26 de abril de 2012

Aluno de NPOR vai para a UTI após passar mal em treinamento em Maceió

Aluno passa mal em treinamento para oficiais do Exército e está na UTI de hospital em Maceió

Carlos Madeiro
Um aluno do Exército está internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Santa de Casa de Misericórdia, em Maceió, desde a última segunda-feira (23). O motivo, segundo os médicos, são problemas de saúde causados por fadiga muscular extrema durante a realização de um treinamento militar para alunos do curso de preparação de oficiais. Uma sindicância investiga se houve excesso dos instrutores.
Segundo o boletim médico, Gustavo Santos Lopes deu entrada no hospital com um quadro de rabdomiólise e está internado “com os rins paralisados, sendo o seu estado crítico, porém, estável.” O boletim não informa se há risco de morte.
De acordo com o site do Exército, a rabdomiólise é caracterizada por “danos à musculatura esquelética”, causado, normalmente, por “atividade intensa e prolongada”, podendo ser agravada com a privação de água e o calor.
“Quando isso ocorre, o conteúdo das células musculares é liberado na corrente sanguínea, o que pode ser potencialmente tóxico e ocasionar lesão nos rins e arritmias cardíacas, levando, em casos extremos, à morte”, informa o Exército.
Segundo relatos de uma pessoa próxima ao aluno, a atividade que Lopes realizou previa percorrer um trajeto de 16 km. As informações dão conta de que o aluno teria se queixado de estar exausto e sem condições físicas para continuar o treinamento.
Porém, o responsável pela operação teria mandado o aluno voltar à atividade, apesar de ele alegar o problema. O Exército não deu detalhes sobre as condições do treinamento que era realizado, nem confirmou ou negou se o aluno teria sido obrigado a seguir com a atividade.

Campanha
Em nota, o comando do Exército em Alagoas informou que já abriu uma sindicância para investigar o caso, que aconteceu por volta das 23h da segunda-feira, na fazenda Utinga Leão, no município de Rio Largo, região metropolitana de Maceió.
Aluno do NPOR (Núcleo de Preparação de Oficias da Reserva) do 59° Batalhão de Infantaria Motorizado, Lopes realizaria uma marcha a pé, conforme informou o Exército. A atividade era prevista no acampamento do período básico, mas o recruta passou mal durante o treinamento e foi conduzido ao hospital, onde foi diagnosticado o problema.
Os casos de rabdomiólise levaram a Exército a lançar uma campanha, em 2010, para controle, prevenção e tratamento da doença. Segundo o texto da campanha, é necessário “incentivo à hidratação durante as atividades físicas e orientação para que os treinandos não façam uso de complementos alimentares sem acompanhamento médico ou de um nutricionista”, afirma, ressaltando que o “exercício da liderança exige a preocupação permanente com a saúde e o bem-estar dos subordinados”.
UOL/montedo.com


Comento:
Relembrando, um aluno deste mesmo NPOR do 59 BIMtz morreu em outubro de 2010, vítima de afogamento durante um exercício. Quatro militares foram indiciados em IPM pela morte de Lemysson Rodrigues dos Santos.
Confira:
MORTE NO NPOR EM ALAGOAS: FAMÍLIA DIZ QUE ALUNO ERA EXCELENTE NADADOR E CONTRATA PERITO PARA INVESTIGAR!
QUATRO MILITARES SÃO INDICIADOS PELA MORTE DE ALUNO DO NPOR EM ALAGOAS. ALUNO CONTA COMO ACONTECEU

Mulher grávida de soldado descobre morte do marido pelo Facebook

Esposa não gostou de ser avisada da morte pela internet. "É preciso respeitar uma viúva"
Christopher Brown morreu em uma emboscada no Afeganistão (foto: Reprodução/ Daily Mail)
A esposa de um soldado norte-americano, que servia no Afeganistão, soube da morte do marida graças a uma mensagem mandada por uma “menina” da equipe dele no Facebook, revelou Ariell Taylor-Brown, esposa do sargento Christopher Brown, de 26 anos, em entrevista ao canal de televisão NBC4, de Ohio.
“Uma menina da equipe dele me mandou uma mensagem no Facebook para que eu ligasse para ela imediatamente. Eu fiquei assustada e ela me contou pelo telefone. Estava na frente das crianças e fiquei desesperada”, disse Ariell, que está grávida do terceiro filho. O sargento morreu em uma emboscada na província de Kunar, no Afeganistão
“É preciso respeitar uma viúva, e ela não pensou nisso. Não quero que ela faça isso com outra pessoa”, disse a esposa, afirmando que este tipo de notícia não se deve dar por Facebook ou telefone.
G1/montedo.com

