28 de agosto de 2012

Soldados do Exército são flagrados usando maconha durante exercício militar

Soldados do Cavex são presos com maconha durante treinamento
Três militares foram flagrados por oficiais na represa do Jaguari.
Eles estão presos e poderão ser expulsos da corporação.

Taubaté (SP) - Três soldados do Cavex (Comando de Aviação do Exército) de Taubaté foram presos em flagrante, fazendo uso de drogas durante um exercício militar na última sexta-feira (24).
De acordo com o Cavex, o trio atuava em apoio a um treinamento militar de mergulho na represa do Jaguari, em Jacareí, quando foram flagrados por oficiais usando maconha. A substância apreendida com os militares passou por uma perícia preliminar, que comprovou se tratar do entorpecente.
Por meio de nota, o Cavex informou que não admite este tipo de conduta, considerada crime militar. Os soldados estão presos no Cavex, em Taubaté, à disposição da 1ª Auditoria Militar de São Paulo. O caso será julgado pela Justiça Militar e os três soldados podem até ser expulsos da corporação.

O general e o boateiro

Rogério Mendelski 
O Brasil é o país da piada pronta, dizem os humoristas. Há casos que confirmam a nossa situação de nação que se presta a produzir algumas maledicências e muitas anedotas. Uma delas, por exemplo, conta a história de um boateiro incorrigível que tinha o prazer de criar factóides ou simplesmente de espalhar boatos.
Entre suas maldades verbais estavam os militares. Qualquer boato que inventava sempre tinha um militar no meio de suas maledicências e foi aí que um comandante de um regimento mandou prendê-lo.
“Vamos dar um susto nesse boateiro”, disse a um grupo de soldados encarregado de prendê-lo. No quartel, bastante assustado, o boateiro ficou sabendo que seria fuzilado, na madrugada seguinte. Apesar de suas juras de nunca mais espalhar boatos e de implorar por clemência, na hora marcada, com o pelotão de fuzilamento perfilado, o boateiro teve os olhos vendados e empurrado de costas para um paredão. Até um capelão deu-lhe a extrema-unção seguindo toda a liturgia exigida. Ali, sozinho, aterrorizado pelo fim de sua vida, ouviu o próprio general dar as ordens de execução: “Pelotão, apontar! Pelotão, fogo!” O boateiro esperou pelo tiro no coração que não veio, mas mesmo assim, urinou nas calças. Ele ouviu apenas as gargalhadas dos soldados e, logo após, o general foi ao seu encontro, tirou-lhe a venda e ordenou: “Agora, suma daqui e nunca mais espalhe boatos. Aprenda a lição para sempre”. Suas pernas tremiam, mas ele teve tempo de sair do quartel e tomou o primeiro táxi que passou. O motorista vendo seu estado perguntou “o que tinha acontecido?” O boateiro, recuperado do susto, encarou o taxista e disse com um sorriso no canto da boca: “Sabe da última? O Exército está sem munição.” 
Na semana passada, o general da reserva Maynard Santa Rosa, ex-secretário de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais do Ministério da Defesa, afirmou que o Exército “possui munição somente para menos de uma hora de combate” E isso não é um boato.
Rádio Guaíba/montedo.com

General Enzo diz que Exército terá 1200 viaturas e 86 blindados até o final do ano

General Enzo: Exército pode voltar a atuar no Rio
Comandante-Geral põe forças militares à disposição em grande eventos

Luciano Pádua
O comandante-geral do exército brasileiro, General Enzo Martins Peri, confirmou nesta segunda-feira (27) que, caso seja necessário, o exército ficará à disposição do governo do Rio para auxiliar nos grandes eventos que a cidade sediará nos próximos anos.
“Nas condições aqui no Rio, nas quais o governador solicitou à presidência da República, e sendo autorizado por ela, não há dúvida (que o exército atuará). Estaremos onde for o caso e onde for necessário, cumprindo as condições que a constituição estabelece”, afirmou o general, em evento na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) que lembrou o Dia do Soldado.
Segundo o comandante-geral, as Medidas Provisórias 572 e 573 aprovaram uma abertura de crédito extraordinário para a entidade. Somadas as duas MPs, os recursos ultrapassam R$ 1,7 bilhão para a compra de novos equipamentos.
“Na MP 572, de 380 milhões, foram adquiridas cerca de 1.200 viaturas, que serão recebidas até o fim do ano. Na MP 573, em uma parte, já foi assinada a aquisição de 86 veículos Guarani (blindado utilizado para transporte de pessoal). A outra parte está em processo de aquisição, na maioria caminhões, que serão fabricados no ano que vem. Está tudo sendo providenciado. Vai ser um reforço alentador para o exército brasileiro”.

Copa do mundo e Olimpíadas
O atual comandante do Comando Militar do Leste (CML), Adriano Pereira Júnior, no cargo há dois anos e quatro meses, passará a chefia do CML ao general Francisco Carlos Modesto na próxima quinta-feira (30). Pereira coordenou as operações da Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio + 20) e a Força de Pacificação que ocupou os complexos de favelas da Penha e do Alemão. Ele chefiará, no Ministério da Defesa, a parte ligada à logísticado Estado Maior.
"O principal motivo de tudo ter dado certo foi a parceria entre Exército, Marinha e Força Aérea, mais as Polícias Militar, Civil, Federal, a Guarda Muncipal e a CET-Rio", destacou Pereira. "A ONU considerou que, nos últimos anos, entre as últimas reuniões de cúpula, a Rio+20 foi a que apresentou a melhor logística e a melhor segurança. A Embratur fez uma enquete e a segurança teve índice de quase 100%. Demos uma demonstração para o mundo de que estamos prontos não só para a Rio+20, como para a Copa do Mundo e as Olimpíadas".
O general Modesto corroborou a posição do comandante-geral do exército sobre a atuação das forças militares nos grandes eventos que acontecerão no Rio. "O exército brasileiro, cumprindo determinações da presidência, estará sempre pronto para colaborar na manutenção da segurança naquilo que for necessário", disse, sem revelar se já há algum planejamento de ações durante os grandes eventos.

