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23 de agosto de 2012

Acreditando na promessa de Dilma, militares aumentam pressão por reajuste

Matéria de O Globo de hoje informa que, segundo parlamentares da Comissão Mista de Orçamento, os militares aumentaram a pressão por reajuste em seus vencimentos. Os fardados estão apostando em um índice substancial, conforme promessa de Dilma Rousseff.
Os cálculos do Ministério da Defesa indicariam a necessidade de um aumento de 46,7%  para que o salário dos militares seja equiparado ao dos civis.
Confirmando notícia publicada ontem no blog, o índice do reajuste deve ser anunciado na próxima semana.
Leia a matéria em O Globo.

18 de agosto de 2012

Reajuste dos militares: Amorim volta de férias com a missão de desembrulhar o pacote

Força Militar: A novela do reajuste

MARCO AURELIO REIS
Foto: Divulgação
Amorim de férias em Fernando de Noronha: pacote o espera na volta | Foto: Divulgação
O ministro da Defesa, Celso Amorim, volta das férias hoje com a missão de desembrulhar o pacote com reajuste dos soldos e outras solicitações dos comandantes militares, entre elas o pagamento da dívida de até 28,86% a grupos de praças. Amorim será o responsável por definir com as três Forças qual a melhor forma de anunciar o pacote: se por meio de mensagem dos comandantes ou num grande evento, como o Dia do Soldado, comemorado no próximo sábado.
O índice de aumento não será fechado por Amorim. Virá de resultados de contas cujas variáveis serão definidas ao longo da próxima semana, após reuniões de técnicos do governo com servidores civis em greve. Quem está acompanhando as contas diz que só se sabe que o aumento para 2013 virá acima dos 5% que estão sendo oferecidos a maior parte dos servidores em greve. O entrave é garantir ainda índices para 2014 e 2015, de modo a repor perdas da inflação passada (avaliadas em 9% desde o último reajuste, em 2010), da inflação deste ano e estabelecer ganho real que reduza o abismo salarial entre militares e outras carreiras de Estado, como a Polícia Federal.

Fundo transparente
A primeira semana de trabalho promete apagar da memória do ministro os seus cinco últimos dias de descanso, em Fernando de Noronha na companhia da mulher, filha e dois netos. Passeou em navio do Projeto Natureza Viva, com o fundo transparente.

Pepino em Brasília
Na embarcação com fundo transparente, o ministro Celso Amorim e os familiares avistaram peixes e pepinos do mar. Abacaxis e outros ‘pepinos’ ficaram em Brasília.

Novos caças
Amorim estava no Hotel de Trânsito da Aeronáutica quando o Wall Street Journal publicou entrevista sua dizendo que a compra de novos caças da FAB ainda não tem data.

Crise econômica
As três fabricantes que concorrem para fornecer os novos caças ouviram do governo o mesmo argumento que os militares tiveram de aceitar para ter reajuste adiado deste ano para 2013: a crise econômica mundial fez o governo rever todos os planos.
O Dia Online/montedo.com

