30 de abril de 2018

Helicóptero da Marinha destelha casas no interior do RJ

Helicóptero da Marinha destelha casas em Miracema
Aeronave sobrevoava a região como parte das festividades de exposição agropecuária
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Helicóptero SH-16 Seahawk_01 (Imagem: Defesa Aérea & Naval)
NADEDJA CALADO
Rio - Um helicóptero da Marinha destelhou três casas na manhã deste sábado, no bairro Santa Tereza, em Miracema, no Noroeste Fluminense. A aeronave sobrevoava a região como parte das festividades de uma exposição agropecuária. Ninguém ficou ferido.
Em nota, a Prefeitura da cidade pontuou que, apesar da repercussão e do susto, "não ocorreu nenhuma tragédia". O prefeito de Miracema, Clovinho Tostes (PP), afirmou que serão providenciados os reparos para os imóveis danificados.
Nas redes sociais, um vídeo mostrou o momento em que o vento gerado pela movimentação do helicóptero causou o acidente.
Em nota, a Marinha lamentou o ocorrido e informou que o evento seguiu normalmente. O helicóptero ficou em exposição no Estádio Municipal, aberto para visitação. A aeronave, modelo SH-16, é usada em ações de busca e salvamento, além de localização e ataque a alvos na superfície e também submarinos.
O DIA/montedo.com

Assista ao vídeo:

O general, o brigadeiro e a voz dos sapos


A VOZ DOS SAPOS


Na campanha presidencial de 1945, o deputado Último de Carvalho fazia campanha para o general Eurico Gaspar Dutra, diante do favoritismo do brigadeiro Eduardo Gomes. No interior de Minas Gerais, ele enfrentava dificuldades para convencer até um dos seus cabos eleitorais, que o convidou a ir à janela de sua casa e ouvir algo.
- Só ouço o coaxar dos sapos! – disse, impaciente.
- Até as rãs, só sabem dizer “brigadeiro, brigadeiro”.
Deu Dutra.
PODER SEM PUDOR (Diário do Poder)/montedo.com

1945: 148ª Divisão Alemã se rende à FEB

Detalhes Históricos – Rendição da 148ª Divisão Alemã a FEB.
A imagem pode conter: 1 pessoa, texto
Com os créditos para o Pesquisador Rigoberto Souza Júnior.
No final do mês de Abril de 1945 o mundo já antevia a derrota das forças do Eixo, muitas de suas tropas já não combatiam, embora vários de seus comandantes se recusassem a se render aos aliados. A 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária em face desta situação, estendeu suas tropas ao longos de 70 km, vigiando todos os pontos por onde os alemães tentassem passar rumo ao Norte da Itália, não com o intuito de barrar esta fuga, já que esta barreira não oferecia muita resistência devido ao seu comprimento, mas serviria como rede de alarme, pois qualquer ponto que fosse atacado seria prontamente socorrido pelas tropas que estavam prontas para se locomover rapidamente.
Informações passadas pelo IV Corpo do Exército Americano, informavam a presença de cerca de 2 mil homens e 40 blindados na região de Fornovo e era imprescindível evitar que eles atravessassem esta linha. O Coronel Nelson de Melo então, dispôs duas baterias de Artilharia , uma Companhia de Engenharia e uma Companhia de Tanques nesta posição atuando sobre Fornovo, nas direções de Montecchio-Gaiano(I/6º RI), San Michelle-Respiccio(II/6ºRI), Bosconcello-Felegara(III/6ºRI), e tendo o lado oeste protegido pelo Esquadrão de Reconhecimento, enviou mensagem ao inimigo que se rendesse, mesmo após terem tentado por 2 vezes romper a barreira, procurando alcançar o vale do Rio Taro.
Sabendo da precária condição do inimigo e não querendo derramar sangue inutilmente, seguindo a nossa tradição militar, o Comandante Brasileiro enviou através do Vigário italiano Dom Alessandro Cavalli, a seguinte intimação, a qual transcrevo:
“Ao comando da tropa sediada na região de Fornovo-Respiccio: Para poupar sacrifícios inúteis de vida, intimo-vos a render-vos incondicionalmente ao comando das tropas regulares do Exército Brasileiro, que estão prontas para vos atacar. Estais completamente cercado e impossibilitado de qualquer retirada. Quem vos intima é o comando da vanguarda da Divisão Brasileira, que vos cerca. Aguardo dentro do prazo de duas horas a resposta do presente ultimatum – Nelson de Mello, Coronel.”
Cerca de duas horas depois, o solícito Vigário de Neviano di Rossi retornou com a seguinte reposta:

“Sr. Coronel Nelson de Mello.
Depois de receber instrução do comando Superior competente, seguirá resposta”.
Major Kuhn.

Por volta das 13 horas a FEB iniciou o ataque, tendo em vista que não obtiveram resposta por parte dos alemães, os quais renderam um saldo de 5 mortos e 50 feridos em nossa tropa, e que perdurou por todo a tarde e início da noite, quando por volta das 21 horas a tropa alemã tentou uma última investida, rechaçada por completo. Mais ou menos às 22 horas o Major Kuhn – Chefe do Estado-maior da 148ª Divisão Alemã, acompanhado por dois oficiais alemães cruzou as linhas brasileiras para falar com nossos chefes.
O Major Kuhn, segundo a descrição de oficiais que estavam presentes no local, era um homem magro de estatura mediana, com olhos azuis e face encovada pelo longo tempo de batalha, que pertencia ao Exército regular alemão, e mostrou-se satisfeito ao saber que os brasileiros também pertenciam ao Exército regular brasileiro. Ele comunicou que havia sido autorizado pelo General Otto Fretter Pico a negociar a rendição da Divisão Alemã e remanescentes da Divisão Bersaglieri Itália e da 90ª Panzer Granadier, e informou possuir 800 feridos e aproximadamente 16 mil homens( e entre estes haviam inúmeros membros do famoso “Afrika Korp”), 4 mil animais e 2,5 mil viaturas, as quais 1 mil motorizadas e sem combustível. Admirado com o tamanho da tropa que ora se entregava, o Coronel Nelson de Mello foi ao Quartel General em Montecchio informar ao General Mascarenhas de Morais este fato e solicitou-o que retornasse a Colecchio com mais 2 oficiais, e que a rendição deveria ser incondicional, o que foi aceito. Então, os parlamentares alemães retornaram por volta das seis da manhã, sem antes informar que foi solicitado idêntico tratamento para os Generais Fretter Pico e Mário Carloni( tropas as quais desertaram quase totalmente, permanecendo apenas aqueles cujo sentimento de dever militar era a toda prova, ou aqueles que temiam uma sanguinária vingança por parte dos seus patrícios).
Os Generais Fretter Pico e Mário Carloni foram escoltados até Florença pelos Generais Falconiére e Zenóbio, respectivamente, e as manobras da Rendição foram conduzidas pelo Coronel Floriano de Lima Brayner, Chefe do Estado-maior da FEB na noite do dia 28 para 29 de Abril de 1945, por determinação do General Mascarenhas de Morais. O Coronel Lima Brayner comandou toda a área da rendição recebendo os 14.479 prisioneiros alemães, enquanto o General Olympio Falconiére, que comandava os órgãos da retaguarda com PC na cidade de Montecatini, foi designado para acompanhar o General Fretter Pico à cidade de Florença e o General Zenóbio foi designado para escoltar o General Mário Carloni, que foi o primeiro a se render sendo seguido pelo general alemão, esclarecendo que a rendição foi assinada na cidade de Gaiano, e não na cidade de Fornovo.
Fonte: Blog - Francisco Miranda.

29 de abril de 2018

Quatro estrelas da FAB vai parar na delegacia após ameaçar mulher e tentar invadir apartamento

Oficial da Aeronáutica ameaça agredir mulher e PM é chamada
O caso ocorreu em um apartamento da 106 Sul. Aparentemente alterado, Dirceu Tondolo Nôro foi levado para a delegacia
Arquivo pessoal
Isadora Teixeira
Brasília (DF) - A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada após um tenente-brigadeiro da reserva da Aeronáutica, posto mais alto na hierarquia da Força Aérea Brasileira, ameaçar e tentar invadir o apartamento de uma mulher na noite deste sábado (28/4). O caso ocorreu na 106 Sul. Aparentemente alterado, Dirceu Tondolo Nôro esbravejou palavras de ódio contra a vítima e vizinhos. Após cerca de uma hora de discussão, o oficial foi conduzido à 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul).
Segundo os PMs que atenderam a ocorrência, a mulher não estava em casa. Mesmo assim, ele a chamou de “galinha” e disse que iria “quebrar a cara dela”, além de “ensiná-la” a “respeitar homem”. Em frente à câmera de uma vizinha, o tenente-brigadeiro se irritou e declarou: “Eu nunca bati naquela mulher porque não quis”. Descontrolado, ele quebrou um jarro e danificou a porta do imóvel com chutes.
De acordo com a PMDF, ele deve ser autuado por pertubação à ordem pública, crime previsto no artigo 42 da Lei de Contravenções Penais e que prevê pena de 15 dias a três meses, além de multa.
Ao Metrópoles, a assessoria da Força Aérea Brasileira disse que o oficial será levado à Ala 1, antiga Base Aérea de Brasília, e seguirá à disposição para os desdobramentos do caso.

