24 de julho de 2016

Vala comum? Governo Temer quer regime único na Previdência, inclusive para os militares

Temer quer regime único na Previdência
O início dos estudos é sinal de uma mudança no governo, que até aqui cogitava apenas a mudança de algumas regras e não discutia a situação dos militares, por exemplo. 
DANIELA LIMA e EDUARDO CUCOLO
DE BRASÍLIA
O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse à Folha que o presidente interino, Michel Temer, autorizou estudos sobre a criação de um regime único de Previdência, com regras uniformes para trabalhadores do setor privado e funcionários públicos.
Padilha coordena o grupo governamental encarregado de formular um projeto de reforma da Previdência a ser submetido ao Congresso. O governo considera a reforma peça essencial de seu esforço para equilibrar o Orçamento e conter seu endividamento.
Hoje, trabalhadores do setor privado e servidores públicos são regidos por normas diferentes. Há ainda leis específicas para trabalhadores rurais e militares, por exemplo.
"O presidente me pediu que o grupo estudasse os caminhos para um regime em que as regras [para aposentadoria] fossem as mesmas para todos", disse Padilha.
O ministro disse que ainda não há decisão sobre o assunto. A criação de um regime único representaria uma mudança profunda na legislação brasileira e tenderia a causar controvérsia no Congresso.
O início dos estudos é sinal de uma mudança no governo, que até aqui cogitava apenas a mudança de algumas regras e não discutia a situação dos militares, por exemplo. Em 2015, o pagamentos de pensões e aposentadorias militares foi responsável por 45% do rombo na Previdência dos servidores federais.
Segundo Padilha, um regime único poderia ajudar a equilibrar "algumas áreas que são superavitárias com áreas em que há deficit".
No mês passado, governadores pediram a Temer que a reforma inclua o fim dos regimes especiais para servidores, professores e policiais.
A unificação dos regimes foi uma das sugestões apresentadas em fevereiro de 2015 pela presidente afastada, Dilma Rousseff, para debate com trabalhadores e empresas, mas a conversa não andou. Temer retomou as discussões com sindicatos e empregadores, neste ano, mas ainda não houve conclusão.
A proposta de reforma deverá incluir uma regra de transição para pessoas que já estão no mercado de trabalho mas ainda não têm condições de se aposentar. No último dia 16, Padilha sugeriu nas redes sociais que a nova regra poderia aumentar em 40% a espera pela aposentadoria dos que já trabalham.
"Para quem faltasse 10 meses, teria que trabalhar mais quatro. Faltaria [com a nova norma] 14 meses para aposentar", escreveu o ministro.
Temer também quer definir uma idade mínima para aposentadoria no setor privado, como em outros países. Em entrevista à Folha, o presidente interino defendeu 65 anos para homens, dois ou três a menos para mulheres.
Ainda não há consenso na equipe de Temer sobre a aplicação da regra de transição para todas as pessoas que já estão no mercado de trabalho. Pode ser criado um mecanismo que permita que eles escolham entre a regra de transição e a idade mínima.
Folha de São Paulo/montedo.com

Comandante de batalhão do Exército morre após passar mal durante treinamento físico em Brasília


Brasília (DF) - O Comandante do 16º Batalhão Logístico, coronel André Ricardo de Amorim Leite, faleceu na manhã deste domingo (24), após passar mal durante uma atividade de corrida em forma da chamada 'Força Planalto'(ForPlan), contingente das Forças Armadas que atuará na segurança dos Jogos Olímpicos no Distrito Federal. O militar foi encaminhado ao Hospital das Forças Armadas, mas não resistiu.

Amorim Leite pertencia ao quadro de Material Bélico e formou-se na Academia Militar das Agulhas Negras em 1992. Ele havia assumido o comando da unidade em janeiro de 2015.

Cadete da Aman é detido após agredir PMs no Espírito Santo

Cadete do Exército é detido após agredir policiais militares na Praia do Canto
Victor Muniz | vmelo@redegazeta.com.br
Vitória (ES)  - O cadete da Academia Militar das Agulhas Negras, Arthur Luiz Gomes de Almeida, 23 anos, foi detido após agredir e desacatar policiais militares, na porta de uma boate da Praia do Canto, em Vitória.
A confusão aconteceu na madrugada desta sexta-feira (22), na Rua Manoel Gonçalves Carneiro Mota. Segundo informações registradas na 1ª Delegacia Regional de Vitória, eram por volta das 3h30 quando os militares passaram pelo local.
Ao se aproximarem da boate, eles foram acionados pela equipe de segurança, para tentar conter um cliente, que havia brigado com outras pessoas dentro do estabelecimento.
Os seguranças do local o colocaram para fora da boate e ele estaria tentando forçar a entrada novamente, aparentemente alterado.
Os PMs se aproximaram e tentaram conversar com Arthur. Porém, ele partiu para cima dos militares, acertando socos e chutes nos dois soldados.
Um deles ficou com ferimentos no antebraço direto e do lado direito do pescoço. Os policiais reagiram utilizando gás de pimenta e imobilizando o cadete.
Na confusão ele também ficou ferido nos cotovelos, nos pulsos e nariz. Todos seguiram para o hospital São Lucas e foram atendidos. Na sequência, foram para a Delegacia.
Acompanhados por um aspirante do exército, os policiais registraram ocorrência de desacato, desobediência e resistência à prisão contra Arthur. O cadete foi liberado e não prestou depoimento.
A reportagem tentou contato com o cadete, mas não conseguiu localizá-lo.
Gazeta Online/montedo.com

