24 de julho de 2012

Rio: caminhão do Exército tomba na Avenida Brasil

Caminhão do Exército tomba na Avenida Brasil

Um caminhão do Exército tombou na Avenida Brasil, pista sentido Centro, na altura da Penha, na Zona Norte do Rio, na manhã desta terça-feira. Por causa do acidente, o trânsito ficou completamente parado na via.
Bombeiros e técnicos da CET-Rio estiveram no local. Não há informações sobre vítimas.
Jornal do Brasil/montedo.com

Reajuste dos militares: intenção do governo de dar aumento apenas para as graduações mais baixas desagrada aos altos coturnos

Segundo o blog Força Militar, do jornal O Dia, a decisão sobre o reajuste dos militares está travada pela disposição do governo de aumentar apenas os soldos das graduações mais baixas, o que contraria os altos coturnos, que só aceitam um aumento linear.
Confira:

Governo analisa reajuste não linear para os militares em 2013

PEC garante aos militares o direito à associação sindical e à greve

Projeto garante ao militar o direito à associação sindical e à greve

Deputado Pastor Eurico
A Câmara analisa a Proposta de Emenda à Constituição 186/12, do deputado Pastor Eurico (PSB-PE), que garante ao militar o direito de greve, de livre associação sindical e a outras formas de manifestação coletiva. Esses direitos serão definidos e limitados em lei específica.
Atualmente, a Constituição impede que o militar participe de qualquer movimento de sindicalização e greve. Por isso, é comum ver a associação das mulheres dos militares em busca dos direitos dos maridos.
O deputado argumenta que, ao negar o direito de greve e sindicalização, a Constituição nega aos militares a condição plena de cidadania. Ele explica ainda que o Brasil já ratificou convenções internacionais sobre direitos de organização e negociação coletiva com direitos aplicáveis às polícias e às Forças Armadas.
“A partir da ratificação dessas convenções, elas passaram a alcançar necessariamente, as Forças Armadas e as forças auxiliares do País, restando ao legislador apenas a alternativa de definir as normas que serão aplicadas de forma restritiva, mas nunca proibitiva”, justifica.

Tramitação
A admissibilidade da PEC será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovada, será constituída uma comissão especial para analisar o mérito da proposta, que depois seguirá para o Plenário, onde será votada em dois turnos.
Agência Câmara, via O Girassol/montedo.com

Após marcha virtual dos militares, senado muda regras de participação no portal e-Cidadania

Senado muda sistema de contagem de votos após participação maciça de militares no Portal E-Cidadania
Após o movimento denominado de Marcha Virtual, onde os militares federais acumularam mais de 350.000 votos em proposta para debate sobre reajuste para as Forças Armadas o senado instituiu no seu portal novo sistema de confirmação de votos. Para participar dos pleitos agora o cidadão deve preencher um formulário com seu nome e e-mail, o voto somente será contabilizado após ser confirmado por meio de um e-mail enviado para sua caixa de e-mails.
No portal e-cidadania está ainda algumas propostas importantes, como a discussão sobre o cancelamento do estatuto do desarmamento e o fim do voto obrigatório.
Os militares das Forças armadas, pelo menos nessa forma de participação política, são os campeões de cidadania. Além da proposta com mais de 350 mil apoios, estão mais duas com mais de 10 mil signatários. Cabe agora ao Senado dar o devido encaminhamento aos pleitos, caso isso não seja feito a ferramenta e-representação poderá se tornar conhecida como mais uma propaganda enganosa.
Sociedade Militar/montedo.com

Embraer vai analisar caixa preta de Supertucano que caiu durante combate com as FARC na Colômbia

Governo colombiano enviará ao Brasil caixa negra de Supertucano

Avião caído há duas semanas no CaucaBogotá, 23 jul (Prensa Latina) A caixa negra do avião Supertucano, de fabricação brasileira, , será enviada a esse país sul-americano para que a empresa Embraer investigue as causas do acidente.
A ação foi reivindicada pelas Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia (FARC), em um comunicado oficial rechaçado por sua vez pelas autoridades governamentais, que argumentam que só o exame minucioso da caixa permitirá esclarecer o ocorrido nos últimos minutos.
O Supertucano sobrevoava em 11 de julho essa região, com motivo da visita do presidente Juan Manuel Santos ao município de Turíbio para encabeçar um conselho extraordinário de ministros, quando caiu nas proximidades de Jambaló, durante um combate entre as FARC e o exército.
Recuperada depois pelos indígenas junto os restos do avião, em uma minga de descontaminação e limpeza, a caixa negra foi entregue ontem a uma comissão integrada pelo máximo representante da Defensoria do Povo, Volmar Pérez, e o coordenador residente do Sistema de Nações Unidas na Colômbia, Bruno Moro, que viajaram depois "em corrente de custodia" para pô-la nas mãos da Força Aérea da nação.
Em declarações à imprensa, o general Tito Pinilla, que comanda essa Força, explicou que as investigações podem se prolongar durante dois ou três meses.
Prensa Latina-/montedo.com

Atraso bélico

Anna Ramalho
Fala-se muito no reaparelhamento das forças armadas, mas, pragmaticamente, isso tem se concentrado na Marinha, que deu a partida com a encomenda de cinco submarinos, sendo um de propulsão nuclear.
No Exército, o Sistema de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) não exige muita engenharia civil, especialidade das empreiteiras agora anunciadas como alavancadoras do projeto. Além disso, a compra de aviões para a FAB, queLula antecipou que seria feita da França, já está em estudos há dez anos.
Para especialista ouvido pela coluna, será difícil para o Brasil comprar tecnologia moderna, pois os estrangeiros só facilitam a cessão de métodos ultrapassados. O profissional dá com exemplo a Marinha, que anunciou a conclusão do desenvolvimento do motor foguete dos mísseis Exocet, tecnologia que a França já tem de última geração.
Também anda sendo criticada, em ambientes da área bélica, a declaração do generalAderico Mattioli, diretor do departamento de produtos do Ministério da Defesa: “Posso me dar ao luxo de não ter o melhor radar do mundo, mas ter um radar que é meu”.
Para o técnico isso é inaceitável. A fonte da coluna afirma que de nada adianta ter um radar “meu” se for de baixa qualidade ou se não puder ser feita importação de peças e sistemas para atualização constante.
Jornal do Brasil/montedo.com

Jamais outro brado...

