9 de março de 2010

REESTRUTURAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS DEVE SER APROVADA ESTA SEMANA

O PLC 543/09, que prevê a reestruturação das Forças Armadas e retira a  autonomia dos Comandantes em diveras áreas, através da criação do Estado-Maior Conjunto, subordinado diretamente ao Ministro da Defesa, deve ser aprovada nesta semana.
Em tese, a proposta, baseada em modernas técnicas de planejamento e gestão, é salutar, pois deve promover economia de recursos e meios e agilizar ações, além de extinguir vários cargos de oficiais generais, que se tornarão desnecessários.
O grande risco está no aparelhamento da nova estrutura, que será composta na maioria por civis. Se isso ocorrer, estará, finalmente, aberta a porta para a introdução do componente politico-ideológico no seio da classe fardada, último baluarte contra a ação sistemática da turma do Foro de São Paulo. Oremos, portanto.

8 de março de 2010

MULHERES FARDADAS

Elas conquistaram seu espaço nas Forças Armadas. E como!

 
 

 
  

FAB JÁ TRANSPORTOU 20 TONELADAS DE ALIMENTOS NO CHILE

Em dois dias de operações em Concépcion, no Chile, os dois H-60 Blackhawk da FAB já transportaram mais de 20 toneladas de alimentos, cobertores e água. As aeronaves brasileiras e chilenas criaram uma verdadeira ponte aérea entre Concepción e as comunidades próximas atingidas pelo terremoto e pelas tsunamis.
As operações acontecem na maior velocidade possível. Em Concépcion, os helicópteros permanecem no solo apenas o tempo necessário para reabastecerem e serem carregadas com as doações. Já nas vilas as aeronaves pousam em campos de futebol ou clareiras e sequer desligam os motores. O objetivo é fazer o maior número possível de voos até o anoitecer.
Durante todo o dia chegam à cidade aviões vindos de outras partes do Chile e de outros países com mais carga para ser distribuída. Durante os voos é possível observar o cenário de destruição causado pelo terremoto que atingiu o Chile há uma semana.
Pontes destruídas, barcos naufragados e ruas vazias são algumas das imagens de um país que ainda se recupera da tragédia.

Para o Capitão Fernando Castro, um dos pilotos brasileiros no Chile, participar dessa missão humanitária é motivo de orgulho. "Como todo bom brasileiro a gente está com sentimento de orgulho por poder estar ajudando o povo chileno, nossos irmãos, e feliz por poder ajudar, poder contribuir com a recuperação do país", afirmou.

                            
                       
Fonte: Do enviado especial ao Chile, Ten Humberto Leite

HOSPITAL DA MARINHA ATENDE VÍTIMAS DO TERREMOTO NO CHILE

O Hospital de Campanha enviado pela Marinha do Brasil ao Chile, para auxílio às vítimas do terremoto, está em funcionamento desde o último dia 5 (sexta-feira). Entre as equipes de saúde e apoio, o efetivo no Chile  chega a 102 militares.

O hospital foi montado em Cerro Navia, na perifieria de Santiago, região em que quatro grandes hospitais foram destruídos. Sua capacidade de atendimento diário é de 300 pacientes, realização de 3 a 4 cirurgias de médio porte, 40 exames de laboratório, Raio X convencional e Ultrassonografias, além de 32 leitos para internação.
Imagens: site da Marinha do Brasil

7 de março de 2010

O SUL ESTÁ TRISTE. PARTIU LEONARDO. BOA VIAGEM, IRMÃO!

"Eu quero me banhar nas fontes e olhar horizontes com Deus,
e sentir que as cantigas nativas continuam vivas para os filhos meus." 
Verso de Céu, Sal, Sul, Terra & Cor, de Jader Moreci Teixeira, o "Leonardo"

Partiu para a estância celestial Jader Moreci Teixeira, o "Leonardo", grande compositor e cantor nativista do Rio Grande do Sul. Fica a homenagem do blog, cujo editor já verteu lágrimas de saudades dos pagos ouvindo suas músicas. Desejo que estejas bem, meu irmão.

UMA HISTÓRIA DE SOBREVIVENTES

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O texto a seguir foi extraído da revista Aerovisão número 225. A Aerovisão é uma publicação produzida pelo Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), órgão do Comando da Aeronáutica. A matéria retrata a história do acidente e o posterior resgate dos sobreviventes do Cessna Caravan FAB 2725, ocorrido no final do ano passado.