Malvinas: Marinha argentina recrutou mil voluntários no Rio

SNI confirmou operação disfarçada, e governo preparou expulsão de agentes
JOSÉ CASADO
ELIANE OLIVEIRA
Guerra das Malvinas - ARQUIVO O GLOBO
Sala 1007 do número 446 da Avenida Presidente Vargas, Centro. Esse foi o endereço do serviço de Inteligência da Marinha argentina no Rio durante a Guerra das Malvinas. O núcleo foi montado pelo oficial Carlos Alberto Massera, que alugara o imóvel em setembro de 1980. A agência carioca do Serviço Nacional de Informações (SNI) o identificou como usuário de um passaporte brasileiro (n. 015180) e de um CPF , ainda válido na Receita Federal.
Ele é irmão do falecido almirante Emilio Massera, um dos autores do golpe de 1976 cujos resultados foram a ditadura e a derrota no campo de batalha das Malvinas para o Reino Unido. Chefe da Marinha, o almirante Massera integrou a Junta Militar presidida pelo general Jorge Videla. Destacou-se como um dos principais protagonistas de sete anos de repressão política, durante os quais um em cada seis argentinos esteve preso, e 30 mil são considerados mortos ou "desaparecidos", segundo os dados oficiais.
Tornou-se figura emblemática do regime porque foi condenado em múltiplos processos, abrangendo quase toda a tipologia de crimes cometidos nesse período: torturas, assassinatos, sequestros de recém-nascidos — filhos de presos políticos —, e, também, roubo de propriedades dos prisioneiros. Seu irmão, Carlos, é réu em alguns dos casos — sobretudo, os de roubo e lavagem de dinheiro.
De Buenos Aires, o capitão Carlos Massera controlava o núcleo de informações no Rio. No papel, o escritório da Avenida Presidente Vargas era uma filial da Télam, agência de notícias do governo argentino que mantinha uma equipe na cidade, chefiada pelo jornalista Justo Guillermo Piernes. Na guerra, virou base para o trânsito de agentes e serviços de logística, como o despacho de cargas clandestinas de armas e munições.
Logo depois da invasão das ilhas, no 2 de abril de 1982, a Marinha argentina instalou nesse escritório do Rio um Comitê Argentino em Defesa das Ilhas Malvinas, sob o comando de Dimas Pettinerolli. Era uma operação de propaganda planejada e sua execução foi tão rápida quanto bem-sucedida, como relataram funcionários do SNI à agência central, em Brasília: nos 12 dias seguintes à invasão do arquipélago, o comitê cadastrou "cerca de 3.500 pessoas, das quais 1.000 são voluntárias para integrarem o esforço de guerra argentino, a partir de já".
O governo se preocupou com notícias sobre o comitê instalado no Rio. Na quinta-feira, 15 de abril, apenas 24 horas depois da confirmação do SNI sobre o recrutamento de cidadãos brasileiros para uma guerra que não era do país, o Ministério da Justiça foi mobilizado. Ao amanhecer da segunda-feira seguinte (19) já estavam prontas 11 páginas de justificativas jurídicas para encerrar as atividades da agência Télam no Brasil, punir e expulsar Pettinerolli e todos os envolvidos. O núcleo da Marinha argentina no Rio logo foi desativado.
Em Brasília, a Armada era percebida como o núcleo mais radical da Junta Militar, presidida pelo general Leopoldo Galtieri. Numa análise do Conselho de Segurança Nacional, lembrava-se: "os mais recentes movimentos militares argentinos (1955, 1966 e 1976) foram de inspiração predominantemente naval", embora os presidentes resultantes fossem, na maioria das vezes, oriundos do Exército, enquanto as tentativas de abertura política foram, de maneira geral, conduzidas pelo Exército (1958, 1973 e 1981).
Essa visão do equilíbrio de forças na Junta Militar condicionou a decisão do Itamaraty em relação aos pedidos reiterados dos Estados Unidos para que o governo João Figueiredo pressionasse a Argentina a abrir negociações com o Reino Unido, cuja frota chegara à zona de combate. Cogitou-se o envio do chefe do SNI, general Otavio Medeiros, para conversar com o general Galtieri, mas não há registros disponíveis sobre essa viagem. O presidente Ronald Reagan enviou a Brasília um ex-diretor da CIA, Frank Carlucci, para convencer Figueiredo. O governo ponderou sobre a necessidade de "harmonizar as atuações do Brasil e dos EUA". Não havia clima, porque Washington já atuava abertamente como aliado militar do Reino Unido.
Quando Figueiredo foi a Washington, no 12 de maio, as tropas argentinas estavam totalmente cercadas pela frota britânica. Em Londres, a primeira-ministra Margareth Thatcher pressionava o presidente francês, François Mitterrand, a repassar os códigos secretos que poderiam anular as funções vitais dos poucos mísseis Exocet que a França vendera à Força Aérea argentina.
Na semana anterior, ela dera ordem para afundar o cruzador General Belgrano. O navio foi afundado por um submarino nuclear, com torpedo convencional — morreram 323 soldados, segundo a contabilidade oficial. No dia seguinte, um caça argentino de fabricação francesa lançou um Exocet e afundou o destróier Sheffield, a embarcação mais moderna da frota britânica. Thatcher recebeu os códigos depois de acenar com o bombardeio das tropas argentinas com mísseis nucleares, contou Mitterrand ao psicanalista Ali Magoudi, a quem visitou duas vezes por semana entre 1982 e 1984, e que registrou o depoimento em livro.
Esse clima de tensão permeou o encontro de Figueiredo com Reagan na Casa Branca. À tarde, o chanceler Guerreiro recebeu um telefonema do embaixador argentino Esteban Takacs: a Argentina confirmara — ele não explicou como — a informação de um "iminente ataque a algumas de nossas bases no continente". O chanceler disse que Figueiredo falaria sobre isso com Reagan no jantar, "mas já antecipava que o Brasil tomaria uma posição muito firme diante dessa situação", contou Takacs, nos autos do inquérito militar realizado depois do conflito.
Na mesma noite ele recebeu um telefonema da embaixada brasileira com a mensagem sobre o alerta de Figueiredo a Reagan: "Informaram que ele falou que um ataque a algumas bases argentinas no continente seria considerado pelo Brasil um ataque ao continente e isso não seria tolerado". Nessa noite Figueiredo mandou um telegrama ao chanceler alemão Helmut Schmidt pedindo sua intervenção para impedir Thatcher de bombardear o continente argentino.
O Reino Unido moderou seus planos militares e derrotou a Argentina quatro semanas depois, no 14 de junho. A Junta Militar foi deposta numa tentativa prolongar a ditadura. Não deu certo. As bases da relação com o Brasil, no entanto, haviam mudado.
No fim de semana seguinte, em Brasília, o chanceler Guerreiro preparou uma "Apreciação" do novo cenário, enviada à Presidência na segunda-feira, 21 de junho. "Provavelmente", escreveu, "haverá a possibilidade de uma cooperação mais íntima, sobretudo nos campos econômico e militar. No campo político, tudo indica que será preservado e expandido o patrimônio formado a partir de 1979, com a solução do contencioso da Bacia do Prata". Estava aberto o caminho para um acordo nuclear e a construção do Mercado Comum do Sul (Mercosul).
O Globo/montedo.com