José Gobbo Ferreira*
"De Formião, filósofo elegante, vereis como Anibal escarnecia, quando das artes bélicas, diante dele, com larga voz tratava e lia. A disciplina militar prestante não se aprende, Senhor, na fantasia, sonhando, imaginando ou estudando, senão vendo, tratando e pelejando."

Os Lusíadas, L.V. de Camões, Canto X, CLIII
A Escola Militar de Resende foi estabelecida em 1º de janeiro de 1944 no município do mesmo nome. Em 1951 passou a chamar-se Academia Militar das Agulhas Negras – AMAN. Sua finalidade é a formação de Oficiais Combatentes do Exército Brasileiro, bem como, sob convênios específicos, de Oficiais de Exércitos de Nações amigas. Seus alunos, chamados Cadetes, ali frequentam um curso de quatro anos de duração onde tratam e pelejam para aprender a disciplina militar prestante.
A AMAN é, pois, um estabelecimento destinado ao estudo das disciplinas indispensáveis ao exercício das funções de comando no campo de batalha e fora dele. A par de inúmeras disciplinas das áreas de ciências exatas e humanas, a formação do Oficial inclui instruções militares com material de guerra real, nas mais diversas condições de emprego da tropa, expondo seus integrantes a todos os riscos e perigos inerentes a atividades dessa natureza. Todos aqueles que nela ingressam estão bem a par desses riscos e espera-se deles que se orgulhem de corrê-los, preparando-se para a nobre missão da defesa da Pátria.
Constitui uma honra muito grande para qualquer Oficial do Exército ser convidado para servir como instrutor na AMAN. O Exército se esforça para escolher aqueles que, à luz dos critérios considerados adequados, se mostrem mais aptos para o desempenho dessa missão.
O instrutor da AMAN é o lapidador do caráter do Cadete, complementando sua formação familiar e a do ensino fundamental. É um mestre, é um orientador, é um chefe e, acima de tudo, um amigo velado, disfarçado sob o manto da disciplina militar. A segurança pessoal, o bem estar, o progresso e o sucesso final de seus Cadetes é o ponto de honra de qualquer Oficial servindo na AMAN, que normalmente continua acompanhando, com carinho e orgulho paternais, o decorrer da carreira de seus pupilos.
Mas, malgrado todo o zelo e cuidados dos instrutores, fatalidades ocorrem. No dia 9 de outubro de 1990 o Cadete Márcio Lapoente da Silveira veio a falecer em consequência de um exercício de instrução especializada.
Resumindo os fatos, a família do Cadete Lapoente denunciou que a morte havia sido provocada por tortura(?) e essa denuncia acabou por chegar â comissão interamericana de direitos humanos da oea. Essa comissão, depois de inúmeros desrespeitos ao Brasil e de declarar inidônea a Justiça Militar Brasileira exigiu que o estado brasileiro (com letra minúscula mesmo) se submetesse a uma série de humilhações que culminam com a aposição de uma placa vexaminosa nas dependências da Academia Militar das Agulhas Negras (vide ofício anexado).
É mais uma consequência da progressiva subordinação dos governos ditos “de esquerda” aos interesses estrangeiros, por meio da assinatura de inúmeros instrumentos de submissão explícita. Que se humilhem então eles, os políticos asquerosos. Que curvem até o chão suas colunas dorsais flexíveis, expondo os fundilhos imundos de suas roupas íntimas, se as estiverem usando. Mas que deixem nossa Academia fora desses conchavos covardes.
Será necessário que eu relembre a AMAN aos irmãos de armas? Será que é preciso que eu recorde os dias e noites que passamos, ora nas salas de aulas, de estudos ou de provas, nos parques, nas competições esportivas, nas paradas e nas manobras, exaustos e insones, vadeando o Alambari, progredindo pelos campos de Membeca ou subindo Vaca Magra Alta? Será que alguém se esqueceu de nossos sonhos e nossos ideais? Será que é preciso trazer à memória que cantávamos no PTM que “jamais outro brado, mais forte entoado será pelo Brasil. Clarins da vitória, cobertos de glória por todo o céu ecoarão, a fama levando, à Pátria lembrando que seus jovens Cadetes não vacilarão em defender o seu brasão”? Será que o tempo vos transformou, de jovens Cadetes em velhos abúlicos, esquecidos dos votos de outrora? Ou será que tudo aquilo eram palavras ao vento?
Que essa cerimônia de eunucos e cortesãs seja realizada no itamaraty, que já foi de José Maria da Silva Paranhos Jr., o Barão do Rio Branco, mas que hoje é de Celso Amorim, Marco Aurélio Garcia et caterva (o tempora, o mores!). Ou que se passe em um anfiteatro da Delta Engenharia, sob a presidência de Cavendish, quando se aproveite para, simultaneamente, inaugurar retratos de Demóstenes, Perillo, Agnelo, Sérgio Cabral e, last but not least, de sua Excia Dilma Vana Roussef, beneficiária de doações de campanha da empresa e mãe da teta graúda chamada PAC onde tantos corruptos mamam e engordam. Ou ocorra então em uma das salas obscuras da revanchista secretaria de direitos humanos da presidência da República. Melhor ainda, que se poupe o povo brasileiro da vergonha e seja no exterior, na tal comissão interamericana de direitos humanos da oea, que não sei onde fica, nem quero saber. Se tudo isso falhar, que se dê então em qualquer uma das oito fossas de Malebolge do inferno de Dante, lugar adequado àqueles que voluntariamente dela participarem, mas nunca, jamais, em tempo algum, na AMAN.
A todos aqueles formados no sagrado solo das Agulhas Negras que aceitaram passivamente essas decisões, sugiro que esqueçam seus juramentos. Acima de tudo, esqueçam-se de mim, que não os reconheço mais como homens de honra. Espojem-se na lama da traição. Trafiquem com seus corpos e almas, mercadejem seus corações e mentes e entreguem ao inimigo o nada ou quase nada que lhes resta de pundonor militar, mas não enxovalhem nossa Academia.
Na data que as excelências amplamente divulgarem (vide ofício) eu, o Cadete 879, Gobbo Ferreira, do Curso de Material Bélico estarei lá e, se estiver só, serei os volteadores, o atirador e os remuniciadores do Grupo de Combate do meu tempo, pois diz o manual que o Material Bélico combate como Infantaria quando necessário e estou pronto. Sempre estive. Se sozinho, assobiarei o hino da Academia e chuparei cana ao mesmo tempo, mas estarei lá! Saiba o encarregado do cerimonial que apresentarei armas ao Aspirante Mega e depois farei o que tiver que ser feito para defender a honra do Exército do meu tempo e o brasão da minha Academia.
Convido entusiasmadamente e do fundo do coração todos aqueles que entoaram o Brasão do Cadete junto comigo,e aqueles que o fizeram antes e depois de mim, para que respondam “presente!” ao Aspirante Mega. Nos encontraremos na casa que foi, é e sempre será nossa, para transformar o dia da vergonha no dia do alvorecer de novos tempos para o Exército de Caxias.
*Coronel R/1
Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão. E não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada. (Maiakovski)

Leia aqui a íntegra do tal 'Acordo de Solução Amistosa' entre o governo brasileiro e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (CIDF/OEA). Resumindo, esse trambolho não é um acordo e sim uma capitulação.