Confira o vídeo no qual ele diz que nunca “bateu naquela mulher porque não quis”:


Em outras imagens, ele fala para os PMs qual cargo ocupa na Força Aérea:

METRÓPOLES/montedo.com

28 de abril de 2018

Imagem do dia

Helicóptero “Super Pantera”, do Exército, sob o olhar do Cristo Redentor (AVEx)

MG: Justiça Militar aceita denúncia e nove militares viram réus por fraudes em licitações em depósito do Exército

Quartel em Juiz de Fora - MG
4º Depósito de Suprimento (Imagem: Tribuna de Minas)
Juiz de Fora (MG) - A Justiça Militar da União acolheu a denúncia contra nove militares da ativa e da reserva, por fraudes em licitações ocorridas no 4º Depósito de Suprimento, com sede na cidade mineira.

Muito além da "química"
Na decisão, a juíza-auditora Maria do Socorro Leal afirma que "na análise das provas, verifica-se a descrição da configuração de vários crimes, nas licitações realizadas no DSup, que ultrapassam, inclusive a mera prática de química, assim entendida como a transformação de crédito destinado á compra de um determinado item em outro diverso". Além da caracterizaçao do crime de fraude à licitação,  a juíza admite a imputação das condutas de estelionato, corrupção ativa e  violação de dever funcional.
"Há elementos indicando a ocorrência de severos prejuízos à administração militar, como foi exaustivamente relacionado pelo MPM, embasado nas perícias, auditorias, documentos, testemunhas e nas transcrições dos áudios mencionados na denúncia", afirma a magistrada.

Leia mais:
Dois coronéis e um capitão são investigados por suposta fraude em licitação em um Depósito do Exército

Moralidade pública
Segundo o MPM, "embora os denunciados evitassem ao máximo a publicidade de suas manobras espúrias, a confluência clara, aguda e entrelaçada de atos ilícitos fora descortinada a partir do espirito de moralidade pública de [um tenente e um subtenente] ouvidos como testemunhas".

Denúncias
Os ilícitos citados na denúncia do Ministério Público Militar tiveram início em 2014 e se estenderam até novembro do ano seguinte, quando o Diretor do Depósito foi afastado, após duas denúncias anônimas.

'Noves fora'
São nove os indiciados: um coronel (ex-diretor), um tenente-coronel, dois capitães e um tenente de carreira, além de três tenentes R/2 e um segundo sargento. Visando evitar possíveis questionamentos jurídicos ao autor do Blog, os nomes não serão citados nesta fase do processo.

Unidade "problemática"
O 4º D Sup é a unidade do Exército que melhor atende à definição de "problemática". 
Em 2013, armas recebidas na Campanha do Desarmamento e que deveriam ter sido destruídos no DSup retornaram para as ruas, desviadas por militares da unidade.
No mesmo ano, um recruta matou um colega com um disparo acidental, durante o serviço de guarda.
Em 2014, nove pessoas, entre elas três militares, foram condenadas pelo desvio de 60 toneladas de alimento.

Avião abatido pela FAB transportava 500 kg de pasta base de cocaína

25.abr.2018 - Avião interceptado pela Força Aérea Brasileira (FAB) transportava 500 kg de pasta base de cocaína
Avião transpotava 500 kg de pasta base de cocaína (Divulgação: FAB)
Estadão Conteúdo
Fátima Lessa (Cuiabá)
A aeronave interceptada pela Força Aérea Brasileira (FAB) na quarta-feira, 25, transportava 500 quilos de pasta base de cocaína. A informação foi confirmada pelo Cioaper (PM/MT), que realiza operação no Pantanal em busca dos destroços da aeronave que está submersa. 
Três aeronaves A-29 e um avião-radar E-99 participaram da interceptação, que seguiu, segundo a assessoria da FAB, todas as medidas de policiamento do espaço aéreo, incluindo o tiro de aviso, até chegar à última medida prevista: o tiro de detenção. 
A operação que culminou com o abate da aeronave começou em Mato Grosso. O piloto da FAB ordenou a mudança de rota e o pouso obrigatório no aeródromo de Cuiabá (MT), porém o piloto do avião interceptado não obedeceu. Foi necessário que a defesa aérea comandasse o tiro de aviso, informando que o avião interceptado deveria pousar no aeródromo mais próximo. Ainda sem retorno, foi disparado o tiro de detenção. 
Após a execução do tiro de detenção, a aeronave, que não tinha plano de voo, fez pouso forçado em um lago localizado na área do Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, quando então foi feita a apreensão da carga ilegal da aeronave pela Polícia Federal e pela Policia Militar de Mato Grosso. 
O avião interceptado vinha da Bolívia, mas a FAB não revelou quem seriam os donos do aparelho e nem informou se alguém foi preso na operação.
UOL/montedo.com


27 de abril de 2018

Imagem do dia

Kim e Moon prometem trabalhar pela desnuclearização da península coreana
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, cumprimenta seu colega sul-coreano, Moon Jae-in, na Linha de Demarcação Militar que divide seus países, à margem da cúpula de Panmunjom (Korea Summit Press Pool/AFP)

Após derrotas judiciais, Exército vai normatizar pagamento de Licenças Especiais não gozadas

Após sofrer diversas derrotas judiciais e diante do reconhecimento pelo Ministério da Defesa do direito à conversão em pecúnia, pela via administrativa, da Licença Especial não gozada pelos militares, o chefe do DGP fará uma videoconferência com os comandantes das Regiões Militares na quarta-feira (2), para - finalmente!- normatizar o assunto no âmbito do Exército.
Aqui, o roteiro do que será apresentado aos generais, ainda sujeito à ajustes:

Tenente coronel é a primeira mulher do Exército Observadora da ONU

MINURSO
MILITAR BRASILEIRA INTEGRA A MISSÃO DA ONU NO SAARA OCIDENTAL
A TENENTE-CORONEL ANDRÉA FIRMO CONTOU COM A "FORÇA" DOS FILHOS PARA ENCARAR A MISSÃO.
Primeira mulher do Exército a exercer a função de observadora militar da Organização das Nações Unidas (ONU), tenente-coronel Andrea Firmo, do Exército, já se apresentou ao Quartel-General da Missão das Nações Unidas para o Referendo do Saara Ocidental (Minurso). Nesta entrevista a Eduarda Hamann, da ONG Instituto Igarapé, do Rio de Janeiro, Andréa Firmo explica sua trajetória e a missão na Minurso.
Você é a primeira mulher a desempenhar a função de observador militar da história do Exército Brasileiro. O que a motivou para esse pioneirismo? Quais os principais desafios até o momento?
A minha maior motivação é a possibilidade de fazer a diferença no terreno, sobretudo com relação a grupos vulneráveis que efetivamente precisam de ajuda. Nós, mulheres, temos um olhar sensível, de modo que espero ser uma ponte, um instrumento para fazer reverberar a voz de mulheres e crianças que precisam de ajuda em áreas de conflitos.
O meu principal desafio é a distância da família... Mas os meus três filhos me deram “a maior força”, como eles dizem. Foram muito solidários quando contei que eu poderei contribuir para melhorar, ainda que minimamente, a realidade de outras famílias. Isso me fortalece. Um ano vai passar rápido quando a missão é dessa grandeza!

Qual a sua formação no âmbito do Exército?
Integro o Quadro Complementar de Oficiais, na área de Magistério (idioma inglês). Sou parte da turma “ Voluntários da Pátria” (1996) da Escola de Administração do Exército, atual Escola de Formação Complementar do Exército.

Como soube da possibilidade de se candidatar para essa missão?
Meus comandantes foram meus exemplos, são fonte contínua de inspiração e me incentivaram a responder afirmativamente à proposta da ONU de aumentar o seu efetivo de mulheres militares em missões individuais. O maior incentivo, cabe registrar, veio da Major Ivana Mara, do Coter (Seção de Missões Individuais). Aceitei o desafio do “sim, sou voluntária” e, depois de alguns meses, recebi a notícia de que eu iria para a missão da ONU no Saara Ocidental.

