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2 de setembro de 2012

Call me maybe!

Mais de um milhão de acessos no YouTube!
Cover de "Call me maybe" (Ligue-me talvez), de Carly Rae Jepsen, feito por infantes do exército americano da província de Kunar, no Afeganistão.

27 de julho de 2012

Infantaria da FAB testa operacionalidade em Goiás


INFANTARIA - Operacionalidade é foco do Torneio de Infantaria da FAB, em Anápolis (GO)
Cerca de 240 militares participam da 6ª edição do Torneio da Tropa de Infantaria (TTI), realizado de 23 a 27/7 na Base Aérea de Anápolis (GO). Sete delegações representam as unidades de Infantaria de Aeronáutica sediadas na área de responsabilidade de cada Comando Aéreo Regional (COMAR) de todo o país.
Para esta edição houve alteração dos critérios das competições. De acordo com o coordenador do evento, Coronel de Infantaria Luiz Marcelo Sivero Mayworm, os militares tiveram que se preparar para todas as seis competições. “O objetivo é termos um conjunto, envolvendo conhecimento e capacitação”, explica.
As provas estão diretamente ligadas as atividades desempenhadas pela infantaria, como forças especiais, polícia de aeronáutica, batalhões, entre outros. “Todas as atividades envolvem espírito de corpo e o preparo da tropa”, diz o coronel.
Além de promover o intercâmbio de experiências das tropas, o preparo físico e o aprimoramento de técnicas e doutrinas operacionais, as competições produzirão dados sobre o preparo da tropa, que serão utilizados pelos comandantes das unidades como parâmetro para saber quais áreas precisam ser aprimoradas. “É uma base de consciência situacional”, complementa o coordenador.

Conheça as seis competições do torneio:
Tiro militar avançado com armamento terrestre 
- Os competidores utilizam armamento terrestre, no módulo tiro militar avançado nível 3 avançado, dinâmico com alvos móveis e barricadas, entre outros.
Corrida de orientação 
- ocorre em uma área predominantemente rural, em terreno acidentado. Os competidores realizam o percurso em equipes compostas por quatro militares, chamada de esquadra de tiro, sob as regras oficiais do esporte e utilizando equipamento de campanha e armamento.
Emprego operacional 
- o Grupo de Combate,formado por até nove militares, simula uma situação de emprego da tropa na atividade de segurança e defesa ou de operações especiais de superfície, como prevê as medidas de controle de solo que inclui procedimentos de abordagem.
Pista de obstáculos 
- disputada nas instalações da Brigada de Operações Especiais do Exército Brasileiro, as equipes com quatro competidores correram literalmente contra o relógio para superar obstáculos naturais ou artificiais. A pista tem no mínimo 500 metros de extensão e 20 obstáculos.
Conhecimento doutrinário 
- Desafio intelectual em forma de prova teórica sobre assuntos doutrinários, temas relevantes livros e artigos, constante ou não de publicações do Comando da Aeronáutica (COMAER), a respeito das atividades de Infantaria da Aeronáutica.
Cabo-de-Guerra 
- prova disputada por duas equipes alinhadas ao longo de uma corda por meio da tração da corda, buscando puxar a outra equipe além de uma marca feita no chão.

Tags: Infantaria, TTI, Base Aérea de Anápolis, Força Aérea Brasileira

18 de setembro de 2011

LANCEIROS NEGROS: A TROPA DE CHOQUE DOS FARRAPOS


A primeira tropa de choque do Sul do Brasil: os lanceiros negros
Alexandre Valdemar Da Rosa | especialista em História pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc)
Entre 1835 e 1845 o império brasileiro testemunhou o mais longo conflito ocorrido em nosso território, a Revolução Farroupilha. E, é neste contexto histórico, que surgiram os lanceiros negros farroupilha. Recrutados em meio aos negros campeiros e domadores da atual Região Sul do Estado gaúcho (Canguçu, Pelotas, Bagé, Piraí...), os lanceiros quando na sua fundação foram organizados em duas divisões: "uma de cavalaria, e a outra de infantaria, criados respectivamente, em 12 de setembro de 1836 e 31 de agosto de 1838". As referidas divisões, segundo o historiador e oficial do Estado Maior do Exército Brasileiro, Cláudio Moreira Bento "eram constituídas basicamente, de negros livres ou de libertos pela República Rio-Grandense,(...)."
Temidos pelo fato de serem truculentos e ao mesmo tempo exímios esgrimistas, esses combatentes, sobretudo a cavalaria, utilizava como equipamentos de combate: lanças compridas; coletes de couro cru; esporas afiadas presas aos pés e boleadeiras. A boleadeira, por exemplo, quando arremessada capturava o inimigo que por ventura estivesse distante de uma montaria.
Subordinados a vários ex-oficiais do militarismo imperial brasileiro, entre eles, os idealizadores dos lanceiros, coronéis Joaquim Pedro Soares e Teixeira Nunes, o efetivo formado pela parcela mais discriminada da população, isto é, os negros, ocuparam um importante destaque na nomenclatura do conflito. Isto porque, foram muitas as batalhas em que os milicianos agiram em defesa dos mesmos objetivos ensejados pelos revolucionários, ou seja, o de garantir um futuro melhor e mais justo para todos os provincianos.
Sob os olhares de Bento Gonçalves, do casal Garibaldi e de David Canabarro, os revolucionários negros participaram efetivamente da tomada de Porto Alegre, da conquista de Laguna, e do conflito na Região de Lages, além da Batalha de Porongos.
De acordo com historiadores, Canabarro teria ordenado desarmar os cerca de 600 lanceiros na noite de 14 de novembro de 1844. Tal determinação não chamaria a atenção, se ela não tivesse sido transmitida na mesma noite do ataque imperialista. São muitas as fontes afirmando o "pacto de extermínio dos negros com Caxias para que não houvesse impedimento na assinatura do tratado de paz com os revoltosos". A realização do provável acordo "arquitetado por Caxias ''tinha embasamento alicerçado em duas vertentes naturais. Ao exterminar o maior número de negros possível, certamente diminuiriam também as exigências dos revoltosos no que tange o acordo de paz. Por outro lado, "manter a liberdade do grande contingente negro com experiência militar era um grande risco para sociedade".
Desarmados e sem apresentar nenhuma reação, a tropa de choque mais temida do Sul brasileiro foi dizimada no cair da madrugada. Infelizmente, o passado relacionado aos lanceiros negros farrou pilha sempre esteve atrelado aos bastidores da historiografia oficial, e somente em 1870, é que surgiu o primeiro livro sobre o assunto.
De 07 a 20 de setembro, a história deste grupamento será relembrada na maior festa popular do Rio Grande do Sul através da Semana Farroupilha.

REFERÊNCIAS UTILIZADAS:
BENTO, Claúdio Moreira. O negro e descendentes na sociedade do Rio Grande Do Sul (1635- 1975). Porto Alegre, RS: grafosul, 1976.
BUENO, Eduardo. Brasil: uma história. A incrível saga de um país. São Paulo: ática, 2003.
Moda na história/Família Real no Brasil/Revolução Farroupilha. Revista Descobrindo a História. São Paulo: mythos, v.06, 2008.

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