Rio inicia hoje a sua maior ação militar em grandes eventos

MARCO ANTÔNIO MARTINS
DO RIO
As Forças Armadas iniciam neste domingo (24) no Rio a maior operação militar já feita na cidade voltada para um grande evento. Serão cerca de 22 mil militares do Exército, Marinha e Aeronáutica nas ruas para tentar garantir a segurança na Olimpíada.
Somados militares e policiais, o Rio terá 51,6 mil homens na segurança dos Jogos, o que configura o segundo maior efetivo das últimas Olimpíadas, atrás apenas de Pequim-2008, com cerca de 110 mil homens. Os últimos Jogos, de Londres-2012, foram disputados com 42 mil homens nas ruas entre militares e policiais (veja quadro).
O contingente que será mobilizado na Rio-2016 supera também o utilizado em outros grandes eventos na cidade, como a Copa do Mundo de 2014, a visita do papa Francisco em 2013 (durante a Jornada Mundial da Juventude) e encontros com grande número de chefes de Estado, como a Eco 92 e a Rio+20, ambas sobre temas ambientais.
Não há comparação, no entanto, entre os dois acontecimentos. A Rio+20 foi concentrada em um local (o Riocentro), e o número de visitantes para o evento era baixo.
Dessa vez, o risco de terrorismo envolve a Olimpíada, que espera receber cerca de 500 mil visitantes, além de atletas de 42 modalidades.
Junte-se a isso o atentado de Nice, na França, no dia 14 de julho, que matou 84 pessoas, episódio que levou o governo brasileiro a aumentar a atuação das Forças Armadas no evento esportivo.
Uma das mudanças é que, inicialmente, haveria soldados apenas nos acessos ao aeroporto internacional do Galeão, na Ilha do Governador, zona norte da cidade. Agora, haverá também militares no interior do aeroporto. Ao todo cerca de 600 integrantes das Forças Armadas estarão nas áreas de embarque e desembarque de passageiros.

PROTAGONISMO
Oficialmente, se mantém o discurso de que as decisões serão partilhadas. Mas, no momento, as opiniões do ministro da Defesa, Raul Jungmann, e do general Sérgio Etchgoyen, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que comanda a Inteligência dos Jogos Olímpicos, ganharam protagonismo.
"Isso é inevitável diante do momento. Comparo a um pêndulo: em um extremo há os Jogos e, no outro, a defesa e a segurança. Neste momento, está deslocado para nosso lado", afirmou o ministro da Defesa, Raul Jungmann, em entrevista na sexta (22), à Folha, no Comando do Exército, no centro do Rio.
A participação militar aumentou nos últimos dez dias diante da situação envolvendo as outras forças que participam da segurança da Rio-2016. O protesto de policiais da Força Nacional de Segurança contra as condições dos alojamentos e a ameaça de manifestações de policiais federais durante a Olimpíada foram dois pontos que desagradaram ao governo federal.
Também tem sido discutida a situação da Polícia Militar do Rio. Apesar da ajuda federal, que colocou os salários em dia, se nota pouco ânimo dos PMs para atuar no evento. Por dia haverá 10 mil policiais militares nas ruas.
No planejamento para a Olimpíada haverá 3.000 militares nas forças de contingência, que só irão para as ruas em caso de emergência. Eles estarão em bases próximas a cada uma das quatro áreas olímpicas —Maracanã, Copacabana, Deodoro e Barra da Tijuca—, o que facilita o deslocamento da tropa.
Uma das preocupações do governo é reprimir possíveis abusos das tropas. Todas as ações dos militares serão filmadas durante os Jogos.

JOGOS ATRAEM MIL AGENTES DE 70 PAÍSES À CIDADE
Cerca de mil agentes de inteligência, entre brasileiros e estrangeiros, estarão no Rio em busca de informações para evitar ações terroristas na Olimpíada.
A preocupação é com os chamados "lobos solitários" (pessoas que agem sozinhas nos ataques).
O Rio tem características que facilitam o surgimento desse tipo de terrorista, como o grande número de jovens sem trabalho e a facilidade para se obter de pistolas a fuzis em áreas sob domínio do tráfico.
"Em 2015, uma tonelada de explosivos foi roubada no país. O acesso a armas é muito grande", diz o coronel Fernando Montenegro, ex-membro do Grupo Antiterror do Exército.
Do total de agentes da inteligência já no Rio, 400 são da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).
Agentes de 70 países virão à cidade. Em média, cada país traz quatro oficiais de inteligência, mas outros, como os EUA, formaram verdadeiros escritórios no Rio. Israelenses, franceses, russos e americanos estarão no Centro de Inteligência dos Jogos e terão informantes nas ruas.
Na PM, houve um curso dado pelos EUA para treinar os policiais sobre a necessidade de aumentar a percepção para casos que chamem a atenção na rua.
O FBI (polícia federal americana) teve importante participação para na prisão de 11 suspeitos pela Operação Hashtag ao enviar ao Brasil os nomes que os integrantes do grupo usavam na internet.
Folha de São Paulo/montedo.com