23 de julho de 2012

Major do Exército é preso no Amazonas por desaparecimento de estudante

Major do Exército é preso por suspeita no desaparecimento de estudante
O militar Nildo Gonçalves de Souza cumpre prisão na Segunda Brigada do quartel de São Gabriel da Cachoeira. 
A juíza acredita que ele deva permanecer em prisão até o julgamento, no início de 2013. 
Delegado vai pedir dilatação do prazo do inquérito. Pai quer justiça.

ELOISA VASCONCELOS
Alessandra Silva está desaparecido desde 19/01 (Reprodução / Facebook)
A juiza Tânia Mara Granito da vara da Comarca do Município de São Gabriel da Cachoeira (a 858 quilômetros de Manaus) decretou na sexta-feira, 20, a prisão preventiva do Major do Exército Brasileiro, Nildo Gonçalves de Souza, Subcomandante do 5º Batalhão de Infantaria de Selva (5º BIS), no mesmo município, por suspeita no desaparecimento da estudante universitária (UEA) Alessandra Silva,28, que encontra-se sumida desde o dia 19 de janeiro.
Em conversa por telefone com o portal acritica.com, no início da tarde desta segunda-feira (23) a juíza disse que o major cumpre a prisão na Segunda Brigada do quartel da cidade, como qualquer preso comum. Não pode sair do recinto, só se consulta com o advogado e a família, toma banho de sol uma vez ao dia e utiliza uma cela.
Em entrevista anterior ao portal uma amiga de Alessandra, que não quis ter o nome revelado, disse que a jovem saiu de casa no dia 19 de janeiro para comemorar o aniversário do major de quem era amante há mais de um ano, e não retornou.
De acordo com a amiga, Alessandra teria passado o “dia inteiro embrulhando o presente que comprou para ele” . Relatou também que o major do Exército pedia sempre que a moça desligasse o celular e não avisasse a ninguém que estava saindo com ele. E que a família de Alessandra já conhecia o major e acobertava o relacionamento da filha com ele, que é casado e tinha outras amantes

Motivo da prisão
De acordo com a Juiza Tânia Mara Granito o pedido da prisão preventiva foi acatado com base na junção de provas que o delegado do caso vinha levantando, incluindo as testemunhais. Entretanto, o mais forte motivo para a decretação da prisão foi o fato dele ter omitido que havia falado com Alessandra no dia do desaparecimento, detalhe que foi descoberto recentemente com a quebra do sigilo do telefone do major. “Ele tinha um chip só para falar com ela”, informa a juíza”, ao acrescentar que “ele mentiu, ele ocultou isso em depoimento”.
Granito explica que o inquérito ainda está em fase de instrução e que o pedido de prisão preventiva se deu com base em uma representação ( e não em uma denúncia) do delegado do município para que fosse feita a prisão preventiva. O pedido foi analisado pelo Ministério Público e acatado por ela. A magistrada a calcula que a conclusão do inquérito vá até o final do ano e que o major seja julgado no início de 2013.
A juiza explica que moça está desaparecida, mas que mediante os indícios apurados até agora, esse desaparecimento pode estar relacionado com a morte dela. ”Mesmo porque, se a gente não tivesse a certeza da morte dela, ele não estaria preso. Há indícios para que se decrete a prisão dele”, reafirma Tânia Mara Granito.
A juíza informa ainda que neste momento não existe nenhum pedido de liberdade provisória.

Informações do Exército
Nota do comando da 2ª Brigada
O Comandante da Brigada do Exército Brasileiro , em São Gabriel da Cachoeira, Sérgio Luiz Goulart Duarte disse que o pedido de Prisão Preventiva do major Nildo Gonçalves, decretado pela juíza Tânia Mara, foi acatado de imediato pelo Comando da Brigada. Esclareceu que apenas houve um equívoco no envio do documento de mandado de prisão que foi encaminhado para o Comando do Batalhão de Infantaria onde Nildo Gonçalves atua, que é subordinado ao Comando do Batalhão de Brigada . “Como sou o comandante , trouxemos ele para cá; ele está afastado das funções dele no batalhão onde atuava e à disposição da justiça”, declarou o General Sérgio Duarte.
O comandante informou que o major Nildo Gonçalves faz as refeições dele em um alojamento específico, e está acompanhado de segurança. Na manhã desta segunda-feira chegou a receber a visita do advogado, mas disse que não sabe se o advogado irá entrar com pedido de relaxamento de prisão. “Ele não está indiciado ainda”, observou o millitar.
No sábado, um dia após a prisão do Major, o Comandante da segunda Brigada disse que foi enviado pelo Exército Brasileiro Nota à Imprensa sobre a atuação daquele comando em relação à prisão do Major Nildo Gonçalves de Souza.
O portal acrítica.com não chegou a receber. O comandante enviou o documento novamente na tarde desta segunda-feira (23).
Leia também:
Jovem desaparece no Amazonas após suposto encontro com major do Exército
Novo pedido de prazo
O delegado do caso , Normando Barbosa, Titular da 9ª Delegacia Regional de São Gabriel da Cachoeira, disse que vai pedir mais 30 dias de investigação para a juíza Tânia Mara. O intuito é ouvir novamente testemunhas que já depuseram, em especial ouvir militares que estavam na festa e eram subordinados à Nildo Gonçalves. “ A gente achou que ele tentava dificultar as investigações quando estava solto”, disse o delegado, ao referir-se aos depoimentos colhidos anteriormente. Com a prisão o delegado espera que alguém que estava na festa crie coragem e fale alguma coisa:”Vamos vê se dá coragem em alguém”.
O delegado explicou que atua no caso desde meados de janeiro. Acredita que até o final do mês conclua o inquérito. O trabalho ainda não encerrou porque aguardava por provas mais técnicas, com idas de peritos à cidade e a quebra do sigilo telefônico do Major.
Sobre provas técnicas disse que o laudo não foi conclusivo em relação a uma das três manchas de sangue humano detectadas dentro do carro do major. De acordo com o delegado, duas das três manchas eram compatíveis com sangue masculino. “Na terceira foi detectada a presença do cromosso Y – que leva a crer que era sangue feminino - mas o laudo não foi conclusivo a esse respeito “, detalhou Normando Barbosa