16 de agosto de 2012

Dilma tem compromisso de melhorar a remuneração nas Forças Armadas, diz ministro

Até R$ 22 bi para reajustes

JULIANA BRAGA

Executivo procura espaço no Orçamento de 2013 com o objetivo de contemplar servidores, que disputam recursos com incentivos à produção
Diante da insistência dos servidores públicos, cuja greve provoca transtornos à população e impõe pesados custos ao setor produtivo, a presidente Dilma Rousseff deu ontem sinal positivo para que o Ministério do Planejamento reserve recursos para reajustes a uma parte do funcionalismo em 2013. No quadro mais conservador, a proposta orçamentária que será encaminhada ao Congresso até 31 de agosto terá R$ 14 bilhões para a correção de salários, já incluídos os R$ 7,1 bilhões ofertados a professores (R$ 4,2 bilhões) e técnicos administrativos de universidades (R$ 2,9 bilhões). No cenário mais otimista, a fatura chegará a R$ 22 bilhões, ainda muito longe dos R$ 92 bilhões que os servidores querem. O que pesa contra a maior generosidade do Palácio do Planalto são os incentivos fiscais que Dilma ainda quer conceder ao setor produtivo. "Estamos fechando as contas. Mas o importante é que a presidente já indicou até quanto poderemos dar de reajustes", disse um técnico do Planejamento.
"Há um compromisso da presidente em melhorar as remunerações nas Forças Armadas. Ela não abre mão disso"
A reserva de recursos foi definida na reunião da junta orçamentária, na última segunda-feira. Mas ainda dependia do aval da presidente Dilma. Foi por essa razão que o Ministério do Planejamento não apresentou nada de concreto nas últimas conversas com representantes dos servidores. O governo havia suspendido as negociações por duas semanas para fazer as contas. Com isso, criou muita expectativa no funcionalismo. Porém, a demora para encontrar verbas no Orçamento acabou provocando frustrações nos grevistas, que elevaram o tom contra o governo, a ponto de prenderem o secretário de Relações do Trabalho do Planejamento, Sérgio Mendonça, por várias horas em um sala de reuniões do ministério.
O certo [...] é que as propostas de reajustes sairão ainda nesta semana ou no máximo, no início da próxima.
Está praticamente certo que uma parcela dos R$ 14 bilhões ou dos R$ 22 bilhões será destinada à correção dos salários do militares. "Há um compromisso da presidente em melhorar as remunerações na Forças Armadas. Ela não abre mão disso", afirmou um ministro ao Correio. Também tendem a ser beneficiados, mesmo que num patamar abaixo do pedido pelos sindicatos, os 120 mil trabalhadores que compõem o chamado "carreirão". Eles estariam com os salários distorcidos. "Esse pessoal não pode ser ignorado", acrescentou. O certo, segundo o ministro, é que as propostas de reajustes sairão ainda nesta semana ou no máximo, no início da próxima.

Tratamento específico
As centrais sindicais estiveram no Palácio do Planalto na manhã de ontem em reunião com o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. O encontro era para apresentar o plano de concessões anunciado pela presidente Dilma, mas a greve dos servidores dominou a conversa. O ministro disse que novas propostas devem ser apresentadas nos próximos dias. "Ele deu informação de que o governo terá uma proposta para o funcionalismo. Cada carreira vai ter um tratamento. Ele acha que já é um avanço. Mas não deu mais nenhuma informação, porque não tem nenhuma autorização. É o Planejamento (quem negocia)", relatou o presidente da Força Sindical, Miguel Torres.
Correio Braziliense, via cliping MP/montedo.com

21 de junho de 2012

Militares e professores devem ter reajuste maior que os demais servidores

Aumentos

Luiz Carlos Azedo
O Ministério do Planejamento pretende tratar de forma diferenciada os professores universitários e os militares, que terão reajustes maiores do que os demais servidores. O percentual está sendo negociado com o Ministério da Fazenda, mas quem vai bater o martelo é a presidente Dilma Rousseff, até a próxima semana.
Correio Braziliense-/montedo.com

18 de junho de 2012

Militares saem na frente para conseguir reajuste. Em 2013.

