20 de novembro de 2009
JUSTIÇA MILITAR JULGARÁ MILITARES RESPONSÁVEIS POR MORTES PELA LEI DO ABATE
A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado aprovou nesta quinta projeto de Lei determinando que o militar que matar alguém no cumprinento da lei do abate, seja julgado pela Justiça Militar. Até agora, na falta de legislação específica, no caso de abate o militar seria julgado pela justiça comum, o que era motivo de grande preocupação para os comandantes militares. O projeto foi aprovado em caráter terminativo, portanto, não passará pelo plenário do Senado e entrará em vigor tão logo seja sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
ACORDO SECRETO PREVÊ BASE NAVAL BRASILEIRA NA NAMÍBIA
Segundo o jornalista Cláudio Humberto, um acordo secreto entre os dois países prevê a instalação de uma base naval na Namíbia, que adquiriu navios de guerra fabricados no Brasil.
SARGENTO DA AERONÁUTICA MORRE EM ACIDENTE COM MOTOSSERRA
Atualizado em 20/10, as 18:28h
O terceiro sargento da Aeronáutica, João Luís de Mattos, morreu ontem a tarde em Canoas, RS, ao usar uma motosserra para cortar uma árvore que caiu em sua residência, dentro do V Comar, devido a um vendaval.O militar caiu e foi atingido pela motosserra.
O terceiro sargento da Aeronáutica, João Luís de Mattos, morreu ontem a tarde em Canoas, RS, ao usar uma motosserra para cortar uma árvore que caiu em sua residência, dentro do V Comar, devido a um vendaval.O militar caiu e foi atingido pela motosserra.
APAGÃO NO BLOG!
Por conta dos temporais de ontem/hoje, o blog não foi atualizado. À noite,retomaremos normalmente as postagens.
19 de novembro de 2009
FECHAMENTO DOS HOSPITAIS MILITARES: OXALÁ, OS GENERAIS NÃO NEGUEM SUA BIOGRAFIA RECENTE
Algumas colocações sobre o post "Assembléia Gaúcha discute fechamento de hospitais militares":
Pelo jeito, os deputados e prefeitos não sabem muito bem do que estão falando. Em suas manifestações, passam a impressão de que pensam estar lidando com hospitais e pacientes convencionais, o que não é o caso.
Um hospital militar tem perfil totalmente diferente dos demais nosocômios, pois atende um público específico, composto por militares da ativa e inativos, seus dependentes e pensionistas, viúvas e filhas dos já falecidos.
Cruz Alta, Uruguaiana e Santo Ângelo, sedes dos hospitais que serão fechados, abrigam unidades militares desde o século dezenove. Isso vale também para as guarnições próximas, que estão na área de cobertura desses hospitais, como Quaraí, Itaqui, São Borja, São Luiz Gonzaga, Ijuí e Passo Fundo, além de municípios menores.
Essa longa permanência resultou em um elevado número de militares que, ao longo dos anos, passaram para a reserva e continuaram residindo nessas cidades, somando hoje muitos milhares. Some-se a esse universo outros tantos milhares de esposas e filhos, além das pensionistas de militares e teremos um número que chega facilmente a vinte mil pessoas.
VINTE MIL CONTRIBUINTES é bom que se diga. Diferentemente do SUS, o Sistema de Saúde do Exército é mantido em grande parte por seus usuários, que contribuem para o Fundo de Saúde do Exército (FuSEx), compulsoriamente, por toda a vida e ainda indenizam 20% das despesas hospitalares.
Portanto, o Comandante do Exército não está apenas rebaixando a qualidade do atendimento médico de seus comandados, os militares da ativa, aos quais cabe apenas acatar.
Ele está retirando de milhares de militares inativos, cidadãos de bem, que já cumpriram sua obrigação para com o País e o Exército, bem como de suas esposas, viúvas e filhos, o direito a um atendimento hospitalar digno. E isso com uma canetada, dada à distância, nos luxuosos gabinetes do Forte Apache, sem que ao menos um integrante do Alto Comando ou da Diretoria de Saúde comparecesse às guarnições para verificar in-loco a situação.