Secretário de Defesa dos EUA apoia investimento militar no Brasil

Ministro Celso Amorim e Leon Panetta, secretário de Defesa americano
O Brasil tem apoio dos Estados Unidos para ampliar sua força militar, garantiu o secretário de Defesa americano, Leon Panetta, após encontro com o ministro da Defesa, Celso Amorim, ontem, em Brasília. "O Brasil é um poder global, uma força positiva para a estabilidade não só nas Américas, mas no mundo", disse o secretário. Enquanto, no passado, os EUA desencorajavam a expansão das Forças Armadas de outros países do continente, a nova estratégia de Defesa americana busca "parcerias inovadoras" para garantir a segurança global, comentou.
Com as restrições orçamentárias atuais, a melhor forma de lidar com desafios do futuro é "desenvolver parcerias, alianças, dividir informações", disse o secretário americano, que aproveitou para defender a proposta feita pela Boeing ao governo, para venda do caça F-18 Super Hornet à Força Aérea Brasileira.
Ele informou a Amorim que a Boeing está disposta a dar acesso a inovações técnicas incorporadas nos últimos anos ao caça. Amorim prometeu levar a promessa em conta, mas disse não haver data para a decisão da compra. Amorim pediu ao americano que o diálogo entre os dois países, criado a partir da visita da presidente Dilma Rousseff aos EUA, inclua discussão para liberar "tecnologia sensível" hoje negada às Forças Armadas brasileiras.
Segundo uma autoridade que participou do encontro, o Brasil pede aos EUA menos burocracia para, por exemplo, a venda de equipamento eletrônico a programas da Marinha, hoje condicionada a compromissos de que não serão usados no programa nuclear. Os equipamentos podem ter outros fornecedores, mas o Brasil prefere adquirir dos EUA, segundo argumentou Amorim a Panetta, que prometeu levar o tema ao governo americano.
"Salientei a importância que tem, para o Brasil, na área de defesa, a transferência de tecnologia", relatou o ministro Amorim ao falar do encontro com o secretário americano, que é parte do "Acordo de Cooperação em Defesa" assinado há dois anos pelos dois governos. Amorim lembrou que, no governo Bill Clinton, nos anos 90, ao receber, como ministro de Relações Exteriores, o secretário de Defesa William Perry, os EUA se consideravam o aliado poderoso, único encarregado da defesa nas Américas enquanto os outros países da região se concentrariam no combate a drogas e criminalidade. "O que o secretário Panetta acaba de dizer é muito importante para uma nova relação entre Brasil e Estados Unidos na área da Defesa", afirmou.
Panetta prometeu aumentar a cooperação e transferência de tecnologia em defesa ao Brasil, especialmente em áreas como segurança contra ameaças eletrônicas e de internet. Os EUA, em 2010 e 2011, deram 4 mil licenças de exportação de equipamentos controlados e continuarão apoiando o "bom aliado e bom amigo", disse.
"Meu objetivo como secretário de Defesa é fazer o que puder para ampliar o comércio com o Brasil", garantiu Panetta. Amorim enfatizou que a relação entre os dois países "não pode ser só relação de venda e também de compra e venda", lembrando o interesse do Brasil em vender aviões da Embraer à Força Aérea americana. A convite de Panetta, o Brasil deve participar de simulações de guerra dos EUA envolvendo o continente africano.
Valor ECONÔMICO/montedo.com

Uma brasileira na Guerra do Iraque

Brasileira no exército americano é a única a participar da Guerra do Iraque

Como milhares de imigrantes latinos, Fernanda Marney trocou a cidade de Cabedelo, na Paraíba, pelo sonho de viver nos Estados Unidos. Nove anos depois, divorciada e sem emprego fixo, viu no US Army uma forma rápida de conseguir a estabilidade financeira e a cidadania americana que tanto almejava. Resultado: virou sargento no Exército americano

Mariana Kneipp
Notícia ruim não chega pelo telefone, bate à porta. A advogada Maria Lucia Pinheiro, 60 anos, tem uma razão para acreditar nisso: sua filha, Fernanda Marney, 35, é sargento do exército americano e a única brasileira a ter ido em missão ao Iraque, em 2010. “Quando ela me ligou para contar que tinha sido convocada, entrei em depressão”, diz Maria Lucia. Por conta disso, a filha resolveu passar uns dias com a mãe no Brasil antes de embarcar para a guerra. “Foi quando ela me explicou que eu era a beneficiária de seu seguro de vida e que se acontecesse alguma coisa a ela, dois soldados viriam pessoalmente me contar, aqui no Brasil. Como nos filmes.”
As cenas da aventura começam em 1999, quando Fernanda, aos 23 anos, foi para os Estados Unidos pela primeira vez. Na época, ela era funcionária pública em João Pessoa e vivia com a mãe em Cabedelo, a poucos quilômetros da capital. De lá, acompanhava o processo de separação do irmão, um ano mais novo, que acabara de se divorciar na Flórida. Na tentativa de acalmá-lo, decidiu ir vistá-lo e nunca mais voltou. Como no clássico enredo dos imigrantes latinos que vão tentar a vida nos EUA, a adaptação de Fernanda foi difícil: muito trabalho e dinheiro suficiente apenas para pagar as contas e alimentar o sonho de que a vida, uma hora, daria uma guinada. E deu. Em dois anos, Fernanda ficou fluente no inglês e, de camareira, foi promovida a gerente do hotel onde trabalhava. Ali, conheceu o ex-marido, um ex-militar da marinha, de quem se separou cinco anos depois, quando seu american dream começou a ganhar contornos realísticos.
“Eu já tinha o Greencard (permissão para morar e trabalhar nos Estados Unidos), mas estava triste, sozinha. Pensava muito em voltar para o Brasil”, diz Fernanda. “Mas ouvi falar sobre os benefícios de se alistar: bons salários, carteira assinada, auxílio moradia e plano de saúde. Fui até lá ver como a coisa funcionava”. Na ocasião, Fernanda sofria não apenas com a separação, mas com uma Flórida que amargava o pior momento da crise econômica americana. Ou seja, vibrou tanto com as condições que o US Army oferecia que se esqueceu de um detalhe: as guerras.