Defesa mantém sigilo sobre venda de armas do Brasil para o exterior

RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA
O ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS-PE), decidiu manter segredo, na prática eterno, sobre documentos que explicariam o papel do Ministério da Defesa nos processos de venda de armamentos de guerra do Brasil para o exterior. Ao negar a divulgação dos papéis, ele repetiu decisão tomada pelo ex-ministro da pasta Jaques Wagner (PT).
Sobre os documentos, produzidos pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) entre 2003 e 2005, não incide mais nenhum dos três graus de sigilo previstos na Lei de Acesso à Informação.
A decisão de Jungmann foi tomada no último dia 11 em resposta a um pedido feito pela Folha e confirmou uma guinada em relação a um pedido semelhante sobre os dois últimos últimos anos do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP).
Quando o jornal requisitou em 2012 os papéis produzidos pelo governo FHC, o Ministério da Defesa, então sob a gestão de Celso Amorim, não se opôs e liberou 1.572 páginas de documentos.
O ministério afirmou que iria considerar um prazo mínimo de dez anos para liberação dos papéis. Porém, quando o mesmo pedido foi feito sobre os primeiros anos do governo Lula, a Defesa passou a negar o acesso. Agora, Jungmann corroborou o entendimento do governo petista.
Com a decisão, os documentos passam a ser considerados como "de acesso restrito" e poderão ficar sigilosos para sempre, pois não haverá mais prazo para desclassificação. A Lei de Acesso estabelece três categorias: reservadas, com prazo máximo de cinco anos, secretas, de dez anos, e ultrassecretas, de 15. Quando foram produzidos, os papéis da Defesa receberam o timbre de confidencial, que na época previa um máximo de dez anos de sigilo.
A Folha pediu para ter acesso a papéis que tratavam da venda de armamentos de guerra, "incluindo tanques, veículos blindados, aviões de uso militar, minas terrestres e armamentos do tipo cluster", também conhecidas como bombas de fragmentação ou de dispersão, um armamento condenado em várias partes do mundo por produzir um alto número de vítimas civis.
Ao negar o acesso, Jungmann considerou que a documentação contém "segredo comercial/industrial" e que sua pasta detém as informações "apenas por exercer controle sobre esse ramo da atividade empresarial". O ministro não quis dar entrevista sobre a aplicação, pelo seu ministério, da Lei de Acesso à Informação.
Folha de São Paulo/montedo.com

23 de julho de 2016

Segurança do DF contará com quatro mil militares das Forças Armadas durante os Jogos Olímpicos

JOGOS OLÍMPICOS
SEGURANÇA NA OLIMPÍADA EM BRASÍLIA SERÁ FEITA POR 8,5 MIL PROFISSIONAIS
ROLLEMBERG DESTACOU A INTEGRAÇÃO ENTRE FORÇAS NACIONAIS E LOCAIS
O aparato para a Olimpíada 2016 foi apresentado no anel externo do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha na manhã desta sexta-feira (22). Cerca de 1,2 mil profissionais de órgãos segurança pública do DF — entre Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF), além do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) — e 2.050 militares das Forças Armadas (Aeronáutica, Exército e Marinha) compareceram à apresentação.
Presente ao evento, o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, destacou a integração entre forças nacionais e locais. “Estamos unidos e preparados para garantir que as Olimpíadas — evento que representa a fraternidade universal e a paz entre os povos — ocorra de forma segura”, disse.

Ação das forças de segurança durante os jogos
A Operação Olimpíadas começa no domingo (24) e vai até 15 de agosto. Nesse período, serão mobilizados 4,5 mil profissionais da segurança pública do DF. O efetivo ainda contará com 4 mil militares das Forças Armadas.
Também compareceram as secretárias da Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar Araújo, e do Esporte, Turismo e Lazer, Leila Barros; o diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba; o comandante da Polícia Militar, Marco Antônio Nunes; o comandante do Corpo de Bombeiros, Hamilton Esteves; o diretor-geral do DER-DF, Henrique Luduvice, entre outras autoridades.
(Agência Brasília)
DIÁRIO do PODER/montedo.com

Afastado, Cunha voa 13 vezes pela FAB a um custo estimado de R$ 569 mil1

Leandro Prazeres
Do UOL, em Brasília
O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) gerou um custo estimado em R$ 569 mil para os cofres públicos em voos entre Brasília e Rio de Janeiro no período em que esteve afastado da presidência da Casa. O levantamento foi feito pelo UOL com base em dados disponibilizados pela FAB (Força Aérea Brasileira) e em cotações com empresas de táxi aéreo.
Eduardo Cunha ficou afastado da presidência da Câmara entre os dias 5 de maio (quando o STF decidiu pelo seu afastamento) e 7 de julho, quando ele renunciou ao cargo.
Presidentes da Câmara, do Senado e do STF (Supremo Tribunal Federal) têm direito a utilizar jatos da FAB para seus deslocamentos a trabalho e no retorno às cidades onde residem. Tanto o presidente interino, Michel Temer, quanto a presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), também têm direito a utilizar voos da FAB em seus deslocamentos. Uma decisão da Justiça Federal do Rio Grande do Sul, no entanto, determinou que Dilma deverá ressarcir os custos de seus voos pela FAB enquanto estiver afastada.
No período em que esteve afastado do cargo, Cunha continuou mantendo benefícios destinados ao presidente da Câmara, como a residência oficial e voos da FAB entre Brasília e seu local de residência.
De acordo com a FAB, Eduardo Cunha fez 13 voos entre os dias 5 de maio (data de seu afastamento) e 7 de julho (dia em que ele renunciou à presidência da Câmara). Foram sete voos partindo de Brasília para o Rio de Janeiro e seis voos partindo do Rio de Janeiro para Brasília.

