuação em 89 municípios de 26 estados brasileiros, tem por objetivo democratizar o acesso à prática e à cultura do esporte, como fator de formação da cidadania e de melhoria da qualidade de vida, além de promover o desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens.
Os alunos participam de atividades esportivas educacionais e de lazer, de reforço escolar, de aulas de música, de laboratórios de informática visando à inclusão digital e de oficinas de treinamentos que orientam para diversas especialidades técnicas, facilitando o ingresso no mercado de trabalho.
O Profesp também vem revelando alguns atletas promissores, como por exemplo, o jovem Joseias Chagas, de 17 anos, que pratica corrida de fundo de atletismo. Joseias vem conquistando medalhas em competições de sua categoria e inclusive, carregou a Tocha Olímpica, símbolo do desporto mundial, na cidade de Morrinhos (GO), representando o Programa de Desporto Militar.
GLOBO ESPORTE/montedo.com

Militar: a dedicação exclusiva e a disponibilidade permanente.

Nota do editor
Colocações interessantes, claras, objetivas e públicas constituem um 'ponto fora da curva' para o perfil dos atuais generais da ativa. Somente essa peculiaridade já justificaria a leitura do artigo. 
Eduardo Castanheira Garrido Alves*
A profissão de militar das Forças Armadas está alicerçada na hierarquia e disciplina e requer de seus integrantes requisitos que vão além da concepção normal daquilo que se entende por uma relação de trabalho entre empregado e empregador.
Os militares das Forças Armadas, distribuídos por instituições sólidas e seculares (Marinha, Exército e Aeronáutica), prestam serviço à sociedade brasileira à luz do que determina a Constituição Federal, tendo como missão precípua a defesa da Pátria, a garantia dos poderes constitucionais e a garantia da lei e da ordem. Complementam as atribuições das Forças Armadas, a cooperação com o desenvolvimento nacional e a defesa civil.
Para cumprir com eficiência tais missões, os militares estão sujeitos a situações bastante peculiares e que caracterizam a essência da profissão. O risco de vida, os preceitos rígidos de hierarquia e disciplina, a dedicação integral e exclusiva, a disponibilidade permanente, o pronto emprego, a mobilidade geográfica, o vigor físico, a proibição de filiação a partidos políticos, a proibição de sindicalização e greves, o vínculo com a profissão e a supressão de direitos sociais (horas extras, adicional noturno, adicional de periculosidade, FGTS, entre outros) são características daqueles que voluntariamente optaram pelo serviço em prol da pátria e necessárias à garantia da existência e perpetuação das Forças Armadas.
Os constantes serviços de 24 horas nos postos iniciais, sem que tenha qualquer tipo de folga; as jornadas no terreno, levando-o a ausentar-se rotineiramente dos seus familiares; os períodos de internato para formação básica dos jovens que prestam o serviço militar inicial, as atividades inopinadas que cada vez mais são comuns (combate ao mosquito Aedes Aegypti, operações de garantia da lei e da ordem, combate ao desmatamento, o apoio a diversas ações governamentais, entre outras) somente são factíveis por conta da dedicação exclusiva, da disponibilidade permanente e do elevado sentimento de cumprimento do dever que é desenvolvido nos militares desde seus passos iniciais na caserna.
O militar está permanentemente pronto para cumprir a missão que lhe for determinada pelas autoridades competentes. Somente estas características permitem, em tempos de Jogos Olímpicos e Paralímpicos, que milhares de militares das Forças Armadas sejam deslocados de todo o território nacional para a cidade do Rio de Janeiro, trabalhem dia e noite sem cessar, para prover a segurança e a paz a população e turistas do mundo inteiro, sem que ocorra qualquer tipo de contestação com condições de trabalho ou de remuneração.
Ao mesmo tempo, outros milhares se deslocam para o Rio Grande do Norte para conter a onda de violência que invadiu aquele Estado nos últimos dias. Tudo isso sem que haja o comprometimento das demais missões permanentes das Forças Armadas, tais como o patrulhamento contínuo das fronteiras terrestres, das águas jurisdicionais e do espaço aéreo brasileiro.
Ações como essas, facilmente identificadas pela sociedade como uma obrigação das Forças Armadas, não podem, no entanto, estar pautadas em relações trabalhistas, predominantemente verificadas na maioria das profissões. Em que pese o risco de morte inerente as suas atividades, os militares não escolhem onde, quando, como e por quanto tempo continuado serão empregados. Ações como essas somente são possíveis graças à dedicação exclusiva e permanente exigida dos militares, à presença nacional garantida pela mobilidade geográfica, ao preparo constante que garante o pronto emprego e à desvinculação das regras comumente aceitas pela sociedade, no que diz respeito a direitos sociais e remuneratórios.
Não se trata de exigir equiparações de direitos, até porque alguns deles são incompatíveis com o exercício da profissão militar. Trata-se, tão somente, da evidenciação de que os militares pertencem a uma categoria profissional com características extremamente peculiares, que tem implicações diretas não só na sua própria vida, mas também em todo o seu núcleo familiar.
As especificidades da carreira militar a distinguem das demais profissões e devem pautar as comparações entre militares e civis no que tange as suas carreiras. No momento em que se aguçam as discussões sobre reforma da previdência e onde alguns discursos defendem a unificação de regimes de civis e militares, ignorar as especificidades da carreira é desconsiderar todas as privações e limitações às quais já estão enquadrados os militares.
* General de Divisão Intendente (na ativa)
EBLOG/montedo.com

