1 de maio de 2011

POR TODO O PAÍS, A FARDA PÕE O PÉ NA ESTRADA

Asfalto, ponte, barreira, aeroportos: os batalhões do Exército trabalham em obras federais de quase todos os Estados

Tânia Monteiro
O general Joaquim Brandão lembra que na última missão recebida, em decorrência das chuvas do início da semana passada em Minas, o Exército deu início, na sexta-feira, à construção de uma passarela sobre o Rio das Velhas, em Sabará, região metropolitana de Belo Horizonte. Utilizada provisoriamente pelos pedestres, ela substitui uma ponte que cedeu no local. A ponte, na altura do km 455 da BR-381, foi interditada na quarta-feira.
No momento, o Exército trabalha na duplicação de quatro trechos da BR 101 - no Rio Grande do Norte, na Paraíba, em Pernambuco e Sergipe. No total, cerca de 1.800 homens de quatro batalhões. Ele atua, ainda, na pavimentação de dois trechos da BR-319, entre Manaus (AM) e Porto Velho (RO) - mais 600 homens. Dois batalhões de engenharia, também com um total de 600 homens, estão ainda na BR-163, a Cuiabá-Santarém, assim como na transposição do Rio São Francisco, fazendo a obra de interligação da bacia do rio com as bacias do Nordeste Setentrional. Outros 1.200 homens participam da revitalização do São Francisco em Pernambuco e na Bahia.
O Exército trabalha também em sete aeroportos - entre eles o de Guarulhos, em São Paulo, nas obras de terraplanagem do terminal de passageiros 3, que ocupa cerca de 400 homens. Nos aeroportos de São Luís, Natal e Rio Branco, sua tarefa é a ampliação de pistas e de pátios, empregando em cada um deles batalhões com cerca de 400 homens cada. Em São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, um outro batalhão, também com 400 soldados, está construindo a pista do primeiro aeroporto que será entregue à iniciativa privada. No caso dos aeroportos de Vitória e Goiânia, o trabalho ainda está em fase de projetos.

PARA LEMBRAR
Lula usou Força em operação "tapa-buraco"
Foi em meados de 2005, quando corriam soltas as denúncias do mensalão, que o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou - contando com a preciosa ajuda do Exército - uma ampla "operação tapa-buracos". Vista como tentativa de criar um fato novo para a opinião pública, a iniciativa reafirmava uma "vocação" periférica dos militares, que dessa vez aparecia em dimensões nacionais. Os buracos foram atacados por vários batalhões em Minas Gerais, na Bahia e vários outros Estados.
Em outra missão de peso, o Exército foi tocar as obras de transposição do Rio São Francisco, no início de 2009. A essa altura, ele já dominava canteiros de obras em três rodovias federais. Estava claro o inimigo a combater: era a falta de gestão na área de transportes.
O ESTADO DE SÃO PAULO

"ESTA NÃO É, NÃO PODE SER, A MISSÃO CENTRAL DO EXÉRCITO BRASILEIRO", DIZ ESPECIALISTA SOBRE "EMPREITEIRA" MILITAR

Gabriel Manzano 
ENTREVISTA - Alexandre Fuccille, especialista em questões militares
Doutor em Ciências Sociais pela Unicamp e especialista em questões militares, Alexandre Fuccille diz que não há nada errado no uso do Exército em obras militares. Mas alerta: "O eventual não pode virar rotina". Fuccille atuou no Ministério da Defesa entre 2003 e 2004 e deve lançar em breve o livro Democracia e a Questão Militar.

O que o sr. acha da utilização do Exército em obras civis?
Em princípio não há nada errado, mas o que deve ser eventual, adotado em "doses homeopáticas", não pode acabar virando rotina. O Exército tem sido refratário à banalização desse emprego, como ocorre na área de segurança pública.

Por que se chegou a isso? O Exército é obrigado a aceitar?
Em pequena escala faz sentido, e permite obter recursos para manter as tropas sem gastar recursos próprios. Ao Poder civil também interessa porque o custo da obra acaba saindo menor do que o cobrado por construtoras. Quanto a ser obrigado, do ponto de vista constitucional, um presidente da República, como comandante em chefe das Forças Armadas, pode autorizar e elas têm de obedecer.

Mas isso não cria uma situação anormal, estranha à vocação do Exército?
Corre-se o risco de criar um certo mal-estar entre um comando e seus comandados. Acaba sendo negativo, sim, empregar rotineiramente os batalhões em missões que deviam ser apenas periféricas. Banaliza a missão.

O que diz exatamente a lei?
A Lei Complementar 97/99 prevê o emprego em situações como as citadas, vistas como "atribuições subsidiárias". Depois houve aperfeiçoamento com as leis 117/04 e 136/10. Mas, insisto, esta não é e não pode ser a missão central do Exército.

É um problema novo?
Não. O problema é rotineirizar algo que deve ser episódico. Durante o governo Fernando Henrique tropas foram empregadas contra petroleiros (ainda quando a capacidade policial não havia sido ultrapassada) e em outras situações de segurança pública, na defesa da fazenda do então presidente contra invasão pelo MST. Isso é um equívoco, como a história e os três operários mortos em Volta Redonda em 1988 mostraram.

Faz sentido usar tropas militares na segurança pública?
É temerário. O emprego militar não é para a segurança pública e isto pode acabar configurando desvio de função. Foi importante a criação, já no governo Lula, da Força Nacional. Ela funciona como uma espécie de "colchão" entre as capacidades policial e militar. Houve também avanços, no sentido jurídico-institucional, quando se deu às Forças Armadas capacidade de polícia onde o Estado não se faz presente - Amazônia e regiões fronteiriças, por exemplo.

A ação militar em morros do Rio tem causado muita polêmica.
É preocupante constatar o que ocorreu em 2010, com o uso de forças militares por tempo indeterminado nos morros, enquanto um dos lados da disputa eleitoral anunciava sucessos na manutenção da ordem. É preciso evitar a politização do uso da função militar.
O ESTADO DE SÃO PAULO

MILITAR REVELA DOCUMENTO QUE PODE SER DEPOIMENTO DE LÍDER GUERRILHEIRO DESAPARECIDO EM 1971

Uma pista sobre Beto, desaparecido em 1971
Documento guardado por militar seria depoimento de comandante da VAR, dado após sumir em Copacabana

