27 de abril de 2017

Equipe da ONU avalia capacidade do Brasil para novas Missões de Paz

Brasília – Uma equipe das Organizações das Nações Unidas (ONU), encarregada de avaliar tropas para novas Missões de Paz, iniciou inspeção em organizações militares brasileiras com o objetivo de direcionar as Forças Armadas do Brasil para novas operações, após a saída dos militares do Haiti. A inspeção começou nas cidades de Manaus (AM) e Porto Velho (RO), onde os inspetores avaliaram cinco aeronaves militares (C-105 Amazonas, dois H-60 Black Hawk e dois A-29 Super Tucano) de esquadrões da Força Aérea Brasileira (FAB).
Essa avaliação in loco pode elevar o País ao nível 3, que caracteriza a aprovação da ONU e o início de negociação por meio de memorando de entendimento, com a definição da missão a ser atribuída. O Brasil atualmente está no nível 1, ao oferecer suas capacidades (tropas e meios) para verificação da organização. A visita caracteriza o nível 2, quando se avalia pessoal, disponibilidade de equipamentos e padrão de treinamento.
A presença da comitiva da ONU visa assessoramento e avaliação das capacidades ofertadas pelo Brasil ao United Nations Peacekeeping Capability Readiness System (UNPCRS), programa relativo ao emprego das Forças Armadas em Missões de Paz.
Segundo o chefe da comitiva das Nações Unidas, o coronel Humayun Chohan Zia, o Brasil é um dos países que tem oferecido considerável contribuição à ONU, como apoio ao Haiti (MINUSTAH) e também com grandes representações individuais em inúmeras missões, como staff e observadores. “O Brasil tem grande possibilidade de empregar meios aéreos na África e em outras missões”, afirmou.
Para o subchefe de Operações de Paz do Ministério da Defesa, o almirante Rogério Ramos Lage, o ministério sempre atua no sentido de mostrar à ONU que o Brasil possui condições de apresentar tropas, material e pessoal para o emprego em Missões de Paz. “Tenho orgulho de mostrar nossa capacidade de cumprimento e atendimento aos compromissos assumidos diante dessa organização e à comunidade internacional”, avaliou.
Inspeção da ONU
As atividades dos inspetores da ONU foram acompanhadas por militares do MD, do Centro Conjunto de Operações de Paz no Brasil (CCOPAB), do Comando de Preparo (COMPREP) e do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER). No Esquadrão Arara (1º/9º GAV), a equipe conheceu o C-105 Amazonas.
Parte da comitiva da ONU segue com a visita aos esquadrões aéreos da FAB até quarta-feira (26), com vistoria as unidades aéreas em Manaus, no Esquadrão Harpia (7º/8º GAV), com os helicópteros H-60L Black Hawk.
Nesta terça-feira (25), o grupo esteve em Porto Velho (RO), onde está sediado o Esquadrão Grifo (2º/3º GAV), com aeronaves de caça A-29 Super Tucano.
A avaliação da ONU continua durante o Exercício Avançando de Operações de Paz (EAOP), realizado até 28 de abril pelo Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB), em Caçapava (SP). O exercício irá certificar o 26º Contingente Brasileiro (CONTBRAS) que embarca para Porto Príncipe, capital do Haiti, no próximo mês.
Os militares ficarão naquele país até 15 de outubro, quando haverá a substituição da MINUSTAH pela Missão das Nações unidas de Apoio à Justiça no Haiti (MINUJUSTH). O encerramento da missão foi definido pela ONU neste mês.
Outro inspetor do UNPCRS realizará, ao mesmo tempo, avaliação de uma unidade médica estabelecida na Base de Apoio Logístico do Exército, no Rio de Janeiro (RJ). Ainda haverá parte da comitiva da ONU, ao final da visita, no Grupamento de Fuzileiros Navais de Itaoca (ES), tropa que também participa do CONTBRAS.
Com informações da Agência Força Aérea e do Ministério da Defesa
DEFESA (Ascom)/montedo.com

Divergência com Exército faz atletas serem proibidos de usarem legado olímpico em Deodoro

Demétrio Vecchioli 
Cerca de 40 atletas do pentatlo moderno estão sendo proibidos de utilizar a piscina usada durante os Jogos Olímpicos do Rio-2016 e que vinha sendo o CT do pentatlo, em Deodoro. A proibição foi determinada pelo Exército, que alega que a Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno (CBPM) não se mostrou disposta a regularizar a situação do CT. Já a entidade foi reclamar dos militares para o Ministério do Esporte, que tenta encontrar uma solução. Em meio ao empurra-empurra, os atletas é que saem perdendo. 
A piscina olímpica do Complexo de Deodoro foi construída para os Jogos PanAmericanos de 2007 e, desde então, é o local dos treinamentos de natação dos atletas da CBPM, que também mantém o projeto PentaJovem, que visa formar atletas da modalidade. Entre 2013 e 2015, o Ministério do Esporte investiu R$ 7,8 milhões para manter o projeto, bancar viagens e comprar material esportivo.
O plano era que o projeto chegasse a 100 atletas, mas apenas 40 estavam treinando na piscina olímpica antes de o Centro de Capacitação Física do Exército (CCFEx) barrar, na semana passada, que eles continuassem treinando no local. Eles continuam nadando em Deodoro, mas em uma piscina semiolímpica, que foi utilizada para aquecimento dos atletas durante os Jogos Olímpicos do Rio. Os pentatletas, porém, só podem utilizar quatro raias da piscina. As demais são exclusivas do Clube Militar.
Questionado, o Ministério do Esporte explicou que a CBPM “precisa regularizar a utilização da área do CCFEx mediante a formalização de um instrumento legal com o Exército Brasileiro”, que pode ser um Acordo de Cooperação Técnica ou um Termo de Permissão de Uso. A pasta ainda disse que está em contato com Exército e CBPM para resolver o impasse. O calendário oficial da entidade para
2017 não prevê nenhuma prova lá no ano. Internamente, o Exército tem reclamado da postura dos dirigentes da CBPM, que teriam sido procurados após a Olimpíada para resolverem a situação. Um
ultimato foi dado depois que o Ministério do Esporte assumiu o controle do Parque Olímpico da Barra e começou a formalizar acordos de cooperação com órgãos como o COB, o Comitê Paralímpico (CPB) e o Comitê de Clubes (CBC).
Mas, um mês após ultimato, as negociações sequer haviam começado. Pelo que apurou o blog, a proibição de utilizar a piscina foi a forma que o Exército encontrou de forçar o CBPM a formalizar o uso da área, assumindo responsabilidades também. A confederação foi procurada e, inicialmente, disse que o blog deveria questionar o Ministério do Esporte, que havia sido oficiado sobre o problema. Novamente questionada depois da resposta do governo, a CBPM afirmou que preferia não comentar.
Olhar Olímpico/montedo.com

26 de abril de 2017

STM mantém condenação de mulher que fez idosa passar-se pela mãe e recebeu pensão por quase vinte anos

Estelionato: mulher usa idosa como mãe e causa prejuízo de mais de R$ 200 mil ao Exército
Estelionato: mulher usa idosa como mãe e causa prejuízo de mais de R$ 200 mil ao Exército
O Superior Tribunal Militar (STM) confirmou sentença de primeiro grau que condenou uma mulher por receber indevidamente valores de pensão.
A acusada continuou recebendo o benefício mesmo após o falecimento da mãe, que era a verdadeira pensionista de um ex-servidor civil do Exército da 26ª Circunscrição de Serviço Militar, sediada em Teresina (PI).
Consta na denúncia que a pensionista morreu em outubro de 1995, data em que se deveria, a partir de então, cessar o pagamento da respectiva pensão.
No entanto, a filha, em vez de comunicar o falecimento da mãe ao Exército, não só omitiu o óbito de sua mãe, como também recorreu a uma senhora, a qual, munida de documento de identidade contendo sua foto, mas os dados pessoais da falecida, fazia-se passar pela pensionista nas oportunidades em que precisava se apresentar perante a 26ª CSM.
Para o Ministério Público Militar, a denunciada manteve em erro a Administração Militar durante, aproximadamente, 17 anos e 9 meses, quando, em 8 de maio de 2013, a idosa que se passava pela mãe da ré também morreu.
Os prejuízos aos cofres públicos foram da ordem de R$ 200 mil, conforme laudo contábil.
O crédito dos benefícios ocorria diretamente na conta corrente de titularidade da própria denunciada, que efetuava o saque dos valores, obtendo a indevida vantagem econômica, conforme extratos obtidos após a quebra de sigilo bancário.