15 de agosto de 2016

Tchau, querida!

BOTA FORA
Os quartéis adoraram que o julgamento de Dilma ocorrerá em 25 de agosto, o Dia do Soldado.
DIÁRIO do PODER/montedo.com

11 de agosto de 2016

Forças Armadas não comentam intenção do governo de aumentar tempo de militares na ativa

Nelson Lima Neto
A intenção do governo federal de aumentar o tempo na ativa dos militares, de 30 para 35 anos, não foi comentada pelas três Forças: Aeronáutica, Exército e Marinha. O trio reforçou que, por se tratar de uma análise do governo, está observando os estudos. As manifestações serão feitas após a apresentação da proposta e a possível alteração.
Na semana passada, a Casa Civil informou da desistência da intenção de incluir os militares em um sistema único de Previdência. A vontade, agora, é de aumentar o tempo na ativa dos militares.
EXTRA/montedo.com

10 de agosto de 2016

Exército em guerra contra o Pokémon GO!

Diversas unidades do Exército estão expedindo determinações expressas aos seus integrantes, proibindo o jogo Pokémon GO, a mais recente febre dos usuários de smartphones. 
Os militares temem pelo segurança nos quartéis, pois para baixar o aplicativo, é necessário permitir o uso da câmera, GPS e outros dispositivos que estejam conectados ao aparelho. Iniciado o jogo, é registrada uma imagem do local, incluindo as coordenadas e o ângulo do aparelho, ou seja, retrata com fidelidade o ambiente onde se encontra o usuário. 
No entender dos comandantes, a brincadeira compromete a segurança, pois pode revelar pontos sensíveis dos quartéis, tais como paióis, corpo da guarda, salas de armamento, etc.