Surpreende, também, o desconhecimento do representante do SINDISERF/RS, ao citar a “medida drástica do Ministério da Defesa”. A medida é drástica sim, cruel até, eu diria, mas ela é do Comandante do Exército. E é a ele que deve ser imposta sua revogação.
Aliás, analisando o comportamento dos altos coturnos nos últimos anos, durantes os quais foram digeridos indigestos sapos, dá para se prever que, se a pressão vier de cima (Lula, Jobim e Dilma) para baixo, a rosca espana.
Oxalá, os comandantes não inventem justo agora de negar sua biografia recente.
ASSEMBLÉIA GAÚCHA DISCUTE FECHAMENTO DE HOSPITAIS MILITARES
Leiam o post. Comento mais tarde.
Para o presidente da Comissão de Saúde, deputado Gilmar Sossella (PDT), a decisão de transformar os hospitais de guarnição em postos médicos vai piorar as condições do setor da saúde no Estado. “Essa atitude vai onerar ainda mais o Sistema Único de Saúde”, observou. O grupo representativo formado hoje na Comissão espera que as audiências em Brasília ocorram no início de dezembro.
Repercussão
O prefeito de Santo Ângelo, Eduardo Loureiro, declarou que “a medida vai contribuir para desorganizar o atendimento hospitalar na região”. Ele lembrou que o Hospital de Guarnição de Santo Ângelo atende em torno de 3.000 pacientes locais e de outras cidades como Santa Rosa e São Luiz Gonzaga, sendo fundamental sua manutenção.
O coordenador-geral do Sindicato dos Servidores Federais do Rio Grande do Sul (Sindiserf), Marizar Melo, igualmente ressaltou a necessidade de lutar pela manutenção da história dos três hospitais de guarnição. “Queremos reverter essa medida drástica, proposta pelo Ministério da Defesa. Estamos mobilizados para continuar lutando pela revogação das portarias”, afirmou.
A representante da Secretaria Estadual de Saúde, Eunice Belinazo, assegurou que o governo do Estado também está engajado na luta pela manutenção dos hospitais de guarnição. “O secretário Osmar Terra já está gestionando audiências com os ministros da Saúde e da Defesa para tratar do assunto”, garantiu.
Comando do Exército
O comandante da 3º Região Militar do Rio Grande do Sul, general Odilson Sampaio Benzi, afirmou que a intenção das portarias é reestruturar e melhorar o atendimento aos pacientes que dependem dessas instituições de saúde. “Por isso, estamos decrescendo em algumas áreas para aumentar o atendimento em outras onde a demanda é maior”, argumentou. Benzi explicou que os três hospitais gaúchos não foram escolhidos aleatoriamente. “A decisão está embasada em estudos e dados técnicos”, disse. Segundo ele, o efetivo atendido pelos hospitais é perfeitamente compatível com um posto médico de guarnição. “Os postos prestam bons atendimentos à saúde. Neles podem ser encontrados especialistas nas áreas de odontologia, ginecologia e fisioterapia”, disse.
Também participaram da audiência pública os deputados Frederico Antunes (PP), Jorge Gobbi (PSDB), Mauro Sparta (PSDB) e Elvino Bohn Gass (PT).
AL/RS
O grupo representativo formado pela Comissão de Saúde e Meio Ambiente; governo do Estado; prefeitos de Santo Ângelo, Uruguaiana e Cruz Alta; vereadores e representantes dos conselhos municipais de Saúde e do Sindicato dos Servidores Federais irão definir uma agenda de audiências com a chefe da Casa Civil, Dilma Rouseff, e com os ministros da Saúde, José Gomes Temporão, e da Defesa, Nelson Jobim. O objetivo dos encontros é solicitar a manutenção dos hospitais de Guarnição do Exército em Santo Ângelo, Uruguaiana e Cruz Alta. O encaminhamento é resultado da audiência pública da Comissão de Saúde, realizada na manhã desta quarta-feira (18), que debateu a transformação dos hospitais de guarnição em postos médicos, nas unidades do Exército desses três municípios gaúchos. A medida deverá ser executada a partir de 2010.