'Salvação'
Apesar do clima ameno do evento, o presidente da ACRJ, Antenor Leal de Barros, fez considerações sobre a importâncias das Forças Armadas para salvar "o país das trevas", referindo-se a uma possível revolução comunista.
“Foram as Forças Armadas que salvaram este país das trevas. As trevas do fim da liberdade, para se ler o que se quer, de andar de um lugar para o outro. Devemos ao exército e às Forças Armadas as liberdades que hoje dispomos. Se algum excesso foi cometido, o perdão foi dado a todos”, concluiu Barros.
Jornal do Brasil/montedo.com

FX-2: França diz que oferta de aviões Rafale para o Brasil é 'a melhor'

França diz que oferta de aviões Rafale para o Brasil é 'a melhor'

O ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, defendeu que a oferta dos 36 caças Rafale, da companhia Dassault, que o país pretende vender ao Brasil, "é melhor" do que a das outras duas empresas que também estão na disputa, uma americana e uma suíça.
"Consideramos que é a melhor proposta, em diferentes planos, mas em particular no âmbito tecnológico", indicou o chefe da diplomacia após se reunir em Paris com o ministro de relações exteriores do Brasil, Antonio Patriota.
Os Rafale concorrem com os F/A-18E/F Super Hornet, da americana Boeing, e com os Gripen NG, da sueca Saab, em um processo de licitação internacional que está suspenso há vários meses por razões orçamentárias.
"A proposta francesa segue vigente, mas a decisão é dos brasileiros", acrescentou Fabius em uma entrevista coletiva na qual qualificou como "excelente" a cooperação entre ambos os países. Patriota, por sua vez, fechou o tema alegando que por enquanto não há "nenhum elemento adicional" e que a decisão está a cargo da Presidência e o do Ministério da Defesa.
A reunião e o posterior encontro serviram para que ambos os ministros ressaltassem, além disso, a vontade de passar a relação bilateral a uma "fase superior", cooperando nos âmbitos econômicos, culturais, científicos e educativos.
A partir de agora e de maneira intercalada, segundo os dois chanceleres, haverá um encontro anual entre seus respectivos presidentes - François Hollande e Dilma Rousseff, seus ministros da Defesa e conselheiros diplomáticos a fim de estreitar esse vínculo.
"Queremos que os mecanismos já existentes sejam mais dinâmicos", acrescentou Patriota, que decidiu também reativar o trabalho de um grupo econômico e comercial de alto nível.
Terra (EFE)/montedo.com

Especial: o Brasil na Segunda Guerra Mundial (II)

O Brasil em Armas
A Alemanha afunda nossos navios e o País reage: é o começo da guerra


A Marinha do Brasil não estava equipada para enfrentar a ameaça dos submarinos alemães. O Brasil forma uma Força Expedicionária para mandá-la à Europa com um Grupo de Aviação de Caça

27 de agosto de 2012

Soldado da FAB é morto a tiros em show do Olodum

Um soldado da Aeronáutica é morto e outro é baleado em show do Olodum em Salvador

Aliny Gama
Um soldado da Aeronáutica morreu e outro ficou ferido na tarde deste domingo (26) durante um show da banda Olodum, ocorrido no estacionamento do Dique do Tororó, em Salvador (BA). O autor dos disparos é um adolescente de 16 anos que foi apreendido em flagrante por dois policiais militares que faziam a segurança da festa.
O jovem Diego Santos Lima, 19, foi atingido por dois tiros e morreu no local. O enterro dele deve ocorrer na tarde desta segunda-feira (27). Já o outro militar, Paulo Roberto dos Santos, 23, foi socorrido para o HGE (Hospital Geral do Estado), mas nesta manhã foi transferido para um hospital da rede particular de Salvador. O estado de saúde dele é estável.
O acusado está apreendido na DAI (Delegacia do Adolescente Infrator), à disposição do MP (Ministério Público Estadual), que deve encaminhar o caso à Justiça. Ele deve ser transferido para a 2ª Vara da Infância e da Juventude em Salvador na tarde desta segunda.
Segundo informações da polícia, o adolescente confessou que tinha uma rixa com os dois soldados e aproveitou para “fazer o acerto de contas” durante o show.
“Ele contou que teve desentendimento anterior com ambos os soldados e usou um revólver 38 para deferir tiros contra as vítimas”, contou a delegada da DAI, Claudenice Mayo.
A delegada informou ao UOL que o pai de Paulo Roberto prestou depoimento, mas nada que esclarecesse sobre a motivação do crime. "Ele afirmou que o filho era uma pessoa de bem e não tinha inimigos”, disse.
Outros familiares, inclusive a namorada de um dos jovens, devem ser chamados para prestar depoimento nos próximos dias.

O show
O crime aconteceu durante a realização do projeto “Música e Cultura Olodum – Bairro a Bairro”, que conta com apresentações do grupo afro Olodum, em homenagem aos 214 anos Revolta dos Búzios – movimento que lutou pela Independência da Bahia – lembrado neste mês. O evento foi gratuito e teve apoio do governo do Estado. Após o tiroteio, o evento foi suspenso.
UOL/montedo.com

Histórias da FEB: Florício Mendes

Com Dilma, milicos ganha mais espaço no Planalto

Dilma dá a militares mais espaço dentro do Planalto
A presidente Dilma Rousseff está ampliando o espaço dedicado a arapongas e militares na área do Palácio do Planalto...