Qual era a sua função quando foi confirmada a sua designação para a Minurso?
Eu era a Oficial de Comunicação Social da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e Chefe da Seção de Idiomas (inglês e espanhol). Também coordenava o Curso de Extensão Cultural da Mulher.

Como foi o preparo para essa missão?
Participei de vários cursos nos últimos meses. No Brasil, participei do curso de Military Observers, no Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil. Além desse, também participei de um curso no Canadá (Military Training Cooperation Programme - Language Teachers Training Course) e de dois cursos no Uruguai (curso da ONU Mulheres Brasil sobre Mulheres, Paz e Segurança e curso sobre Military Experts on Missions).

Qual a duração da sua missão? E que tarefas você deverá desempenhar?
A minha missão junto à Minurso terá duração de 12 meses, ou seja, até abril de 2019. Como Observadora Militar, a minha função é observar, monitorar e relatar tudo o que for relevante no contexto da Minurso, desde aspectos políticos até detalhes relativos às diversas situações enfrentadas no cotidiano da população local. Além de mim, há outros 9 oficiais brasileiros na missão, também atuando como observadores militares.

Quais os objetivos da Minurso e como você apoiará a ONU a cumprir essa missão?
A região do Saara Ocidental está localizada na costa noroeste da África e faz fronteira com Marrocos, Mauritânia e Argélia. A área, que era colônia espanhola, passou a ser tutelada pelas Nações Unidas em 1963, a pedido do Marrocos. Em 1975, quando a Espanha permite que a área avance em direção ao autogoverno, começaram os combates entre os países fronteiriços e a Frente Polisário. A assinatura de um acordo de cessar-fogo, em 1991, fez com que o Conselho de Segurança estabelecesse a Minurso, com o objetivo de monitorar tal acordo enquanto se organiza a realização de um referendo, contribuindo para manter, dessa forma, a paz na região.
Espero apoiar a ONU a alcançar os objetivos de manter estável a situação no Saara Ocidental. Desempenharei com afinco as minhas tarefas de Observadora Militar, procurando identificar situações potencialmente problemáticas para prevenir a sua escalada por meio de ações de monitoramento e relato apropriadas e a tempo. Farei o meu melhor, com muita responsabilidade e compromisso. E que, assim, Deus permita que eu também contribua à manutenção da paz no Saara Ocidental.
DIÁRIO DO PODER/montedo.com

Relatório aponta aumento de tiroteios no Rio após intervenção. Jugmann minimiza.

Raul Jungmann minimiza aumento de tiroteios durante intervenção no Rio
Relatório indicou alta de 1.299 para 1.502 confrontos a tiros e 294 mortes
Relatório indicou alta de 1.299 para 1.502 confrontos a tiros e 294 mortes | Foto: José Cruz / ABr / CP
Relatório indicou alta de 1.299 para 1.502 confrontos a tiros e 294 mortes | Foto: José Cruz / ABr / CP
O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, minimizou nesta quinta-feira, os dados do Observatório da Intervenção Militar no Rio de Janeiro, da Universidade Cândido Mendes, e citou exemplos de outros locais onde processos de mudanças na segurança geraram reações e no primeiro momento aumentaram alguns índices de criminalidade. Conforme o relatório, o número de tiroteios subiu de 1.299 nos dois meses antes da Intervenção para 1.502 nos dois meses de ocupação.
"Todos os processos de mudança que você teve em Medelín, em Bogotá, no início desse processo que levou a superação daquela situação, eles tiveram um acréscimo no início de casos como esses", comentou o ministro.
O estudo mostra ainda que de 16 de fevereiro, quando foi decretada a intervenção no Estado, a 16 de abril foram registradas 294 mortes e 193 feridos. "Isso, sem sombra de duvida, será enfrentado e resolvido, porque a intervenção está no caminho certo. Agora, há uma reação, há uma mudança inclusive que rompe os laços entre aqueles que dentro do sistema de segurança pública estão ligados ou são cumplices dos criminosos, isso gera reação, gerou lá, está gerando aqui, isso a gente vai com o tempo resolver", projetou.
O ministro ressaltou que não está defendendo o aumento de criminalidade "de forma nenhuma". "Não é o caso de defender isso, eu estou apenas lembrando que quando acontece esta mudança, aconteceu em outras situações também um aumento também da questão das armas, da questão dos tiroteios", disse.
CORREIO do POVO/montedo.com

Em encontro histórico, Coreias prometem desnuclearização e fim definitivo da guerra

Kim Jong-un cumprimenta Moon Jae-in.Após um encontro histórico, os líderes das Coreias do Sul e do Norte anunciaram nesta sexta-feira que trabalharão em conjunto com o objetivo de eliminar todas as armas nucleares da região.
Eles também concordaram em transformar o armisticio que interrompeu a Guerra da Coreia, em 1953, em um tratado de paz, o que encerraria de vez o conflito.
As declarações ocorreram após um encontro que até alguns meses atrás parecia impensável: o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, pisou em território sul-coreano para se encontrar com o "inimigo", o presidente Moon Jae-in.
Kim e Moon deram as mãos e sorriram na fronteira que separa as duas Coreias antes da reunião de cúpula histórica.
Os dois líderes posaram juntos para fotos tanto em solo sul-coreano quanto norte-coreano.
Esta foi a primeira vez na história que um líder norte-coreano cruzou a fronteira para o sul.
A agenda da cúpula estava focada na desnuclearização da região, após anos de tensão crescente por conta dos avanços do programa atômico norte-coreano e dos recentes testes nucleares e de mísseis balísticos.
Este é o primeiro encontro entre os líderes dos dois países desde 2007
Outro ponto de discussão é a possibilidade de um acordo de paz permanente que ponha fim à guerra entre as duas Coreias, entre 1950 e 1953.
O conflito foi interrompido por um armistício e as duas Coreias seguem tecnicamente em guerra desde então, apesar da ausência de combates.
Esta não é a primeira vez que os líderes das duas Coreias se reúnem, mas é a primeira vez que o encontro ocorre na Coreia do Sul.
O pais de Kim Jong-un, Kim Jong-il, se reuniu com presidentes da Coreia do Sul em duas ocasiões: com Kim Dae-jung, em 2000, e com Roh Moo-hyun, em 2007. Os dois encontros ocorreram em Pyongyang, capital da Coreia do Norte.
Kim Jong-un e Moon Jae-in caminham e conversam
Após um longo período de tensão, Kim Jong-un sugeriu estar aberto ao diálogo com a Coreia do Sul em janeiro (EPA)
Os Estados Unidos seguem de perto o encontro desta sexta-feira na Coreia do Sul. O encontro entre os dois líderes é visto como uma preparação para um prometido encontro entre Kim e o presidente americano, Donald Trump, ainda sem data e lugar definidos.
A Casa Branca afirmou em um comunicado que espera que a reunião desta sexta signifique um progresso para "um futuro de paz e prosperidade", e manifestou que o governo americano deseja continuar as negociações para o possível encontro entre Trump e Kim "nas próximas semanas".
BBC Brasil/montedo.com

26 de abril de 2018

Imagem do dia

Cruzeiro do Sul (AC) - moradora mais antiga da localidade de Ramal 2, dona Idemê Pedroza , de 83 anos, hasteia a Bandeira Nacional (Soldado Anísio/EB)

À FEB, a Pátria agradece!

Paulo Afonso (BA) - Foi realizada na última terça-feira (24) na Câmara de Vereadores uma Moção de Aplausos e entrega do Título de Cidadão Pauloafonsino ao ex-integrante da Força Expedicionária Brasileira - FEB - Sr. Acilon Gomes dos Santos.
O Sr. Acilon incorporou nas fileiras do Exército em 23 de novembro de 1943, no então 14º Regimento de Infantaria em Jaboatão dos Guararapes - PE. Ele foi considerado o melhor atirador de metralhadora Madsen da unidade.