FAB
Aeronaves da FAB (Força Aérea Brasileira) como o Legacy 600 (foto acima) são usadas para o transporte de autoridades do Executivo, Legislativo e do Judiciário
A FAB não informa os custos de seus voos por considerar essas informações "estratégicas", mas o UOL fez duas cotações com empresas do ramo de táxi aéreo para estimar qual o custo dos voos realizados por Cunha no período em que esteve afastado.
As cotações feitas pelo UOL levaram em consideração os seguintes critérios: custos do trajeto Brasília/Rio de Janeiro e Rio de Janeiro/Brasília com voos saindo em uma segunda-feira e retornando em uma sexta-feira em uma aeronave Legacy 600 (modelo utilizado pela FAB para o deslocamento de Cunha) ou equivalente. Os critérios são semelhantes ao padrão de utilização dos voos feitos por Cunha no período.
A companhia que apresentou o custo mais baixo foi a Líder Aviação. A empresa, que tem um Legacy 600 em sua frota, estimou o custo dos 13 voos de Cunha em aproximadamente R$ 569 mil.
A TAM Aviação Executiva não tem o Legacy 600 em sua frota, mas fez uma cotação para a aeronave Citation 10, um pouco menor que a anterior. O custo estimado pela TAM foi superior à da Líder Aviação: R$ 574,7 mil.

Privilégios
O transporte aéreo realizado pela FAB não foi o único privilégio a que Cunha teve direito enquanto esteve afastado da presidência da Câmara.
No dia 13 de maio, um ato da mesa assinado pelo então presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), determinou que, mesmo afastado do cargo, Cunha continuaria a ter direito a: residência oficial da presidência da Câmara; salário integral de R$ 33,7 mil; assistência de saúde; segurança pessoal; equipe parlamentar; e transporte aéreo ou terrestre.
O transporte de autoridades em aeronaves da FAB é regulamentado pelo decreto 4.244/2002. O decreto determinava que vice-presidente da República, ministros de Estado e presidentes da Câmara, Senado e STF poderiam usar aviões da FAB para seus deslocamentos de trabalho e para retornar às cidades onde residem.
Em 2015, um decreto proibiu que ministros de Estado utilizassem as aeronaves para retornar às cidades onde moram.
Procurado pela reportagem do UOL, Eduardo Cunha disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que "não vai se manifestar" sobre o assunto.
UOL/montedo.com

22 de julho de 2016

Soldado do Exército sofre acidente e fica em estado grave no Paraná

Soldado do exército é socorrido em estado gravíssimo após bater carro contra poste
Luiz Henrique de Oliveira e Ricardo Vieira
Curitiba (PR) - Um soldado do exército foi socorrido em estado gravíssimo após bater o Peugeot 207 SW em que estava contra um poste no início da noite desta sexta-feira (22). O acidente aconteceu na Rua Vereador Antônio Domakoski, no bairro Bacacheri, em Curitiba.
Segundo o motorista de um carro, que vinha logo atrás do soldado, não houve outro veículo envolvido na colisão. “Aqui é uma rua complicada e ele perdeu o controle do carro. Infelizmente, o estado de saúde é bastante crítico”, lamentou.
O tenente Alves, do Corpo de Bombeiros, falou sobre o atendimento. “Chegamos aqui e encontramos uma vítima enclausurada dentro do carro. Logo foi verificado que o motorista estava em estado gravíssimo, com lesões em crânio, abdômen e perna”, explicou.
Ainda segundo o tenente, não é possível saber se a vítima usava ou não cinto de segurança. “Apenas a perícia poderá precisar. Aqui no local prestamos o atendimento e fizemos o encaminhamento ao Hospital Evangélico, onde o motorista deverá ser operado”, concluiu.
O soldado, que teria aproximadamente 25 anos, corre risco de morte.
Banda B/montedo.com

Soldado reformado do Exército invade delegacia, agride e causa fratura no braço do delegado

Delegado sofre fratura após agressão de militar reformado, diz polícia
Caso ocorreu na quarta-feira, na cidade de Pindaí, sudoeste da Bahia.
Suspeito foi a delegacia quando mulher prestava queixa contra ele.

Do G1 BA
Pindaí (BA) - O titular da delegacia de Polícia Civil do município de Pindaí, região sudoeste da Bahia, Nilo Ebraim, teve o braço fraturado ao ser agredido por um soldado reformado do Exército dentro da unidade policial, na quarta-feira (20).
De acordo com Clécio Magalhães, da 22ª Coordenadoria de Polícia Civil do Interior (Coorpin), situada na cidade Guanambi, a situação ocorreu quando a companheira do militar prestava queixa contra ele por violência doméstica. O homem foi preso em flagrante e continua detido nesta sexta (22), na sede da 22ª Coorpin.
Segundo a polícia, a mulher do militar foi à delegacia alegando ter sido agredida pelo companheiro e, quando prestava queixa, o homem foi até o local apresentando comportamento agressivo. “Ele [soldado] falou pra ela voltar para residência e, nesse momento, desacatou e ameaçou o delegado. O delegado tentou conter ele. Eles entraram em luta, o delegado tentou mobilizar e fraturou o braço esquerdo”, conta Clécio Magalhães.
A Polícia Militar foi chamada e deu voz de prisão ao suspeito. Segundo o coordenador, o militar ainda ameaçou os policiais militares e danificou o telefone funcional de um deles. O homem foi contido, preso e levado para a 22ª Coorpin. Ele foi autuado pela agressão contra a mulher, com base na Lei Maria da Penha, por lesão corporal grave, por danos ao patrimônio público, por desacato e por resistência à prisão. De acordo com Clécio Magalhães, o militar reformado deve ser encaminhado para uma unidade prisional do Exército.
O delegado foi atendido no hospital municipal de Pindaí e passa bem. Por conta da lesão, o delegado está afastado, cumprindo recomendação médica. O G1 entrou em contato com o Exército na Bahia, por meio da assessoria de imprensa, e aguarda retorno do órgão com posicionamento oficial sobre o ocorrido.
G1/montedo.com