Conforme o proponente do debate, deputado Adroaldo Loureiro (PDT), a intenção é evitar o fechamento desses três hospitais que há décadas prestam atendimento às comunidades de Santo Ângelo, Uruguaiana e Cruz Alta. Para Loureiro, a medida, formalizada por portarias publicadas neste ano, vai afetar o sistema de saúde desses municípios. “O fechamento, previsto para o próximo ano, vai sobrecarregar os outros hospitais da região”, reiterou o pedetista. Loureiro informou ainda que o grupo representativo pretende tratar do tema com a bancada federal gaúcha na próxima segunda-feira (23).Para o presidente da Comissão de Saúde, deputado Gilmar Sossella (PDT), a decisão de transformar os hospitais de guarnição em postos médicos vai piorar as condições do setor da saúde no Estado. “Essa atitude vai onerar ainda mais o Sistema Único de Saúde”, observou. O grupo representativo formado hoje na Comissão espera que as audiências em Brasília ocorram no início de dezembro.
Repercussão
O prefeito de Santo Ângelo, Eduardo Loureiro, declarou que “a medida vai contribuir para desorganizar o atendimento hospitalar na região”. Ele lembrou que o Hospital de Guarnição de Santo Ângelo atende em torno de 3.000 pacientes locais e de outras cidades como Santa Rosa e São Luiz Gonzaga, sendo fundamental sua manutenção.
O coordenador-geral do Sindicato dos Servidores Federais do Rio Grande do Sul (Sindiserf), Marizar Melo, igualmente ressaltou a necessidade de lutar pela manutenção da história dos três hospitais de guarnição. “Queremos reverter essa medida drástica, proposta pelo Ministério da Defesa. Estamos mobilizados para continuar lutando pela revogação das portarias”, afirmou.
A representante da Secretaria Estadual de Saúde, Eunice Belinazo, assegurou que o governo do Estado também está engajado na luta pela manutenção dos hospitais de guarnição. “O secretário Osmar Terra já está gestionando audiências com os ministros da Saúde e da Defesa para tratar do assunto”, garantiu.
Comando do Exército
O comandante da 3º Região Militar do Rio Grande do Sul, general Odilson Sampaio Benzi, afirmou que a intenção das portarias é reestruturar e melhorar o atendimento aos pacientes que dependem dessas instituições de saúde. “Por isso, estamos decrescendo em algumas áreas para aumentar o atendimento em outras onde a demanda é maior”, argumentou. Benzi explicou que os três hospitais gaúchos não foram escolhidos aleatoriamente. “A decisão está embasada em estudos e dados técnicos”, disse. Segundo ele, o efetivo atendido pelos hospitais é perfeitamente compatível com um posto médico de guarnição. “Os postos prestam bons atendimentos à saúde. Neles podem ser encontrados especialistas nas áreas de odontologia, ginecologia e fisioterapia”, disse.
Também participaram da audiência pública os deputados Frederico Antunes (PP), Jorge Gobbi (PSDB), Mauro Sparta (PSDB) e Elvino Bohn Gass (PT).
AL/RS
HAITI: UNIVERSITÁRIOS REGISTRAM TRABALHO DA "FORÇA DE OCUPAÇÃO"
Os acadêmicos de Publicidade e Propaganda Alex Pires Duarte e Monique Antes, alunos da Unijuí, de Ijuí, RS, acabam de retornar do Caribe, onde estiveram para retratar o trabalho dos soldados brasileiros da MINUSTAH, no projeto “HAITI – A Missão de Nossas Vidas”.
“Eu conhecia o trabalho dos soldados apenas pela internet, ou através de noticiários na TV. Eu queria mesmo era acompanhar a missão em tempo real, percorrer os bairros mais perigosos, vestir a roupa do soldado, enfim, mostrar o dia-dia dos brasileiros e traduzir a importância do trabalho voluntário como projeto de vida”, explica Alex.
Os acadêmicos estiveram por dez dias em Porto Príncipe, fazendo registros fotográficos e entrevistas.
O projeto será apresentado no dia 03 de dezembro, no Salão de Atos da Unijuí, a partir das 19h30min. Na ocasião acontecerá a exibição do documentário, com 30 minutos de duração, e mostra fotográfica.
Com informações e fotos da Rádio Progresso, de Ijuí
LULA E CRISTINA QUEREM GARANTIAS FORMAIS DE EUA E COLÔMBIA. VALE O MESMO PARA BOLÍVIA E RÚSSIA?