Dilma dá a militares mais espaço dentro do Planalto
"Governo Dilma executou R$ 347 milhões em despesas 
com ações da Agência Brasileira de Inteligência"
A presidente Dilma Rousseff está ampliando o espaço dedicado a arapongas e militares na área do Palácio do Planalto. Três novos anexos estão sendo construídos nos fundos da sede do governo federal para abrigar mais funcionários contratados pelo Gabinete de Segurança Institucional, a antiga Casa Militar que perdera influência nos anos 1990. Além do aumento do espaço físico e do número de agentes na ativa, a Presidência elevou os gastos com a espionagem oficial.
Em seu primeiro ano, o governo Dilma executou R$ 347 milhões em despesas com ações da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), órgão do GSI que se chamava Serviço Nacional de Informações (SNI) no tempo da ditadura militar (1964-1985). É o maior valor gasto pelo Executivo nessa área nos últimos cinco anos - R$ 32 milhões a mais que no ano anterior. Já a despesa com a área civil caiu de R$ 490 milhões em 2010 para R$ 436 milhões no ano passado.
A estimativa é de que o número de militares e espiões lotados no Planalto aumente com a inauguração dos novos pavilhões. Em 2002, o efetivo do GSI era de 649 agentes. Quando Luiz Inácio Lula da Silva deixou o governo, em 2010, o número chegava a 800. Agora, no começo de 2012, o gabinete conta com 907 militares e espiões, sendo 46 com funções gratificadas. Dos 3.066 funcionários lotados no Planalto, quase um terço é militar.
Necessidades. Em nota de esclarecimento, o GSI limitou-se a informar que os novos prédios vão abrigar apenas funcionários dos setores administrativo e de apoio e a Guarda Militar, subordinada ao Comando do Exército. O comunicado enviado à reportagem não inclui arapongas na relação.
"Os três pavilhões que estão sendo construídos nas dependências do Planalto, distribuídos em administrativo, de apoio e garagem, têm como propósito atender às necessidades da Secretaria de Segurança Presidencial e servir como Alojamento da Guarda Militar. A obra está em fase de conclusão, faltando o trâmite de ligação elétrica e rede telemática", destacou o comunicado, sem citar valores.
Atualmente, a estrutura do Planalto conta com o prédio principal, de quatro andares e um subsolo, inaugurado em 1960 pelo então presidente Juscelino Kubitschek, e garagens e quatro anexos, onde funcionam a Vice-Presidência, a segurança, e outros órgãos. Os seguranças e arapongas do GSI ainda dividem espaço no quarto andar do prédio principal com funcionários da Casa Civil, da Secretaria de Relações Institucionais e da Secretaria-Geral, outras três pastas que funcionam no Planalto.
Com os novos anexos, o general José Elito, chefe do GSI, será o ministro com maior espaço físico na Presidência. Além de mandar na Abin, ele é responsável pela segurança presidencial e por abastecer o gabinete da presidente com informações sigilosas sobre setores diversos. É também o menos influente ministro que trabalha no Planalto. A relação dele com Dilma é fria, avaliam interlocutores do governo.

Civis
De 2010 para 2011, o Planalto reduziu gastos com apoio administrativo e ações políticas. Só as despesas com comunicação ficaram no mesmo patamar - R$ 180 milhões em 2010 e 2011. Os dados foram obtidos no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), por técnicos da assessoria de Orçamento do DEM no Congresso.
A Secretaria-Geral da Presidência, do ministro Gilberto Carvalho, foi um dos setores civis que mais perderam verba e prestígio. O antecessor de Carvalho, Luiz Dulci, era o responsável pelas viagens apoteóticas de Lula pelos sertões.
A Secretaria-Geral chegou a montar uma rede de agentes sociais para recepcionar o presidente nos deslocamentos pelo País que, agora, perdeu espaço. A dotação executada de despesas de Lula com a máquina civil só aumentava, passando de R$ 459 milhões em 2009 para R$ 490 milhões em 2010.
Ao contrário das despesas do setor civil, os gastos da arapongagem continuaram em ritmo crescente após a mudança de governo. Em 2007, a administração Lula executou R$ 172 milhões com as ações da Abin. A despesa passou para R$ 211 milhões em 2008, R$ 257 milhões em 2009 e R$ 315 milhões em 2010
Estadão/montedo.com

Alunos da ECEME assistem palestra em Manaus

Caças da FAB: a novela F-X

FAB e a novela F-X.

Pois é, faz um longo período que não posto nada, muito menos sobre aviação!
Esperava que ao voltar, viesse até aqui para falar do novo caça da FAB, sobre alguma evolução do F-X2 ou até mesmo algum novo planejamento da FAB. O que não é o caso, muito pelo contrário… Fazem duas semanas o resultado do F-X2 foi adiado por mais 6 meses e já se fala em um novo cancelamento e nascimento do F-X 3!
Pouco antes, tive a oportunidade de ver 4 F-18 em Pirassununga-SP, na AFA, sendo 2 CF-18 da Força Aérea do Canadá e 2 F/A-18 Super Hornet da Marinha Americana. A vinda dessas aeronaves evidenciou o crescimento do Super Hornet na disputa, chegando na minha opinião ao empate com o Rafale Francês. A Boeing inclusive trouxe seu piloto de testes e demonstração na ocasião, mostrando a importância da concorrência para a empresa.
F 18 Super Hornet
Tudo andava bem, até adiarem o F-X2 o que pode ser bom ou ruim, ainda cedo para dizer. Mas acredito que postergar essa decisão por mais 6 meses pode deixar a FAB a pé, literalmente!