Tenente-Jornalista Luiz Claudio Ferreira
Manaus, dezembro de 2009. Dois militares, ao acaso, reencontram-se em uma organização da Força Aérea Brasileira na capital amazonense. Ambos vestem uniforme camuflado. É um dia normal de trabalho. Já tinham se visto em outros dias normais de trabalho. Nesse encontro, carregado de emoção, as coisas não são como eram antes. Ao invés do natural aperto de mãos, os dois se abraçam. Estão frente a frente o resgateiro e o sobrevivente de um acidente aéreo. No dia 30 de outubro de 2009, esse abraço foi entremeado por lágrimas e sorrisos que eram ouvidos de longe. Era impossível não lembrar daquele momento único que vai marcar para sempre a vida dos dois. Um no socorro e o outro na certeza de ser encontrado. Personagens dessa história real, o Sargento Aldecy Silva Oliveira, profissional de resgate com 17 anos de serviço à FAB, tripulante do helicóptero H-60L Blackhawk, e o Tenente Carlos Wagner Veiga, piloto do C-98 (2725) acidentado na Região Amazônica, instrutor com mais de duas mil horas de vôo, viram a vida de forma diferente. Eles eram colegas. “Hoje somos irmãos, sem dúvidas”, concordam. Do momento do acidente ao instante único do resgate, cada um dos segundos se torna marco indefinível na vida de pessoas como eles.
Veiga e Aldecy estão entre os protagonistas de uma história impressionante que começou em meados de outubro de 2009. Ambos participavam de uma mesma missão: transportar sete profissionais da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), da área de enfermagem, para isoladas aldeias indígenas e vacinar mais de três mil brasileiros que vivem longe de postos de saúde. “É uma missão importante que temos a honra de participar”, disse Veiga dias depois. O comandante e mais três integrantes da tripulação do C-98 Caravan (FAB 2725), já haviam transportado os profissionais de Tabatinga (AM) para cidades onde era possível pousar com o avião. Até as aldeias, quem fazia o transporte era o helicóptero H60-L Black Hawk da FAB (FAB 8904), que tinha entre seus tripulantes o Sargento Aldecy. “Em nossas buscas, sabíamos que tentávamos encontrar os companheiros dessa linda missão. Já estávamos juntos havia 16 dias quando soubemos que a aeronave deles havia desaparecido. Quando encontramos, foi uma emoção do tamanho do mundo”, disse o resgateiro, que como tripulante é especializado também nos equipamentos elétricos do helicóptero.
texto-aerovisao-queda-caravan-2ACIDENTE - Para compreender a dificuldade da missão, é necessário voltar ao momento do pouso de emergência. Avião em pane, perda de potência do motor, os preparativos para o pouso de emergência, encontrar um pedaço de rio em meio ao “mar” de árvores de mais de 50 metros de altura… Na cabeça deles, conforme relataram, tudo demorou “pouquíssimos minutos”.
Mas o tempo foi o suficiente para atitudes imprescindíveis para que nove pessoas sobrevivessem. Quando houve perda de potência, o experiente mecânico Suboficial Marcelo dos Santos Dias disse que não havia nada mais a ser feito para que a aeronave permanecesse em voo. O Sargento Edmar Simões ratificou que era preciso procurar um lugar para fazer o pouso. Naquela área, as copas das árvores de mais de 50 metros de altura, de tão juntas, fecham-se e torna-se impossível avistar qualquer clareira. Um pouso em um local assim seria fatal para todos na aeronave.
Os pilotos contam que passaram, então, a procurar, visualmente e pelas cartas disponíveis, um rio. Durante esses minutos de aflição,fazia-se silêncio dentro da aeronave. Todos mantinham serenidade, a par do momento difícil. Veiga encontrou um rio estreito e sinuoso arranhando o “mar” verde formado pela floresta. “Vamos pousar”, disse Ananias. Todos já sabiam qual era a posição de impacto. Ficou acertado que a tripulação sairia pela frente e que os passageiros por trás.
Depois, o pouso no rio. “Graças à perícia impressionante dos pilotos”, “Eles foram nossos anjos da guarda”, disseram sobreviventes. O tempo para desembarcar da aeronave foi contado em segundos. Em instantes assim, pode haver distorção temporal, creem especialistas na área de aviação. Acreditam que seria improvável que 10 pessoas desembarcassem do aparelho se houvesse apenas poucos segundos até o equipamento afundar no Igarapé Jacurapá, no Rio Ituí.
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Nove sobreviventes nadaram cerca de 150 metros desde o local do pouso, no meio da água, até a margem do rio e enfrentaram a noite na floresta. O que seguiu a isso foi uma intensa procura com 12 aeronaves e mais de 300 militares. Em cerca de 24 horas, uma notícia era transmitida como se contam os milagres.
O RESGATE – Dentre tantas lembranças do resgate em todas as aeronaves que participaram da busca, uma luz especial a um grupo de militares tripulantes de uma aeronave C-105A Amazonas (FAB 2810), do Esquadrão Pelicano, sediado em Campo Grande. No avião, comandado pelo Capitão Santarém e pelo Tenente Sales (segundo piloto), houve busca intensa durante pelo menos seis horas seguidas no dia do desapa-recimento da aeronave. Naquela noite, nem conseguiram dormir direito. Achavam que estavam perto de encontrar. Acordaram ainda na madrugada e decolaram no nascer do sol. Partiram para o que viria a ser um dos melhores dias de suas vidas. Os militares especializados em busca e resgate costumam explicar que a idéia comum que se faz depois do acidente é que sempre existem sobreviventes e eles estão sofrendo. Só acreditam que não é possível salvar quando encontram o corpo de uma pessoa.
Depois de cerca de três horas de voo, a tripulação só via verde por todos os lados. Entretanto, os olhos do Sargento De Oliveira fixaram em um ponto. Ainda extasiado, passou a gritar de sua posição de observador na aeronave sobre o que seria a grande notícia. “Um sinal de fumaça!!! Fumaça, às 10 horas” (para indicar a posição ao piloto, imagina-se estar, como nos ponteiros do relógio numa coordenada imaginária às 12h).
“Fumaça, às 10h!!!”, repetia cada vez mais alto. Apreensão e euforia misturavam-se.. “Em pouco tempo, chegamos àquele local e avistamos as pessoas. Dentro do avião, gritávamos: achamos, achamos…” Era muita alegria.”, lembra o Tenente Tiago Gomes de Sales, de 27 anos.
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O avião continuou circulando a área indicando para os sobreviventes que eles haviam sido localizados. Nesse intervalo de tempo, a comunicação chegou ao helicóptero que estava mais próximo do local. Era o H-60L comandado pelo Tenente Roque e que tinha a bordo o Sargento Aldecy.
Ele relembra, muito emocionado,a rotina da tripulação da aeronave naquele dia. Também haviam acordado muito cedo e tinham recebido um informe da coordenação que um grupo de indígenas da tribo dos Matiis havia visto uma aeronave voar baixo próximo à aldeia. A tripulação conseguiu localizar a aldeia e, sem desligar o motor, Aldecy desceu da aeronave e conversou com pelo menos cinco índios sobre aquele informe. “Ninguém confirmou. Para nós, que atuamos com busca e resgate, qualquer informação é muito importante. Perguntei, então, qual era o rio mais próximo daquela área. Enquanto eles me mostravam no mapa o Rio Ituí, o restante da tripulação me acenava bastante para que voltasse ao helicóptero”, disse. O aceno foi o momento em que o C-105A Amazonas informava que a tripulação do Pelicano havia localizado os sobreviventes.
Depois de cinco minutos de voo, aproximadamente, o helicóptero chegava ao local apontado. “Vimos sacos de ração, mosquiteiros, coletes amarelos fluorescentes e os sobreviventes pulando, acenando. Foi um momento, de fato, maravilhoso”. Como o helicóptero estava antes encarregado da missão de transporte da equipe da FUNASA e havia, por força das circunstâncias, sido empenhado depois nas buscas, não estava equipado com guincho ou corda. O BlackHawk voou baixo, foi aproximando, abaixo da altura das árvores, 30 metros , 20 metros…10 metros… Seria necessário adotar a técnica do hellocasting, que é quando um integrante da tripulação salta do helicóptero em baixa velocidade para chegar aos sobreviventes.
Quando a aeronave chegou a pouco mais de cinco metros de altura, Aldecy garantiu que estava pronto para saltar. A porta foi aberta, ele sentou no piso da aeronave, segurava-se com as duas mãos… Um colega tocou no seu ombro. Era a hora. “Nunca tive dúvidas. Não via o momento de chegar perto deles. Quando eu pulei, a correnteza era muito forte. Para se ter uma ideia, mais rápido do que a velocidade do helicóptero. Era muito barrento, cheio de galhos. Nadei muito. Estava chorando enquanto nadava. Era muita emoção”. Aldecy chegou à margem. O cansaço só foi lembrado horas depois. A missão era ajudar e realizar o exame pré-hospitalar militar nos sobreviventes. Abraçou o Tenente Veiga e, na sequência, a enfermeira Josicléia Vanessa Almeida, grávida de três meses. “Era outro sobrevivente. O Aldecy ajoelhou, beijou a minha barriga. Naquele momento, éramos todos uma família”, disse a enfermeira.
Depois do contato inicial, Aldecy conteve a emoção. Fez os exames previstos para o grupo. “O socorro vai chegar em uma hora”, disse.. Três helicópteros chegaram para o resgate, sendo um do Exército, no qual embarcaram a maioria dos feridos apoiados por profi ssionais de resgates em guinchos.
Do BLOG PODER AÉREO

FAZ DE CONTA: JOBIM ARRUMA DESCULPA PARA DESCARTAR JATOS AMERICANOS

Jobim Cockpit - foto Folha Imagem via Isto É Dinheiro

Ministério da Defesa trabalha agora para ‘blindar’ escolha do presidente

Wilson Tosta
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, indicou ontem que o seguro oferecido pela Boeing para a transferência de tecnologia nos F-18 Super Hornet – que disputam a licitação para renovação da frota de caças da Aeronáutica – teve efeito contrário ao esperado e aumentou as dúvidas do Brasil sobre a proposta americana. Segundo ele, a oferta, em carta de novembro de 2009, demonstrou que a própria companhia americana não está segura em relação à transferência que promete fazer para ganhar a licitação, também disputada pela francesa Dassault (com o Rafale) e pela sueca Saab (com o Gripen).
Após aula magna na Escola de Guerra Naval (EGN), no Rio, Jobim disse estar analisando a proposta. “Na hipótese de não haver transferência de tecnologia, oferecem o pagamento de 5% do valor da tecnologia a ser transferida. O que de um lado é interessante, mas de outro também é demonstração de que a própria Boeing não tem segurança. Porque o governo americano tem várias agências que decidem, inclusive o Congresso, que tem de aprovar essas transferências. O Congresso lá é muito forte.”
TEMOR
Segundo o ministro, a Boeing também se disse disposta a construir partes sensíveis do avião no Brasil e outras nos Estados Unidos. “Se houvesse problemas com os Estados Unidos para transferir para cá, nos não transferiríamos daqui para lá”, disse o ministro, que admitiu haver, por parte do Brasil, temor de que futuros governos ou Congressos dos EUA vetem as transferências tecnológicas.
De acordo com o ministro, “não só” a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, na recente visita ao Brasil, pediu pela empresa de seu país. “Todos pedem”, ressaltou. Ainda na estratégia para vencer a licitação, os EUA levaram ao Rio o porta-aviões USS Carl Vinson, com alguns F-18 a bordo.

