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15 de agosto de 2012

Àgata V: operação já prendeu 17 pessoas e apreendeu 6 toneladas de drogas

Segurança-Prisão: Forças armadas prendem em uma semana 17 pessoas em quatro Estados

Em uma semana, a operação Ágata, das Forças Armadas, prendeu 17 pessoas ao longo dos 3.900 km de fronteira desde o município de Chuí (RS) até Corumbá (MS). As informações são da Agência Brasil.
Militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, com apoio de 8 ministérios e 25 agências reguladoras ou organismos federais, estaduais e municipais realizaram 98.050 inspeções, vistorias e revistas em acampamentos, carros de passeio, motos, caminhões, ônibus, barcos e aviões.
Cerca de 18.500 pessoas participaram das atividades nos primeiros sete dias da operação, nos quatro Estados (RS, SC, PR e MS).
Foram apreendidos 49 veículos e cinco embarcações. A operação confiscou 6.087 kg de drogas, 11,7 mil kg de explosivos, 495 unidades de munição, além de R$ 40 mil em notas falsas.
Segundo o Ministério da Defesa, as Forças Armadas levaram para a operação aviões Super Tucano, helicópteros, radares, navios-patrulha, lanchas, blindados e armamento. O equipamento permite, por exemplo, a localização de refinarias de entorpecente e destruição de pistas clandestinas de avião.(Folhapress)
O Vale/montedo.com

12 de agosto de 2012

Desperdício: avião não tripulado (VANT) da PF, que deveria vigiar fronteiras, nunca saiu do chão

Governo federal abandona programa de combate ao tráfico usando aviões-robôs
Equipamentos de projeto no qual já foram gastos R$ 73 milhões estão parados em hangar