"Um bom sargento americano ganha U$ 5 mil, o triplo do que se paga no Brasil"

Yes, we can
Animada com a ideia de melhorar de vida e ainda ganhar a cidadania americana (que, ao contrário do Green Card, é definitiva), Fernanda se alistou no exército em 2008, aos 32 anos. Não se imaginava vestindo uma farda, mas cumpriu uma a uma as etapas do processo. Entregou a documentação necessária e passou nos testes físicos (polichinelos, abdominais e corrida) e na prova de conhecimentos gerais. Em menos de um mês lá estava ela na base do Kansas, no Centro-Oeste dos EUA, e com a cidadania americana nas mãos.
No dia em que foi aceita, Fernanda teve de assinar um termo de confidencialidade que a proíbe de dar detalhes experiências durante o tempo de serviço, o que explica sua dificuldade em detalhar o que viveu (e ainda vive) na instituição. “Vendi meu corpo e alma. No documento que assinei estava escrito com todas as letras: ‘você é propriedade do governo americano’. Ou seja, uma vez recrutada para uma missão, não posso me recusar a ir ou irei para a cadeia”, afirma. Ainda assim, Fernanda preferiu se deixar guiar pelas boas impressões da corporação – hoje, como sargento, ela ganha cerca de US$ 5 mil por mês, o triplo do que se paga pela mesma patente no Brasil – e, animada, ligou para a mãe para contar a novidade.
D. Maria Lucia andava preocupada com a voz triste da filha desde a separação e não queria mais vê-la trabalhando em hotel. Então, apesar de surpresa com a notícia, resolveu apoiá-la. “Pensei: ‘vamos ver se em um ano ela não está de volta’. E errei”, diz. Fernanda não só não regressou ao Brasil como, em meados de 2009, descobriu que, em seis meses, embarcaria para o Iraque. “Fiz de tudo para não ir. Não me sentia pronta para a guerra” , diz. “Minha única opção de dispensa seria uma gravidez. Até tentei, mas não consegui”, assume a brasileira, que a esta altura namorava Joshua, um soldado americano que havia conhecido no Kansas. Bastou chegar no campo de treinamento, ainda nos EUA, que Fernanda mudou de opinião. “Eu achava que a guerra era sórdida. Depois, comecei a discernir melhor as coisas. Mudei minha cabeça de civil, passei a ver a nobreza de defender uma nação”.

"“Vendi minha alma”, pensou Fernanda ao assinar o termo de adesão ao exército"

Coração de mãe
Foto em familia - A sargento, entre o irmão Marcílio e a mãe D. Maria Lucia
Do lado de cá do Equador, o sentimento era outro. D. Maria Lucia estava em depressão. “Não dormia e mal saía de casa”, diz. “Sentia raiva de mim por tê-la estimulado a se alistar. Meu peito doía, tomava remédios e até tentei fazer terapia, mas não consegui. Não funcionou para mim”. Foi por meio da internet que ela conseguiu se perdoar por ter incentivado a filha a se alistar . “Criei blogs e vi nisso uma forma de me distrair”, conta. O principal deles, http://paraibananaarmydosestadosunidos.blogspot.com/, foi construído com fotos e trechos de e-mails que Fernanda enviava para a mãe e transformou-se no diário virtual de uma paraibana nas trincheiras do Iraque.
Chamada de supply specialist, Fernanda era uma das responsáveis por organizar o material que chegava ao seu batalhão (armas, munição, comida e equipamentos de grande porte, como trailers e caminhões). Antes de partir para a missão, ela passou por um treinamento de choque de seis meses com o que chama de “o máximo de realidade”. Além de andar armada 24 horas por dia, aprendeu a inspecionar suspeitos e a aplicar primeiros socorros. Dentro de sua base no Kansas, havia um centro de treinamento, com recriações de vilas iraquianas, como num cenário de filme. “Você brinca de exército. Tem ataques-surpresa, homens, crianças e até grávidas-bomba”, diz, com a naturalidade de quem aprendeu “a bloquear as emoções” durante os treinos.

Destino: Kuwait
Dia 1° de janeiro de 2010, chegou a hora de embarcar. Para despistar inimigos, o caminho até o Iraque durou 48 horas. Foram ao todo oito grupos de soldados – cada um com 200 homens e mulheres – e três escalas: na Irlanda, na Alemanha e no Kuwait, onde se dividiram. Para Fernanda, “o primeiro mês foi terrível”, sob uma temperatura de 55ºC. “Muita gente desmaiou e precisou receber soro. No dia seguinte, o sargento verificava se tínhamos condições de sair. Eles controlam tudo. Até a quantidade de água.”
Marie Claire/montedo.com

Coral do Exército Russo. Sensacional!

Fuzileiros Navais americanos expulsam sargento que fazia campanha contra Obama

EUA: sargento é expulso por criticar Obama
Veterano de guerra utilizou o Facebook para chamar o presidente americano de covarde e "inimigo da política e da economia"

Da AFP noticias@band.com.br
Um sargento do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos foi expulso do exército e simbolicamente rebaixado a soldado raso por insultar o presidente Barack Obama no Facebook, anunciou nesta quarta-feira este braço militar de elite.
O sargento Gary Stein, de 26 anos, foi "desvinculado do Corpo de Fuzileiros Navais" por "razões não-honrosas", disse a Infantaria da Marinha em um comunicado.
Militar há nove anos e veterano da guerra do Iraque, o sargento Stein tinha chamado o presidente dos Estados Unidos, no Facebook e em outros sites, de covarde e "inimigo da política e da economia", xingando Obama em um deles.
Estar desvinculado de suas obrigações por "razões que não são honrosas" significa que o militar cometeu uma "falta grave de conduta, longe da conduta esperada de um infante da Marinha", disse o comunicado, acrescentando que a medida foi acompanhada automaticamente de um rebaixamento de patente a soldado raso.
Em um dos sites, Stein também vendia adesivos que diziam "NOBAMA 2012" e tinha um site chamado "Tea Party das Forças Armadas", em apoio ao grupo ultraconservador de mesmo nome.
Como comandante em chefe das Forças Armadas, o presidente Obama é considerado superior do sargento.
Band/montedo.com

Cabo do Exército fica ferido em capotamento no DF

Capotamento na BR 020 deixa cabo do Exército ferido
Acidente ocorreu na madrugada desta quarta-feira

Gustavo Frasão
Um cabo do Exército sofreu um acidente no início da madrugada desta quarta-feira (25) na BR 020, na altura do Balão do Colorado.
Segundo informações do Corpo de Bombeiros, ele estava a serviço quando perdeu o controle do veículo e capotou por mais de 100 metros. De acordo com a polícia, que fez a perícia no local, o acidente pode ter ocorrido devido a alta velocidade. O militar chegou a bater nas barras de proteção da pista, o que, segundo a polícia, pode ter feito o veículo capotar.
A vítima foi levada ao Hospítal de Base com ferimentos leves e não corre risco de morte. O trânsito no local foi liberado por volta das 5h, depois que o carro foi retirado da pista.
R7/montedo.com