Gastos menores com militares
Correio Braziliense

Os militares saem na frente para conseguir reajuste em 2013. Integrantes da equipe econômica avaliam que diminuem cada vez mais os espaços para segurar o aumento na caserna. Dados do Boletim Estatístico de Pessoal do Ministério do Planejamento mostram que a participação dos militares no total das despesas da União, considerando os gastos dos três Poderes, vem diminuindo desde 2002, mesmo com aumento do seu contingente, enquanto a dos servidores civis em geral só aumenta.
Gastos menores com militares .jpg
Em 2002, último ano do governo tucano, o custo com o pessoal dos quartéis correspondia a 26,6% do total despendido pela União com o funcionalismo. No fim de 2011, esse percentual caiu significativamente, para 19,9%, com 9% de integrantes a mais. Já a participação das despesas com os servidores civis do Executivo passou de 52,7% para 56,7% no mesmo período, com o quantitativo aumentando menos, 6%.
O valor médio gasto pelo governo para cada militar também ficou para trás na comparação com os demais servidores, mesmo considerando os aumentos expressivos do salário mínimo pago aos soldados que prestam serviço militar obrigatório. Em 2002, a média era de R$ 2.411 por militar para R$ 2.784 gasto pelos civis. Em março de 2012, cada militar passou a consumir R$ 4.742, uma variação de 97%, enquanto os civis passaram para R$ 6.681, alta de 140%. Em relação ao Judiciário e ao Legislativo, a diferença é muito maior.
Para conter a insatisfação nos quartéis, o governo designou um grupo de trabalho com membros dos ministérios da Defesa e do Planejamento para elaborar a proposta de aumento. Ainda não há nada definido quanto ao percentual e como será dado. O último reajuste da categoria foi em 2008.
Os salários de oficiais-generais variam de R$ 16,6 mil a R$ 19 mil, incluídas as gratificações da carreira. Um major recebe R$ 11 mil e um coronel, R$ 13 mil. Os tenentes têm remuneração de R$ 6,6 mil e R$ 7,2 mil. Como não podem fazer greve, a pressão por aumentos vem dos familiares dos militares, principalmente no Congresso. Há também um movimento forte nos bastidores para elevar as remunerações. Os dirigentes das Forças Armadas não escondem a insatisfação e pressionam em público a presidente Dilma Rousseff, nas solenidades em que ela comparece.

Panelaço: Veja escancara situação salarial dos militares das Forças Armadas

Serviço público
Forças Armadas do Brasil: treinados, armados e mal pagos

Impedidos de fazer greve ou manifestações, os mais de 339 000 homens da Marinha, do Exército e da Aeronáutica viram seus salários serem achatados ao longo dos anos, o que criou distorções absurdas. Um comandante de porta-aviões, por exemplo, ganha menos que um gráfico do Senado Federal
Carolina Freitas e Gabriel Castro
Soldados do exército brasileiro
Soldados do Exército Brasileiro: muita responsabilidade, pouca remuneração (Orlando Brito)