Porto Alegre: justiça determina que Avenida da Legalidade volte a se chamar Castelo Branco

Mudança no nome de uma das principais avenidas de Porto Alegre começou a ser discutida em 2011
Arte ZH
LUCAS ABATI
Por quatro votos a um, desembargadores da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça consideraram ilegal a lei que alterou o nome da Avenida Castelo Branco para Avenida da Legalidade e da Democracia. Com isso, a avenida volta a ter o nome anterior.
A sessão do TJ aconteceu na tarde desta quinta-feira (26), e julgou recurso impetrado pelo Partido Progressista (PP). A mudança no nome de uma das principais avenidas de Porto Alegre começou a ser discutida em 2011 e foi aprovada em 2014. Desde então, vereadores ingressaram com recursos no Tribunal de Justiça, por considerarem o rito de aprovação da lei ilegal.
No recurso, o PP argumentou que a lei do então vereador Pedro Ruas e da vereadora Fernanda Melchionna (ambos do PSOL) não tem validade porque foi feita pelo rito errado na Câmara Municipal, com número de votos inferior ao necessário para a aprovação.
O projeto foi aprovado por maioria simples, como é requerido para a denominação normal de ruas. Mas, segundo o recurso, teria sido preciso dois terços do plenário (24 votos) — maioria qualificada, votação necessária para alterar nomes de logradouros.
GAÚCHAZH./montedo.com

FAB intercepta avião próximo à fronteira com a Bolívia por suspeita de tráfico

Ação faz parte da Operação Ostium para coibir ilícitos transfronteiriços, na qual atuam em conjunto a Força Aérea Brasileira, a Polícia Federal e órgãos de segurança pública
FAB intercepta avião próximo à fronteira com a Bolívia por suspeita de tráfico
A-29 Super Tucano, caça da Força Aérea Brasileira (FAB) Foto: Sgt Johnson/FAB
Roberto Godoy e Fatima Lessa, O Estado de S.Paulo
A Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou na manhã desta quarta-feira, 25, uma aeronave suspeita de tráfico. A ação ocorreu 150 quilômetros ao norte de Corumbá (MS), próximo à fronteira com a Bolívia.
Um helicóptero com um grupo armado seguiu para o local. Na missão, foi utilizado um avião modelo A-29 Super Tucano e um avião-radar E-99.
A ação faz parte da Operação Ostium para coibir ilícitos transfronteiriços, na qual atuam em conjunto a Força Aérea Brasileira, a Polícia Federal e órgãos de segurança pública.
Segundo informações da assessoria da FAB, a ação seguiu todas as medidas de policiamento do espaço aéreo, incluindo o tiro de aviso, até chegar na última medida prevista: o tiro de detenção que foi disparado e atingiu a aeronave.
De acordo com a nota da FAB, o piloto de defesa aérea seguiu o protocolo das medidas de policiamento do espaço aéreo brasileiro, conforme estabelece a Lei 7565/1986, interrogando o piloto do bimotor, mas não obteve resposta. Nesse momento, a aeronave foi classificada como suspeita.
Após a execução do tiro de detenção, a aeronave, que não tinha plano de voo, fez pouso forçado em um lago localizado na área do Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, e a Polícia Federal está no local para realização das medidas necessárias
A FAB também participa da ação com o envio de um helicóptero H-60 Black Hawk e de militares especializados em busca e salvamento.
No início de março, outro caça A-29 Super Tucano interceptou um avião no espaço aéreo do Mato Grosso (MT). Um bimotor com mais de 500 quilos de cocaína, vindo da Bolívia, sobrevoava a região de Nova Fernandópolis.
Três aeronaves de defesa aérea A-29 Super Tucano e um avião radar E-99 foram utilizados para monitorar e interceptar o avião. Um helicóptero da Polícia Militar do Mato Grosso foi acionado e transportou a equipe da Polícia Federal para fazer a abordagem da aeronave no solo.

Sargentão!

Sabe aquela expressão "sargentão"?
Pois é...

25 de abril de 2018

Imagem do dia

Pistóia (Itália) - Cerimônia no Monumento Votivo Militar Brasileiro reverencia os 465 heróis da FEB mortos em combate
(Sutenente Edmilson/EB)

A “reação” do Exército

Resultado de imagem para ordem do mérito militarO Exército resolveu cassar a Ordem do Mérito Militar entregue a cerca de vinte políticos, de diferentes partidos, condenados no mensalão.
Em 2016, foi retirada dos mensaleiros a Medalha do Pacificador.
Lula e sua turma devem estar apavorados. (risos)

O Antagonista/montedo.com

General Villas Bôas é internado em hospital de Brasília

O comandante do Exército foi internado às 6h desta quarta-feira (25/4); seu estado de saúde não foi divulgado pelo hospital

Resultado de imagem para officialHellen Leite
O comandante do Exército, o general Eduardo Villas Bôas, de 66 anos, foi internado nesta quarta-feira (25/5), no Hospital Santa Helena, na Asa Norte. Ele teria chegado ao local por volta das 6h. Segundo informações do hospital, não há autorização para a divulgação da causa da internação ou sobre o estado de saúde de Villas Bôas.
Segundo o Exército, o comandante realizou "procedimento gástrico eletivo" e terá alta nesta quarta, retornando ao trabalho na quinta-feira (26/4). Não foi informado se o procedimento tem relação com a doença neuromotora de Villas Bôas.
O general declarou, em outras oportunidades, que sofre de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa que, em estado avançado, limita os movimentos do corpo. Villas Bôas já apareceu em algumas entrevistas usando bengala ou em uma cadeira de rodas.
CORREIO BRAZILIENSE/montedo.com

Nota do Centro de Comunicação Social do Exército

NOTA À IMPRENSA - 25 DE ABRIL DE 2018
O General Eduardo Dias da Costa VILLAS BÔAS, Comandante do Exército, realizou procedimento gástrico eletivo, no Hospital Santa Helena, Brasília – DF, em 25 de abril de 2018. O Gen VILLAS BÔAS terá alta nesta mesma data, retornando às suas atividades amanhã.
Outros esclarecimentos poderão ser obtidos junto ao Centro de Comunicação Social do Exército, por intermédio dos telefones (61) 3415-5303/6103 ou pelo e-mail imprensa@ccomsex.eb.mil.br.
CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO EXÉRCITO
EXÉRCITO BRASILEIRO
BRAÇO FORTE – MÃO AMIGA

Lula não quer ir para quartel do Exército

Miguel Schincariol
Miguel Schincariol | AFP
JULIANA BRAGA
Lula e seu entorno se preocupam com a possibilidade de ele ser transferido para uma sala do quartel do Exército em Curitiba.
Se na Superintendência da PF as condições de visita já são restritas, há o receio de que no Exército seja ainda mais.
Na superintendência, o ex-presidente tem elogiado o tratamento recebido, com respeito e simpatia.
Se pudesse escolher mesmo, Lula preferiria ir para São Paulo, mais próximo de líderes petistas e da família. Mas isso, claro, se fosse garantido a ele o tratamento digno de um ex-presidente, isolado de presos perigosos. Algo semelhante ao que lhe foi assegurado na PF, mas com menos isolamento.
Lauro Jardim (O Globo)/montedo.com

Aos moldes do Exército: general quer criar "mestrado das polícias", no RJ

Secretário de Segurança do Rio quer criar 'Mestrado das Polícias'
Encontro na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército
Encontro na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército | Divulgação
Ancelmo Góis
Ex-comandante da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), aquela que fica na Praia Vermelha, na Urca, o secretário de Segurança do Rio, Richard Nunes, quer transformar em mestrado o recém-lançado Curso Superior de Polícia Integrada, em parceria com a UFRJ - hoje, ele é uma pós-graduação.
As turmas de Educação das polícias e do Exército estão trocando figurinhas. É que, na Eceme, há tantos cursos de mestrado quanto de doutorado.
O Globo/montedo.com

24 de abril de 2018

Ex-coronel condenado pelo desvio de cerca de R$11 milhões do Exército no Rio é preso

Sede do Comando Militar do Leste
Sede do Comando Militar do Leste Foto: Agência O Globo / Marcia Foletto
Policiais Rodoviários Federais prenderam o coronel reformado do Exército, Márcio Domeneck Salgado, condenado a sete anos de prisão pela participação de um esquema de corrupção que desviou R$10,8 milhões do Exército no Rio, neste domingo. O coronel foi preso na rodovia Rio-Teresópolis.
A ação ocorreu por volta das 16h, próximo ao quilômetro 84 da rodovia, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, durante uma operação de rotina. O militar foi abordado e após consultas aos sistemas foi constatado que havia um mandado de prisão expedido pela Justiça Militar pendente contra ele.
Domeneck foi apontado em investigações realizadas em 2011 como integrante de um esquema de corrupção juntamente com outros oficiais. Ele e outros quatro emitiam ordem bancária para o favorecimento ilícito de "laranjas" e depois sacavam o dinheiro. O coronel Aírton Quintella de Castro Menezes, apontado como coordenador do esquema, foi condenado a 10 anos de prisão. Os outros dois envolvidos, o capitão Adílson Alves Pinheiro e o sargento Luís Alberto Caldeira dos Santos tiveram a pena atenuada por terem confessado o crime. Eles vão cumprir sete anos de prisão.
O militar reformado foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, que providenciou a custódia do preso. As Forças Armadas conduziram o coronel à unidade prisional correspondente.