RITUAL
Jobim também indicou que o governo prepara uma espécie de ritual para anúncio, em pouco mais de 20 dias, da decisão sobre qual será o caça escolhido – a “liturgia” ajudaria a dividir a responsabilidade pela escolha, que não ficaria totalmente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele disse que enviará a Lula a posição do ministério, depois de examinar o relatório da Aeronáutica (que indicou preferência pelos suecos Gripen) e pareceres da Defesa e ouvida a opinião do comandante da Força Aérea Brasileira, brigadeiro Juniti Saito. A posição final, porém, não será necessariamente a da FAB.
“Não é transferir para o presidente o ônus de escolher A, B, C. Vou tomar uma posição. Vou dizer: “Olha, por isso, por isso, por isso, a melhor opção é xis”", disse Jobim. “Será a posição do Ministério da Defesa.” Lula, então, convocará o Conselho de Defesa Nacional, órgão consultivo da Presidência, formado pelo presidente e pelo vice-presidente da República, pelos presidentes da Câmara e do Senado e por alguns ministros. O conselho vai se pronunciar sobre o parecer de Jobim. Depois disso, Lula vai decidir. “A decisão final é do presidente”, afirmou o ministro.
FONTE/FOTO: O Estado de São Paulo, via Notimp/Folha Imagem

DESVIO DE VIATURAS MILITARES TINHA ESQUEMA COM O DETRAN CARIOCA

O grupo que atua desviando jipes e caminhões militares de quartéis do Exército no Rio também possui representantes em órgãos públicos do estado. Para regularizar a situação das viaturas retiradas clandestinamente das unidades, servidores e despachantes credenciados no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RJ) são acionados e entram em cena. Para esquentar a documentação dos veículos, eles cobram R$ 1.500. A Corregedoria do órgão informou que será aberta sindicância para tentar identificar os responsáveis pela fraude.
Oferecido pelos próprios donos dos ferros-velhos onde os equipamentos são comercializados, o serviço também é garantido por eles. "A gente tem um despachante da nossa confiança que faz todo o serviço para gente. Ele cobra R$ 1.500, mas você não tem problema com nada. A documentação sai perfeita e você nem precisa levar o carro até ele", ressalta a dona de um dos depósitos localizados no Município de Itaboraí.
Durante a conversa, ela lembra que, para serem emplacados, os veículos têm que passar pela vistoria do Detran. "Só que, como são carros militares, você vai precisar dos documentos do Exército que comprovem a venda por leilão ou licitação pública. Como isso você não vai ter, só vai conseguir esquentar a documentação se tiver a ajuda desse despachante que estou te falando. Sem ele você só vai conseguir o laudo de vistoria", avisa.
As declarações da comerciante foram repassadas ao corregedor do Detran-RJ, David Anthony. Preocupado, ele anunciou que na segunda-feira vai instaurar sindicância para investigar o envolvimento de servidores e despachantes com a fraude.
"Não vamos admitir que pessoas que trabalham ou prestam serviço para o Detran compactuem com essa modalidade criminosa. O que essa mulher está oferecendo é o que chamamos de 'vistoria fantasma'. Os carros recebem o laudo sem sequer serem levados até os postos do Detran, o que é um absurdo", comentou Anthony.
Segundo o corregedor, além de colocar em risco a vida de outros motoristas e pedestres, essa modalidade de crime também é usada por bandidos para esquentar documentos de veículos roubados. "Por isso, combater esta prática é uma de nossas prioridades. Tanto que, de 2007 até hoje, já abrimos 3.700 procedimentos investigatórios para apurar indícios e denúncias de irregularidades nos postos", revelou.
Desse total, mais de 1.300 casos foram encaminhados para a Polícia Civil depois que as investigações apontaram indícios de prática de crimes. Neles, cerca de 1.500 dos cinco mil funcionários do Detran,considerando servidores públicos e terceirizados, estariam envolvidos. "Vamos acabar de vez com essa fraude. Não vamos tolerar esse tipo de comportamento aqui", avisou Anthony.

Ministério Público Militar investiga
O escândalo da venda de peças e viaturas do Exército em ferros-velhos da Região Metropolitana do Rio já está na mira do Ministério Público Militar, em Brasília. Após as denúncias de O Dia, a procuradora-geral de Justiça Militar, Cláudia Márcia Ramalho Moreira, determinou a abertura de procedimento para investigar o caso. O objetivo é descobrir como os equipamentos foram retirados do Parque Regional de Manutenção da 1ª Região Militar, que fica em Magalhães Bastos. Dias depois da descoberta da fraude, parte do material reapareceu na unidade.
De acordo com o Comando Militar do Leste, que instaurou um Inquérito Policial-Militar, tudo teria sido devolvido pelo dono de um dos ferros-velhos visitados pela reportagem. O comerciante, no entanto, negou esta versão. Durante operação da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis que interditou o local, ele alegou que as peças e viaturas desviadas foram levadas por equipes do Exército.

HAITI: PRESOS FORAGIDOS PREOCUPAM COMANDANTE DA MINUSTAH

A fuga de 4.800 criminosos das cadeias e penitenciárias destruídas em Porto Príncipe, por causa do terremoto, acendeu a luz vermelha na sede da Minustah, comandada pelo general brasileiro Floriano Peixoto Vieira Neto, atual Force Commander e quinto brasileiro a chefiar a missão.
O recrudescimento da vigilância tem o objetivo de evitar que as gangues armadas se organizem novamente e o país volte aos níveis de violência anteriores a 2004. Preocupado, o general recrutou 200 militares argentinos e uruguaios para reforçar o patrulhamento em Porto Príncipe. “O terremoto fez o país retroceder seis anos em termos de infraestrutura, instituições e capacidade operativa. Isso tem reflexos na segurança.”
O presidente haitiano René Préval está usando barracas para manter o atendimento nas delegacias destruídas pelo terremoto. Os policiais mortos chegam a uma centena e a Polícia Nacional do Haiti também perdeu viaturas, uniformes e armas.
Neste ano, a Polícia Federal brasileira irá ministrar quatro cursos de 15 dias para a Polícia Nacional do Haiti, com o intuito de treinar as tropas haitianas em diversas situações.
Jean Marc Edyard, comandante da polícia haitiana, considera a atuação da Minustah responsável pela redução de crimes no país.

6 de março de 2010

BIG BROTHER: PM BAIANA NÃO COMPLICA E EXONERA ANAMARA

A PM baiana deu um "jeitinho" e exonerou Anamara, do BBB 10, que estava em férias quando entrou no programa e correu o risco de virar desertora.
A morena deixou um pedido de exclusão não mão de uma amiga/procuradora, que foi aceito pelo comando da PM da Bahia. Difícil é expicar como a exoneração foi feita sem Anamara ter se apresentado para o serviço e sem a inspeção de saúde regulamentar. Mas, enfim, é a Globo, são "nossos heróis" do BBB e, acima de tudo, "É O BRASIL!!!!" Ehhh, ÔÔÔhôhô! Vida de gado! Povo marcado,heeee! Povo feliz.
"COMANDO-GERAL
"O COMANDANTE-GERAL DA POLÍCIA MILITAR DA BAHIA, no uso de suas atribuições contidas na Lei n.º 7.990, de 27 Dez 01
"RESOLVE:
"PORTARIA n.º CAP-SIP/002/01/2010, de 04/02/2010
"Exonerar, a pedido, à vista do Processo n.º 0504100012390, do cargo de Soldado Primeira Classe, do Quadro de Praças Policiais Militares, a Sd 1ª Cl PM ANAMARA CRISTIANE DE BRITO BARREIRA, Mat 30.480.086-1, da 25ª CIPM/Casa Nova, nos termos dos artigos 185, inciso I e 186, § § 1º, 3º e 4º da Lei Estadual n.º 7.990, de 27 Dez 01, a contar de 02 Fev 10.
"NILTON RÉGIS MASCARENHAS – Cel PM - Comandante-Geral"