9 de agosto de 2016

Lideranças defendem nomeação de general indígena para presidente da Funai

Lideranças de diversas etnias defendem nomeação do general Franklimberg de Freitas pertence à etnia Mura e é reconhecido pelo combate ao tráfico e crimes ambientais
Com o titular ainda indefinido durante a gestão Temer, lideranças indígenas de diferentes estados defendem a indicação do general Franklimberg Ribeiro de Freitas, que é índio, para o cargo de presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), o que seria um fato inédito na história do órgão. Nascido em Manaus, Franklimberg Ribeiro de Freitas pertence à etnia Mura, tem 60 anos, e é reconhecido pela atuação no combate ao tráfico nas fronteiras e crimes ambientais. Para eles, o general é o mais indicado, além da própria origem, por ter uma carreira consolidada, uma patente importante e estar envolvido em causas que beneficiam as comunidades indígenas. No entanto, há divergências sobre a possível indicação.
Em reunião na tarde de terça-feira (2), no Memorial do Índio, um grupo de líderes vindos de tribos do Alagoas, Amapá e Pernambuco, afirmou ser livre de ideologias políticas e partidárias e não se alinhar às ONGs e associações contrárias à nomeação de um general. Suas reivindicações giram em torno da demarcação de terras e revisão da PEC 215, que transfere do Executivo para o Legislativo o poder de demarcação. O movimento defende a atuação das Forças Armadas nas reservas indígenas.
Jocelio Xucuru, da etnia Xucuru Pesqueira, critica a Funai e defende a nomeação do general. “A Funai se encontra omissa e sucateada. O índio na Funai, sem recursos, não vai fazer nada. O orçamento não é compatível com as demandas das comunidades indígenas. Precisamos de transparência na Funai, que o ministro da Justiça olhe com uma visão diferente para esses movimentos que estão sendo contra. Esses que estão aqui em Brasília não nos representam, quem nos representa é cacique, pajé e a comunidade”, afirma.
Em julho, quando o nome de um outro general, Roberto Peternelli, foi cogitado, uma onda de protestos explodiu em vários estados porque o general era um entusiasta do regime militar e celebrou o aniversário da “revolução que impediu a implantação do comunismo no Brasil”. Em Brasília, foi realizado um ato contra a indicação, no Ministério da Justiça. Agora, as lideranças de aldeias mais afastadas condenam os atos e questionam as informações que receberam à época.
Sílvia Nobre, representante da etnia Waiãpi, no Amapá, destaca a atuação do general em causas indígenas. “Todos nós fomos pesquisar o passado dele e vimos sua atuação junto à polícia federal, à própria Funai, para tirar garimpeiros das áreas indígenas, madeireiros e também fazendo caça ao narcotráfico dentro das nossas fronteiras”. Para Sílvia, não existem rixas entre índios e militares. “Quando o índio é picado por cobra, na mata, e ele vai morrer se não for socorrido, não é Sesai ou Funai que tira, são as Forças Armadas. Na hora que estamos morrendo, é um helicóptero da FAB que desce para nos resgatar”.
Álvaro Fernandes Sampaio, da tribo dos Tukanos, Alto do Rio Negro-AM, diretor do Museu do Índio, é militante da causa indígena há 45 anos e rechaça a transferência do poder de demarcação de terras. “Não cabe ao Congresso Nacional ficar demarcando terras indígenas, porque lá é cheio de fazendeiros, madeireiros, é cheio de outros interesses”. A presidência da Funai está vaga desde o dia 3 de junho, quando João Pedro Gonçalves (PT) foi exonerado do cargo. As questões indígenas seguem travadas desde então.
Correio Braziliense/montedo.com

Sou a favor da continência no pódio. E também do uso dos neurônios, sem moderação.

Confiram essa postagem que circula no Facebook:

O nome do atleta americano é Kendric Farris, levantador de peso. A foto é de 2012, durante os Jogos de Londres e a imagem original é esta:
Kendric compete na categoria até 94 kg, cujas provas estão marcadas para o próximo sábado (13). Ou seja, ainda nem competiu!

Valorizemos a continência de nossos atletas militares no pódio olímpico, mas exercitemos os neurônios também.

8 de agosto de 2016

Atuação das Forças Armadas no Rio vai aumentar

ANA CLÁUDIA GUIMARÃES
Saiu hoje no DO, em edição extra. Michel Temer amplia a atuação das Forças Armadas (em garantia da Lei a da Ordem no Rio) no Rio. Agora, os militares também tomarão conta da Avenida Atlântica (e imediações) e o Centro do Rio (Candelária, Aeroporto Santos Dumont e Aterro do Flamengo). O pedido foi feito pelo governador Francisco Dornelles, que alegou insuficiência das forças policiais locais. Mas isso não aumenta o efetivo que já está por aqui.
Há também um pedido de Gilmar Mendes, presidente do TSE, para que o efetivo permaneça no Rio até as eleições.
Ancelmo Gois (O Globo)/montedo.com

O 'boateiro' estava certo: governo estuda elevar tempo mínimo de permanência para 35 anos

Publicação original: 7 ago (21h)

Leia a matéria de Geralda Doca, que foi publicada agora há pouco no site de O Globo. Comento ao final.

Governo estuda elevar tempo de serviço de militar de 30 para 35 anos
Outra proposta em análise é acabar com idade compulsória
Geralda Doca
BRASÍLIA - Pressionado pelos comandantes das Forças Armadas, o governo recuou da ideia de incluir os militares na proposta de reforma da Previdência — que prevê idade mínima de 65 anos para a maioria dos atuais trabalhadores. Depois das ponderações da cúpula sobre as especificidades da carreira militar, o Palácio resolveu adiar as mudanças para as Forças para um segundo momento, depois do processo de negociação.
Há consenso de que o regime de aposentadoria dos militares precisará passar por ajustes para reduzir o desequilíbrio entre receitas com contribuições e despesas com benefícios. Entre as medidas em estudo estão acabar com a idade compulsória (limite para permanência na ativa) e aumento do tempo de serviço de 30 anos para 35 anos — com ajustes na carreira.