Neste domingo, familiares de militares marcharam a partir das 15 horas pela orla da Praia de Copacabana no Rio de Janeiro em um protesto por aumento salarial. A manifestação, batizada de “panelaço”, aproveitou a presença de autoridades do governo e representantes internacionais no Forte de Copacabana para a Conferência Rio+20 para dar visibilidade à causa. Dados levantados pelo site de VEJA mostram a discrepância salarial entre os militares – que somam um efetivo de 339 364 homens - e os demais servidores públicos federais. Um operador de máquina do Senado Federal, responsável por colocar em funcionamento as máquinas do serviço gráfico da Casa, por exemplo, recebe salário de 14 421,75 reais. A vaga, preenchida por concurso, exige apenas Ensino Fundamental completo. Enquanto isso, um capitão-de-mar-e-guerra, o quarto posto mais alto dentro da hierarquia da Marinha e responsável, por exemplo, por comandar um porta-aviões, recebe remuneração de 13 109,45 reais. Veja outras comparações salariais e quanto ganha quem comanda as tropas ao final desta reportagem.
Os militares da ativa são proibidos de se manifestar. Por isso, escalaram suas mulheres para ir às ruas. Ivone Luzardo preside a União Nacional das Esposas de Militares (Unemfa) e é uma das articuladoras do protesto deste domingo. Ela causou alvoroço em março ao subir a rampa do Palácio do Planalto, em Brasília, de uso restrito da presidente. Tudo para chamar a atenção para as reivindicações salariais da categoria. Em maio, conseguiu entregar nas mãos da presidente um ofício com um pedido de audiência. Não obteve resposta. “O governo precisa separar a história da realidade”, afirma Ivone. “Os militares assumiram o poder nos anos 1960 porque ninguém queria um país comunista. Os que hoje estão no governo eram contra os militares na época. Criou-se um revanchismo.”
Outro líder do movimento é o militar reformado Marcelo Machado. Ele presidente a Associação Nacional dos Militares do Brasil, fundada há um ano e com sede no Rio de Janeiro e em Brasília. “A insatisfação é geral. Enquanto os comandantes das Forças Armadas têm salário de ministro, nós ficamos a pão e água”, diz Machado. “Os colegas não podem se manifestar, mas, por ser reformado, tenho sorte de ninguém poder me punir.” O movimento vem ganhando força a ponto de as duas associações terem marcado para 30 de agosto o 1º Congresso Nacional da Família Militar.
Sob a condição de anonimato, pelo temor de represálias, militares da ativa e da reserva aceitaram conversar com a reportagem do site de VEJA. Eles narram uma rotina de dificuldades financeiras, endividamento e condições precárias para as famílias de militares que são transferidos de cidade. “Há militares com 25 anos de serviço em capitais que residem em quarteis, em alojamentos paupérrimos, com a família a 200 quilômetros de distância, onde podem pagar pelo aluguel”, relata um subtenente com 27 anos de Exército.
Um capitão do Exército da reserva aceitou mostrar seu contracheque (veja detalhes na ilustração ao lado). Ele tem 60% de seu soldo, de 5 340 reais, comprometido com empréstimos e financiamento imobiliário. Ao soldo somam-se gratificações pelo tempo de serviço e por especialização na profissão que dobram o valor da remuneração. Mesmo assim, ele chega ao final do mês com salário líquido de pouco mais de 3 000 reais depois de 37 anos de dedicação às Forças Armadas. “A vida militar é um sacerdócio, não um emprego. Tenho sangue verde-oliva”, diz o orgulhoso senhor de 57 anos. “Porém, acho injusto um capitão contar o dinheiro para poder trocar de carro enquanto um funcionário de nível médio do Senado anda de automóvel importado.”
Entre as reivindicações das associações de familiares está o pagamento imediato de um porcentual de 28,86%, concedido por lei aos servidores públicos em 1993, durante o governo Itamar Franco, mas nunca entregue aos militares. Em 2003, o Supremo Tribunal Federal editou uma súmula garantindo o pagamento às tropas. Em 2009, a Advocacia-Geral da União reconheceu a decisão. De acordo com o Ministério da Defesa, no entanto, o estudo para pagamento do reajuste está sob análise do Ministério do Planejamento. “A implementação de novos valores dependerá de análise do governo federal, observada a conjuntura econômico-financeira do país”, informou a Defesa. O ministério informou ainda que tem dialogado com o Planejamento “visando a melhoria da remuneração dos militares das Forças Armadas”. Não há, no entanto, previsão de quando pode haver uma resolução sobre o assunto.
Em 2011, a folha de pagamento das três Forças somou 46,56 bilhões de reais, sendo 17,54 bilhões de reais destinado ao pessoal ativo e 29,02 bilhões de reais para inativos e pensionistas.

Fuga da carreira militar
A pouca atratividade financeira da carreira tem feito minguar os quadros das Forças Armadas. Levantamento feito com base em dados do Diário Oficial da União mostra que, de janeiro de 2006 até maio de 2012, 1 215 militares deixaram a carreira. O Exército foi a força que mais perdeu pessoal, 551 homens, seguido pela Marinha, 405, e Aeronáutica, 229. Os detalhes estão no gráfico abaixo. O estudo foi organizado pela assessoria do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), porta-voz das tropas no Congresso. “Tem muitos oficiais saindo para ganhar mais em outras áreas. E o gasto que o governo tem para formar um militar é altíssimo”, afirma Bolsonaro. “O governo usa o pretexto da indisciplina para nos subjugar.”

As associações de familiares procuraram um por um os parlamentares para pedir a eles apoio para pressionar o governo Dilma Rousseff a conceder aumento. Os apelos tiveram pouca reverberação no Congresso. Além de Bolsonaro, apenas o senador Roberto Requião (PMDB-PR) deu sinais de apoio à causa. Em audiência da Comissão de Relações Exteriores e Defesa da Casa com o ministro da Defesa, Celso Amorim, Requião falou sobre a necessidade de valorizar a carreira militar e sugeriu o agendamento de um encontro na comissão, com a presença do ministro, para tratar do assunto. Até agora, nada está marcado, no entanto.