25 de abril de 2012

Carro atropela canhão do Exército no RS

Obstáculo violento

FRANCISCO DE ASSIS

Bagé-RS - Acidentes são por natureza inusitados e imprevistos, mas, até entre os inúmeros casos que têm aumentado por causa da falta de sinalização para evitar a velocidade no novo asfalto, a batida contra um canhão se destaca. Isso foi o que aconteceu com Érico Silveira Mendes, 21 anos, que trafegava na noite de ontem com o Clio de placas ISB 4434, pela rua Padre Abílio Sponchiado. Em frente ao 25º Grupo de Artilharia de Campanha o jovem bateu num obuseiro rebocado por um caminhão. O motorista sofreu ferimentos leves. O flagrante fotográfico foi captado por Francisco Rodrigues, mas até o final desta edição não havia manifestação oficial sobre o fato, nem registro de ocorrência.
Jornal O Minuano/montedo.com

CFS: Curso de Formação de Severinos

Alunos do Curso de Formação de Sargentos da EsLog (RJ), em atividade de instrução ontem (24), treinando para substituir os garis da COMLURB. Vão longe, esses meninos.


O Rambo Evangélico

Postei o vídeo porque se enquadra na linha do blog (de divulgar assuntos relacionados a atividades militares, sob os mais variados enfoques), porém, em respeito à crença de todos e para evitar qualquer polêmica, não publicarei comentários.
PS: a manchete é da publicação original no blog Tela Crente.
Tela Crente/montedo.com

FX-2: Rafale busca parcerias com os gaúchos

De olho em negócio bilionário com a União, fabricante de caças Rafale busca parcerias no RS
Consórcio francês promove nesta quarta seminário com empresas e entidades na Fiergs

Paulo Germano
paulo.germano@zerohora.com.br
Sedento por fechar um negócio bilionário com o governo federal — que desde 2008 estuda a compra de 36 caças para robustecer a Força Aérea Brasileira —, o favorito ao contrato desembarca nesta quarta-feira no Rio Grande do Sul.
O consórcio francês Rafale promove na Capital um seminário em busca de parceiros gaúchos. A intenção, mais do que cumprir normas do Planalto, é conquistar a simpatia do Estado e pressionar por uma decisão.
Marcado para as 9h, o evento na sede da Fiergs reunirá empresas, entidades e universidades interessadas em conhecer o projeto do consórcio. Há um interesse mútuo entre o Rafale e essas instituições. No edital de compra dos caças, o governo federal exige a chamada transferência de tecnologia. Ou seja, o vencedor da licitação repassará seus conhecimentos para a indústria brasileira participar da fabricação e da manutenção das aeronaves.
— Creio que o governo levará em conta o conjunto de parceiros que vamos implicar no nosso negócio. Queremos montar uma rede sólida para, se formos escolhidos, iniciarmos as operações o mais rápido possível — diz o representante do consórcio no Brasil, Jean-Marc Merialdo.
Seminários desse tipo vêm sendo promovidos pelo Rafale no país inteiro. Merialdo afirma que 70 acordos já foram firmados Brasil afora — três no Rio Grande do Sul.
Nesta terça-feira, foi a vez de a UFRGS assinar uma parceria para trabalhar no desenvolvimento de projetos do consórcio, com tecnologia francesa. Segundo o especialista em assuntos militares Nelson Düring, editor do portal DefesaNet, ao montar uma rede consistente de parceiros o Rafale faz com que "não só ele fique interessado na vitória".
— As empresas e entidades começam a torcer. Isso multiplica o fator de pressão sobre o governo — analisa Düring.
Agrada também ao governo estadual essa aproximação do Rafale. Hoje, no seminário na Fiergs, o diretor da Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento Aloísio Nóbrega comandará uma palestra: a ideia é mostrar aos franceses por que devem investir no Rio Grande do Sul. Afinal, o consórcio é um expoente mundial do que o Piratini chama de "nova economia", setor que abrange as indústrias oceânica e aeronáutica.
— O nosso seminário é para isso: identificar parceiros e, se for o caso, atuar com eles — resume o francês Merialdo.

Atendimento pelo FUSEX no RS: novo convênio resolve tudo, diz comandante

FUSEX fecha convênio com CAUZZO em Cachoeira
O Gestor do FUSEX ( Fundo de Saúde do Exército) em Cachoeira, Tentente Coronel Hermann Moreira de Oliveira, comandante da Guarnição Federal, informou em entrevista para Rádio Fandango, que irá fechar convenio com a franquia da CAUZZO Serviços Assistenciais da cidade. 
Leia também:
Militares do Exército revoltados contra falta de atendimento pelo FUSEX no RS
Conforme o comandante, a empresa irá oferecer todos as especialidades médicas antes ofertadas pela UNIMED com um valor mais acessível para o Fundo. Herman Moreira de Oliveira, espera assinar o contrato com a empresa até esta sexta-feira. Além disso, já foram fechados convênios com outros médicos e empresas na cidade que prestam vários serviços na área médica. Os militares da ativa e inativos devem procurar o FUSEX junto ao 13º GAC para buscar maiores informações.
Rádio Fandango/montedo.com

Portugal: militares que derrubaram ditadura de Salazar recusam participar das comemorações oficiais

Militares que fizeram a Revolução dos Cravos recusam participar nas cerimônias oficiais
Ex-presidente Mário Soares e outras personalidades políticas de Portugal também recusaram sentar-se ao lado do governo nas cerimônias oficiais ao aniversário do 25 de Abril de 1974.