ATIVIDADE EM SERVIÇO ADMINISTRATIVO
Segundo interlocutores, a fixação de uma idade mínima de 65 anos para todos os militares é considerada elevada, diante da alegação de que a carreira nas Forças Armadas exige quadros mais jovens. Por outro lado, há uma avaliação de que o tempo exigido para pedir transferência para a reserva, de 30 anos de serviço, é considerado baixo porque permite que boa parte dos quadros (patentes intermediárias, como graduados e praças) vá para a inatividade ainda jovem, com menos de 50 anos. Uma das possibilidade em análise é elevar o tempo para 35 anos e oferecer algum tipo de contrapartida para que esses militares permaneçam mais tempo em atividade, em serviços de apoio (administrativos).
Já no caso de oficiais, como há mais possibilidade de promoção a postos superiores, o tempo na ativa costuma ser maior (acima dos 50 anos). Atualmente, a idade compulsória é de 66 anos para os postos mais elevados (oficiais-generais) e 54 anos para suboficiais. A finalidade de flexibilizar essas regras é justamente permitir que os militares tenham opção de permanecer mais tempo em atividade. O aumento do tempo de serviço para 35 anos vai exigir alterações nas carreiras, nos interstícios (prazo para promoções), com algum tipo de alteração no soldos. Para os cargos de comandantes, que equivalem ao de ministros, não há limite de idade.
Na semana passada, o comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, disse ao GLOBO que os salários nas Forças Armadas são relativamente baixos, mas os militares têm como recompensa a proteção social. Ele havia alertado que a mudança na aposentadoria poderia reduzir a atratividade da carreira.

PROPOSTA EM SEPARADO AO CONGRESSO
Fontes do Palácio justificam que, pelo fato de os militares terem regulamento próprio, fora da Constituição Federal, é possível encaminhar as propostas ao Congresso em separado e posteriormente. Haverá também a pressão da própria sociedade para que todos paguem de alguma forma o custo da Previdência no Brasil, não apenas trabalhadores do setor privado (INSS) e servidores públicos.
Mesmo depois da reserva, os militares continuam a contribuir com alíquota de 7,5% para a pensão. Ainda assim, o sistema teve déficit de R$ 32,5 bilhões em 2015. A avaliação do governo é que somente a adoção de medidas administrativas, como a contratação de profissionais temporários de saúde, por exemplo, em andamento nas Forças Armadas, não serão suficientes para assegurar a sustentabilidade ao regime de aposentadoria.
O Globo/montedo.com

Comento
A intenção do governo de aumentar para 35 anos de serviço do tempo mínimo de permanência não é novidade para os leitores do blog. O assunto foi pauta de uma reunião do Alto Comando do Exército e divulgado - com exclusividade - aqui, em 22 de maio.

Eis o que escrevi então:
Na esteira das mudanças na Previdência que deverão ser encaminhadas brevemente pelo governo Temer ao Congresso, é grande a possibilidade de uma proposta que inclua o aumento de 30 para 35 anos no tempo mínimo de permanência no serviço ativo para os militares das Forças Armadas. Ante a pressão por mudanças e o momento político favorável para que ocorram, a cúpula militar considera muito difícil barrar a ampliação do tempo de serviço. A avaliação é do Alto Comando do Exército, em reunião recente ocorrida em Brasília.
Crise A crise econômica na qual o País mergulhou durante o governo de Dilma Rousseff transformou a reforma da Previdência em prioridade para Henrique Meirelles, recém nomeado ministro da Fazenda. O aumento do tempo de serviço deverá vir na esteira de mudanças mais amplas, que incluem a mudança da idade mínima para aposentadoria para servidores públicos e privados
Tive que conviver com  comentários desse tipo:
Anônimo disse...

Sr Montedo, cadê a fonte dessa informação? Eu acho que esse tipo de especulação sem nenhuma fonte de consulta gera para nós militares um grande mal estar. Portanto, antes de publicar, sugiro que cite a fonte para podermos ter um embasamento, caso contrário fica parecendo mais fofoca do que informação! 
22 de maio de 2016 08:18
Anônimo disse...
Montedo,

Qual a fonte da notícia? Você está disseminando boatos.
Ninguém na mídia ou no governo falou dos militares.
Seria bom você divulgar algo somente quando houve alguma coisa mais concreta.
Alguém resolve escrever esse tipo de coisa e logo se espalha, sem preocupação com a veracidade.
22 de maio de 2016 10:33
Ao menos um ensinamento jornalístico importante aprendi nestes anos de blog: não dá para brigar com a notícia. Fatos são fatos. Ponto final.