HUDSON CORRÊA E LEONARDO SOUZA
NO CHÃO Veículo Aéreo Não Tripulado estacionado em São Miguel do Iguaçu, no Paraná. Contrato interrompido e aeronaves paradas (Foto: Christian Rizzi/Gazeta do Povo/Folhapress)
NO CHÃO
Veículo Aéreo Não Tripulado estacionado em São Miguel do Iguaçu, no Paraná. Contrato interrompido e aeronaves paradas   (Foto: Christian Rizzi/Gazeta do Povo/Folhapress)
O céu estava nublado no aeródromo de São Miguel do Iguaçu, uma pequena cidade paranaense na tríplice fronteira do Brasil com o Paraguai e a Argentina. Nada, no entanto, que impedisse o voo inaugural do primeiro Veículo Aéreo Não Tripulado (Vant) da Polícia Federal (PF) naquela manhã de 10 de novembro de 2011. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a quem a PF está subordinada, foi até a pista ver de perto a aeronave capaz de filmar e fotografar a placa de um carro ou o rosto de um traficante de drogas a 9 quilômetros de altura. Em seguida, Cardozo se dirigiu ao auditório improvisado para falar sobre a maior arma anunciada contra o narcotráfico pelo governo da presidente Dilma Rousseff, uma promessa feita na campanha de 2010: a compra de 14 Vants israelenses, por R$ 655 milhões. Ao fundo do palco onde o ministro discursava, havia um pôster gigante com a foto do avião em voo e o título em letras garrafais: “Fase operacional”. Uma frase que não saiu do papel.
Na linguagem policial, operacional quer dizer ação prática. O Vant passaria a fazer missões rotineiras. De acordo com documentos obtidos por ÉPOCA, isso não aconteceu. Depois da festa de inauguração, o avião foi recolhido ao hangar do aeródromo onde fica a base de operação. Os equipamentos foram encaixotados e estão assim até hoje. Uma segunda aeronave já comprada continua em Israel, sem previsão para ser enviada ao Brasil. Não se fala mais em comprar outros 12 aparelhos como foi previsto no início e alardeado com pompa. Brigas internas na PF e o descaso do Palácio do Planalto ameaçam abater, ainda em solo, o projeto no qual o governo já gastou R$ 73 milhões. O valor inclui os dois aviões e o material necessário (antenas e computadores) para mantê-los no ar.
Leia também:
ALÉM DE VIGIAR AS FRONTEIRAS, AVIÃO NÃO TRIPULADO DA PF SERVIRIA PARA BISBILHOTAR OPOSITORES, DIZ JORNALISTA
Operado por um piloto em terra, que digita os comandos no computador das estações, o avião pode voar por 37 horas ininterruptas a uma distância de até 4.000 quilômetros, enviando imagens on-line para a base sobre as atividades de narcotráfico nas fronteiras brasileiras. Com a varredura, seria possível saber onde os criminosos se escondem, para onde enviam drogas e, principalmente, vigiar seus passos e prendê-los. O combate na fronteira boliviana tem um caráter especialmente crucial para os brasileiros. Pelo menos 54% da cocaína que chega ao Brasil vem do país andino. Boa parte se transforma no crack que assombra nossas metrópoles.
A previsão era instalar quatro bases. Além de São Miguel do Iguaçu, outras três funcionariam em Brasília, no Distrito Federal, Vilhema, em Rondônia, e Manaus, no Amazonas. Em junho, a Procuradoria da República no Paraná começou a receber informações de que não havia mais decolagens na primeira estação inaugurada por Cardozo. Os procuradores descobriram que o Vant estava parado. Como o projeto não decolou, a Procuradoria entrou na Justiça para o governo aumentar o número de policiais. O pedido foi rejeitado pela Justiça Federal.
O Brasil tem 11.600 quilômetros de fronteiras com Colômbia, Peru, Bolívia (países produtores de cocaína) e Paraguai (fornecedor de maconha). Para cobrir toda essa extensão, a PF conta nessas regiões com apenas 14 delegacias e 826 policiais. A relação é de um agente para cada 16 quilômetros e de um delegado por 100, segundo o cálculo do Tribunal de Contas da União (TCU) num relatório recente de avaliação da política de combate ao narcotráfico. O TCU recomendou ao governo contratar por meio de concursos mais 3 mil policiais. E destacou o projeto do Vant como o avanço mais significativo diante da falta de pessoal.
Um relatório da PF, de março deste ano, mostra que essa vantagem é desperdiçada. Durante 2011, o projeto do Vant contou com um orçamento de R$ 70 milhões. Isso permitiria a compra de equipamentos e combustível, além de treinamento de pilotos. O documento da PF diz que, “por problemas técnicos”, apenas R$ 6,3 milhões foram efetivamente gastos.
Se não é por falta de dinheiro, por que o Vant não sai do chão? O presidente da Associação dos Delegados Federais, Marcos Leôncio, afirma que a PF está sem contrato de manutenção da aeronave, o que impede a decolagem. “Também existe uma dúvida do governo sobre se o Vant fica com a PF ou será entregue à Aeronáutica”, diz Leôncio. Essa alternativa poderia criar um conflito com Israel, porque o equipamento foi vendido exclusivamente para a atividade policial, e não militar. A PF chegou a divulgar, no dia do voo inaugural, que era a primeira polícia do mundo a usar o Vant para esse fim.
A origem do imbróglio está em divergências na cúpula da PF desencadeadas em 2011. Em janeiro daquele ano, a direção-geral da PF mudou de mãos, passando ao delegado Leandro Coimbra. Ele assumiu o posto no lugar de seu colega de profissão Luiz Fernando Corrêa, que defendia para Dilma o emprego dos aviões-robôs. Na gestão de Coimbra, contratos foram interrompidos. A mesma empresa que forneceu os aviões, a Israel Aerospace Industries, treinaria uma congênere brasileira para cuidar da manutenção do programa no futuro. O argumento usado pela área de logística para suspender esse contrato foi um processo aberto pelo TCU para apurar acusações de irregularidades nos pagamentos à empresa israelense. O Tribunal investiga a despesa de R$ 24,6 milhões para o treinamento de 13 pilotos (R$ 1,9 milhão por cabeça). O processo ainda não foi concluído. Ele não significa o fracasso do projeto. A PF diz que prepara um novo contrato de manutenção e que receberá o segundo Vant ainda neste ano. Somente então vai avaliar se compra as outras 12 aeronaves inicialmente previstas.
A tecnologia de ponta dos aviões é uma arma para combater um novo esquema montado pelo narcotráfico nas fronteiras. Em outubro do ano passado, ÉPOCA revelou que os novos barões da droga terceirizaram parte das etapas, como refino, transporte e comércio dos entorpecentes. Eles passaram a atuar também nos países vizinhos. Grandes carregamentos de cocaína e de pasta-base de coca, matéria-prima do crack, são lançados de aviões em fazendas no lado brasileiro.
Nas fronteiras com Colômbia, Peru e Bolívia, policiais federais se veem diante de uma luta de guerrilha. No fim de 2010, dois agentes federais morreram baleados no Rio Solimões, a 240 quilômetros de Manaus, quando interceptaram uma lancha que transportava cocaína. Uma das principais funções do Vant é passar informações aos homens em terra, adiantando a posição do inimigo durante uma situação de confronto. Para os policiais na linha de frente contra traficantes fortemente armados, os veículos não tripulados podem representar uma proteção a sua vida.
Época/montedo.com