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Na condenação, o STM lembrou que a fraude começava nos processos administrativos da eram montados na seção competente e remetidos para a área de finanças, chefiada pelo coronel, onde era realizada a alteração de dados e a confecção das ordens bancárias. Os documentos eram então encaminhados ao banco com os dados de “laranjas”, os quais, por sua vez, eram ligados a alguns dos acusados. Os “laranjas” deixavam cheques “em branco” assinados com os membros da quadrilha para saque e distribuição dos valores recebidos indevidamente.
EXTRA/montedo.com

Não queremos intervenção, "somos legalistas", diz novo Comandante Militar no Sul

Resultado de imagem para general miottoÁUDIO: Não queremos intervenção, "somos legalistas", diz novo comandante militar no Sul
Em entrevista ao programa Estúdio Gaúcha, general Geraldo Miotto frisou que o rumo do país depende das urnas

BRUNO PANCOT
Futuro comandante do Exército no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná, o general Geraldo Antônio Miotto afirmou, nesta segunda-feira (23), que é contrário à intervenção militar. Em entrevista ao programa Estúdio Gaúcha, Miotto atribuiu os pedidos de intervenção à confiança da população nas Forças Armadas, mas frisou que o rumo do país depende das urnas.
- Nós não queremos isso, somos legalistas - afirmou o general sobre os pedidos de intervenção.
Questionado sobra a proposição do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para que o Exército assuma a duplicação de 50 quilômetros da BR-116, entre Guaíba e Barra do Ribeiro, o general indicou que a corporação deverá colaborar nas obras.
- O Exército sempre tem interesse nas necessidades da comunidade - assinalou Miotto, frisando que o Exército tem batalhões ferroviários e engenheiros capacitados.
O general tomará posse à frente do Comando Militar do Sul na próxima quinta-feira (26). Miotto destacou o combate ao narcotráfico e ao contrabando como prioridades do Exército na área fronteiriça dos três Estados do Sul do Brasil.
- A gente tem condições de fazer uma grande repressão contra todo esse ilícito - afirmou.

Ouça a entrevista completa do general Miotto:


GAÚCHAZH./montedo.com

Jungmann cobra dados e ameaça represar dinheiro para segurança do Rio

Ministro pede que estados compartilhem dados sob pena de não receberem repasse
Policial militar para veículos na av. Pastor Martin Luther King Jr, zona norte do Rio
Policial militar para veículos na av. Pastor Martin Luther King Jr, zona norte do Rio
 Danilo Verpa - 21.fev.18/ Folhapress
Marina Dias
BRASÍLIA - O ministro Raul Jungamn (Segurança Pública) ameaça impedir o repasse de dinheiro ao Rio e aos estados que não compartilharem com o governo federal em até 30 dias os dados sobre criminalidade. Nesta segunda-feira (23), Jungmann escreveu e enviou uma carta a todos os governadores do país, pedindo que eles dividam com a União os números sobre segurança pública, sistema prisional e drogas de 2016 e 2017. Caso contrário, avisa o ministro, os estados não receberão a verba que o presidente Michel Temer pretende destinar à área, nem mesmo os recursos do Fundo Penitenciário ao qual todas as unidades da federação têm direito. A ideia inicial era mandar o documento apenas aos estados que não contribuíram com os dados na primeira chamada do governo federal — em 26 de fevereiro—, quando os secretários de segurança pública foram informados de que teriam que atualizar o Sinesp (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisional e sobre Drogas) com os balanços de 2016 e 2017. O prazo se encerrou há quase um mês e, segundo apurou a Folha, o Rio, sob intervenção federal na segurança desde fevereiro, não deu sua contribuição de forma satisfatória. Estados como Goiás e Pará compartilharam apenas 60% dos números e o Acre, por exemplo, foi o que mais atualizou o sistema.
De acordo com o texto assinado por Jungmann, os governadores que não cumprirem a exigência até 25 de maio não receberão a verba para a segurança este ano. "Na ausência do envio de dados por parte dos entes federados beneficiários, não é possível planejar e executar ações e programas por meio do repasse de recursos. Nesse contexto, o Ministério Extraordinário da Segurança Pública estará impossibilitado de continuar transferindo recursos aos Estados que não disponibilizarem informações ao Sinesp", diz a carta à qual a Folha teve acesso. O objetivo é induzir os estados a enviarem os números o quanto antes para que o Ministério de Segurança Pública, criado há mais de dois meses, consiga finalmente elaborar e apresentar um plano para a área. "Informo que os estados que não estiverem com a implantação de dados atualizados no Sinesp ficarão impedidos de firmar convênios com a Secretaria Nacional de Segurança Pública, inclusive com recursos oriundos de emendas parlamentares impositivas (individuais e de bancada)", completa a carta do ministro. 

DINHEIRO NOVO
Jungmann acredita que o o governo vai editar nos próximos dez dias a medida provisória que destinará um montante do Orçamento para a segurança pública — e é este o dinheiro que ele ameça não repassar os governadores que não contribuírem com o Sinesp. A MP, porém, ainda não foi editada e havia divergência quanto aos valores —inicialmente Jungmann queria pelo menos R$ 4 bilhões, mas a área econômica do governo não havia conseguido fechar um projeto que contemplasse esse montante. A equipe de Jungmann acredita que os governadores poderão ter acesso aos detalhes da MP até a semana que vem e, assim, agilizarem o compartilhamento de dados.
FOLHA DE SÃO PAULO/montedo.com

23 de abril de 2018

A ditadura na academia e o golpe de 2018

O aliciamento ideológico é feito diariamente em grande parte das escolas e universidades do Brasil

Resultado de imagem para golpeCarlos Maurício Ardissone*
É bastante duro, para não dizer impossível, ser ao mesmo tempo liberal e professor de Ciências Sociais no Brasil. Vida inglória a do professor que leciona num curso de humanidades e ousa proclamar-se publicamente “de direita”. O professor de Ciência Sociais que ousa questionar a cartilha marxista-gramsciana predominante e se recusa a se comportar como um intelectual orgânico em sala de aula enfrenta duras penas: é tachado de reacionário por muitos colegas, torna-se alvo de risadinhas e fofocas na sala de professores e frequentemente é punido com a perda de disciplinas e prejudicado em bancas de seleção para muitas universidades públicas por não integrar nenhuma das panelinhas ideológico-partidário-sindicais que dominam os corpos docentes nessas instituições.
Digo isso por experiência própria. Em 2004, durante um evento universitário alusivo aos 40 anos do golpe de 64, arrisquei-me a questionar os propósitos democráticos e libertários dos grupos que apoiavam João Goulart e dos que, após a tomada do poder pelo militares, organizaram a insurgência armada. Tinha ao meu lado opiniões de alguns historiadores e cientistas sociais e entrevistas de ex-integrantes das fileiras da resistência. Esclareci então que não propunha esse olhar para justificar nada a respeito da ditadura militar. Mas de nada adiantou. Fui alvo da reação agressiva e verborrágica de um dos integrantes da mesa (um professor mais experiente) que comparou o cenário do pós-64 com o de uma “guerra” para buscar uma justificativa moral para atos guerrilheiros de grupos armados, mesmo os que, sabidamente, atingiram civis inocentes, que nada tinham que ver com a repressão. Na plateia, outros professores apoiaram a reação do colega e vieram me censurar ao final do colóquio e revelar desapontamento comigo. Corria o ano de 2004, era professor universitário havia pouco mais de três anos e desde então me retraí para evitar ser repelido.
Esse singelo episódio é uma boa ilustração do ambiente repressivo que, diariamente, constrange inúmeros professores liberais, aos quais é imposta uma lei de silêncio quase marcial, por causa do temor de possíveis retaliações. São professores que dependem exclusivamente do magistério para sobreviver e, por essa razão, não podem expor abertamente o que pensam em redes sociais, em congressos, em seminários, em entrevistas de emprego ou em processos seletivos, especialmente para instituições públicas.
Não me referi à sala de aula porque esta merece uma atenção especial. Para os professores marxistas-gramscianos, a sala de aula é um espaço de desenvolvimento do pensamento crítico. Até aí, nada demais. Quem poderia discordar disso? O problema começa quando passam a pregar para os alunos que a única forma de aprender a ser crítico é a partir do receituário conceitual e ideológico em que acreditam. Daí para a doutrinação é um pulo, uma mera formalidade. Por mais maduros e esclarecidos que os jovens de hoje sejam, quem consegue resistir criticamente ao sonho de mudar o mundo e de corrigir todas as injustiças existentes, a começar pelas diferenças de classe? Quem resiste a culpar algo (o capital) ou alguém (o imperialismo americano, a burguesia, etc.) pelas mazelas universais? Funciona à perfeição o “canto da sereia”. E professores doutrinadores sabem como tirar proveito.
Para muitos dos professores marxistas-gramscianos, a impossibilidade de neutralidade axiológica representa, parafraseando o slogan de James Bond, uma “licença para doutrinar”. Funciona como uma espécie de álibi ou salvo-conduto para exercer sua militância travestida de atividade pedagógica, sem nenhum peso na consciência. Como estão convictos de que conhecem intimamente a fórmula para a redenção da humanidade e de que detêm o monopólio da virtude, naturalizam o processo de aliciamento ideológico que diariamente é realizado em grande parte das escolas e universidades do Brasil. Convocam alunos para passeatas e panfletagens de partidos, candidatos e sindicatos, sem a menor cerimônia. Pressionam-nos a se envolver e a apoiar agendas de movimentos sociais de esquerda, dentro e fora da sala de aula. Tudo sem jamais oferecer contrapronto digno de nota e confiança, nos conteúdos que supostamente cumprem como profissionais de magistério.
Diante de ambiente tão inóspito, não surpreende que em 2018 muitos cursos sobre o “golpe de 2016” estejam sendo oferecidos em universidades brasileiras. O panfletarismo ganha aparência de ciência normal nas mãos de professores-militantes. Regras das mais básicas da metodologia científica como a de não tratar hipótese como tese são simplesmente ignoradas.
Numa rede social, cometi a ousadia de transmitir a um professor que divulgava um desses cursos minhas restrições a tratar como inconteste que o impeachment de 2016 foi um golpe. Expus que o mínimo a esperar, como ponto de partida, seria garantir espaço para o contraditório a partir de uma pergunta inicial que poderia coincidir com o título do curso – por exemplo, “O impeachment de 2016: normalidade institucional ou golpe?”. Tal atitude permitiria que adeptos das duas versões pudessem dialogar e confrontar suas posições, chegando às suas próprias conclusões, sem maiores direcionamentos. Ainda mencionei as opiniões de um amplo leque de juristas, historiadores, escritores, jornalistas e intelectuais em geral, do Brasil e do exterior, para os quais o impeachment foi um ato perfeitamente legal e constitucional.