Na declaração conjunta de 35 pontos divulgada ontem após a reunião de trabalho entre Lula e Cristina Kirchner, ontem em Brasília, consta o seguinte pedido:
"Os acordos de cooperação militar assinados pelos países da região, especialmente os que impliquem algum grau de presença militar de fora da América do Sul, devem estar acompanhados de garantias formais de que os acordos não serão utilizados contra a soberania, a integridade territorial, a segurança e a estabilidade das nações sul-americanas."
A ressalva, óbvio, é endereçada a EUA e Colômbia, em relação às bases militares americanas no país sul-americano. Mas o chapéu se ajusta muito bem ao cocalero Evo, que acordou com a Rússia a construção do maior aeroporto da Bolívia, o qual servirá como base militar dos ex-soviéticos.
18 de novembro de 2009
OPERAÇÃO LAÇADOR: GOVERNO PARAGUAIO DEMONSTRA "DESCONFORTO"
Enquanto no Ministério da Defesa do Paraguai nenhuma fonte soube informar a respeito da “Operação Laçador”, na qual militares brasileiros simulam, a partir de hoje (16), um conflito com um país que assemelha-se ao Paraguai, Héctor Lacognata, chanceler paraguaio, demonstrou desconforto com a notícia.
“Há dois meses conversamos com o embaixador brasileiro e expressamos já nossa preocupação pelo volume de manobras e pela frequência, porque isso tem um efeito negativo para o comércio na fronteira e gera um ambiente muito negativo, não só para os paraguaios, mas também para os brasileiros”, afirmou.
Lacognata ressaltou, no entanto, que a realização da “Operação Laçador”, bem como outros exercícios militares previstos para o ano de 2009, fora informada, com antecedência, pelo governo brasileiro em documento entregue no início do ano. Leia mais.
Comento:
Era de se esperar. Os leitores deste blog sabem que a situação geral da manobra, embora hipotética, tem tudo a ver com Itaipu. Confira meu comentário sobre o assunto, no post MEGA-OPERAÇÃO MILITAR TREINA DEFESA DE PRÉ-SAL E ITAIPU, MAS FAZ-DE-CONTA QUE NÃO.
SARGENTO-MARAJÁ É PROCURADO NO RIO, SUSPEITO DE INTEGRAR MILÍCIA
Um sargento do Exército está sendo procurado pela polícia carioca, suspeito de integrar uma milícia na zona oeste do Rio de Janeiro e região dos Lagos.
O militar serve em Deodoro e é dono de uma Blazer blindada e equipada para imitar uma viatura da Coordenadoria de Recursos Operacionais (Core) da Polícia Civil.
O veículo, avaliado em 120 mil reais, foi apreendido num lava-jato. Em vez do militar, quatro advogados foram à DP de Homicídios de Niterói para tentar liberar o carro. O delegado informou que há indícios do militar possui outros carros e imóveis, incompatíveis com sua renda.
EXÉRCITO VAI CRIAR UM ESQUADRÃO DE CAVALARIA NO MT
O Exercito irá criar um novo esquadrão de cavalaria, desta vez em Pontes e Lacerda, no Mato Grosso, localizada a 448 km a oeste de Cuiabá, próximo à fronteira com a Bolívia.
A informação foi dada pelo Comandante da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, General Barreto, que visitou a cidade ontem.
A informação foi dada pelo Comandante da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, General Barreto, que visitou a cidade ontem.
SUICÍDIOS ENTRE MILITARES AMERICANOS BATEM RECORDE
O número de suicídios nas Forças Armadas dos EUA ultrapassou já nesta altura do ano o valor recorde atingido em 2008, manifestando uma tendência que o chefe dos Estado-Maior do Exército, general Peter Chiarelli, considerou "horrível".
Segundo dados fornecidos pelo Pentágono, desde Janeiro des te ano já puseram termo à vida 140 militares no activo, além de 71 na reserva ou na Guarda Nacional.
Nos 12 meses do ano passado, o total dos suicídios foi de 197, entre activos e reservistas.