Defesa apela ao STM
Ao ser julgada pela Auditoria de Fortaleza, a acusada foi condenada a dois anos e quatro meses de reclusão, pelo crime de estelionato, conforme o artigo 251 do Código Penal Militar (CPM).
A sentença de primeira instância foi expedida em julho de 2016.
Inconformada com a decisão, a defesa recorreu ao Superior Tribunal Militar e pediu a absolvição da ré com base em duas alegações: a ausência do elemento subjetivo dolo e inexistência de prejuízo para a administração militar, além da presença de causa excludente de ilicitude ou, no mínimo, dúvida sobre sua existência.
Na ótica defensiva, a alínea “a” do inciso II do artigo 5º da Lei nº 3.373/58, que dispõe sobre o Plano de Assistência ao Funcionário e sua Família, garantiria à acusada, que ostentava a condição de filha solteira, a reversão da pensão por ocasião do falecimento da beneficiária.
Ao analisar o caso, o ministro Cleonilson Nicácio Silva, relator no STM, lembrou que à época do falecimento a ré ocupava cargo público na rede estadual de ensino do Piauí, o que a impediria de receber o benefício.
"De fato, ela só se aposentou em 30 de dezembro de 2004". O relator tampouco acatou a alegação da defesa segunda a qual a vedação legal para a recepção da pensão
Nesse sentido, incidiria a exceção disposta no parágrafo único do artigo 5º da Lei nº 3.373/58, segundo o qual “(...) a filha solteira, maior de 21 (vinte e um) anos, só perderá a pensão temporária quando ocupante de cargo público permanente (...)”.
“Portanto, considerando a condição de detentora de cargo público estadual permanente à época do falecimento, ao meu sentir, a ré preferiu omitir o óbito de sua genitora com o claro propósito de auferir a renda proveniente dos vencimentos de professora da rede pública de ensino cumulado com o benefício da pensão, sendo este o motivo determinante de não ter requerido à Administração Militar, formalmente, o aludido benefício após o falecimento de sua mãe”, afirmou o relator.
O ministro também ressaltou que a jurisprudência do STJ é “no sentido de que a filha solteira maior de 21 anos e ocupante de cargo público efetivo pode optar por receber a pensão temporária da Lei nº 3.373/58, em detrimento de seus vencimentos”.
“Conclui-se, pois, que a acusada induziu a Administração Militar em erro para a obtenção de vantagem indevida, omitindo, deliberadamente, informação sobre o falecimento da sua genitora e ex-pensionista”, afirmou o ministro.
“Quanto à autoria, em seu depoimento colhido em Juízo, a acusada revelou que tinha pleno conhecimento do falecimento da ex-pensionista em 26 de outubro de 1995, porém, não apresentou a Certidão de Óbito de sua genitora na Unidade Pagadora.”
O Laudo Pericial Contábil, subscrito por dois peritos, comprovam o prejuízo causado ao Erário, da ordem de R$ 234.014,15, valor atualizado até 2 de agosto de 2013.
“Como cediço, o silêncio malicioso quanto à morte de pensionista, objetivando manter em erro a Administração, induzindo-a a continuar pagando o benefício, configura o meio fraudulento apto a caracterizar, ao menos em tese, o delito de estelionato”, concluiu o relator.
O Plenário do STM seguiu, por unanimidade, o voto do relator para manter íntegra a senteça de primeira instância, com o direito de apelar em liberdade e o regime prisional inicialmente aberto.
STM/montedo.com

Sepultados os três recrutas do Exército que morreram afogados durante treinamento em SP

25 de abril de 2017

Trump envia submarino nuclear para a Península Coreana

Embarcação deve passar pelo porto da cidade sul-coreana de Busan nesta terça, mesmo dia em que a Coreia do Norte celebra data importante de seu calendário
Da redação
O governo dos Estados Unidos enviou o submarino nuclear USS Michigan para o litoral da Coreia do Sul, informou a CNN nesta segunda-feira.
De acordo com a rede de notícias americana, a embarcação deve passar pelo porto da cidade sul-coreana de Busan nesta terça-feira, mesmo dia em que a Coreia do Norte celebra o 85º aniversário da criação de seu Exército do Povo, uma data importante para o regime de Kim Jong-un e que, segundo alguns analistas, pode ser a ocasião para um novo teste balístico de Pyongyang.
Movido à energia nuclear, o USS Michigan foi originalmente desenvolvido para carregar (e lançar) mísseis com ogivas atômicas, mas passou por modificações em 2004 para ser capaz de disparar torpedos menores. Atualmente, a embarcação tem capacidade para lançar mais de cem Tomahawks.
A manobra é mais uma demonstração de força do presidente americano Donald Trump, com o objetivo de intimidar o ditador norte-coreano, que afirmou que reforçará suas “medidas nucleares de autodefesa” perante o envio do porta-aviões americano USS Carl Vinson para perto de seu território.
O porta-aviões USS Carl Vinson e sua frota de ataque se encontram atualmente realizando exercícios conjuntos estratégicos com tropas japonesas no Pacífico e planejam se aproximar da península da Coreia no final desta semana.
Washington anunciou há duas semanas que tinha enviado o porta-aviões em resposta a um teste de mísseis norte-coreano no início de abril, embora a frota tivesse participado primeiro de exercícios com a Austrália sem que a Casa Branca confirmasse até a última quinta-feira.

“Erro fatal”
Em um artigo de opinião publicado pelo jornal estatal Rodong, Pyongyang afirma que “seria um erro fatal por parte dos EUA pensar que pode amedrontar a Coreia do Norte com o porta-aviões”.
O texto adverte que se “as provocações do inimigo” continuarem, as forças norte-coreanas “responderão com golpes mortais” e resistirão a “qualquer tentativa de guerra total com um ataque nuclear sem piedade”.
O artigo também ameaça “aniquilar os invasores” e anuncia que o exército e o povo norte-coreanos “reforçarão suas medidas de dissuasão nuclear para a autodefesa de todas as formas possíveis”.
(Com EFE)
Veja/montedo.com

SP: soldados morreram durante pista de orientação, diz Exército

Mãe reconhece soldado morto afogado em quartel e diz que filho reclamava de 'tratamento rígido'
Recrutas tinham entre 18 e 19 anos e entraram no exército no começo deste ano. Eles faziam atividade em que usavam bússola e mapas para encontrar a rota traçada pelos instrutores.
G1 São Paulo
A mãe de um dos três soldados que morreram durante um treinamento do exército, nesta segunda-feira (24), em Barueri, na Grande São Paulo, fez a identificação do filho Vitor Costa Ferreira, de 18 anos, na madrugada desta terça-feira (25).
Sandra da Costa Ferreira conta que o filho pensou em desistir do exército, mas que reconsiderou. “Ele estava lá havia mais ou menos dois meses. Até então, no começo, foi muito rígido o tratamento com ele, muito rígido que por um momento ele queria desistir e muitas coisas aconteceram ali. Mas, por algum momento, ele falou da última vez que falei com ele sobre esse assunto, ele disse que queria seguir carreira, que ele queria ter um futuro brilhante”, lamenta a mãe.
Os soldados com idades entre 18 e 19 anos entraram no exército no começo deste ano e eram de outro quartel, na capital. Os recrutas faziam um treinamento de localização na mata.
Segundo o exército, era uma das atividades para encerrar a fase de preparação individual e durante a semana inteira eles fariam outros exercícios de campo. Os recrutas se dividiram em equipes e usavam bússola e mapas para encontrar a rota traçada pelos instrutores e, de acordo com o exército, não deveriam ter passado pelo lago. No total, havia 154 recrutas.
De acordo com o coronel Igor Boechat, oficial de comunicação social do exército, as instruções iniciais apontavam orientação diurna. “Nesta orientação, o soldado recebe uma espécie de mapa, a gente chama de carta e ele tem que percorrer alguns pontos com a bússola, de modo que ele consiga se orientar no terreno. Por algum motivo, essa equipe, e temos que apurar ainda, essa equipe de quatro ou caiu e entrou no lago e infelizmente três militares vieram a se afogar.”
O exército disse que só vai divulgar os nomes das vítimas depois de comunicar oficialmente os parentes. Nesta segunda, a assessoria de imprensa do Comando Militar do Sudeste disse em nota que "um Inquérito Policial Militar será instaurado para levantar as causas que levaram ao incidente."
G1/montedo.com

‘ALMIRANTE BRAGA’ FEZ NEGÓCIOS NA ÁFRICA COM ARRAES



O Comandante Braga, amigo do ex-presidente Lula delatado pela Odebrecht como intermediário no recebimento de propina pelo contrato bilionário da compra de submarinos franceses, após sair da Marinha se tornou negociante de açúcar entre o Brasil e o norte da África, fazendo negócio inclusive com o ex-governador Miguel Arraes, que vivia asilado na Argélia. Chamado de “Almirante Braga” na Odebrecht, trata-se do capitão de corveta aposentado Carlos Henrique Ferreira Braga

AMIGÃO DE LULA
Milionário, dono de quinze empresas, o “Almirante Braga” chegou a emprestar um avião à campanha presidencial de Lula, em 1989.

