21 de novembro de 2017

Juíza militar é condenada por ocupar apartamento funcional sem autorização legal

VERA LÚCIA DA SILVA CONCEIÇÃO, DA JUSTIÇA MILITAR, USOU IMÓVEL POR UM ANO SEM AUTORIZAÇÃO
AGU CONSEGUIU CONDENAÇÃO DE JUÍZA DA JUSTIÇA MILITAR POR OCUPAR APARTAMENTO FUNCIONAL SEM AUTORIZAÇÃO LEGAL (FOTO: GOOGLE)
A Advocacia-Geral da União conseguiu a condenação da juíza Vera Lúcia da Silva Conceição, da Justiça Militar, que deverá pagar indenização por ter ocupado um apartamento funcional em Brasília sem autorização legal.
A AGU sustentou que a juíza residiu ‘de maneira irregular’ durante aproximadamente um ano – de abril de 2016 a abril de 2017 – em um apartamento na Asa Sul. O valor da indenização será calculado com base na média do preço de mercado do aluguel de imóveis com as mesmas características.
Vera Lúcia ganhou direito de morar no local em 2000, quando foi transferida de Santa Maria (RS). Em 2015, no entanto, foi realocada para Fortaleza (CE) e segundo a AGU deixou de preencher os requisitos para uso do imóvel.
O Superior Tribunal Militar prorrogou, após pedido da juíza, seu tempo de permanência no apartamento para janeiro de 2016, prazo que não teria sido cumprido. Em março de 2016, foram concedidos 30 dias para a desocupação do local.
Diante da ‘resistência’ de Vera Lúcia, a Procuradoria-Regional da União da 1.ª Região (PRU1) ajuizou ação de reintegração de posse com pedido de indenização por perdas e danos.
Os advogados da União afirmaram que, ‘ao ocupar imóvel funcional, o servidor possui ciência de que, na condição de mero detentor, possui deveres em relação à Administração, dentre os quais o dever de devolução do bem sempre que insubsistente o motivo que autorizou sua ocupação, sob pena de sua conduta configurar esbulho possessório’.
Os argumentos da AGU foram acolhidos pela 16.ª Vara Federal do DF.
A juíza Flávia de Macedo Nolasco determinou a desocupação do imóvel e pagamento de indenização. Ela destacou na sentença: “Entendo possível a condenação daquele que ocupou o imóvel indevidamente, haja vista o inequívoco dano ao erário, seja pela possibilidade de ocupação por outro servidor, seja pelo aluguel ou venda a particulares”.
A magistrada, ainda, afirmou que ‘a ausência de condenação nesse sentido acarretaria o enriquecimento ilícito da ré (Vera Lúcia) em detrimento do patrimônio público’. (AE)
DIÁRIO do PODER/montedo.com

Justiça determina pagamento de R$ 1 mi à família de cabo do Exército morto em atropelamento

Justiça determina pagamento de R$ 1 milhão a família de militar atropelado
Caso aconteceu em junho de 2008, no Parque do Lageado, e o suspeito fugiu após o atropelamento
Fagner Gonçalves foi condenado a 17 anos pelo crime (Foto: Arquivo)
Fagner Gonçalves foi condenado a 17 anos pelo crime (Foto: Arquivo)
Geisy Garnes
Os desembargadores da 3ª Câmara Cível do TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) determinaram o pagamento de mais de R$ 1 milhão a família do cabo do Exército Leonardo Sales Silva, atropelado e morto em julho de 2008, no Parque do Lageado, em Campo Grande. A vítima, na época com 19 anos, foi atingida por uma caminhonete, e arrastada por mais de 15 metros.
No dia 7 de junho, o peão Fagner Gonçalves saiu de um rodeio na região e embriagado assumiu a direção de uma F-400, que pertencia aos padrões José Carlos Nunes do Nascimento e Espólio de Luiz Carlos Nunes do Nascimento. No caminho, ele atropelou Leonardo e o arrastou por mais de 15 metros. O rapaz não resistiu aos ferimentos.
Fagner fugiu após o crime. Em 2010 foi condenado a 17 anos de prisão, mas permaneceu em liberdade. Junto com o peão, José Carlos e Espólio de Luiz foram condenados a pagar indenização por danos morais a família da vítima no valor de R$ 100 mil e tiveram que arcar com as despesas do funeral.
Foi determinado ainda, diante das provas de que Leonardo sustentava a mãe com o salário de militar, pensão no valor de 2/3 dos rendimentos líquidos da vítima, da data da morte até a data que completaria 25 anos e, a partir de então, no valor referente a 1/3 desses rendimentos até a data em que completaria 65 anos, com juros e correção monetária.
Motorista e proprietário da F-400 entraram com recurso. Os patrões de Fagner afirmaram que ele não tinha autorização para dirigir o veículo e que estava fora do horário de trabalho, mas a alegação foi desconsiderada.
A defesa alegou que na época dos acontecimentos a mãe da vítima mantinha união estável com seu companheiro, e por isso não dependia do filho. Pediu então a reforma da sentença para o não pagamento da pensão por morte e a suspensão do valor da indenização por danos morais.
O caso foi parar na 3ª Câmara Cível do TJ-MS. Durante o julgamento o relator do processo, desembargador Fernando Mauro Moreira Marinho, afirmou que existe provas da dependência econômica da família e “mesmo que não houvesse, o entendimento do Superior Tribunal de Justiça tem sido no sentido de presunção de dependência no caso de família de baixa renda, o que é o caso”.
Alegando que o “a dor sofrida pela perda de um familiar em razão de acidente automobilístico é de ordem intrínseca e passível de indenização por danos morais”, os desembargadores negaram o recurso e mantiveram o pagamento da indenização, que hoje soma mais de R$ 1 milhão.
CAMPO GRANDE News/montedo.com

20 de novembro de 2017

Acusados de matar subtenente do Exército são condenados a mais de 20 anos de prisão

A vítima morreu a tiros em março deste ano após reagir a um assalto cometido pelos três acusados, na Feira da Compensa, em Manaus
Show c9c8f4b4 305e 499e 8e75 31a98e41d2d9O juiz titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Manaus, Luís Alberto Nascimento Albuquerque, condenou nesta quinta-feira (16) dois dos três acusados do latrocínio (roubo seguido de morte) que vitimou o subtenente do Exército Wladimir dos Santos Ladeira. O crime aconteceu por volta das 13h40 do dia 19 de março deste ano, na Feira da Compensa, localizada à rua Izaurina Braga (antiga rua São Pedro), na Zona Oeste da capital.
Dênis de Oliveira, o “Garnizé”, de 25 anos e Marcelo Martins Leal, o “Marcelinho”, de 21 anos, foram condenados pela autoria do crime. O terceiro acusado, Wander da Silva Melgueira, o "Espirro", de 43 anos, teve o processo suspenso, pois encontra-se foragido.
Dênis foi condenado a 22 anos e seis meses de reclusão, em regime fechado. Marcelo Leal, por sua vez, foi condenado a 21 anos e três meses de reclusão, em regime fechado, mas teve a pena reduzida em um ano em razão de ser menor de 21 anos na época do crime. Com isso, terá de cumprir 20 anos e três meses de reclusão.
Ambos estão recolhidos provisoriamente no sistema prisional da capital e, diante da condenação, o magistrado expediu guia de recolhimento e os mesmos deverão ser transferidos para o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), nos próximos dias.