Por que pode ser bom adiar tal decisão?
Fala-se em novo F-X3, provavelmente com os 2 favoritos atuais disputando o short list do possível F-X3, mas esses ganhariam um candidato com muito peso e que para mim deveria estar no F-X2, erro não incluí-lo… o PAK FA da Rússia.
Esse é o único ponto positivo, mas é um ponto de peso, pois os Russos não só transfeririam a tecnologia de um caça de 5° Geração (5°!!!) bem como participaríamos de todo o processo de desenvolvimento do caça, atualmente a Índia faz parte do programa do caça Russo que tem tudo para ser o caça a ser batido no futuro próximo. E poderíamos ter esse caça bem aqui no Brasil. Não duvido dessa hipótese pois a pouco tempo compramos equipamento russo, o Helicóptero de ataque Mil Mi-35 Hind, o que mostra alguma aproximação com a industria bélica daquele país e que pode ter tirado um pouco do preconceito com equipamento russo, que se vê muito por aqui.

E por que pode ser ruim adiar ta decisão?
Adiar o F-X2 por mais seis meses aperta ainda mais o cronograma de entregas dos caças vencedores, lembrando que os primeiros F-5EM/FM, que são a espinha dorsal da FAB, começam a se retirar de serviço em 2015 e não ao contrario do que foi feito no cancelamento do F-X para F-X2, não podemos mais atualizar esses caças para cobrir essa lacuna, as células dos caças já atingiram seu limite de vida útil, não podemos mais atualizar os F-5 além do que já foi feito. São caças bons para manter na defesa do país, mas não tem capacidade de ataque de longas distancias e de sobreviver em cenário hostil, longe dos sistemas que o auxiliam dentro do território e que lhe dão alguma vantagem.
PAK FA
Então estaríamos a beira de um “apagão aéreo” na defesa do país, a FAB sem caças que poderiam exercer a superioridade aérea, estariam somente os A-1M em operação, visto que o Mirage 2000 também tem o serviço na FAB com seus dias contados e deve aposentar no máximo em 2014.
Tenho certeza que esse assunto não está sendo levado a sério pelas autoridades, não ocorre somente com a FAB… Marinha e Exercito estão com seus problemas também, mas com a Defesa do País não se pode brincar ou deixar para depois, ainda mais em um país que almeja um assento no conselho de segurança da ONU e que é tão rico em seus recursos naturais.
Resta-nos agora torcer pela decisão o quanto antes, e caso o F-X3 venha a se concretizar, só valeria a pena se o PAK FA fosse um dos aviões na disputa, se não seria apenas mais um tempo precioso perdido.
Abraço a todos!
O Patriota/montedo.com

Militares brasileiros temiam invasão da Argentina antes da Segunda Guerra

O Brasil em Armas
Militares temiam invasão da Argentina
Documentos secretos revelam que Brasil não conseguiria conter um ataque no RS

O fantasma de uma possível invasão argentina assombrava as mentes dos militares brasileiros no período que antecedeu o início da 2.ª Guerra Mundial. Documentos secretos do Conselho de Segurança Nacional mostram que o governo brasileiro sabia que seria impossível impedir um ataque argentino pelo sul do País, tamanha era a fragilidade das tropas nacionais no local. Além disso, a precariedade do sistema ferroviário fazia com que o governo brasileiro tivesse a consciência de que tampouco seria possível organizar a tempo um contra-ataque contra os argentinos.
Documento de 11 de janeiro de 1938, classificado como secreto, trata dessa situação. Nele é proposta a construção de uma segunda via férrea até a região para garantir a mobilidade de transportes e, principalmente, das tropas brasileiras. "O Estado-Maior do Exército insiste pela realização desses empreendimentos, que solicita há vários anos, como imperiosamente necessários à defesa nacional", diz o documento.
O Conselho de Segurança Nacional simula nesse trabalho a eventual evolução das tropas argentinas, caso houvesse a decisão de ataque pelo Sul. "Em cerca de 40 dias, a contar da declaração de guerra, a totalidade do exército ativo argentino estará concentrado em Corrientes e poderá invadir o Rio Grande do Sul", diz o texto. "Em face de tais possibilidades, quais são as do Brasil?", questiona o conselho. "Como valor, o Exército de campanha brasileiro é muito inferior ao argentino", define categoricamente o documento.
A partir daí, descreve em tom de angústia a incapacidade do Brasil em deslocar seus efetivos em tempo hábil para reagir à invasão dos vizinhos. "Em 270 dias, depois de declarada a guerra, a Argentina poderá ter no Rio Grande do Sul 12 divisões do exército, 4 de cavalaria e outros elementos. E o Brasil só poderá ter 7 a 8 divisões de infantaria e 3 de cavalaria. Quer isso dizer que dificilmente se poderá impedir a invasão do território brasileiro", diz o estudo. "A situação é extremamente angustiante! Metade do Estado do Rio Grande do Sul terá sido perdido."
Outro documento secreto de 7 de julho de 1937 já tratava do problema, recusando a proposta argentina de fazer parceria com Brasil e Uruguai para a construção de uma usina hidrelétrica no Rio Uruguai. Para o Conselho de Segurança, a obra só beneficiaria os argentinos e ainda ampliaria a superioridade estratégica do vizinho. O texto também analisa a proposta sob o ponto de vista militar. "Sob esse aspecto, o empreendimento é de todo desfavorável ao Brasil. Primeiramente, a Argentina possui organização militar e meios bélicos superiores aos do Brasil", descreve. "No caso de guerra Brasil-Argentina, o Brasil não poderá utilizar a via marítima para levar tropas ao Rio Grande do Sul. A esquadra argentina, por ser mais forte que a nossa, barrará essa via." / M.M.
Estadão/montedo.com

Especial: o Brasil na Segunda Guerra Mundial

O Brasil em Armas
"Estado" traz especial sobre participação do Brasil na guerra
Há 70 anos o Brasil entrava em guerra pela última vez. O "Estado" reuniu textos, imagens e depoimentos para contar essa história

26 de agosto de 2012

'Fomos cercados e recebidos a tiros', diz major do Exército que atuou na Síria

'Fomos cercados e recebidos a tiros', diz militar brasileiro que atuou na Síria
Major que chefiou equipe de monitores da ONU fala ao G1 sobre o conflito.
Militares foram alvo de tiros de fuzil e viram corpos decapitados pelas ruas.