Esposa descobriu
O delegado reafirmou que a descoberta de que o militar havia mentido em depoimento ocorreu com a quebra do sigilo telefônico. Em depoimento, o major Nildo narrou que tinha tido um ‘relacionamento” com Alessandra mas terminado porque sua esposa havia descoberto. “Com as ligações vimos que eles haviam voltado e continuavam se encontrando”, conta Barbosa ao citar o contato telefônico dele com Alessandra no dia em que ela desapareceu.

Pai quer justiça
O pai de Alessandra, Joaquim Silva pede justiça para o desaparecimento de sua filha. Ele é evangélico e no sábado passado estava na cidade de Coari ( 370 quilômetros de Manaus) “trabalhando na obra de Deus” quando soube extraoficialmente da notícia da prisão do Major disse: “Acho isso uma notícia boa, quero que ele seja condenado. Ele é o único suspeito que tenho, não tenho outro suspeito”, disse ao desbafar que já havia perdido as esperanças e que vinha se informando sobre o assunto apenas duas vezes ao mês.
Amigas de Alessandra contatadas no sábado ficaram contentes com a notícia. Uma delas, que não quis se identificar, chorou ao saber da prisão e exaltou as qualidades da estudante como uma pessoa querida da família, amigos e parentes.
Familiares e amigos de Alessandra já chegaram a fazer passeata na cidade pedindo agilidade nas investigações.
a crítica/montedo.com

MPM pede condenação de tenentes do Exército que feriram soldados com granada

PJM Curitiba pede condenação de tenentes que feriram soldado com granada

A Procuradoria de Justiça Militar em Curitiba apresentou documento de Alegações Finais Escritas requerendo, ao Conselho Especial de Justiça para o Exército da Auditoria da 5ª CJM, a condenação de dois tenentes do Exército pelos crimes de violência contra inferior (art. 175 do Código Penal Militar), praticada contra onze militares, e lesão corporal grave (art. 209, §1º, CPM), contra um soldado. Os oficiais lançaram uma granada de efeito moral dentro de um recinto fechado, durante realização de instrução para adestramento da tropa. Os superiores eram responsáveis pela turma, onde estavam presentes cerca de sessenta soldados. A pena máxima individual solicitada pela PJM pelos crimes de ofensa aos subordinados é de 11 anos de detenção, e cinco anos de reclusão pela lesão corporal.
Em setembro do ano passado, os oficiais subalternos foram designados pelo comandante da 2ª Companhia de Fuzileiros do 20º Batalhão de Infantaria Blindado (BIB), em Curitiba/PR, para exibir aos soldados da OM alguns vídeos de instrução sobre atributos da área militar. Os tenentes afirmaram em depoimento que, ao perceberem que alguns soldados estavam sonolentos diante da exibição dos filmes, desejaram saber qual seria a reação dos mesmos ao serem acordados pela explosão de uma “granada de luz e som”. Um dos acusados possuía tal artefato, também conhecido como bomba de efeito moral, em seu armário. Sob o consentimento do colega de farda, buscou-a, abriu a porta da sala, lançou a granada pelo chão e foi até a janela para assistir à detonação. O outro denunciado permaneceu segurando a porta, obstruindo assim a única saída do recinto.
Um dos soldados que participavam da instrução, sentado há apenas alguns metros do lugar onde o artefato explodiu, foi atingido por estilhaços no olho esquerdo, perdendo a visão. Desde então, duas intervenções cirúrgicas foram feitas no olho da vítima, mas a capacidade visual não foi recuperada. Além dele, outros onze soldados sofreram algum tipo de lesão temporária (dores, atordoamento, perda auditiva temporária) em decorrência da explosão. O caso segue para julgamento.
MPM/montedo.com

Comento:
Confesso que pensava que esse tipo de irresponsabilidade não ocorresse mais. O MP pediu 11 anos de detenção e cinco de reclusão. Esperemos pelos desdobramentos do processo.

Gélio Fregapani: União e desunião, A Desindustrialização, e Notícias diversas

Gelio Fregapani
País que não tem Forças Armadas capazes de defendê-lo convida o estrangeiro a impor seus interesses. Considerando os recursos naturais com que a natureza dotou o nosso território, escassos no resto do mundo, nossa atenção necessita ser redobrada.

A União faz a Força
O fanatismo leva a radicalização e costuma criar problemas. Quando abrange todo um povo frequentemente o torna um problema mundial, mas é pior quando há facções radicais antagônicas no interior da mesma nação. Essa nação se enfraquecerá em face de qualquer inimigo e pode chegar a se esfacelar.
É incrível como tem gente que não aprende. A História mostra que os radicalismos provocam reações contrárias, num ciclo vicioso de auto-alimentação Os esquerdistas radicais, buscando revanche acabarão por criar uma nova revolução. Tanto provocarão que terminarão por jogar nas mãos seus radicais adversários, mesmo os que desejariam a união nacional.
Claro, do lado anticomunista também existem radicais, em parte criados pela reação aos radicais adversários. Alguns deles, mesmo entre meus amigos, que me dão a impressão de colocar seus pensamentos políticos acima da própria Pátria da mesma forma que os radicais comunistas, são tão prejudiciais quanto os radicais do outro lado. Felizmente também lhes falta inteligência, pois afastam seus aliados chamando-os de “melancias” (verdes por fora e vermelhos por dentro) quando alguém lembra o conselho do grande Caxias: “Unamo-nos e marchemos ombro a ombro e não peito a peito, em defesa da Pátria que é nossa mãe comum” Esses radicais, de ambos os lados, é melhor que sejam ignorados, pois causam a desunião, e a desunião causa a ruína.