O crime
'Garnizé' (esq.) e 'Marcelinho' foram condenados
O subtenente do Exército Vladimir Ladeira, mais conhecido Ladeira, tinha 46 anos e estava na companhia de alguns amigos em um comércio que costumava frequentar na Feira da Compensa, quando foi abordado por dois homens armados que anunciaram o assalto. O objetivo, segundo o inquérito policial, era roubar a arma do militar.
No momento da abordagem, Ladeira fez menção de sacar a pistola, quando foi atingido com vários tiros. O militar ainda foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Durante as investigações, a Polícia Civil utilizou as imagens das câmeras de segurança da Feira e de comércios vizinho para chegar aos criminosos.
Além de “Garnizé” e “Marcelinho”, a polícia também indiciou Wander da Silva Melgueira, o “Espirro”, 43 anos. Ele trabalhava na banca de venda de peixe que “Ladeira” frequentava – e onde ocorreu a abordagem dos assaltantes –, sabia que o militar costumava andar armado e teria passado esta informação a Garnizé e Marcelinho. A partir da prisão dos dois suspeitos, Wander se mudou do bairro da Compensa e desde então não foi encontrado pela Polícia.
*Com informações da assessoria de imprensa
A Crítica/montedo.com

Marinha e FAB enviam ajuda para buscas de submarino argentino desaparecido

SUBMARINO QUE TRANSPORTAVA 44 TRIPULANTES DESAPARECEU NA ÚLTIMA QUINTA
MARINHA DO BRASIL E A FORÇA AÉREA BRASILEIRA ENVIAM AJUDA PARA BUSCAS DE SUBMARINO ARGENTINO QUE DESAPARECEU DOS RADARES (FOTO: FAB)
A Marinha do Brasil e a Força Aérea Brasileira (FAB) enviaram três embarcações e duas aeronaves para o Sul da Argentina, onde um submarino que transportava 44 tripulantes desapareceu na última quinta (15).
O último contato do ARA San Juan com as autoridades argentinas foi feito na altura do Golfo de San Jorge, quando estavam em deslocamento da Base Naval de Ushuaia, no Sul do país, para a Base Naval de Mar del Plata.
Na manhã deste domingo (19), o navio brasileiro Almirante Maximiliano chegou ao ponto do último contato dos militares argentinos, mas o tempo ruim no local dificulta as buscas, devido às ondas, que chegam a 6 metros de altura. A Força Aérea Brasileira (FAB) enviou uma aeronave de busca e outra de patrulha para a região.
Em mensagem encaminhada ao presidente da Argentina, Mauricio Macri, o presidente Michel Temer refirmou compromisso de ajudar nas buscas do submarino. “Meu governo está totalmente empenhado para encontrar o submarino argentino e seus tripulantes. Envio mensagem de fé e de esperança às famílias dos marinheiros”, disse o presidente brasileiro. (AE)
DIÁRIOP do PODER/montedo.com

Nervosismo...

Resultado de imagem para gripenCláudio Humberto
Provocam grande nervosismo em setores militares as suspeitas de superfaturamento na compra bilionária de caças Gripen, investigado pelo Ministério Público Federal. A acusação de tráfico de influência motivou o bloqueio de R$24 milhões de Lula e do filho Luiz Cláudio.
DIÁRIO do PODER/montedo.com

Argentina detecta chamadas de emergência do submarino perdido no Atlântico

Tentativa de comunicação “não chegou a se completar com as bases”, segundo o Ministério da Defesa
O submarino argentino desaparecido, em fotografia tirada em 2014.
O submarino argentino desaparecido, em fotografia tirada em 2014. REUTERS
FEDERICO RIVAS MOLINA
Uma janela de esperança se abriu na busca pelos 44 tripulantes desaparecidos a bordo de um submarino argentino no Atlântico depois que o Ministério da Defesa detectou sete chamadas via satélite que se estima serem provenientes da embarcação. A comunicação com as bases “não chegou a se completar e trabalhamos agora para captar a localização precisão do emissor”, informou o Governo argentino. As tentativas fracassadas foram feitas entre as 11h e as 15h deste sábado e duraram entre quatro e 36 segundos. Isso “indicaria que a tripulação está tentando fazer contato”, observou a Defesa.
O Governo da Argentina atua com a ajuda de uma empresa norte-americana especializada em comunicação por satélite para analisar os dados que possibilitem definir a localização dos sinais e, eventualmente, o resgate dos tripulantes. Em mensagem no Twitter, o ministro da defesa, Oscar Aguad, não escondeu seu entusiasmo: “Estamos trabalhando arduamente para localizá-lo e transmitimos uma esperança às famílias dos 44 tripulantes: em breve elas poderão tê-los em suas casas”.
A busca pelo submarino se tornou uma causa nacional. A principal hipótese da Marinha é que a embarcação teve algum problema elétrico e por isso perdeu sua capacidade de comunicação. Foi descartada, até agora, a hipótese da ocorrência de um incêndio a bordo; acredita-se que o ARA San Juan ainda está em movimento, navegando em direção ao deu destino, como prevê o protocolo em casos assim. As chamadas via satélite corroboram essa hipótese. “Não se tem nenhum sinal grave do submarino. Ele simplesmente parou de se comunicar”, disse o porta-voz da Marinha argentina, Enrique Balbi. Quando emitiu as suas últimas coordenadas, a embarcação estava realizando operações de controle de pesca clandestina a cerca de 400 quilômetros da costa, na altura do Golfo San Jorge, entre Puerto Deseado e Comodoro Rivadavia, na Patagônia argentina.


A Marinha já perscrutou a superfície de 80% da região onde a embarcação poderia estar, até o momento sem êxito. Para isso, utilizou duas corvetas, um destroier, um avião Tracker e um B-200 de vigilância. Além disso, aceitou a ajuda oferecida pelos Estados Unidos, Reino Unido, Chile, Brasil e Uruguai. O Governo de Donald Trump enviou de El Salvador um avião marítimo P-84 Poseidon, preparado para “apoiar um amplo leque de missões em grandes volumes de água, incluindo operações de busca e resgate sob a superfície”, segundo nota divulgada pelo Comando Sul.
A situação emergencial impôs até mesmo um parêntese nas divergências diplomáticas entre a Argentina e o Reino Unido em relação à soberania das ilhas Malvinas: Londres enviou à região das buscas um Hércules que fica baseado no arquipélago. Em comunicado, a Marinha Real britânica anunciou, além, disso, o envio do quebra-gelos HMS Protector, que fica estacionado nas ilhas Georgias do Sul. “Estamos avançando o mais rapidamente possível para a região das buscas”, afirmou seu capitão, Angus Essenhigh.

Longa espera em Mar del Plata
Argentina detecta chamadas de emergência do submarino perdido no AtlânticoAs redes sociais se transformaram em veículo para amplas correntes de orações pelos 44 marinheiros. Até mesmo o papa Francisco expressou solidariedade com seus compatriotas. Por intermédio do bispo militar, monsenhor Santiago Olivera, o Sumo pontífice expressou “sua fervente oração” e pediu que “se faça chegar a seus familiares e às autoridades militares e civis desse país a sua proximidade neste momento difícil”.
O porto de Mal del Plata, na província de Buenos Aires, destino inicial do ARA San Juan, se tornou um ponto de peregrinação de pessoas que procuram informações, rezam e se apoiam umas nas outras. É o caso de Marcela Moyano, mulher de Hernán Rodríguez, chefe de máquinas do submarino. “É angustiante, uma mistura terrível de sentimentos, embora todas as famílias saibam que os tripulantes são muito experientes. Quero meu marido de volta”, disse Moyano à jornalistas. Alfredo, pai de Franco Espinoza, também membro da tripulação, disse ter tido conhecimento dos problemas na embarcação “ouvindo o rádio”. “Nunca vivenciamos uma incerteza como esta. Eu falei com o meu filho antes da viagem e ele não comentou nada sobre problemas ou alguma coisa esquisita na embarcação”.
O ATA San Juan é um dos três submarinos que a Marinha argentina possui. Fabricado em 1985 na Alemanha, tem propulsão elétrica a diesel convencional e carrega a bordo 960 baterias. Entre 2007 e 2014, o Governo de Cristina Kirchner efetuou uma revisão no submarino a fim de ampliar a sua vida útil por mais 30 anos.
EL PAÍS/montedo.com

19 de novembro de 2017

Cri-cri nutella!