CHINA QUER FORTALECER LAÇOS MILITARES COM O BRASIL
O vice-presidente da República Popular da China, Xi Jinping, defendeu hoje em Pequim o fortalecimento da cooperação militar entre China e Brasil.
Segundo o dirigente chinês, ambos as nações são influentes no cenário internacional e necessitam reforçar o diálogo e a cooperação em todas as áreas, particularmente no campo militar, onde deve ser aprofundada a parceria estratégica.
A manifestação ocorreu durante encontro com o Ministro da Defesa brasileiro, Nelso Jobim, o qual, por sua vez, disse esperar que tais ações sirvam para formar uma nova ordem internaiconal, tanto política como econômica.
DEPOIS DA FRAUDE, EXÉRCITO GUARDARÁ AS PROVAS DO ENEM
O Exército fará o armazenamento das provas e a escolta do comboio dos correios que transportarão as provas do ENEM 2009, remarcado para 5 e 6 de dezembro, em função das denúncias de vazamento veiculadas pelo jornal O Estado de São Paulo.
Por conta disso, o MEC transferirá para o Ministério da Defesa R$ 1.264.479,10. Os recursos serão usados para cobrir despesas do 4º Batalhão de Infantaria Leve e do 2º Batalhão de Polícia do Exército, sediados em Osasco, São Paulo, unidades que ficarão responsáveis pela guarda das provas do Enem e escolta de comboios dos Correios, além de atender às despesas das demais unidades militares envolvidas.
EVASÃO DE OFICIAIS DAS FORÇAS ARMADAS
Confira o quadro abaixo, do site do Deputado Jair Bolsonaro.
Pode-se notar que a maior incidência de demissões ocorreu em 2006, no auge da pindaíba dos milicos.
Em 2007, quando se acenava com a concessão do aumento parcelado que vai até 2010, houve uma retração nas demissões.
Certamente, a frustração de expectativas em relação ao reajuste salaria foi ponto importante para que a saída de oficiais aumentasse no ano seguinte, com indicativo de ampliação no corrente ano.
Outra dado que salta aos olhos: levando-se em conta o efetivo de cada força, a evasão é muito mais frequente na Marinha e Aeronáutica em relação ao Exército, cujo contigente é muito maior.
Isso se deve ao fato que, de modo geral, pelas necessidades das forças, existe um maior número de marinheiros e aviadores qualificados em funções que atraem o interesse de empresas civis, como pilotos de jato e helicóptero,por exemplo, muitíssimo bem remuneradas fora dos quartéis.
Some-se a isso o assédio aos valorizadíssimos engenheiros militares e os altos salários oferecidos à outras carreiras, como a magistratura, o ministério público, auditorias, etc e teremos um quadro bem próximo da realidade.
A FRONTEIRA INVISÍVEL
ROBERTO GODOY
O sargento Elias, das Forças Especiais do Exército, saltou de um avião Hércules C-130 para dentro da escuridão do norte da Amazônia, sobre um ponto perdido no mapa chamado Açaí. Estava armado com um fuzil 7.62 mm, munição, pistola, granadas, faca, mapa e rações de campanha. Eram 2h30 da madrugada de 27 de outubro de 1999. Caras pintadas com tinta negra de camuflagem, o pára-quedista e seus 90 companheiros deveriam simular o resgate de uma pista de pouso tomada por guerrilheiros.
O que esperava por Elias 2 mil metros abaixo é uma história nebulosa, que começa com tiros reais inesperados, disparados talvez por rebeldes colombianos que não deveriam estar ali, e termina na decisão do então presidente Fernando Henrique Cardoso de manter a alta prioridade do programa de instalação do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), uma rede de radares, sensores, estações meteorológicas e de telecomunicações construída pela multinacional americana Raytheon em meio à floresta ao custo de US$ 1,4 bilhão, para cobrir 5,5 milhões de km².
Não foi um processo tranqüilo. O consórcio Thomson-Alcatel, concorrente francês ao contrato, denunciou por meio do jornal The New York Times o vazamento de informações privilegiadas para o grupo dos Estados Unidos mediante propina paga a funcionários civis e militares. A negociação parou. Uma investigação federal concluiu que não houve irregularidade.