Promessas
Apesar de todos os entraves agora colocados pelo governo, um plano de reajustes para a categoria estava previsto na Estratégia de Defesa Nacional, lançada em 2008, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, e, ainda, em uma carta da então candidata à Presidência Dilma Rousseff, de 2010. Diz o documento assinado por Dilma e entregue à época aos representantes das Forças Armadas: “Os índices de reajuste salarial conquistados nos últimos dois mandatos presidenciais são uma garantia de que continuaremos efetuando as merecidas reposições.” As tropas, unidas, continuam à espera.

Responsabilidades demais, remuneração de menos
A defasagem dos rendimentos dos militares fica mais evidente quando os salários são comparados aos de funcionários do Congresso Nacional, que estão entre os mais bem pagos do serviço público. Veja quatro exemplos dessa distroção

Faixa salarial: até 5 000 reais
NAS FORÇAS ARMADAS
Cargo: Primeiro-sargento - Salário: 4 844 reais. Atribuições: Na Aeronáutica, uma das funções é coordenar o controle do tráfego aéreo em aeroportos
NO CONGRESSO NACIONAL
Não existem servidores efetivos nessa faixa salarial. Faxineiros e ascensoristas, terceirizados, são os únicos a receber valores abaixo de 5 000 reais.

Faixa salarial: até 10 000 reais
NAS FORÇAS ARMADAS
Cargo: Capitão - Salário: 8 154 reais -Atribuições: No caso da Aeronáutica, pilotar caças como o Mirage 2000, que custa 20 milhões de reais
NO CONGRESSO NACIONAL
Cargo: Nessa faixa salarial, também não existem servidores concursados no Congresso. Esse valor equivale aos rendimentos de um assessor comissionado de sexta categoria, nomeado no gabinete de um deputado federal. Para ocupar o posto, basta ser escolhido pelo parlamentar
Salário: 8 673 reais
Atribuições: Executar tarefas simples de apoio ao deputado.

Faixa salarial: até 15 000 reais 
NAS FORÇAS ARMADAS
Cargo: Capitão-de-mar-e-guerra (Marinha) - Salário: 13 109 reais - Atribuições: No caso da Marinha, é este o posto dos responsáveis por comandar um porta-aviões
NO CONGRESSO NACIONAL
Cargo: Operador de máquina
Salário: Até 14 421 reais
Atribuições: Colocar em funcionamento as máquinas do serviço gráfico do Senado. Exige apenas o Ensino Fundamental.

Faixa salarial: mais de 15 000 reais
NAS FORÇAS ARMADAS
Cargo: General-de-brigada (Exército) - Salário: 16 646 reais - Atribuições: Comandar um grupo de até 5 000 homens em combate
NO CONGRESSO NACIONAL
Cargo: Técnico Legislativo
Atribuições: Digitar documentos, auxiliar na realização de tarefas rotineiras. Exige apenas Nível Médio
Salário: Até 16 563 reais.
Veja.com/montedo.com