Em imagens, a fuga e o sofrimento na República Centro-Africana

Refúgio no aeroporto de Bangui

Desde o golpe de Estado, há um ano, a situação na República Centro-Africana está fora de controle. Milícias cristãs e muçulmanas promovem amargos combates. Um milhão de pessoas estão em fuga. Quase todos os muçulmanos deixaram a capital, Bangui. Entre os que permaneceram, algumas centenas encontram abrigo num velho hangar do aeroporto.
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Perder tudo

O marido de Jamal Ahmed tinha guardado dinheiro suficiente para a fuga de sua família, quando as milícias cristãs chamadas "Anti-Balaka" invadiram sua aldeia natal. As poucas economias não foram suficientes - ele pagou com a vida. Jamal Ahmed vive no acampamento que surgiu no aeroporto: "Não conheço ninguém aqui. Não tenho mais nada. Não sei como será daqui para a frente.”
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Ver os netos mais uma vez

Aos 84 anos, Fatu Abduleimann está entre os moradores de idade mais avançada do campo de refugiados do aeroporto. Nas últimas décadas, Fatu assistiu a muitas dificuldades em sua terra natal. Mas nunca foi tão ruim quanto agora, diz a idosa. Seu único consolo: a maioria dos seus filhos conseguiu fugir para o Chade. Seu maior desejo: "ver os meus netos mais uma vez."
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Quilómetro Cinco, uma cidade fantasma

Exceto o acampamento de refugiados no aeroporto, quase todos os muçulmanos deixaram a cidade. Há alguns meses, o chamado "Quilómetro Cinco" era um animado centro da comunidade muçulmana. Mais de 100.000 pessoas moravam e trabalhavam aqui, a cinco quilómetros do centro da capital, Bangui. Agora, restaram apenas algumas centenas de pessoas. As lojas estão fechadas até nova ordem.
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Esperar o momento certo

Quase todos os muçulmanos que ainda restam no "Quilómetro Cinco" querem apenas uma coisa: sair daqui. Os caminhões para a fuga estão prontos. Eles esperam que um comboio tenha como destino os países vizinhos como os Camarões ou o Chade.

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A cidade de campos de refugiados

Não apenas os muçulmanos temem por suas vidas. Por toda a cidade de Bangui pode-se encontrar acampamentos provisórios em que a maioria da população, cristãos e animistas, procura proteção - por medo de um retorno das milícias islamistas ou simplesmente porque não têm o que comer - e espera por doações de alimentos.

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Ajuda sobrecarregada

O Pastor David Bendima recebeu, na sua igreja, mais de 40 mil pessoas que fugiram dos combates no centro da cidade. Mas ele também não pode garantir-lhes segurança suficiente. "Todas as noites ouvimos tiros e granadas explodindo. As pessoas estão com muito medo", diz o pastor. Ele parece cansado.

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Últimas reservas

Chancella Damzousse, de 16 anos, vive em uma aldeia a meia hora de distância de Bangui. Ela prepara o jantar. "Tudo o que resta são alguns grãos de feijão e um pouco de gergelim", diz a jovem. 15 pessoas terão que se satisfazer com a refeição. Desde que milícias muçulmanas destruíram o lugar há alguns meses e mataram muitos cristãos, a família de Chancella recebeu vários vizinhos.
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Vítimas, autores, sentinelas

Ao lado da casa de Chancella, há um guarda da milícia Anti-Balaka. Os amuletos em seu corpo o tornam invulnerável contra balas, explica ele. A milícia tomou o controle da região. Seu trabalho é proteger os moradores da aldeia do ataque de outros rebeldes. No entanto, a sua proteção aplica-se apenas aos cristãos - há muito tempo os muçulmanos deixaram o local ou foram mortos.
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Presença internacional

Sete mil soldados da União Africana e da França têm a responsabilidade de garantir a segurança no país dilacerado. A situação humanitária está piorando a cada dia, no entanto. Em 1 de abril, a União Europeia lançou oficialmente a sua operação militar na República Centro-Africana, com um contingente de até mil homens para reforçar as tropas francesas e africanas por um período de até seis meses.
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Autoria: Adrian Kriesch/Jan-P. Scholz
DW/montedo.com

O maior canhão da Segunda Guerra

18 de novembro de 2017

FAB desmente superfaturamento na compra dos caças Grippen

Nota da FAB ao site DIÁRIO do PODER, sobre a postagem 

Bloqueio de R$ 24 mi de Lula e seu filho seria por tráfico de influência na compra dos Grippen, diz MPF


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Prezado Cláudio Humberto,
Com relação à coluna publicada no jornal Diário do Poder, de quinta-feira (17/11/17), intitulada “Safadeza grande na compra de aviões de combate”, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica esclarece o seguinte:
Não é correta a informação de que o contrato foi assinado no valor de 5,4 bilhões de dólares americanos (USD), uma vez que, na verdade, ele foi celebrado em coroas suecas (SEK), no valor de SEK 39.882.335.471,65 (conforme Diário Oficial da União de 27 de outubro de 2014).
No câmbio atual* (16/11/17), isso corresponde a USD 4,74 bilhões. Dessa forma, se fosse aplicado o mesmo raciocínio simplista utilizado pela coluna para o cálculo do valor de cada aeronave, chegaríamos a U$D 131,7 milhões e não U$D 150 milhões, conforme afirma a nota.
Desse modo, fica evidente que o exemplo dado na nota é falso e que o argumento de superfaturamento de USD 10 milhões por aeronave vendida ao Brasil não procede, pois a comparação efetuada se apresentaria da seguinte forma:
USD 140 milhões (preço oferecido à Suíça, de acordo com informações da coluna)
USD 131,7 milhões (preço da aeronave brasileira, utilizando a mesma “metodologia” de cálculo da coluna)
USD 8,3 milhões (economia em relação à oferta teoricamente feita à Suíça)
É importante esclarecer que o valor final de cada aeronave varia de acordo com os requisitos técnicos solicitados pela Força Aérea do país comprador, o que impacta diretamente no montante final do contrato, tornando difícil uma comparação dos valores absolutos entre países compradores de uma mesma aeronave.
Não se pode esquecer que a escolha e aquisição da aeronave Gripen NG foram realizadas com base em mais de 30.000 páginas de estudos técnicos realizados pela Força Aérea Brasileira, tendo sido sempre pautados na valorização dos aspectos comerciais, técnicos, operacionais, logísticos, industriais, de compensação comercial e transferência de tecnologia.
Desta forma, fica muito difícil que pessoas alheias a esse processo possam comparar propostas comerciais dessa natureza, pois se trata de tarefa complexa e, feita da forma como o fez a coluna, pode facilmente haver uma distorção da realidade.
Assim sendo, para evitar que a credibilidade da coluna seja atingida pela divulgação de ilações e conclusões errôneas a respeito de questões extremamente técnicas e complexas, ressalto que sempre mantemos equipes de assessoria de imprensa disponíveis 24 horas por dia para apoiar a todos os jornalistas interessados.
Por fim, a Aeronáutica esclarece que, juntamente com a aeronave de transporte KC-390, a aquisição do Gripen NG é uma prioridade da Força e uma necessidade para o país, que contará com uma aeronave de última geração para atuar na Defesa Aérea Brasileira por, no mínimo, 30 anos.