Direitos humanos e jurisdição militar

Constituição de 1988 enuncia o direito à igualdade de todos perante a lei, sem distinção de qualquer natureza

Flávia Piovensan *
com Silvio Albuquerque **
Já aprovado pela Câmara dos Deputados e atualmente sob a apreciação do Senado Federal, o projeto de lei nº 44/2016 objetiva alterar o Código Penal Militar (Decreto-Lei nº 1.001/1969), dispondo sobre a transferência para a Justiça Militar da União da competência para julgar, em contextos específicos, os crimes dolosos contra a vida praticados por militares das Forças Armadas contra civis, considerando-os crimes militares em tempos de paz. Caso aprovada, a lei teria vigência até o dia 31 de dezembro de 2016 e, a partir de janeiro do próximo ano, retornaria “a ter eficácia a legislação anterior por ela modificada”.
Ampliar o alcance da jurisdição militar com a submissão de integrantes das Forças Armadas a tribunais militares por crimes dolosos contra a vida de civis em tempos de paz implica direta afronta aos parâmetros protetivos constitucionais e internacionais, em flagrante violação ao estado democrático de direito.
A independência judicial é fundamental ao estado de direito, que requer o estabelecimento de um complexo de instituições e procedimentos, destacando um Poder Judiciário independente e imparcial, pautado pelo princípio da igualdade de todos perante a lei. O estado de direito realça a importância das Cortes não apenas pela sua capacidade decisória (capaz de celebrar a prevalência da força do direito em detrimento do direito da força), mas por institucionalizar a cultura do argumento, como medida de respeito ao ser humano.
O direito a um julgamento justo por um tribunal competente, independente e imparcial, bem como a cláusula da igualdade e da proibição da discriminação, é consagrado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, pelo Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos e pela Convenção Americana de Direitos Humanos, ratificados pelo Estado brasileiro.
No mesmo sentido, a Constituição de 1988 enuncia o direito à igualdade de todos perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Estabelece, ainda, o direito à proteção judicial e a um julgamento justo permeado por garantias constitucionais, entre as quais o princípio do juiz natural, o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, a independência e a imparcialidade do Poder Judiciário.
A Corte Interamericana de Direitos Humanos, a cuja jurisdição o Brasil se submete, é enfática ao sustentar que no estado democrático de direito a jurisdição militar deve ter um alcance restritivo diretamente condicionado à proteção de interesses jurídicos característicos das forças militares. Para a Corte, apenas agentes militares da ativa podem ser julgados por Cortes militares, somente em crimes militares, sob pena de afronta ao direito ao devido processo legal e ao direito a um julgamento justo realizado por uma justiça imparcial e independente. Desde o primeiro julgamento sobre o tema — Loaiza Tamayo contra o Peru, em 1987 —, sete países já foram condenados por violação à Convenção Americana (Peru, México, Colômbia, Chile, Venezuela, Equador, Nicarágua e República Dominicana). A Corte ressalta que, por seu caráter especializado ou excepcional, a Justiça Militar deve ter uma competência restrita. Reconhece que a jurisdição militar representa um desafio quanto ao direito de toda pessoa a ser julgada por órgãos independentes, imparciais e competentes, bem como quanto à proteção das garantias da legalidade e da igualdade. Já no caso Lori Berenson Mejía contra o Peru, em 2004, a Corte havia sustentado que “deve estar excluído do âmbito da jurisdição militar o julgamento de civis, e somente deve julgar militares pela prática de delitos ou crimes que, por sua própria natureza, atentem contra bens jurídicos próprios da ordem militar”.
Também esta é a orientação da ONU e da Corte Europeia de Direitos Humanos. Gabriela Knaul, ex-relatora especial sobre a Independência de Juízes e Advogados das Nações Unidas, expressou, em maio de 2015, preocupação assemelhada ao apresentar relatório ao Conselho de Direitos Humanos da ONU sobre sua visita à Tunísia. Na oportunidade, manifestou sua grande preocupação pela prática de julgamento de civis por tribunais militares. Para a relatora, cortes militares deveriam possuir jurisdição apenas sobre pessoal militar que viole a disciplina militar ou que cometa crime de natureza militar.
Cabe ao Senado a responsabilidade de conferir a necessária observância à Constituição e às obrigações internacionalmente assumidas pelo Brasil em direitos humanos, no que se refere à submissão de civis à jurisdição militar e de militares a tribunais castrenses em crimes dolosos contra a vida de civis, preservando direitos e garantias fundamentais e endossando a razão de ser da Justiça Militar como foro especial de jurisdição especializada — como imperativo ético-jurídico-político da afirmação do estado democrático de direito.
*Flavia Piovesan é professora de Direito da PUC-SP e secretária especial de Direitos Humanos;
**Silvio Albuquerque é secretário-adjunto de Direitos Humanos
O Globo/montedo.com

Rio 2016: tropa do Exército parte do RS para atuar na segurança da Olimpíada

Jogos Olímpicos
Militares do Exército de Santa Maria e região partem para atuar na segurança da Olimpíada
Efetivo também trabalhá para atender demandas da população em geral, como questões de orientação
João Pedro Lamas
lamas.joaopedro@diariosm.com.br
Partiram de Santa Maria, com destino ao Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira, 48 militares do Exército que atuarão na segurança dos Jogos Olímpicos. Conforme o tenente-coronel Alexandre Magno, oficial de logística da 6ª Brigada de Infantaria Blindada (6ª BIB), essa é a terceira de quatro viagens que os militares de Santa Maria e da região irão realizar para o sudeste do país.
A primeira viagem foi no dia 19 de julho, quando 15 viaturas e 50 militares da 6ª Bateria de Artilharia Antiaérea Autopropulsada partiram da cidade. No dia 20, foram mais 25 viaturas e 90 militares do 29º Batalhão de Infantaria Blindado (29º BIB).
Além dos que deixaram a cidade nesta quinta, mais 290 oficiais partirão de aviões 767 da Força Aérea Brasileira (FAB), entre os dias 26 e 27 deste mês. No total, serão 478 militares da Região Central. Farão parte, também, do efetivo, mais 420 militares da região de Santa Cruz do Sul.