Tahiane Stochero
O major Eduardo Bordeaux Mattos, de 38 anos, oficial do Exército brasileiro, foi convocado em maio desse ano para chefiar uma equipe da Organização das Nações Unidas (ONU) na Síria. A missão era monitorar o conflito nas ruas de Aleppo, cidade mais disputadas entre as forças rebeldes e as tropas fiéis ao governo do presidente Bashar al-Assad.
Fomos cercados e alvo de tiros várias vezes. [...] uma granada foi colocada sobre o vidro e explodiu o carro. Por sorte, conseguimos sair a tempo e ninguém ficou ferido" Eduardo Bordeaux Mattos, oficial do Exército brasileiro
'Fomos cercados e recebidos a tiros', diz militar brasileiro que atuou na Síria (Foto: Eduardo Bordeaux/Arquivo   pessoal)
Major brasileiro chefiou time de monitores da ONU
na Síria (Foto: Eduardo Bordeaux/Arquivo pessoal)
Em meio aos intensos confrontos, Mattos foi alvo de tiros e viu corpos decapitados. O militar voltou ao Brasil, na última sexta-feira (17), depois que o trabalho da ONU foi encerrado pelo Conselho de Segurança, devido ao fracasso em conter a violência na região.
"Fomos cercados e alvo de tiros várias vezes. Durante protestos, milhares de pessoas tentaram virar os veículos blindados da ONU, que pesam mais de cinco toneladas. Em certa ocasião, uma granada foi colocada sobre o vidro e explodiu o carro. Por sorte, conseguimos sair a tempo e ninguém ficou ferido", diz Mattos, em entrevista exclusiva ao G1.
Apesar dos ataques, o oficial brasileiro e os demais monitores da ONU não puderam usar armas para se defender. Não portar armamentos foi uma das exigências do governo sírio e de outros países para o envio da missão de observadores, em maio deste ano, quando os dois lados do conflito concordaram em negociar um fim para a guerra civil no país.
A atuação da imprensa na região é limitada. Apesar de não haver números oficiais, a oposição síria diz que o conflito já deixou mais de 24 mil mortos, a maioria composta de civis. O conflito, iniciado em março de 2011 depois que o governo reprimiu violentamente protestos por mais democracia no país, já chegou à capital Damasco (veja o infográfico no fim da reportagem).
Além do major, outros 10 oficiais das Forças Armadas brasileiras foram enviados à Síria. Todos retornaram ao Brasil na última semana. "A situação é muito complicada. Qualquer um dos lados que decidir entrar com mão pesada para tentar vencer vai matar muita gente. Se o Ocidente der apoio à oposição, os combates irão aumentar e quem vai sofrer é a população. O mesmo ocorrerá do outro lado, se Assad mandar bombardear comunidades habitadas", diz Mattos.
O militar, que está de volta ao trabalho na Brigada de Infantaria de Selva, em Boa Vista (RR), onde atuava antes da convocação, fala que “o povo sírio diz não apoiar nenhum dos lados" do conflito. "Eles afirmam que só querem que tudo volte à normalidade, desejam a paz para o país", relata.
Segundo o major, antes de cada patrulha, o time da ONU fazia contatos com ambos os lados, informando previamente itinerários, para evitar emboscadas. E, em alguns casos, recebeu alerta de que o acesso não seria permitido ou que era "arriscado" entrar em alguma área.
"Nossa missão era relatar abusos dos dois lados. E não interferir no que ocorria. Tínhamos acesso a áreas dos rebeldes e do governo, ouvíamos a população e os combatentes dos dois lados. Se havia abuso, detenções arbitrárias, excessos contra a população, relatávamos. Nossa função não era imparcial, mas neutra", diz. "E, no início (da missão), os dois lados respeitavam isso".
"A oposição é fragmentada e isso dificultava as conversas. Eles afirmavam sempre que não queriam papo, que não queriam negociar, que a única saída que buscam é a saída do Assad", afirma o major, citando conversas com rebeldes.

Sem pânico
O oficial brasileiro relata momentos tensos vividos durante os protestos e diz que é importante manter o controle mesmo nas situações mais difíceis. "A blindagem [do carro da ONU] segura até disparo de fuzil de calibre 7.62 mm. Mas quando você é alvejado, não sabe se o tiro passou, se o pneu furou, se tem condições de seguir. Você não pode entrar em pânico", afirma Mattos.
Ele diz que se perguntava "o que posso fazer para sair daqui o mais rápido possível?" durante os ataques. "Cheguei a ver pessoas, supostamente rebeldes, atirando em nosso comboio durante uma patrulha. Os tiros, tanto na área da oposição quanto na do governo, eram sempre direcionados aos veículos da ONU. Nenhum observador foi alvo quando estava fora do carro", recorda.
[...] encontramos cinco homens degolados, e a oposição disse que eram policiais. Mas não havia como confirmar a informação"Eduardo Bordeaux Mattos, major brasileiro na Síria
Quando vítimas eram encontradas mortas nas ruas, era difícil para a equipe verificar se os corpos eram de inocentes ou de combatentes. "Uma vez, encontramos cinco homens degolados, e a oposição disse que eram policiais. Mas não havia como confirmar a informação", exemplifica.