Chico Otavio
Do arquivo particular de um oficial reformado emerge a primeira pista sobre o desaparecimento de Carlos Alberto Soares de Freitas, o Beto, um dos comandantes de Dilma Rousseff no tempo em que a hoje presidente da República era militante da VAR-Palmares, organização de esquerda que atuou na luta armada contra o regime militar. Sem assinatura ou qualquer outra prova de autenticidade, um documento de 15 páginas registra o que teria sido um depoimento de Beto prestado ao Exército no dia 28 de fevereiro de 1971, portanto, 13 dias após seu desaparecimento.
Embora a introdução informe que Carlos Alberto, "estando preso, produziu um depoimento de próprio punho", o texto guardado pelo militar está digitalizado e com tipologia típica de computadores dos anos 90. Porém, o que se lê nos 19 capítulos desse suposto depoimento impressiona pela coerência e pela precisão no relato sobre a trajetória da organização e de alguns de seus militantes. O militar resolveu divulgá-lo por discordar da imagem que a esquerda teria construído de Beto, de um jovem idealista que morreu pela causa sem recuar em seus ideais.
Do início da militância política, em 1961, até o seu desaparecimento, em 15 de fevereiro de 1971, em Copacabana, Beto só havia sido preso uma vez, em 1964, por pichação. Como a VAR surgiria cinco anos depois, só há duas hipóteses para as informações a ele atribuídas: ou são montagem, com base em dados colhidos de outros militantes da organização, na maioria dos casos sob tortura, ou realmente foram escritas pelo próprio Beto, em condições que só a abertura dos arquivos da ditadura poderá esclarecer.
Parentes e ex-militantes da VAR preferem a primeira hipótese. Diante da série de detalhes que o depoimento fornece sobre a organização, principalmente sobre a "área", foco guerrilheiro que a VAR tentava montar na região do Bico do Papagaio (divisa entre Maranhão, Goiás e Pará), as pessoas que conheceram Beto sustentam que o vazamento do dossiê apócrifo seria uma tentativa contemporânea de manchar a sua biografia.
- Beto jamais usaria expressões como "elementos" e "amantes", atribuídas a ele nesses papéis falsos - disse o diplomata Sérgio Ferreira, primo do desaparecido e representante da família em questões ligadas ao caso.
Última pessoa a ver Beto com vida, o ex-militante da VAR Sérgio Emanuel Dias Campos reforça a tese da família. Porém, encontrou no documento informações sobre a organização que desconhecia, como a escolha das cidades de Imperatriz do Maranhão e Porto Franco, no Maranhão, e Tocantinópolis (então Goiás) para a criação de um foco guerrilheiro. Campos foi preso no mesmo dia do desaparecimento de Carlos Alberto e de outro militante da VAR que estava no mesmo aparelho, Antônio Joaquim Machado.
Na narrativa apócrifa, o autor explicou que a ideia do foco era "ir enviando pessoas, de preferência legais, para a região, fazendo um trabalho de implantação social e não propriamente um trabalho político de massa". O texto diz que o trabalho seria longo, demorado, "pois só assim seria possível fazer algo que não caísse da noite para o dia".
Mas o foco, ou "área" no jargão guerrilheiro, acabaria caindo cinco meses após a tomada do suposto depoimento. No início de agosto de 1971, o Comando Militar do Planalto e a 3ª Brigada de Infantaria desencadearam a "Operação Mesopotâmia", justamente em Imperatriz, Porto Franco e Tocantinópolis, com o objetivo de "capturar grupos de elementos subversivos em atividade". Comandada pelo general Antônio Bandeira, a missão tinha como alvo a VAR-Palmares e o PRT, braço armado da Ação Popular (AP).

Descrição de alvos coincide com a do depoimento
Retirada dos arquivos de Criméia de Almeida, da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, o anexo "A" da ordem de operações da Mesopotâmia, assinado em julho daquele ano pelo então coronel Henrique Beckmann Filho, com a descrição dos integrantes das "forças inimigas" a serem capturadas no local, impressiona por um detalhe: os "elementos" pertencentes à VAR são exatamente os mesmos, com as mesmas descrições, do depoimento supostamente colhido pelo Exército meses antes.
De 4 a 8 de agosto, foram presas 32 pessoas, das quais apenas 13 acabaram transferidas para Brasília. Destas, segundo o relatório de operações, três pertenceriam à VAR, sendo Eliezer Vaz Coelho, codinome "Cerqueira" ou "Geraldo", a prisão mais importante. Para chegar a ele, as tropas teriam seguido os dados contidos no depoimento. Quatro outros militantes, igualmente descritos no dossiê e transformados em alvo na operação, não foram presos porque já haviam deixado o local.
Escrever depoimentos de próprio punho era uma prática comum, imposta aos presos nos porões do regime. Quando capturadas, as pessoas eram geralmente submetidas a dois ou três dias de intensa tortura para revelar os pontos marcados de militantes ou endereços de aparelhos. Com o passar do tempo, a repressão perdia o efeito-surpresa (ao constatar o desaparecimento do companheiro, a organização refazia os planos) e mudava a estratégia, exigindo que os presos fizessem um longo relato de sua trajetória na luta armada em textos escritos à mão.
- Para ganhar tempo, a gente procurava contar coisas do passado, num longo histórico, e juntar coisas irrelevantes, para não afetar os companheiros em liberdade - recorda-se uma ex-militante que prefere não se identificar.
Mesmo entre ex-militantes mais radicais, é difícil achar alguém que condene o companheiro que, sob tortura, forneceu dados que levaram a prisões e quedas de aparelho.
Desde que se despediu de Sérgio Campos, ao descer de um ônibus na esquina das avenidas Nossa Senhora de Copacabana e Princesa Isabel, Beto nunca mais foi visto. Até então, o único sinal de seu paradeiro era um depoimento prestado pela mineira Inês Etienne Romeu, também da VAR, ao Conselho Federal da OAB, após a anistia, em 1979.

Inês produziu a única pista sobre paradeiro de Beto
Única sobrevivente da "Casa da Morte", um dos piores centros de tortura da repressão, montada pelo Centro de Informações do Exército em Petrópolis, Inês contou ter ouvido de um de seus carcereiros, o "Camarão" (Wantuir ou Wantuil), que Beto teria ido para lá e reconhecido no local um outro carcereiro, um sargento do CIE chamado de "Zezão" ou "Zé Grande", pois ambos teriam jogado basquete juntos em Minas Gerais.
Inês também ouvira que Beto teria sido torturado e assassinado a tiros de revólver naquele local.
O procurador militar Octávio Bravo, que propôs a reabertura de quatro casos de desaparecimento político (além de Beto, Mário Alves, Rubens Paiva e Stuart Angel), vai solicitar ao Exército o fornecimento dos originais do depoimento. Bravo disse que uma de suas motivações foi a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA de condenar, ano passado, o Brasil por graves violações aos direitos humanos na repressão à Guerrilha do Araguaia.
Quem copiou o depoimento e guarda a versão datilografada garante que até 1986 (governo Sarney), quando o viu, o texto estava guardado dentro de um dossiê de nome "Carlos Alberto Soares de Freitas" (na verdade, duas folhas de cartolina unidas com presilhas de aço), ao lado de muitos outros nos arquivos do então Centro de Informações do Exército (CIE), em Brasília.
Leia aqui a íntegra do depoimento.
O GLOBO