A viagem
Os cinco comboios terrestres, com um total de 110 veículos, percorrerão 2,1 mil quilômetros para chegar no Rio de Janeiro. Serão quatro dias de viagem. Conforme o general de brigada e comandante da 6ª BIB, Fábio Benvenutti Castro, o momento de chegada será de ambientação.
– Nós atuaremos no Complexo Esportivo Deodoro. Haverá um período de reconhecimento do espaço para que possamos atuar de forma eficiente na segurança, principalmente nas ruas. Além disso, o batalhão foi preparado para se relacionar com o público que virá acompanhar os jogos olímpicos. Será um verdadeiro cinturão de segurança – disse.
Além do serviço de segurança, os militares trabalharão para atender demandas da população em geral, como questões de orientação. Ainda, destaca que a equipe tem experiência, pois já atuou durante a Copa do Mundo no Brasil, Jogos Mundiais Militares, em 2011, e também na conferência sobre desenvolvimento sustentável Rio +20, em 2012.
DIÁRIO DE SANTA MARIA/montedo.com

Eles não aprendem: Justiça manda pagar auxílio-transporte integral a militar da Marinha após suspensão arbitrária pelo Comando

Auxílio-transporte: Não cabe à administração pública limitar sua abrangência
Como não há previsão legal para limitação da distância entre a residência do servidor e seu local de prestação de serviços, para fins de concessão de auxílio-transporte, não cabe ao setor administrativo impor esse limite. Com base nesse entendimento, a Oitava Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) decidiu, por unanimidade, confirmar a decisão de 1o grau que garantiu a um militar dos quadros da Marinha do Brasil (MB), o recebimento do benefício, bem como das diferenças devidas.
O autor, A.D.S., serve no Centro de Guerra Eletrônica da Marinha, localizado no Município de Niterói/RJ e foi comunicado por seu superior que seu auxílio-transporte seria suspenso para os 22 dias de trabalho, sendo proposto pelo comando o pagamento do referido auxílio apenas para os finais de semana. Segundo a administração, em razão de morar no município de São Pedro da Aldeia/RJ, a uma distância de 128 km do seu local de trabalho, “não era exequível o pagamento do auxílio-transporte completo”.
Acontece que o auxílio-transporte é direito garantido por Lei e, segundo a relatora do processo no TRF2, a juíza federal convocada Maria Amélia Almeida Senos de Carvalho, “não merecem amparo as razões expostas pela Administração Militar para justificar o cancelamento do benefício”.
“Não havendo disposição legal que limite a distância entre a residência do servidor e seu local de prestação de serviços – antes, prevendo a Lei a indenização até mesmo de transporte interestadual –, não cabe ao setor administrativo determinar a possibilidade do trânsito diário”, pontuou a magistrada.
De acordo com a juíza convocada, a limitação imposta pela MB está em desconformidade com a previsão da MP 2.165-36/01. “Suas limitações extrapolam os limites legais e ferem a hierarquia das normas e o Princípio da Legalidade, impondo restrições contrárias às impostas por Lei. Nesta linha, não há disposição legal que obrigue o militar a residir na mesma região metropolitana em que está lotado. Foge, pois, ao Princípio da Razoabilidade esse ato exarado pelo Poder Executivo”, concluiu a relatora.
Proc.: 0131481-89.2015.4.02.5102
TRF2/montedo.com

21 de julho de 2016

Na pressão! Após abaixo assinado com 250 mil assinaturas, MPM abre inquérito sobre a morte da onça Juma

Abaixo assinado teve mais de 250.000 apoiadores

Manaus (AM) - A Procuradoria de Justiça Militar em Manaus ouviu no dia 13 de julho dois tenentes que participaram das buscas para captura da onça Juma, abatida em 20 de junho de 2016, no Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus-AM. O incidente ocorreu após a cerimônia de revezamento da Tocha Olímpica realizada naquela unidade do Exército.
O procedimento faz parte do Inquérito Civil Público instaurado pela PJM Manaus para apurar as circunstâncias da morte da onça. De acordo com informações repassadas pelo Comando Militar da Amazônia, o animal fugiu no momento em que seria transportado do Zoológico do CIGS para o 1º Batalhão de Infantaria de Selva, também em Manaus, organização militar que era responsável por sua guarda.
No ICP, o Ministério Público Militar requereu diligências para esclarecer diversos pontos em relação ao fato: se havia autorização dos órgãos ambientais competentes para a utilização da onça em eventos públicos; se a onça Juma foi treinada para apresentação em cerimônias; quais eram os mecanismos de segurança utilizados pelos militares nessas apresentações; se houve treinamento para uma situação de fuga do animal; quais foram os procedimento de segurança adotados; se existe provimento legal ou regulamentar para a utilização de animais silvestres em eventos militares.
Foi oficiado ao Comando Militar da Amazônia para que produza um relatório detalhando todas as etapas referentes à participação da onça Juma no evento olímpico, do treinamento ao abate. Foi requerida ainda uma relação de todos os militares envolvidos nessa ação. A PJM Manaus quer saber também quantos são e onde estão os animais silvestres utilizados em eventos militares na área de atuação do CMA.
Algumas das diligências requisitadas foram cumpridas, e parte dos militares envolvidos já foram inquiridos, como o comandante do CIGS, o coronel Alcimar Marques de Araújo Martins. O Ministério Público Militar aguarda o fim das providências requeridas para manifestar-se.
MPM (edição Montedo.com)

E se...
Os militares tivessem um décimo dessa capacidade de mobilização?