Lisboa - Os militares que lideraram a Revolução dos Cravos que, em 25 de abril de 1974, pôs termo à ditadura fascista que governava Portugal recusaram participar nas cerimônias oficiais que se realizam nesta quarta-feira, dia 25, na capital portuguesa.
A Associação 25 de Abril não participa, pela primeira vez, nos eventos oficiais nacionais evocativos do 38º aniversário da Revolução dos Cravos. De acordo com a entidade - que reúne os mais destacados militares que organizaram o 25 de Abril de 1974, "a linha política seguida pelo atual poder político deixou de refletir o regime democrático herdeiro do 25 de Abril, configurado na Constituição da República Portuguesa".
A decisão foi anunciada, em Lisboa, pelo coronel Vasco Lourenço, presidente da associação. A Associação estará presente, por outro lado, nas manifestações populares previstas para amanhã, em Lisboa e em outras cidades do país.
À recusa dos militares da Associação 25 de Abril em sentarem-se ao lado do governo do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho (PSD), juntaram-se diversas personalidades da política portuguesa, entre elas o ex-presidente da República, Mário Soares.
"Vou fazer isto: ser solidário e não ir também às comemorações a que fui sempre", disse Mário Soares aos jornalistas.
Segundo a rádio TSF, Mário Soares explicou que decidiu não ir à sessão depois de ter tomado conhecimento da decisão da Associação 25 de Abril de não participar na cerimónia.
"Eu, que já tinha sido convidado e já tinha até dito à senhora presidente [da Assembleia da República] que iria, disse: Eles têm toda a razão e, se é assim, eu sou solidário com eles", explicou.
"Sou solidário com os 'capitães de Abril'. Sou solidário com o 25 de Abril. Acho que o 25 de Abril foi uma grande revolução, pacífica, e acho que a política que se está a seguir é uma política contra, realmente, aquilo que é o espírito do 25 de Abril", afrimou Soares, um dos fundadores do Partido Socialista português.
"Estou solidário com os heróis do 25 de Abril. Eu assisti ao que foi o 25 de Abril e o 25 de Novembro. Foram duas revoluções que permitiram que Portugal fosse outra coisa. Portugal desenvolveu-se extraordinariamente e agora estamos [o Governo] a destruir no Estado, a Segurança Social, o Serviço Nacional de Saúde, tudo coisas que ajudámos a fazer", disse o ex-presidente da República e ex-primeiro-ministro.
Soares acusou o atual governo de coligação do PSD e CDS de estarem a realizar uma política que vai contra a Revolução dos Cravos.
"Sinceramente, acho que a política que eles estão a seguir é essa. Estão a vender as joias da coroa, estão a vender tudo por qualquer preço, sem darem conta a ninguém do que estão a fazer. Eu [com] isso não estou de acordo", disse, citado pela TSF.
África 21/montedo.com

Ultimato de ex-militares aumenta tensão no Haiti

Milícia dá ultimato a governo do Haiti
Ex-militares convocam imprensa para dar ultimato a 
governo do Haiti; eles querem reativar o Exército
Uma milícia formada por ex-militares haitianos declarou nesta terça-feira que não se desmobilizará até que o presidente Michel Martelly reative o Exército nacional.
Os paramilitares deram um prazo de 72 horas para que o governo se posicione sobre o caso. O grupo é o mesmo que derrubou o então presidente Jean Bertrand Aristide em 2004.
A resposta do governo - dada por meio de rádios locais - foi uma ordem para que a milícia abandone imediatamente antigas bases do Exército ocupadas há meses.
"Decidimos que não vamos recuar. Estamos dizendo a eles [governo] que o Exército deve voltar", disse o ex-sargento Larose Aubin, uma das lideranças do grupo, à Associated Press.
As declarações foram dadas durante uma entrevista convocada pelos paramilitares em uma base ocupada em Porto Príncipe.
"Liberdade ou morte. A vitória será nossa, não importa o que aconteça", disse Aubin.
Segundo relatório feito pelo governo haitiano em dezembro de 2011, a milícia conta com até 15 mil integrantes em todo o país - entre ex-militares e jovens voluntários.

Desmobilização
O Exército haitiano foi desmobilizado em 1995 por Aristide, após sucessivas tentativas de golpe.
Em 2004 ex-militares ajudaram a derrubar o presidente, então em seu segundo mandato, provocando o início da atual missão de paz da ONU no país.
Tropas comandadas pelo Brasil derrotaram a milícia em meados de 2005.
Porém, no ano passado eles voltaram a se mobilizar após o presidente Martelly prometer, durante campanha presidencial, a remobilização da força.
Para pressioná-lo a cumprir a promessa, os ex-militares ocuparam uma série de bases abandonadas e invadiram um prédio do governo em Cap Haitien neste ano.
Na semana passada, 50 integrantes do grupo, parte deles armados com fuzis, se manifestaram em frente ao Parlamento - intimidando parlamentares.

Tumulto
A elevação do tom e as ameaças feitas pelos ex-militares nesta terça-feira aumentou a tensão em Porto Príncipe - já tumultuada por uma greve geral da polícia.
Moradores revoltados com a falta de segurança chegaram a fazer barricadas em ruas do centro na segunda-feira e foram dispersados por militares da ONU.
Segundo o tenente-coronel Marcos Santos, porta-voz militar da ONU, todas as tropas da organização estacionadas em Porto Príncipe foram acionadas para substituir a polícia na capital.
"Estamos monitorando a situação dos ex-militares e podemos ser acionados se as polícias local e da ONU não conseguirem resolver a situação", disse.
Representantes do Ministério do Interior devem receber uma comissão de ex-militares nesta quarta-feira para negociar o pagamento de pensões e uma solução pacífica para o impasse.
BBC/montedo.com

Operação inverno: Exército atuará na contenção de encostas em áreas de alto risco no Recife

Soldados do Exército reforçarão as equipes da Codecir durante a Operação Inverno
Para reforçar os trabalhos exercidos pela Corrdenadoria de Defesa Civil do Recife (Codecir) na Operação Inverno, sessenta soldados do Exército Brasileiro foram convocados para unir forças. Eles atuarão na colocação de lonas plásticas nas encostas e áreas de alto risco. A capacitação do grupo começa nesta terça-feira (24), às 9h, no Comando da 7ª Região Militar e da 7ª Divisão do Exército, no Engenho do Meio.
Durante a capacitação, eles assistirão palestras sobre as ações preventivas da Codecir e o detalhamento técnico dos trabalhos nas áreas de risco e os fatores que potencializam as ações, além da explicação prática de como deixar uma barreira protegida durante as chuvas.
Na próxima quarta-feira (25) e na quinta (26), os soldados realizarão o treinamento pragmático no Córrego Jardim Primavera, no Brejo da Guabiraba, e no Córrego do Euclides, no Alto José Bonifácio.