Brigadeiro do Ar Antonio Ramirez LORENZO
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica
*O sítio eletrônico www4.bcb.gov.br/pec/conversao/conversao.asp, do Banco Central do Brasil, foi utilizado em 17/11/2017 para a conversão de moedas.

Cenário de violência crescente espera militares brasileiros na República Centro Africana

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Numa carta aberta enviada em agosto ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, cinco organizações internacionais de ajuda humanitária admitiram não estarem a conseguir operar no país por causa dos ataques constantes contra os seus funcionários.
A guerra entre rebeldes muçulmanos da milícia Seleka e a milícia cristã anti-Balaka dura há vários anos e nem civis, nem soldados da ONU escapam incólumes à sua violência.
Zentralafrikanische Republik Schulen
Antigo membro da milícia Seleka regressa à base em Bambari,
 no centro do país
Este ano, mais de 800 civis foram mortos e cerca de um milhão de pessoas foram obrigadas a sair das suas casas para procurar refúgio. Também em agosto, o coordenador do auxílio de emergência da ONU, Stephen O'Brien, alertou para sinais de genocídio no país.
A República Centro-Africana é um dos países mais pobres do mundo - ocupa o último lugar do Índice de Desenvolvimento das Nações Unidas. Neste país, uma em cada duas pessoas depende de ajuda para sobreviver.

País controlado pelos rebeldes
Lewis Mudge, da organização não governamental Human Rights Watch (HRW), diz que as violações dos direitos humanos por parte dos rebeldes é preocupante e pede medidas urgentes.
"Está nas mãos da missão da ONU criar condições para o diálogo de paz entre esses dois grupos rebeldes, responsabilizar os autores de crimes sérios e iniciar um processo de desarmamento", defende.
Apesar da presença de 12.500 soldados das Nações Unidas no país, os rebeldes controlam cerca de 70% do território, de acordo com as organizações de direitos humanos.
As tropas francesas e da União Africana rumaram à República Centro-Africana em 2014 para conter o terror das milícias e pouco tempo depois a ONU enviou os capacetes azuis.
Paul Melly, do instituto de análise política Chatham House, sediado no Reino Unido, alerta que o conflito ameaça subir de tom. "Existe um risco real de que a violência regresse a uma escala ainda maior do que temos visto nos últimos dois anos, porque a intervenção inicial da ONU com a ajuda dos franceses estabilizou a capital Bangui, mas deixou os rebeldes a controlar a região nordeste, rica em diamantes. Os rebeldes estão a lutar para manter o controlo territorial da região".
Zentralafrikanische Republik Kämpfe
Organizações a operar no terreno pedem reforço
das tropas da ONU no país
Por outro lado, o Governo do Presidente Faustin Touadéra, desde março de 2016 no cargo, não pôs fim à violência. "Um tribunal especial para a condenação de autores de crimes foi estabelecido, mas ainda não atua ativamente. Enquanto os rebeldes não temerem as consequências, não suspenderão as batalhas", avisa o especialista da organização sem fins lucrativos Chatham House.
Em junho, um tratado de paz entre o Governo e vários grupos rebeldes foi imediatamente interrompido por fortes combates. Perto de Bria, a nordeste da capital Bangui, as tropas inimigas enfrentaram-se e fizeram mais de 100 mortos.

Reforços necessários
A maioria das organizações a trabalhar no país defende que o único caminho para a paz passa por mais tropas da ONU, mas falta assistência logística e alguns países mostram pouco interesse em participar numa missão na região, acrescenta Melly .
"Um dos problemas é que a República Centro-Africana não é vista como um interesse estratégico por ninguém e, portanto, há vontade em contribuir", lamenta Paul Melly.

DW/montedo.com

Portugal anuncia que vai comandar missão na República Centro-Africana, que contará com tropas brasileiras

Forças portuguesas assumem liderança da missão em Janeiro, anuncia o ministro da Defesa.
Foto: Lusa
Lisboa  - O ministro da Defesa Azerelo Lopes anunciou na sexta-feira (10) que Portugal vai comandar a missão da União Europeia na República Centro-Africana a partir de Janeiro de 2018.
O anúncio foi feito durante fala de Azeredo Lopes no parlamento luso, urante uma audição conjunta das comissões parlamentes de Assuntos Europeus e da Defesa Nacional sobre a cooperação estruturada permanente na área da segurança e defesa da União Europeia.
"Em Janeiro, Portugal assumirá o comando, pela primeira vez desde há longos anos, de uma missão internacional, uma vez que ficamos responsáveis pelo comando da missão na República Centro-Africana", disse o ministro.
O comante da missão será o brigadeiro-general Hermínio Teodoro Maio. de 54 anos. Ele serviu em diversas unidades do exército, no Estado-Maior-General das Forças Armadas, no Ministério dos Negócios Estrangeiros, na Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e na União Europeia (UE)".
Portugal tem na República Centro-Africana, desde Janeiro de 2017, mais cerca de 160 militares, a maioria dos quais comandos, no âmbito da força das Nações Unidas (Missão Integrada Multidimensional de Estabilização das Nações Unidas na República Centro-Africana - MINUSCA).
Com informações do site SAPO, de Portugal

Dois homens morrem e um fica ferido em confronto com Exército no Caju, Zona Norte do Rio

Segundo o Exército, homens furaram bloqueio e entraram em confronto com os militares, na madrugada deste sábado. 
Na sexta-feira, outras duas pessoas morreram em confronto com a PM.




Por G1 Rio e RJTV 1ª edição

Dois homens morreram e um terceiro ficou ferido em um confronto com militares do Exército na madrugada deste sábado (18). De acordo com o Comando Militar do Leste, por volta das 3h30, um veículo suspeito tentou furar um bloqueio feito pelo Exército na Rua Monsenhor Manoel Gomes, em frente ao Arsenal de Guerra, e houve confronto com a guarnição.
A atuação do Exército é investigada pela Justiça Militar. O homem que sobreviveu e está internado no Hospital Souza Aguiar, foi identificado (ele não deu o nome), está sob custódia e já prestou depoimento. O coronel Itamar, porta-voz do Comando Militar do Leste, informou que os corpos serão removidos para o IML e os laudos posteriormente enviados para a Justiça Militar.
Segundo o CML, as vítimas seriam suspeitos e outros dois homens que teriam furado o bloqueiro conseguiram fugir do local. Na comunidade, o Exército apreendeu cinco fuzis, duas pistolas, seis granadas de fabricação caseira, quatro rádios transmissores, 32 carregadores de fuzil, cinco carregadores de pistola e farta munição.
Em nota, o CML informou ainda que o reforço à guarda do Arsenal de Guerra foi estabelecido na última quinta-feira (16), em função de confrontos entre facções criminosas pela disputa de espaço no bairro do Caju e da possibilidade de ações desses grupos para obtenção de armas para o enfrentamento.
Ainda de acordo com o Comando Militar do Leste, a guarda do Arsenal de Guerra, que fica no Caju, e cerca de 100 militares estão atuando no entorno da região.
Confrontos deixaram outros dois mortos na sexta-feira
Os moradores do Caju dizem estar vivendo dias de terror desde quinta-feira (16) e os tiroteios são constantes. Na sexta-feira (17), outras duas pessoas morreram após um confronto com a PM. Segundo a Polícia Militar, também houve uma operação da PM na parte. Agentes da Unidade de Polícia Pacificadora do Caju e do Grupamento de Intervenções Táticas (GIT) participaram da ação e houve confrontos. A PM não informou a identificação das vítimas.
Nas redes sociais, moradores relataram intensos tiroteios na região do Caju no fim da tarde de sexta-feira.