Na época do salto na madrugada, oito anos atrás, o sargento era parte do grupo de 250 pára-quedistas designado para integrar o contingente de 5 mil soldados, apoiados por 40 aviões, envolvidos na feroz Operação Querari. Criado pelo Comando Militar da Amazônia (CMA), o exercício pretendia ensaiar uma ação de blindagem dos 1.600 quilômetros da fronteira com a Colômbia. A hipótese era a ocupação da cidade de Mitu, próxima da linha de divisa. Para chegar até ela, os combatentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) deveriam entrar em território brasileiro. A tropa do CMA deveria selar a passagem. Quando a manobra estava em fase de preparação, a inteligência militar apurou que os rebeldes pretendiam estabelecer ao menos um ponto de refúgio no Brasil. Em uma incursão de reconhecimento, sete homens haviam levado dois motores de popa, um barco, remédios e quase toda a comida que encontraram.
As cinco horas seguintes ao momento em que Elias tocou o chão, recolheu o parapente de tecido preto, reuniu os homens de seu grupo de fogo para estabelecer o perímetro de segurança em redor da pista e receberam dos superiores a tarja da informação classificada estão condenadas ao segredo. O que ele conta, todavia, é uma viagem ao inferno. Aparentemente havia no local um destacamento da Frente 23, das Farc, aguardando o pouso noturno de um avião clandestino transportando suprimentos. Embora tenham tratado de desaparecer mata adentro, teria havido resistência.
Na manhã seguinte, a Operação Querari prosseguiu, com quatro caça-bombardeiros A-1 AMX do Comando da Aeronáutica despejando bombas e atacando a tiros de canhão 30 mm posições hipotéticas da guerrilha. Em um dado momento, os jatos de precisão avançaram cerca de 100 km em território da Colômbia. Um cidadão colombiano de 23 anos, identificado como Bernardo Soto, foi atendido na mesma semana em São Gabriel da Cachoeira pelos médicos de uma missão evangélica itinerante. Apresentava graves queimaduras, conseqüência, segundo disse, de um acidente com gasolina. O napalm das bombas incendiárias é uma espécie de gasolina gelatinosa. Claro, pode ser apenas coincidência.
Na prática, o sucesso do ensaio de defesa, tenha ou não superado os limites do mero treinamento, serviu para consolidar a necessidade de manter o projeto do Sivam sem alterações de formato e prazo, pontos ainda em discussão no governo federal naquele momento.
O Sivam começou mostrando serviço: nos primeiros 30 dias de atividade plena, em 2002, identificou e permitiu a apreensão de 84 aviões em vôo irregular. No mesmo período, foram localizadas 33 pistas clandestinas usadas pelo narcotráfico, contrabandistas e garimpeiros ilegais. Na maioria dos casos as aeronaves, monitoradas e inspecionadas em terra, “não tinham documentação ou apresentavam papéis claramente fraudados”, de acordo com a Aeronáutica.
Fonte: O Estadão (Reportagem publicada originalmente em 25 de novembro de 2007)
17 de novembro de 2009
GOELA ABAIXO: EXÉRCITO NOMEIA, COMPULSORIAMENTE, OFICIAIS QUE NÃO QUERIAM COMANDAR
Exército nomeia, contra a vontade, oficiais que inventaram motivos para não comandar batalhões e regimentos
Por Jorge Serrão
O pirão desandou de vez na cozinha da caserna. Uma nova crise militar foi aberta. Baixos salários tiram a motivação para a carreira e agora até inibem a aceitação de promoções. Coronéis e Tenentes-coronéis do Exército pediram, oficialmente, por memorandos internos, que fossem excluídos da lista de seleção para comandantes de batalhões e regimentos. Acabaram nomeados na marra para as funções que recusaram.
A recusa em aceitar promoções provocou uma reação irada do Diretor do Departamento Geral de Pessoal do Exército. O General Maynard Marques de Santa Rosa – reconhecido patriota que está prestes a ir para a reserva compulsória, por limite de idade e tempo no generalato – indeferiu todos os requerimentos de exclusão da lista de comando. Santa Rosa também determinou que, a partir deste incidente, poderá ser transformado em comandante mesmo quem não for voluntário para tal missão.