FUNDO DE PENSÃO
O ex-executivo da Odebrecht Luiz Eduardo Soares disse que a propina para o “Almirante Braga” seria de um grupo de viúvas de almirantes.

DE ONDE SAÍA
O contrato de R$ 31 bilhões para a compra de submarinos, incluindo R$ 3,3 bilhões para a Odebrecht, era a fonte do propinoduto.

PEGADINHA NO ‘JN’
Interpelado pelo “Jornal Nacional, terça-feira (18), o coordenador do programa do submarino brasileiro, almirante Max Hirschfeld, afirmou que “inexiste” um “almirante Braga” na Marinha. Mas Hirschfeld, tanto quanto os cabeços de portos, sabem que o Comandante Braga existe.
Diario do Poder/montedo.com

Três soldados do Exército morrem afogados em quartel em Barueri, SP

Publicação original: 24/04 - 21:38
Militares faziam treinamento em lagoa do quartel do Grupo Bandeirante. Bombeiros que fizeram o socorro confirmaram as três mortes ao SPTV.
Por G1 São Paulo
Três soldados do Exército morreram afogados durante um treinamento aquático em uma lagoa no quartel do Grupo Bandeirante em Barueri, na Grande São Paulo. O quartel foi criado em 1915 e é um dos mais antigos do Exército. Bombeiros que fizeram o socorro confirmaram as três mortes ao SPTV.
Soldados desse mesmo grupo participaram ativamente da Segunda Guerra Mundial.
O afogamento foi por volta das 17h, quando os Bombeiros foram chamados para socorrer os militares que se afogaram.
A assessoria de imprensa do Comando Militar do Sudeste disse em nota:
"No dia 24 de abril, por volta das 18h, três militares do 21º Depósito de Suprimentos (21 D Sup) se afogaram no lago existente em área de treinamento militar localizada em Barueri-SP. Os militares estavam em instrução militar e participavam de atividade prevista no treinamento do combatente básico. Um Inquérito Policial Militar será instaurado para levantar as causas que levaram ao incidente. Os nomes das vítimas serão divulgados à imprensa após as respectivas famílias serem comunicadas."
G1/montedo.com

Os dias eram assim...

O GATO É BRAVO...
Três dias após renúncia de Jânio Quadros (28 de agosto de 1961), o deputado udenista Adauto Lúcio Cardoso subiu à tribuna para atacar os ministros militares que se opunham à posse do vice João Goulart, em visita à China. Adversário de Jango, Adauto propôs enquadrar os militares na Lei de Segurança Nacional. Seu colega Aliomar Baleeiro (UDN) pediu um aparte para concordar com ele “em gênero, número e grau”, mas fez uma pergunta incômoda:

- Quem é que vai colocar guizo no gato? Eu é que não vou...
Diario do Poder/montedo.com 

Coreia do Norte comemora 85º aniversário do exército com exercício com fogo real

Líder norte-coreano Kim Jong-un teria participado das manobras. Norte-coreanos teriam testado artilharia de longo alcance.
Agência EFE
A Coreia do Norte realizou nesta terça-feira (25) um grande exercício com fogo real perto da cidade de Wonsan, coincidindo com o 85º aniversário da fundação de seu exército, segundo fontes do governo da Coreia do Sul, citado pela agência de notícias "Yonhap".
O líder norte-coreano Kim Jong-un teria participado das manobras, onde teria testado artilharia de longo alcance, de acordo com a fonte do governo.
O exercício militar norte-coreano, bem como a comemoração, chegam em um momento de tensão na região por conta dos testes armamentísticos de Pyongyang e o crescente temor que o país asiático realize um novo teste nuclear que aumente a crise com os Estados Unidos.
Fotografias feitas por satélite mostram atividade no centro de testes nucleares de Punggye-ri, na Coreia do Norte, que exibiu há dez dias um grande desfile militar.
A Coreia do Norte disse na segunda (24) que reforçará suas "medidas nucleares de auto-defesa", após a ordem de Washington de enviar para a península coreana o porta-aviões Carl Vinson, em resposta ao lançamento de um míssil norte-coreano no início do mês.
As forças armadas da Coreia do Norte "responderão com golpes mortais" e resistirão "qualquer tentativa de guerra total com um ataque nuclear sem piedade", disse o regime.
G1/montedo.com

24 de abril de 2017

Em entrevista a jornal dos EUA, Dilma compara Trump a Doria e Bolsonaro


DE SÃO PAULO
Em entrevista ao jornal americano "Washington Post", publicada nesta quinta (20), Dilma Rousseff disse que é "muito possível" que o Brasil eleja um "outsider" equivalente ao presidente Donald Trump.
"Há alguns anos, diria que é impossível. Agora, acho que é muito possível. Na verdade, posso apontar algumas figuras que se parecem com ele", afirmou.
Ela mencionou o prefeito paulistano João Doria (PSDB), descrito pelo jornal como um "empresário rico que já apresentou a versão de 'O Aprendiz' no país". E Jair Bolsonaro (PSC), um político de "extrema-direita", segundo o diário, que "saudou Trump publicamente e atualmente é um dos líderes para 2018 nas pesquisas de opinião".
"Quando um governo se torna irrelevante, a política se torna irrelevante. Abre espaço para salvadores da pátria, para políticos que usam os símbolos e o marketing político e têm estratégias baseada na pós-verdade", disse a petista.
A ascensão de figuras como Bolsonaro não a surpreende, segundo afirmou. Na entrevista, disse que o apoio a ele é parte do mesmo sentimento de raiva contra o status político, o que considera perigoso.
Ela atrelou sua deposição pelo Congresso ao futuro da democracia do Brasil e ressaltou a necessidade de realizar novas eleições para substituir o governo de seu vice, Michel Temer (PMDB).
Neste mês, Dilma tem percorrido universidades e outras instituições americanas em palestras. A agenda começou na Brazil Conference, realizada pela Universidade de Harvard e pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Também participaram do evento outras personalidades brasileiras, como o juiz Sergio Moro, Marina Silva, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e o ator Wagner Moura.
FOLHA DE SÃO PAULO/montedo.com

Alunos do CMB tietam Bolsonaro

Submarinos adquridos por Lula eram de segunda categoria

SEGUNDA LINHA
OS CLASSE SCORPÈNE SÃO INFERIORES A MODELOS ALEMÃES DISPONÍVEIS
ACORDO FECHADO COM FRANCESES FOI ESPECIFICAMENTE PARA FAVORECER A ODEBRECHT
A negociata na compra de cinco submarinos franceses ainda provoca indignação na Marinha. O objetivo do governo Lula, suspeitam oficiais submarinistas, não era equipar a Marinha, mas fazer a Odebrecht faturar. O Brasil teve de adotar uma “família” diferente de submarinos, a classe Scorpène francesa, considerada inferior aos novos modelos alemães. O Brasil já utilizava submarinos de concepção germânica.

TUDO ARMADO
A contratação da Odebrecht (sem licitação) pela estatal francesa DNSC foi “condição” do governo Lula para fechar a compra dos submarinos.

POLÍTICA DE VENDAS
A DNSC foi acusada de pagar propina a integrantes dos governos da Índia e da Malásia para vender os mesmo submarinos de segunda.

NOSSO DINHEIRO
A compra dos submarinos franceses, inferiores aos alemães, custará ao Brasil R$ 31 bilhões. E garantiu R$ 3,3 bilhões à Odebrecht.