De 'Severinos' a 'Posto Ipiranga' e 'Bombril': militares alertam para o 'multiuso' das Forças Armadas

Uso contínuo para ações "fora da normalidade" preocupa Forças Armadas
Estadão Conteúdo

Quando se fala de Exército, normalmente se pensa no combate a um elemento externo. No entanto, mais e mais as tropas federais vêm sendo chamadas para ações "fora da normalidade". Pior: a preocupação maior dos militares é que eles têm sido chamados para tudo, desde garantia da lei e da ordem, como durante a Rio-2016, passando pelo socorro à segurança no Rio Grande do Norte até a distribuição de água, comida, vacinas, atendimento cívico e social.
Na semana passada, em 48 horas, o Exército recebeu dois novos chamados de socorro. O primeiro, do Acre, a pedido do governador, diante da seca severa que atinge várias cidades. O segundo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pedido do governo do Rio de Janeiro, para que as Forças Armadas permaneçam nas ruas até novembro, depois das eleições.
Nos dois casos, como em todos os outros, as tropas vão se preparar para atender ao pedido e executar o que eles chamam de "missão".
Chamados desde o início do processo para coordenar o sistema de segurança da Olimpíada, que teve a abertura oficial na sexta-feira, os militares não estão satisfeitos com as multifunções que têm sido atribuídas, sem o devido reconhecimento.
A prática se acentuou durante os governos petistas e acabou levando as Forças Armadas, particularmente o Exército, a receber dois apelidos: "Bombril" -- pelas mil e uma utilidades -- e Posto Ipiranga -- um lugar completo, em qualquer lugar, onde é possível encontrar tudo o que se precisa.
Apesar das preocupações com os diversos braços de atuação em missões que não são as originalmente constitucionais, os militares reconhecem a necessidade de serem empregados em muitos casos e atendem, prontamente a todos os chamados. "O problema é que os chamados fora da destinação principal têm sido cada vez mais frequentes", comentou um general da ativa, que prefere o anonimato. A avaliação dessas autoridades é que "o Exército deve ser o último recurso, mas não é bom que o último recurso seja usado a toda hora".
Para este oficial-general "os governadores, em razão desta facilidade de chamar os militares para tudo, acabam negligenciando alguns pontos da questão de segurança". Segundo o militar, "é o caso do Rio de Janeiro, que está completamente desmontado, e tem usado o Exército em seguidas oportunidades para tentar garantir estabilidade e isso é um inferno, com potencial de encrencas e problemas incontáveis."

Problema olímpico
No caso da Olimpíada, de acordo com os militares, o uso de Forças Armadas para auxílio na segurança é até tradição, em todos os países. Mas o problema, comentam eles, é a forma e a falta de programação e previsão para a solicitação deste emprego.
Desde 2014, quando começaram as primeiras reuniões preparatórias para a Rio-2016, os militares advertiram sobre as dificuldades de se recrutar, reunir e gerenciar um grupo de 10 mil pessoas para executar a missão de revista pessoal, controle nas entradas das arenas, segurança e fiscalização interna nos 51 pontos de competições. Apesar das advertências reiteradas, apenas em junho deste ano o governo federal abriu a concorrência para a contratação de 5 mil pessoas para fazer estes serviços. "Obviamente, não conseguiram", comentou um militar. No momento, esta seria a principal brecha na segurança dos jogos.
Outro problema apontado pelos militares foi que o Ministério da Justiça não conseguiu reunir os 9,6 mil homens prometidos para integrar a Força Nacional, para executar missões de segurança nas vias do Rio e nos locais de competição. Menos de 5 mil chegaram ao Rio. Sem pessoal, no fim de maio, o governo do Rio pediu reforço das Forças Armadas.
Para os militares, esse emprego tem riscos. O principal é que o soldado não é treinado para enfrentamento ao crime. Ele é treinado para a guerra.
Outro problema nesta convocação de militares foi quando o governo decidiu conceder uma diária de R$ 550 para os PMs dos Estados que foram chamados. Um militar receberá R$ 30 de diária. Uma desproporção para trabalhos semelhantes. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)
UOL/montedo.com