8 de agosto de 2012

Marinha do Brasil participa da Operação Ágata 5

Um dos objetivos da operação é reduzir a incidência dos crimes transfronteiriços e ambientais
Foto: Divulgação Marinnha
A Marinha do Brasil está com participação efetiva na Operação Ágata 5, nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. Esses estados são de áreas de Jurisdição dos Comandos do 5º (RS, SC e PR) e 6º (MS) Distritos Navais. A Operação Ágata 5, iniciada nesta segunda, é realizada em conjunto com as três Forças Armadas - Marinha, Exército e Aeronáutica. E tem por objetivos reduzir a incidência dos crimes transfronteiriços e ambientais, coibindo as ações do crime organizado, reduzindo os índices de criminalidade, coordenando o planejamento e a execução de operações militares e policiais, como também intensificando a presença do Estado Brasileiro nas regiões de fronteira.
O Comando do 5º Distrito Naval integra a Força Naval Componente empregada na Operação, destacando os seguintes meios para as ações de patrulha e inspeção naval: o Rebocador de Alto-Mar “Tritão”(R21), o Navio-Patrulha “Babitonga”(P63), as lanchas da Capitania dos Portos do Rio Grande do Sul, da Capitania Fluvial do Rio Paraná, das Delegacias Fluviais de Uruguaiana e de Guaíra. A atuação da Marinha do Brasil, durante a operação, vai além das ações de controle da Área Marítima, Patrulha e Inspeção Naval nos mares, rios e lagos da região. As aeronaves do 5º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral realizarão as ações de patrulhamento, missões de socorro, salvamento e de evacuação aeromédica. Além disso, um destacamento do Grupamento de Fuzileiros Navais do Rio Grande estará sendo empregado durante toda a Operação.
A Ágata 5 conta com o apoio do Ministério da Justiça, do Ministério das Relações Exteriores, Ministério de Minas e Energia, Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Integração Nacional, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ministério da Saúde, Ministério da Pesca e Aquicultura, Secretaria Nacional de Segurança Pública, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.
O evento também tem apoio da Secretaria da Receita Federal, Departamento Nacional da Produção Mineral, Força Nacional de Segurança Pública, Agência Brasileira de Inteligência, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Fundação Nacional do Índio, Agência Nacional de Aviação Civil e outros órgãos estaduais e municipais dos estados abrangidos pela operação. Todas as ações serão coordenadas pelo Ministério da Defesa.
Jornal Agora/montedo.com