PROPINODUTO
O contrato bilionário dos submarinos fez a Odebrecht espargir propina. Só um ex-executivo confessou haver entregue R$17 milhões a petistas.
Diario do Poder/montedo.com

22 de abril de 2017

Ataque talibã contra base militar deixa mais de 100 mortos no Afeganistão

Soldados foram atingidos na mesquita durante a oração e no refeitório
O ataque de um comando talibã contra uma base militar na região norte do Afeganistão durante o momento de oração deixou mais de 100 mortos e feridos, de acordo com um balanço provisório, a maioria deles jovens recrutas. Em um comunicado, o ministério da Defesa afegão cita "ao menos 100 soldados mortos e feridos", no primeiro balanço divulgado pelas autoridades desde o fim do ataque cometido na sexta-feira à noite, durante cinco horas, por uma dezena de homens armados.
Mas um oficial que estava na base atacada, do 209º corpo do exército, na região de Mazar-e-Sharif, falou à AFP que o ataque deixou "150 mortos e dezenas de feridos". Se este balanço for confirmado, seria o ataque mais violento no Afeganistão contra civis ou militares.
"Os insurgentes talibãs executaram um ataque coordenado contra a base militar, onde os soldados estavam reunidos para a oração, provocando mais de 100 mortos e feridos nas fileiras das Forças Armadas", afirma o comunicado ministerial. "Há uma investigação em curso e o balanço pode mudar", completa a nota. Nos últimos atentados - incluindo um ataque contra o principal hospital militar do país, em Cabul - as autoridades foram acusadas de falta de transparência e de tentar minimizar os balanços. Um membro do conselho provincial, Zabihullah Kakar, anunciou que o ataque deixou "54 mortos e 58 feridos".

A hora da oração
"Estou dentro da base e acredito que 150 soldados morreram e dezenas ficaram feridos. Jovens recrutados para treinamento, procedentes das províncias de Badakhshan e de Takhar", nordeste do país, afirmou um oficial que pediu anonimato. Na sexta-feira à noite, um porta-voz militar americano anunciou "mais de 50 soldados" afegãos mortos. Dos 10 talibãs que atacaram a base, sete foram mortos, dois detonaram os explosivos presos aos corpos e um foi detido, informou o ministério da Defesa, sem revelar detalhes sobre o ataque.
A ação começou à tarde, na hora da oração de sexta-feira. "Eram 10", confirmou à AFP o oficial contactado na base. "Chegaram a bordo de Humvees e de caminhões do exército afegão. Estavam vestidos com uniformes militares", completou. "Era a hora da oração na mesquita da base, o que significa que as vítimas estavam desarmadas", explicou.
Os soldados foram atacados na mesquita durante a oração e no refeitório da base, indicou o general americano John Nicholson, que comanda a operação "Resolute Support" (Apoio Resoluto) da Otan no Afeganistão. A intervenção das forças especiais afegãs conseguiu acabar com o ataque durante a noite, de acordo com Nicholson.
Os talibãs, que exigem a saída de todas as tropas estrangeiras do Afeganistão, reivindicara, rapidamente o ataque em um comunicado no qual mencionaram "dezenas de mortos". No dia 8 de março, um ataque de mais de seis horas contra o hospital militar de Cabul, reivindicado pelo grupo Estado Islâmico, deixou 54 mortos, de acordo com o balanço oficial, e mais do que o dobro do número divulgado, segundo fontes das forças de segurança.
Correio do Povo/montedo.com

RJ: cabo do Exército é morto por bala perdida dentro de casa, durante tiroteio no Alemão

Bruno era cabo do Exército e foi baleado dentro da própria casa, no Complexo do Alemão
Bruno é cabo do Exército e foi baleado dentro da própria casa, no Complexo do Alemão
Célia Costa, Gabriela Viana, Louise Queiroga e Martha Szpacenkopf
Um militar do Exército morreu após ser vítima de uma bala perdida durante o intenso tiroteio ocorrido no Complexo do Alemão na manhã desta sexta-feira. O jovem Bruno de Souza, de 24 anos, estava dentro de sua casa, na localidade conhecida como Sabino, quando foi alvejado na perna. A troca de tiros deixou ao menos dois mortos e dois feridos.
Socorrido por vizinhos, ele foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região, mas, segundo uma prima que pediu para não ser identificada, não resistiu ao ferimento. De acordo com informações ainda não confirmadas, Souza foi atingido na artéria femoral e faleceu depois de perder muito sangue. 
Ele estava no Exército desde 2014, e atuava no 1º Batalhão de Guardas. O Exército informou que lamenta a perda do soldado e que está prestando todo o apoio à família de Bruno.
Souza foi a segunda pessoa a morrer devido à troca de tiros no complexo de favelas na Zona Norte do Rio. O adolescente Gustavo Silva, de 17 anos, também foi morto por uma bala perdida, na localidade de Alvorada, em Nova Brasília, quando estava saindo para trabalhar numa padaria. Além deles, de acordo com a Polícia Militar, um homem com passagens pela polícia morreu no PAM de Del Castilho. No entanto, não há informações de que ele estaria envolvido no tiroteio desta manhã.
Duas pessoas ficaram feridas também durante a troca de tiros. Uma adolescente foi atingida por bala perdida e socorrida por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) de Nova Brasília. Ela foi atendida na UPA do Alemão e não, segundo a PM, não corre o risco de morrer. O segundo ferido é um suspeito identificado por policiais como "Malvadão". Ele foi encontrado pelos agentes quando já estava sendo atendido no Hospital Federal de Bonsucesso.
O confronto começou quando policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) realizaram uma operação determinada pelo Ministério Público para instalar uma torre blindada no Largo do Samba, que abrigará a sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) de Nova Brasília.
EXTRA/montedo.com - edição

Descobrimento...

Sponholz

DIÁRIO do PODER/montedo.com

21 de abril de 2017

Exército foi sondado para decretar estado de defesa, diz general Villas Bôas

Segundo o general Eduardo Villas Bôas, politicos de esquerda fizeram a consulta nos dias que antecederam o impeachment de Dilma Rousseff
Por Thaís Oyama e Robson Bonin
O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, revela em entrevista a VEJA que a instituição foi sondada e rechaçou a hipótese de apoiar a decretação de estado de defesa nos dias tensos que antecederam o impeachment de Dilma. Villas Bôas não diz quais foram os políticos que fizeram a consulta, mas reconhece que as Forças Armadas ficaram “alarmadas” com a perspectiva de serem empregadas para “conter as manifestações que ocorriam contra o governo”. “Nós temos uma assessoria parlamentar no Congresso que defende nossos interesses, nossos projetos. Esse nosso pessoal foi sondado por políticos de esquerda sobre como nós receberíamos uma decretação do estado de defesa”, afirmou Villas Bôas. Na entrevista a VEJA, o comandante do Exército também manifesta também preocupação com o “perigo” de surgir no país líderes populistas com discursos “politicamente incorretíssimos, mas que correspondem ao inconformismo das pessoas”.
Para ler a entrevista na íntegra, compre a edição desta semana de VEJA no iOS, Android ou nas bancas. 
Veja/montedo.com

20 de abril de 2017

Fuzileiros Navais são presos roubando pedestres no RJ

Fuzileiros Navais são presos roubando pedestres no Méier
Militares da Marinha estava assaltando em pontos de ônibus

Caroline Lacerda
Resultado de imagem para assalto à mão armadaDois soldados da marinha foram presos e um menor apreendido, após serem flagrados roubando pedestres em um ponto de ônibus no Méier, na Zona Norte do Rio.
De acordo com a Polícia Militar, após receberem denúncias do crime, os agentes avistaram o automóvel usado pelos assaltantes e realizaram a abordagem em frente ao Hospital Municipal Salgado Filho.
Os militares foram identificados como Michael Brendo Reges De Andrade Souza e Rodrigo Teixeira Bordalo, e fazem parte da Marinha do Brasil. Os dois servem atualmente no grupamento de Fuzileiros Navais.
Com os militares foi apreendido uma réplica de fuzil. Os pertences das vítimas foram recuperados.
Bandnews/montedo.com

Diário Oficial publica nomeação do General Santos Cruz para a Secretaria Nacional de Segurança Pública

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‘Almirante‘ amigo de Lula figurou na Operação Satiagraha

O capitão de corveta aposentado Carlos Henrique Ferreira Braga, 80, chamado de “Almirante Braga” nos esquemas da Odebrecht e amigo de Lula, foi personagem da Operação Satiagraha, que investigou o banqueiro Daniel Dantas. Fontes da Marinha citam “vínculos” de Braga com outro lobista, José Amaro Pinto Ramos, que levou mais de R$ 17 milhões do programa de submarinos, segundo delatores da Odebrecht.

NEGÓCIO DE ARMAS
José Amaro Pinto Ramos atua no mercado de armas, e também opera negócios entre Brasil e França, como o programa de submarinos.

COMANDANTE QUEM?
Havia preocupação na Marinha, ontem, de destacar que o Comandante Braga não atua a seu serviço desde que foi para a reserva, em 1972.

PROPINA MILIONÁRIA
A propina de Braga, dizem delatores, se originava no contrato de R$3,3 bilhões da Odebrecht no programa de construção de submarinos.