RECRUTA FERIDO POR TIRO DE FESTIM CRIA JURISPRUDÊNCIA




Força Militar: Indenização para ex-soldado



POR MARCO AURÉLIO REIS


Rio - Está bem perto de criar jurisprudência sentença que vai alterar o treinamento militar nos quartéis do Brasil, fixando limites extra-muros para o adestramento de soldados e alunos dos cursos de cabos, sargentos e oficiais. Chegará a Brasília processo com duas decisões favoráveis nas duas instâncias do Tribunal Federal do Rio e Espírito Santo. Ele condena a União a pagar R$ 15 mil de indenização para ex-soldado morador do bairro carioca do Grajaú ferido com tiro de festim há quatro anos durante acampamento no Forte Imbuí, em Niterói. Advogado do rapaz, Otávio Ferreira estuda levar o processo para Brasília para elevar a indenização para R$ 30 mil, como foi fixado em 1ª instância.
“Nunca tinha visto um caso desses de arbitrariedade. O tiro extrapolou o treinamento militar”, contou o advogado à Coluna, reconhecendo que a sentença imporá limites às manobras militares de treinamento, conhecidas como acampamentos.
“Não queria servir. Jogava bola como federado de futebol de salão do Grajaú Country Club”, conta o ex-soldado Alex Ferreira de Souza, 23 anos, hoje motorista particular e funcionário de ponto de táxi. “Na instrução (militar), o sargento me mandou deitar com o rosto mergulhado na lama e que fizesse bolhas de ar. Foi nessa hora que tomei o tiro”, completa. Alex conta que o sargento era temporário, mas havia um tenente de carreira respondendo pela pista de treinamento. “Tive que terminar a instrução mesmo ferido. Só 20 minutos depois chamaram o capitão (médico) para me atender”, completa.
O DIA  ON LINE

Comento:
Qando o assunto depôe contras as Forças Armadas, "qualquer asinha de grilo já dá uma sopa!" Uma imbecilidade cometida por um militar despreparado pode gerar outra imbecilidade,  ou seja, jurisprudência regulando a atividade militar nos acampamentos.
Como se já não existissem legislação e instrumentos de controle suficientes! O que não faz a busca por notoriedade. E conseguí-la nas costas dos milicos está cada vez mais fácil.



FERROS-VELHOS NO RJ: MPM INVESTIGA DESVIO DE PEÇAS E VIATURAS MILITARES

MP apura desvio

Procuradora militar manda investigar venda ilegal de carros do Exército 

MAHOMED SAIGG


O Ministério Público Militar, em Brasília, instaurou procedimento para investigar as denúncias de desvio de peças e viaturas do Exército, retiradas de maneira clandestina de quartéis do Rio. A ordem partiu da procuradora-geral de Justiça Militar, Cláudia Márcia Ramalho Moreira, que já designou um procurador no estado para investigar o caso.
A orientação é para que os trabalhos se iniciem imediatamente, antes mesmo da conclusão do Inquérito Policial-Militar (IPM), instaurado para apurar as denúncias. A pressa seria para evitar que as provas do crime sejam desfeitas pelo grupo, que já teria lucrado mais de R$ 600 mil com a fraude. De acordo com o Ministério Público Militar, os envolvidos podem ser presos e até ser expulsos da Força.
Desde segunda-feira, O DIA vem mostrando que materiais que deveriam ficar guardados no Parque Regional de Manutenção da 1ª Região Militar, em Magalhães Bastos, têm sido desviados e vendidos em ferros-velhos do Rio.
Para ter acesso às unidades, os comerciantes envolvidos no esquema usavam o nome de oficiais de alta patente do Exército. Registros feitos pelos militares que ficavam de guarda na entrada dos quartéis indicam o nome de todos os envolvidos.
Durante um mês, equipe de O DIA esteve em vários ferros-velhos especializados na venda de materiais militares. Todos estavam lotados de peças e viaturas oficiais. Após a denúncia, a Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) interditou quatro depósitos. Num deles, todo o material desviado já havia sido retirado e levado de volta para o quartel.

MARINA SILVA VAI SE REUNIR COM MILITARES. TEMA: REVISÃO DA ESTRATÉGIA DE DEFESA

Altino Machado
A senadora Marina Silva (PV-AC), pré-candidata à Presidência da República, se reunirá no  domingo, 7, com militares da ativa e da reserva, no Museu do Exército e Forte de Copacabana, no Rio, para um debate sobre defesa nacional e sustentabilidade.
O PV defende nova doutrina de defesa nacional e preparação das Forças Armadas para novos tipos de ameaças ao país. Segundo o partido, existem três ameaças que implicam em revisão da doutrina, elaboração de estratégia, preparação e adequação de novos meios.
- As ameaças são o aquecimento global e seus efeitos sobre o Brasil; conflitos em países vizinhos e defesa das fronteiras, espaço aéreo e mar territorial e quebra no monopólio das Forças Armadas sobre o armamento de guerra, controle territorial e insurgência local - disse o vereador e presidente do PV no Rio de Janeiro, Alfredo Sirkis.
O encontro com os militares é avaliado pelo PV como uma oportunidade para Marina Silva começar a aparecer como presidenciável capaz de se tornar a Comandante em Chefe das Forças Armadas.
O diretor do Museu Histórico do Exército e Comandante do Forte de Copacabana, coronel de artilharia Edson Silva de Oliveira, é filiado ao PV e será candidato a deputado federal.
- Quando o coronel se filiou ao partido, em agosto do ano passado, achei muito bacana. A iniciativa dele é manifestação de um segmento militar representativo dentro das Forças Armadas - acrescentou Sirkis.
De acordo com o vereador, a aproximação do PV com os militares começou quando o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) era candidato a prefeito do Rio e visitou o Clube Militar.
- O fato de a gente ter participado da guerrilha urbana é um problema na cabeça dos militares, mas eles valorizam o fato de a gente não ter a postura política de esquerda, como tem petistas como Dilma Roussef - assinalou Sirkis.
Quem tradicionalmente defende os militares no Rio de Janeiro é o deputado Jair Bolsonaro (PP), classificado por Sirkis como de extrema-direita.
- Conheço Bolsonaro e ele como pessoa é melhor do que o discurso que assume. Diferente do coronel Edson Oliveira, que defende a sustentabilidade para um novo modelo econômico, além de ética na vida pública.
O ex-guerrilheiro disse que o governo e o PT têm errado na ânsia de transformar Dilma Roussef numa presidenciável de esquerda.
- A gente não pode transformar o que aconteceu há 40 em abscesso na nossa relação com os militares. Quando se parte pro diálogo identificamos muitas convergência. Os militares acham que a Marina Silva representa genuinamente o Brasil.
Para Sirkis, conflitos passados de nossa história servem de lição e de inspiração para evitar que erros se repitam.
- Estão reavivando artificialmente, por motivações políticas, de forma a fazer do passado obstáculo para que possamos enfrentar os futuros desafios, que se colocam para a defesa do Brasil.
Foto: Altino Machado/Terra Magazine

Comentário do amigo mujahdincucaracha, aqui e em seu blog.

"O encontro até seria aceitável se não houvesse o inconveniente do Cmt do Forte e Diretor do Museu ser filiado ao partido da "palestrante" além de candidato a deputado federal. Isto representa um tipo de propaganda política antecipada, usando as instalações militares em benefício próprio.
E quem disse ao vereador Sirkis que qualquer opinião do Cel Edson é "manifestação de um segmento militar representativo"? Ou que "Os militares acham que a Marina Silva representa genuinamente o Brasil"??? É a introdução da política no seio do EB. O próximo passo é a partidarização! Tentam outra vez quebrar a coesão da instituição sob a desculpa de "democratizar o debate". Em 35 foi assim, em 61 e 64 também! Depois da palestra do Stédile na ESG, nada mais me espanta!!!!!!!!"
Faço minhas suas palavras, Mujahdin.