Coronel economizou 30 anos para investir quase R$ 400 mil em biblioteca pública

Paula Maciulevicius
Uma poupança praticamente intacta. Foram 30 anos de economias que transformaram um terreno no bairro Vila Bandeirantes, na Capital, em uma biblioteca aberta para a cidade. Aos 78 anos, o coronel do Exército, Rubem de Sá Padilha, viu materializado seu grande sonho: de salvar os livros. Foi ele quem comprou o terreno, construiu e inaugurou o espaço.
"Isso vem de muito tempo, começou quando eu fiz a poupança para conseguir recursos e construir, tem mais de 30 anos", conta Padilha. À época, o militar era tenente e servia em Ponta Porã.
Nascido em Três Corações, Minas Gerais, a carreira o levou para o Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Amazonas, Ceará e o então estado de Mato Grosso, hoje, Mato Grosso do Sul. E por onde serviu, Padilha compôs o acervo pessoal. Livros de todas as temáticas, de Ecologia à Política, Literatura Nacional e Internacional até revistas.
"Minha ideia foi organizar a biblioteca para salvar os livros e deixar para instituições responsáveis", explica o coronel. A biblioteca leva o nome do pai dele: "Centro de Estudo de Fronteira General Padilha", teve apoio do Exército e será operacionalizada pela UEMS.
Para realizar o grande sonho, o dinheiro foi poupado mesmo. Padilha diz que durante todos esses anos, só fez dois saques, um para o parto de um filho e outro para a compra de um carro semi-novo. O propósito se manteve firme três décadas. "Juntei o suficiente para comprar o terreno, não me lembro se foi R$ 110 ou R$ 140 mil e para construir o prédio, R$ 240 mil, o acervo não entra na conta, porque foi adquirido todo mês e eu também recebia livros de associações", descreve.
Para ele, a leitura é tudo e na memória, está guardada a imagem do Padilha ainda menino, que ouvia do pai todas as noites trechos do mesmo livro.
"O livro que pode ter mudado a minha vida tem o título de 'Coração', de um escritor italiano e que tinha todas as histórias de fundo moral. Meu pai lia para os filhos toda noite antes da gente dormir e nós sempre queríamos mais uma e ele: 'não, amanhã. Pode todo mundo escovar os dentes e cair na cama para dormir'", recorda.
Quem sabia do sonho, desacreditava ou chamava o coronel de maluco. "Muita gente não acreditou e depois que eu comecei a realizar, me chamava de maluco", confirma. O terreno foi comprado em 2010 e durante seis anos foram feitas obra e catalogação de todo acervo pela bibliotecária do Colégio Militar.
"No começo eu não pensei nos detalhes, não tinha nem noção de como se fazia ou se deixava de fazer", comenta o militar. Ainda durante a construção, foram deixados dois bilhetinhos na caixa dos Correios do imóvel, com nome e telefone. "Eu retornei e eram estudantes universitários querendo saber se poderiam usar o espaço para estudar e é esse ambiente que uma biblioteca facilita", argumenta.
No total, são cerca de 3 mil exemplares. A biblioteca funcionará das 7h30 às 12h.
"O que é a leitura? Para mim é algo fundamental. Eu sempre li por prazer e filas de banco ou consultório nunca me preocuparam, porque eu sempre estava com um livro, lendo e a coisa mais importante que você pode deixar para alguém é uma biblioteca. Não tem nada mais importante do que os livros", afirma o coronel.
E a sensação de folheá-los, qual é? "É de uma satisfação muito grande, você sentir as folhas correndo na mão. E quando o livro acaba? Se for bom, a gente guarda com satisfação, se for ruim, guarda também, o que é ruim para mim, pode ser bom para outros", opina.
A biblioteca funciona na Rua Hermenegildo Pereira, 206, na Vila Bandeirantes e é aberta ao público.
CAMPO GRANDE News/montedo.com