PERSONAGEM DE LIVRO
O Comandante Braga (ele não é almirante) é citado no livro “Operação Banqueiro”, de Rubens Valente, sobre o caso contra Daniel Dantas.
DIÁRIO DO PODER/montedo.com

TCU multa Jaques Wagner em R$ 15 mil por ter nomeado marido de Ideli Salvatti para cargo nos EUA

Marido da ex-ministra foi transferido para Washington. 
O relator pediu a inabilitação do ex-ministro, mas a proposta não foi aprovada pelo plenário.

Laís Lis, G1
O Tribunal de Contas da União (TCU) multou em R$ 15 mil o ex-ministro Jaques Wagner por nomear o marido da também ex-ministra Ideli Salvatti para um cargo na Junta Interamericana de Defesa, em Washington, nos Estados Unidos. O marido de Ideli Salvatti, Jeferson Figueiredo, é 2º Tenente Músico do Exército.
Em seu voto, o ministro relator do processo, André de Carvalho, chegou a pedir a inabilitação de Jaques Wagner para cargos públicos por seis anos, mas o plenário da corte de contas acatou a proposta do ministro revisor, José Múcio, que considerou a inabilitação uma pena desproporcional.
A assessoria do ex-ministro Jaques Wagner informou que o plenário derrubou a tese do ministro relator e que tudo que foi feito pelo ex-ministro da Defesa estava dentro do parecer da Advocacia-Geral da União. A assessoria informou que Wagner não decidiu se recorrerá do pagamento da multa, mas disse que “a multa é passível de recurso”.
O ministro Carvalho destacou que por 22 meses, 19 vagas semelhantes a que foi ocupada por Figueiredo ficou desocupada e o então ministro Jaques Wagner só determinou a ocupação dessa última vaga quando Ideli Salvatti foi transferida para os Estados Unidos. O ministro afirmou ainda que a transferência foi feita sem a devida consulta do Superior Comando Militar. “Ele foi deslocado porque era marido da ex-ministra”, disse.
Leia mais sobre o caso
A transferência ocorreu em agosto de 2015. Na época, a ex-ministra foi nomeada para o cargo de assessora de Acesso a Direitos e Equidade da Organização dos Estados Americanos (OEA), também em Washington.
Durante a sessão o ministro Walton Alencar afirmou que a proposta de inabilitar Jaques Wagner feria o princípio da proporcionalidade e que qualquer militar transferido para o exterior consegue emprego para a esposa em órgão público no local. “É um fato público e corriqueiro”, afirmou o ministro.
G1/montedo.com

19 de abril de 2017

Sérgio Moro recebe a Ordem do Mérito Militar e é cumprimentado por Michel Temer

Brasília (DF)O juiz federal Sergio Moro foi condecorado na manhã desta quarta-feira com a Ordem do Mérito Militar, durante a cerimônia de comemoração do Dia do Exército, no Setor Militar Urbano. A mais importante honraria do Exército foi entregue ainda a cerca de outros 100 homenageados. 

Moro já estava presente quando o presidente Michel Temer chegou ao local e o cumprimentou.

Michel Temer chegando ao local da solenidade
Moro ao lado do apresentador Luciano Huck, que também foi homenageado


Comandante do Exército alerta para 'aguda crise moral' e 'irresponsável aversão ao exercício da autoridade', mas adverte: "Não há atalhos fora da Constituição!"


Na Ordem do Dia alusiva ao Dia do Exército, comemorado nesta quarta-feira, o Comandante da Força, General Villas Bôas, alertou que 'vivemos um tempo [...] em que a coincidência de crises extensas e profundas trazem risco inédito aos sonhos de Guararapes [batalha que é considerada o marco histórico do surgimento do Exército Brasileiro]'.
'Apesar dos esforços dos Governos,' - continua - ' o colapso da segurança pública nos cobra dezenas de milhares de vidas por ano; a aguda crise moral, expressa em incontáveis escândalos de corrupção, nos compromete o futuro; a ineficiência nos retarda o crescimento; a ausência, em cada um de nós, brasileiros, de um mínimo de disciplina social, indispensável à convivência civilizada; e uma irresponsável aversão ao exercício da autoridade oferecem campo fértil ao comportamento transgressor e à intolerância desagregadora.'
"Não há atalhos fora da Constituição!" -adverte Villas Bôas. "O caminho a ser seguido requer a sinergia de todos.  O País, seu povo e seu Exército não sucumbirão ao pessimismo e à desagregação. Somos feitos da mesma têmpera!" ressalta.
"Temos fé nos valores da democracia, na nossa gente, na resiliência que nos fez vitoriosos tantas vezes e na cordialidade que requer respeito às desigualdades e diferenças."
Lembrando os versos da Canção do Cadete da Aman, conclui:
“Irmãos brasileiros formai entre nós. Brasileiros sois todos vós!”.
Leia a íntegra da Ordem do Dia.
Com informações de Exército Brasileiro



'Almirante' da propina é velho amigo de Lula

Cláudio Humberto
É um velho amigo de Lula o “almirante Braga”, apontado por delatores como intermediário de propinas da Odebrecht pelo contrato no Prosub, bilionário programa de construção de submarinos. Trata-se na verdade do Comandante Braga, capitão de corveta aposentado Carlos Henrique Ferreira Braga, tão ligado a Lula que até emprestou-lhe um avião para a campanha presidencial de 1989. No governo do amigo petista, Braga vendia remédios cubanos, mesmo aqueles já produzidos no Brasil, como aspirina.

APÊ DE LUXO
Braga recebe amigos em seu apê na Av. Portugal, nº 80, vizinho ao Iate Clube do Rio, na Urca. Luxuoso demais para um militar da reserva.

VIÚVAS DA PROPINA
A propina paga a Braga estava “embutida” no contrato da Odebrecht, dizem os delatores, e seria destinada a viúvas de vários almirantes.

LOBISTA OUSADO
Delatado por Luiz Eduardo Soares, ex-Odebrecht, o Comandante Braga é um milionário dono de 15 empresas, e conhecido pela ousadia.

MAR DE DINHEIRO
Ex-almirante Othon Pinheiro, que foi presidente Eletronuclear no governo Dilma e está condenado e preso por corrupção, também recebeu propina do contrato dos submarinos.
DIÁRIO do PODER/montedo.com

General Santos Cruz deve assumir Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp)

Ministro da Justiça convida general do Exército para secretaria de Segurança
Carlos Alberto dos Santos Cruz terá que tirar Plano Nacional de Segurança do papel
RENATA MARIZ 
BRASÍLIA - O general-de-divisão do Exército Carlos Alberto dos Santos Cruz deve assumir a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça. O ministro da Justiça, Osmar Serraglio, fez o convite ao general da reserva após um processo difícil para conseguir emplacar um nome no departamento, que desde a saída do ex-ministro Alexandre de Moraes, hoje ministro do Supremo, está sem ninguém na cadeira de titular.
A Senasp ganhou importância especial dentro do ministério após a crise penitenciária e na segurança pública. É a principal responsável pela implantação do Plano Nacional de Segurança Pública, lançada por Moraes no auge das rebeliões com mortes em presídios, registradas no início deste ano.
Gaúcho, Santos Cruz fez carreira em mais de 40 anos no Exército. Comandou as forças militares da missão de paz das Nações Unidas no Haiti, a Minustah, de 2006 a 2009, e da missão de paz no Congo, a Monusco, de 2013 a 2015. Foi subcomandante de operações terrestres em Brasília na sua última função antes de ir para a reserva.
Apesar do currículo, Santos Cruz tende a sofrer resistência em função da falta de experiência para tocar políticas de segurança pública, cuja concepção é diferente de operações da área militar. O papel do titular da Senasp está mais relacionado à articulação com os estados e gestão de políticas que possam ser implementadas com a participação do governo federal.
O Globo/montedo.com

Nós somos, da Pátria, a guarda!

19 de Abril - Dia do Exército Brasileiro
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Conheça Jonhhy Clem

Rossano Cavalari
John Lincoln Clem (1851–1937) foi o mais jovem Militar dos EUA tornando-se sargento das tropas da União (yankees) aos 12 anos durante a Guerra Civil entre 1861 a 1865 na qual serviu como taroleiro. 
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Era conhecido pela "ferocidade" nos combates e pela bravura nos campos de batalhas. Terminou sua carreira como general do Exército dos EUA quando entrou para a reserva em 1915.