5 de março de 2010

A TIA DA DILMA!


Dica: Coturno Noturno

OFICIAIS SUPERIORES DO EXÉRCITO SÃO SUSPEITOS DE VENDEREM VIATURAS MILITARES PARA FERROS-VELHOS

Militar de alta patente era ‘senha’ de acesso a carros

Oficial liberava a entrada de dono de ferro-velho em parque militar, de onde ele desviava peças e veículos que vendia a colecionadores em Itaboraí

POR MAHOMED SAIGG
O esquema de desvio de viaturas militares que vem sendo denunciado por O DIA desde segunda-feira contava com a participação de oficiais superiores do Exército. Para ter acesso às áreas restritas dos quartéis onde os veículos ficavam guardados, o dono de um dos ferros-velhos fechados pela Polícia Civil esta semana, em Itaboraí, usava o nome de um militar de alta patente.
A ‘senha’ era informada logo na entrada do Parque Regional de Manutenção da 1ª Região Militar, em Magalhães Bastos, onde o material deveria ficar guardado. Após consultar o oficial via telefone, os militares que estavam de guarda recebiam a ordem para liberar a entrada do comerciante, que tinha acesso irrestrito a todas as áreas do quartel.
A certeza da impunidade era tanta que as entradas eram sempre registradas, até com a indicação do nome do oficial responsável pela autorização.
Sem saber que estava sendo gravado, o dono do ferro-velho explicou à equipe de O DIA os motivos que justificariam tantas regalias. “Vou lá todos os dias. Faço isso há 20 anos, já conheço todo mundo”, gabava-se.
Nesta terça-feira, o Comando Militar do Leste, que instaurou um Inquérito Policial-Militar (IPM) para investigar o caso, informou que todas as viaturas extraviadas já estavam de volta ao quartel. De acordo com o Comando do Exército no Rio de Janeiro, todo o material teria sido levado pelo próprio dono do ferro-velho que nega a versão.
Segundo o comerciante, equipes do Exército é que estiveram nos depósitos que ficam num local de difícil acesso, em Itaboraí, e retiraram tudo. Há, porém, informações apontando que o IPM em andamento apura que que nem todo o material desviado reapareceu. Peças e veículos que foram extraviados continuariam desaparecidos.
Ontem, os policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) passaram o dia analisando documentos apresentados pelo dono de outro ferro-velho interditado nesta terça-feira, em Itaboraí. No local, os policiais também encontraram várias viaturas do Exército que também teriam sido retiradas do quartel de maneira clandestina.
Até agora a polícia já fechou quatro depósitos de dois ferros-velhos especializados em comercializar peças e viaturas militares sem autorização.

MEMÓRIA
INVESTIGAÇÃO
Durante um mês equipe de O DIA esteve em vários ferros-velhos na Região Metropolitana do Rio, onde peças e viaturas do Exército Brasileiro eram negociadas ilegalmente.

SUMIÇO DAS PROVAS
Logo após a publicação da reportagem, a Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis fez blitz no local, mas todo o material desviado já havia sido retirado de lá e voltado para o quartel.

FATURAMENTO
A quadrilha faturou ao menos R$ 600 mil com a venda de apenas 20 peças. No mercado de colecionadores, um caminhão militar vale até R$ 70 mil. Veículos em bom estado custam R$ 30 mil.
O DIA ONLINE

MILICOS PELO MUNDO

BARRIGA FRIA NO FACEBOOK
O exército de Israel abortou uma missão, depois que um soldado divulgou a hora, data e local da mesma no Facebook.
O soldado, que foi dispensado, descrevia a operação em seus status como um planejamento de 'limpeza', em que rebeldes seriam presos em uma região da Cisjordânia. Ele foi denunciado por amigos na rede às Forças Armadas.
'Na quarta-feira, nós limparemos Qatanah, e na quinta, se Deus quiser, nós voltamos para casa', escreveu ele na mensagem no Facebook, segundo publicou o jornal israelense 'Haaretz.

BALA ENCRAVADA
Fred Gough (83), que lutou como soldado na Segunda Guerra Mundial, descobriu que estava com uma bala no corpo há 65 anos. Recentemente, ele havia passado por uma cirurgia na hérnia e começou a sentir dores na região da coxa. Um raio-x revelou um projétil alojado próximo ao fêmur. Gough disse que sentiu uma pancada na perna durante os combates (ele entrou na fase final da guerra quando tinha 19 anos, em 1944), mas não imaginou que fosse um tiro. "Deve ter sido um soldado alemão", afirmou.


ESSE DAÍ SOU EU!
O sargento do Exército Norte-americano, Jeffrey S. Sarver, entrou com um processo contra os produtores de “Guerra ao Terror“, por acreditar que personagem principal do filme foi criado a partir de sua história militar. O roteiro é do jornalista Mark Boal, que, segundo Sarver,esteve em seu batalhão e que se inspirou em sua história para criar o personagem principal de “Guerra ao Terror”.

NO RJ, MENDIGO É FLAGRADO COM PISTOLA DO EXÉRCITO

Luiz Carlos da Rocha, um mendigo de 52 anos, foi preso no Rio de Janeiro ao ser flagrado com uma pistola 9mm do Exército Brasileiro, durante uma operação da polícia carioca para recolher moradores de de rua.
Luiz Carlos estava embaixo de um viaduto e a pistola, carregada com oito projéteis, foi encontrada em sua bolsa.
Os policiais entrarão em contato com o Exército para saber a origem e a situação em que a arma foi desviada.

NO INTERIOR DE SÃO PAULO, FAL VIRA "HERANÇA DO VOVÔ"!

Em Ribeirão Preto, a PM apreendeu ontem um FAL(Fuzil Automático Leve), arma de uso do Exército.
O fuzil estava em posse de Cleinaldo Domingos da Silva, que alegou ser a mesma "uma herança do avô". Cleinaldo foi preso em flagrante, por porte ilegal de arma.

SOLDADO DA MARINHA MORRE DURANTE TREINAMENTO FÍSICO

O soldado recruta da Marinha Adonai Santos da Costa Júnior teve um mal súbito e morreu na última terça-feira, após passar mal durante o treinamento físico.
O fato ocorreu no Centro de Instrução Almirante Milcíades Portela Alves (CIAMPA), no Rio de Janeiro. O soldado recebeu os primeiros socorros e foi transferido para a UPA de Campo Grande, mas não resistiu e acabou morrendo. A Marinha instaurou IPM para averiguar o caso.

4 de março de 2010

BRASIL AFORA, O EXÉRCITO NO COMBATE À DENGUE

CORUMBÁ-MS

ARACAJU - AL

CAMPOS - RJ

RIO DE JANEIRO
 

VÁRZEA GRANDE - MT

 

NO RIO, CAÇADA A FERROS-VELHOS MILITARES

Veículo que estava em ferro-velho de Itaboraí na semana passada, voltou para o pátio do Parque Regional de Manutenção, em Magalhães Bastos Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia

MAHOMED SAIGG
A Polícia Civil descobriu ontem mais um ferro-velho especializado no comércio de viaturas militares em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio. Encontrado a poucos quilômetros dos depósitos denunciados por O DIA, o local também estava lotado de peças do Exército Brasileiro.
Como não foram apresentados comprovantes de que a compra dos equipamentos foi realizada de maneira legal, por meio de licitação, o depósito foi interditado pela polícia. Mas, diante da grande quantidade de material, os agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) tiveram que lacrar o ferro-velho. Hoje será feita operação com auxílio de caminhões e guinchos para buscar tudo.
Ontem, o dia também foi de muita movimentação no Parque Regional de Manutenção da 1ª Região Militar, em Magalhães Bastos. De volta à unidade de onde tinham sido extraviadas, jipes, caminhões e peças de viaturas encontrados por O DIA num dos ferros-velhos de Itaboraí eram transportadas de um lado para o outro dentro do quartel.
Após a operação de ontem, o delegado Márcio Dubugrás informou que vai encaminhar ofício ao Comando Militar do Leste (CML), solicitando informações sobre a situação dos veículos encontrados no depósito descoberto ontem.
“Identificamos tudo pela numeração interna. Agora queremos os comprovantes da venda para saber exatamente o que foi extraviado dos quartéis”, informou o delegado.
Segunda-feira, os agentes da DRFA interditaram três depósitos de um ferro-velho que também negociava materiais militares desviados do Exército. O esquema de desvio de peças e viaturas do Exército vem sendo denunciado por O DIA e é objeto de Inquérito Policial Militar.
Confira o vídeo da TV O Dia aqui.
Colaborou Diego Barreto

EXÉRCITO SALVA ANIMAIS ABANDONADOS EM PETROLINA

MORTE DE ELISEU SANTOS: AS HIENAS GUASCAS PERDEM O BUTIM!