Recebi respostas muito “delicadas e receptivas” que prefiro não descrever aqui. Mas, se não foram das mais elegantes, revelaram-me claramente o que acontece quando narrativas com interesses específicos são elevadas ao patamar de História e ganham status acadêmico. O golpe é aqui e agora.
* DOUTOR E MESTRES EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS PELA PUC-RJ
O Estado de S.Paulo/montedo.com

O zap não perdoa ninguém...


Jorge sentou praça na Cavalaria...

Nota do editor
O texto vale como registro da data, porém não reflete minha opinião pessoal ou crença.

SÃO JORGE PADROEIRO DA CAVALARIA
Leandro Sicorra Wilemberg
Foi um santo muito popular até o século IV. Ao que me parece, nasceu no ano 303. O beato, Jacob del Voragine, conta na Lenda Áurea que São Jorge era um cavaleiro cristão cujas origens estão na Copadócia. Certa vez cavalgava pela Provísia de Lídia e chegou a uma cidade chamada Silene, que, nas proximidades, tinha um pântano e nele um dragão que espalhava o terror em toda região. A população havia se reunido para matá-lo, mas a ferocidade do animal não permitia qualquer aproximação. Para que não atacasse a cidade todos os dias eram-lhe dados cordeiros como alimentos; quando já não havia cordeiros, seres humanos eram forçados a servi-lhe de refeição. As vítimas eram escolhidas por sorteio. Quando São Jorge chegou à cidade, a filha do rei havia sido sorteada. Como não houve voluntários para substituí-la, ela foi de encontro ao dragão vestida de noiva. Mas o santo se antecipou e o atravessou com uma lança. Imediatamente, pediu à princesa seu cinto. Amarrando-o ao pescoço do monstro, que, ainda estava vivo. Entregou-o à jovem que levou o monstro prisioneiro para a cidade.
O povo, cheio de medo, preparava-se para fugir, mas São Jorge lhes dizia que bastava crer em Jesus Cristo e se batizar para que o dragão morresse. O rei e seus súditos obedeceram e se batizaram. O monstro morreu. Foi preciso usar quatro carros de boi para transportar a fantástica figura para longe. O rei ofereceu grandes riquezas à São Jorge, mas este lhe pediu que as desse para os pobres.
São Pedro Damião, num sermão durante a festa de São Jorge, disse: “nosso Santo passou na verdade de uma milícia a outra, trocou sua posição de oficial de um exército terreno pela profissão militar de Cristo e, como bom soldado, primeiro se desfez dos bens terrenos, distribuindo-os aos pobres; e, assim, livre, protegido pela couraça da fé, entrou como grande lutador de Cristo, na sua mais árdua batalha.” São Pedro Damião não fala do dragão, mas acrescenta: “o bem-aventurado Jorge, inflamado no fogo do Espírito Santo, defrontou-se com o perverso rei o venceu de todos os males bem como dos que lhe viviam em torno, elevando assim o ânimo dos soldados de Cristo para trabalhar com coragem.”
Este perverso rei é aquele que, provavelmente, se identifica com o famoso dragão. Historicamente, São Jorge não foi somente um militar de cavalaria, mas também, um mártir cristão, pois foi decapitado por Daciano durante uma das inúmeras perseguições feitas aos cristãos. Segundo os registros da época de São Jorge, sabemos que nela se registraram as cruéis perseguições por ordem de Diocecliano e Maximiliano. São Jorge, para encorajar os que vacilavam na fé, começou a gritar em praça publica: “todos os deuses e cavaleiros são demônios. Mas meu Deus, que criou o céu e a terra, é o verdadeiro Deus.”
Daciano, o magistrado, mandou prende-lo. Primeiro tentou demovê-lo das esperanças com ofertas, como sejam: promoções militares, riquezas. Mas foi tudo em vão! Ordenou, então, aos carrascos que o açoitassem e o torturassem com ferro em brasa. Mas, durante a noite, Deus curou as feridas do valente cavalariano. Daciano ordenou a um mago que preparasse uma bebida para envenenar o Santo. Entretanto, essa não fez efeito. O Mago se converteu ao cristianismo e morreu como mártir.
O tirano tentou matar São Jorge esmagando-o entre duas pedras ásperas e submergindo-o num caldeirão de chumbo derretido. Foi tudo em vão!
Ao ver isto, Daciano recorreu novamente as promessas. São Jorge fingiu que estava disposto a oferecer sacrifícios aos ídolos. Todo o povo se reuniu para assistir à rendição daquele que, valentemente, havia atacado esses deuses.
São Jorge passou a orar até que desceu do céu uma chama e consumiu os ídolos e sacerdotes pagãos e a terra se abriu para tragá-los. A mulher de Daciano, que havia assistido à cena, se converteu. Entretanto, cheio de ira pelo fato, Daciano mandou decapitar o Santo. A sentença foi executada sem dificuldade, mas quando Daciano retornava do local de execução foi consumido pelo fogo que desceu do céu. Entende-se que aqui há história a lenda. Mas, historicamente, São Jorge foi um santo que morreu mártir da fé e, também, foi um corajoso soldado de cavalaria.
POR ISSO, É O PADROEIRO DE CAVALARIA!
Revista do Exército Brasileiro, Vol.133, 2o trimestre de 1996 (Facebook)

21 de abril de 2018

A história se repete: reajuste dos militares pode ser adiado para fechar contas de 2019

Resultado de imagem para aumento dos militaresSegundo o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, para tentar impedir a paralisação da máquina administrativa e dos investimentos públicos no ano que vem, o governo vai ter de postergar para 2020 o reajuste dos servidores públicos previsto para 2019. 
A medida deve incluir os 6,28% para os  militares das Forças Armadas, que seriam concedidos em janeiro, como última parcela do reajuste concedido em 2016.
Com informações do Estado de São Paulo