7 de agosto de 2016

Reforma da Previdência: "militares estão fora", diz Eliseu Padilha

Proposta de reforma da Previdência vai poupar militares
VALDO CRUZ
DE BRASÍLIA
Os militares serão poupados pela proposta de reforma da Previdência Social que o governo promete encaminhar ao Congresso até o fim do ano, informou o ministro Eliseu Padilha, chefe da Casa Civil e principal articulador do governo do presidente interino, Michel Temer, nas negociações para aprovar o projeto.
A equipe que discute a proposta do governo defendeu a aplicação das novas regras aos militares, mas a ideia foi descartada. "Os militares estão fora da reforma, das novas regras", disse Padilha.
"Eles têm um regime separado, um benefício previsto constitucionalmente pela dedicação ao Estado brasileiro."
No ano passado, o pagamento de pensões e aposentadorias a militares superou em R$ 32,5 bilhões as contribuições recebidas da corporação para o custeio dos benefícios, o equivalente a 45% do deficit acumulado pelo governo federal com a previdência dos funcionários públicos.
O governo deve propor ao Congresso o estabelecimento de regras uniformes para trabalhadores do setor privado e servidores públicos, que hoje têm regimes diferentes.
As Forças Armadas se opuseram à ideia argumentando que são proibidos de fazer greve, são transferidos para locais distantes constantemente durante a carreira e estão vinculados a um regime de dedicação exclusiva ao país.
A intenção do governo é tomar medidas administrativas para reduzir o deficit da previdência dos militares, como as adotadas em 2001. Filhas de militares que entraram na carreira a partir daquele ano perderam o direito à pensão garantida às filhas solteiras dos mais antigos, que desde então foram chamados a pagar uma contribuição extra para assegurar o benefício.
Padilha disse não temer que a exclusão dos militares mine o esforço do governo para reduzir o deficit e aprovar a reforma no Congresso, argumentando que os militares costumam se aposentar após completar 60 anos de idade. Trabalhadores do setor privado se aposentam mais cedo, aos 59,4 anos em média.
O ministro afirmou que não há nenhum estudo para elevar a alíquota da contribuição previdenciária dos trabalhadores. Se houver necessidade de aumentar algum tributo no futuro para financiar o sistema, será escolhido um que atinja toda a sociedade, disse o chefe da Casa Civil.
As projeções do governo mostram que os gastos com benefícios previdenciários no setor privado vão praticamente dobrar até 2060 se nada for feito. A reforma proposta pelo governo manteria as despesas ao redor de 8% do PIB (Produto Interno Bruto) pelo menos nos próximos 15 anos.
O plano do governo é fixar idade mínima de 65 anos para aposentadoria e obrigar trabalhadores com até 50 anos de idade a seguir as novas regras. Para os mais velhos, haveria uma transição para o novo modelo.
Folha de São Paulo/montedo.com

A continência escondida

Principais resultados do Google para a pesquisa "Felipe Wu medalha de prata"
A imagem do militar prestando continência só aparece uma vez, num formato pequeno. Claramente, a mídia resolveu 'esconder' o gesto de Wu.

Vencimentos de um comandante de navio são menores que os de um garçom no Senado, diz General

Sistema previdenciário único e os militares
Vencimentos de um comandante de navio são menores que os de um garçom do Senado