As hienas guascas ficaram sem o ansiado butim. De Luciana Genro à RBS, passando pela corja psolista, o Eixo do Mal, assim batizado por Políbio Braga, apostava na motivação política da morte do Secretário de Saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos.

Com o cadáver ainda quente, Roberto Robaina, presidente do PSOL gaúcho, questionava:
"Quem tem interesse na morte do secretário? Quem estava lhe ameaçando? São perguntas que necessitam de respostas urgentes. Com o assassinato de Eliseu temos mais uma morte misteriosa na política gaúcha em pouco mais de um ano. Em fevereiro completou um ano do falecimento do assessor especial da governadora Yeda Crusius em Brasília, o senhor Marcelo Cavalcante. Até hoje nao há uma conclusão sobre a causa da morte."

Rosane Oliveira, colunista política de ZH, seguiu no mesmo rumo: 
"É cedo para dizer que foi mesmo um assalto. Tal forma como ocorreu o crime, é legítimo pensar em execução."

Adão Paiani, ex-ouvidor corrido a "pelegaços" do Governo Yeda, acoitado no blog RS Urgente, foi taxativo:
"Sejamos francos; ninguém, em sã consciência, pode ter a pretensão de encontrar, para o mais recente assassinato, outro motivo que não seja um acerto de contas típico de quadrilhas mafiosas; como as que assolavam Chicago, nos anos 30 do século passado."

Luciana Genro, no víedo abaixo, exclama:
" Nós desconfiamos que foi um crime por encomenda, que foi uma execução!"

Pois é. Ontem, a polícia gaúcha informou que houve latrocíno, descartou totalmente a hipótese de execução e indicou os responsáveis pelo crime, cuja motivação foi roubar o carro do secretário.
As hienas (mais uma vez) ficaram sem o repasto. À Fogaça e Yeda convém redobrar o cuidado, pois elas  continuam famintas.

3 de março de 2010

JOBIM CONFIRMA QUE HOUVE CRISE MILITAR POR CAUSA DO PNDH3


Ministro diz que mudanças no programa de direitos humanos encerrou crise
Evandro Éboli
 
BRASÍLIA. Pela primeira vez em público, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, confirmou ontem que ele e os três comandantes das Forças tomaram a decisão de pedir demissão de seus cargos no fim do ano passado, se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não recuasse em alguns trechos do Programa Nacional dos Direitos Humanos. A declaração de Jobim diverge do ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, que semana passada alegou que o programa não causou uma crise militar.
Em audiência na Comissão de Defesa Nacional do Senado, Jobim afirmou que não chegou a comunicar a Lula o desejo de se demitir porque o presidente se antecipou e prometeu rever o ponto polêmico. O texto previa a criação, por decreto, da Comissão da Verdade para apurar apenas circunstâncias das mortes e desaparecimentos de opositores do regime militar. Também havia a possibilidade de revisão da Lei de Anistia:
- Queremos uma Comissão da Verdade que apure o que ocorreu nos dois lados, que seja bilateral. Disse aos comandantes militares que iria brigar para isso acontecer. Se não ocorresse, perderia autoridade moral perante às Forças e, portanto, pediria demissão. Não teria condições políticas de me manter no Ministério da Defesa.
 
"Quem foi anistiado não pode ser desanistiado"
O ministro disse que Lula disse a ele que o combinado não era o que foi publicado. Por isso, iria rever o texto e achar uma saída para dar fim à polêmica. No dia seguinte, Jobim se reuniu com 34 generais das três Forças, no Rio, e retransmitiu a decisão do presidente.
- Nesse encontro ou não iria, por estar demissionário, ou só iria autorizado por Lula, com a notícia da mudança do texto - disse o ministro.
Ele disse ser a favor de esclarecimentos sobre o que ocorreu na época, desde que seja dos dois lados. E condenou a revisão da Lei de Anistia:
- Não se pode rever um acordo, aprovado pelo Congresso, em 1979, e que permitiu a transição democrática. Quem foi anistiado não pode ser desanistiado. É retalhar o passado. Sou rigorosamente a favor de que se esclareça o que ocorreu, até para que não se repita. Mas não pode sacrificar ou degolar. Vamos à verdade, e não à retaliação, como fez Mandela.
O ministro criticou outros pontos do Programa de Direitos Humanos, como descriminalização do aborto e a taxação de grandes fortunas. Jobim também citou o artigo do decreto que prevê exclusão de símbolos religiosos de locais públicos.
- Imagine ter que tirar crucifixo do plenário do Supremo ou da Câmara. São posições unilaterais, não pode ser algo imposto a toda sociedade. 
O GLOBO

CHILE: FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS AJUDARÃO A SOCORRER AS VÍTIMAS E RESGATAR DESAPARECIDOS

O Gabinete de Crise do Governo Federal, liderado pelo Gen Armando Felix, do GSI, divulgou as medidas de apoio do governo ao Chile, face ao terremoto ocorrido naquele país. 
A prioridade será o envio de um hospital de campanha da Marinha e de equipes de busca e salvamento, as quais seguirão em aeronaves da FAB. Os detalhes da operação serão definidos junto ao governo chileno.

FAZ DE CONTA: LAUDO SOBRE A COMPRA SAI EM 20 DIAS, DIZ JOBIM. E UM LEMBRETE DO BLOG

Claudia Andrade, Portal Terra
 O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta terça-feira que vai se posicionar a respeito de qual proposta é a melhor para o Brasil na escolha do novo caça para renovar a frota nacional. Estão na disputa o Rafale, da francesa Dassault, o F-18, da americana Boeing, e o Gripen, da sueca Saab. Ele afirmou que deve apresentar a proposta de compra dos caças ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 20 dias.
"O ministério da Defesa vai ter uma posição sobre o assunto. Muitos sugeriram a mim que transferisse (a decisão) para o presidente. Mas é ônus do ministro da Defesa ter uma posição sobre o assunto", disse Jobim.
O ministro disse que pediu um estudo relativo a custos à comissão da Aeronáutica que está responsável pela análise das propostas. O estudo deve ficar pronto em até 10 dias, na previsão do ministro. Este estudo deve ser analisado junto com o relatório técnico e dará origem à exposição de motivos que Jobim pretende apresentar a Lula.
O Conselho de Defesa Nacional, órgão consultivo do qual fazem parte os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, também dará uma opinião final sobre as propostas ao presidente Lula.
Questionado se a escolha do avião ficaria para o novo governo, o ministro disse que "não necessariamente". "Precisamos decidir, porque a frota começa a entrar em obsolescência em 2014. E o poder dissuasório do país é absolutamente necessário."
  TERRA

Lembrete:

Informação de Cláudio Humberto em seu site, reproduzida neste blog em 9 de julho de 2009: 

LULA DIZ A SARKOZY QUE COMPRARÁ CAÇAS FRANCESES 

O presidente Lula deu ao colega francês Nicolas Sarkozy a informação privilegiada, pela qual muitos lobistas se matariam: anunciará em setembro a decisão de fazer o Brasil adquirir os caças Rafale para reequipar a Força Aérea Brasileira. Lula observou que o Rafale "transfere tecnologia". É um negócio de cerca de R$ 12 bilhões. A confidência do presidente brasileiro foi vazada pelo governo francês ao jornal La Tribune.