LIVROS APROVADOS PELO MEC CRITICAM FHC E ELOGIAM LULA

Obras atacam privatizações feitas pelo tucano e minimizam o mensalão
Comissão formada por professores avalia os livros, que são usados por 97% das escolas da rede pública de ensino

LUIZA BANDEIRA e RODRIGO VIZEU
Livros didáticos aprovados pelo MEC (Ministério da Educação) para alunos do ensino fundamental trazem críticas ao governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e elogios à gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma das exigências do MEC para aprovar os livros é que não haja doutrinação política nas obras utilizadas.
O livro "História e Vida Integrada", por exemplo, enumera problemas do governo FHC (1995-2002), como crise cambial e apagão, e traz críticas às privatizações.
Já o item "Tudo pela reeleição" cita denúncias de compra de votos no Congresso para a aprovação da emenda que permitiu a recondução do tucano à Presidência.
O fim da gestão FHC aparece no tópico "Um projeto não concluído", que lista dados negativos do governo tucano. Por fim, diz que "um aspecto pode ser levantado como positivo", citando melhorias na educação e a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Já em relação ao governo Lula (2003-2010), o livro cita a "festa popular" da posse e diz que o petista "inovou no estilo de governar" ao criar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.
O escândalo do mensalão é citado ao lado de uma série de dados positivos.
Ao explicar a eleição de FHC, o livro "História em Documentos" afirma que foi resultado do sucesso do Plano Real e acrescenta: "Mas decorreu também da aliança do presidente com políticos conservadores das elites". Um quadro explica o papel dos aliados do tucano na sustentação da ditadura militar.
Quando o assunto é o governo Lula, a autora -que à Folha disse ter sido imparcial- inicia com a luta do PT contra a ditadura e apenas cita que o partido fez "concessões" ao fazer "alianças com partidos adversários".
Em dois livros aprovados pelo MEC, só há espaço para as críticas à política de privatizações promovida por FHC, sem contrabalançar com os argumentos do governo.

MENSALÃO
Já na apresentação da gestão Lula, há dois livros que não citam o mensalão.
Em "História", uma frase resume o caso, sem nomeá-lo: "Em 2005, há que se destacar, por outro lado, a onda de denúncias de corrupção que atingiu altos dirigentes do PT, inúmeros parlamentares da base do governo no Congresso e alguns ministros do governo federal".
A Folha não conseguiu falar com os autores da obra.
Uma das críticas feitas a Lula é o fato de ter continuado a política econômica do antecessor.
Os livros aprovados pelo MEC no Programa Nacional do Livro Didático são inscritos pelas editoras e avaliados por uma comissão de professores. Hoje, 97% da rede pública usa livros do programa.
São analisados critérios como correção das informações e qualidade pedagógica. As obras aprovadas são resenhadas e reunidas em um guia, que é enviado às escolas públicas para escolha dos professores.
FOLHA DE SÃO PAULO

SOLDADOS VÃO PARA A CADEIA POR ROUBAREM UMA PORCA

Nota do editor:
Na dúvida, publico a notícia aqui no blog. 
Mas gostaria da opinião de vocês: Será que não ficaria melhor no 'Causos da Caserna'?

O roubo da porca
A Justiça Militar condenou a seis e quatro anos de reclusão três soldados da PM acusados de terem roubado uma porca em Porto da Folha
Três soldados da Polícia Militar estão em maus lençóis. É que a Justiça Militar condenou a seis e quatro anos de reclusão o trio acusado de ter roubado uma porca em Porto da Folha. Segundo o processo, os PM’s trafegavam pelo município quando se depararam com a porquinha na estrada e resolveram roubá-la. Colocaram o animal na viatura e o esconderam no quintal do primo de um dos presos da delegacia. Posteriormente venderam por R$ 150. Antes do abate, contudo, o dono do animal conseguiu reconhecê-lo e prestou queixa na Delegacia. Graças a um acordo verbal, os policiais devolveram a ‘grana’ ao comprador, que entregou a porca ao verdadeiro dono. Porém este, numa atitude cidadã, não retirou a queixa, que virou processo e terminou na condenação dos soldados. O roubo da porca seria cômico se fosse uma peça de teatro ou coisa parecida, mas é trágico, principalmente porque os acusados pelo crime são três agentes públicos, pagos pelos contribuintes justamente para proteger o patrimônio do cidadão. Uma lástima!

30 de abril de 2011

MARINHA ENTREGA 96 APARTAMENTOS PARA PRAÇAS EM LADÁRIO (MS)

SUB-OFICIAIS E SARGENTOS RECEBEM 96 APARTAMENTOS EM LADÁRIO
Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Ladário
Ladário viveu um momento histórico nesta terça-feira, quando o almirante de esquadra Júlio Soares de Moura Neto, comandante da Marinha, inaugurou oito prédios com 96 apartamentos no conjunto Seac, novo lar para famílias de sargentos e sub-oficiais que servem no 6º Distrito Naval. O investimento garante a chegada de cerca de 380 pessoas ao bairro Mangueiral. “O patrimônio da Marinha são as pessoas. Não adianta termos máquinas, equipamentos e armamentos se não contarmos com militares unidos e motivados”, destacou o comandante Moura Neto, ao lado da esposa Sheila, diretora do grupo Voluntárias Cisne Branco.
Moura Neto lembrou que a Marinha vive um ano difícil, se comparado aos quatro anos anteriores, e se vê obrigada a administrar os cortes no orçamento determinados pela presidente Dilma Rousseff. Garantiu, no entanto, que todos os investimentos serão mantidos. “Estabelecemos prioridades e vamos continuar valorizando a qualidade de vida da família naval, com investimentos na área de habitação, saúde e assistência social”, ressaltou.
O prefeito José Antonio afirmou que a contrapartida do poder público será a pavimentação asfáltica da rua 17 de Março, que passa ao lado, a inauguração do Posto de Saúde do Seac e a construção de uma praça no Centro Comunitário do Seac, ainda este ano. “Nossa parceria se concretiza em doação de veículos, programas sociais e nas relações humanas entre o povo ladarense e a Marinha”, ressaltou o prefeito.
Para os contemplados com as moradias, significa o fim do aluguel em Ladário e Corumbá. Para morar com a família no novo apartamento, um sub-oficial ou sargento vai pagar apenas 4,5% do rendimento mensal. Parte desse recurso será usado para manter o próprio condomínio. O sub-oficial Sebastião Carneiro recebeu em nome dos novos moradores e chave simbólica do apartamento que vai morar com esposa e filhos a partir de maio. “Além do fim do aluguel, para nós significa paz e segurança que não encontramos em grandes cidades”, afirmou a nova moradora Ana Cláudia Silva, que há dois anos veio do Rio de Janeiro com o marido, sargento da Marinha.
Os novos prédios da Marinha são denominados internamente de Próprios Nacionais Residenciais (PNR). Estão situados a cerca de 450 metros da Base Naval de Ladário. O empreendimento engloba oito prédios de três andares e locais para estacionamento e lazer. Os prédios possuem fachadas com as cores clássicas da Marinha, branca e azul; central de gás; rede para telefone e internet; interfone; entrada social com guarita e acesso de serviço independente; rua interna e extensa, e área de gramado. Os apartamentos contam com três quartos, sendo uma suíte, com 96 metros quadrados de área construída.