Si Vis Pacem Para Belum
É necessário enfatizar que quem deseja a paz, que se prepare para a guerra! País que não tem Forças Armadas capazes de defendê-lo convida o estrangeiro a impor seus interesses. Considerando os recursos naturais com que a natureza dotou o nosso território, escassos no resto do mundo, nossa atenção necessita ser redobrada.
Já lembrava Bismark: “Riquezas naturais em território de quem não quer ou não pode explorar deixam de constituir uma vantagem e passam a ser um perigo para seus detentores”. Acrescentaríamos: pior ainda será para quem não as puder ou não quiser defender.

Foi publicado na Internet, mas não deu para acreditar
- A presidente Dilma quer um avião maior, e estaria avaliando a compra de um Boeing 747 similar ao Air Force One, aeronave usada pelo presidente dos EUA.- Consta que o governo da Índia usa um da Embraer.
- A Codevasf teria assinado um contrato de cooperação técnica com o Corpo de Engenheiros do Exército Americano para consultoria, visando ao desenvolvimento da hidrovia do São Francisco. – As nossas Engenharias (Militar ou civil) precisam disto? Estranho.
- Um programa de licitação que será lançado nos próximos meses pelo governo federal deve abranger a exploração de uns 4 mil quilômetros em sete rodovias – Cairão nas mãos de estrangeiros? Quando o Brasil era pobre construiu as estradas. Agora que se acha rico as aluga, sabe-se lá para quem.
- A presidente teria um plano de concessões de portos e aeroportos que seria anunciado em agosto – Novamente na mão de estrangeiros ou de empresários internacionalizados?

A boa notícia
O governo da presidente Dilma tem dado mostras de que tenciona enquadrar as políticas referentes aos assuntos indígenas e ambientais aos interesses maiores da nação, reduzindo a influência das ONGs na formulação das mesmas. A atuação na Rio+20 foi uma manifestação desse impulso, tanto que os promotores da ideologia indigenista iniciaram ruidosos protestos. O apátrida Conselho Missionário Indigenista (CIMI) reclamou que "a intenção do governo é estancar de vez os procedimentos de reconhecimento e demarcação de terras indígenas”. (CIMI, 17/07/2012).
Maldosamente as ONGs dizem que o Governo dobra os joelhos, rezando a cartilha do capital ditada pelo agronegócio cada vez que seus interesses internacionais são contrariados. O Instituto Socioambiental (ISA), em sua nota à imprensa, fez coro às críticas contra a possibilidade de construção de usinas hidrelétricas e instalações militares sem consultas prévias aos indígenas, considerando que "a decisão afronta a Declaração da ONU para os Povos Indígenas e a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, que foram ratificadas pelo Brasil" (ISA, 18/07/2012).
O que assusta às ONGs é que o Governo agora parece pensar no Brasil, e na integridade territorial. Sentem que seu tempo está acabando. Mais cedo ou mais tarde, até a demarcação da Raposa-Serra do Sol será revista.

A perigosa desindustrialização
Nossa indústria está encolhendo e isto preocupa. Corremos o risco de nos limitarmos a produção agropecuária e de minérios, acompanhada de uma atrofia de nossa capacidade tecnológica e de desenvolvimento. As causas? Logo pensamos no excesso de impostos, na burocracia e nos altos juros que emperram qualquer empreendimento e tornam mais rendosas as aplicações especulativas do capital do que seu uso em empreendimentos produtivos e na deficiente infra-instrutura dos transportes.
Tudo isto é real, e está sendo equacionado, pela primeira vez em mais de duas décadas de maus governos, mas precisamos ir mais fundo. A perda estaria associada à reduzida capacidade de inovação da grande maioria dos segmentos produtivos da indústria nacional. Nossaindústria estagnou porque não inova. E não inova porque suas matrizes estão no estrangeiro, que jamais abrirá mão de manter a exclusividade da inovação tecnológica. Este caminho só nos tornará uma plataforma de produção das megaempresas multinacionais. É ridículo falar em inovação tecnológica com a indústria desnacionalizada, com os centros das decisões situado s no exterior. Se a indústria não for realmente nacional, jamais terá chance de ser competitiva.
E daí? Como se pode criar uma indústria nacional? – Que falta de imaginação: chega não bloquear os empreendedores nacionais. Lembram do Gurgel e sua fábrica de pequenos carros? Foi bloqueado pelos governos de São Paulo e do Ceará. Não sendo suficiente faça-se como a China: lá, qualquer indústria estrangeira para se instalar tem que se associar à uma nacional, com 51% de propriedade da nacional. Não basta? Crie-se empresas estatais; mirem-se na Petrobrás. E, quando tudo falhar, entreguem aos militares. Quem consegue desenvolver reatores nucleares conseguirá desenvolver qualquer coisa, se receber ordens e meios.

Resultados do desarmamento
Na cidade de São Paulo os casos de homicídios dolosos subiram 38% em um ano. Em junho de 2011, foram 83 casos (com 90 mortos, já que alguns deles tiveram mais de uma vítima) de homicídios. É a consequencia lógica da certeza que não haverá reação.
Dos Estados Unidos chegam notícias de novo massacre num cinema, com dezenas de mortes. Houvessem lá três Pessoas de Bem armadas o massacre não haveria, ou seria interrompido no começo.
O tempo voa, e não volta atrás. Está passando da hora de agir!
Que Deus guarde a todos nós.

Eu conheço o Mike. E você?

EU TAMBÉM CONHEÇO O MIKE
O fato é que o Exército e as demais forçãs co-irmãs vem se transformando na solução para todas as falhas da máquina federal passando a atuar nas chamadas ações subsidiárias quase que diuturnamente.