É isso. O resto é conversa fiada.

FAZ DE CONTA: BOEING E SAAB, COITADINHAS, AINDA CONFIAM EM VENDA DE CAÇAS

Eduardo Simões (Reuters) 
O processo de escolha dos caças que substituirão a frota da Força Aérea Brasileira (FAB) se aproxima do fim, ao menos pelas declarações recentes do comando da Aeronáutica e do Ministério da Defesa.
Duas das empresas finalistas na disputa expõem suas cartadas finais, a norte-americana Boeing e a sueca Saab, enquanto a francesa Dassault, apontada como favorita, prefere aguardar a decisão brasileira com discrição.
O governo dos Estados Unidos elaborou uma agenda cheia de visitas de autoridades ao Brasil, como a da secretária de Estado, Hillary Clinton, que desembarca no país nesta terça-feira, dias depois da chegada ao Rio de Janeiro de um porta-aviões norte-americano trazendo a bordo alguns exemplares do F-18 Super Hornet da Boeing, candidato norte-americano na licitação.
A Boeing acena com a possibilidade de realizar uma parceria com a brasileira Embraer, noiva mais cortejada entre as três concorrentes, para o desenvolvimento da próxima geração do Super Hornet.
"Nós vamos financiar a Embraer para fazer parte das fases de definição de exigências e da definição de conceitos desse programa", garantiu à Reuters o executivo da Boeing responsável pela proposta da empresa ao Brasil, Mike Coggins.
Segundo ele, uma parceria entre a Boeing e empresas brasileiras pode garantir acesso ao mercado dos EUA, país que tem orçamento anual na área de defesa de 700 bilhões de dólares.
A Saab, que está na briga com o Gripen NG, já tinha como uma de suas principais bandeiras a parceria com a Embraer no desenvolvimento do caça, que ainda está em fase de projeto, e agora indica a possibilidade de comercialização conjunta do avião no mercado mundial.
A fabricante estima que os dois países --Brasil e Suécia-- podem dividir um bolo de 40 bilhões de dólares nos próximos 20 anos com o Gripen NG.
"O que nós propomos à Aeronáutica e ao governo brasileiro é o terceiro grande saldo tecnológico da indústria aeronáutica brasileira", afirmou o diretor-geral da Saab no Brasil, Bengt Jáner, que diz que 40 por cento do desenvolvimento do caça seria feito no Brasil, ao lado da Embraer.
A Dassault, fabricante do Rafale e vista como favorita após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Defesa, Nelson Jobim, indicando a preferência pela França, se mantém mais discreta.
Por meio de nota, afirmou que sua proposta inclui a transferência gradual da linha de montagem do Rafale ao Brasil e garantias de que o país será a plataforma de exportação do caça para a América Latina.
Sob orientação da FAB, a Embraer tem se recusado a comentar o programa para a compra de novos caças, conhecido como F-X2.
Na semana passada, o comandante da FAB, brigadeiro Juniti Saito, disse que o governo deve anunciar até o final de março a escolha do caça que será comprado pelo Brasil, após a entrega de relatório técnico ao governo.

DECISÃO POLÍTICA E PREÇO
Nenhuma das três proponentes divulgou informações financeiras de suas propostas ao governo brasileiro, em um contrato estimado em bilhões de dólares.
O preço é apontado como grande obstáculo para que o país ainda não tenha anunciado a vitória do Rafale na disputa. O avião francês seria o mais caro, de acordo com especialistas.
Lula já garantiu que a decisão final do governo brasileiro levará em conta critérios políticos, e a França tem com o Brasil uma aliança estratégica que já resultou na compra de helicópteros militares e submarinos por Brasília.
Além disso, Paris apoia as pretensões brasileiras de se tornar membro permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
Jáner, da Saab, destacou que a fabricante sueca optou por seguir um "caminho independente" na disputa pelo contrato, afirmando que "não fazemos parte de um conselho da ONU".

2 de março de 2010

HAITI: VÍDEO DA VISITA DE LULA

Na execução do Hino Nacional, um jovem militar não canta, grita, como se patriotismo fosse medido em decibéis. Efeito 'câmera ligada'? De qualquer forma, incomparavelmente melhor do que "cantar" mascando chiclete, como os craques da seleção.

BLOG DO PLANALTO

LULA E O BOM VELHINHO!

Sob essa expressão de candura e essas barbas grisalhas, dezessete mil mortos vos contemplam!

 BLOG DO PLANALTO
EM TEMPO: Dezessete mil executados, logicamente. Dou de barato os outros oitenta e cinco mil cubanos mortos tentando abandonar a ilha.

SUPER PORTA-AVIÕES AMERICANO ANCORA NO RIO DE JANEIRO

O USS Carl Vinson é um gigante dos mares. Pode carregar até 60 caças e 15 helicópteros. São 97 mil toneladas de carga máxima a 54 Kms / h. E sua últma missão foi para socorrer as vítimas do terremoto no Haiti. Conheça detalhes de seu funcionamento na reportagem de André Naddeo. Imagens: Vagner Masseaux.

UOL NOTÍCIAS

1 de março de 2010

HAITI: JORNALISTA ACOMPANHAM PATRULHA BRASILEIRA EM CITÉ SOLEIL

No dia 25 de fevereiro, 21 jornalistas brasileiros participaram de uma patrulha motorizada e à pé, com militares da 2ª Cia, na área de Cité Soleil, onde puderam observar a conduta do soldado brasileiro e a interação com a população local.
EXÉRCITO.GOV.BR