18 de abril de 2017

O FUSEX é uma massa de recursos funcionando à deriva, nas mãos indevidas do Governo Federal

Publicação original: 17/04 (07:48)

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José Batista Pinheiro*
O Fundo de Saúde do Exército (FUSEX) foi criado pela Portaria Ministerial nº 3055, de 07/12/1978, em consonância com o Decreto nº 79440 de 29/03/1977, com proposta do DGS da época. O Fundo arrecada mensalmente, desde a sua criação, com desconto obrigatório em folha, do pessoal da ativa, inativos e pensionistas, uma expressiva Receita cujo destino atualmente é o Tesouro Nacional, dinheiro particular de contribuinte transformado em dinheiro público e incorporado às “Receitas da União”.
A criação e instalação do FUSEX pela Portaria Ministerial acima citada instituiu a inclusão dos recursos arrecadados ao Plano de Contas Extras Orçamentários – Conta 66, no título: 66.12.00 – Fundo de Saúde do Exército (Conta particular do EB existente na época), o que reforça a nossa tese de que naquele tempo o dinheiro privado ficava dentro da nossa instituição Exército como receita financeira particular, podendo render juros e correção monetária. Com a reforma administrativa pública federal os recursos particulares dos contribuintes do FUSEX foram negligentemente incorporados à Receita da União. Achamos que foi um abuso contábil cometido pela União, passado despercebido pelos gestores da então Conta 66 (não orçamentária), FUNDO DO EXÉRCITO. Ao se transformar em verba orçamentária, os recursos do Fundo também ficaram sujeitos aos preceitos da administração pública federal. A nossa contribuição tornou-se um tributo a mais que se paga ao Governo somado a tantos outros que já pagamos. Assim, no final de cada exercício financeiro a conta é zerada e passa para o exercício seguinte sem nenhum possível saldo credor e, ainda, não rende nem um centavo no mercado financeiro.
O Decreto 93872/86 declara que a receita para o tratamento dos militares, em geral, são provenientes de dotações orçamentárias, mais as contribuições particulares do pessoal da ativa, reserva e pensionistas e as indenizações de 20% dos tratamentos médicos hospitalares. No caso, o governo federal outorgou aos militares o dever de ajudar o seu próprio tratamento, quando deveria ser obrigação exclusiva do Estado. Uma nação que deseja possuir Forças Armadas tem que bancar tudo: formação do pessoal, alimentação, SAÚDE, fardamento, equipamento e material bélico.
Nós sabemos que a rapidez e a qualidade do atendimento médico são itens fundamentais para a cura do paciente. O dinheiro sendo público obedece a normas muito rígidas em seu trâmite, ocasionando demora na liberação dos recursos, além das liquidação da despesa, na contratação de qualquer serviço ou aquisição de insumos médicos. Inclusive, o seu repasse lento e burocrático fica à mercê da boa vontade das autoridades financeiras do Governo que podem ainda “contingenciar” a liberação da verba. Essa rotina dificulta médicos, hospitais e laboratórios particulares em se conveniar ao FUSEX. Infelizmente o pessoal da reserva, reformados e pensionistas são idosos sujeitos à doenças degenerativas, cardiopatias graves, acidentes vascular cerebral (AVC), mal de alzheimer e outros próprios da 3ª idade. No nosso entendimento, o Fundo de Saúde do Exército – FUSEX tornou-se apenas em uma sigla sem personalidade jurídica, sem patrimônio financeiro e sem direção executiva própria. Trata-se de uma massa de recursos funcionando à deriva, nas mãos indevidas do Governo Federal. O funcionamento do sistema poderia ser semelhante aos executados pelos diversos Planos de Saúde ora existentes que atendem com presteza e qualidade à quase totalidade da população brasileira. O assunto é válido para as demais Forças. (Edição: montedo.com)
*Coronel reformado do Exército

Propina de obra de submarino foi paga ao PT e a ex-almirantes, diz Odebrecht

Delatores afirmaram que a construtora repassou dinheiro relativo ao projeto do submarino nuclear a lobista. Os valores, posteriormente, foram distribuídos a ex-almirantes e viúvas de militares.
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G1, com informações do Bom Dia Brasil, Brasília
Nos depoimentos da delação premiada, ex-executivos da Odebrecht contaram aos investigadores que parte do orçamento para construção do submarino nuclear brasileiro, o principal projeto do país na área militar, foi repassada como propina para ex-almirantes da Marinha e para o PT.
As pessoas citadas nas delações negaram as denúncias (veja ao final desta reportagem o que disseram).
O Prosub - programa de desenvolvimento de submarinos - é uma parceria do Brasil com a França, que envolve a transferência de tecnologia francesa estrangeira para o país. O projeto ainda está em andamento e, segundo a Marinha, o programa do desenvolvimento do submarino nuclear deve ficar pronto em 2027. Até agora, a Odebrecht, uma das empresas que integram o consórcio do projeto, já recebeu mais de R$ 6 bilhões pelas obras.
A outra empresa que faz parte do programa é a francesa DCNS. De acordo com o herdeiro da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, por se tratar de um projeto com transferência de tecnologia, uma empresa brasileira teria que fazer parte do consórcio. Ele contou que, após a Marinha do Brasil fechar o acordo com a DCNS, a companhia francesa convidou a Odebrecht para integrar o projeto.
No entanto, os delatores contaram que a DCNS impôs uma condição: que a Odebrecht repassasse valores para o lobista José Amaro Ramos, que ficaria responsável por distribuir o dinheiro entre os demais participantes do esquema.
Segundo o ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedicto Júnior, o acordo foi feito em Paris. Ele disse ainda que repassou cerca de 40 milhões de euros para Amaro Ramos.
"Quando da assinatura do nosso consórcio, fui a uma reunião em Paris pra assinatura. E um dos executivos da DCNS, na presença do doutor José Amaro Ramos disse: 'está tudo tranquilo, está tudo bem, mas eu preciso que o senhor faça um contrato e comece a pagar alguns recursos ao José Amaro Ramos. Essa era a condição para que essa parceria evolua", relatou Benedicto. "A verdade é que eu fiz pagamentos de quase 40 milhões de euros para esse agente", completou.
Segundo Marcelo Odebrecht, a DNCS queria os repasses a Amaro Ramos porque ele havia "atuado como um consultor pra apoiar a conquista do contrato". Odebrecht disse ainda que, nos valores negociados do contrato, já constava o custo com o lobista.
"Parece que ela [DNCS] tinha dificuldade de pagar como empresa estatal, e aí o que é que ela fez? Quando ela negociou a nossa parte do contrato, ela já botou o custo do José Ramos, quer dizer, na prática estava no nosso preço", afirmou Marcelo Odebrecht.
O ex-executivo Luiz Eduardo Soares, que trabalhava no departamento que contabilizava os pagamentos ilegais da Odebrecht, disse que parte do dinheiro repassado ao lobista José Amaro Ramos era destinada a um militar aposentado de alta patente na Marinha, identificado no termo de colaboração como almirante Braga.
"Ele [Braga] recebia esse dinheiro porque, segundo eles, toda a concepção do submarino nuclear saiu da cabeça deles lá na década de 70 e tinham esse acordo com o Amaro Ramos que quando saísse esse negócio eles queriam receber por isso", afirmou o delator. Soares disse ainda que Braga distribuía o dinheiro para "viúvas de outros almirantes que já faleceram, ex- almirantes".
Segundo Benedicto Júnior, outro almirante também foi beneficiado no esquema: o ex-presidente da Eletronuclear, Othon Luiz da Silva Pinheiro, que está preso por um esquema de corrupção na empresa. Benedicto Júnior diz que a empreiteira queria assessoria técnica de Othon na área de tecnologia nuclear e pagou propina em troca disso.
"Ele trouxe uma conta no exterior, se eu não me engano, fizemos alguns pagamentos nessa conta. E fizemos alguns pagamentos em dinheiro que um executivo entregou na casa dele pessoalmente", disse o delator.
Os pagamentos foram feitos pelo engenheiro Fábio Gandolfo, diretor de contrato da Odebrecht, que também fez delação premiada. Ele contou que entregou pessoalmente, a título de antecipação, R$ 1,2 milhão em quatro parcelas, na casa de Othon Pinheiro, na Barra da Tijuca, no Rio.
Também foram feitos cinco depósitos, no valor de 300 mil euros cada, numa conta indicada por Othon pinheiro, totalizando um 1,5 milhão de euros. Mas os pagamentos foram barrados na Suíça, porque Othon presidia a Eletronuclear.