4 de agosto de 2012

Brasil, a casa da mãe Joana


Paulo Ricardo da Rocha Paiva*

Eis que “Tio Sam” consegue a tão almejada meta de manter um efetivo do seu exército no território brasileiro para, sob a capa de um acerto, mais do que suspeito com a Companhia do Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEFASF), assumir a consultoria pertinente ao desenvolvimento da hidrovia do Rio São Francisco, a ser entregue, sem nenhuma consulta ao povo brasileiro, de mão beijada, ao Corpo de Engenharia do Exército Americano. 
Em seu pronunciamento, o Tenente-Brigadeiro Douglas Fraser, oficial-general, lotado no Comando Sul das Forças Armada dos EUA, sem maiores delongas, já se manifestou, é de pasmar, como verdadeiro “dono da cocada preta“, falando da importância do trabalho conjunto com a CODEFASF: 
-“É um privilégio vir ao Brasil para conhecer melhor esse projeto. Esperamos que haja um fortalecimento dessa parceria com novas ações a partir dessa cooperação com a CODEFASF. Que tremenda autoconfiança. 
Parece que estou vendo o militar americano dizer: -” esses cucarachos engolem qualquer coisa... quem sabe até um “mensalãozinho” e eles permitam que nosso aquartelamento seja erigido justo ao lado das hidrelétricas de Paulo Afonso ou de Sobradinho.
É de se perguntar agora: onde estão os “nacionalistas” do PT, da CUT, da UNE, das esquerdas brasileiras, enfim, daquele “timinho do Foro de São Paulo” que se esgoela vociferando sempre contra o “imperialismo yankee”? 
- Onde estão os “carapintadas”, os estudantes, as associações de classe? 
- Enfim, as Forças Armadas não vão se manifestar sobre esta entrega de soberania? 
 Afinal de contas, o fato subliminar e ameaçador já ultrapassou em muito a idiossincrasia da Comissão da “Verdade”, de mão única para a investigação dos excessos na guerra revolucionária dos anos 60/70. Que não se duvide, não se trata mais agora de abaixar a crista para a OEA quanto à determinação de um monumento a ser erigido na Academia Militar das Agulhas Negras. 
Por fim chegou a hora da verdade: será que vamos admitir que uma tropa estrangeira se estabeleça em território nacional para “dar pitaco” em obras que a arma de engenharia do nosso Exército já deu provas cabais de competência e probidade no uso de recursos provenientes do orçamento da união?
‘Coronel de Infantaria e Estado-Maior

22 de julho de 2012

Brasil contrata Exército dos EUA para planejar hidrovia no São Francisco

Codevasf pagará R$ 7,8 milhões por projetos para navegabilidade do rio.
Exército brasileiro diz não ver risco para a segurança nacional.

Tahiane Stochero
codevasf usace  (Foto: Codevasf/Divulgação)
Engenheiros do Exército dos EUA (sem uniforme) 
visitam área do São Francisco com militares do
Exército do Brasil (Foto: Codevasf/Divulgação)
A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), órgão do governo federal subordinado ao Ministério da Integração, contratou o Corpo de Engenharia do Exército dos Estados Unidos (Usace) para estudar alternativas que tornem navegável o Rio São Francisco, um dos mais importantes cursos d´água do país e da América Latina.
O contrato, de R$ 7,8 milhões (US$ 3,84 milhões), foi assinado em dezembro do ano passado e, em março deste ano, os primeiros engenheiros do Exército norte-americano chegaram ao Brasil com a missão de desenvolver projetos que contenham a erosão nas margens e facilitem a construção de uma hidrovia no São Francisco.
Na semana passada, o comandante do Comando Sul das Forças Armadas dos EUA, brigadeiro Douglas Fraser (que responde diretamente ao secretário de Defesa e ao presidente Barack Obama), esteve em Brasília para saber como anda o trabalho.
“O contrato tem o prazo de três anos, em que os engenheiros do Usace devem nos apresentar 12 projetos de assessoria técnica para a navegação do rio. São estudos sobre dragagem, controle de erosão e estabilização das margens, geotecnia, dentre outros”, disse ao G1 o gerente de concessões e projetos especiais da Codevasf, Roberto Strazer.
Segundo ele, a parceria teve início após troca de e-mails entre funcionários da Codevasf e o Usace para aproveitar o conhecimento da engenharia militar dos EUA no Rio São Francisco.
“Eles possuem em um conhecimento incrível em navegação que queríamos usar. São técnicos e temos muito a ganhar com a parceria. A navegação do São Francisco é extremamente precária e subutilizada, principalmente na época de estiagem”, acrescentou Strazer.
O corpo de engenheiros militar dos EUA foi criado em 1882 para atuação em desastres, como enchentes, terremotos e furacões, e reconstrução, apoiando as ações militares no Iraque e Afeganistão. O Usace é responsável pela navegação dos rios Mississipi e Ohio e também por parte do controle do transporte marítimo interno nos EUA. Todos os chefes do órgão são militares, com a patente de general, do Exército americano.
codevasf usace (Foto: Codevasf/Divulgação)
Engenheiros do Exército americano fazem medições
no rio São Francisco (Foto: Codevasf/Divulgação)
“É preciso que se explore mais a navegação do São Francisco. Além de ter o menor custo por tonelada, o transporte através dos rios tem menor impacto no meio ambiente”, afirmou Strazer.
A Codevasf aponta que há grande potencial de navegabilidade em uma faixa de de 1.371 km, entre Pirapora (MG) até Juazeiro (BA)/Petrolina (PE), que é ainda inexplorado.