BR 116 Sul: Dnit chama Exército para retomar obra parada há mais de um ano no RS

Dnit vai oficializar proposta para Exército retomar parte da duplicação da BR-116
Obras no trecho entre Guaíba e Barra do Ribeiro, na Região Metropolitana de Porto Alegre, estão paradas há mais de um ano porque construtora enfrenta dificuldades financeiras
JOCIMAR FARINA
Porto Alegre (RS) - O Comando Militar do Sul será apresentado na próxima segunda-feira (23) à proposta do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para que o Exército conclua um trecho de 50 quilômetros da duplicação da BR-116, entre Guaíba e Barra do Ribeiro.
Wagner Zacher / Sindilojas Costa Doce / Divulgação
Municípios da zona sul do RS alertam que 30 pessoas morreram no trecho da BR-116 no último ano
Wagner Zacher / Sindilojas Costa Doce / Divulgação
Caberá ao Exército analisar o orçamento e os trabalhos a serem executados. Caso a instituição aceite a proposta, há chance de mobilização na obra ainda no primeiro semestre. A conclusão do trecho necessita de mais um ano e meio de serviço.
No Estado, o Exército vem operando na manutenção da BR-116, na região de Vacaria. O Dnit está contratando uma nova empresa para atuar na rodovia, e o Batalhão de Engenharia de Construção do Exército passará a atuar na conservação da BR-285. No país, a instituição trabalha nas obras da BR-101 no Nordeste e na transposição do Rio São Francisco.
A duplicação do trecho entre Guaíba e Barra do Ribeiro era de responsabilidade da construtora Constran. Porém, em recuperação judicial, a empresa não tem conseguido obter o seguro garantia para retomar o contrato com o Dnit. A segunda opção seria relicitar toda a obra, mas essa alternativa acarretaria mais de um ano de espera.
Diante do impasse, o departamento cogitou chamar a segunda colocada na licitação. No entanto, os serviços que ainda precisam ser executados são pouco atrativos devido à baixa rentabilidade, uma vez que a concorrência é de 2010.
As obras no trecho estão paradas há um ano e quatro meses. Desde maio de 2013, 62% dos serviços foram realizados na região. Ainda faltam concluir o viaduto de Barra do Ribeiro, a travessia urbana de Guaíba e a pavimentação de 24 quilômetros.
Já os trabalhos no lote 2 estão paralisados desde o começo de 2016. No local, 70% do serviço foi realizado — resta, ainda, a terraplenagem e a pavimentação de todo lote.

Ritmo lento
A duplicação dos 211 quilômetros entre Guaíba e Pelotas caminha a passos lentos. O baixo ritmo das obras, junto com o reajustamento, faz com que até o percentual de execução diminua. Dados atualizados indicam que a duplicação está 58,7% pronta. Esse percentual havia chegado a 60% meses atrás.
Com 58,7% das obras concluídas, a duplicação está paralisada em mais da metade dos nove lotes. Por isso, os recursos liberados para 2018 estão sendo investidos naqueles que estão em andamento: o 4 (Camaquã), o 5 (Camaquã), o 6 (Cristal) e o 7 (São Lourenço do Sul).
Em 2012, a previsão de investimento para duplicar 211,22 quilômetros (sem contar o contorno de Pelotas) era de R$ 868,9 milhões. Hoje, cálculos atualizados apontam que a obra custará R$ 1,3 bilhão, um aumento de R$ 478,3 milhões.
Já foram investidos R$ 791 milhões desde 2012. Para concluir a duplicação faltam ainda R$ 556 milhões.
GAÚCHAZH./montedo.com

Coreia do Norte garante encerrar testes de mísseis e artefatos nucleares

Guinada nas relações exteriores do país deverá ter encontro de Kim Jong-Un com Trump
Guinada nas relações exteriores do país deverá ter encontro de Kim Jong-Un com Trump | Foto: KCNA / AFP / CP
Guinada nas relações exteriores do país deverá ter encontro de Kim Jong-Un com Trump | Foto: KCNA / AFP / CP
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, anunciou a suspensão dos testes nucleares e de mísseis, assim como o fechamento das instalações de provas atômicas, informou neste sábado a agência de notícias norte-coreana KCNA. "A partir de 21 de abril, a Coreia do Norte deterá seus testes nucleares e seus lançamentos de mísseis balísticos intercontinentais.
Pyongyang "fechará as instalações de testes nucleares no norte do país para demonstrar sua promessa de suspender os testes nucleares", confirmou a agência sul-coreana Yonhap. "Como já comprovamos a efetividade das armas nucleares, não necessitamos realizar mais testes nucleares ou lançamentos de mísseis de médio ou longo alcance, ou de mísseis balísticos intercontinentais", declarou Kim em um evento do Partido, segundo a KCNA. "As instalações nucleares do Norte completaram sua missão", acrescentou Kim na reunião do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia.
O regime norte-coreano promoveu durante anos uma política de "desenvolvimento simultâneo" nos âmbitos militar e econômico, recordou Kim, afirmando que agora a Coreia do Norte é um Estado poderoso. "O partido e toda a Nação deverão se concentrar agora no desenvolvimento da economia socialista. Esta é a nova política estratégica do partido", declarou Kim ao Comitê Central.
O presidente americano, Donald Trump, saudou o anúncio de Kim como "uma ótima notícia para a Coreia do Norte e para o mundo". "Grande progresso", tuitou. A Coreia do Sul celebrou a decisão, qualificada de "avanço significativo" para a "'desnuclearização' da península coreana". "Isto criará um entorno muito positivo para o sucesso das iminentes cúpulas entre as Coreias e com os Estados Unidos".
O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, saudou "uma iniciativa de futuro", mas destacou que "o ponto importante é saber se esta decisão levará ao abandono completo do desenvolvimento nuclear e de mísseis de maneira comprovável e irreversível". "Queremos vigiar isto de perto". Já o ministro japonês da Defesa, Itsunori Onodera, declarou que "não pode estar satisfeito" com uma declaração na qual Kim não menciona "o abandono dos mísseis balísticos de curto e médio alcance", que ameaçam o Japão. Itsunori Onodera acrescentou que o Japão não modificará sua política de pressão sobre o regime norte-coreano até "o abandono definitivo das armas de destruição em massa, armas nucleares e mísseis".
Pyongyang obteve rápidos progressos tecnológicos em seus programas de armas nos últimos anos, provocando duras sanções por parte do Conselho de Segurança da ONU, dos Estados Unidos, da União Europeia, de Coreia do Sul e de outros países. No ano passado, o regime norte-coreano realizou seu sexto teste nuclear, o mais potente até a data, e lançou mísseis capazes de atingir o território americano.
O anúncio, que os Estados Unidos aguardavam há tempo, é um passo crucial no rápido degelo diplomático que experimenta a península coreana. A revelação chega menos de uma semana antes da cúpula entre Kim e o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, na Zona Desmilitarizada que divide a península, e semanas antes do encontro entre o líder norte-coreano e o presidente americano, Donald Trump.
CORREIO do POVO/montedo.com

Quais são as poderosas armas de que dispõem os atores-chave do conflito na Síria

Ataque de 2017 contra a Síria
Destróieres da Marinha americana foram usados em 2017 para lançar 59 mísseis Tomahawk contra a base aérea siria de Shayrat (Getty Images)
O bombardeio por parte dos Estados Unidos e de seus aliados, França e Reino Unido, a vários pontos estratégicos do governo de Bashar al-Assad na Síria, no fim de semana passado, aumentou o clima de tensão que existe entorno desse país entre Rússia e essas potências do Ocidente.
Essa ação foi uma resposta ao suposto ataque com armas químicas a Douma, cidade nos arredores de Damasco, cuja autoria tanto o presidente francês, Emmanuel Macron, quanto a primeira-ministra britânica, Theresa May, atribuíram ao regime de Assad.
A ameaça de bombardeio iminente feita por Donald Trump na semana anterior já havia criado uma enorme tensão política e militar devido ao apoio do presidente russo, Vladimir Putin, ao governo sírio.
Depois do ataque, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse à BBC que a situação entre Moscou e as potências ocidentais está pior do que aquela vivenciada durante a Guerra Fria.
A situação está longe de ser resolvida – não se pode afastar o risco de uma escalada. Cabe então saber: quais são as armas conhecidas de que dispõem os principais atores desse ambiente de tensão?