A AMAZÔNIA AZUL

E.M.PINTO
http://www.sportnautica.com.br/amazonia_azul_03a.jpg
AMZÔNIA AZUL
Conforme estabelecido na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, todos os bens exploráveis existentes sobre as águas e subsolo marinho ao longo de uma faixa litorânea de 370.4 km de largura, é considerada Zona de Exploração Econômica, ZEE, de uso fruto do país por ela ladeado, o qual tem responsabilidades pela preservação, defesa bem como os poderes e os direitos de exploração desta região.
Entretanto especificamente no caso do Brasil, algumas regiões da Plataforma Continental (PC) (prolongamento submerso do maciço terrestre), ultrapassa essa distância, estendendo-se em certos casos para até 650 km Mar a dentro. Desta forma, a soma das áreas compreendidas entre a ZEE e a PC, constituem-se numa enorme região cuja área equivale à cerca de 52% da superfície continental do Brasil, perfazendo algo perto de 4 500 000 km2, região esta conhecida atualmente na mídia como Amazônia Azul dada a sua importância natural, diversidade e riquezas da fauna, flora e mineral.
Uma busca rápida na internet revelará ao leitor inúmeras informações acerca da Amazônia Azul, suas riquezas e potenciais, o que para muitos brasileiros  é tido como verdade irrefutável a sua propriedade sobre este território suas riquezas e direitos, segundo estes, tudo isto estaria  assegurado eternamente como direito inquestionável dos brasileiros. Entretanto, esta certeza está ameaçada pela realidade dos fatos, muitos são os lobies, ineteresses comerciais e econômicos de grupos e corporações, hávidos em apoderarem-se das riquezas e dos direitos de exploração destas regiões.
O anúncio das recentes descobretas de fontes energéticas por exemplo, tem acordado os “gigantes adormecidos”, o autor parte do princípio de que não é exagero afirmar que muito em breve, antes mesmo da metade deste século o Brasil estará envolvido numa contenda internacional pelo direito de posse daquilo que é seu e que alguém tentará usurpar, usando para isto todos e quaisquer meios disponíveis, inclusive o uso da força e mobilização de forças militares ao litoral Brasileiro.
Não precisamos ir muito longe, basta ver a questão de embates diplomáticos que está se gerando na questão das Malvinas Falcklands, alguém se arriscaria em dizer que trata-se de uma questão energética e não territorial?
No meio disto ficam muitas questões, quem? Porque? Como? Entretanto por considerar que esta hipótse depende apenas do horizonte de tempo para ocorrer, o autor restringe-se a dirigir a discussão apenas na questão temporal, quando?
A escassez de energia e de alimentos, levará sim o Brasil e outras nações detentoras de recursos como estes a terem que se defender de ameaças de todos os tipos e para isto nosso país tem de estar preparado para o pior, balizando a sua defesa não no cenário de boa convivência e respeito que impera no Atlântico Sul nos dias de hoje, mas sim nas ameaças trans-oceânicas e de nações que são e ou se tornarão potencias do futuro e que reinvidicarão os recursos naturais e a propriedade das rotas e terrenos como itens “estratégicos” para o seu desenvolvimento.
O autor não quer incitar o pânico e a repudia a potenciais inimigos criando factóides e bodes expiatórios, mas sim alertar ao leitor de que o mundo está passando pró transformações relâmpago e muito do que tínhamos como verdades imutáveis nos últimos 10 anos tornaram-se poeira na história, e assim como estas transformações trouxeram coisas boas também arrastaram consigo o contrário, e imaginado as transformações geopolíticas do futuro, em que blocos de nações estarão isoladas e havidas por desenvolvimento, os recursos naturais serão disputados desencadeando inúmeros conflitos e nós não estaremos isentos a isto.
Além da ameaça de expropriação ou dominação por uma nação ou grupo de nações estrangeiras, ( tal como se vê atualmente na Amazônia Verde) a Amazônia Azul pode vir a ser o palco de uma disputa internacional de grande vulto e muitos argumentos serão utilizados para contrapor a vontade do nosso povo utilizando para isto até mesmo instrumentos internos e portanto nossa sociedade precisa acordar de seu sono e começar a planejar o seu futuro.
Entretanto, o autor não considera apenas ameaças externas como pontos críticos para o colapso de nossa soberania, esta região possui gigantescos potenciais de exploração, e de mesma magnitude, possui também uma fragilidade ambiental considerável, e neste sentido, o impacto humano apresenta-se como uma temerosa ameaça ao desenvolvimento e aproveitamento pleno desta área.
Pouco desenvolvida, esta extensa região carece de infra-estruturas e meios necessários para a sua efetiva exploração econômica e mantutenção de sua biodiversidade, mas que se fosse objeto de políticas de segurança e exploração sérias e continuadas, tornar-se-ia numa fonte quase que inesgotável de recursos, servindo de força impulsionadora ao desenvolvimento do país pelos próximos séculos.
Não há dúvida que o termo “impacto ambiental” será uma das mais contundentes armas daqueles que querem usurpar a propriedade ou daqueles que queiram obter vantagem deste lucrativo negócio, portanto, é emergencial a agenda de discussão da exploração da Amazônia Azul, se nós brasileiros não o fizermos já, alguém o fará para nós.
As carências nesta região são muitas, são necessários por exemplo a implantação de programas e sistemas que garantam a boa navegabilidade, permitindo assim o tráfego marítimo mais seguro e econômico, são necessários meios de segurança capazes de responder prontamente a todas e quaisquer necessidades.
É necessário possuir meios e equipamentos capazes de garantir e defender as infra-estruturas instaladas, tais como portos, oleodutos, cabos de comunicação, campos de plataformas extratoras de petróleo e gás natural, zonas pesqueiras, criadouros, rotas de migração de espécies e até mesmo o turismo.
DO BLOG PLANO BRASIL

MOTORISTA BÊBADO DIRIGINDO SUPOSTO CAMINHÃO DO EXÉRCITO CAUSA ESTRAGOS NO PI

Notícia confusa no site tvcanal13, de Teresina, informa que um homem dirigindo um caminhão baú do Exército (placas HXP 7096) causou estragos em Parnaíba, no interior piauiense.
O motorista apresentava visíveis sintomas de embriaguês e colidiu o veículo contra um poste, além de fazer manobras arriscadas, que causaram destruição no local e medo entre os moradores do bairro Planalto. Encontrado  por algumas testemunhas em um bar, após o ocorrido, teria convidado os mesmos a beber junto com ele.

PAZ PERPÉTUA

Rubens Ricupero
Como se pode condenar golpe como o de Honduras e legitimar regimes onde presos políticos morrem em greve de fome?
Amanhã completa o Brasil 140 anos de paz ininterrupta com seus dez vizinhos, que já foram 11 no passado. O 1º de março original marcava o fim da Guerra do Paraguai nesse dia de 1870 (morte de Francisco Solano López).
O fato é notável, sem precedentes nem paralelos. Desconheço um grande país com tantos vizinhos com igual tradição de paz. Basta olhar para a história da Rússia, da China, da Índia, da Alemanha, da França, países de muita vizinhança. Ou para os Estados Unidos, de poucos vizinhos, mas em situação oposta à nossa: vivem em estado de guerra permanente.
Uma das consequências de quase um século e meio de paz é que se apagou no inconsciente coletivo a mais vaga lembrança das ameaças externas. Isso explica por que se mostra tão difícil convencer os brasileiros de que o país necessita gastar fortunas em armamentos dispendiosos. Não é à toa que dos quatro Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) ou dos cinco "países-monstros" -aqueles que combinam território continental com população gigantesca-, isto é, os quatro Brics e os Estados Unidos, o Brasil é o único que não é nem potência nuclear nem, a rigor, potência militar convencional.
Não nascemos assim. Logo depois da Independência, tivemos a guerra contra a Argentina devido à incorporação da Cisplatina, o atual Uruguai. Após 1850, foram diversas as intervenções brasileiras nos países platinos, culminando com a "maldita" Guerra do Paraguai, que, no dizer do barão de Cotegipe, atrasou-nos 50 anos. Como escapamos dessa sina?
Os diplomatas do passado seguiram caminho simples, no fundo com três metas:
1ª) em vez de perder tempo com diplomacia sem objetividade, protagônica e mirabolante, resolveram por negociações, de modo paciente e sistemático, como fez o barão do Rio Branco, todas as questões de limites ou outras pendentes;

2ª) defenderam os direitos e os interesses do Brasil com firmeza e fé na única ideologia que se lhes pode atribuir, a da confiança não na força ou no poder mas no Direito internacional;

3ª) obedeceram de forma estrita ao princípio de não ingerência em assuntos de terceiros.

Os que hoje pensam que esses princípios são obsoletos e devem ser substituídos por diplomacia intervencionista e ideológica enganam-se duplamente. Velha era a tendência de meter-se na casa alheia, que nos valeu guerras, ódios e ressentimentos dos que pretendíamos "redimir". Ao usar a Embaixada do Brasil em Honduras como santuário de "putsch" gorado contra autoridades locais, ao querer ditar à Colômbia o que é melhor para sua segurança, voltamos à perigosa política das ingerências.
Além de pôr em risco as bases de 140 anos de paz, a seletividade ideológica compromete a coerência na defesa de princípios. Como se pode condenar um golpe de opereta como o de Honduras e oferecer legitimidade a regimes onde presos políticos morrem em greve de fome ou que negam o Holocausto e mandam enforcar opositores?
É por isso que amanhã, data também do bicentenário de Chopin, ao ouvir os Noturnos que embalaram a agonia do poeta, deveríamos meditar a lição de Rio Branco: "O Brasil nada mais tem a fazer na vida interna das nações vizinhas (...) o Brasil do futuro há de continuar a confiar acima de tudo na força do Direito e (...) a conquistar a consideração e o afeto de todos os povos vizinhos em cuja vida interna se absterá de intervir".

Rubens Ricupero , 72, diretor da Faculdade de Economia da Faap e do Instituto Fernand Braudel de São Paulo, foi secretário-geral da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento) e ministro da Fazenda (governo Itamar Franco.
FOLHA DE SÃO PAULO

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