Simbolismos
O comandante Moura Neto citou alguns simbolismos que marcam a ligação da Marinha com a população de Ladário. Uma delas é o fato de a Marinha estar presente na cidade desde 1873, coma construção do Arsenal Naval. Outra ligação é com a população, formada em grande parte por militares e reservistas. A Associação dos Militares da Reserva da Marinha é hoje o reduto dos reservistas e parceria da Marinha e da Prefeitura em programas e projetos sociais. Outra parceira surgida com a Marinha e citada pelo comandante é o projeto Forças do Esporte, que beneficia 150 crianças e adolescentes de Ladário. “A Marinha é feita não só pelos que vestem nosso uniforme, mas por aqueles que vestem nossos valores por baixo da pele”, afirmou Moura Neto.
Revista Pantaneira

PROJETO DE SEGURANÇA DO EXÉRCITO PARA A COPA CUSTARÁ R$ 2 BI

Quantia é para investimento em inteligência e armas contra terrorismo.
Plano deverá ser finalizado e apresentado a Dilma em 2012, diz general.

Tahiane Stochero
O Exército possui um projeto de R$ 2 bilhões para equipar até 2014 os sistemas de inteligência e de prevenção e combate ao terrorismo do país. O objetivo é garantir que os militares estejam preparados para atuar na segurança da Copa do Mundo e das Olimpíadas de 2016, que serão realizadas no Brasil.
O planejamento, denominado “Brigada Braço Forte”, ao qual o G1 teve acesso, estima que a aquisição de novos equipamentos é necessária porque “atualmente, o índice de obsolescência dos meios de comunicações (do Exército) ultrapassa 92%”, sendo que isso tem "afetado a capacidade de coordenação e controle até de simples emprego de tropa para ações emergenciais”.
Segundo o general Antonio Santos Guerra Neto, comandante do Centro de Guerra Eletrônica do Exército, o plano quer deixar os militares “aptos para contribuir para a segurança pública com informações e dissuasão” e deverá ser finalizado e apresentado à presidente Dilma Rousseff até 2012.
“A segurança na Copa é compartilhada e o Exército terá a sua parte, principalmente para garantir a questão logística do evento e a rápida difusão de dados sobre suspeitos ou alvos em potencial com a Polícia Federal e os outros órgãos de segurança pública. Teremos jogos em 12 capitais, equipes de todo o mundo estarão aqui e haverá chefes de Estado internacionais que teremos que fazer a proteção. Como o Exército está presente em todo o país, pode ajudar muito”, diz o general.
“Ainda estamos na fase de buscarmos as necessidades e contatar empresas para adquirir os equipamentos e a tecnologia necessária. Grandes companhias como Odebrecht, Embraer Defesa, Avibrás e Camargo Corrêa já demonstraram interesse em participar”, aponta o oficial.

Prevenção contra ataques
Dentre os pontos previstos no plano estão o monitoramento do espaço aéreo do país e investimentos em artilharia antiaérea (com a aquisição de radares e novas armas, capazes de abater caças invasores), monitoramento de suspeitos por meio de rádio e telefonia e também compra de equipamentos para detecção e destruição de bombas nucleares, químicas e bacteriológicas.
Tropas na segurança de Obama ao Brasil serão
empregadas na Copa (Foto: Sandro Lima/G1)

“Vamos comprar também armas não letais, para a tropa ficar preparada para atuar em controle de distúrbios civis (como protestos). Não é para dar poder de combate, mas para prevenção e cooperação. Só a presença de um militar com um tanque nas ruas já demonstra poder”, diz Santos Guerra.
O projeto também prevê o aumento de número de militares em algumas capitais, principalmente São Paulo e Rio de Janeiro, “onde o contingente deve dobrar”, segundo o general. Haverá ainda compra de material para ações de defesa civil e calamidades que eventualmente venham a ocorrer no país, como enchentes e secas. "Cada vez mais, somos chamados a atuar nestes momentos de tragédia", acrescenta o comandante.
O projeto "Brigada Braço Forte" está ainda na primeira fase, em que foi contratada uma empresa para assessorar o Exército na elaboração de um projeto básico para definir quais são as tecnologias, armas e equipamentos que deveriam ser adquiridos. Em seguida, haverá contato com empresas interessadas em vendas, aprovação do orçamento pelo governo e a abertura de licitações ou contratos.
Militares que atuam contra terrorismo receberão verba e novos equipamentos (Foto: AFP)
Monitoramento de fronteiras
Além deste projeto, o Centro de Guerra Eletrônica possui em andamento o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras, o Sisfron, orçado em US$ 6 bilhões (R$ 10 bilhões) e que deve estar concluído em 2019, segundo o general Santos Guerra. Deverão ser instalados novos 29 pelotões de fronteira, principalmente nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Amazônia (hoje são 22 unidades, nenhuma no Centro-Oeste).
Serão comprados também novos equipamentos que permitirão rastrear, monitorar e impedir a entrada de armas e drogas pelas fronteiras do país.
“Temos 16 mil quilômetros de fronteira seca por onde se entra tudo no Brasil. Com radares de baixa altitude, lanchas, equipamentos de visão noturna, aeronaves não-tripuladas e maior número de homens vamos aumentar nosso poder de vigilância e fazer nossa parte contra a criminalidade”, diz o general.
A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) iniciou em outubro de 2010 um planejamento junto com o Comitê Organizador da Copa do Mundo da Federação Internacional de Futebol (Fifa) para garantir a segurança dentro e fora dos estádios durante os jogos, com orçamento inicial de R$ 4 bilhões.
Serão feitos investimentos nas polícias de todos os estados e formações no exterior. Desde o começo de 2011, o ministro da José Eduardo Cardoso, está visitando governadores e prefeitos das capitais do país buscando melhorar a troca de informações entre os órgãos de segurança pública até a Copa.
G1

SOLDADOS BOLIVIANOS MORREM AFOGADOS NA FRONTEIRA. CORPOS SÃO RESGATADOS POR TROPAS BRASILEIRAS.