G1/montedo.com

Correção: submarino argentino desaparecido


Submarino militar argentino ARA San Juan é visto deixando o porto de Buenos Aires (Foto: Armada Argentina/Handout via Reuters)
Submarino militar argentino ARA San Juan é visto deixando o porto de Buenos Aires (Foto: Armada Argentina/Handout via Reuters)
Por G1
OG1 errou ao informar que o submarino argentino que fez o último contato na quarta-feira (15) havia sido encontrado na noite de sexta-feira (17). A informação, inicialmente publicada pelo jornal"Gaceta Mercantil", foi desmentida em coletiva da Marinha, na manhã deste sábado (18). As operações de busca pelo submarino prosseguem, segundo autoridades argentinas. O erro foi corrigido às 11h15 de sábado. Leia a reportagem.
G1/montedo.com

17 de novembro de 2017

Bloqueio de R$ 24 mi de Lula e seu filho seria por tráfico de influência na compra dos Grippen, diz MPF

Resultado de imagem para caças gripen
SAFADEZA GRANDE NA COMPRA DE AVIÕES DE COMBATE
O bloqueio de R$24 milhões em contas do ex-presidente Lula e do filho Luiz Cláudio revela a convicção do Ministério Público Federal quanto ao envolvimento de ambos no tráfico de influência para a compra bilionária de aviões de combate suecos Gripen. O Brasil está pagando US$5,4 bilhões por 36 caças (US$ 150 milhões cada), mas a Suíça rejeitou a oferta do mesmo caça a US$140 milhões por cada um deles.

GRANA PRETÍSSIMA
O suposto superfaturamento de US$10 milhões em cada avião levanta a suspeita de propina próxima dos US$360 milhões (R$1,2 bilhão).

VOX POPULI, VOX DEI
A maioria dos suíços (53,4%) rejeitou, em referendo, a compra dos caças Gripen dois anos e meio após o Brasil do PT fechar a compra.

PRIMEIRA PARCELA GARANTIDA
A compra dos caças Gripen custou ao Brasil R$ 1,5 bilhão apenas este ano, no pagamento das parcelas previstas no contrato.
DIÁRIO do PODER/montedo.com

Brasil enviará mil soldados a missão na República Centro-Africana

Anúncio foi feito pelo ministro Raul Jungmann em Washington
O ministro da Defesa, Raul Jungmann
O ministro da Defesa, Raul Jungmann Foto: Fabio Motta|Estadão
Cláudia Trevisan, Correspondente / Washington, O Estado de S.Paulo
O Brasil deverá enviar tropas para a missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) na República Centro-Africana, disse nesta quinta-feira em Washington o ministro da Defesa, Raul Jungmann. Segundo ele, o contingente será formado por 1.000 soldados, que chegarão ao país antes de meados do próximo ano, caso a proposta seja aprovada pelo Congresso.
O objetivo do Brasil é ter o comando da missão, mas isso dependerá de uma decisão da ONU, afirmou. Jungmann discutiu o assunto com representantes da organização na quarta-feira em Vancouver, no Canadá. O próximo passo será a formalização do convite e sua submissão aos parlamentares brasileiros.
Jungmann ressaltou que o Brasil construiu uma boa imagem nessa área nos 13 anos em que esteve à frente da missão de paz da ONU no Haiti, durante os quais 36 mil soldados brasileiros passaram pelo país. Em sua opinião, a influência e o “ranking” internacional de um país são determinados em parte por sua participação nesses esforços. “Nós temos responsabilidades globais com a estabilidade e a paz no mundo.” O ministro disse ainda que o Brasil foi convidado para indicar o militar que assumirá o comando da missão de paz na República Democrática do Congo.
ESTADÃO/montedo.com

Desaparecido: submarino argentino some dos radares com 37 pessoas a bordo

Um submarino (imagem ilustrativa)
 © AP Photo/ Ben Sutton, Royal Navy
A embarcação foi vista pela última vez na manhã da quarta-feira (15) antes de ter sumido dos radares.
Segundo informa o jornal La Nación, o navio ARA San Juan desapareceu na zona sul do mar Argentino em 15 de novembro. De acordo com o jornal Clarín, o navio contava com 37 pessoas a bordo, entre elas, oito oficiais.
Quanto às razões de desaparecimento, o portal Jornada indica que o submarino perdeu o contato quando realizava manobras rotineiras.
Duas corvetas e um avião da Marinha participam da operação de busca no Golfo de San Jorge, perto de Puerto Madryn, comunica o La Nación, acrescentando que a busca começou devido à "perda de conexão das comunicações".
De 2008 a 2014, o submarino ARA San Juan que entrou em serviço em 1985, passou por reparos no estaleiro argentino Tandanor para estender sua durabilidade por mais 30 anos.
Durante a reparação foram substituídos quatro motores de diesel, motores de propulsão a jato e 960 baterias, válvulas e mecanismos internos.
No início deste mês, o ARA San Juan, junto com outros navios, recebeu autorização para participar de treinamentos conjuntos e missões de patrulhamento marítimo.

SPUTNIK/montedo.com

RJ: segurança é reforçada no Arsenal de Guerra do Exército após guerra do tráfico

Segurança é reforçada em unidade do Exército após guerra do tráfico no Caju
Confronto entre facções deixa 2 suspeitos mortos e 2 moradores feridos na comunidade

Prevenção. Militares da Polícia do Exército fazem uma blitz em frente ao Arsenal de Guerra, no Caju
Foto: Marcio Alves / Agência O Globo
Prevenção. Militares da Polícia do Exército fazem uma blitz em frente ao Arsenal de Guerra, no Caju
Marcio Alves / Agência O Globo
CAROLINA HERINGER 
RIO - A disputa entre facções rivais pelo controle do tráfico no Complexo do Caju, na Zona Portuária, levou o Comando Militar do Leste (CML) a reforçar a segurança nesta quinta-feira no entorno do Arsenal de Guerra do Rio, que fica no bairro. O apoio é dado por cem militares da Polícia do Exército. A unidade fabrica equipamentos e armas, como morteiros, e também faz a manutenção deles. Na noite de quarta-feira, um confronto entre quadrilhas deixou dois mortos e dois feridos na região.
Sobre o reforço nas imediações da unidade no Caju, o CML informou que a inteligência militar vem monitorando o aumento dos confrontos entre facções que disputam territórios no Rio e "as ações desses grupos para a obtenção de armas para o enfrentamento". O cerco faz parte da operação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), sancionada pelo presidente Michel Temer em julho, que dá aos militares o poder de polícia.
Nesta quinta-feira, militares fizeram blitzes em frente ao Arsenal de Guerra. Ainda segundo o CML, o reforço garante a segurança da unidade e "contribui para os esforços realizados pelas Forças de Segurança no combate ao crime organizado" no Rio.
A Polícia Militar também reforçou o patrulhamento no Complexo do Caju com homens do 22º BPM (Penha) e da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) local. Não foram registrados tiroteios na região nesta quinta-feira. Segundo informações da Polícia Civil, no início da noite de quarta-feira, traficantes do Comando Vermelho tentaram tomar o Caju, dominado por criminosos de outra facção.
Os confrontos deixaram dois suspeitos mortos - um de cada quadrilha - e dois moradores feridos sem gravidade. Segundo a polícia, eles já receberam alta do hospital. A tentativa de invasão está sendo investigada pela 17ª DP (São Cristóvão), responsável pela área.
Os criminosos da facção invasora não conseguiram tomar o complexo. A polícia suspeita que o ataque tenha sido orientado por bandidos oriundos do Caju, mas que mudaram de facção. Informações iniciais apontam que os invasores se concentraram primeiro no Morro da Mangueira e, de lá, partiram para a Barreira do Vasco, que fica próximo ao Caju.
A suspeita é de que os bandidos que tentaram a invasão sejam de diferentes comunidades, como Complexo do Alemão, Nova Holanda e Parque União, ambas na Maré.
No fim de setembro, policiais da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) prenderam Luiz Alberto Santos de Moura, um dos chefes do tráfico na comunidade. Ele teria participado da invasão à Rocinha, dias antes de sua captura, em apoio a Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha. Com ele, foram apreendidos dez fuzis que seriam mandados para a favela de São Conrado.
O Globo/montedo.com

Piada do dia, só que não!