20 de julho de 2016

Secretário insiste: quer as Forças Armadas no Rio até depois das eleições

Beltrame volta a pedir que tropas federais fiquem no Rio até o fim das eleições
ANCELMO GOIS
O secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, pediu hoje mais uma vez que as tropas federais, que estão no Rio para os Jogos, continuem por aqui até o fim das eleições. O pedido é em resposta a um ofício do TRE-RJ, que questionou o secretário sobre a necessidade ou não de reforço.
Beltrame alegou "oportunidade", já que as tropas estão no Rio, além do fato de que o reforço libera a PM para reforçar o policiamento em outras áreas. 
No 1º semestre, o secretário havia pedido que a Força Nacional permanecesse até o fim das eleições, mas o pedido foi negado pelo Ministério da Justiça.
O Globo/montedo.com

19 de julho de 2016

Putz!

Grupo brasileiro declara lealdade ao Estado Islâmico

Informação foi divulgada por grupo de monitoramento de terrorismo
Estadão Conteúdo
Faltando menos de 20 dias para o início dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, um grupo extremista muçulmano brasileiro declarou lealdade ao Estado Islâmico (EI). A informação, divulgada pela agência de notícias italiana Ansa, foi colhida pela especialista norte-americana Rita Katz, membro do SITE Intel Group, especialista em monitoramento de atividades terroristas .
De acordo com Katz, o grupo criou um canal aberto na rede social Telegram (semelhante ao WhatsApp), chamado "Ansar al-Khilafah Brazil", onde escreveu: "Se a polícia francesa não consegue deter ataques dentro do seu território, o treinamento dado à polícia brasileira não servirá em nada", se referindo aos treinamentos conjuntos da polícia francesa com oficiais brasileiros como parte dos preparativos para segurança da Olimpíada.
Este seria o primeiro grupo na América do Sul a declarar apoio formal e jurar lealdade ao EI, segundo Rita Katz. O fato acontece poucos dias depois do grupo terrorista abrir uma versão em português do canal "Nashir", página do califado também dentro do Telegram.
O terrorismo é uma das principais preocupações para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Há alguns dias atrás, a polícia francesa informou que existiam planos de ataque do EI contra a delegação do país quando estiver em solo brasileiro.
ZERO HORA/montedo.com

Com 1/3 de atletas das Forças Armadas, COB libera continência na Rio 2016

Da Reuters
Os atletas olímpicos do Brasil integrantes das Forças Armadas, que representam um terço da maior delegação da história do país para a Olimpíada, foram autorizados pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) a prestar continência no pódio da Rio 2016, o que pode voltar a provocar polêmica como ocorreu nos Jogos Pan-Americanos de Toronto.
Nomes como o judoca Tiago Camilo e a pentatleta Yane Marques, que estão entre os principais candidatos do país a subir ao pódio no Rio, fazem parte de um programa das Forças Armadas de incentivo ao esporte de alto rendimento, que terá como ápice a participação olímpica de 132 atletas do Exército, da Marinha e da Aeronáutica nos Jogos de agosto.
Para o diretor-executivo do COB, Marcus Vinícius Freire, a saudação dos atletas à bandeira do país representa uma demonstração de patriotismo, sem nenhuma conotação política, portanto está dentro das regras do COI e não há por que proibir os militares do país de expressarem seu respeito ao símbolo nacional.
"O atleta pode expressar seu respeito à bandeira do país de várias formas diferentes, pode levar a mão ao peito, prestar continência, isso não representa uma manifestação política", disse Freire nesta terça-feira na apresentação para a mídia da base olímpica de treinamento do Time Brasil, que fica dentro de um quartel do Exército na zona sul do Rio.
Os atletas militares do país chamaram a atenção inicialmente nos Jogos Pan-Americanos de 2015 em Toronto, quando realizaram a continência no pódio pela primeira vez em um grande palco internacional. O gesto provocou polêmica por um suposto fundo político, uma vez que a Carta Olímpica proíbe demonstrações políticas, mas não houve qualquer tipo de restrição por parte dos organizadores do Pan-Americano.
No caso dos Jogos Olímpicos, o COI disse em nota enviada por e-mail à Reuters que "sempre faz uma avaliação caso a caso, com uma abordagem sensata, com relação a gestos como as continências militares", mas ressaltou que por enquanto esse é apenas um cenário hipotético.
Um dos episódios mais significativos de manifestações de atletas no pódio ocorreu nos Jogos de 1968 na Cidade do México, quando os velocistas norte-americanos Tommie Smith e John Carlos foram expulsos da Olimpíada após erguerem o braço no pódio dos 200 metros com o punho cerrado e luva preta, em um gesto de apoio aos Panteras Negras, grupo de combate à discriminação racial nos EUA.