De acordo com o boletim de ocorrência n° 11E1004003649 registrado no distrito de Fortaleza do Abunã, distrito Porto Velho que fica localizado a cerca de 200 km da capital, as vitimas identificados como Ronald Candori Flores, Marco Antônio Chile Nina, Henry Apaza Topia e Jorge Luiz Apaza Nina morreram afogados depois que o barco que eles navegavam naufragou. O acidente aconteceu do lado brasileiro na ultima quinta-feira (28).
Os jovens eram das Forças Armadas Bolivianas, e estavam atravessando o Rio Abunã em missão. Os corpos dos jovens foram resgatados por militares do 6° Batalhão de Infantaria de Selva, de Guajará-Mirim, com ajuda de militares do país vizinho.Ainda não se sabe o que realmente tenha acontecido na embarcação para ocasionar o naufrágio. Os cadáveres foram levados direto para a Bolívia e foram entregues no Instituto Médico Legal e em seguida liberados as famílias.
RONDÔNIA AO VIVO

JOGOS MUNDIAIS MILITARES: TREINADORES DO VÔLEI PARTICIPAM DE CURSO

Comissões técnicas militares de vôlei aprimoram conhecimento
João Henrique Amaral

Seleção Brasileira Militar masculina de vôlei em ação. Crédito: Ari Gomes
As comissões técnicas das Seleções Brasileiras Militares masculina e feminina de vôlei estão participando do Curso Nacional de Treinadores Nível 4 da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). O curso, que começou na segunda-feira, dia 25, nas dependências do Centro de Capacitação Física do Exército (CCFEx), na Fortaleza São João, na Urca (RJ), serve como preparação para os 5º Jogos Mundiais Militares Rio 2011.
"A cerimônia de abertura teve a presença do Gen Fernando, Comandante do CCFEx e o Sr Ary Graça, presidente da CBV. A palestra de abertura foi proferida pelo Bernardinho (técnico da Unilever e da seleção brasileira civil masculina). Temos diversos outros palestrantes e instrutores. A CBV tem quatro níveis de curso para treinadores e esse é o último", explicou o Major Pinheiro, chefe da equipe militar masculina.
Treinada por Hélio Griner, a comissão técnica da equipe feminina conta ainda com os Maj Marco Antonio Chiacchio (chefe de equipe) e Maj Flávio Augusto Guedes (assistente técnico), o Cap Ricardo Costa (preparador físico) e dois auxiliares, o Sgt César dos Reis e o Sd Walace Rangel.
A equipe masculina é treinada por Flávio Marcio Marinho e conta ainda com os Maj José Carlos Pinheiro (chefe de equipe), Maj Rodrigo Taranto e Maj Fabrício Stoppa (assistentes técnicos), o Cap Guilherme de Souza Barbosa (preparador físico), e dois auxiliares, Sgt André Luiz Alves e o Cb Adauto Nery Junior. O Ten Jorge Luiz dos Santos é o fisioterapeuta das duas equipes.
RIO 2011

SINAL DOS TEMPOS: INIMIGO DO REGIME MILITAR, DOM HÉLDER CÂMARA SERÁ PATRONO DE TURMA DA ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA

DOM HELDER INDICADO
Sinal dos novos tempos nos meios militares. Dom Hélder Câmara teve seu nome indicado para patrono da Turma do Curso de Altos Estudos 2011, da Escola Superior de Guerra .
O DIA ONLINE

ARTIGO QUESTIONA MORTE DE MILITARES DO EXÉRCITO EM OBRAS DE UBERABA

E substitui-se o homem...
O Exército Brasileiro tem prestado inestimável trabalho à cidade de Uberaba, construindo aqui trevos de acessos, obras-de-arte e pequenos trechos.
Não podemos, entretanto, deixar ao esquecimento alguns fatos que, se não indagados e respondidos, permanecem atendendo a interesses que o povo literalmente desconhece quando deveria ser o primeiro a conhecer. A Constituição Federal nos ampara para questionarmos e sermos respondidos. Ver Art. 5º - XXXIII.
A que título o 11º Batalhão de Engenharia de Construção, sediado em Araguari, executa obras em Uberaba? Se a referida unidade militar não participa dos trabalhos de duplicação da Rodovia BR-050 que passa pela sua própria cidade sede, seu labor aqui soa no mínimo estranho. Quais são os critérios para essa parceria?
Sabe-se que acidentes de causas elementares têm ceifado vidas preciosas de trabalhadores, digam-se militares e civis, devotados a tais obras aqui. “O militar/ ao entrar para a caserna/ sabe que estará sempre em combate/ mesmo estando em tempo de paz!”. Ouvi essa frase de um cioso general. Concordo, todavia, não se pode perder o combate para um “simples” acidente por imperícia, que, no fundo, tem sua origem nas primeiras vértebras de uma espinha dorsal. Não se muda uma peça de lugar sem ordem superior.
Aprendizado, Familiarização e Domínio. Três fases que se forem rigorosamente cumpridas pelo homem no trato com máquinas e equipamentos, o acidente não lhe ocorrerá. Uma quarta fase, o Desafio, pode desmoronar as anteriores. No caso em tela, entendemos ser desafiante ter em operação, no canteiro de obras, máquinas e equipamentos com décadas de uso e chances mínimas de reposição.
No dia 15/04/11, tivemos aqui o acidente fatal com o 1º tenente de Engenharia Amilcar Piccoli e Souza; o quarto de uma nefasta série. Seria o jovem oficial tão inexperiente a ponto de expor seu corpo a uma ruidosa patrol? Improvável. O ruído de fundo no local e o próprio tráfego de veículos são intensos, mas uma simples sirene de ré estaria instalada na patrol para alertar Amilcar? Agora substitui-se o homem, como se número fosse. E as máquinas continuam?
Srs. titulares do Ministério da Defesa, Exército Brasileiro, Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, Ministério do Trabalho e Emprego, Denit, Comando do 11º BEC, Prefeitura e Câmara Municipal de Uberaba e Crea/MG; um alerta: Outros Amilcar estão na linha de tiro nas obras de Uberaba.
(*) presidente do Fórum Permanente dos Articulistas de Uberaba e Região; membro da Academia de Letras do Triângulo Mineiro - forumarticulistas@hotmail.com
Jornal da Manhã

Leia também:

TENENTE DO EXÉRCITO MORRE DEPOIS DE SER ATROPELADO POR PATROLA OPERADA POR UM SARGENTO

29 de abril de 2011

EX-SOLDADOS DA FAB MANTÉM PROTESTO EM BRASÍLIA


Os cerca de 20 integrantes da Associação Nacional de Ex-Soldados Especializados, que ocupam a Praça dos Três Poderes, disseram nesta sexta (29), que não vão deixar o local e deverão contar com a ajuda de mais colegas vindos de Anápolis, no Goiás. Atiradores de elite foram chamados, pois o protesto colocaria a presidenta Dilma Rousseff em perigo. Segundo a Anese, a causa da mobilização é o pedido de reintegração de aproximadamente 13 mil soldados que foram demitidos pela Aeronáutica.
CLÁUDIO HUMBERTO

NOTA DA FAB DIZ O ÓBVIO: SOLDADO QUE QUISER FICAR NA ATIVA DEVE ESTUDAR!