24 de abril de 2012

Soldado da FAB é assassinado em Curitiba. Crime pode ter ligação com tráfico de drogas

Soldado da Aeronáutica é assassinado em praça
Um jovem de 23 anos foi assassinado a tiros, durante a madrugada desta segunda-feira (23), em uma praça localizada na rua Moreno Roseira Penteado de Almeida, no bairro Bacacheri, em Curitiba.
Adriano Eder Silva era soldado da Aeronáutica. Ele foi morto com diversos tiros na cabeça. O homicídio pode estar relacionado ao tráfico de drogas. A praça, segundo a polícia, é comumente utilizada por usuários de entorpecentes.
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Curitiba. 
(com informações da rádio Banda B)
Bonde News/montedo.com

FX-2: Boeing já gastou mais de US$ 5 mi para vender caça para o Brasil

O avião norte-americano é o F/A-18E Super Hornet. Ele concorre com JAS-39 Gripen, da sueca SAAB e o Rafale, da francesa Dassault

Adriano Ceolin
Foto: Getty Images - F/A-18C Hornet
A companhia norte-americana Boeing já gastou mais de US$ 5 milhões na campanha para vencer a licitação do governo brasileiro para a compra de 36 caças, o chamado projeto F-X2, da Força Aérea Brasileira.
O avião norte-americano é o F/A-18E Super Hornet. Ele concorre com JAS-39 Gripen, da sueca SAAB e o Rafale, da francesa Dassault. A concorrência gira em torno de US$ 5 bilhões. Espera-se que até o fim de junho deste ano haja uma decisão do governo brasileiro.
“De 2009 até hoje, gastamos mais de US$ 5 milhões com uma série de visitas de militares brasileiros para fazer testes, entre outras coisas”, afirma Dana Dacharoeden, gerente o campanha F-X2 da Boeing. De acordo com ele, houve investimentos para enviar especialistas ao Brasil para explicar detalhes do Super Hornet.
O projeto F-X se arrasta desde o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). No segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o projeto ganhou sufixo 2 e a disputa afunilou-se entre os norte-americanos, suecos e franceses. Em 2008, Lula chegou a dar uma declaração em favor da Dassault, mas ele terminou o mandato sem comprar os caças.
Com a manutenção de Nelson Jobim no Ministério da Defesa no começo da administração Dilma Rousseff, acreditava-se que os franceses se seriam confirmados como vitoriosos da licitação. No entanto, dois novos adiamentos para compra dos caças e saída de Jobim do governo reacenderam a disputa e motivaram a Boeing, que se mantém otimista na vitória da concorrência.
Além dos seus próprios esforços, Boeing tenta contar com a ajuda do governo norte-americano para convencer o Brasil a comprar os Super Hornets. Do ponto de vista diplomático, os Estados Unidos têm repetido que o Brasil tornou-se um aliado mundial do mesmo nível de Japão, Reino Unido e Alemanha.
Contudo, o principal ponto questionado no pacote da Boeing é a transferência de tecnologia. Os EUA têm de pedir autorização do Congresso norte-americano para repassar determinadas informações para outros países. O problema, no entanto, é que até agora não está claro o que de fato poderá ser compartilhado.
A transferência dos códigos fontes do caça norte-americano é outro ponto de discussão. Principal secretário assistente do Departamento de Estado dos EUA, Thomas Kelly afirma que nenhum aliado norte-americano recebe códigos fonte de aeronaves produzidas pelo País. “Não podemos dar código fonte para nenhum país”, afirma.
iG/montedo.com

Observador brasileiro fala sobre situação na Sìria

Militar brasileiro que integra missão da ONU diz que foi bem recebido na Síria

A missão de oito observadores estrangeiros na Síria, da Organização das Nações Unidas (ONU), conta com um brasileiro, o capitão de mar-e-guerra Alexandre Feitosa. O militar disse que a trégua é respeitada em Homs, considerada a cidade de resistência ao governo sírio. Segundo ele, a missão foi bem recebida tanto pela oposição quanto pelo presidente Bashar Al Assad. Pelos dados das Nações Unidas, mais de 10 mil pessoas foram mortas nos 13 meses de conflitos na região.
Porém, organizações não governamentais (ONG) informaram que os embates entre forças leais a Assad e da oposição ainda são intensos em várias regiões da Síria. A missão de observadores fixou em Homs seu posto de observação mais avançado e de caráter permanente. De acordo com o militar, mais de 60% da cidade têm rotina normal, mantendo o funcionamento de escolas, mesquitas e do comércio.
"Desde que chegamos a Homs constatamos que lá o cessar-fogo está sendo cumprido. Temos ouvido apenas alguns tiros esporádicos, duas ou três rajadas por dia, no máximo", disse o militar brasileiro. "Os dois lados disseram que querem a presença da ONU no país."
Os observadores da ONU devem ir até a cidade de Idlib, apontada também como foco de resistência ao regime, para fixar um segundo posto permanente. "Nossa ideia é montar um eixo [de cidades monitoradas] do Sul ao Norte do país. Teremos postos permanentes, em princípio, em Daraa [Sul], Damasco, Homs e Idlib [Norte]", disse Feitosa.
No dia 21, o Conselho de Segurança da ONU aprovou o envio de um total de 300 observadores à Síria, por um período de 90 dias. O chefe do Departamento de Assuntos Políticos das Nações Unidas, o norte-americano B. Lynn Pascoe, disse que Assad ainda usa armas pesadas contra opositores.
Jornal do Brasil/montedo.com

Interesses escusos: denúncia anônima tenta denegrir batalhão do Exército em Cáceres