Norton Luís Silva da Costa*
Embora nao sejamos vizinhos também conheço o Mike. Inglês mas brasileiro por adoção , que se casou com uma brasileira . Ele é um ex integrante das FFAA Inglesas, lutou nas Malvinas, quando jovem e no Iraque já ao final de sua carreira e foi lá onde conheceu a sua Maria, aqui de Curitiba que trabalhava na ONU.
O Mike é um cara legal, boa praça, inteligente e bem conversador e inesperadamente costuma tira da cartola preguntas sobre temas militares, assunto que domina nossas conversas.
Outro dia desses, ele me saiu com uma das suas : vocês militares brasileiros participaram de poucas guerras, combateram pouco embora tenham demonstrado enorme valor ,tem um excelente histórico em missões da ONU mas agora só os vejo atuando nas áreas sociais e de esfera governamental, totalmente fora dos parâmetros e dos manuais militares.Porque, e o treinamento militar para a defesa do País como fica e como anda?
Respondi que existe um dispositivo constitucional, o Art 142 da nossa Lei máxima que permite tal emprego , não de modo continuo e direto , e sim esporadica e eventualmente mas que fruto do chamado jeitinho brasileiro o Governo Federal consegui dar formas a esse quase permanente emprego legal de tropa. Alguns militares, movidos pelas circunstancias politicas, incluindo ai o apego desmedido ao cargo, inclusive tem até uma nova interpretação para o Art. da Constituição, afirmando que “subsidiário” quer dizer a mesma coisa, teria o mesmo significado de “missão principal”, que é a de treinar e se adestrar para o combate e para a defesa externa do Brasil.
O fato é que o Exército e as demais forçãs co-irmãs vem se transformando na solução para todas as falhas da máquina federal passando a atuar nas chamadas ações subsidiárias quase que diuturnamente.
Os homens que deveriam ser treinados para defender o Brasil em conflitos externos têm feito de tudo um pouco, combatem epidemias, vacinam animais,tapam buracos e pavimentam rodovias, buscam desaparecidos em calamidades, combatem os crimes transfronteriços e ambientais, ajudam, desabrigados, ensinam computação a crianças, constroem cisternas e distribuem água potável, apagam incêndios ,combatem Organizações Criminosas e pacificam áreas atuando até na guerra contra o contrabando, fazendo disso parte natural do cotidiano militar especifico das suas OM .
Também pudera pois como poderiam se adestrar com uma esquadra naval envelhecida e sem meios, sucateada quase a beira da fadiga operacional, uma Força Aérea Brasileira sem suas aeronaves de caça e com o existente em uso , sem as necessarias horas de voo e com uma frota também quase paralisada pela idade e exaustão dos componentes aéreos. O equipamento do Exército ainda pertence à geração das Guerra do Vietnam com parte do seu armamento leve em uso com a vida útil totalmente ultrapassada. Não temos a mínima capacidade logistica e de mobilização ,estamos com o parque industrial de defesa paralisado e estagnado a décadas futo da falta de investimentos e ainda temos precariedade de munição e falta de recursos para a manutenção indispensável do pouco existente ou em uso , tudo isso sendo mantido por intermédio de um mediocre orçamento anual cujo termo oficial é citado como apenas “razoável”. O despreparo do País para enfrentar uma crise externa é público e notório.Isso sem falar nem tocar no assunto remuneração ou vencimentos de todos os seus integrantes indistintamente , abaixo dos niveis criticos minimos e permitidos que dariam a tranquilidade familiar e pessoal pertinente e adequada ,mas que não são elevado em consideração pelos Comandantes em Chefia responsáveis e nem seus ditos Ministros .
Estas sao as FFAA de um País que detem a 6ª economia mundial, e este é o nosso Exército na sua versão moderna e atualizada: cumpre as atividades subsidiarias a si impostas , muitas vezes contrariando interesses internos, com afinco, denodo desmedido e orgulho transformando-as em migalhas de seu ganha pão, sempre lutando pela melhoria e pela manutenção boa imagem da Força junto a opinião pública e deixando de lado os princípios básicos e elementares que traduzem sua verdadeira missão.
Isso sem citar que estas chamadas atividades subsidiárias nem ao menos fazem parte dos currículos elencados nas escolas militares , não são estudadas nem muito menos fazem partes dos manuais de combate em uso e vai se adaptando de ações previstas para a guerra em ações de tempo de paz como se isso fosse uma modernidade e que o nosso futuro como intitução militar dependesse exclusivamente disso para a sobrevivência como instituição militar armada..
Neste caso os recursos financeiros se tornam o principal elemento motivador para assim continuar agindo como se normalidade fosse!
São dispositivos estes ditos constitucionais que nos impõe este tipo de missão que acabam carreando grandes volumes de recursos financeiros que terminam dando uma pequena sobrevida ao nosso minguado e parco orçamento,permitindo até um adestramento limitado em termos operacionais coisa que nós os militares brasileiros não gostamos nem muito menos desejamos que venha a se tornar permanente.....mas isso o Mike não sabe, nem eu tenho coragem de contar!
*Cel R/1

Patrulhamento nas fronteiras contará com novos terminais para comunicação via satélite

Novos terminais táticos para comunicações militares via satélite serão utilizados nas operações de patrulhamento das fronteiras brasileiras. A “estreia" desses equipamentos, entregues recentemente ao Ministério da Defesa (MD), deverá acontecer na próxima edição da Operação Ágata, de combate a ilícitos nas fronteiras.
Transportáveis e com recursos avançados de transmissão, os terminais ampliam a capacidade de comunicação das Forças Armadas em operações militares. “Com esses equipamentos, é possível ter acesso a telefone, internet, videoconferências, trocas de dados e acessos a sistemas remotos nos locais mais longínquos”, afirma o coronel reformado Edwin Pinheiro da Costa, chefe da Seção de Telemática do MD.
Ao todo, 31 novas estações do tipo “Fly Away” foram incorporadas ao Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS) do Ministério da Defesa, a um custo unitário de US$ 157 mil. Os equipamentos foram fornecidos pela companhia espanhola Indra, encarregada de colocar em funcionamento tanto os terminais (navais e terrestres), quanto o sistema de gestão da rede.
A principal vantagem dessas estações é seu desdobramento rápido, garantindo facilidade para serem transportadas e instaladas. Cada estação tem antena de 1,8 m, pesa em torno de 400 kg e pode ser montada em menos de 20 minutos. O sistema tem capacidade de transmissão de dados de quatro megabytes por segundo (4Mbps).
“Trata-se de um equipamento muito flexível”, garante o coronel Edwin Pinheiro. “Contamos hoje com 13 desses terminais instalados em navios da Marinha, o que possibilita a comunicação por satélite mesmo quando as embarcações estão se deslocando em alto-mar”, completa.
Segundo ele, o sistema tem sido largamente utilizado no Brasil e também no exterior, inclusive pelas forças de paz brasileiras que atuam no Haiti, onde estão instaladas três unidades.