Nota Oficial: Reinvidicações de ex-soldados da FAB
Em relação às reivindicações apresentadas pela Associação Nacional dos Ex-Soldados Especializados da Aeronáutica, este Centro esclarece que:
Esse grupo de ex-soldados da Aeronáutica, que participou de processo seletivo entre os anos de 1994 e 2001, solicita reintegração à Força Aérea Brasileira (FAB), porém sem o devido respaldo jurídico. Importa destacar que a própria legislação vigente à época estabelecia limite máximo de seis anos para a prestação do serviço na condição de Soldado de Primeira-Classe, conforme descreve o Art. 25, § 5º, do Decreto nº 3.690, de 19 de dezembro de 2000, que substituiu o Decreto nº 880, de 23 de julho de 1993, mantendo exatamente os mesmos critérios:
“Art. 25. Poderá ser concedida prorrogação do tempo de serviço, mediante engajamento em continuação do SMI [Serviço Militar Inicial] ou reengajamento, por meio de requerimento do interessado à Diretoria de Administração do Pessoal (DIRAP), observado o seguinte:
§ 5º O Soldado-de-Primeira-Classe (S1) pode obter prorrogação do tempo de serviço, até o limite máximo de seis anos de efetivo serviço.”
Dessa forma, o processo de admissão e desligamento de soldados especializados do serviço ativo na FAB seguiu o princípio da legalidade e está embasado na legislação em vigor. O tempo máximo de permanência dos soldados no serviço ativo da instituição, especializados ou não, era, e permanece sendo, de seis anos.
Como ressaltado anteriormente, esse período estava disciplinado pelo Decreto nº 880, de 23 de julho de 1993, norma que vigorou até o ano 2000. Essa norma foi revogada pelo Decreto nº 3.690, de 19 de dezembro de 2000, atualmente em vigor e que mantém os mesmos critérios da norma anterior.
Nota-se, portanto, que a principal alegação dessa Associação é que o edital do concurso não fazia expressa referência ao limite de permanência no serviço militar. O Comando da Aeronáutica destaca que tal informação não precisava constar do edital, justamente porque está prevista no Art. 121, § 3o, da Lei nº 6.880/80, conhecida como Estatuto dos Militares, e aplicada pelas três Forças Armadas.
Por fim, torna-se oportuno divulgar que, dos cerca de 12.500 soldados-de-primeira-classe (S1) que ingressaram na FAB entre os anos de 1994 e 2001, mais de 4.000 permanecem na Aeronáutica por terem sido aprovados em concursos diversos da Força Aérea Brasileira.
Brasília, 27 de abril de 2011.
Brigadeiro-do-Ar Marcelo Kanitz Damasceno
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

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EXÉRCITO E DNIT DECIDEM POR DEMOLIÇÃO DE PONTE QUE CEDEU EM MG

Dnit e Exército definem ações na BR-381 onde ponte sofreu abalo

A ponte do Rio das Velhas, na BR-381, que sofreu um abalo na sua estrutura no último dia 20 será demolida 
na próxima segunda-feira, dia 4.
O anúncio foi feito após avaliação do Exército nesta quinta-feira (28) sobre as condições de instalação da passarela para veículos na rodovia, que está com o trecho interdidato para carros e caminhões. O tráfego de pessoas tem sido feito, provisoriamente, por meio de duas passarelas de alumínio construídas pelo Exército.
Essas estruturas também serão substituídas nos próximos dias por outras duas passarelas de aço. O Departamento de Infraestrutura dos Transportes (Dnit) será o responsável pela instalação das estruturas.
O acesso para veículos de até 70 quilos será feito por meio de duas passarelas que têm até 60 dias para ficarem prontas. A velocidade máxima permitida sobre a ponte vai ser definida em 40 km/h. De acordo com o Dnit, será preciso pavimentar as vias de acesso ao local para construção das estruturas pelo Exército.
As obras para abrir esse acesso devem demorar de 15 a 30 dias. As passarelas para veículos terá 50 metros de extensão e 7 metros de largura, cada uma das passarelas fará um sentido Sabará/Belo Horizonte e Belo Horizonte/Sabará.
O Tempo

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PONTE CEDE E EXÉRCITO VAI CONSTRUIR PASSARELA EM MINAS GERAIS

EXÉRCITO TEM NOVO COMANDANTE NO SUL

General Carlos Bolivar Goellner, 60 anos, assumiu hoje a chefia do Comando Militar
Adriana Franciosi / Agencia RBS
Humberto Trezzi | humberto.trezzi@zerohora.com.br
As tropas que respondem por um quarto do efetivo do Exército Brasileiro têm um novo comandante. O general de Exército Carlos Bolivar Goellner, gaúcho de Santa Maria, 60 anos, assumiu hoje a chefia do Comando Militar do Sul (CMS). Ele comandará mais de 50 mil militares.
Em sua área concentram-se 90% dos blindados do Brasil, 100% da Artilharia Autopropulsada, 75% da Artilharia Geral, 75% da Engenharia e 75% da Cavalaria Mecanizada (tanques de guerra) do Exército.
Bolivar, que atuava como Subcomandante de Operações Terrestres, em Brasília, sucede ao general Túlio Cherem, que vai comandar a Escola Superior de Guerra (ESG), no Rio de Janeiro.
A cerimônia de posse aconteceu no Regimento Osório, de Cavalaria de Guarda, em Porto Alegre. Mais de 2 mil militares desfilaram durante a posse, acompanhados de blindados.
Foto: Adriana Franciosi
ZERO HORA.COM