Estados Unidos: orçamento de defesa de US$ 600 bilhões
No bombardeio à Síria no fim de semana, os Estados Unidos usaram vários de seus navios de guerra localizados no Mar Vermelho, no Golfo Pérsico e no Mediterrâneo oriental.
Entre eles estavam o USS Monterrey, o USS Laboon, o USS Higgins e o submarino USS John Warner. Além disso, Washington conta em seu arsenal com o destróier USS Donald Cook, um tipo de navio de guerra concebido para escoltar navios maiores e defendê-los contra agressores.
capacidade bélica EUA na Síria
Há um ano, foram exatamente dois destróieres da Marinha americana no Mediterrâneo que lançaram 59 mísseis Tomahawk contra a base aérea síria Al Shayrat, localizada na província de Homs.
Washington afirmou que essas instalações serviram para armazenar armas químicas usadas no ataque contra uma cidade naquela província, controlada por opositores do governo do presidente Bashar al-Assad, apenas 72 horas antes.
Devido ao seu design e capacidade de voar em baixa altitude, os Tomahawks usados são muito difíceis de detectar. Além disso, emitem pouco calor e por isso não podem ser descobertos por sistemas infravermelhos.
mísseis de cruzeiro
Uma porta-voz do Pentágono disse que, durante o ataque do último fim de semana, forças americanas, francesas e britânicas dispararam 105 mísseis e que todos atingiram o alvo – algo que a Rússia e a Síria negam. De qualquer forma, muitos desses mísseis eram Tomahawk.
Os Estados Unidos também possuem uma grande frota de caças-bombardeiros em seus porta-aviões no Golfo Pérsico. São aviões capazes de cumprir tanto missões de interceptação e combate aéreo como também de realizar ataques com bombas e/ou foguetes a alvos terrestres.
Segundo o Pentágono, dois aviões Lancer B-1 dispararam mísseis ar-terra durante o bombardeio.
A maior base militar dos EUA no Oriente Médio está no Catar, onde há caças F-16 e aviões A10, que podem entrar em ação com relativa rapidez.
O F-16 é conhecido por ser um dos aviões de guerra mais confiáveis e eficazes do mundo. Tem um alcance de cerca de 3.220 quilômetros, o que permite a ele permanecer em zonas de combate por mais tempo que outras aeronaves.
Caças F-16
Os EUA dispõem de caças F-16, que estão entre os aviões de guerra mais confiáveis e eficazes do mundo (AFP)
Os EUA dispõem de caças F-16, que estão entre os aviões de guerra mais confiáveis e eficazes do mundo
Os Estados Unidos também dispõem de bombardeiros B-52, que em outras ocasiões foram usados para atacar alvos na região.
Em Kobane, pequena cidade curda no norte da Síria, Washington usou uma base aérea para levar equipamentos e tropas a bordo dos aviões de transporte militar C130 e C17, que são grandes o suficiente para carregar pequenos aviões e helicópteros em seu interior.

Rússia: orçamento de defesa de US$ 69 bilhões
Capacidade bélica da Rússia na Síria
O aviso da Rússia de que iria responder a qualquer ataque dos Estados Unidos colocou em dúvida se seu avançado sistema antiaéreo S-400, ainda que não testado, poderia ser usado em um confronto.
Ele foi implantado na Síria depois que um caça russo foi abatido ali, mas até agora só havia servido como instrumento de dissuasão.
O Pentágono afirma que não há elementos que sugiram que as defesas antiaéreas russas tenham sido usadas no fim de semana.
No entanto, o Ministério da Defesa da Rússia disse que a Síria conseguiu derrubar 71 dos 103 mísseis disparados pelas potências ocidentais.
O S-400 pode lançar três tipos de mísseis e diz-se que é capaz de enfrentar todos os alvos aéreos, incluindo aviões e mísseis, com velocidade e eficiência notáveis, em um raio de 400 km – o que, em essência, permitiria dar cobertura à maior parte da Síria.
Moscou assegura que o sistema tem grandes capacidades para derrubar até mesmo os chamados aviões "invisíveis", cuja tecnologia os torna indetectáveis por radar.
Tipos de defesa da Rússia
Detectar objetos, avaliar potenciais ameaças e lançar mísseis para destruir mísseis estão entre suas funcionalidades. O sistema pode guiar até 12 mísseis simultaneamente e perseguir até seis alvos ao mesmo tempo.
Martin S Navias, do Departamento de Estudos de Guerra da universidade King's College, de Londres, explica que os ataques aéreos geralmente buscam neutralizar as defesas terra-ar de um país, mas, nesse caso, o sistema russo representa um obstáculo.
O alcance do S-400 se estende além do espaço aéreo da Síria, o que significa que os alvos podem ser abatidos antes mesmo de entrar no território sírio. No entanto, alguns analistas questionam as capacidades de interceptação desse sistema russo.
Moscou também tem vários tipos de aeronaves na Síria: os bombardeiros Sukhoi-24, os Sukhoi-25, caças polivalentes, aviões de transporte, navios de espionagem e helicópteros de combate.
Muitos deles estão ou foram estacionados na base aérea de Hmeymim, de onde a Rússia lança seus ataques contra os grupos rebeldes sírios.
O Kremlin disse no passado que usou o submarino Rostov-on-Don, a partir do Mediterrâneo, para lançar mísseis Kalibr contra alvos em território sírio.
Também disparou foguetes contra o grupo extremista autodenominado Estados Islâmicos a partir de navios de guerra localizados no mar Cáspio.

Reino Unido: orçamento de defesa de US$ 50 bilhões
Os britânicos mantêm aviões de combate em uma base em Chipre, que podem entrar em ação a qualquer momento.
Há no local oito aviões Tornado supersônicos. Ainda que se trate de um modelo que entrou em operação pela primeira vez em 1982, eles recentemente foram equipados com sistemas para o lançamento de mísseis de precisão.
O Ministério da Defesa britânico afirmou que quatro desses Tornados participaram do bombardeio à Síria no sábado passado.
capacidade bélica do Reino Unido na Síria
Os caças-bombardeiros Typhoon também estão operando na região e serviram para realizar vários ataques no Iraque nos últimos anos. Estes navios lançam bombas guiadas por laser Paveway 4 e mísseis Brimstone.
O Reino Unido também possui uma frota de aviões não tripulados no Oriente Médio, incluindo dez drones Reaper, que foram usados para missões no Iraque e na Síria.
O MQ-9 Reaper é um drone capaz de subir até 15.240 metros e tem autonomia de voo de 1.850 km. Está equipado com mísseis Hellfire.
As aeronaves de vigilância Rivet Joint, que podem operar sob quaisquer condições climáticas, também estão prontas para ser usadas na região.

França: orçamento de defesa de US$ 34 bilhões
No total, a França disparou doze mísseis no sábado passado. Além dos três de cruzeiros navais, os outros nove projéteis saíram de caças franceses, em uma ofensiva em que foram mobilizados cinco Rafale, quatro Mirages 2000-5, dois aviões de reconhecimento Awacs e cinco aviões de abastecimento que decolaram de bases na França.
O país colocou os caças-bombardeiros Mirage e Rafale em bases aéreas na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos.
Essas aeronaves, que podem portar bombas guiadas por laser de 250 quilos, foram usadas para atacar o Estado Islâmico na Síria e no Iraque.
O Rafale é o principal trunfo de ataque aéreo da França e foi usado contra o Estado Islâmico tanto na Síria quanto no Iraque
Paris não poderá dispor de seu porta-aviões nuclear Charles de Gaulle, que havia sido enviado anteriormente à região, porque ele está em manutenção.
No entanto, a França tem marinheiros e aviadores a bordo do navio de Guerra Americano USS George H.W. Bush, que participa de missões de treinamento e operações conjuntas.

Síria: orçamento de defesa de US$ 2 bilhões
O sistema de defesa aérea da Síria foi duramente atingido pelos recentes ataques de Israel, mas continua sendo uma ameaça para qualquer avião de guerra, já que seus mísseis ainda são suficientemente rápidos para derrubá-los.
O sistema já costumava ser altamente capaz, composto principalmente de mísseis do tipo S-200, e foi recentemente atualizado para incluir armas russas como os foguetes SA-22 e SA-17.
O S-200 usam combustível líquido e estão projetados para voar a velocidades de até Mach 8, ou seja, até oito vezes mais rápido que a velocidade do som. Eles são guiados até o alvo por radar e, uma vez que o alcançam, detonam seus 217 kg de carga explosiva.
A Síria também dispõe de uma variedade de sofisticados sistemas de radares chineses.
Da Base Aérea de Shayrat – que tem duas pistas de pouso de 3 km de extensão, além de dezenas de hangares, edifícios e armazéns –, a Força Aérea da Síria opera seus caças-bombardeiros Su-22 e MiG-23.
No entanto, grande parte da frota é obsoleta e requer manutenção significativa para conservar sua capacidade ofensiva.
Segundo as autoridades russas, para enfrentar o bombardeio do fim de semana, as forças sírias usaram sistemas de mísseis antiaéreos S-125, S-200, Buk e Kvadrat.
Elas asseguraram que esses sistemas, por exemplo, teriam permitido a interceptação de 12 mísseis de cruzeiro disparados pelas potências ocidentais contra o aeroporto militar sírio de Al Dumayr, segundo o site de notícias estatal russo Sputnik.
BBC/montedo.com

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