Panelaço na Rio+20 contado por quem estava lá

MANIFESTAÇÃO EM COPACABANA Pelo REAJUSTE DOS MILITARES





                                                                       O Rio estava um caos, Aterro do flamengo interditado e engarrafamentos na Lagoa, só conseguimos chegar as 15:45 em Copacabana. Ainda no posto 5 perguntamos a alguns soldados de serviço se o pessoal ja tinha passado, responderam que não, e que um oficial do Exército acabara de lhes perguntar a mesma coisa.
Caminhamos em direção ao Copacabana Palace, centenas de metros antes ja era possível ouvir o som de apitos e tambores. Lá estavam cerca de 250 pessoas, entre militares das Forças armadas, seus familiares e alguns representantes dos movimentos dos Bombeiros e Policia militar do Rio. A passeata, depois de permanecer estacionada em frente ao Copacabana Pálace até pouco mais de 17:00, iniciou sua caminhada pela orla de Copacabana informando a sociedade sobre a situação salarial das Forças armadas Brasileiras. Com faixas em português e inglês. Notamos que após o inicio da movimentação mais pessoas se agregaram ao movimento, que avançava de forma exemplarmente pacífica e organizada.
Militares com camisas pintadas com pedidos de 135%, outros com nariz de palhaço e a maioria de "cara limpa" mas com a indignação estampada em seus rostos.
Diferente das manifestações anteriores organizadas somente pela UNEMFA, onde predominava a presença de esposas dos militares, percebemos que desta vez, talvez por conta do apoio de associações como Bancada Militar, AMARP e AMNB, havia um número bem mais significativo de militares presentes.
Um manifestante entrevistado, que se declarou militar da ativa, disse que esperava que a família militar comparecesse em peso, mas que não se sentia desestimulado com o pequeno número de manifestantes, " entendo que o movimento foi válido", "as coisas estão mudando", disse.
Nas proximidades havia outra manifestação, com um enorme carro de som, que cedeu alguns minutos para que IVONE LUZARDO discursasse acerca das necessidades da família militar. Muitos veículos quando passavam buzinavam ou expressavam de várias formas seu apoio à reivindicação da família militar. 
Sociedade Militar/montedo.com


Do Facebook
Ainda não foi a participação que esperávamos,mas umas 300 pessoas atenderam ao chamado,e foi um movimento ordeiro,firme e entusiasmado,ficamos em frente ao Hotel copacabana palece,no sinal,mostrando nossas faixas,sendo fotografadas por gente de todo mundo,ficamos ali por mais ou menos 1 hora,sendo usado o megafone para nos dirigirmos aos povos que passavam ,que não era poucos,em seguida quando já tínhamos um numero para iniciarmos a marcha,dobramos nossos joelhos em pleno calçadão de Copacabana em frente ao hotel e fizemos uma oração,nos levantamos , nos enfileiramos com nossas faixas e começamos a marcha rumo ao forte de Copacabana, falando a sociedade o que os militares das forças armadas estão sofrendo com essa politica revanchista, o sucateamento das forças armadas,as condições de trabalho dos militares,seus direitos negados,e por onde passávamos sentiamos o apoio do povo que paravam e alguns gritavam pra nós isso mesmo apoio,também víamos os caminhôes do exercito que faziam ronda passarem por nós e levantarem os braços sinal de apoio a luta,a presença de militares dos bombeiro e policiais,foi gratificante falar a sociedade que as forças armadas pertence ao povo brasileiro esse brado quando falávamos o povo se voltava pra nós a nos fotografar e dizer isso mesmo,dizer a sociedade carioca que as forças armadas é a linha de frente no processo de pacificação das comunidades,e da retribuição que recebemos dos políticos, que vão usar isso em palanques,foi um brado de justiça forte que demos naquele lugar,o movimento tem crescido, e união em torno do ideal da dignidade tem levado mais soldados a essa fileira, ao final juntos com populares cantamos o Hino Nacional, com um entusiasmo e uma vibração que foi lindo, e uma mensagem gravada por dona Ivone para chegar até Dilma,a todos dessa corrente obrigado pelo incentivo e as orações por esse evento,esse recado do Rio foi dado,vamos a luta e faixas em todos os estados, nós vamos conseguir, um abraço a todos.
M.A.

4 de junho de 2012

Proposta de audiência no Senado ultrapassa 170.000 apoios. Será que 300.000 é sonho?


A proposta de debate sobre aumento salarial nas Forças Armadas no Senado já ultrapassou a marca de 170.000 apoios. É um número muito expressivo, mas podemos fazer muito mais. Lembrem-se destas dicas:
1º - Continuar espalhando na web essa corrente pedindo apoio para a petição. Quanto mais apoios, melhor. Os números falam por si. Podemos chegar a 300.000 apoios.
2º - Pressionar todos os senadores da República, exigindo a apreciação da Petição.
       Neste link, você tem acesso aos e-mail e telefones de cada um deles. Aqui, você pode enviar uma mensagem direta.
3º - Divulgar em todos os sites e blogs possíveis os números que a petição está alcançando.
4º Vamos colocar a tag #ReajusteFFAAeuapoio! nos trendings topics do Twitter.

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