Exército fez festa regada a bebida alcoólica na fronteira; comando nega

Sinézio Alcântara
O destacamento da Corixa, área militar pertencente ao 2º Batalhão de Fronteira (2º. B.Fron), localizado na divisa com a Bolívia, a 80 quilômetros de Cáceres, é acusado de promover festa regada a bebidas alcóolicas; ceder o alojamento para pessoas que excederam no álcool e ainda transportar da Bolívia para o Brasil, em viaturas do Exército brasileiro, cerveja e animais para serem abatidos na festa de confraternização entre brasileiros e bolivianos. O comando da corporação classifica as denúncias de “infundadas, levianas e irresponsáveis”. Na opinião do tenente-coronel João Henrique da Silva Marinho, elas teriam partido de pessoas com interesse em “desestabilizar” a unidade, por terem sido apontadas por irregularidades administrativas ocorridas no passado na instituição.
Intituladas “festa do descaso na fronteira” a denúncia assegura que a festa foi “organizada” pelo comandante do destacamento, sargento Andrade Neto. E, que as viaturas operacionais militares cruzaram a fronteira “diversas vezes” autorizadas pelo “major Helder” encarregado do setor de logística de transporte do 2º. B.Fron. Em um trecho, o denunciante diz que “a bebida era indenizada, bem como as refeições que foram servidas durante os dois dias de festa. Não se sabe qual o destino dos recursos arrecadados. Até militares boliviano compareceram para prestigiar o grande evento dos patrícios. Talvez até traficantes que estavam à serviço compareceram nesse grande evento patrocinado pelo uniforme verde oliva”.
Numa demonstração de conhecimento do que ocorre no interior da unidade, o denunciante diz que “relatos de alguns militares informam que no batalhão as coisas estão ruins, pois nem café da manhã está tendo e que na semana passada faltou até feijão no prato do soldado. Entretanto, tal afirmação vai de encontro ao que ocorreu no destacamento, onde não faltou nenhum item básico de alimentação, aliás, sobrou muita coisa, inclusive, bebidas alcóolicas”. Acrescenta ainda que “sabe-se que durante a festa ocorreram diversas brigas, inclusive, crianças presenciaram várias delas, deixando uma imagem péssima da instituição Exército brasileiro perante os convidados”.
O autor da denuncia chamou a atenção para outro fato. Diz que “outra coisa intrigante é a situação do material bélico alocados naquele destacamento. Pois uma festa desse porte, com cobrança de bebidas e refeições, além de ser ilegal, coloca em risco a segurança do próprio destacamento que poderia ser alvo de alguma ação por parte de oportunistas que poderiam aproveitar a situação de êxtase dos sentinelas, se é que havia, e realizar uma ação para roubar armamentos que ali são guardados”.
Ele lembra que “os governos federal e estadual investem milhares de recursos no combate aos crimes transfronteiriços; ensaiam diversas operações com os mais inusitados nomes, como por exemplo, “Aghata” cadeado etc. Porém, tais operações só servem para estampar capas de jornais e movimentar a rede hoteleira já que os resultados são pífios e, além de grande quantidade de recursos não resolve o problema da faixa de fronteira”.
Ressalta que “não bastasse à falta de efetivo e equipamento para o combate ao crime organizado na fronteira, temos agora que aceitar e engolir as festas daqueles que deveriam estar lá nos protegendo e impedindo que tais materiais nocivos à sociedade adentrem ao território nacional”.
Por fim sugere que ao comandante do Comando Militar do Oeste e da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, da qual o 2º B.Fron é subordinado para que tome as devidas providências. E que “esperamos como cidadão, que com muito sacrifício suporta essa carga tributária, que tal fato não se repita e que a instituição Exército Brasileiro tenha um pouco mais de respeito ao que nós recolhemos para os cofres públicos”.
Leia também:
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Embora admita em parte, comandante do 2º B.Fron tenente-coronel Marinho, diz que as denuncias são “levianas, infundadas e irresponsáveis”. E, que elas teriam partido de pessoas com interesse em desestabilizar a unidade, por terem sido apontadas por irregularidades administrativas ocorridas no passado na instituição. Acompanhado pelo comandante do destacamento, sargento Andrade Neto o coronel confirmou a realização da festa. E se revezaram nos esclarecimentos.
O sargento refutou que a festa tenha sido realizada nas dependências do destacamento. Disse que ocorreu na vila militar. Explicou que “essa festa de confraternização existe desde a fundação do destacamento em 1940”. Andrade Neto admitiu que a viatura do Exército foi usada no evento. Porém, segundo ele, ela atravessou a fronteira para buscar o comandante do Exército do Exército boliviano e a equipe de futebol para participarem da confraternização.
O comandante do destacamento negou que o espaço tenha sido cedido para pessoas que excederam na bebida. “Em momento algum isso aconteceu. Até porque a festa foi realizada na vila militar e não na sede do destacamento”. Ele diz que a bebida e os animais abatidos durante a festa (novilha e carneiro) foram doados por fazendeiros da região e, posteriormente vendidos. E, que a renda será revertida para manutenção do programa “Força no Esporte na Faixa de Fronteira” que reúne 59 crianças e na reforma da escola do local.
Além de classificar como levianas, irresponsáveis e infundadas, o tenente-coronel Marinho avalia que as denuncias tenham sido feita por pessoas que estão se sentindo prejudicadas por terem sido apontadas em irregularidades administrativas ocorridas no comando anterior da instituição.
“Certamente as pessoas apontadas por irregularidades administrativas no comando anterior estão se sentindo prejudicadas e por isso estejam interessadas em desestabilizar a corporação. Mas em meu comando isso não irá acontecer” diz admitindo o momento “ruim” vivido pelo batalhão, principalmente, no que se refere a falta de feijão no prato do militar.
“Isso realmente ocorreu, mas também em razão das irregularidades administrativas encontradas”. Explicou que “faltou pregão porque tivemos dificuldade em realizar o processo de licitação para aquisição do produto. Foi, inclusive, necessário vir de outras unidades, mas essa questão também já está sendo solucionada”. Disse que, pelo mesmo motivo está tendo problemas para reformas de viaturas.
Revoltado com a situação, principalmente, as denúncias, o comandante adiantou que irá determinar a suspensão de todas as festas realizadas no batalhão e nos destacamentos. Diz também que irá reavaliar o apoio do 2º B.Fron, na realização do Festival Internacional de Pesca (FIP) que acontece de 5 a 13 de maio em Cáceres.
24h News/montedo.com

Comento:
Tem caroço nesse angu. A denúncia parece realmente ter outra motivação. Convém não esquecer que o ex-comandante do 2º B Fron passou o comando antes do tempo, por suspeita de fraudes em licitações e suposto esquema de desmatamento ilegal. O atual comandante deve estar contrariando muitos interesses escusos e isso gera represálias. Numa situação dessas, 'qualquer asinha de grilo dá uma sopa'.

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