PROGRAMA ESPACIAL E FORÇAS ARMADAS

André Mileski
Durante a LAAD 2011, o blog teve a oportunidade de conversar com várias pessoas, particularmente do meio empresarial, com atuação no setor espacial. Nesta conversas, informais, a primeira pergunta que fazíamos estava relacionada ao enfoque dado pelas empresas a tecnologias espaciais para atenderem necessidades militares, do Ministério da Defesa, e como viam a inserção dessas necessidades no Programa Espacial Brasileiro, assim entendido o programa sob coordenação da Agência Espacial Brasileira (AEB). As respostas, em sua maioria, foram relativamente óbvias, afinal, tratava-se de uma feira de defesa e segurança, de modo que o objetivo principal das empresas presentes era as Forças Armadas.
Numa visão extremamente racional, prevalece entre as empresas - especialmente aquelas com negócios ainda tímidos no País, mas com grande apetite - o entendimento de que as oportunidades mais interessantes em se tratando de espaço estão no Ministério da Defesa, e não no da Ciência e Tecnologia (AEB, INPE). E há elementos objetivos que fundamentam este posicionamento: enquanto o orçamento do Programa Espacial gira em torno de R$ 300 milhões por ano (excluídos custos de pessoal), dividido em várias iniciativas, a rubrica das Forças Armadas atinge montantes na casa das dezenas de bilhões de reais (o terceiro maior orçamento do governo em 2011), embora a maior fatia desses valores seja destinada ao pagamento de salários e pensões. Ainda assim, a capacidade de investimento do Ministério da Defesa, especialmente se considerarmos os novos projetos em planejamento e desenvolvimento, é bem superior ao do Ministério da Ciência e Tecnologia para espaço. Em 2010, segundo dados do Instituto Internacional de Estudos da Paz de Estocolmo (Sipri), os investimentos no setor foram de R$ 7,7 bilhões, e segundo reportagem da revista IstoÉ Dinheiro que circula esta semana, nos próximos 15 anos, mais R$ 30 bilhões devem ser gastos para reaparelhar as Forças Armadas.
Mas, ainda que o foco sejam as Forças Armadas (SISFRON e SisGAAz, principalmente, com suas demandas que exigirão segmentos espaciais), os comentários de quem acompanha o assunto é de que há a necessidade do envolvimento dos órgãos espaciais brasileiros nos projetos para atenderem as necessidades militares, integrando os meios já disponíveis com os planejados, não apenas pelo Ministério da Defesa, mas também pela AEB e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Os projetos do Ministério da Defesa demandarão capacidades de observação satelital ótica e radar, meteorologia e comunicações seguras, e iniciativas também nesses campos já são desenvolvidas ou planejadas pela AEB e INPE.
A "integração" das iniciativas é uma grande equação que ainda precisa ser resolvida, e neste momento, não parece haver dúvidas de que quem liderará o processo será o setor militar, e não as entidades espaciais. Resta saber como a comunidade espacial se envolverá, alinhando as necessidades nacionais com os propósitos de desenvolvimeno e capacitação tecnológica. Em sua palestra na LAAD, o presidente da AEB, Marco Antonio Raupp deu uma boa sinalização ao afirmar que a Estratégia Nacional de Defesa é uma das demandas concretas do Programa Espacial, o que foi visto por observadores como uma importante mudança de paradigma.

PPA 2012-2015
Falando em investimentos e futuro do Programa Espacial Brasileiro, o Governo Federal está trabalhando na definição do Plano Plurianual 2012-2015 (PPA 2012-2015), que entrará em vigor no início do próximo ano. Grosso modo, o PPA estabelece os projetos e os programas de longa duração do governo, definindo objetivos e metas para um período de quatro anos. Significa dizer que as principais iniciativas de qualquer área, inclusive a espacial, devem constar nele. Segundo informações recebidas pelo blog, as entidades envolvidas com o programa espacial estão promovendo discussões internas para a definição das principais iniciativas, com previsão de conclusão para junho. É quase certo que projetos tidos como estratégicos, como o do Sistema Geoestacionário Brasileiro (SGB) e meteorologia, dentre outros, acabem figurando no PPA do próximo período.
Fonte: Blog “Panorama Espacial“ - André Mileski

Comentário: Segundo o que o companheiro Mileski diz, então as ações do governo só serão iniciadas em 2012 e não se pretende fazer nada em 2011, além de conversar, conversar, conversar. Em outras palavras, mais um ano perdido sem nem mesmo se partir para uma ação emergencial para se tentar garantir o cronograma dos projetos em execução e aqueles estruturantes que precisam de apoio como a "Missão ASTER", por exemplo. É lamentável, entra ano, sai ano e se vai empurrando com a barriga os problemas do programa. Infelizmente não temos um povo instruído suficiente para cobrar desse b...loides uma ação enérgica e definitiva quanto ao PEB e suas necessidades e mesmo a sociedade mais informada não tem a mínima idéia da importância do programa espacial brasileiro para o país. Assim sendo vamos levando e jogando no lixo o futuro da sociedade brasileira de 2030 e além. Lamentável.

SERVIÇO MILITAR: NO RS, JOVENS LOTAM JUNTAS NOS ÚLTIMOS DIAS PARA ALISTAMENTO

PT RECEBE O COMPANHEIRO DELÚBIO DE BRAÇOS ABERTOS E TRANSFORMA MENSALÃO EM PIADA

Delúbio de volta. Mensalão vira piada entre petistas
Jantar na casa de Marta Suplicy festeja volta ao partido de seu ex-tesoureiro

Maria Lima e Gerson Camarotti, O Globo
O mensalão virou piada de salão ontem no jantar oferecido pela senadora Marta Suplicy (PT-SP) para comemorar a eleição de seu aliado Rui Falcão (SP) para a presidência do PT e a volta ao convívio petista do companheiro Delúbio Soares, operador do esquema que desviou R$ 55 milhões para financiar apoios de partidos aliados.
Ontem, a Executiva Nacional do PT recebeu a carta de Delúbio com o pedido de refiliação, que deverá ser aprovado hoje no Diretório Nacional. Mas, ontem mesmo, ao fim de várias reuniões, a decisão era votar e aprovar tudo rapidamente, tanto a volta de Delúbio quanto a eleição de Rui Falcão para a vaga de José Eduardo Dutra até 2013.
A certeza sobre a volta de Delúbio era tanta que, além da festa, seus companheiros previam que em dois dias o assunto estará morto na opinião pública. A mulher de Delúbio, Mônica, foi braço-direito de Marta na prefeitura de São Paulo.
— Eu sou católico. Para uma pessoa obter um perdão é preciso quatro coisas: o pecado, o arrependimento, a penitência e a promessa de que não vai pecar de novo. Perfeito, só Deus! As críticas à aprovação da volta do Delúbio não seguram dois dias de manchete de jornal — disse o deputado Jilmar Tatto (PT-SP), do grupo de Marta e Rui Falcão.
Paralelamente à reunião da Executiva, as várias correntes do partido com representantes no Diretório Nacional analisaram o pedido de refiliação do ex-tesoureiro, um dos 39 réus do processo do mensalão. No pedido, Delúbio lembra sua fidelidade e diz que nunca se filiou a outra legenda. Em tom emocional, apela: "Eu sou PT de formação e de coração, portanto quero voltar a militar no partido".
Ele lembra que, em abril de 2009, encaminhou pedido de refiliação, mas acabou retirando por recomendação da direção do PT, que temia impacto negativo na campanha de Dilma Rousseff.
No fim do dia, acompanhado de Mônica, Delúbio fez uma defesa emocionada de sua volta, durante reunião na sede do partido. Segundo presentes, Delúbio ficou com a voz embargada mas segurou o choro.
— A minha identidade política é a mesma do PT. Preciso da minha identidade política de volta — pediu Delúbio.
Sua fala surtiu efeito. Outros petistas se emocionaram e o reconfortaram. O deputado Sibá Machado (PT-AC) e o dirigente Francisco Rocha, o Rochinha, quase choraram.
— Ele segurou o choro e ficou muito emocionado. Mas agora sinto que o Delúbio está feliz e aliviado, na boa — contou o secretário de Comunicação André Vargas(PT-PR).
O GLOBO

