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18 de julho de 2012

Amorim entrega ao Senado principais projetos das Forças Armadas

Ministério entrega documento com principais projetos das Forças Armadas ao Senado

O ministro da Defesa, Celso Amorim, entregou nesta terça-feira (17) ao presidente do Senado, José Sarney, documentos com os principais projetos das Forças Armadas a serem debatidos no Congresso Nacional. As versões preliminares do Livro Branco de Defesa Nacional (LBDN) e as atualizações da Política Nacional de Defesa (PND) e da Estratégia Nacional de Defesa (END), após analisadas pelo Senado Federal, seguem para a Câmara dos Deputados.
A entrega dos documentos está prevista em Lei Complementar 136/2010, que trata das normas gerais para a organização, o preparo e o emprego das Forças Armadas. O texto diz que cabe ao Poder Executivo encaminhar o LBDN, a PND e a END para apreciação no Congresso Nacional, na primeira metade da sessão legislativa ordinária e de quatro em quatro anos a partir de 2012. Esta é a primeira vez que as propostas são encaminhadas ao Congresso Nacional.
De acordo com o Ministério da Defesa, o Livro Branco traz os principais projetos das Forças Armadas e um resumo dos objetivos da pasta. O documento garante transparência à informação sobre o setor, com acompanhamento do orçamento e do planejamento plurianual.
Entre as exposições de motivo, a que trata exclusivamente do LBDN diz que os livros “são produtos históricos de regimes democráticos, fortemente incentivados pela Organização das Nações Unidas (ONU)”.
A PDN estabelece diretrizes para o preparo e o emprego dos recursos nacionais, em caso de ameaças externas, com o envolvimento dos setores militar e civil. Um dos principais propósitos da PND é conscientizar a sociedade brasileira de que a defesa da nação é dever de todos os brasileiros e não apenas dos militares.
A END estabelece formas de alcançar os objetivos preconizados na Política de Defesa. Ela define os setores cibernético, nuclear e espacial como estratégicos e essenciais para a Defesa Nacional.
Segundo Celso Amorim, há uma consciência crescente de que a Defesa também é importante para a economia nacional. "Em momentos de dificuldade, com demanda fraca, a indústria de Defesa, justamente porque se baseia na demanda do Estado, amortece a crise e incentiva a pesquisa e o desenvolvimento. As grandes inovações no mundo, da internet à aviação, foram feitas em áreas em que a necessidade de defesa, de militares e civis, andaram juntas", disse.
Agência Brasil/montedo.com

17 de julho de 2012

Meio ambiente deve estar na pauta das Forças Armadas, diz senador

Forças Armadas também devem se preocupar com meio ambiente, diz Capiberibe

Em discurso nesta segunda-feira (16), o senador João Capiberibe (PSB-AP) afirmou que as mudanças climáticas e a proteção ao meio ambiente também devem estar na pauta das Forças Armadas.
– É fundamental integrar as questões ecológicas e ambientais à nossa estratégia de defesa de segurança nacional – disse.
O senador informou que a França já incluiu as questões ambientais e ecológicas em suas estratégias de defesa e segurança nacional. Segundo ele, os franceses elaboraram dois relatórios sobre o assunto, um da Secretaria Geral da Defesa e da Segurança Nacional e outro de um grupo de deputados.
Os documentos tratam do impacto das mudanças climáticas na segurança e defesa nacionais.
– Os franceses constataram que há mais de 15 anos os especialistas do Pentágono imaginam as guerras de amanhã com fortes componentes ambientais e ecológicos – acrescentou.
As autoridades militares americanas, disse Capiberibe, já anteveem o crescimento de conflitos com causas ambientais, como no caso de refugiados climáticos, disputa por acesso a recursos naturais e energéticos (água, alimentos e petróleo principalmente) e degradação de biomas e ecossistemas.
– Esta última preocupação está diretamente relacionada à Amazônia, até porque, na medida em que se desmata a Amazônia, esse desmatamento irá provocar, certamente, mudanças climáticas nos Estados Unidos. A minha pergunta é se o governo americano irá ficar de braços cruzados – observou.
Para Capiberibe, é hora de o governo brasileiro e as Forças Armadas passarem a pensar as questões ambientais, com esse enfoque específico.
– Gostaria de conhecer as reflexões efetuadas pelas nossas Forças Armadas no tocante às grandes questões ecológicas: mudanças climáticas, perda de biodiversidade, esgotamento de recursos naturais e, finalmente, as poluições dos meios naturais (água, ar e solos) – disse.
Agência Senado/montedo.com

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