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A moça encontra um sapo, que diz:

- Moça, eu não sou um sapo, sou militar do EB, lindo que recebeu uma maldição. Se você beijar a minha boca, eu volto ao normal e podemos nos casar e ser felizes para sempre!
A moça pensa e coloca o sapo na bolsa.
- Mas você não vai me beijar?
- Claro que não! Um sapo que fala dá muito mais dinheiro que um marido militar...

16 de novembro de 2017

STF mantém preso coronel do Exército condenado após ser pego com 351 kg de maconha

STF mantém preso coronel pego com 351 kg de maconha comprados em MS
Coronel foi preso em setembro de 2014 (Imagem: reprodução/G1)
Anahi Zurutuza
O ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal FederaL), decidiu manter preso o coronel do Exército Ricardo Couto Luiz, flagrado no Rio de Janeiro com 351 kg de maconha em 2014 e condenado por tráfico de drogas. A Justiça do Rio condenou o militar por chefiar organização criminosa que comprava droga em Mato Grosso do Sul para distribuir na capital fluminense.
O flagrante aconteceu no dia 26 de setembro de 2014, em Xerém, bairro de Duque de Caxias (RJ). A droga que pertencia ao coronel estava armazenada em um veículo.
Ele foi condenado a dez anos de prisão.

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Decisão
Na terça-feira (14), Fachin negou seguimento ao habeas corpus impetrado pela defesa do coronel reformado. Os advogados alegavam que o crime atribuído ao oficial deveria ser enquadrado como tráfico privilegiado – artigo 33, parágrafo 4º, da Lei de Antidrogas – situação em que o réu é primário, possui bons antecedentes, não se dedica à atividade criminosa nem integra organização criminosa.
A defesa sustentou ainda que o STF tem entendimento de que o tráfico privilegiado não apresenta a natureza de crime hediondo, assim, o condenado poderia ganhar a liberdade por já ter cumprido um sexto da pena.
O ministro Edson Fachin reproduziu na decisão parte da sentença dada por juiz da 1ª Vara Criminal de Duque de Caxias. “A prova produzida indica que o acusado integra organização criminosa, pegando a enorme quantidade de droga para distribuição com fornecedores sitiados no Estado do Mato Grosso do Sul”, destacou o magistrado na sentença.
Depois, o ministro lembrou que a condenação foi mantida TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro). Por fim, ele indeferiu o pedido de habeas corpus, ressaltando ainda que o cálculo de progressão da pena (cumprimento) não foi submetido ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) e por isso, “a análise da questão pelo STF resultaria em indevida supressão de instância”.
Campo Grande News/montedo.com

Polícia investiga possível execução no caso coronel morto em túnel no RJ

Crime aconteceu na manhã desta quarta-feira
Tiro em carro de coronel da FAB morto dentro do Túnel Marcelo Alencar na manhã desta quarta-feira - Custódio Coimbra / Agência O Globo
IGOR RICARDO
RIO - A Polícia Civil investiga se um coronel reformado da Força Aérea Brasileira (FAB), morto a tiros no Túnel Marcello Alencar, na Zona Portuária, ontem de manhã, foi executado ou vítima de latrocínio. Ialdo Pimentel, de 66 anos, estava a caminho de Bangu e seguia na via pela pista em direção à Rodoviária Novo Rio quando teve o carro fechado por outro veículo. Um homem desceu do banco do carona e disparou pelo menos três vezes contra o Honda HR-V em que Ialdo estava com a mulher.
A hipótese de execução ganhou força por conta da dinâmica do assassinato. Segundo o delegado adjunto da Divisão de Homicídios (DH), André Timoni, os criminosos estavam seguindo a vítima desde o Aterro do Flamengo e tentaram emparelhar com o carro do militar diversas vezes. Embora estivesse na reserva, Ialdo ainda trabalhava como prestador de serviços do Centro de Computação da Aeronáutica.
— Não descartamos nenhuma das duas hipóteses, mas é uma dinâmica que foge um pouco do latrocínio. O carro dos criminosos estava seguindo o do coronel — disse Timoni.
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VIÚVA ACOMPANHOU PERÍCIA
Segundo o delegado, o carro dos criminosos tentou abordar o de Ialdo no Aterro, mas ele conseguiu desviar. Depois, houve nova tentativa, já dentro do túnel, mas o coronel também conseguiu escapar da abordagem. Não se sabe se a vítima tinha percebido se tratar de uma perseguição ou se considerou ser apenas imprudência de trânsito. Na terceira tentativa, os bandidos ultrapassaram o Honda do coronel e atiraram.
Muito abalada, a mulher da vítima, que pediu para não ser identificada, contou à polícia que os dois estavam indo para um evento com crianças especiais na Zona Oeste. Após o crime, ela foi para a 4ª DP (Praça da República). Depois, voltou para o Túnel Marcello Alencar para acompanhar o trabalho da perícia. Acompanhada de um sobrinho de Ialdo, a viúva deu detalhes sobre a ação dos bandidos. O carro do casal foi devolvido aos familiares após a perícia, e retirado do túnel por um reboque da concessionária Porto Novo.
Na tarde de ontem, a mulher de Ialdo prestou depoimento na DH por mais de duas horas. Ela é considerada peça-chave na investigação.
— Meu marido era uma pessoa muito querida. Neste momento, preciso ser forte porque temos uma filha que era muito ligada a ele. Semana que vem é aniversário dela e iríamos viajar juntos, mas infelizmente aconteceu isso. Estávamos casados há mais de 40 anos — disse a viúva.
A Polícia Civil já está com imagens do crime e tenta identificar os bandidos. Ainda não há informações sobre o enterro do coronel.
O Globo/montedo.com

Soldado do Exército é preso por tráfico de drogas no MT

Soldado do Exército é preso por tráfico de drogas em Cáceres
Com o militar foram encontrado 37 kg de Pasta Base de Cocaína.
JONER CAMPOS
Cáceres (MT) - Um soldado do Exército foi preso por tráfico de drogas na noite de ontem (14), durante um patrulhamento realizado pelo Grupamento Especializado de Fronteira (Gefron), na MT 265 no município do Porto Esperidião distante à 322 km de Cuiabá (MT). Com ele, a polícia encontrou 37 kg pasta base de cocaína.
De acordo com os policiais do Gefron, ele foi detido durante um patrulhamento nas proximidades do Destacamento Militar de Fortuna, ele conduzia um veículo Volkswagen Saveiro que seguia sentido zona rural a cidade de Porto Esperidião, no momento da abordagem o suspeito tentou passar pelo bloqueio, porém não obteve êxito, um segundo suspeito saltou da carroceria do veículo, embrenhando-se na mata, permanecendo somente o condutor do veículo que posteriormente foi identificado com D. N. S. (28 anos), militar do exército, lotado no 2º Batalhão de Fronteira em Cáceres.
Durante a revista ao veículo foi localizado duas mochilas de cor verde com características às do exército brasileiro, contendo no interior das mesmas substâncias análogas à pasta base de cocaína, que somadas resultaram num total de 36 tabletes e posteriormente ao realizar a pesagem totalizou aproximadamente 37.100 kg, foi realizada uma varredura na mata com intuito de localizar o segundo indivíduo, porém sem êxito.
Por ser membro das Forças Armadas o mesmo foi entregue ao quartel do 2º Batalhão de Fronteira. Os materiais apreendidos foram encaminhados para a Delegacia de Fronteira de Cáceres.
CÁCERES NOTÍCIAS/montedo.com