Os militares descontentes alegaram motivos pessoais para a recusa dos cargos. Mas o motivo real foi a desilusão com o contra-cheque. Um coronel ganha hoje, brutos, R$ 5.979. Já um Tenente-coronel, R$ 5.802. Tais vencimentos seriam uma vergonha para qualquer gerente de alto nível na iniciativa privada. Como foram nomeados contra a vontade, o EB conta com uma tropa de comandantes desmotivados para trabalhar.
Traição
Santa Rosa chegou a chamar de “traidores” os oficiais que recusaram comandos.
O General frisou que “é justamente o comando que simboliza o ponto culminante da carreira militar”.
Destacou que a fidelidade à Força tem de se “sobrepor ao interesse maior do Exército às naturais conveniências particulares do indivíduo, como trabalho e renda da esposa, estudo dos filhos, doenças de familiar ou qualquer outro motivo que não transcenda à vontade do profissional”.
Desmotivação
O problema da recusa nas nomeações e a reação do General Santa Rosa foi noticiada pela jornalista Berenice Seara, na coluna “Extra, Extra”, do jornal do mesmo nome, que pertence às Organizações Globo.
Berenice citou um memorando interno de Santa Rosa advertindo sobre o problema e condenando a postura dos oficiais que recusaram os comandos.
A colunista lembrou que, só em 2008, mais de 90 oficiais – entre capitães, majores e tenentes-coronéis – abandonaram o EB atrás de melhores salários em instituições civis ou porque foram aprovados em concursos públicos para outras áreas mais atraentes da máquina republicana.
ALERTA TOTALO pirão desandou de vez na cozinha da caserna. Uma nova crise militar foi aberta. Baixos salários tiram a motivação para a carreira e agora até inibem a aceitação de promoções. Coronéis e Tenentes-coronéis do Exército pediram, oficialmente, por memorandos internos, que fossem excluídos da lista de seleção para comandantes de batalhões e regimentos. Acabaram nomeados na marra para as funções que recusaram.
A recusa em aceitar promoções provocou uma reação irada do Diretor do Departamento Geral de Pessoal do Exército. O General Maynard Marques de Santa Rosa – reconhecido patriota que está prestes a ir para a reserva compulsória, por limite de idade e tempo no generalato – indeferiu todos os requerimentos de exclusão da lista de comando. Santa Rosa também determinou que, a partir deste incidente, poderá ser transformado em comandante mesmo quem não for voluntário para tal missão.
Os militares descontentes alegaram motivos pessoais para a recusa dos cargos. Mas o motivo real foi a desilusão com o contra-cheque. Um coronel ganha hoje, brutos, R$ 5.979. Já um Tenente-coronel, R$ 5.802. Tais vencimentos seriam uma vergonha para qualquer gerente de alto nível na iniciativa privada. Como foram nomeados contra a vontade, o EB conta com uma tropa de comandantes desmotivados para trabalhar.
Traição
Santa Rosa chegou a chamar de “traidores” os oficiais que recusaram comandos.
O General frisou que “é justamente o comando que simboliza o ponto culminante da carreira militar”.
Destacou que a fidelidade à Força tem de se “sobrepor ao interesse maior do Exército às naturais conveniências particulares do indivíduo, como trabalho e renda da esposa, estudo dos filhos, doenças de familiar ou qualquer outro motivo que não transcenda à vontade do profissional”.
Desmotivação
O problema da recusa nas nomeações e a reação do General Santa Rosa foi noticiada pela jornalista Berenice Seara, na coluna “Extra, Extra”, do jornal do mesmo nome, que pertence às Organizações Globo.
Berenice citou um memorando interno de Santa Rosa advertindo sobre o problema e condenando a postura dos oficiais que recusaram os comandos.
A colunista lembrou que, só em 2008, mais de 90 oficiais – entre capitães, majores e tenentes-coronéis – abandonaram o EB atrás de melhores salários em instituições civis ou porque foram aprovados em concursos públicos para outras áreas mais atraentes da máquina republicana.
Comento:
Tanto Jorge Serão como Berenice Seara erram na avaliação, quando atribuem primordialmente aos baixos salários a resistência dos oficiais de Estado-Maior a assumirem o comando de unidades.