Rômulo Bini Pereira*
A contar de 12 de maio do corrente ano, o vice-presidente Michel Temer passou a responder como presidente em exercício. Embora seja um mandato provisório e dependente, em curto prazo, de votação no Senado Federal, é dada como quase certa sua investidura no cargo até dezembro de 2018.
Entretanto, a situação crítica que se instalou no País não impede que inúmeras medidas, tanto no campo político como econômico, sejam preconizadas por seus auxiliares imediatos. Algumas delas são extremamente sensíveis e solicitarão debates intensos, como a adoção de um regime previdenciário único.
Governos incompetentes e corruptos, de todos os matizes, claramente assinalados na Operação Lava Jato, têm propiciado o surgimento de graves crises internas, quase sempre impedindo que se anteveja, em curto prazo, uma solução admissível. Para muitos, estamos no “fundo do poço”.
O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou, em recentes declarações a órgãos de imprensa, que o presidente interino determinou estudos relativos à adoção de um sistema previdenciário único, que deveria incluir “todos”, inclusive militares. Seria uma das variantes para se sair do “fundo do poço”.
É de indagar, pois não foi bem definido, o que significa esse desejo de incluir “todos” num sistema único. Será que estarão incluídos todos os que, para sua vivência, dependem de recursos oriundos do Tesouro Nacional, a “caixa única”? E estarão incluídos os integrantes do Executivo, do Legislativo, do Judiciário e outros de mesma expressão, como diplomatas e procuradores? Ou será que esse “todos” se refere somente aos militares, por terem privilégios que deveriam ser abolidos? Se for esta última questão, o ministro contará com oposição radical. Os militares das Forças Armadas – ativa e reserva – não aceitam, de modo algum, a pecha de privilegiados. Sua vida de simplicidade e de sacrifícios em todos os níveis hierárquicos é um exemplo para o povo brasileiro.
Como auxílio e esclarecimento ao grupo de assessores ministeriais, há de se considerar a existência de profissões com peculiaridades que justificam regime previdenciário próprio, como é o caso da atividade militar, assim reconhecida em todo o mundo. Eis alguns aspectos dessas peculiaridades: o militar é submetido à dedicação exclusiva e não dispõe de outra fonte de renda; é desprovido de poupança compulsória, como o FGTS; não percebe remuneração adicional por horas trabalhadas além do seu expediente normal; peregrina constantemente pelo território nacional – aí inseridas áreas inóspitas –, o que dificulta a formação de patrimônio que lhe garanta um futuro condigno para si e sua família; recolhe um “desconto vitalício” do início de sua carreira até sua morte, correspondendo à sua pensão militar (9% de seus vencimentos); e, finalmente, desfazendo estereótipos, reembolsa todos os gastos que o Estado lhe concede, tais como plano de saúde, próprio residencial e ensino preparatório e assistencial. Nada é “gratuito”.
As filhas dependentes de militares são sempre consideradas, por alguns economistas desinformados, como vilãs da pensão militar. Seus responsáveis pagam suas cotas estabelecidas (1,5%) de seus vencimentos e esse benefício está em extinção desde 2001. Um cálculo atuarial realizado na década de 1990 demonstrou que essa conta não era deficitária. Seriam necessários 2 milhões de dependentes para que o benefício ocasionasse algum déficit em relação ao Orçamento da União. É muita fertilidade para os casais militares.
Como se não bastassem essas peculiaridades, ainda há a comprovada defasagem salarial com que o militar convive há anos. Apesar do “substancial” aumento de 5% concedido no corrente ano, seus salários apresentam enorme defasagem em relação a outras carreiras. Como exemplo, em relação ao soldo e ao escalonamento vertical, o último posto da carreira militar – almirante de esquadra – tem seus salários, após 50 anos de serviço, equiparados ao de qualquer iniciante das carreiras de Estado, principalmente do Judiciário e da Procuradoria-Geral da República, ou até mesmo de um oficial intermediário de nossas Polícias Militares. Nas redes sociais, em notas comprovadas, os vencimentos de um piloto de caça, de um comandante de navio ou de uma unidade operacional são menores que os de um motorista e um garçom do Senado. Uma constatação vexatória, humilhante e que depõe contra qualquer Estado democrático, redundando em inevitável desmotivação profissional. A evasão de oficiais e praças que hoje se verifica nas Forças Armadas é um fato altamente significativo e preocupante.
Não se deseja nenhuma recompensa imerecida. O que se quer é assegurar um final de vida digno a homens e mulheres que, no alvorecer de sua vida, optaram por servir ao País sob quaisquer condições, o que configura um ato de idealismo e abnegação. Os militares das Forças Armadas não têm poder ou representação política, não entram em greve ou desencadeiam operações-padrão, nem passa pela cabeça deles o desejo de fazer passeatas e bloqueios ilegais de ruas. Têm sido, sim, nestes anos de Nova República, o ponto de sustentação e de equilíbrio da frágil democracia brasileira. Os “esquerdopatas”, os intelectuais gramscistas do Foro de São Paulo e os lulopetistas que o digam.
É de bom alvitre lembrar ao grupo de estudos da Casa Civil que negar tratamento diferenciado aos diferentes é desprezar um princípio básico de justiça. Ao Congresso Nacional, legítimo foro de encaminhamento de todo esse processo, competirá decidir esse árduo encargo. A Nação espera que isso seja conduzido de forma racional, com serenidade e sem emoção, de modo que não sejam cortados os direitos adquiridos e outorgados às Forças Armadas. Ferimentos dessa natureza, se infeccionados, podem trazer reflexos indesejados.
* General de Exército, ex Chefe do Estado-Maior de Defesa
O Estado de São Paulo/montedo.com


Continência no pódio: “Não é porque ninguém pediu não, é por mim mesmo”, diz Felipe Wu

“Não é porque ninguém pediu não, é por mim mesmo”
Atirador Felipe Wu ao prestar continência no pódio, após receber a medalha de prata

Arquivo do blog

Compartilhar no WhatsApp
Real Time Web Analytics