15 de novembro de 2017

Coronel da FAB é morto em tentativa de assalto no RJ

Coronel da Força Aérea é morto durante tentativa de assalto no Túnel Marcelo Alencar
Carro de vítima de tentativa de assalto no Túnel Marcelo Alencar
Carro de vítima de tentativa de assalto no Túnel Marcelo Alencar Foto: Custódio Coimbra / O Globo
RIO - Um coronel da Força Aérea Brasileira (FAB) foi morto durante uma tentativa de assalto no início da manhã desta quarta-feira, dentro do Túnel Marcelo Alencar. De acordo com as primeiras informações, a vítima, que foi identificada como Ialdo Pimentel, foi baleado quando seguia pela pista sentido Rodoviária Novo Rio.
Ainda segundo a polícia, o coronel, que estava acompanhado da mulher, teria se assustado no momento em que foi abordado pelos bandidos e acelerou o veículo. Segundo uma testemunha, os criminosos teriam atirado três vezes contra o veículo. A mulher do coronel não ficou ferida.
- Ele era uma pessoa muito querida. Neste momento, preciso ser forte, porque temos uma filha que era muito ligada a ele. Semana que vem é aniversário dela e íamos viajar juntos, mas infelizmente aconteceu isso. Estávamos casados há mais de 40 anos. Não quero entrar em detalhes. Eu só quero ser forte neste momento e peço que vocês me respeitem - disse a viúva, que não quis ser identificada.
Policiais da Delegacia de Homicídios estão no local. Eles isolaram a área para o trabalho de perícia. O corpo foi encontrado dentro de um carro e foi levado para o Instituto Médico Legal (IML).
A Polícia Civil já está com imagens do momento do crime. A principal hipótese para o crime é de latrocínio (roubo seguido de morte).
Ainda não há informações sobre o enterro da vítima.
EXTRA/montedo.com

RJ: Exército diz que envolvidos em ação no Salgueiro só serão apresentados à Justiça militar

CML afirmou ainda que armas também estão à disposição apenas da Justiça militar, no âmbito federal
Carro da Defesa Civil que levou corpos de mortos no Salgueiro para o Instituto Médico-Legal Foto: Cléber Júnior em 11/11/2017 / Agência O Globo
Carro da Defesa Civil que levou corpos de mortos no Salgueiro para o Instituto Médico-Legal
Cléber Júnior em 11/11/2017 / Agência O Globo
CAROLINA HERINGER
RIO - O Comando Militar do Leste (CML), indagado se os militares que participaram da operação no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, prestarão depoimento à Polícia Civil, quando requisitados, assim como se as armas usadas por eles serão entregues à corporação, respondeu que “o armamento empregado e os militares presentes na ação estão a disposição da Justiça militar, no âmbito federal”. A operação deixou sete mortos.
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG). A ação, ocorrida na madrugada do último sábado, contou com a participação de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil, e com militares do Exército. Tanto os policiais da Core quanto os militares negam que tenham feito disparos durante a ação.
O posicionamento do CML se apoia no fato de a Polícia Civil não ter atribuição para investigar crimes dolosos contra a vida cometidos por homens das Forças Armadas em missões de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), sancionada pelo presidente Michel Temer no mês passado. Por isso, os militares não constam como investigados no inquérito da DHNSG, mas apenas como testemunhas.
O próprio Exército, no entanto, não abriu inquérito para apurar o caso. “Não há indícios de crime militar que motive instauração de um inquérito policial militar, já que não houve disparo de arma de fogo partindo dos militares envolvidos na ação”, alega o CML.

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A DHNSG encaminhará ofício ao Exército solicitando que os militares que participaram da ação prestem depoimento e apresentem as armas utilizadas.
Ainda na nota, o CML afirmou que a Core é que estava no comando da operação, e o Exército apenas apoiou a ação. “O objetivo das Forças Armadas, na ação, era de apoiar a operação da Core”, diz o comunicado da assessoria de imprensa.
O delegado Rodrigo Oliveira, diretor da coordenadoria, afirma o oposto. Em depoimento, ele afirmou que a tropa de elite da Polícia Civil dava cobertura a uma “missão de reconhecimento” do Exército no Complexo do Salgueiro.
Os militares, ainda de acordo com o delegado, seguiam na linha de frente e os policiais, que seguiam atrás, apenas ouviram o som dos tiros. No local de crime, peritos da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) apreenderam diversos projéteis. As armas dos agentes já foram entregues para confronto balístico. Ao todo, 20 policiais civis participaram da incursão.
O Globo/montedo.com

14 de novembro de 2017

É ouro! 74 alunos dos Colégios Militares são premiados na Olimpíada Brasileira de Matemática

Sistema Colégio Militar do Brasil na 12ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP 2016)
Rio de Janeiro (RJ) – Alunos dos diversos Colégios Militares do Sistema Colégio Militar do Brasil participaram da 12ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP 2016), realização da Associação Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), com apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).
A OBMEP é promovida com recursos oriundos do contrato de gestão firmado pelo IMPA com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e com o Ministério da Educação (MEC), sendo dirigida aos alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e aos alunos do Ensino Médio, de Escolas Públicas municipais, estaduais e federais, e Escolas Privadas, bem como aos respectivos professores, escolas e secretarias de educação.
As provas são realizadas em duas etapas, onde a primeira é a aplicação de prova objetiva (múltipla escolha) a todos os alunos inscritos pelas escolas, sendo a segunda, a aplicação de prova discursiva aos alunos selecionados pelas escolas.
Os alunos participantes da OBMEP foram divididos em três níveis, de acordo com o seu grau de escolaridade:
  • Nível 1 – alunos matriculados no 6º ou 7º ano do Ensino Fundamental.
  • Nível 2 – alunos matriculados no 8º ou 9º ano do Ensino Fundamental.
  • Nível 3 – alunos matriculados em qualquer ano do Ensino Médio.

Separados por milhares de quilômetros e realidades diversas, 501 estudantes de escolas públicas de todo o país têm um encontro nesta terça-feira (14), no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, promovido pelo IMPA, evento onde esses jovens e crianças serão protagonistas de uma mesma história: conquistaram, entre 17,8 milhões de participantes, a medalha de ouro na OBMEP 2016.
A premiação nacional terá a presença de representantes dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, do diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana, e do diretor-adjunto do IMPA e coordenador nacional da OBMEP, Claudio Landim.
Dentre os agraciados, o Sistema Colégio Militar do Brasil (SCMB) terá 74 alunos dos diversos Colégios Militares recebendo a honraria, o que reflete o empenho dos Docentes e Agentes de Ensino no ensino da Matemática. (DEPA)
EB/montedo.com

Confira a relação dos alunos premiados com a medalha de ouro na OBMEP/2016

Vereador é denunciado por fraude em investigação que prendeu tenente do Exército por pedofilia