Satélite próprio
Com o novo lote fornecido pela Indra, as Forças Armadas brasileiras passam a dispor de um total de 87 termináveis transportáveis. Pela falta de um satélite próprio brasileiro, no entanto, menos da metade deles pode ser usada simultaneamente, inibindo maior possibilidade de cobertura do território nacional.
Hoje, o segmento espacial do SISCOMIS está baseado no aluguel de uma faixa exclusiva (Banda “X”) dos satélites C1 e C2 da companhia Star One, subsidiária da Embratel, de capital externo. De acordo com o chefe da Seção de Telemática do Ministério da Defesa, a perspectiva de lançamento, para 2014, de um satélite geoestacionário brasileiro deverá mudar esse cenário, passando o governo brasileiro a ter total controle do satélite.
“Quando o governo brasileiro tiver o controle operacional e tecnológico do satélite a ser criado pela Telebrás, poderá ampliar sensivelmente a potência utilizável e possibilidade de cobertura desses equipamentos, inclusive com feixe deslocável, aumentando a flexibilidade do sistema”, prevê o coronel Edwin.
“Poderemos utilizar todos os nossos terminais transportáveis simultaneamente, além de terminais de pequeno porte, como os do tipo manpack e de submarinos, o que possibilitará maior controle e independência de nossas comunicações militares”, conclui.
Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
MD/montedo.com

STJ garante promoção retroativa de cabo da Marinha

STJ garante ingresso em estágio de habilitação a militar para que seja promovido

A Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) garantiu ao cabo Francisco Miguel Nascimento da Silva seu ingresso ao Estágio de Habilitação a Sargento e à promoção à graduação de Terceiro-Sargento, retroativamente à data em que sua preterição foi efetivamente caracterizada. A decisão foi unânime.
Silva ajuizou uma ação contra a União objetivando sua promoção à graduação de Terceiro-Sargento da Marinha, com efeitos retroativos a 8/12/2006, por ressarcimento de preterição. A sentença julgou improcedente o pedido, ao entendimento de que não estariam preenchidos os requisitos previstos no Plano de Carreira de Praças da Marinha, especificamente quanto ao tempo de serviço igual ou superior a 22 anos e mínimo de 10 anos de tempo de tropa.
Em apelação, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região manteve a sentença ao argumento de que, para a seleção pretendida pelo militar, não é levado em consideração apenas o critério de antiguidade, “sendo certo que, na hipótese, consta dos autos que o autor (Silva) não cumpriu o requisito de tempo de serviço prestado em Organizações Militares de tropa”.
No STJ, Silva sustentou que a Lei 6.880/1980 e o Decreto 4.034/2001 determinam de forma expressa que a promoção dos Cabos à graduação de Terceiro-Sargento se daria exclusivamente pelo critério de antiguidade na graduação, motivo pelo qual não se poderia falar em critério discricionário do ato administrativo que resultou em sua preterição, mas de ato vinculado.

Antiguidade
Em sua decisão, o relator, ministro Arnaldo Esteves Lima, reconheceu à preterição do autor à promoção para Terceiro-Sargento. Segundo o ministro, nos termos dos artigos 17 da Lei 6.880 e 24 do Decreto 4.034, o critério de antiguidade refere-se ao tempo no posto ou graduação, que não pode ser alterado por ato administrativo, como portaria assinada pelo do Comandante da Marinha.
“Constata-se, dessa forma, que o critério de antiguidade na graduação vincula a Administração, não havendo falar em ato discricionário, mormente quando considerada a impossibilidade de se utilizarem critérios diversos daqueles expressamente elencados por lei”, afirmou o ministro.
Dessa forma, o relator considerou que, não fosse a preterição ocorrida, Silva já teria realizado o estágio na turma formada com militares que, assim como ele, preenchiam os requisitos legais para ingresso no respectivo quadro de acesso.
Além de determinar o ingresso do militar no estágio para promoção retroativa a fevereiro de 2006, quando foram promovidos cabos mais modernos, a decisão da Turma estabelece que Silva tem direito a receber diferenças remuneratórias atualizadas monetariamente, acrescidas de juros de mora, resguardando a prescrição das parcelas anteriores ao período de cinco anos do ajuizamento da ação, conforme a Súmula 85 do STJ.
STJ/montedo.com

Concursos: vagas nas Forças Armadas passam de sete mil

Forças Armadas abrem mais de sete mil vagas

Oportunidades são destinadas a candidatos de níveis Fundamental, Médio e Superior de escolaridade. Salários oferecidos podem chegar a R$ 7 mil por mês

PRISCILA BELMONTE
Está aberta a temporada de concursos na área militar. Após o Senado Federal aprovar, no início do mês, os critérios para ingresso nas carreiras (idade, altura e sexo), as Forças Armadas começaram a publicar seus editais. Exército, Marinha e Aeronáutica oferecem, ao todo, 7.499 oportunidades a candidatos de todos os níveis.
Dependendo do posto ocupado, os ganhos chegam a R$ 7 mil. Das vagas abertas pelo Exército, 1.350 são para a Escola de Sargentos das Armas, nas áreas de combatente, logística-técnica, aviação, música e saúde. Outras 1.263 chances são para os cursos de formação de sargentos de 2013 (nas áreas de combatente, logística-técnica e aviação) e oficiais do quadro complementar de 2012 e do serviço de saúde (farmácia e odontologia) de 2013. Os candidatos podem obter informações no endereço eletrônico http://www.exercito.gov.br/web/ingresso/concursos.
Atentos às oportunidades nas Forças Armadas, alunos do ProFuturo já começaram a preparação. Eles chegam a estudar até 9 horas todos os dias | Foto: Divulgação
Atentos às oportunidades nas Forças Armadas, alunos do ProFuturo já começaram a preparação. Eles chegam a estudar até 9 horas todos os dias | Foto: Divulgação
Na Marinha, as 4.722 oportunidades são distribuídas pelos seguintes postos: aprendiz-marinheiro (2.200), oficial do quadro complementar (146); técnico do corpo auxiliar (32); Escolas de Formação de Oficiais (386); área de saúde e sargento músico do Corpo de Fuzileiros Navais para 2013 (62); Colégio Naval (235); corpos da Armada, de Fuzileiros Navais e de Intendentes (41); curso de Formação de Soldados Fuzileiros Navais (1.620). Saiba mais em http://www.mar.mil.br/.
Já a Aeronáutica oferece 160 chances em 12 profissões para Estágio de Adaptação de Oficiais Temporários e quatro chances para estágio de instrução e adaptação para capelães em 2013. Informações: http://www.fab.mil.br.
Aluno do Instituto ProFuturo, Giovani Florêncio Martins, 17 anos, mudou a alimentação de olho nos testes físicos. “Aproveitei as férias escolares para me dedicar”, diz.
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O QUE PRIORIZAR
De acordo com Mellyna Rigatos de Lanna, coordenadora Pedagógica do Instituto ProFuturo, os candidatos a vagas no Exército e na Marinha devem reforçar os estudos em Redação (cargos de Nível Médio) e conhecimentos específicos, dependendo da área (funções de Nível Superior). Já os interessados em ingressar na Aeronáutica devem ficar atentos ainda aos conteúdos de Português e Física, que são muito exigidos nas provas.