Primeiramente, a análise parte de uma premissa equivocada, pois o rendimentos brutos de coronéis e tenente-coronéis são, respectivamente, de R$10.057,95 e 9.187,20 e não como informa o artigo. Você pode conferir a tabela de vencimentos dos militares aqui. Continua sendo um salário baixo para um oficial com a responsabilidade de comandar centenas de homens, administrar milhões de reais em viaturas, armamento, munição, explosivos, alimentos etc e responder administrativa e penalmente por qualquer irregularidade ocorrida, mesmo em caso de falha de um subordinado.
É por aí, pelo pesado ônus que repousa sobre os ombros de um comandante, que vamos encontrar o motivo maior para que tantos oficiais fujam, como o diabo da cruz, da nobre tarefa de comandar.
A enxurrada de ações judiciais sobre os comandantes tem sido tão grande, que vários deles vêem suas carreiras abreviadas, uma vez que, mesmo absolvidos ou isentados de responsabilidade, muitos acabam "queimados" junto ao Alto-Comando, o que resulta em preterição para integrar a lista de candidatos ao generalato, não por acaso chamada de "quadro de acesso POR ESCOLHA",
Nesses casos, como diz o gaúcho, "qualquer asinha de grilo dá uma sopa" e, na briga de foice para superar o estreitíssimo gargalo que leva aos postos máximos da carreira, fatos como esses são um prato cheio para os carreiristas, de olho na vaga.
Assim, é muito mais seguro ficar acomodado num gabinete com ar condicionado, com dezenas de auxilares para fazer todo o serviço do que ir para o meio da selva, da caatinga ou do pampa e expor-se a artilharia jurídica que tem sepultado muitas carreiras brilhantes.
O Comando que exige que seus oficiais sobreponham suas conveniências particulares ao interesse maior do Exército é o mesmo que fecha hospitais militares numa canetada, sem ao menos verificar as consequências deste ato junto à milhares de famílias que serão afetadas. A maioria dos chefes dessas famílias já cumpriram seu dever, já colocaram o interesse da Pátria e do Exército à frente dos seus e agora, na reserva, recebem como pagamento uma bofetada de seus comandantes.
Quem assim age, não tem moral para exigir algo diferente de seus comandados.
VIDA E OBRA DE DILMA ROUSSEFF-RADIOGRAFIA DE UMA FRAUDE (1)
O histórico da guerrilheira tem mais codinomes do que tiroteios
“Senhora ministra Dilma Rousseff, minha camarada de armas”, assim José Dirceu saudou a herdeira do cargo na abertura do adeus à chefia da Casa Civil. “Ela é uma companheira de lutas e, como eu disse, uma camarada de armas”, reincidiu no meio do palavrório o figurão despejado do cargo por não saber ocultar direito as provas do crime. ”Lutamos contra a ditadura militar de armas na mão. Lutamos pela redemocratização do Brasil de peito aberto”.
Animado com a salva de palmas, o orador caprichou na pose de primeiro da turma no cursinho intensivo de guerrilha em Cuba. Dilma manteve o semblante severo de quem entrou em Havana no primeiro dia de 1959 ao lado de Fidel Castro. Se esses dois tivessem escoltado Che Guevara na selva boliviana a história seria outra, emocionaram-se na plateia veteranos heróis da resistência que hoje lutam pela prosperidade alistados no exército dos bolsistas da anistia.
O País do Carnaval não estabelece limites nem prazos de validade para a fantasia, constatou outra vez o Brasil que vê as coisas como as coisas são. Na discurseira de junho de 2005, por exemplo, Dirceu travestiu de soldados da democracia dois devotos de seitas que pretendiam trocar a ditadura militar pela ditadura comunista, e tinham tanto apreço pela liberdade quanto um carcereiro nazista.
“A VAR- Palmares é uma organização político-militar de caráter partidário, marxista-leninista, que se propõe a cumprir todas as tarefas da guerra revolucionária e da construção do Partido da Classe Operária, com o objetivo de tomar o poder e construir o socialismo”, confessava já nas primeiras linhas o panfleto de apresentação de uma das quatro siglas frequentadas por Dilma em três anos de militância clandestina. Mas quem faz o que fez Dirceu não fica embaraçado por tão pouco, e o falatório seguiu seu curso.Leia mais.
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