Vereador Cláudio Prates é acusado por fraude em investigação que prendeu tenente por pedofilia
Laudo da Polícia Federal aponta que arquivos apreendidos em operação em 2010 podem ter sido plantados pelo vereador; Justiça aceitou denúncia sobre fraude processual e pedofilia contra o vereador.
Cláudio Prates é presidente da Câmara de vereadores de Montes Claros (Foto: Juliana Peixoto/G1)
Cláudio Prates é presidente da Câmara de vereadores de Montes Claros (Foto: Juliana Peixoto/G1)
Valdivan Veloso
G1 Grande Minas
Montes Claros (MG) - O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) aceitou a denúncia contra o vereador Cláudio Prates (PTB) feita pelo Ministério Publico Federal. O vereador, que também é escrivão da Polícia Federal e presidente da Câmara de Vereadores de Montes Claros, é acusado na denúncia de ter “armazenado imagens de fotografias digitais contendo cenas de sexo explícito e pornográficas envolvendo crianças ou adolescentes”.
A denúncia acusa ainda o vereador de ter inserido um pen drive com as imagens em um ambiente onde era realizada uma ação de busca e apreensão, durante a operação Senhor das Armas, em 2010; na ocasião, o tenente aposentado do Exército, Wendel Nassau Nether, foi preso por pedofilia, posse ilegal de armas de uso restrito e ameaça.
De acordo com o advogado Frederico do Espírito Santo, que defende o tenente aposentado, após a prisão do tenente houve uma perícia no pen drive. “Desde o início tentamos convencer a Justiça de que este pen drive não é do Wendel. Pedimos uma perícia, feita pela própria Polícia Federal, que aponta que os arquivos não foram manipulados no computador de meu cliente. Inclusive, o computador não tinha suporte ou entradas para se usar um pen drive”.
Advogado Frederico do Espírito Santo, que defende o tenente Wendel Nassau (Foto: Valdivan Veloso/G1)
Advogado Frederico do Espírito Santo, que defende o tenente Wendel Nassau (Foto: Valdivan Veloso/G1)
A perícia encontrou no pen drive três arquivos contendo imagens de crianças ou adolescentes em situações pornográficas. O laudo da Polícia Federal registrou ainda o nome 'Prates' como último autor dos arquivos, sendo que um deles foi criado no mês de fevereiro – sete meses antes da operação Senhor das Armas. Também de acordo com a perícia, a última alteração nos arquivos foi realizada poucas horas antes da operação.
Também de acordo com a denúncia, Cláudio Prates foi quem recebeu a denúncia contra o tenente, na ocasião da operação. Ele acompanhou de perto toda a investigação, inclusive a ação de busca e apreensão na fazenda do tenente.
Segundo a decisão, o processo "tramitará em segredo de Justiça para fins de proteção da intimidade das crianças e adolescentes cujas imagens encontram-se contidas nos autos".

Relembre o caso
OFICIAL DO EXÉRCITO É PRESO COM MATERIAL PEDÓFILO E EXPLOSIVOS  
TENENTE ACUSADO DE PEDOFILIA PODE TER ABUSADO DE MAIS CRIANÇAS

O que diz o vereador
Cláudio Prates conversou no com o G1 no dia 25 de outubro, sobre o indiciamento. Na ocasião, ele negou que tenha inserido o pen drive nos objetos apreendidos na casa do tenente. Ele afirma ter sido vítima de perseguição política.
“Prates é um nome, como eu disse em minha defesa, super comum. Talvez em outras regiões não, mas em Montes Claros temos o Bairro Major Prates, temos a Rua Coronel Prates, Rua Juca Prates. Então, é um nome muito comum. Tanto que nesta investigação, houveram outras mídias apreendidas, não me recordo, mas aparece outros nomes Prates que não sou eu. A impressão que dá é que houve uma seletividade; o nome é ligado a alguém que hoje ganhou um destaque porque é presidente da Câmara, foi candidato a deputado com quase 30 mil votos. Ainda um nome que sempre aparece como candidato a prefeito de Montes Claros”.
O vereador argumenta ainda que o cargo de escrivão de polícia, geralmente, segue as determinações dos superiores, e na operação Senhor das Armas não foi diferente. “Estou com minha consciência tranquila. Tenho 15 anos de polícia. Meu trabalho na Polícia Federal era muito mais social do que de policial. Isso, na verdade, foi a grande plataforma que me trouxe para a política. Sempre fui uma pessoa que sempre trabalhei na legalidade”.
Sobre a decisão da Justiça, divulgada nesta segunda-feira (13), Claudio Prates diz que ainda não foi notificado. Em nota, ele afirma que as acusações feitas a ele são absurdas e improcedentes. 

Leia na íntegra:
"Jamais cometi o que me acusam: ter fraudado uma operação policial há quase oito anos atrás. Isto é um absurdo!
A minha história de vida e profissional começa muito antes da Polícia Federal. Sou professor, advogado. Por dez anos exerci a advocacia na sua plenitude. Atuei por cerca de 10 anos como advogado, grande parte para o Centro Social de Cabos e Soldados da Polícia Militar. Um dos feitos que mais me orgulha é a minha caminhada junto à igreja e nos movimentos cristãos que eu, minha família nos dedicamos a ajudar ao próximo e buscar forças para os embates terrenos. É junto a Deus que minhas forças são renovadas.
Trabalho há cerca de 15 anos na Polícia Federal e sempre pautei minha conduta pela ética e como um servidor exemplar, cumpridor das regras estabelecidas pela instituição, muito além das minhas obrigações, haja vista que realizei milhares de palestras de prevenção as drogas e de outros temas. Participei de dezenas de operações policiais, sempre com respeito a legalidade e retidão, inclusive esta Operação “Senhor das Armas”, cuja a minha atuação, bem como dos meus colegas foi totalmente dentro da normalidade, como qualquer outra.
Esta injusta acusação tem tentam atribuir a mim, tem cunho totalmente político, uma vez que, não há materialidade nas denúncias. O Inquérito instaurado há poucos meses contra mim sequer foi concluído (nem fui indiciado pela Autoridade Policial que investigava o Inquérito em Belo Horizonte).
Curiosamente, às vésperas das eleições de 2018, uma clara armação descabida bate à minha porta, numa clara intenção de tentar atingir a imagem de respeito e austeridade, que conquistei junto à sociedade. Repito: a Operação policial “Senhor das Armas”, ocorrida em 2010, absolutamente legítima, no meu ver e foi realizada por dezenas de policiais, dentre eles agentes e um delegado, que coordenava toda ação. Nenhum dos policiais que participou da operação fez qualquer depoimento contrário a minha conduta. Pelo contrário, ela se deu dentro da maior normalidade e dentro das minhas obrigações funcionais, como todos que participaram da operação, que logrou encontrar dezenas de armas e munições ilegais. O processo não foi concluído e o réu não foi absolvido.
A absurda acusação que tentam imputar a mim, de uma suposta fraude processual é baseada exclusivamente em um arquivo de mídia com o sobrenome "Prates" (que a propósito é muito comum em Montes Claros e região), que é também o meu sobrenome, só isso, mas que, reafirmo que nada tem a ver comigo. Percebe-se claramente uma seletividade para associar meu sobrenome. Nome este, que fruto de trabalho ganhou mais destaque por ter sido por duas vezes o vereador mais votado da maior cidade do Norte de Minas.
Atualmente estou presidente da associação de Câmaras Municipais do Estado de Minas (AMCM) e Presidente da Câmara de uma cidade de mais de 400 mil habitantes, liderando 23 vereadores. Sou suplente de deputado estadual, tendo obtido quase 30 mil votos nas eleições de 2014, mais de 20 mil em Montes Claros.
O objetivo é sem dúvidas me prejudicar nas eleições para deputado federal em 2018, para o qual sou candidato a candidato. Meu nome é ventilado para concorrer a uma vaga na câmara federal. Ação, divulgada e referendada pela Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef).
“Em Minas Gerais, um dos nomes mais cotados para assumir a candidatura de deputado federal é o policial federal e vereador Cláudio Prates. Na PF há 15 anos, ele foi o vereador mais votado de Montes Claros (MG), nas eleições de 2012 e 2016, com campanha realizada nas redes sociais.”
Como haver um processo questionando a conduta? Porque somente a minha conduta foi questionada num universo de dezenas de policiais federais e quase 08 anos depois?
Não sou a primeira vítima numa armação política. Espero ser a última."
G1/montedo.com

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