COMO CONCILIAR
Profissional da área de pré- Militar, Paulo Quilelli dá dicas a quem pretende se candidatar a um concurso no Exército e outro na Marinha, por exemplo. “Ambos exigem nas provas Química, Geografia e História. As outras matérias são comuns, porém com níveis diferentes de cobrança. A prova para a Escola Naval é mais aprofundada que a da EsPCEx. Um aluno dedicado deve fazer questões de provas dos dois concursos”, orienta.

TESTE FÍSICO
Segundo Quilelli, o candidato deve ficar atento também à avaliação física. “Se já pratica, pode treinar sozinho, uma vez que os exercícios são fáceis para quem já é adepto. Quem não está acostumado, deve buscar ajuda profissional”, diz ele.
O Dia Online/montedo.com

'Caco' de estádio, tchê!

Imagens da nova Arena do Grêmio.
(Detalhe: estádio construído sem verbas públicas)

Hino do 'banzo' dos fuzileiros navais

No serviço...

Do Facebook:

Exército de um País Distante

22 de julho de 2012

DCIP: 'General do bolo' vai para a geladeira

G. Dias no Polo Sul
Na Diretoria de Civis, Inativos e Pensionistas

Lauro Jardim
Lembra do general Marco Edson Gonçalves Dias, mais conhecido como G. Dias, que foi afastado das funções de comando em Salvador, em fevereiro, depois de confraternizar com policiais grevistas que ocupavam a Assembleia Legislativa da Bahia?
Leia também:

No dia 4 deste mês ele foi realocado na Diretoria de Civis, Inativos e Pensionistas do Exército. Para militares que integram a linha de frente no Exército, apesar de ser um cargo de general, a nova função de G. Dias não é geladeira, é Polo Sul.
Radar Online (Veja)/montedo.com

Os milico pira!

Do Facebook:

Exército de um país distante

O bom exemplo do Exército. E o salário, óóó...

O bom exemplo do Exército
(Editorial do jornal Estado de São Paulo de 16 de julho)
No momento em que notícias sobre superfaturamento e atraso em obras públicas se tornam corriqueiras, é animador saber que algumas dessas obras estão sendo entregues antes do prazo previsto e a custos inferiores aos originalmente orçados. Não se trata de milagre. É apenas o resultado do trabalho competente e sério realizado por uma instituição cuja missão precípua não é tocar canteiros de obras, mas que nos últimos anos tem assumido maiores responsabilidades na elaboração e execução de projetos de infraestrutura em todo o País: o Exército.
O Departamento de Engenharia e Construção (DEC) do Exército, como mostra o jornal Valor (12/7), está tocando 34 obras em vários Estados, 25 delas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e elabora, a pedido da Infraero, projetos de engenharia destinados a acelerar a expansão dos aeroportos de Porto Alegre, Vitória e Goiânia. Nessa área, o Exército já trabalha na administração dos serviços de terraplenagem da ampliação do aeroporto de Guarulhos e na construção da pista do aeroporto de Amarante, no Rio Grande do Norte.
É principalmente o desempenho do Exército nas obras do aeroporto de Cumbica que tem animado a Infraero a ampliar a parceria com os militares numa área que se tem transformado numa das maiores dores de cabeça do governo no que diz respeito ao cumprimento dos prazos das obras da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016. A terraplenagem do Terminal 3 de Cumbica, cuja previsão inicial de entrega era para dezembro de 2013, será concluída em setembro próximo, com antecipação de 15 meses. Além disso, o custo original da obra, orçado em R$ 417 milhões, deverá ser reduzido - e não é apenas porque a União paga os soldos militares - em cerca de R$ 130 milhões, o que equivale a 25%. É exatamente o contrário do que tem sido noticiado a respeito da verdadeira lambança que a principal empreiteira do PAC, a Delta, tem promovido nas obras bilionárias sob sua responsabilidade em todo o País.
É claro que tocar obras públicas não é a missão precípua das Forças Armadas, que existem para zelar pela defesa nacional. E o Exército, cuja "intervenção" no mercado é malvista pelas empreiteiras de obras públicas, sabe muito bem que essa não é sua verdadeira vocação. O general Joaquim Maia Brandão, chefe do Departamento de Engenharia e Construção, garante, segundo o Valor, que não há planos de ampliar a estrutura da unidade sob seu comando, apesar do aumento da demanda ocorrido nos últimos anos, inclusive no que diz respeito ao planejamento e construção de novas estradas e manutenção das existentes, responsabilidade do mal afamado Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Nessa área o Exército tem 19 contratos firmados. E cumpre outros tantos nos setores portuário e de navegação fluvial.
O Exército está hoje envolvido em 34 projetos de construção, no valor de R$ 3 bilhões em obras, dos quais R$ 2,4 bilhões são do PAC. Intervenção indevida no mercado? Desvio de funções? O general Brandão responde: "O que temos é uma missão para cumprir, que é a preparação de nossas tropas para a guerra. Se não temos guerra, temos a obrigação de manter nosso contingente em atividades que, se necessário, (a tropa) irá desempenhar em situação de emergência". Não é, portanto, a lógica do mercado, mas a necessidade de manter seu contingente ativo e preparado que motiva o Departamento de Engenharia e Construção.
A situação de emergência a que se refere o general seria, obviamente, um eventual conflito militar. Mas não resta dúvida de que o DEC está atendendo também a uma importante e extremamente lamentável emergência ao cumprir com competência, seriedade e economia de recursos públicos uma tarefa fundamental para o desenvolvimento do País que a iniciativa privada tem sido frequentemente incapaz de executar com a mesma eficiência e probidade, devido à crescente promiscuidade entre negócios públicos e privados. É de imaginar que seja difícil trabalhar com orçamentos enxutos quando a regra do jogo é pagar propinas que satisfaçam a crescente voracidade de homens públicos tão desonestos quanto quem lhes molha a mão.
O Estado de S.Paulo/montedo.com

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