Pagamentos ao PT
Marcelo Odebrecht afirmou também que o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, quando ficou sabendo do contrato da empreiteira no projeto do submarino nuclear, pediu contribuições para o partido. Num primeiro momento, o herdeiro da empreiteira, em conversa com o ex-ministro petista Antônio Palocci, disse que não atenderia o pedido de Vaccari.
"O [Benedicto] Júnior me disse que o Vaccari tinha feito um pedido a ele de receber uma doação, um pagamento, por conta deste contrato. Júnior negou e me falou, até porque parece que o Vaccari continuou insistindo, e eu falei com Palocci: 'olha, Palocci, houve esse pedido, não tem nenhum cabimento, eu já acertei com você o valor global, não vou ficar acertando valor por projeto, entendeu?' ", afirmou Odebrecht
No entanto, segundo Marcelo Odebrecht, em uma conversa posterior Palocci renovou o pedido feito por Vaccari. Odebrecht disse aos investigadore que acha que o PT tinha algum problema na ocasião, por isso precisava do dinheiro. Marcelo Odebrecht disse então que descontaria o valor da "conta italiano", que se referia ao crédito de propina que Palocci tinha na empresa. O montante final desse repasse, segundo ele, ficou entre R$ 6,5 milhões e R$ 17 milhões.
"Eu sei que nesse momento, até aí parece que o PT estava com problema, precisava...tinha uma demanda. E aí, eu acho que o Palocci, para calar um pouco a boca, vou usar esse termo, talvez, para apaziguar um pouco o Vaccari, aceitou que a gente abatesse. E aí foi esse 6,5, eu me lembro, e talvez tenha um valor também, aí aceitou que eu abatesse na conta italiano [...] Ou seja, o Palocci, para apaziguar lá o Vaccari, aceitou que eu abatesse da conta dele um certo... um valor que foi entre 6,5, parece, e depois foi para 17. Entendeu? Foi algo que ficou entre 6,5 e 17", afirmou Odebrecht.

O que disseram as defesas
A defesa de Othon Luiz da Silva Pinheiro disse que os fatos relatados não correspondem à realidade.
Até a última atualização desta reportagem, a defesa de José Amaro Ramos não havia sido localizada.
A defesa de Palocci disse que dono da Odebrecht - Emílio Odebrecht - afirmou em depoimento que havia quatro pessoas que respondiam pelo apelido de italiano nas planilhas da construtora.
A defesa de Vaccari disse que ele jamais pediu ou recebeu pagamentos ilícitos.
O PT não quis se pronunciar.
A Marinha informou que desconhece qualquer irregularidade envolvendo o programa de submarinos e que também desconhece o "almirante Braga" citado na delação.
G1/montedo.com

Sargento da Marinha morre eletrocutado em Belém

O 2º sargento da Marinha do Brasil, Francisco Ribeiro Celedonio, de 38 anos, sofreu uma forte descarga elétrica e morreu a bordo de um navio. O acidente ocorreu nesta segunda-feira (17), em Belém, por volta das 11h.
Segundo informações do Comando do 4º Distrito Naval, em Belém, o sargento estava a bordo do navio Patrulha Guajará, que estava atracado na Base Naval de Val-de-Cans quando sofreu a descarga. O militar era natural de Fortaleza, natural do Ceará.
Após o ocorrido, a equipe médica prestou os primeiros-socorros ao sargento e em seguida ele foi levado por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas pouco pode ser feito.
De acordo com a Marinha, um inquérito administrativo será instaurado para apurar as causas, circunstâncias e responsabilidades do acidente.
DOL/montedo.com

Emílio Odebrecht: "A imprensa sabia disso tudo!"

Operação militar em Campo Grande teria sido desencadeada após roubo de arma da casa de general. Exército nega

Militares durante operação do Exército nas ruas de Campo Grande na manhã de sábado
(Foto: Willian Leite- Campo Grande News)
Campo Grande (MS) - O Exército encerrou ontem (17) uma operação desencadeada na tarde da última sexta-feira (14), à procura de armamentos e outros produtos de uso restrito das forças de segurança, segundo informou o CMO.
Informações da imprensa local, no entanto, revelam que a operação foi desencadeada após o furto de uma pistola 9mm da casa de um oficial general da guarnição. A arma teria sido encontrada, encerrando as ações de patrulhamento e fiscalização por parte dos militares.

Exército nega
Segundo o porta-voz do CMO, major Marcelo Machado, “a operação foi feita para busca de armamentos de uso restrito e explosivos que possam ser usados por criminosos. A partir do momento que a arma foi furtada, ela passou a ser objeto da operação, mas não fizemos tudo isso só por conta de uma arma. Esta pistola não foi apreendida.”
Com informações de Midiamax e Campo Grande News

O recruta do Exército que se tornou herói em acidente aéreo


Francisco Martins do Nascimento (1948-2017)
Francisco Martins do Nascimento (1948-2017) - Arquivo pessoal
EDOARDO GHIROTTO
DA EDITORIA DE TREINAMENTO
Um acidente de avião fez um recruta do Exército virar herói para os mais de 40 mil habitantes de
Guajará­Mirim, a 330 km de Porto Velho (RO).
Francisco Martins do Nascimento tinha se alistado no Exército havia menos de um mês quando, em
fevereiro de 1968, o hidroavião da Força Aérea em que viajava caiu na floresta amazônica.
Aos 19, conhecido como Leão, devido ao porte físico e ao cabelo longo, Nascimento foi uma das 40 pessoas que sobreviveram ao acidente. Quatro morreram na queda. Apesar da inexperiência, ele tomou a frente do resgate e cuidou dos feridos, que incluíam crianças. O Exército encontrou os destroços dois dias depois, graças aos sinais de fumaça feitos pelo recruta.
O episódio não lhe rendeu promoção. Nascimento foi cabo do Exército por mais de 25 anos, até ir para a reserva como terceiro­sargento.
"Esse feito não consta nos registros do meu pai, mas ele nunca se preocupou com isso. Nunca quis bater no peito", diz Fredson Martins, 36, um de seus oito filhos.
Apenas em 2012 um militar de alta patente soube da história e iniciou os trâmites para que recebesse a Medalha do Pacificador, honraria militar.
Em Guajará­Mirim, onde morava desde 1972, ele se dedicou à inclusão de jovens em programas esportivos e culturais. Também atuou como representante da sociedade civil nas negociações que levaram uma universidade federal ao município.
Nascimento morreu no dia 5, aos 68, vítima de um câncer no fígado. Além dos filhos, deixou a mulher, Cleonice, 21 netos e oito bisnetos.
FOLHA/montedo.com

17 de abril de 2017

AO VIVO! 2ª Frota Americana indo para o Combate. Destino: Coreia do Norte.

Tenente do Exército é preso após atropelar e matar idoso em GO

Alcoolizado, tenente do Exército é suspeito de matar ciclista na Capital
Idoso de 65 anos estava na Avenida Circular, no Setor Pedro Ludovico; garupa sofreu ferimentos leves

TOM CARLOS
Goiânia (GO) - O tenente do Exército Lucas Guerellus, 30, é suspeito de ter cometido crime de homicídio contra o idoso Elson Severino da Silva, 65, após atropelar e matar, na manhã de ontem, 15, em uma ciclovia da cidade. Lucas afirmou à Polícia Civil que tinha ingerido bebida alcoólica e se recusou a fazer o teste do bafômetro.
O acidente ocorreu na Avenida Circular, no Setor Pedro Ludovico. Moradores que presenciaram o acidente afirmam que o carro em que Lucas estava, um veloster vermelho, perdeu o controle e atingiu Elson, que estava no canteiro central. O idoso não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O garupa foi socorrido pelas forças de resgate e encaminhado para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo).
Segundo boletim divulgado pelo hospital, o homem que estava na traseira da bicicleta não corre risco de morte, teve ferimentos leves e está sendo submetido a exames.
De acordo com a delegada Nilda Andrade, da Delegacia de Investigações de Crimes de Trânsito (Dict), Lucas será processado por homicídio e lesão corporal. Além de pagar multa por não ter feito o exame que mede a concentração de álcool etílico na corrente sanguínea.
Segundo a delegada, a competência para processar e julgar o crime é da justiça comum, mesmo o suspeito sendo membro do Exército. E ainda irá ouvir o depoimento do garupa para compreender melhor o acidente. Lucas foi preso em flagrante e será julgado normalmente.
DM/montedo.com

"É hora de sairmos", diz general comandante da MInustah

A manchete aí em cima é do blog. Esta, abaixo, é de Mônica Bérgamo, jornalista da Folha. 'Esquece' de citar que não existe nenhum militar brasileiro envolvido em casos de estupro. Jornalismo 'isento' é isso aí.