VÍDEO: CENTRO DE OPERAÇÕES PREPARA MILITARES PARA MISSÕES DE PAZ

ENTREVISTA: "CABO ANSELMO"

Vídeo: Entrevista exclusiva com José Anselmo dos Santos, o "Cabo Anselmo"
Depois de publicarmos em fevereiro último a entrevista que fizemos com a jornalista Graça Salgueiro, é a vez de trazermos agora para nossos distintos leitores a entrevista que fizemos na última segunda-feira, dia 18 de abril, com José Anselmo dos Santos, o "Cabo Anselmo", no escritório de seu advogado, em São Paulo.
A intenção de fazermos esta entrevista antecede em muito o próprio início deste blogue, em junho de 2010. Ela surgiu quando assistimos a entrevista que José Anselmo concedeu aos esquerdistas vagabundos do programa Canal Livre, na TV Bandeirantes, em setembro de 2009.
Como sempre acontece quando algum conservador ou alguém identificado com a Direita é entrevistado pela grande imprensa, a entrevista de José Anselmo à Bandeirantes foi apenas um pretexto para os entrevistadores destilarem seu ressentimento esquerdistóide adolescente, num clima de franca hostilidade ao entrevistado, a começar pela primeira pergunta que o moderador Boris Casoy lhe fez: "O sr. se considera um traidor?" A impressão que se tinha era a de que José Anselmo estava sendo entrevistado por membros da União da Juventude Socialista ou da União Nacional dos Estudantes , com os ridículos Fernando Mitre e Antônio Teles parecendo disputar entre si para saber quem hostilizava mais o entrevistado e fazia mais caras feias para ele.
Pensamos conosco: que palhaçada. Nós faríamos algo muito mais honesto se pudéssemos entrevistar este homem.
Depois que o blogue começou e entrevistamos a Graça, pensamos logo em tentar contatar o José Anselmo afim de fazermos uma entrevista com ele em um clima que não fosse o de um linxamento moral esquerdistinha-juvenil, típico do que a imprensa mainstream inevitavelmente faz com qualquer um que não se enquadre em suas fantasias ideológicas. O problema era: como achar esse cara?
Chegamos a ele por acaso. Um dia, conversando com nosso amigo Cavaleiro do Templo, eu lhe disse, já não me lembro por que, que gostaríamos de entrevistar o "Cabo Anselmo". Ele me perguntou se eu também o conhecia. Respondi que não e perguntei se ele sim, ao que ele retrucou afirmativamente. Falei: "Você conhece o Cabo Anselmo? Caramba! Põe a gente em contato com ele!" O resto é história.
O resultado da conversa de quase três horas que tivemos com José Anselmo dos Santos é o que está registrado no vídeo abaixo. Nela, o "Cabo Anselmo", um homem que viu e viveu alguns dos acontecimentos mais importantes da história brasileira recente, falou conosco, entre outros assuntos, sobre:
- Os mitos que a esquerda brasileira (embora não só ela, como ele deixa claro) criou ao seu redor;
- As outras entrevistas que ele já havia concedido à imprensa desde que ele deixou de cooperar com a polícia, em 1973;
- Os eventos do dia 25 de março de 1964 no Sindicato dos Metalúrgicos, no Rio de Janeiro, que lhe puseram no centro da atenção do país às vésperas da Contra-Revolução militar de 31 de março;
- Suas impressões pessoais sobre a Contra-Revolução;
- Os anos que passou em Cuba e suas impressões sobre o cárcere a céu aberto do "socialismo real";
- O retorno ao Brasil em 1970, sua vida como agente comunista e a prisão, em 1971;
- A colaboração com a polícia até o assim chamado "massacre da Chácara São Bento", em 8 janeiro de 1973, em cima do qual a esquerda tupiniquim construiu toda uma hagiografia mentirosa em torno dos seis comunistas subersivos lá mortos, sobretudo ao redor da uruguaia Soledad Barret Viedma, que estaria grávida de José Anselmo (pode escolher: de 4, 6 ou 7 meses, dependendo da narrativa);
- A recusa obstinada do governo federal, agora de propriedade particular do PT, em ao menos lhe restituir sua certidão de nascimento.
Esta foi a primeira vez que José Anselmo concedeu uma entrevista gravada em vídeo a um órgão jornalístico simpático à sua pessoa e ao trabalho inestímável que ele prestou ao país em reconhecer com humildade o erro no qual estava em atuar ao lado dos subersivos de esquerda e tentar se redimir passando a ajudar as Forças Armadas e as forças policiais da nação a combaterem os comunistas crápulas que lutavam para erigir no país um regime totalitário como o que impera até hoje na Ilha do Dr. Castro.
José Anselmo é uma figura humana com uma história extraordinária a contar. Além disto, é um senhor articulado, bem-humorado e simpático. Ele e seu valente advogado tiveram a bondade de nos receberem em pessoa no saguão do prédio em que fica o escritório onde realizamos a entrevista e as horas que nossa equipe passou conversando com eles foram muito agradáveis, como vocês terão oportunidade de conferir por si mesmos.
Agradecemos de coração ao advogado Luciano Blandy e ao Cavaleiro do Templo por terem tornado possível o registro deste testemunho sobre a história nacional recente. Esperamos poder, com isto, ajudar a desconstruir a teia de mentiras que a esquerda brasileira teceu em torno do "Cabo Anselmo".
DEXTRA saúda em José Anselmo dos Santos um exemplo de patriota. É de se lamentar que os comunistas brasileiros que hoje trabalham para "restaurar na América Latina o que se perdeu no Leste europeu" (figuras sinistras como os terroristas Dilma Roussef, Franklin Martins e José Dirceu) não tenham cruzado com um José Anselmo naqueles anos. Guerra é guerra. Se tivessem tido o mesmo destino daqueles seis delinquentes comunistas da Chácara São Bento, estes três aí, entre vários outros, não estariam agora pavimentando o caminho seguro para o inferno socialista em que este país com centenas de milhões de pessoas se encontra.

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