Estabilização de margens
Dois engenheiros civis do Usace ficam permanentemente no Brasil fazendo os estudos e avaliações nas margens dos rios e trabalhando, de forma coordenada, com um grupo de militares e civis do Exército norte-americano em Washington.
“Um dos projetos que eles desenvolvem é validar conhecimentos de navegação e estabilização de margens em um campo de provas que temos em Barras, na Bahia”, disse Strazer. A ideia é tornar todo o rio navegável a partir de pequenos trechos ao longo do seu curso.
Em Brasília, no último dia 10, o presidente da Codevasf, Elmo Vaz, apresentou ao comandante do Comando Sul das Forças Armadas dos EUA - responsável por todas as ações militares norte-americanas na América Latina - o andamento dos trabalhos. Só para cumprir a meta de tornar os primeiros 657 km do Velho Chico navegáveis, servindo de via de escoamento da produção, serão investidos até o final de 2012 mais de R$ 73 milhões.
codevasf usace (Foto: Codevasf/Divulgação)
Comandante do Comando Militar Sul dos EUA, respon-
sável pelas operações americanas na América Latina,
recebe informações sobre o projeto
(Foto: Codevasf/Divulgação)
O Rio São Francisco atravessa os estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e serve de divisa natural entre Sergipe e Alagoas até desaguar no Oceano Atlântico.
Um projeto do Ministério da Integração busca transpor parte das águas do rio para aproveitá-lo também para irrigação no Ceará e Rio Grande do Norte, servindo de eixo de ligação do Sudeste e do Centro-Oeste com o Nordeste do país.
Segurança nacional
O gerente de projetos da Codevasf disse não ver riscos à segurança nacional em trabalhar com o Exército norte-americano. “Essa preocupação foi levantada na fase inicial do contrato. Eu já o recebi fechado, no início deste ano. Não vejo riscos, pois as informações que eles estão tendo acesso no local não são nada que se possa ocultar por imagens de satélite”, afirmou Roberto Strazer.
Ele acrescentou ainda que o Exército brasileiro também está trabalhando no rio com projetos de navegabilidade e está em contato com os miltiares americanos. “Há engenheiros do Exército brasileiro em um projeto de estabilização das margens de Ilha da Tapera, na Bahia, que estão em contato com os americanos também. Há interesses nacionais envolvidos, mas buscamos intercâmbio técnico."
O Exército informou, por meio da assessoria de imprensa, que visitou a sede do Usace, nos EUA, e que engenheiros militares brasileiros estão próximos à área onde os americanos estão trabalhando no São Francisco. O Exército também disse que não vê riscos na parceria em relação ao vazamento de dados relativos à segurança nacional.
O chefe da missão do Usace no Brasil, Calvin Creech, confirmou que atualmente trabalham no país dois engenheiros civis do órgão, especializados em hidráulica e geotecnologia. "O Usace está apoiando a Codevasf. Esse trabalho é importante para os Estados Unidos porque melhorar a navegação do Rio São Francisco trará benefícios sociais para a região, reduzindo os custos associados com o transporte de produtos agrícolas", disse Creech ao G1.
G1/montedo.com