Estupros no Haiti são 'vergonha', diz brasileiro que comanda forças da ONU
O general Ajax Porto Pinheiro, 60, morava em Brasília com a mulher e os três filhos quando soube que deveria se mudar para o Haiti e substituir o general Jaborandy, morto na véspera por um ataque cardíaco, no comando do núcleo militar da missão de paz da ONU no país. Teve um mês para fazer a mudança e aprender o que precisava para comandar mais de 2.000 militares de 21 países.
*
"Foi um choque para mim e para a minha família, mas vida de militar é assim", conta por telefone ao repórter Bruno Fávero. Quase dois anos depois de receber a notícia inesperada, ele se prepara para voltar ao Brasil —na quinta (12), o Conselho de Segurança da ONU anunciou que a missão, que já dura 13 anos, acaba em 15 de outubro.
*
Ele diz que o período foi o mais marcante de sua vida. Tanto pela importância profissional —é a maior missão de paz liderada pelo Brasil na história— quanto pelo que presenciou por lá. Uma das experiências mais intensas, conta, foi ver de perto a destruição causada pela passagem do furacão Matthew, em 2016, que deixou mais de mil mortos e milhares de desabrigados no sul do país.
*
"Eu e meus auxiliares passávamos pelas cidades afetadas e tinha muita gente na rua implorando por ajuda enquanto parecia que uma bomba havia sido jogada no lugar. Isso fazia a gente chorar. E, em todos esses locais, os templos religiosos, católicos e evangélicos, foram destruídos pelo vento. Então, as pessoas tinham dificuldade até para se apegar à sua fé."
*
No plano político, ele faz um balanço positivo dos 13 anos de missão, que diz ter sido benéfica tanto para o Brasil, que projetou sua influência internacionalmente e treinou seu Exército em situações que não encontraria em casa, quanto para o Haiti, que está mais estável do que em 2004, quando a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide quase levou o país a uma guerra civil.
*
Para o general, o trabalho dos "capacetes azuis", como são chamados os militares da ONU, também foi essencial para diminuir o impacto de duas das maiores tragédias da história do país, o furacão de 2016 e o terremoto de 2010, que deixou 220 mil mortos e destruiu boa parte da capital Porto Príncipe.
*
Mas ele entende as críticas de setores da sociedade haitiana e da comunidade internacional, para quem a presença da ONU por tempo tão prolongado dificulta o fortalecimento das instituições do país.
*
"É hora de sairmos", diz. "Uma missão de paz mostra resultados mais rapidamente no início, quando o país está em crise aguda. Com o passar dos anos, essa evolução é mais lenta. Além disso, a ONU precisa economizar recursos no Haiti para investir em outras missões, como nas da África."
*
Críticos da Minustah (sigla para Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti) também lembram dos surtos periódicos de cólera, que acontecem desde que soldados nepaleses a serviço da instituição levaram o vírus para dentro do país, em 2004. No ano passado, o então secretário-geral Ban Ki-Moon admitiu a culpa da ONU, pediu desculpas e propôs um plano para eliminar a doença do Haiti.
*
Mas a crítica mais grave é com relação a estupros cometidos por integrantes da missão contra a população local. Segundo uma investigação da Associated Press publicada na quinta (12), foram mais de 2.000 denúncias nesses 13 anos. Os relatos incluem cenas especialmente chocantes, como estupros coletivos e abuso de menores de idade.
*
"Qualquer episódio desse é uma grande vergonha para nós. Não vamos ao país criar problemas, vamos para ajudar", diz o general, que afirma, porém, que a ONU responde com rigor aos casos relatados e dá treinamentos periódicos. E que nos últimos três anos não houve mais denúncias de abusos.
*
Em sua vida pessoal, Porto Pinheiro diz que uma das partes mais difíceis foi se separar da família, que não pode acompanhar militares que embarcam em missões de paz. A saudade é aplacada com contato diário pelo celular e com visitas a cada dois ou três meses ao Brasil.
*
A distância de casa o fez criar novos hábitos, como o de cozinhar. "Eu sabia fritar ovo e passar um café. Agora faço umas asinhas de frango no forno. Não é o melhor, mas sobrevivo", diz rindo. Também começou a escrever sobre o que viveu e as histórias que ouviu no período em que esteve no Haiti. O plano é lançar um livro no futuro.
*
Enquanto o Brasil planeja sua retirada do país, especula-se em qual outra missão de paz alocará recursos. Pelo que Porto Pinheiro ouve em reuniões, as preferidas da ONU são as da República Democrática do Congo, do Sudão do Sul, da República Centro-Africana e do Mali. A decisão final, porém, cabe ao Ministério da Defesa.
*
Já o Haiti, crê o general, ficará melhor do que antes da Minustah, agora que passa por uma "calmaria política". Depois de adiar as eleições por quase dois anos, o país finalmente elegeu como presidente o empresário Jovenel Moise, em novembro. E outra missão da ONU, menor e sem efetivo militar, ainda ficará no país para auxiliar na formação da polícia local.
*
"Mas, analisando a história do país, não dá pra dizer que desastres naturais e instabilidade política não vão mais acontecer", afirma.
Mônica Bergamo (Folha)/montedo.com

Prosub: Lula intercedeu pela Odebrecht na construção de cinco submarinos, revelam delatores

O esquema do submarino
As delações dos executivos da Odebrecht revelam mais um capítulo na extensa lista de negócios internacionais de Lula: ele intercedeu pela empresa na construção de cinco embarcações
Bárbara Libório
Em 2010, Luiz Inácio Lula da Silva deixou para trás a presidência do País. Não deixou, no entanto, sua influência e poder como o maior lobista do Brasil. As delações dos executivos da Odebrecht adicionam mais alguns capítulos à já extensa lista de negócios internacionais coordenados pelo petista em troca de polpudas contribuições das empresas beneficiadas. Os depoimentos descrevem o pagamento de propina para garantir repasses do governo ao Prosub, programa de construção de cinco submarinos em parceria com a francesa DCNS, e dá novos detalhes sobre a atuação de Lula na captação de negócios para a empreiteira em Angola.
A construção dos submarinos, incluindo um nuclear, rendeu ao Partido dos Trabalhadores (PT) R$ 17 milhões em propina, segundo a delação do ex-chefe da área de infraestrutura da empreiteira Benedicto Barbosa da Silva Júnior. Anunciado em 2009, o Prosub era um projeto do governo Lula em parceria com o governo francês do então presidente Nicolas Sarkozy. A transferência de tecnologia para o Brasil ficou por conta da empresa francesa DCNS, que escolheu, sem licitação, a Odebrecht para participar da construção das embarcações. Para que os repasses do governo ao programa não cessassem, a Odebrecht teria pago, entre 2012 e 2013, R$ 17 milhões ao PT. Outros R$ 50 milhões dos valores repassados pela construtora ao partido teriam saído do departamento de infraestrutura da empresa, em especial pelo interesse na liberação dos recursos. O programa, que inicialmente tinha um orçamento de R$ 20 bilhões à época, deve custar cerca de R$ 31,85 bilhões e é o maior projeto das Forças Armadas em andamento.

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Negócios em Angola
Em sua delação, o presidente afastado da construtora, Marcelo Odebrecht, confirma o que as investigações da Operação Janus – da qual Lula já é réu – apontavam: segundo ele, a contratação da empresa de engenharia do sobrinho do petista, a Exergia Brasil, para obras em Angola foi feita a pedido do ex-presidente. Ela seria usada para intermediar o recebimento de contribuições feitas pela Odebrecht a Lula em troca da facilitação dos negócios da empreiteira no exterior junto a órgãos como o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). Odebrecht também contou que Paulo Bernardo, ex-ministro do Planejamento de Lula, pediu, por indicação do petista, uma contribuição de US$ 40 milhões para que fosse aprovada no BNDES uma linha de crédito de US$ 1 bilhão para a exportação de bens e serviços para Angola.

Delação de Marcelo Odebrecht
“O Mantega pedia dinheiro pro Vaccari e pro João Santana”
As coisas que a gente levava (a Guido Mantega) eram até legítimas pra destravar um financiamento. É o orçamento do Prosub (Programa de Desenvolvimento de Submarino). Eu não pedia nada a ele que não fosse correto, agora o errado está que eu tinha acesso a ele baseado em ser um grande doador
Ele (Mantega) me chamava pra dizer ‘Preciso que você autorize cinco pro Vaccari (João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT) e eu aí aproveitava e já metia uma pendência. 
Muitas vezes eu ia lá fazer pedido e no final da reunião Mantega dizia ‘mas tem aquele nosso amigo, o Vaccari, o João Santana, precisa de 10 a 20’”
ISTOÉ/montedo.com

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