Ideologia terrorista
'Fomos cercados e recebidos a tiros', diz militar brasileiro que atuou na Síria (Foto: Eduardo Bordeaux/Arquivo pessoal)Mattos conversou com integrantes de grupos rebeldes que formam o Exército Sírio Livre, braço armado da oposição ao regime de Assad, e acredita ter percebido influência de organizações supostamente terroristas no pensamento de alguns integrantes.
As entrevistas eram sempre traduzidas por um militar da missão da ONU que falasse árabe. Em todos os times havia um, pois a contratação de tradutores locais não era autorizada. Já com a população, Mattos falava muitas vezes em inglês ou em francês.
"Pela conversa é possível identificar, entre os combatentes, quem é mais radical. Normalmente, os tomadores das decisões são os mais políticos. Quando precisávamos pedir aos rebeldes para não fazer nada em determinado dia naquela região, pois era necessário enviar ajuda ou fazer o recolhimento do lixo, pedíamos aos líderes que estavam abertos à negociação", lembra.
A identificação de que você estava em um território dominado por rebeldes vinha por meio de gritos de guerra - "Deus é grande", "Fora Assad" ou "Morte a Assad" - e também através de uma bandeira que é símbolo do Exército Sírio Livre.
Segundo o oficial brasileiro, há muitos “combatentes estrangeiros” que integram a oposição, que se diferenciavam da população síria pelo modo de vestir e de falar. Alguns confirmavam sua procedência de países africanos e do Oriente Médio. Generais sírios relataram também a agências internacionais que havia combatentes de outros países apoiando os rebeldes.
"Não sabemos onde estes estrangeiros são recrutados. Alguns países, como Turquia, Qatar e Arábia Saudita, oficialmente declararam apoio os rebeldes. Mas este ponto não estava dentro da nossa missão".
Outro fator que indicaria influência estrangeira são atentados suicidas, que "não fazem parte da cultura síria". "Era muito raro um suicida com bomba. O povo diz que um sírio não mata outro desta forma. Isso não é da história deles. Houve alguns ataques, inclusive um dentro do quartel-general de Assad, que matou o ministro da Defesa e alguns generais do alto comando. Em Aleppo, um atentado suicida em uma praça matou civis. São, para nós, indícios de que haveria extremistas passando ideologias aos rebeldes".
[...] tivemos que pedir aos rebeldes para não fazer nada em determinado dia porque era preciso recolher o lixo. A sujeira se amontoava nas ruas, havia risco de doençasEduardo Bordeaux Mattos

Luz, água, gás e comida racionados
Durante as patrulhas pelo interior do país, atravessando áreas dominadas pelo governo e pelos rebeldes, havia regularmente uma zona neutra. "Passávamos por um posto sob controle das Forças Armadas sírias e, mil metros adiante, por exemplo, havia uma barreira rebelde", diz o major brasileiro.
"Nosso trabalho era verificar se havia aumento da violência. Fazíamos perguntas para saber a impressão das pessoas nos bairros, visitávamos hospitais e questionávamos médicos se havia aumentado o número de feridos, entrávamos em presídios, para verificar a regularidade das detenções. Estávamos ali para ouvir os dois lados", explica o chefe da missão.
A ONU percebeu, ao longo do tempo, que a situação se deteriorava. "Em Damasco [capital da Síria] e nas grandes cidades, não se tem ideia do que ocorre no interior do país. Em áreas dominadas pelo governo, as pessoas tentam manter a vida normal. Mas nas áreas da oposição, começamos a ver o racionamento de comida e gás, cortes de luz e de água, filas enormes nos postos de combustíveis. Em Aleppo, os preços ficaram sete vezes maiores que o normal", recorda.
"Certa vez, tivemos que pedir aos rebeldes para não fazer nada em determinado dia porque era preciso recolher o lixo. A sujeira se amontoava nas ruas, havia risco de doenças, e não havia como fazer este trabalho com segurança".

Bandeira brasileira
O major conta que, nas ruas, crianças identificavam a bandeira brasileira destacada em sua farda. "Eles não conseguem ler a palavra Brasil, mas apontavam para o verde e amarelo estampado no braço. A criançada começa a falar em futebol, que gosta de brasileiro. O nosso jeitinho facilita o diálogo e a confiança com a população".
Ele pondera, no entanto, a influência dos atores internacional no terreno. "A população vê TV, sabe quando um país se manifesta contra e a favor de determinada parte do conflito. Certa vez, recebi uma ameaça velada de um rebelde que apontou para a bandeira no meu braço. Quando o embaixador sírio foi expulso do Marrocos, oficiais marroquinos que trabalhavam para a ONU não puderam sair à rua. A evolução dos fatos globalmente interfere na missão", garante Mattos.
arte síria v6 23 agosto (Foto: Arte/G1)
G1/montedo.com

Suspeita de 'racha': soldado do Exército perde controle do carro e mata duas pessoas em SP