20 de julho de 2012

MT: Delegado orienta militares do Exército sobre operações de fronteira

Delegado de MT orienta integrantes do Exército para operações de fronteiras

Com o objetivo de preparar os integrantes do 13º Pelotão de Polícia do Exército (PE) que realizam operações nas fronteiras de Cáceres, Santa Rita do Trivelato e Comodoro, a Polícia Judiciária Civil realizou uma palestra no Comando da 13ª Brigada do Exército Brasileiro, hoje.
A palestra com o tema "Drogas", ministrada pelo Delegado da Polícia Civil Bibiano Nunes Ferreira Sobrinho, foi assistida por 25 membros da Polícia do Exército entre soldados, cabos e sargentos.
A palestra foi focada na atividade do tráfico, nos meios pelos quais as substâncias entorpecentes são transportadas e o trabalho realizado pela Polícia na localização de drogas. O delegado destacou que o tráfico praticado nas áreas de fronteira é em sua maioria realizado por brasileiros e o transporte feito em pequenas quantidades, o conhecido tráfico formiguinha.
Bibiano ainda ressaltou a importância da vigilância nessas regiões. "Existe um respeito do infrator em relação as forças armadas, em 30 anos de Polícia, eu nunca presenciei um confronto em operações feitas na barreira", constatou a autoridade.
O delegado apresentou vários vídeos com diferentes abordagens sobre o tema, como a confecção de algumas drogas, depoimentos de usuários, e histórias lúdicas, com a intenção de mostrar como funciona o mundo das drogas e como as pessoas acabam se tornando dependentes. "Ninguém começa usar drogas simplesmente por que quer. Existe primeiro um convite", observou o delegado.
De acordo com o 1º tenente Felipe de Oliveira Marques, comandante do Pelotão, a palestra é de suma importância para a preparação dos soldados. "Muitos são inexperientes, com certeza terão dúvidas e incertezas no momento da ação, então é fundamental para eles um prévio conhecimento do assunto", disse.
O Exército desencadeia operações preventivas e repressivas ao contrabando de qualquer ilícito nas regiões de fronteira, com maior incidência de drogas e armas. O objetivo é a redução dos crimes ocorridos nas faixas fronteiras, assim como ações do crime organizado e intensificar a presença do Estado Brasileiro nessas regiões.
SóNoticias/montedo.com

10 de julho de 2012

MS: Exército inicia operação na fronteira

18ª Brigada de Infantaria de Fronteira desencadeia Operação Atalaia

Arquivo: 17º BFron
Começou ontem a Operação Atalaia que tem por objetivo combater delitos transfronteiriços e ambientais na fronteira Oeste do Brasil. Serão empregados 436 militares do Exército e mais cerca de 120 integrantes da Marinha do Brasil, Polícia Federal, Receita Federal, Polícia Civil, Polícia Ambiental, Polícia Militar, IBAMA, Grupamento de Bombeiros e Guarda Municipal.
Além do combate a delitos, busca-se a estreita coordenação entre os órgãos do Poder Executivo, particularmente as Forças Armadas e os Órgãos de Segurança Pública e de Fiscalização. Com isso, a população de Corumbá e Ladário perceberá de forma mais intensa as ações do Estado Brasileiro, pois haverá, durante a Operação Atalaia, a instalação de diversos postos de bloqueio em estradas e rios com a revista de pessoas, automóveis e embarcações.
O comando da 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira informa que a tropa atuará dentro da legalidade, sempre de forma firme e serena. É certo que, em alguns momentos, transtornos ao cotidiano poderão ocorrer, mas a população será beneficiada com uma maior proteção durante a Operação Atalaia.
(Fonte: 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira/Comunicação Social em 09 de Julho de 2012)
Correio de Corumbá/montedo.com

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