SARGENTOS NO JUDÔ, NO VÔLEI E NO ATLETISMO
O programa das Forças Armadas do Brasil de incentivo ao esporte de alto rendimento começou em 2009, após o país ser escolhido para sediar os Jogos Mundiais Militares, diante da necessidade de formar uma equipe de esportistas militares capaz de representar com sucesso o país-sede do evento.
Diversos atletas reconhecidos ou com potencial de sucesso internacional foram recrutados pelo Exército, Marinha e Aeronáutica e passaram a receber salário e apoio para treinamentos e competições. Para isso, porém, precisaram passar por um treinamento de conduta militar com duração de quatro a seis semanas, em que foram orientados sobre a continência à bandeira nacional.
"O comprimento do militar é a continência", disse o general Décio Brasil, chefe do centro de capacitação física do Exército. "Durante esse treinamento eles aprendem, como todos nós militares, que fazemos a continência aos símbolos nacionais, como a bandeira, mas ninguém está obrigado a fazer isso no pódio. É uma questão do ensinamento que eles tiveram e do respeito que têm pela bandeira."
Entre os 132 atletas das Forças Armadas que fazem parte da delegação brasileira recorde de 465 competidores se destacam os judocas, representantes da modalidade que mais deu medalhas olímpicas ao país, com 19. A equipe feminina é formada por integrantes da Marinha, enquanto a masculina tem o apoio do Exército.
O boxe, o hipismo, a natação, o atletismo, o vôlei e o tiro estão entre os outros esportes com representantes militares nos Jogos.
UOL/montedo.com

Forças Armadas farão a segurança do Enem

Yara Aquino - Repórter da Agência Brasil
Forças Armadas atuarão no Enem para garantir a segurança no armazenamento das provas EBC
As Forças Armadas vão prestar novamente apoio logístico para a realização das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O apoio para a Operação Enem 2016 foi solicitado pelo Ministério da Educação visando a garantir a segurança no armazenamento das provas.
A participação das Forças Armadas foi oficializada com a publicação de portaria na edição desta segunda-feira (18) do Diário Oficial da União. Desde 2009, os ministérios da Educação e da Defesa trabalham em parceria para assegurar que os exames não cheguem a mãos indevidas ou sejam utilizados de forma criminosa.
As provas do Enem de 2016 serão aplicadas nos dias 5 e 6 de novembro. A nota do exame é usada na seleção para vagas em instituições públicas, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e bolsas na educação superior privada, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni).
O resultado do exame também é requisito para receber o benefício do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e participar do Programa Ciência sem Fronteiras. Para pessoas maiores de 18 anos, o Enem pode ser usado como certificação do ensino médio.

Estudos
A plataforma Hora do Enem disponibiliza gratuitamente um plano de estudos individual para quem quer se preparar para o exame. O site também permite ao candidato participar de simulados nacionais, além de ter acesso ao Mecflix, portal com mais de 1,2 mil videoaulas.
Agência Brasil/montedo.com

Soldado do Exército morre em acidente de trânsito no Amapá

Soldado do Exército morre ao tentar ultrapassagem na Duca Serra, no AP
Joel Galvão, de 20 anos, estava de moto e bateu em traseira de carro.
Acidente ocorreu na rodovia AP 020, em Macapá, nesta segunda-feira (18).

Jéssica Alves
Do G1 AP
Macapá (AP) - Um soldado do Exército Brasileiro morreu na manhã desta segunda-feira (18) após um acidente envolvendo a motocicleta que conduzia e um carro, na rodovia AP-020, conhecida como Duca Serra, em Macapá. De acordo com a Polícia Militar (PM) do Amapá, o jovem de 20 anos tentou fazer uma ultrapassagem e teria colidido na traseira do automóvel.
Identificado como Joel Vales Galvão, o soldado morreu no local do acidente, que aconteceu por volta das 9h. O Batalhão de Policiamento Rodoviário Estadual (BPRE) informou que o motociclista seguia no sentido Macapá-Santana, quando tentou ultrapassar o carro que seguia em frente.
Segundo a polícia, o soldado estaria de folga quando ocorreu o acidente. A polícia não informou se ele morava na cidade de Santana. Não houve outros feridos, de acordo com o BPRE. O condutor do carro atingido foi conduzido à delegacia do município de Santana, a 17 quilômetros da capital, para prestar depoimento.
G1/montedo.com

Começando o dia com bom humor...

Histórias de Quartel
Por Ruben Barcellos de Mello

O dono das luvas
O sargento Pires Ávila trabalhava na fiscalização, cujo chefe era o capitão Mariano Mendonça. O capitão já tinha recomendado que nenhum material particular deveria ser colocado sobre o balcão, mas dentro das gavetas. E todo o mundo tava sabendo das ordens. O capitão chegou na seção, colocou suas luvas em cima do balcão e foi ao cassino tomar café. Quando voltou viu as luvas e falou:
- Eu já avisei que não quero saber de material em cima do balcão.”
E dito isso, jogou as luvas na caixa do lixo.
Chegou Pires Ávila e colocou suas luvas ao lado da máquina de escrever. Logo o clarim tocou formatura e Mariano Mendonça saiu catando suas luvas que, tinha certeza, estavam na seção. Viu as luvas de Pires Ávila e pensando que eram as suas, calçou-as, sob o olhar zombeteiro do legítimo dono.
- O que você quer, sargento?
- O senhor pegou as minhas luvas, capitão, respondeu Pires Ávila.
- Mas e as minhas?
- As suas eu não sei. Mas tem um relaxado aí que jogou umas luvas na caixa do lixo.
Mariano Mendonça foi até o lixo, pegou as luvas, experimentou e disse:
- Se o dono procurar, diz que elas estão comigo.
Pires Ávila só balançou a cabeça. Dez minutos depois, todo o Regimento sabia da história, inclusive eu que odeio fofoca...

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