Dois morrem em atropelamento por carro desgovernado
Veículo invadiu um ponto de ônibus e, além dos dois mortos, deixou mais dois feridos
Acidente ocorreu próximo ao quilômetro 7 da rodovia SP-101, em Hortolândia (Foto: Reprodução EPTV)
Acidente ocorreu próximo ao quilômetro 7 da rodovia SP-101, em Hortolândia (Foto: G1/Reprodução EPTV)
Duas pessoas morreram e outras duas ficaram feridas após um soldado do Exército perder o controle do veículo e invadir um ponto de ônibus da Rodovia Bento Antônio de Morais (SP-101), que liga Campinas a Monte Mor, na altura de Hortolândia, na manhã de ontem. Testemunhas afirmam que o militar Rafael Luiz de Moura, de 21 anos, que estava em um Santana, disputava racha com um Astra prata, que fugiu. Ele foi preso em flagrante por homicídio com dolo eventual (com culpa, mas sem intenção).
O acidente ocorreu na altura do Km 7, entre os bairros Rosolém e Sumarezinho, às 10h. O Santana atingiu os pedestres que aguardavam no ponto de ônibus. Morreram na hora o comerciante Américo Antônio, de 61 anos e Auseudo Figueiredo de Souza, de 31. Já a dona de casa Maria Aparecida Bacelar, de 54 anos, e o neto de 7 anos sofreram ferimentos e foram levados para o Hospital Mário Covas, em Hortolândia. O garoto sofreu um corte na nuca e ficará em observação.
O soldado, que é do 28º Batalhão de Infantaria Leve (BIL) de Campinas, quebrou uma perna, também foi socorrido e depois levado para a Delegacia de Hortolândia, onde foi preso e entregue ao Exército. Ele afirmou à polícia que voltava do trabalho e perdeu o controle do veículo ao dar passagem para um carro. O delegado Fabiano de Almeida decidiu pela prisão após ouvir uma testemunha. “Uns 2 quilômetros antes do local do acidente um Astra prata grudou na traseira do meu carro e deu sinal de luz. Dei a passagem e já vi o Santana, que chegou a cortar um caminhão-pipa pelo acostamento”, conta a microempresária Cristiane Liveraro, de 47 anos. “Eles estavam claramente disputando um racha.”
O carro capotou duas vezes e lançou as vítimas a cerca de 20 metros de distância. O resgate foi feito pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a ambulância da concessionária Rodovias do Tietê, com apoio do helicóptero Águia da Polícia Militar. Segundo o sargento da PM Rodoviária Valdinei Riva, o teste de bafômetro do motorista deu negativo.
Até a tarde de ontem o Astra que supostamente teria participado do racha não foi localizado.
O coronel Fernando Fantazzini, chefe da comunicação social do Exército de Campinas, informa que o soldado Moura é motorista do batalhão e possui Carteira Nacional de Habilitação (CNH) profissional, na categoria D. “O Exército está à disposição da polícia”, informa.
RAC/montedo.com

Banda do 28º Batalhão de Caçadores dá show em Aracaju

O áudio não é grande coisa, mas vale a pena conferir a matéria sobre a banda do 28º BC, de Aracaju

Militares brasileiros socorrem vítimas de tempestade no Haiti


Os ventos máximos da tempestade atingiram
95 quilômetros   por hora (km/h)
(Foto: Divulgação/Nasa)
 
A missão de paz das Nações Unidas no Haiti, integrada por militares brasileiros, está prestando socorro às vitimas da passagem da tempestade tropical Issac pelo país. As tropas brasileiras já identificaram mais de 1,2 mil pessoas em situação de emergência em Porto Príncipe (capital). Foi confirmada a morte de uma menina soterrada no desabamento de um muro por causa da tempestade. 
Segundo a BBC, o pico da tempestade ocorreu na madrugada, quando somente era possível transitar pela cidade em tanques blindados anfíbios. A passagem dos ventos de mais de 100 quilômetros por hora afetou a comunicação da base dos militares brasileiros. "Caíram muitas árvores e postes de luz. As portas dos alojamentos foram arrancadas e houve muito destelhamento. Estamos agora reinstalando as antenas de rádio para retomar as comunicações. A internet não está funcionando. Tivemos um prejuízo razoável", disse o tenente-coronel Rubens Costa Neto, porta-voz de um dos batalhões brasileiros no Haiti. 



*Com informações da BBC Brasil Edição: Rivadavia Severo
Agência Brasil/montedo.com

Deus e o soldado

Do Facebook:

Promotoria uruguaia descarta estupro em caso de jovem haitiano

A promotoria uruguaia descartou acusar de estupro os marinheiros da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) e pediu ao juiz que sejam julgados apenas pelo crime de "violência privada" contra o jovem Jhony Jean.
O promotor Enrique Rodríguez negou assim as acusações de Jean em um caso que causou grande polêmica no país quando em setembro de 2011 foi divulgado um vídeo gravado com um telefone celular no qual se via quatro capacetes azuis uruguaios mantendo o jovem haitiano deitado enquanto lhe baixavam calças e um militar seminu se inclinava sobre sua costas.
Estes fatos ocorreram na base militar uruguaia de Port Salut no Haiti e obrigaram o presidente do Uruguai José Mujica a desculpar-se com seu colega haitiano, Michel Martelly, enquanto o ministro da Defesa, Eleuterio Fernández Huidobro, denunciou os uniformizados à Justiça.
Leia também:
HAITI: MINUSTAH INVESTIGA SUPOSTOS ABUSOS SEXUAIS POR SOLDADOS
HAITI: RELATÓRIO DESCARTA INFRAÇÃO DE MILITARES URUGUAIOS
Jean afirmou no último mês maio perante a Justiça uruguaia em Montevidéu que foi vítima de estupro durante esse incidente, enquanto os marinheiros insistiram que se tratou apenas de uma piada e que o haitiano pretende ganhar uma indenização.
No entanto, o promotor entendeu que com as provas requestadas até o momento, que incluem perícias realizadas em Jean durante sua visita ao Uruguai e as declarações dos acusados, não existem provas para concluir que tenha sido abusado sexualmente.
O pedido da promotoria assinala que os marinheiros incorreram no delito de ter usado "violência ou ameaças para obrigar alguém a fazer ou deixar de fazer alguma coisa", pelo que poderiam ser castigados com uma pena de três meses a três anos de prisão.
O promotor não solicitou que os capacetes azuis esperem o julgamento em prisão. Os marinheiros já estiveram presos no Uruguai de setembro a dezembro de 2011, quando se completou o período de prisão preventiva.
Ao mesmo tempo, os militares estão sendo julgados pela Justiça militar uruguaia por delitos estritamente militares como "omissão de serviço", "desobediência" e "abandono de posto".
Terra/montedo.com

Tinta para camuflagem evita queimaduras em explosões

Maquiagem contra calor de bombas

AFP/Getty/The Telegraph Reprodução
Uma pintura de guerra que oferece, além de camuflagem, proteção contra o intenso calor de explosões de bombas por até 15 segundos antes de os soldados sofrerem queimaduras no rosto e nas mãos foi criada na Universidade do Sul do Mississipi (EUA). É tempo suficiente para salvar vidas, diz o doutor Robert Lochhead, que liderou a equipe. "A detonação de uma bomba ou qualquer outro explosivo produz duas explosões perigosas. A primeira é uma onda de alta pressão que se espalha em velocidade supersônica e pode causar lesões internas devastadoras. Depois vem um aumento térmico quase instantaneamente, podendo chegar a 600º C", afirmou. A alta temperatura dura só dois segundos, mas é o suficiente para queimar rosto, mãos e pele expostos à explosão. Em alguns testes, a pintura forneceu proteção por até 60 segundos. O desafio dos cientistas foi criar uma maquiagem que além de refletir o calor, oferecesse cores de camuflagem adequadas para dia e noite e fosse facilmente aplicada e removida divulgou o jornal The Telegraph.

Caserna e lar

Caserna e lar
DIA DO SOLDADO

Evandro (Vando)
Por mais de trinta anos ele usou a farda verde-oliva. Cotidianamente. E desde então, jamais soube viver sem ela. Mesmo passados vinte e cinco anos (um quarto de século!) de quando cruzou o portão das armas pela última vez, ela ainda faz parte de sua vida. Raras as noites em que, em sonho, a veste sagrada que o envolveu da juventude à maturidade não está presente.
Que estranho magnetismo faz com que tal fenômeno se perpetue no decorrer do tempo? Que magia existe que torna persistente, ainda que apenas de forma espiritual, uma realidade gravada, etérea, nos escaninhos mais recônditos do Universo?... – são questionamentos que ele faz a si próprio.
Surpreende-se, vez por outra, ao pensar em como os episódios da vida se conjugam, se assimilam reciprocamente, se entremeiam, se sobrepõem.
Foram mais de trinta anos em que tudo acontecia ao mesmo tempo. Mesclavam-se a vida castrense e a vida no lar, mas de forma sincronizada e harmônica, como que por graça de alguma fada-madrinha que em momento algum deixou de estar por perto.
Lembra-se das viagens infinitas, das transferências, das mudanças de paisagens. Lembra as gentes que no caminho passaram a percorrer juntas ou que, logo ali, tomaram outros rumos. Recorda, com saudade, os velhos companheiros de caserna - das muitas casernas! -, os comandantes nem sempre bem compreendidos, os soldados (os “seus meninos”) – aos quais tratava não só como irmãos mais novos, mas como filhos.
No fundo da memória não se lhe ofuscam as formaturas diárias, os desfiles e as paradas engalanadas, os momentos solenes da continência à Bandeira mais linda e querida entre todas as demais e aos acordes do Hino que aprendera a cantar ainda quando criança, nos primeiros anos da escola primária. Voltam-lhe à imaginação os comboios imensos por estradas poeirentas, os acampamentos, a silhueta indefinida das barracas camufladas, os exercícios constantes sob a chuva fria ou o sol inclemente, as marchas forçadas através de trilhas muitas vezes desconhecidas, os dias exaustivos e as noites não dormidas embora estivesse o céu estrelado.
A seus ouvidos não cessam de chegar nostálgicos, quase em murmúrio, o retumbar das granadas, dos fuzis e dos obuses cruzando os céus, e as notas dos clarins atravessando o éter nos toques de silêncios e de alvoradas em pleno campo muitas vezes coberto pelas geadas ou amarelado pelas longas estiagens.
Em sua divagação, faz uma pausa e deixa-se embalar pelo som do silêncio. A digressão é inevitável.
Quantos foram os seus natais longe de casa, da mulher, dos filhos?!... E as páscoas sem coelhinho, os aniversários do primogênito, do “segundo” e do “caçula” sem abraçá-los e sem soprar com eles as velinhas?!... Em quantos domingos e feriados não jogou bola com eles nem os levou para brincar na pracinha?!... E as vezes que, distante, só ficou sabendo depois do regresso, que algum dos filhotes precisou de socorro médico, e que a mulher – a eterna lugar-tenente – evitando causar-lhe apreensão, havia, mais uma vez, se desincumbido sozinha da missão...
Lar e caserna! Caserna e lar! Como foi possível tal conciliação? Onde terminava um e começava o outro? Reflexões e mais reflexões!... Os personagens desta história talvez saibam explicar.
...
A farda verde-oliva continua nele. Aderida, indelevelmente, em seu ser. Em sua alma. Faz parte de sua vida e de sua história. Com ela aprendeu o valor da honra. Da dignidade. Da dedicação, da solidariedade, da resignação, da responsabilidade. Do cumprimento irrestrito do dever. Do amor à Pátria à qual tudo deve dar e nada pedir em troca – nem compreensão nem descanso.
Hoje, à véspera de mais um DIA DO SOLDADO, ressurgem diante dele todas as peripécias em suas variadas nuances: as separações momentâneas e aquelas definitivas; as ausências consentidas, as desilusões e tropeços, o desconforto e o cansaço, as preocupações e os receios. Mas vêm acompanhados da incontida emoção, das certezas e da crença nos ideais, fortalecendo-lhe a convicção de que foi fiel à sua vocação e soube fazer, do melhor modo, o que lhe competia.
Desde seu âmago emergem tais reminiscências envoltas em terna melancolia. E diante delas, nenhuma dúvida persiste. Ele sabe que se neste instante lhe fosse oferecida a possibilidade de um retorno ao passado, não vacilaria em recomeçar tudo de novo. Ingressaria outra vez no seu Exército e voltaria a vestir a farda verde-oliva. Exatamente como da primeira vez.
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